Niilismo

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Niilismo

  1. 1. Niilismo: o maior desafio
  2. 2.  Niilismo, nos dias de hoje, está relacionado à “transparência”, causada pelo excesso de informações dadas pelos canais midiáticos que deixam o ser completamente inerte, paralisado. Diferente do niilismo do fim do século XIX, definido por Nietzsche, quando “anunciava a morte de Deus”.
  3. 3. O niilismo na modernidade é aquele carregado de negatividade. Como o próprio texto estudado em sala diz “(...) o niilismo não tem mais as cores sombrias e fuliginosas do fim século XIX (...)”
  4. 4. Já no mundo pós - moderno, esse niilismo ganha um tom de desesperança e de acomodação devido ao “bombardeio” de informações que a pessoa sofre por todos os cantos, como notou o próprio Baudrillard. Parece que, de algum modo, esse excesso torna – se uma “cadeia” invisível, que a própria pessoa não percebe que fez e da qual não conseguir sair.
  5. 5. “Hoje ele depara com o nada da indiferença, da discussão, da „transparência‟ das imagens. Fala de um homem niilista que perdeu o entusiasmo e o compromisso com qualquer convicção ou „sentido‟ e adquiriu a indiferença e a acomodação na fruição do prazer aqui e agora, dispondo daquilo que o sistema lhe propõe”. Sua desenvolta indiferença se realiza na excessividade caótica das imagens e dos objetos que fazem a orgia do consumo.”
  6. 6. “(...) por estar convencionado de que na época do „niilismo da transparência‟ (p. 230) não há espaço para a luta política. Afinal, o excesso de visibilidade, de transparência provocou mais do que banalização da cena política, trouxe a sua implosão” Entretanto, contrariando essa ideia, parece que as pessoas desvencilharam – se dessa “cadeia” pessoal e acordaram do profundo sono, quando, em todo o país uma grande parcela da população foi às ruas reivindicar seus direitos.
  7. 7. Acompanhe alguns trechos da entrevista de Michel Maffesoli concedida ao jornal O Globo “É um bom exemplo destas sublevações pós-modernas que se desenvolvem em vários lugares. É uma revolta bastante disseminada (...). É algo que pode ser comparado com o exemplo turco(...) .Vivemos o fim de uma época, e umas das manifestações disso é que algo cotidiano suscita um movimento que questiona o sistema.” “Vejo o Brasil como um laboratório da pós-modernidade. Algo assim não vejo ocorrer na França, onde espírito, clima e intelligentsia permanecem muito racionais. Não vejo surpresa neste tipo de explosão, forte, mesmo brutal, num país como o Brasil.
  8. 8. “Arcaico são as tribos; desenvolvimento tecnológico, a internet. Há mobilidade graças às redes sociais. As tribos urbanas se tornam comunidades interativas.” Também existem aquelas pessoas que ainda continuam no seu mundo niilista e abominam qualquer tipo de tentativa de “liberdade” das correntes que as amarram.
  9. 9. É nesse contexto que o professor vai encarar a sala de aula. E ele, na posição de docente, não pode se deixar levar pelo niilismo. Devido a isso que o niilismo, no texto, é colocado como o maior desafio do professor na atualidade, porque ele deve saber educar essa geração altamente desprendida e paralisada pelo excesso das informações. Contudo, o desafio ainda maior está no próprio educador que deve lutar para não permitir que essa estagnação também o afete e com isso se perca toda a essência do “educar”, fazendo do professor um fantoche humano.
  10. 10. Não é aceitável ver a sociedade dar mais importância a uma greve de lixeiros do que a uma de professores. Vimos, há semanas atrás, “o gigante acordar”, e não podemos deixá –lo cair novamente no sono profundo. Uma sociedade niilista despertando, e é dentro da escola com plenos educadores, sinalizadores de caminhos, que podemos dar continuidade a isso. Até porque o niilismo não é tão - somente um vazio ou uma indiferença a tudo, é mais que isso, é a possibilidade do novo. “Se o professor perdeu ou perde o entusiasmo e o compromisso com a convicção emancipatória da sua profissão, não poderá acompanhar os passos de Nietzsche (...) tampouco seguir Habermas na realização do sonho de uma Pedagogia da ação comunicativa.”
  11. 11. Nesse momento entende – se a passagem tão intrigante e, ao mesmo tempo, tão verídica exposta no texto: “Nada se edifica sobre a pedra, tudo sobre a areia, mas nosso dever é edificar com se fora pedra a areia.” (Julio Luis Borges) E você, vai continuar preso nessa rocha?

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