A ideia das vidas sucessivas, ou seja, o retorno periódico da individualidade à
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Muitas pessoas dizem que não acreditam em reencarnação porque não têm
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Apesar disso, por volta dos séculos XI e XII ela reaparece entre os Cátaros,
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Poderemos ir para o “paraíso” cheios de emoções mal resolvidas? Se no
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Se em uma vida a pessoa comete graves equívocos, não teria a oportunidade
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E, em cada nova existência, tem a oportunidade de dar um passo na senda do
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Tais questões são inconciliáveis com a ideia de um Criador soberanamente
sábio, amoroso e justo, ao passo que uma sucessão...
Por que haveria o homem de modificar-se para corrigir defeitos e melhorar-
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Um fato interessante: a comunidade médica e científica mundial ficou
intrigada com um cidadão turco, de nome Esref Argaman...
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Ainda que se reconheça o papel fundamental do tato na ausência da visão,
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Somente a lei dos renascimentos pode permitir que se entenda algo assim. Em
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A volta do espírito à vida corporal

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A volta do espírito à vida corporal

  1. 1. A ideia das vidas sucessivas, ou seja, o retorno periódico da individualidade à vida material, com esquecimento temporário das experiências anteriores, é muito antiga. Os povos da Ásia (como os hindus), da África (como os egípcios) e da Europa (gregos, romanos e os celtas) acreditavam que o Espírito do homem poderia voltar a viver na Terra em uma nova existência. Alguns deles acreditavam que pudesse vir a animar um corpo de um animal e vice-versa, teoria esta denominada de Metempsicose. Hoje, sabemos pela Doutrina Espírita, que essa volta em corpo animal é impossível, pois o Espírito nunca retrocede no grau de evolução alcançado, podendo, apenas, estacionar.
  2. 2. Muitas pessoas dizem que não acreditam em reencarnação porque não têm lembrança de existências passadas. Não lembram o que foram, o que fizeram, no que acertaram, no que erraram, se eram homens ou mulheres, se eram ricas, pobres ou remediadas. Havendo, até mesmo, quem simplesmente não acredite em reencarnação, o que não constitui qualquer surpresa, uma vez que somos dotados de livre-arbítrio. Incontáveis criaturas não se lembram da roupa que vestiram um mês atrás. Então, diga-se, desde logo, que a memória não é condição necessária da existência. No Cristianismo, em sua fase inicial, vultos eminentes aceitavam essa ideia de vidas sucessivas, sendo ela, no entanto, abandonada por decisão da cúpula religiosa.
  3. 3. Apesar disso, por volta dos séculos XI e XII ela reaparece entre os Cátaros, seita cristã, que surgiu no sul da França atual e que foi combatida com violência, até sua completa destruição. A Doutrina Espírita, doutrina cristã, assenta suas bases na crença da reencarnação. E, através dessa crença, a justiça divina começa a fazer sentido para seus adeptos, sem aquele ponto de vista de céu e inferno, que algumas religiões se baseiam. Se vivêssemos apenas uma vida, no tempo de uma existência apenas, como poderíamos evoluir? Será, mesmo que, em apenas uma passagem aqui pela Terra, aprenderíamos a amar e a perdoar?
  4. 4. Poderemos ir para o “paraíso” cheios de emoções mal resolvidas? Se no Universo, semelhante atrai semelhante, como poderemos ir para o “Céu” ainda com mágoas, medos, tristezas e egoísmos? Seríamos compatíveis com o Divino? Deus é amor e, portanto, é misericórdia infinita em todas as suas ações, pautadas no cumprimento de Sua lei maior, que nos concita a amar o próximo como a nós mesmos. Aceitando e concordando que somos em Espírito criados à semelhança de Deus, e, que, em Espírito, estamos destinados à perfeição pela evolução gradativa do entendimento e da vivência do amor, passamos a perceber que a dádiva da reencarnação é a misericórdia de Deus para com suas criaturas.
  5. 5. O princípio espiritual, centelha divina, evolui desde o momento obscuro de sua criação, sem deter-se um só instante. O Espírito evolui, conquistando com suas experiências, os valores divinos do amor em todas as suas manifestações. Mas para isto, precisa do mergulho na carne, onde vivencia, experimenta, aprende, e interioriza esses valores, purificando-se, para candidatar-se aos planos sublimes da existência. Somos hoje a conquista de milhões de anos em evolução. E, como seres na forma de homens, fomos agraciados além do instinto que nos é próprio pela nossa herança animal, com a inteligência e com o livre-arbítrio, que nos permite discernir entre o bem e o mal, e a escolher os rumos que desejamos dar à nossa existência.
  6. 6. Essa evolução necessária para a Humanidade, ou seja, o desenvolvimento desejável para o Espírito, seria impossível que acontecesse no tempo limitado de uma só existência. Em uma só vida seria possível corrigir todas as nossas falhas de caráter? Em uma só experiência poderíamos dizimar de vez o medo de nossas almas? Ou a raiva? Em uma só encarnação seria possível compreender a miséria ou a riqueza? A alegria ou a tristeza? Por que algumas pessoas têm histórias de vida cheias de conflitos, acontecimentos traumáticos e verdadeiras desgraças, enquanto outras experimentam a riqueza material desde o berço, o acesso à cultura e condições privilegiadas? Deus seria tão injusto assim?
  7. 7. Se em uma vida a pessoa comete graves equívocos, não teria a oportunidade de consertar seus erros? Aquele que mata, rouba e destrói, sai imune da vida, após a morte, mesmo cometendo tantas atrocidades? Pessoas existem aqui na Terra que sofrem desde que nasceram, sem o direito à mudança de cenários. Esses casos, vistos aos olhos de uma única existência, poderiam ser considerados como frutos da injustiça de Deus que, como um pai, não deu a elas as mesmas oportunidades e condições de sobrevivência que deu à outras. Vistos, entretanto, com os olhos do espírito, desvendamos as causas que nos levam aos sofrimentos na carne. O que parece injustiça para uns, na realidade, é o amor de Deus atuando através de sua misericórdia, dando novas oportunidades de aquisição de luz.
  8. 8. A Terra, nosso planeta, nossa arena de experiências e lutas, é hoje um mundo de expiações e provas, e representa para bilhões de Espíritos que nela gravitam a oportunidade de regeneração e crescimento no caminho da luz. É, ao mesmo tempo, uma prisão, um hospital, uma escola. As expiações e provas a que estamos sujeitos destinam-se a dar novas oportunidades de refazer experiências, através de outras lições aprendidas. O Espírito reencarna muitas vezes (seu progresso é lento) num mesmo mundo, apropriado ao seu grau de evolução, ou em mundos semelhantes (há muitas moradas na casa do Pai).
  9. 9. E, em cada nova existência, tem a oportunidade de dar um passo na senda do progresso, despojando-se de suas imperfeições. Evolui mais depressa ou mais devagar, segundo seu livre-arbítrio. Aquele mais renitente às leis de Deus estaciona. Analisando essa questão mais detalhadamente, perguntamos: qual a sorte das crianças que morrem em tenra idade? O céu? Que conquistariam sem esforço? E quanto aos doentes mentais, ou milhões de seres humanos que morreram em estado de selvageria sem que dependesse deles tornarem-se melhores, quais seriam seus destinos na eternidade?
  10. 10. Tais questões são inconciliáveis com a ideia de um Criador soberanamente sábio, amoroso e justo, ao passo que uma sucessão de existências que se encadeiam com vistas ao progresso, permite responder a todos esses questionamentos, oferecendo um quadro coerente da vida. Sem as vidas sucessivas, a vida presente teria por único objetivo a manutenção de um corpo que, a qualquer momento, poderia deixar de existir, ficando tudo acabado sem remissão. A consequência lógica dessa condição da Humanidade seria a concentração dos pensamentos em torno dos meios de usufruir gozos materiais, sem atenção a quem quer que seja, porque não teria cabimento privar-se de prazeres para impor-se sacrifícios.
  11. 11. Por que haveria o homem de modificar-se para corrigir defeitos e melhorar- se? Nada tendo a esperar, seriam inúteis o arrependimento e o remorso. A máxima predominante deveria ser a do egoísmo: o mundo é para o mais forte e para o mais esperto. “Farinha pouca, meu pirão primeiro”. A moral seria baseada na violência, num código de convenções arbitrariamente imposto, sem raízes no coração. Daí concluirmos que a nossa vida futura está intimamente ligada à nossa existência presente, considerando-se que cada decisão, cada escolha, cada gesto, cada palavra, cada pensamento, projeta instantaneamente no futuro uma conquista ou compromisso.
  12. 12. Um fato interessante: a comunidade médica e científica mundial ficou intrigada com um cidadão turco, de nome Esref Argaman, há época com 53 anos, num caso realmente atípico. Cego de nascença, ele pinta lindíssimas telas, que muita gente que tem visão não seria capaz, nem de longe, de pintar. E, mais, ele ainda usa cor, sombra e perspectiva, algo simplesmente difícil de imaginar em alguém que, por nunca ter enxergado, não possui nenhuma memória visual. Argaman, que pinta desde os 6 anos, utiliza as mãos para identificar os objetos que quer pôr na tela, o que, mesmo assim, não deixa de intrigar tamanha a riqueza de detalhes e nuances de cores das paisagens que pinta.
  13. 13. O pintor turco foi à Florença, o berço do Renascentismo, onde foi submetido a exames médicos, para se tentar descobrir o porquê da sua habilidade incomum. “As áreas visuais do cérebro, aquelas que nos exames se iluminam feito árvores de Natal nas pessoas que enxergam, ficam vivas e incrivelmente dinâmicas quando ele começa a pintar”, observou o médico, numa comprovação de que nem toda informação visual é transmitida ao cérebro pelos olhos. Fica difícil entender casos como o do pintor turco, sem o enfoque da Doutrina Espírita, sobretudo da reencarnação.
  14. 14. Ainda que se reconheça o papel fundamental do tato na ausência da visão, para conhecimento do mundo à volta, difícil aceitar que apenas esse sentido seria capaz de fazer com que uma pessoa reproduzisse, com tamanha precisão, detalhes que só a visão mais atenta e profunda poderia ser capaz de observar. Assim sendo, vale uma rápida consulta à vasta literatura espírita, na qual se pode aprofundar um tanto mais os estudos sobre este tema. “Tem-se citado, muitas vezes, o caso de Mozart, executando uma sonata no piano aos 4 anos e, aos 8, compondo uma ópera. Liszt, Beethoven e Rubinstein faziam-se aplaudir aos 10 anos. Michelangelo e Salvatore Rosa revelaram-se, de repente, com talentos imprevistos. Pascal, aos 12 anos, descobriu a geometria plana, e Rembrandt, antes de saber ler, desenhava como um grande mestre”.
  15. 15. Somente a lei dos renascimentos pode permitir que se entenda algo assim. Em novembro de 2006, foi relançado, em DVD, o filme “Minha vida em outra vida”, que relata o fato verídico da inglesa Jenny Cockell, projetista de brinquedos eletrônicos, casada, com dois filhos, que se lembrava de sua vida anterior, na Irlanda, onde desencarnara deixando seis filhos. Após muitos obstáculos, conseguiu reencontrar esses seus filhos (menos um, que já desencarnara) e reuniu-os, na atual existência. Muita Paz! Meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br

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