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Com base no capítulo “Quando Deus criou os Pais”, do livro Histórias para o
coração 2. (A lenda da criação dos pais).
Conta-se que, quando Deus se dispôs a criar os pais, ele se esmerou a tal ponto
que atraiu a atenção de um anjo, que ficou a observá-lo. Deus começou
fazendo um homem de estatura muito alta. O anjo vacilou um pouco, mas
resolveu falar com o Criador: Senhor, que tipo de pai é este? Se as crianças são
baixinhas, por que um pai tão alto? Ele terá dificuldades para jogar bolinhas de
gude sem se ajoelhar. Não poderá colocar uma criança na cama, nem beijá-la,
sem ter que se curvar muito. Deus sorriu e explicou que o pai precisava ser
alto, para a criança ter alguém para enxergar, quando olhasse para cima. Aí, ele
partiu para colocar mãos grandes e vigorosas no modelo.
O anjo criou coragem e falou outra vez: Senhor, desculpe-me. Mas mãos
grandes são desajeitadas. Elas não vão conseguir abotoar botões pequenos, nem
prender elástico nos cabelos e nem retirar cisco do olho de uma criança. E
como irão trocar fraldas num bebezinho? Pensei nisso, respondeu Deus, com
toda sua paciência. Eu as fiz grandes o suficiente para segurar tudo o que um
menino tira do bolso no fim do dia. E você verá, são pequenas o suficiente para
segurar e acariciar o rosto de uma criança. Depois, Deus começou a modelar as
pernas. E as fez longas, esguias. E colocou ombros largos no protótipo de pai
que estava criando. O senhor percebeu que fez um pai sem colo? Quando ele
segurar uma criança, ela vai cair pelo vão das suas pernas! Tornou a censurar o
anjo.
Deus continuou a modelar, com todo o cuidado e esclareceu: Mães necessitam
de colo. O pai necessita de ombros fortes para equilibrar um menino na
bicicleta ou segurar uma cabeça sonolenta no caminho de casa, depois das
brincadeiras do circo ou da ida ao parque. E Deus colocou pés grandes. Os
maiores pés que o anjo já tinha visto. Ele não se conteve: Senhor, acha justo
isso? Honestamente, o senhor acha que esses dois pés vão conseguir saltar
rápido da cama quando o bebê chorar? E quando tiver que atravessar um salão
de festas de aniversário de sua criança, então! No mínimo, com esses pés
enormes vai esmagar umas três delas, até chegar do outro lado. Eles vão ser
úteis, foi explicando o bom Deus. Você verá. Vão ter força para sustentar uma
criança que deseje ver o mundo, do alto do pescoço do pai.
Ou que deseje brincar de cavalinho. Vão dar passadas firmes e quando a
criança as ouvir, subindo as escadas, em direção ao seu quarto, se sentirá
segura, por saber que o pai logo mais estará ali, para abençoá-la, antes de se
entregar ao sono. Deus continuou a trabalhar noite adentro. Deu ao pai poucas
palavras, porém uma voz firme, cheia de autoridade. Deu-lhe também olhos
que enxergavam tudo, mas que continuavam calmos e tolerantes.
Contemplando Sua obra de arte, Deus resolveu acrescentar um último detalhe.
Tocou com Seus dedos os olhos do pai e colocou lágrimas que ele pudesse
acionar, quando tivesse necessidade. Aí, virou-se para o anjo e perguntou:
Agora, você está satirfeito em ver que ele pode amar tanto quanto uma mãe?
O anjo nada mais tinha a argumentar. Permaneceu em silêncio.
Talvez a mais rica, forte e profunda experiência da caminhada humana seja a de
ter um filho. Plana de emoções, por vezes angustiante, ser pai é provar os
limites que constituem o sal e o mel do ato de amar alguém. Quando nascem,
os filhos comovem por sua fragilidade, seus imensos olhos, sua inocência e
graça. Basta vê-los para que o coração se alargue em riso e cor. Um sorriso é
capaz de abrir as portas de um paraíso. Eles chegam à nossa vida com
promessas de amor incondicional. Dependem de nosso amor, dos cuidados que
temos. E retribuem com gestos que enternecem. Mas os anos passam e os
filhos crescem. Escolhem seus próprios caminhos, parceiros e profissões.
Trilham novos rumos, afastam-se da matriz.
O tempo se encarrega da formação de novas famílias. Os netos nascem.
Envelhecemos. E então algo começa a mudar. Os filhos já não têm pelos pais
aquela atitude de antes. Parece que agora só os ouvem para fazer críticas,
reclamar, apontar falhas. Já não brilha mais nos olhos deles aquela admiração
da infância e isso é uma dor imensa para os pais. Por mais que disfarcem, todo
pai percebe as mínimas faíscas no olho de um filho. É quando mais idosos,
dizem para si mesmos: Que fiz eu? Por que o encanto acabou? Por que meu
filho já não me tem como seu herói particular? Apenas passaram-se alguns anos
e parece que foram esquecidos os cuidados e a sabedoria que antes era
referência para tudo na vida. Aos poucos, a atitude dos filhos se torna cada vez
mas impertinente.
Praticamente não ouvem mais os conselhos. A cada dia demonstram mais
impaciência. Acham que os pais têm opiniões superadas, antigas. Pior é quando
implicam com as manias, os hábitos antigos, as velhas músicas. E tentam fazer
os velhos pais se adaptarem aos novos tempos, aos novos costumes. Quanto
mais envelhecem os pais, mais os filhos assumem o controle. Quando eles
estão bem idosos, já não decidem o que querem fazer ou o que desejam comer
e beber. Raramente são ouvidos quando tentam fazer algo diferente. Passeios,
comida, roupas, médicos, tudo passa a ser decidido pelos filhos. E, no entanto,
os pais estão apenas idosos. Mas continuam em plena posse da mente. Por que
então desrespeitá-los? Por que tratá-los como se fossem inúteis ou crianças sem
discernimento?
Sim, é o que a maioria dos filhos faz. Dá ordens aos pais, trata-os como se não
tivessem opinião ou capacidade de decisão. E, no entanto, no fundo daqueles
olhos cercados de rugas, há tanto amor. Naquelas mãos trêmulas, há sempre um
gesto que abençoa, acaricia.
É de relevância a lição dos exemplos dos pais aos filhos, a par da assistência
constante de que necessitam os caracteres em formação, argila plástica que
deve ser bem modelada. No compromisso do amor, estão evidentes o
companheirismo, o diálogo franco, a solidariedade, a indulgência e a energia
moral de que necessitam os filhos, no longo processo da aquisição dos valores
éticos, espirituais, intelectuais e sociais.
Os deveres dos pais em relação aos filhos estão inscritos na consciência.
Grande é a tarefa que lhes está reservada, no que tange aos deveres da
educação dos Espíritos que lhes são confiados na qualidade de filhos da carne.
A cada dia que nasce, lembre-se, está mais perto o dia da separação. Um dia, o
velho pai já não estará aqui. Então, valorize o tempo de agora com os pais
idosos. Paciência para com eles quando se recusarem a tomar remédios, quando
falam interminavelmente sobre doenças, quando se queixam de tudo. Abrace-os
apenas, enxugue as lágrimas deles, ouça as histórias, mesmo que sejam
repetidas, e dê-lhes atenção, afeto. Acredite: dentro daquele velho coração
brotarão todas as flores da esperança e da alegria.
Aproveito a oportunidade nesse dia, para homenagear todos os pais do mundo,
envolvendo-os nessa atmosfera de amor e de paz, que ora nos envolvem agora.
Desejando que todos eles tenham força, coragem, ânimo, acima de tudo
discernimento para assumirem os seus messianatos, uma vez que todos os pais
são missionários por estarem custodiando os filhos de Deus. Os pais não são
pais, estão pais. A bem da verdade, ele e os filhos, são irmãos em caminhada.
Muita Paz!
Visite o meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br
A serviço da Doutrina Espírita; com estudos comentados de O Livro dos
Espíritos, de O Livro dos Médiuns, e de O Evangelho Segundo o Espiritismo.

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A criação do pai perfeito: quando Deus modelou o protótipo paternal

  • 1.
  • 2. Com base no capítulo “Quando Deus criou os Pais”, do livro Histórias para o coração 2. (A lenda da criação dos pais). Conta-se que, quando Deus se dispôs a criar os pais, ele se esmerou a tal ponto que atraiu a atenção de um anjo, que ficou a observá-lo. Deus começou fazendo um homem de estatura muito alta. O anjo vacilou um pouco, mas resolveu falar com o Criador: Senhor, que tipo de pai é este? Se as crianças são baixinhas, por que um pai tão alto? Ele terá dificuldades para jogar bolinhas de gude sem se ajoelhar. Não poderá colocar uma criança na cama, nem beijá-la, sem ter que se curvar muito. Deus sorriu e explicou que o pai precisava ser alto, para a criança ter alguém para enxergar, quando olhasse para cima. Aí, ele partiu para colocar mãos grandes e vigorosas no modelo.
  • 3. O anjo criou coragem e falou outra vez: Senhor, desculpe-me. Mas mãos grandes são desajeitadas. Elas não vão conseguir abotoar botões pequenos, nem prender elástico nos cabelos e nem retirar cisco do olho de uma criança. E como irão trocar fraldas num bebezinho? Pensei nisso, respondeu Deus, com toda sua paciência. Eu as fiz grandes o suficiente para segurar tudo o que um menino tira do bolso no fim do dia. E você verá, são pequenas o suficiente para segurar e acariciar o rosto de uma criança. Depois, Deus começou a modelar as pernas. E as fez longas, esguias. E colocou ombros largos no protótipo de pai que estava criando. O senhor percebeu que fez um pai sem colo? Quando ele segurar uma criança, ela vai cair pelo vão das suas pernas! Tornou a censurar o anjo.
  • 4. Deus continuou a modelar, com todo o cuidado e esclareceu: Mães necessitam de colo. O pai necessita de ombros fortes para equilibrar um menino na bicicleta ou segurar uma cabeça sonolenta no caminho de casa, depois das brincadeiras do circo ou da ida ao parque. E Deus colocou pés grandes. Os maiores pés que o anjo já tinha visto. Ele não se conteve: Senhor, acha justo isso? Honestamente, o senhor acha que esses dois pés vão conseguir saltar rápido da cama quando o bebê chorar? E quando tiver que atravessar um salão de festas de aniversário de sua criança, então! No mínimo, com esses pés enormes vai esmagar umas três delas, até chegar do outro lado. Eles vão ser úteis, foi explicando o bom Deus. Você verá. Vão ter força para sustentar uma criança que deseje ver o mundo, do alto do pescoço do pai.
  • 5. Ou que deseje brincar de cavalinho. Vão dar passadas firmes e quando a criança as ouvir, subindo as escadas, em direção ao seu quarto, se sentirá segura, por saber que o pai logo mais estará ali, para abençoá-la, antes de se entregar ao sono. Deus continuou a trabalhar noite adentro. Deu ao pai poucas palavras, porém uma voz firme, cheia de autoridade. Deu-lhe também olhos que enxergavam tudo, mas que continuavam calmos e tolerantes. Contemplando Sua obra de arte, Deus resolveu acrescentar um último detalhe. Tocou com Seus dedos os olhos do pai e colocou lágrimas que ele pudesse acionar, quando tivesse necessidade. Aí, virou-se para o anjo e perguntou: Agora, você está satirfeito em ver que ele pode amar tanto quanto uma mãe?
  • 6. O anjo nada mais tinha a argumentar. Permaneceu em silêncio. Talvez a mais rica, forte e profunda experiência da caminhada humana seja a de ter um filho. Plana de emoções, por vezes angustiante, ser pai é provar os limites que constituem o sal e o mel do ato de amar alguém. Quando nascem, os filhos comovem por sua fragilidade, seus imensos olhos, sua inocência e graça. Basta vê-los para que o coração se alargue em riso e cor. Um sorriso é capaz de abrir as portas de um paraíso. Eles chegam à nossa vida com promessas de amor incondicional. Dependem de nosso amor, dos cuidados que temos. E retribuem com gestos que enternecem. Mas os anos passam e os filhos crescem. Escolhem seus próprios caminhos, parceiros e profissões. Trilham novos rumos, afastam-se da matriz.
  • 7. O tempo se encarrega da formação de novas famílias. Os netos nascem. Envelhecemos. E então algo começa a mudar. Os filhos já não têm pelos pais aquela atitude de antes. Parece que agora só os ouvem para fazer críticas, reclamar, apontar falhas. Já não brilha mais nos olhos deles aquela admiração da infância e isso é uma dor imensa para os pais. Por mais que disfarcem, todo pai percebe as mínimas faíscas no olho de um filho. É quando mais idosos, dizem para si mesmos: Que fiz eu? Por que o encanto acabou? Por que meu filho já não me tem como seu herói particular? Apenas passaram-se alguns anos e parece que foram esquecidos os cuidados e a sabedoria que antes era referência para tudo na vida. Aos poucos, a atitude dos filhos se torna cada vez mas impertinente.
  • 8. Praticamente não ouvem mais os conselhos. A cada dia demonstram mais impaciência. Acham que os pais têm opiniões superadas, antigas. Pior é quando implicam com as manias, os hábitos antigos, as velhas músicas. E tentam fazer os velhos pais se adaptarem aos novos tempos, aos novos costumes. Quanto mais envelhecem os pais, mais os filhos assumem o controle. Quando eles estão bem idosos, já não decidem o que querem fazer ou o que desejam comer e beber. Raramente são ouvidos quando tentam fazer algo diferente. Passeios, comida, roupas, médicos, tudo passa a ser decidido pelos filhos. E, no entanto, os pais estão apenas idosos. Mas continuam em plena posse da mente. Por que então desrespeitá-los? Por que tratá-los como se fossem inúteis ou crianças sem discernimento?
  • 9. Sim, é o que a maioria dos filhos faz. Dá ordens aos pais, trata-os como se não tivessem opinião ou capacidade de decisão. E, no entanto, no fundo daqueles olhos cercados de rugas, há tanto amor. Naquelas mãos trêmulas, há sempre um gesto que abençoa, acaricia. É de relevância a lição dos exemplos dos pais aos filhos, a par da assistência constante de que necessitam os caracteres em formação, argila plástica que deve ser bem modelada. No compromisso do amor, estão evidentes o companheirismo, o diálogo franco, a solidariedade, a indulgência e a energia moral de que necessitam os filhos, no longo processo da aquisição dos valores éticos, espirituais, intelectuais e sociais.
  • 10. Os deveres dos pais em relação aos filhos estão inscritos na consciência. Grande é a tarefa que lhes está reservada, no que tange aos deveres da educação dos Espíritos que lhes são confiados na qualidade de filhos da carne. A cada dia que nasce, lembre-se, está mais perto o dia da separação. Um dia, o velho pai já não estará aqui. Então, valorize o tempo de agora com os pais idosos. Paciência para com eles quando se recusarem a tomar remédios, quando falam interminavelmente sobre doenças, quando se queixam de tudo. Abrace-os apenas, enxugue as lágrimas deles, ouça as histórias, mesmo que sejam repetidas, e dê-lhes atenção, afeto. Acredite: dentro daquele velho coração brotarão todas as flores da esperança e da alegria.
  • 11. Aproveito a oportunidade nesse dia, para homenagear todos os pais do mundo, envolvendo-os nessa atmosfera de amor e de paz, que ora nos envolvem agora. Desejando que todos eles tenham força, coragem, ânimo, acima de tudo discernimento para assumirem os seus messianatos, uma vez que todos os pais são missionários por estarem custodiando os filhos de Deus. Os pais não são pais, estão pais. A bem da verdade, ele e os filhos, são irmãos em caminhada. Muita Paz! Visite o meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br A serviço da Doutrina Espírita; com estudos comentados de O Livro dos Espíritos, de O Livro dos Médiuns, e de O Evangelho Segundo o Espiritismo.