Com base no conto “O Juiz Reformado”, do livro Jesus no Lar, pelo
Espírito Neio Lúcio. Momentos de Paz Maria da Luz.
Conta...
Depois de vários depoimentos, em torno do direito de observar e corrigir,
interferiu Jesus sem afetação:
-Inegavelmente, h...
- Quando Israel vivia sob o governo dos grandes juízes, existiu um
magistrado austero e violento, em destacada cidade do p...
Se bem mandava o juiz, melhor agiam os subordinados, cheios de natural
malvadez. Assim foi que, certa feita, dirigindo-se ...
O legislador atribulado reconheceu, então, que era perigoso transmitir o
poder a subalternos e ignorantes, percebendo que ...
- Somente aquele que aprendeu intensamente com a vida, estudando e
servindo, suando e chorando para sustentar o bem, entre...
Apesar de parecer obvia esta afirmação, ela não tem nada de obvia, isto
porque costumamos julgar o mundo em que vivemos pe...
A regra da boa convivência está em perceber as diferenças e estabelecer um
código de direitos e de deveres, baseado no pri...
Um mundo perfeito, será aquele em que as leis não serão mais necessárias,
porque o homem agirá por consciência pura. Saber...
Assim, para que não haja constrangimento, sofrimento, ou dor, é preciso
que a lei a ser aplicada seja baseada no amor, na ...
Todos nós, de uma forma ou de outra, estamos sempre sendo obrigados a
julgar alguma coisa, a decidir alguma coisa, e sempr...
Conscientizar as pessoas para os seus deveres e para os seus direitos não
basta. Pois, cada qual tem um nível de percepção...
Não julgar significa respeitar o direito que cada um tem, como filho de
Deus; direito de sentir, de pensar, e de agir como...
Toda vez que julgamos alguém, ultrapassamos a fronteira dos nossos
direitos e invadimos os direitos do semelhante. Não nos...
Emitir julgamento
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Emitir julgamento

168 visualizações

Publicada em

Mensagem espírita

Publicada em: Espiritual
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
168
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
2
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Emitir julgamento

  1. 1. Com base no conto “O Juiz Reformado”, do livro Jesus no Lar, pelo Espírito Neio Lúcio. Momentos de Paz Maria da Luz. Conta-nos assim o autor: Como houvesse o Senhor recomendado nas instruções do dia muita cautela no julgar, a conversação em casa de Pedro se desdobrava em derredor do mesmo tema. -É difícil não criticar, comentava Mateus, com lealdade, porque, a todo instante, o homem de mediana educação é compelido a emitir pareceres na atividade comum. -Sim, concordava André, muito franco, não é fácil agir com acerto, sem analisar detidamente.
  2. 2. Depois de vários depoimentos, em torno do direito de observar e corrigir, interferiu Jesus sem afetação: -Inegavelmente, homem algum poderá cumprir o mandato que lhe cabe, no plano divino da vida, sem vigiar no caminho em que se movimenta, sob os princípios da retidão. Todavia, é necessário não inclinar o espírito aos desvarios do sentimento, para não sermos vitimados por nós mesmos. Seremos julgados pela medida que aplicarmos aos outros. O rigor responde ao rigor, a paciência à paciência, a bondade à bondade... E, transcorridos alguns instantes, contou:
  3. 3. - Quando Israel vivia sob o governo dos grandes juízes, existiu um magistrado austero e violento, em destacada cidade do povo escolhido, que imprimiu o terror e a crueldade em todos os serventuários sob a sua orientação. Abusando dos poderes que a lei lhe conferia, criou ordenações tirânicas para a punição das mínimas faltas. Multiplicou infinitamente o número dos soldados, edificou muitos cárceres e inventou variados instrumentos de flagelação. O povo, asfixiados por estranhas proibições, devia movimentar-se debaixo de severa fiscalização, qual se fora rebanho de bravios animais. Trabalharia, descansaria e adoraria o Senhor, em horas rigorosamente determinadas pela autoridade, sob pena de sofrer humilhantes castigos, nas prisões, com pesadas multas de toda espécie.
  4. 4. Se bem mandava o juiz, melhor agiam os subordinados, cheios de natural malvadez. Assim foi que, certa feita, dirigindo-se o magistrado, alta noite, à casa de um filho enfermo, foi aprisionado, sem qualquer consideração, por um grupo de guardas bêbedos e inconscientes que o conduziram a escura enxovia que ele mesmo havia inaugurado, semanas antes. Não lhe valeram a apresentação do nome e as honrosas insígnias de que se revestia. Tomado por temível ladrão, foi manietado, despojado dos bens que trazia e espancado sem piedade, afirmando os sentinelas que assim procediam, obedecendo às instruções do grande juiz, que era ele próprio. Somente no dia imediato foi desfeito o equivoco, quando o infeliz homem público já havia sofrido a aplicação das penas que a sua autoridade estabelecera para os outros.
  5. 5. O legislador atribulado reconheceu, então, que era perigoso transmitir o poder a subalternos e ignorantes, percebendo que a justiça construtiva e santificante é aquela que retifica ajudando e educando, na preparação do Reinado do Amor entre os homens. Desde a singular ocorrência, a cidade adquiriu outro modo de ser, porque o juiz reformado, embora prosseguisse atento às funções que lhe competiam, ergueu, sobre o tribunal, a benefício de todos, o coração de pai compreensivo e amoroso. Lá fora, brilhavam estrelas, retratadas nas águas serenas do grande lago. Depois de longa pausa, o Mestre concluiu:
  6. 6. - Somente aquele que aprendeu intensamente com a vida, estudando e servindo, suando e chorando para sustentar o bem, entre os espinhos da renúncia e as flores do amor, estará habilitado a exercer a justiça, em nome do Pai. Reflexão: Os homens diferem entre si em muitos aspectos. Poder-se-ia dizer que não existem duas pessoas iguais no Universo. A Psicologia determina que o homem só pode se tornar equilibrado no ambiente em que vive no dia em que perceber a seguinte verdade: “Eu sou eu, diferente de todos os outros, e igual apenas a mim mesmo”.
  7. 7. Apesar de parecer obvia esta afirmação, ela não tem nada de obvia, isto porque costumamos julgar o mundo em que vivemos pelos padrões, pelos modelos ou paradigmas que desenvolvemos em nós, e que não são exatamente iguais ao dos nossos semelhantes. As diferenças entre as pessoas que se relacionam e trocam experiências são infinitas. As pessoas se diferenciam em raça, em cor, em religião, em idade, em inteligência, em conhecimento e sabedoria, em espiritualidade, em interesses, em moralidade, em sentimentos e valores, na estrutura física, na forma de se relacionar com o mundo, e assim por diante. Como fazer então para socializar a humanidade, através de padrões comuns, se as pessoas são todas diferentes, umas das outras?
  8. 8. A regra da boa convivência está em perceber as diferenças e estabelecer um código de direitos e de deveres, baseado no princípio de que o meu direito vai até o limite do direito alheio. Por isto, o homem criou regras, as leis que regem todas as relações sociais, através dos códigos civis, dos códigos penais, dos códigos de direitos e outros instrumentos de avaliação da relação de direitos e deveres de cada pessoa, em sua posição de cidadão. É pelos padrões estabelecidos que se julga se determinada ação é legal ou não é; se é normal ou não é; e se é direito ou não é. Assim, o hábito de julgar acompanha o homem desde sua criação, e quanto mais prisioneiro aos padrões ele se encontrar, maior será a sua tendência de julgar a conformidade com esses padrões.
  9. 9. Um mundo perfeito, será aquele em que as leis não serão mais necessárias, porque o homem agirá por consciência pura. Saberá que é importante, saberá que é necessário, reconhecerá as diferenças, respeitará as diferenças e, portanto, agirá conforme a lei maior, que resume todas as outras: Amará o seu semelhante como a si próprio. Jesus nos ensina em seu Evangelho que não devemos julgar os nossos semelhantes. Pois, com a mesma medida que julgarmos seremos julgados. Isto significa que, quanto mais disseminarmos a intolerância, a intransigência, em relação às ações e aos pensamentos do próximo, mais estaremos sujeitos a sermos avaliados pelo mesmo instrumento.
  10. 10. Assim, para que não haja constrangimento, sofrimento, ou dor, é preciso que a lei a ser aplicada seja baseada no amor, na compreensão, na misericórdia. Muitas são as situações em que somos obrigados a emitir julgamentos; a estabelecer critérios para esses julgamentos, e tomar decisão, em relação a eles. Profissionalmente falando, às vezes, nós somos levados a decidir o futuro imediato de alguém, pressionados por contingências particulares. Escolhemos pessoas para ocupar vagas, por exemplo; selecionar pessoas para demissão; escolher colaboradores para promoção; e, assim por diante. Sempre estaremos sendo submetidos a esse tipo de prova, e nos sentimos inquietos com essa obrigação de ter que fazê-lo.
  11. 11. Todos nós, de uma forma ou de outra, estamos sempre sendo obrigados a julgar alguma coisa, a decidir alguma coisa, e sempre influenciamos no destino de alguém. O sentimento que nutrimos é que não nos cabe julgar e, portanto, nunca nos sentimos à vontade para decidir o destino das pessoas, com quem convivemos. Mais grave, ainda, é a posição daquele que tem o julgamento como profissão. Seja para julgar um delito ou, mesmo, para reprimir ou impedir ações. Sua situação é muito mais difícil, pois, se divide entre a obrigação daquilo que lhe compete e o sentimento que nutre em relação ao seu semelhante. Mas, sem o constrangimentos da lei, o homem do mundo tornaria a vida em sociedade um caos.
  12. 12. Conscientizar as pessoas para os seus deveres e para os seus direitos não basta. Pois, cada qual tem um nível de percepção diferente, e está motivado a agir conforme suas próprias convicções. Por isto, o constrangimento é sempre necessário para o estabelecimento da disciplina no cumprimento dos padrões que são aceitos pela sociedade. Não julgar não significa se acomodar diante do erro, diante daquilo que nos parece nocivo à convivência humana. Não devemos julgar os sentimentos, os motivos que cada um tem para agir desta ou daquela maneira. Mas, podemos sempre confrontar comportamentos sem julgá-los, os que nos pareçam inadequados ao meio em que vivemos.
  13. 13. Não julgar significa respeitar o direito que cada um tem, como filho de Deus; direito de sentir, de pensar, e de agir como bem entender. Mas isto não significa deixar que essa ação possa comprometer a harmonia do mundo em que vivemos. Não julgar é reconhecer nos outros os nossos próprios erros, aceitando que eles possam tê-los, assim, como, nós os temos. Porém, não é deixar de perceber que o erro existe e está presente. A misericórdia está em perdoar sempre, mas também proporcionar a oportunidade de refazer aquilo que foi desfeito, de ajustar aquilo que foi desajustado. A lei de justiça de Deus atua assim sobre as criaturas, dando a elas autonomia de curso. A lei de Deus é essencialmente uma lei de misericórdia, de amor, mas é também uma lei de justiça.
  14. 14. Toda vez que julgamos alguém, ultrapassamos a fronteira dos nossos direitos e invadimos os direitos do semelhante. Não nos compete julgá-lo. Mas nos compete sempre impedir que atitudes erradas possam comprometer o meio em que vivemos. Muita Paz! Meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br Com estudos comentados de O Livro dos Espíritos e de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Nova página: Espiritismo com humor.

×