Entendendo o decálogo

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Entendendo o decálogo

  1. 1. As religiões nos falam de Deus. E nós observamos que, desde a História da Humanidade, o homem tem se apegado a questões religiosas. E dentro de um desses movimentos religiosos, a presença de Moisés é significativa, antecedendo a Jesus. Moisés nos trouxe o Decálogo ou Dez Mandamentos; trouxe também as leis civis. Sua obra está contida em cinco livros, o Pentateuco Mosaico. Mas, o que tem maior importância para o nosso estudo é o Decálogo, porque os demais são reconhecidos como apenas leis civis, próprias para os hebreus. Nos Dez Mandamentos, as orientações que ali estão contidas permanecem ainda necessárias às nossas vidas, porque ainda não conseguimos pôr em prática, integralmente, aquilo que ali está estabelecido.
  2. 2. Jesus Cristo refere-se aos 10 mandamentos quando um jovem lhe pergunta como alcançar a vida eterna: “Mestre, que devo fazer de bom para ter a vida eterna?” Jesus responde: «Se queres entrar na vida, observa os mandamentos». E cita ao seu interlocutor os mandamentos que dizem respeito ao amor do próximo: «Não matarás; não cometerás adultério: não furtarás; não levantarás falso testemunho; honra pai e mãe». Finalmente, resume estes mandamentos de modo positivo: «Amarás o teu próximo como a ti mesmo» (Mat. 19, 16-19). Vamos falar de cada um deles.
  3. 3. Amar a Deus sobre todas as coisas x Materialismo: Este é um mandamento do qual pouco nos confessamos, entretanto, quantas faltas de amor nós realizamos. Devemos amar a Deus com todo coração e toda alma, como corresponde à nossa condição de filhos de Deus. Em geral, somos levados a desprezar as coisas espirituais, em benefícios dos prazeres terrenos. Muitos só estão interessados em buscar o que impressiona aos olhos, e não o que faz bem ao espírito. Amar a Deus não significa ficar glorificando-O o dia todo, mas, sim, praticar seus ensinos, fazendo ao próximo o que desejamos para nós mesmos. Porém, ainda temos essa dificuldade de amar Deus.
  4. 4. Não usar o nome de Deus em vão x Comércio Religioso: Este mandamento nos manda respeitar e usar bem o nome de Deus, porque devemos ter um grande respeito pelo nome do Criador, e não pronunciá-lo nunca de maneira desrespeitosa ou desnecessária. Há pessoas que abusam da boa fé alheia, comercializando o céu, oferecendo o Reino de Deus. É importante analisarmos o que nos é prometido em nome de Deus, pois não há dinheiro ou promessas vãs que nos tragam a paz, mas, sim, nossa mudança sincera, e a busca da caridade.
  5. 5. Guardar o dia do sábado x Ociosidade: Esta orientação foi feita por conta do coração endurecido daquele povo da época, que não via nas pessoas comuns, serviçais, escravos, indivíduos que merecessem consideração e, em se guardando o sábado, deu-se uma folga naquele trabalho estafante. Agora, quantos de nós deixamos de frequentar a casa religiosa, seja de qual religião for, por preguiça? Temos desculpas mil. Porém, quando passamos por dificuldades, lá vamos nós correndo à casa religiosa, pedir para que resolvam nossos problemas. É necessário que tenhamos uma frequência regular à religião, para que nossa vida mental esteja equilibrada, para quando vierem as dificuldades, estejamos fortalecidos para enfrentá-las, com os ânimos renovados.
  6. 6. Honrar pai e mãe x Desagregação familiar: Deus quer que os filhos amem a seus pais e os honrem sendo obedientes, respeitosos, carinhosos com eles e, além disso, que lhes ajudem no que necessitem. Temos este dever para com todo aquele que tem uma autoridade sobre nós. Do mesmo modo, este mandamentos manda aos pais a amar e velar pelo bem de seus filhos, proporcionando-lhes uma boa educação e atendendo-os o melhor possível em suas necessidades. Mas, de um modo geral, o homem tem uma grande dificuldade de cumprir esse mandamento até hoje. Vemos criaturas que não enxergam no pai e na mãe aqueles seres que lhes proporcionaram a oportunidade de vida, e que têm com eles uma ligação espiritual significativa, uma ligação de resgate.
  7. 7. Porém, muitas vezes, acontece que os pais dão maus exemplos, sendo desatentos com a implantação no seio do lar de atos que possam desunir os familiares, ocasionando aos jovens darem pouco valor à família. O diálogo é muito importante, por pior que seja o assunto. Pais e filhos precisam ter uma convivência nem muito disciplinadora, nem muito liberal. Há que haver o equilíbrio, onde deveres e direitos convivam em harmonia. Não roubar, não furtar x Levar vantagem em tudo: e o indivíduo continua roubando, continua exercendo a desonestidade em tudo que faz. Isso é de fácil constatação, basta vermos os noticiários. É bom lembrar, que o roubo também existe quando lesamos indiretamente o próximo, levando vantagens onde outro terá perdas.
  8. 8. Porém, muitas vezes, acontece que os pais dão maus exemplos, sendo desatentos com a implantação no seio do lar de atos que possam desunir os familiares, ocasionando aos jovens darem pouco valor à família. O diálogo é muito importante, por pior que seja o assunto. Pais e filhos precisam ter uma convivência nem muito disciplinadora, nem muito liberal. Há que haver o equilíbrio, onde deveres e direitos convivam em harmonia. Não matar x Vingança: E, nos dias de hoje, o homem continua matando o seu semelhante. Só Deus tem o direito de tirar a vida. Ao homem cabe respeitá-la. Não praticando aborto, eutanásia, suicídio, homicídio. Matar não é só tirar a vida, mas sim ter o sentimento de vingança dentro do coração.
  9. 9. Muitos levam uma vida triste devido à mágoa que povoa o seu coração. O perdão deve fazer parte da vida do cristão. Principalmente do espírita, que sabe que com o fim da vida material o Espírito permanece, e o ódio é levado para o além, proporcionando aos envolvidos dores e remorsos. A pena de morte é uma brutalidade. Quem a acata acaba, no mínimo, comparando-se ao infrator. A justiça humana deve ser severa e educativa, mas que não traga para si o direito de tirar a vida alheia, que só a Deus é permitido. Mas, infelizmente, continua-se matando o semelhante e, na extensão do matar, mata-se os animais irracionais.
  10. 10. Não cometer adultério x Prazer irresponsável: Este é um mandamento contra ter relações sexuais com qualquer pessoa que não seja o seu esposo ou esposa. O interesse pelo sexo faz o ser muitas vezes perder a razão. Os mandamentos não condenam o prazer que o sexo proporciona, mas alerta para os desequilíbrios que a irresponsabilidade sexual pode nos trazer. Não roubar x Levar vantagem em tudo: O roubo é a usurpação do bem alheio contra a vontade racional de seu dono. Não devemos nos apropriar do que não é nosso; tirar ou reter algo alheio contra a vontade de seu dono, ou seja, não causar dano ao próximo em seus bens. Devemos respeitar os bens alheios. O roubo também existe quando lesamos indiretamente o próximo, levando vantagens onde outro terá perdas.
  11. 11. Não levantar falso testemunho x Língua venenosa: mentir é um hábito inerente da imperfeição humana. Existem pessoas que têm um gosto especial para aumentar o que contamos a respeito do próximo, principalmente se for algo que o denigra. É a tal da fofoca, a língua venenosa. Um grande sábio da antiguidade, o filósofo Sócrates, disse que: “Somos donos das palavras que omitimos e escravos das que proferimos”. Portanto, não devemos testemunhar falsamente em juízo, caluniar ao próximo, dizer qualquer classe de mentira, murmurar, julgar mal ao próximo, revelar sem motivo seus defeitos e toda ofensa contra a honra e a boa fama dos demais.
  12. 12. Não desejar a mulher do próximo x Fornicar: Novamente o sexo em questão. As paixões que vêm destruir famílias são estimuladas pelo que presenciamos em novelas e filmes, onde muitas vezes deixar a família em busca de “emoções” é visto com naturalidade. E quando vemos nossos desejos secretos, que estávamos controlando, serem apoiados, sentimo-nos incentivados e acabamos por praticá-los. O direito de buscar satisfações é legítimo, mas nossos direitos terminam quando atingimos ao próximo, ou seja, quando nossos atos trazem angústia e decepção. Este mandamento nos manda que sejamos puros e castos em pensamentos e desejos.
  13. 13. Não cobiçar as coisas alheias x Inveja e ambição desmedidas: Desejar melhorias materiais, conforto, lazer, isso não é condenado. Todos podemos e devemos buscar uma situação material estável. O que se deve evitar é a inveja de quem já conquistou estas facilidades. A vida não é só constituída de prazeres terrenos. Pelo contrário, a matéria não nos traz estabilidade, pois é cercada de bons e maus momentos. O que precisamos é buscar o equilíbrio espiritual e, com isto, todo o restante nos será acrescentado, como disse Jesus. Mas, infelizmente, o indivíduo ainda sente uma profunda dificuldade em não desejar o que é do outro, não tem a grandeza de entender que o outro conquistou aquilo por mérito, fez por onde conseguir. Esta lei nos ensina a viver desprendidos dos bens materiais e a trabalhar com diligência para melhorar nossa situação atual com o coração aberto às necessidades dos demais.
  14. 14. Veio Jesus e desenvolveu esses mandamentos dando-lhes o seu verdadeiro sentido, e os apropriando ao grau evolutivo alcançado, então, pelos homens. Por isso é que, na base de sua doutrina, Ele estabelece o princípio dos deveres para com Deus e para com o próximo. E fez mais, resumiu com clareza e sabedoria o Decálogo em apenas dois mandamentos, para facilitar o aprendizado e a prática das leis naturais: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. E amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas” (Mateus, cap. XXII vv. 36/40). Agora, nós ainda não colocamos de forma integral esses mandamentos dentro de nós. Eles estão em nós, mas de maneira parcial. É como se fosse um copo com água só pela metade. Falta completar a outra metade.
  15. 15. O papel de Jesus não foi simplesmente o de um legislador moralista, cuja autoridade repousasse exclusivamente em sua própria palavra. Cabia-lhe cumprir, também, as profecias que lhe anunciavam a vinda. A sua autoridade lhe vinha da natureza excepcional de seu Espírito e de sua missão divina. Ele veio fazer com que os homens aprendessem que a verdadeira vida não está sobre a Terra, mas ela se encontra no reino dos céus. Veio ensinar-lhes o verdadeiro caminho que conduz a esse reino; os meios de reconciliar-se com Deus e ensiná-los a pressentir no desenvolvimento das coisas futuras o cumprimento dos destinos humanos. Enquanto nós desconhecermos a interpretação espiritual dessa passagem de Jesus, vamos continuar agindo de forma inadequada nas nossas atitudes, através de nossas palavras, podendo até deixar nas entrelinhas a nossa revolta por aquilo que nos acontece.
  16. 16. A lei de Deus é perfeita. Não tem contradições. Nós é que precisamos de modificações para compreendê-la. E, para isto, precisamos amadurecer espiritualmente. E o estudo do Evangelho de Jesus, onde está descrita pelos evangelistas a passagem do Cristo pela Terra, com seus pensamentos, suas palavras e seus atos, nos faculta essa possibilidade. Nos auxilia na nossa modificação interior. Muita Paz! Meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br Com estudos comentados de O Livro dos Espíritos e de O Evangelho Segundo o Espiritismo. A página Espiritismo para iniciantes está sendo revisada e ilustrada.

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