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talvez até de sobrevivência – atuais seriam bem limitadas. O biólogo Daniel Chrias [autordo livro «Lessons From Nature» (H...
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A farsa do desenvolvimento sustentável

  1. 1. A farsa do desenvolvimentosustentável – o mundo hoje O desenvolvimento sustentável é umafalácia, mais do que uma utopia. Ninguém sabe dizer o que, de fato, significa, na prática,“desenvolvimento sustentável”, ou “crescimento sustentado”. Sim, porque, na realidade, oque todo mundo sabe, mas não sabe como traduzir isso em termos viáveis, é que, nofundo, no fundo, “crescimento sustentável” quer dizer “crescimento zero” e eliminação dos“excessos” populacionais – o que, comumente costuma ser chamado de “controlepopulacional”.Como justificar isso perante o mundo? Como justificar que o mundo tem que parar decrescer social e economicamente, isso significando, inclusive, cortes populacionais? Todomundo fala em “desenvolvimento sustentável”, porque é politicamente correto falar dissohoje em dia, mas pouca gente sabe o que é. E quem sabe, só sabe na teoria. Neste postapresentaremos considerações modernas preliminares sobre o desenvolvimentosustentável indicadas por Bjørn Lomborg em seu livro «O Ambientalista Cético». Como severá, as idéias do malthusianismo continuam presentes – mas são falsas – pois odesenvolvimento humano continua fazendo com que mais e mais recursos estejam àdisposição da Humanidade por muitos séculos à frente. Eis os textos de Lomborg.Os subtítulos foram acrescentados por mim para facilitar a leitura.
  2. 2. O desenvolvimento sustentável, segundoLomborgSerá possível que poluímos tanto que estejamos, na verdade, solapando a nossa vida, anossa riqueza a longo prazo e as oportunidades para as gerações futuras?Objeção típica ao fato de que, em grande parte, todos os indicadores mensuráveis dobem-estar humano mostram melhoria, é a que ouvimos do Worldwatch Institute:«O século 20 tem sido extraordinariamente bem-sucedido para a espécie humana – talvezbem-sucedido demais. Com o crescimento de nossa população de um bilhão para seisbilhões e a explosão da economia para mais de 20 vezes seu tamanho em 1990,sobrecarregamos os sistemas naturais dos quais emergimos, e criamos a perigosa ilusãode que não dependemos mais de um ambiente saudável.»Paul Ehrlich [da Universidade de Stanford e autor do livro «A Bomba Populacional», de1968, que defendia uma imediata ação para limitar o crescimento populacional] reitera amesma idéia básica contra os economistas que gostam de observar que o PIB e adisponibilidade de alimentos per capita não param de crescer:«Mas há uma falha fatal nesse argumento: ele equivale mais ou menos a se vangloriar depoder emitir cheques cada vez maiores a cada mês, sem prestar atenção no saldo daconta.»O surgimento do conceito de desenvolvimento sustentávelO conceito-chave no núcleo de grande parte dessas críticas é a questão de ser ou não onosso desenvolvimento sustentável. Este conceito foi, originalmente, apresentado peloRelatório Brundtland, da ONU [mesmo organismo que deu origem ao IPCC], em 1987, edesenvolvimento sustentável significa apenas que a Humanidade assegure «a satisfaçãodas necessidades atuais sem comprometer a capacidade das gerações futuras desatisfazer suas próprias necessidades». Na verdade, esta é uma necessidade óbvia. Esteé um julgamento moral, que a grande maioria considera, obviamente, verdadeiro. Temosde agir de modo que nossos descendentes vivam pelo menos tão bem quanto nós agora.A questão, sem dúvida, é se a nossa atual sociedade já é sustentável. A maioria dosambientalistas está convencida de que a nossa atual sociedade é insustentável. «Naverdade, estamos nos comportando como se não tivéssemos filhos, como se não fosseexistir uma próxima geração», afirma o Worldwatch Institute.O biólogo David Ehrenfeld [professor de biologia da Rutgers University, New Jersey, EUA(Husc)] argumenta que, se nossos ancestrais tivessem legado a devastação ecológica queestamos deixando para os nossos descendentes, as nossas opções de divertimento –
  3. 3. talvez até de sobrevivência – atuais seriam bem limitadas. O biólogo Daniel Chrias [autordo livro «Lessons From Nature» (Husc)] é mais específico: nossa sociedade não ésustentável porque poluímos demais e porque consumimos os nossos recursos depressademais.Temos que ter acesso aos recursos da Terra[Sobre recursos, Lomborg comenta que] …é fundamental para nossa existênciaininterrupta que tenhamos acesso a uma grande quantidade de recursos da Terra. Algunsdesses recursos são, natural e continuamente, recriados, como a energia solar, a água, oar, as plantas e os animais. Estes recursos são renováveis.Outros recursos, como as matérias-primas e minerais da Terra, não são renovados (pelomenos não na escala de tempo humana) – e existem em uma quantidade fixa.Estes dois tipos de recursos diferem em seus problemas associados, e para avaliar asustentabilidade de nosso atual desenvolvimento, precisamos examinar o nosso consumode todos os recursos, renováveis e não-renováveis.Quanto aos recursos renováveis[resumo constante do capítulo sobre a Prosperidade Humana, no livro «O AmbientalistaCético» (Husc)]Não estamos super-explorando os nossos recursos renováveis. O Worldwatch Institute, noentanto, informa que a escassez de alimentos, provavelmente, será a primeira indicaçãodo colapso ambiental. Porém, os alimentos devem continuar se tornando mais baratos edisponíveis, enquanto seremos capazes de alimentar ainda mais e mais pessoas.As florestas não foram erradicadas, e desde a Segunda Guerra Mundial (IIGM), acobertuda florestal permanece quase constante. Conquanto florestas úmidas venhamsendo derrubadas a um percentual de 0,5% ao ano, e alguns países tenham optado porexplorar seus recursos florestais de forma insensata e míope, cerca de 80% da florestaúmida original continua intacta.A água é um recurso abundante e renovável, embora possa ser escassa, em parte por nãoter sido antes tratada como recurso limitado e valioso. Basicamente trata-se de umaquestão de melhor gestão dos recursos hídricos, em que o preço da água consigaassegurar uma quantidade razoável e suficiente de água para todos os propósitos.Quanto aos recursos não-renováveisNão há problemas sérios com os recursos não-renováveis, como a energia e as matérias-primas. As descobertas (novas) desses recursos aumentaram tanto que, apesar do grandeaumento do consumo, os anos de suprimento ainda restantes vêm aumentando, em vezde diminuir – tanto para a energia quanto para as matérias-primas.Este também foi o tema dos comentários do secretário-geral da ONU, Coffi Annan (1997) àCommission on Sustainable Development:«Na década de 1970, não faltaram as previsões de que o mundo em pouco tempo ficariasem combustíveis fósseis e outras matérias-primas essenciais. Desde então, porém, ademanda crescente tem sido geralmente acompanhada por descobertas de novasreservas [vide a descoberta brasileira de petróleo na camada do chamado pré-sal (Husc)]e pela substituição de recursos, em resposta à operação das forças de mercado e doavanço tecnológico. As preocupações se desviaram do esgotamento dos recursos para umpacote maior e mais complexo de questões relacionadas ao suprimento adequado deenergia nos países em desenvolvimento, e aos impactos ambientais, e sobre a saúde dospadrões convencionais de uso de energia e materiais».
  4. 4. Embora os recursos não-renováveis sejam, em princípio, extingüíveis, mais de 60% denosso consumo consiste em recursos com reservas [já conhecidas (Husc)] para 200 oumais anos. Com energia suficiente, teremos a oportunidade de explorar depósitos bemmais profundos do que os atuais, de novo aumentando, substancialmente, os tempos deexaustão em, talvez, milhões de anos.ConclusãoTemos muitas reservas de energia que podem durar futuro adentro. Temos acesso afontes de energia renovável cada vez mais baratas e com o potencial de fornecerquantidades de energia bem maiores do que as usadas atualmente. Poderíamos produzirtodo o consumo de energia do mundo com a atual tecnologia das baterias solares,cobrindo apenas 2,6% do deserto do Saara – e temos bons motivos para esperar queessas fontes de energia serão lucrativas e até mais baratas do que as atuais dentro dospróximos 50 anos.O nosso consumo de recursos essenciais, como alimentos, florestas, água, matérias-primas e energia, parece ter características tais que não deixarão as próximas geraçõescom menos opções, e sim com cada vez mais opções.Portanto, parece não haver qualquer fundamento para a visão pessimista de que a nossasociedade só sobrevive emitindo cada vez mais cheques sem fundos.O BIRD (Banco Mundial) define desenvolvimento sustentável como o «desenvolvimentoque dura». Nesse aspecto, a nossa sociedade parece, sem dúvida, sustentável. Bjørn LomborgO livro a ler é: «O Ambientalista Cético», de Bjørn Lomborg (Editora Campus/Elsevier,RJ).

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