FICHA TÉCNICA: Arquitetura da Destruição. Direção: Peter Cohen. Produção: Versátil Home Vídeo.Alemanha: Universal, 1992, 1...
Dessa forma Hitler concentrou o poder, determinado como seria o projeto da grande arte nazista, filtrandotodas as medidas ...
•Por                                  Cássio                                    LignaniEm 17 de fevereiro de 1600, Giordan...
em favor da extradição de Giordano Bruno, fica evidenciado o enfraquecimento daautonomia de Veneza, que, no século XVI, já...
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Ficha técnica

  1. 1. FICHA TÉCNICA: Arquitetura da Destruição. Direção: Peter Cohen. Produção: Versátil Home Vídeo.Alemanha: Universal, 1992, 1 DVD.Descrição do enredo:O Documentário a arquitetura da destruição descreve a trajetória de Hitler e seus aliados durante aascensão do partido nazista na Alemanha, bem como da eclosão da 2º guerra mundial. Mostrando queHitler sempre sonhou em ser um grande artista, que após sua ascensão irá utilizar seus projetosarquitetônicos bem como suas teorias, negando consideravelmente a arte modernista. Dessa forma essedocumentário relata como se dava a relação dos nazistas, com as obras artísticas existentes naAlemanha e nos países dominados. Destacando, entretanto o nacionalismo e a moral ideológica Alemãem uma época de grandes crises, em que o mundo se recuperava da 1º Guerra Mundial. Onde teóricos erepresentantes do nazismo, passaram a questionar a arte moderna, relacionando essa arte a gruposrevoltosos, sublevadores como os judeus e os bolchevismo da Rússia. Nesta atmosfera o documentáriodescreve a posição da Alemanha nazista em relação às obras modernistas. Pois nesse período floresciana Europa diversas teorias raciais influenciariam Hitler, fazendo com que ele desenvolvesse uma políticade não aceitação da grande maioria das obras modernistas, que segundo ele representavamdeformações genéticas existentes na sociedade. O que despertou no regime nazista, um projeto de arteem que se desenvolveria uma nova perspectiva dentro dos projetos, urbanísticos e arquitetônicos dascidades. Assim este documentário trás importantes características da arte do governo Hitler. A qual dágrande enfoque na teatralização, e na grandiosidade, promovendo um nacionalismo coletivo a cada idéiadefendida por Hitler e seus comandados.Relatório:Nesta obra, Arquitetura da Destruição, o ideal nazista é retratado sob a ótica da cultura, da arte,arquitetura e dos projetos urbanísticos. Pois descreve Hitler como um líder que também detinhaconhecimento sobre a pintura, e como artista de algumas obras, porém Hitler como pintor não recebeuinicialmente tanta atenção da sociedade Alemã. Fato que mudaria após ser eleito para comandar aAlemanha nazista, Assim inicialmente percebe-se no documentário a determinação de Hitler em seintitular como porta voz do povo.Portanto com uma postura ditatorial e totalitária, Hitler não dialoga, com as massas, no Máximo utilizavados meios de propaganda para conquistar a moral dos soldados e da população civil, pois cada uma desuas frases causava emoção, uma histeria coletiva, durante seus discursos.Seu projeto inicial era unir o estado a uma nova arte, que negava a arte modernista por acreditar que estatinha um cunho degenerativo, depravando espiritualmente a sociedade alemã, bem como o resto domundo.Assim dentro do projeto nazista de promover um anti-semitismo, almejar um crescimento em proporçõesastronômicas, selecionar as pessoas de sangue puro, houve também o projeto que uniria o Estado aopera, que compreendemos como o controle do Estado sob as artes.Para isso o pensamento nazista, defendia o banimento e esterilização de doentes ou povos tidos comoraça impura. Apoiando-se em teorias médicas, que promovia tal política racial, a qual pretendia umahigiene racial, um embelezamento e limpeza das cidades, que conseqüentemente promoveriauma saúde"efetiva", e por fim um embelezamento do mundo.Neste contexto, acreditamos que no Brasil essas teorias de limpeza e embelezamento também tiveramgrande receptividade com a finalidade renovar a arquitetura, é claro que aqui o movimento baseou-se narejeição de arquiteturas construídas antes do movimento modernista, caracterizando assim uma aversãoas idéias e aos estilos anteriores.Portanto percebemos que, no caso de Brasília a população não participou das políticas públicas, ficandosomente a cargo de poucos grupos de intelectuais, "legítimos representantes dos interesses coletivos".Que "acreditavam", em uma arquitetura urbanística que evitaria a discrimação social, pois todosmoradores coexistiriam socialmente.Já dentro do ideal nazista, não toleravam indivíduos inferiores, consumindo os alimentos do povo Alemão,bem como a utilização das principais construções para abrigar "loucos ou seres inferiores", enquanto ossóbrios segundo a descrição do documentário se instalavam em guetos.
  2. 2. Dessa forma Hitler concentrou o poder, determinado como seria o projeto da grande arte nazista, filtrandotodas as medidas tomadas por seus homens de confiança no que desrespeitava as questões artísticas.Neste contexto muitos artistas foram banidos, pois foram considerados impróprios ou degenerados para onovo modelo estético de arte nazista.A arte alemã ambicionava o embelezamento, mas para isso deveria haver um retorno a Beleza, o queproporcionaria grandes mudanças, no local de trabalho, para que esse se torne bonito e funcional,promovendo um bem estar pessoal no trabalho. Criando também um novo tipo de homem, com umaimagem desejada. Que conforme Sandra Bernardes e Chauí o Brasil também, almejou idealizando aconstrução de um Homem-novo, com base na aliança entre o Estado e os "gênios" da arquitetura, queacreditavam que poderiam negar o passado para construir o futuro.Nesse sentido acreditamos que na construção de Brasília, houve a influência algumas dessas teorias quedefendiam a libertação da sociedade do problema da luta de classe, que o que faria o trabalhador sair dacondição de proletariado, participando assim de uma cidade em que não haveria discriminações, a qualseria baseada em grandes projetos urbanísticos e arquitetônicos, que idealizavam construçõesmonumentais, efetuando uma vasta mudança nas estruturas maciças e gigantescas nas construções.Assim percebemos uma associação de técnicas, métodos científicos da arquitetura, entrelaçados a arte eprincipalmente a questão político-ideológica do grupo que esta no poder.Dentro do projeto arquitetônico nazistas, houve uma admiração por construções da antiguidade de Roma,Esparta e Atenas, bem como a organização para a arte da guerra.Contudo este estudo nos faz perceber que na Alemanha nazista, bem como no Brasil, resguardando éclaro as peculiaridades, o grupo dominante baseia-se no discurso de que a comunidade e despreparada eque a elite é quem deve pensar e agir em nome da coletividade, não se adota uma política como adefendida de que a cidadania cultural, deveria compreender a cultura como o direito do cidadão de teracesso à informação, à produção de cultura, e por fim de participação de todas as decisões políticas.Dessa forma consideramos que a cultura é um direito do cidadão, de pensar, criar ou escolher obras quetenham algum significado e importância dentro da comunidade, e sendo assim o fator comercial nãodeveria interferir nessa questão, pois estes grupos dominantes escolhem obras, construções que deverãoou não ser protegidas por leis patrimoniais, geralmente com interesses pessoais ou monetários.Assim acredito que devemos considerar que os seres têm prioridade, sobre questões patrimoniais e quese por um lado o tombamento de obras ou construções é de grande importância, por outro lado nãopodemos nós submeter a questões burocráticas, bem como às leis elaboradas por grupos dominantesque não representam os interesses da coletividade. Sendo assim acredito que os bens patrimoniaissempre terão que ser adaptados as necessidades da pessoa humana.A morte de Giordano Bruno: filosofia, religiãoe o erro de Veneza
  3. 3. •Por Cássio LignaniEm 17 de fevereiro de 1600, Giordano Bruno foi queimado vivo depois de doisjulgamentos e seis anos de cárcere em Roma. Condenado à fogueira por heresia,Giordano Bruno morreu como símbolo de um tempo de mudança. Seus livros foramqueimados, mas suas idéias se perpetuaram. A condenação de Bruno não sóevidenciou o desespero da Igreja Católica frente às reformas religiosas queaconteceram em toda a Europa no século XVI, mas também propagandeouinvoluntariamente as idéias heréticas que haviam sido condenadas.Rebelde por natureza, Bruno ingressou na ordem dominicana de onde acabou fugindopor insubordinação para se tornar, a partir de 1576, um “sábio errante”, como o designao escritor norte-americano Richard Morris, em seu livro Uma breve história do infinito –dos paradoxos de Zenão ao universo quântico.Em 1579, depois de ter vivido em várias cidades italianas, Bruno se mudou paraFrança onde obteve um doutorado em teologia pela Universidade de Toulouse. Viveutambém em Paris e na Inglaterra, tendo lecionado em Oxford. Trabalhou em algumasuniversidades da Alemanha e, em 1591, voltou a Veneza para trabalhar como tutor deMocenigo, um rico comerciante.O filme Giordano Bruno (1973), de Giuliano Montaldo, se inicia justamente nesseperíodo. Bruno já é um filósofo conhecido em grande parte da Europa e se hospeda nacasa de Mocenigo, em Veneza. Os dois se desentendem e Bruno é denunciado aosinquisidores. Nessa ocasião, é realizado o primeiro julgamento, interrompido pelaSanta Inquisição Romana, que exigia a extradição do prisioneiro a Roma.No filme, alguns traços históricos podem ser remarcados de forma muito interessante,como as diferenças entre a República de Veneza e Roma, centro do poder papal. Aautoridade do papa era reconhecida por todos os reinos católicos, mas controlavaadministrativamente apenas o centro da península itálica – embora a Igreja Católicafosse um dos pilares de vários monarcas europeus. Quando o senado veneziano vota
  4. 4. em favor da extradição de Giordano Bruno, fica evidenciado o enfraquecimento daautonomia de Veneza, que, no século XVI, já estava em decadência como as outrascidades mercantes do Mediterrâneo, a ponto de o senado decidir conforme fosse maisconveniente para suas relações com a Santa Sé.A extradição de Giordano Bruno, mesmo depois de ter abjurado em troca de sualiberdade, é uma ação política que retrata o momento pelo qual passava Veneza,antecipando sua dependência do Papa. Nesse ponto, o filme acerta, pois refaz bem ocontexto político e mostra que Bruno morreu não só por suas idéias, mas tambémcomo um sacrifício “diplomático” de Veneza.Fora a questão de poder entre as cidades italianas, Giordano Bruno foi condenado àfogueira por oito heresias destacadas de seus livros durante o segundo julgamento,em Roma. Entre elas está a crença no sistema heliocêntrico, mas também está acrença na reencarnação e no universo infinito. Sobre Bruno, Richard Morris tambémdiz que “embora fosse um copernicano ardoroso, Bruno não era um cientista econtribuiu pouco ou nada para o desenvolvimento da astronomia.” No entanto, isso nãoexclui a importância de suas idéias nem anula sua contribuição ao desenvolvimento doconhecimento humano.O filme Giordano Bruno é interessante – conta com trilha sonora de Enio Morricone –,mas não é uma obra-prima cinematográfica. Parece que houve a preocupação emcolocar nos diálogos sempre uma frase de efeito, e algumas cenas sãodemasiadamente melodramáticas. Apesar disso, é válido assistir por sua relevânciahistórica. A morte de Giordano Bruno não foi só mais uma atrocidade resultante daincompatibilidade entre a verdade filosófica e religiosa, mas representou também avergonha de Veneza ao entregar um livre-pensador à Santa Inquisição de Roma.

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