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Isto exposto voltamos aos nossos carnavais de bairros, que à hora é esta paraserem resgatados. Estes sim, sempre fizeram a...
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Ilhéus carnaval, mazelas, progreso, pontal e coragem

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Ilhéus carnaval, mazelas, progreso, pontal e coragem

  1. 1. ILHÉUS – CARNAVAL, MAZELAS, PROGRESSO, PONTAL E CORAGEMAinda bem, que o atual prefeito de Ilhéus, não se acovardou em tomar umadecisão politicamente impopular, principalmente quando se trata do carnaval.Não era possível, diante de tantas mazelas a serem cuidadas, e dentre elas,salários atrasados dos servidores municipais, para começar fazendo farra como dinheiro público.Pensam alguns, que Ilhéus é uma cidade turística e não é. É uma cidade, quetem períodos de maior ou menor procura como descanso, veraneio, ou decuriosidades, pela sua rica história, desde a época das Capitanias Hereditárias.Mas, nos prendamos neste momento ao carnaval, que desde os temposremotos, só é atrativo à noite, pois quem aqui chega para descanso (lazer), seespalham por todo litoral a procura de sossego. Principalmente agora, com ocarnaval de Salvador, onde soteropolitanos ou quem na capital baiana residem,procuram as cidades do interior, pois lá é uma violência sem limites, além dedo infernal barulho. Ficando por lá, na maioria, os mais jovens, que aindacurtem estes eventos, que não estranhamos, pois faz parte da idade.Fomentar que a cidade perde economicamente, pela não realização docarnaval é na nossa visão, uma falácia. O que acontece, é apenas adistribuição dos mesmos dinheiros, aqui despejados pelos nossos visitantes,em diversos setores da nossa economia.
  2. 2. Isto exposto voltamos aos nossos carnavais de bairros, que à hora é esta paraserem resgatados. Estes sim, sempre fizeram a diferença de um povo, poisuma cidade só é boa na área do turismo, quando ela for primeiro excelentepara seus habitantes, e nunca ao contrário do que se pregam por aí, colocandoo “turista” em primeiro lugar. Precisamos acabar com isto, pois no momento,que o poder público nos deixar satisfeito, teremos satisfação em receber bemos nossos visitantes, acima de tudo, sem explorá-los. Boa parte dosempresários do ramo são ainda arcaicos no modo de pensar.O exemplo disto, e cada vez maior, a invasão bem vinda, de empresários deoutros cantos do país e do mundo, onde descobriram esta falha, e para aquiestão se estabelecendo, deixando os nossos empresários sem dá conta disto,e estão enveredando pelos caminhos, de cederem seus pontos comerciais, aosque têm novas visões.Nosso crescimento sustentável, a curto e médio prazo, já começou a virarrealidade em nosso município, mesmo que alguns setores que são contrários atudo, se desdobrem para atenderem o “colônismo”, na briga pelodesenvolvimento, que só cabem para eles.Finalmente, para não deixar de falar no carnaval propriamente dito, o bairro doPontal, já começa dando os primeiros passos para que isto aconteça. A nova
  3. 3. diretoria da AMOP (Associação dos Moradores do Pontal), agora sim, atuante,com o apoio de vários setores da iniciativa privada e a população, comdestaques especiais para nosso amigo e colega de ginásio, José HenriqueAbobreira, e o maestro professor Clélio Paixão, que não estão medindoesforços, para que o bairro volte aos velhos tempos. Já foram confirmadosdiversos blocos, desfile de fantasias, caretas, (ZéCarlinhos), mandus,turibibitas, pierots e colombinas, cortejos de baianas, com seus cânticosreligiosos africanos, tendo à frente a amiga de velhos tempos, Mãe Laura, e umgrande baile de carnaval, que será realizado no salão de festas Elegância.E para quem gosta de reviver a nossa história pontalense, vai de “quebra”como realizarmos nossos carnavais independentes, com quase nada de verbaspúblicas. Pois, elas terão que serem aplicadas em áreas mais nobres.PONTAL - Os nossos carnavais da década de 50 e 60 eram independentes. OsBlocos, Cordões e Afoxés tinham por obrigação desfilarem aqui no domingo ena terça-feira, ficando só a segunda de carnaval para uma apresentação emIlhéus (centro).Dentre os Blocos e Cordões, “Os Bambas do Salgueiro” de Dona América, erao que mais chamava a atenção pela riqueza das fantasias e a organização,mas a criançada ficava mesmo na expectativa da vez do desfile pelas ruas dobairro do afoxé de Cabo Jonas, que popularmente chamávamos de “OsPauzinhos”, em razão do bailado que era ritmado com pedaços de paus, uma

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