97Soares FAP et al. Vestimentas de proteção radiológicaRadiol Bras. 2011 Mar/Abr;44(2):97–103Utilização de vestimentas de ...
98Soares FAP et al. Vestimentas de proteção radiológicaRadiol Bras. 2011 Mar/Abr;44(2):97–103grafia convencional, tomograf...
99Soares FAP et al. Vestimentas de proteção radiológicaRadiol Bras. 2011 Mar/Abr;44(2):97–103dendo da radiossensibilidade,...
100Soares FAP et al. Vestimentas de proteção radiológicaRadiol Bras. 2011 Mar/Abr;44(2):97–103A maioria dos estudos chama ...
101Soares FAP et al. Vestimentas de proteção radiológicaRadiol Bras. 2011 Mar/Abr;44(2):97–103leceu oAdvisory Committee on...
102Soares FAP et al. Vestimentas de proteção radiológicaRadiol Bras. 2011 Mar/Abr;44(2):97–103a espessura não inferior a 0...
103Soares FAP et al. Vestimentas de proteção radiológicaRadiol Bras. 2011 Mar/Abr;44(2):97–103dergoing CT of the head: a M...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Utilização de ferramentas de proteção radiologica

1.677 visualizações

Publicada em

Publicada em: Saúde e medicina
  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Utilização de ferramentas de proteção radiologica

  1. 1. 97Soares FAP et al. Vestimentas de proteção radiológicaRadiol Bras. 2011 Mar/Abr;44(2):97–103Utilização de vestimentas de proteção radiológicapara redução de dose absorvida: uma revisão integrativada literatura*Utilization of radiation protection gear for absorbed dose reduction: an integrative literature reviewFlávio Augusto Penna Soares1, Aline Garcia Pereira2, Rita de Cássia Flôr3Objetivo: Avaliar a relação entre o uso de vestimenta de proteção radiológica e a diminuição da dose absorvida deradiação ionizante, reforçando a eficácia do seu uso tanto para pacientes quanto para indivíduos ocupacionalmenteexpostos. Materiais e Métodos: O estudo foi desenvolvido utilizando-se o método de revisão integrativa de literatura,e teve como materiais: 21 artigos, 2 livros, 1 tese, 1 trabalho de conclusão de curso, 1 programa de computador, 4pesquisas em base de dados (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e Departamento de Informática do SistemaÚnico de Saúde) e 2 diretrizes de proteção radiológica. Resultados: A utilização da vestimenta de proteção radioló-gica, teoricamente, reduz 86% a 99% a dose absorvida. Na prática, a redução nos pacientes pode ser de 88% naradiologia convencional e chegar a 95% no exame tomográfico. Nos indivíduos ocupacionalmente expostos, a reduçãodurante um cateterismo cardíaco é em torno de 90% e durante uma cirurgia ortopédica é de 75%. Conclusão: Con-forme demonstrado em várias pesquisas, o uso de vestimenta de proteção radiológica é eficaz e de baixo custo e reduza dose desnecessária nos pacientes e nos indivíduos ocupacionalmente expostos. Logo, sua utilização é necessáriapara a implementação de um efetivo programa de proteção radiológica em um serviço de radiodiagnóstico.Unitermos: Proteção radiológica; Dose em tomografia computadorizada; Redução de dose; Vestimenta de proteçãoradiológica.Objective: The present study was aimed at evaluating the relation between the use of radiation protection gear andthe decrease in absorbed dose of ionizing radiation, thereby reinforcing the efficacy of its use by both the patients andoccupationally exposed personnel. Materials and Methods: The integrative literature review method was utilized toanalyze 21 articles, 2 books, 1 thesis, 1 monograph, 1 computer program, 4 pieces of database research (InstitutoBrasileiro de Geografia e Estatística and Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde) and 2 sets ofradiological protection guidelines. Results: Theoretically, a reduction of 86% to 99% in the absorbed dose is observedwith the use of radiation protection gear. In practice, however, the reduction may achieve 88% in patients submitted toconventional radiology, and 95% in patients submitted to computed tomography. In occupationally exposed individuals,the reduction is around 90% during cardiac catheterization, and 75% during orthopedic surgery. Conclusion: Accordingto findings of several previous pieces of research, the use of radiation protection gear is a low-cost and effective wayto reduce absorbed dose both for patients and occupationally exposed individuals. Thus, its use is necessary for theimplementation of effective radioprotection programs in radiodiagnosis centers.Keywords: Radiation protection; Dose in computed tomography; Dose reduction; Radiation protection gear.ResumoAbstract* Trabalho realizado no Instituto Federal de Santa Catarina(IFSC) – Campus Florianópolis, Florianópolis, SC, Brasil. Apoiofinanceiro: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico eTecnológico (CNPq).1. Doutor em Física, Docente do Instituto Federal de SantaCatarina (IFSC), Florianópolis, SC, Brasil.2. Tecnóloga em Radiologia, Consultora do Projeto Sinan (Sis-tema de Informação de Agravos de Notificação), Florianópolis,SC, Brasil.3. Doutora em Enfermagem, Docente do Instituto Federal deSanta Catarina (IFSC), Florianópolis, SC, Brasil.Endereço para correspondência: Aline Garcia Pereira. Insti-tuto Federal de Santa Catarina, Campus Florianópolis – DASS.Avenida Mauro Ramos, 950, Centro. Florianópolis, SC, Brasil,88020-300. E-mail: aalinegp@gmail.comRecebido para publicação em 4/2/2010. Aceito, após revisão,em 17/2/2011.Soares FAP, Pereira AG, Flôr RC. Utilização de vestimentas de proteção radiológica para redução de dose absorvida: uma revisãointegrativa da literatura. Radiol Bras. 2011 Mar/Abr;44(2):97–103.0100-3984 © Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por ImagemINTRODUÇÃOO uso de radiação ionizante para finsdiagnósticos e terapêuticos vem crescendoanualmente, em razão do desenvolvimentodos equipamentos e facilidades no acessoao exame radiográfico. No Brasil, essa uti-lização vem crescendo a taxas próximas de10% ao ano, e os exames de diagnóstico porimagem, segundo dados do Departamentode Informática do Sistema Único de Saúde(Datasus), tiveram acréscimo de 45,27%(1)ARTIGO ORIGINAL • ORIGINAL ARTICLEentre dezembro de 2000 e 2006. Já no Es-tado de Santa Catarina, no mesmo período,o aumento foi de 57,16%(2). Com relaçãoaos equipamentos de diagnóstico existen-tes em estabelecimentos de saúde no Bra-sil, nota-se um acréscimo de 5,48%, com-parando-se os anos de 2002 e 2005, con-forme índices do Instituto Brasileiro deGeografia e Estatística (IBGE)(3,4).A utilização da radiação para diagnós-tico médico traz benefícios, possibilitandoa detecção de tumores e fraturas (na radio-
  2. 2. 98Soares FAP et al. Vestimentas de proteção radiológicaRadiol Bras. 2011 Mar/Abr;44(2):97–103grafia convencional, tomografia computa-dorizada, mamografia), e o tratamento dedoenças (radioterapia) como o câncer. Aradiação também está presente na medicinanuclear, para verificar a fisiologia dos ór-gãos e dos sistemas do corpo humano. To-davia, a interação da radiação com o tecidohumano pode gerar efeitos biológicos. Es-tes efeitos foram notados logo após a des-coberta da radiação X, quando surgiramdoenças na pele das pessoas expostas aosraios X, levando cientistas a pesquisaremas possíveis causas. A manifestação dosefeitos biológicos ocorre de duas maneiras:o efeito determinístico, ocasionado por al-tas doses de radiação num curto espaço detempo, e o efeito estocástico, provocadopor pequenas doses recebidas ao longo deum grande período. Estes efeitos provocamdoenças, já diagnosticadas, como a catarataradiogênica, a radiodermite, a esterilidade,entre outras. Cabe, portanto, aos profissio-nais de saúde que exercem atividades nosserviços de radiologia e diagnóstico porimagem, valer-se dos princípios de prote-ção radiológica para se exporem o mínimopossível à radiação, bem como proteger opaciente de radiação desnecessária.O termo “dose” aqui utilizado pode serentendido como dose absorvida, definidacomo a quantidade de energia cedida à ma-téria pelos fótons ou partículas ionizantespor unidade de massa, sendo sua unidadeo joule por quilograma, que recebe o nomeespecial de gray (Gy). Já a dose equivalenteé a relação entre a dose absorvida média noórgão ou tecido e o fator de ponderação daradiação, fator este que leva em conta a ra-diossensibilidade do tecido ou órgão.Auni-dade no sistema internacional da dose equi-valente também é o joule por quilograma,porém para diferenciar da dose absorvidatem o nome especial de sievert (Sv). Outrotermo de interesse no processo de mediçãoda radiação é a grandeza exposição, defi-nida como a quantidade de carga elétricaproduzida numa quantidade de massa pelapassagem da radiação, e sua unidade nosistema internacional é o roentgen (R).A maneira simples, eficaz e de baixocusto para proteção do indivíduo ocupacio-nalmente exposto à radiação ionizante, as-sim como para as exposições médicas dospacientes, é o uso de vestimentas de prote-ção radiológica (VPR). Cabe esclarecer,aqui, o uso do termo VPR. Este está sendoutilizado em substituição aos equipamen-tos de proteção individual, pois o termovestimenta, segundo a Associação Brasi-leira de Normas Técnicas (ABNT)(5)e aNorma Regulamentadora nº 6(6), é utilizadopara designar a proteção de corpo inteiro etambém do tórax, como é o caso dos aven-tais de chumbo. Os demais equipamentosutilizados para a proteção das exposiçõesa essas radiações não são referidos nestaNorma, exceção apenas para as luvas dechumbo. Assim, os aventais e luvas dechumbo, para serem considerados equipa-mentos de proteção individual pela legis-lação, devem atender a critérios rigorososna sua fabricação e somente após teste ecertificação pelo Ministério do Trabalho eEmprego (MTE, 2006)(6)podem receber oselo de denominação. Por isso, o termoVPR aqui utilizado abrange todos os aces-sórios para proteção radiológica, tais como:óculos, luvas, aventais, protetor de tireoide,de gônadas, coletes, saias, entre outros.O presente artigo é uma revisão integra-tiva que tem como objetivo identificar, naliteratura, publicações relacionadas às for-mas de proteção do indivíduo ocupacional-mente exposto à radiação ionizante, assimcomo para as exposições médicas dos pa-cientes, demonstrando a eficiência do usode protetores e estimulando sua utilização.MATERIAIS E MÉTODOSTrata-se de uma pesquisa bibliográficabaseada nos pressupostos da revisão inte-grativa. A revisão integrativa é definidacomo aquela em que pesquisas já publica-das são sintetizadas e geram conclusõessobre o tema de interesse(7). Tal escolha sefez em função de o método de pesquisapossibilitar uma análise ampla e sistemá-tica de estudos científicos, permitindo suacaracterização e análise das bases teóricase tendências da produção relacionada aouso das VPRs. Nesta pesquisa, a revisão foicomposta pelas seguintes etapas: identifi-cação do tema; estabelecimento de crité-rios para inclusão e exclusão de estudos; fi-chamento dos temas selecionados e avalia-ção dos estudos incluídos na revisão inte-grativa; categorização dos estudos; inter-pretação dos resultados e apresentação darevisão do conhecimento(8).O levantamento bibliográfico foi reali-zado mediante consulta ao Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação emCiências da Saúde (Bireme), nas bases dedados Lilacs, PubMed/Medline, Science-Direct, SpringerLink.Abusca nas bases dedados foi realizada no período de 2008–2009, considerando como descritores debusca em português: redução de dose;aventais de chumbo; radiologia; raios X;proteção radiológica; dose absorvida; ves-timentas de proteção radiológica. Este úl-timo termo foi encontrado num trabalho deconclusão de curso, porém não é um termoindexado, mas está sendo utilizado por serde fácil compreensão. Na pesquisa em in-glês, os descritores foram: lead apron; dosereduction; protective garment; protectivegear; x-ray; computed tomography; apron;fluoroscopy; radiation protection.A seleção das publicações foi realizadafazendo-se leitura criteriosa do resumo econsequente leitura do texto, a fim de verifi-car a relação com o tema a ser pesquisado.Utilizou-se também o programa IPEM Re-port 78 do Institute of Physics and Engi-neering in Medicine (IPEM)(9)para cálcu-los de kerma no ar, a fim de corroborar cien-tificamente os resultados apresentados nosestudos. Dessa forma, a amostra foi com-posta de 21 artigos, sendo a maioria eminglês. Outras fontes, como tese, trabalhode conclusão de curso e livros contribuírampara um relato sobre os efeitos biológicosassociados à radiação, as formas de se pro-teger e os resultados práticos da utilizaçãodas VPRs, que passaram a compor as fon-tes documentais do processo de análise.RESULTADOSImportância do uso das VPRsA interação da radiação ionizante como organismo humano pode gerar efeitosbiológicos, os quais variam com o grau deradiossensibilidade da célula e da dose deradiação absorvida. Segundo descreve Bi-ral(10), o grau de radiossensibilidade é in-versamente proporcional à diferenciaçãoda célula, ou seja, células pouco diferen-ciadas em sua função são mais radiossen-síveis, como, por exemplo, as células daepiderme, os eritroblastos e as espermato-gônias. Há, no entanto, células que fogemà regra: os oócitos e os linfócitos. Depen-
  3. 3. 99Soares FAP et al. Vestimentas de proteção radiológicaRadiol Bras. 2011 Mar/Abr;44(2):97–103dendo da radiossensibilidade, a radiaçãoionizante pode afetar a célula de forma di-reta (ionização) ou indireta (ação de radi-cais livres), sendo que os danos causadospodem ser a quebra da fita de DNA, alte-ração de seu material genético, bem comoalteração das suas proteínas, enzimas, amodificação da permeabilidade da mem-brana das células e ativação dos oncogenes.O corpo humano possui mecanismos parareparação do dano causado pela radiação,porém quando eles falham, resultam na in-capacidade de reprodução da célula, ou nasua modificação definitiva. Em alguns ca-sos pode ocorrer morte celular(11).Redução da dose absorvidanos pacientesPara minimizar a dose de radiação pri-mária e secundária, utiliza-se a VPR nopaciente. De acordo com a norma NBR IEC61331 da ABNT(5), as VPRs são divididasentre dispositivos para pacientes e para in-divíduos ocupacionalmente expostos. AsVPRs para pacientes compreendem: aven-tal, protetor de gônadas, blindagem de es-croto, blindagem de ovário e blindagem porsombreamento. Nas gônadas encontram-secélulas germinativas com alta divisão ce-lular e alta radiossensibilidade, por isso hágrande preocupação de proteger esta glân-dula contra a radiação ionizante. Estudosfeitos demonstram que a utilização de pro-tetores durante exames de tomografia com-putadorizada reduz consideravelmente aexposição deste órgão em até 95%(12). Hohlet al.(13)demonstraram, para um mesmoexame de abdome, redução de 87%. JáRaissaki(14)pesquisou a aplicação de pro-tetores de gônadas na radiologia infantil,observando redução da dose absorvida nasgônadas das meninas por volta de 50% enos meninos, de 95%.Uma das pesquisas realizadas por Par-ker et al.(15), sobre a redução de dose em an-giografias realizadas com tomografia com-putadorizada multislice, revelou que a dosena região mamária, durante um estudo parasuspeita de embolia pulmonar, pode serreduzida em 60,6% com a utilização de umabarreira feita de tungstênio-antimônio.Outros órgãos do sistema humano quenecessitam de proteção radiológica, porpossuírem grande radiossensibilidade, sãoo cristalino e a glândula tireoide. Hopperet al.(16), em seu estudo, demonstraram queo uso de protetor de bismuto durante umatomografia computadorizada de tórax redu-ziu 60% a radiação na glândula tireoide e40% no cristalino. Em outro estudo, feitopor Hopper(17), a utilização de protetoresoculares de bismuto reduziu 48,5% a radia-ção no cristalino, e o protetor de tireoide re-duziu 67,3% a dose nesta glândula, sendoque as utilizações destes protetores não afe-taram a qualidade da imagem. Em relaçãoao cristalino, outros estudos demonstraramque a proteção deste local reduz a dose emtorno de 30% a 40%(18,19). Conforme estu-dos feitos por Brniƒ et al.(20), o uso de pro-tetores no tórax reduz a dose em 57% nestelocal durante um exame de crânio. Já o usodo mesmo protetor no exame de tórax pe-diátrico reduz a dose em 29%(21). Estes da-dos e de outros estudos podem ser melhorcomparados na Tabela 1.Na radiologia convencional, estudos so-bre a redução da dose em função da utili-zação do uso de VPRs são poucos, entre-tanto, nas pesquisas realizadas, observa-seque o uso de protetores de tórax durante umexame radiográfico na posição lateral de tó-rax reduz 88% a dose da radiação na regiãodo útero e dos ovários(22).Redução da dose absorvidanos indivíduos ocupacionalmenteexpostosPara o indivíduo ocupacionalmente ex-posto, as VPRs compreendem os aventaisde proteção, com espessuras de 0,25 a 0,50mm de chumbo, as luvas de proteção, osóculos plumbíferos e o protetor de tireoi-de(5). A redução de dose no indivíduo ocu-pacionalmente exposto, em virtude da uti-lização de VPRs, pode ser notada tambémnos procedimentos intervencionistas. Se-gundo Scremin et al.(23), procedimentosintervencionistas que requerem imagensradiográficas, como em serviços de hemo-dinâmica, tiveram aumento na quantidadede exames nos últimos anos, em decorrên-cia de ser uma técnica que nem sempreprecisa de cirurgia, sendo de menor riscopara o paciente. Sua pesquisa é voltada paraa exposição ocupacional e demonstrou queo uso de uma barreira protetora plumbífera,na forma de cortina, reduz em até 90% adose recebida na região do tórax pelo mé-dicoduranteumcateterismocardíacoe,parao enfermeiro, a redução pode chegar a 80%.Durante as cirurgias ortopédicas inter-vencionistas, uma das partes mais expos-tas à radiação primária são as mãos dosmédicos(24). Um procedimento bastanterealizado é a vertebroplastia percutânea,que consiste em introduzir uma cânula noosso lesionado e injetar cimento ósseo pararestaurá-lo. Para guiar esta cânula, utiliza-se o aparelho radiográfico com emissãoquase contínua de radiação. No estudo feitopor Synowitz e Kiwit(25), constatou-se queo uso de luvas protetoras durante o proce-dimento resultou numa redução de 75% dadose nas mãos do médico cirurgião.ExameAbdome totalColuna torácicaPediátricoPelveRotina abdome pelveTóraxTórax pediátricoCrânioCrânio pediátricoColuna cervicalOlhos e faceSeios paranasaisCoraçãoTabela 1 Redução da dose de radiação pelo uso de protetor durante tomografia computadorizada.EstudoHidajat et al.(12)Hopper et al.(16)Raissaki 2004(14)Hopper et al.(16)Hohl et al.(13)Hopper(17)Hopper(17)Fricke et al.(21)Brniƒ et al.(20)Hopper et al.(16)Perisinakis et al.(18)Hopper et al.(16)Hopper(17)Hein et al.(19)Parker et al.(15)Local protegidoTestículosMamasGônadasTestículosGônadasTireoideMamasMamasMamasOlhosLentes dos olhosTireoideOrbitaLentes dos olhosMamasRedução (%)Feminina—5750——67,352,429574030–406048,54060,6Masculina95—955187——————————
  4. 4. 100Soares FAP et al. Vestimentas de proteção radiológicaRadiol Bras. 2011 Mar/Abr;44(2):97–103A maioria dos estudos chama a atençãopara o cristalino, a tireoide e as gônadas,órgãos de alta radiossensibilidade. Porém,poucos mencionam sobre a dose de radia-ção nas extremidades baixas da equipe desaúde. Um estudo feito na Irlanda indicaque com a utilização de protetor plumbí-fero nas laterais da mesa, tipo cortina,pode-se reduzir 64% da dose nas extremi-dades baixas(26).Utilizando o programa IPEM Report 78do IPEM(9)para simulação do espectroemitido por alvos de tungstênio, pode-severificar a eficácia do uso das VPRs e ainfluência das diversas espessuras na pro-teção radiológica. Na simulação feita uti-lizaram-se as tensões de 55, 75, 95 e 115 kV,pois compreendem a faixa utilizada nasradiografias convencionais. Foi calculadaa dose de kerma no ar por unidade de µGy/mAs a 75 cm de distância da ampola, es-tando inclusa a atenuação inerente de 2,5mm de alumínio do equipamento.A partir dos resultados obtidos pelo pro-grama de computador, constatou-se que aproteção de 0,25 mm de chumbo reduz adose em, no mínimo, 86,82% (115 kV),chegando a até 99,06% (55 kV) nas ener-gias mais baixas. Com o uso da proteçãode 0,50 mm de chumbo, a redução de dosevariade95,79%(115kV)a99,94%(55kV).Para comparação dos dados, têm-se a Ta-bela 2 e a Figura 1.Além da redução do kerma no ar, o usoda VPR elimina consideravelmente os fó-tons de baixa energia, conforme mostra aFigura 1. Isto implica redução ainda maiorna dose absorvida, uma vez que as energiasbaixas são barradas com elementos de altonúmero atômico, como o chumbo.DISCUSSÃONo conjunto das produções analisadas,fica evidente a contribuição de estudos arespeito da evolução da proteção radioló-gica, pois após a descoberta da radiação Xpor Roentgen, em 1895, ao mesmo tempoem que as radiografias eram executadas,doenças na pele começaram a aparecer nostrabalhadores. O pioneiro nos estudos dasdoençasatribuídasàradiaçãofoiCrocker(27),um físico que, em 1897, relacionou o sur-gimento da dermatite e úlceras na pele como uso prolongado do tubo de Crookes pertodo corpo. Sabendo que as queimaduraseram semelhantes às graves queimadurasde sol, para o que era sugerido às pessoasprotegerem-se cobrindo-se com algo de corpreta, ele propôs que os trabalhadores queestivessem expostos à radiação utilizassemluvas vermelhas ou cobrissem suas mãos efaces com pintura vermelha. Supunha-senaquela época que esses pigmentos barra-riam a radiação ionizante.Em 1902, Rollins propôs três maneirasde diminuir a exposição dos trabalhadorese pacientes à radiação: utilizar óculos ab-sorvedores; encapsular os tubos de raios Xem chumbo; limitar o campo de radiação àregião de interesse clínico mediante o usode materiais protetores. No entanto, suasrecomendações não foram seguidas por umlongo período. A partir de 1913, alemães eingleses começaram a produzir guias dereferência para proteção radiológica, coma recomendação de uso de um dispositivopara proteger o trabalhador. Nos anos de1922 a 1928, norte-americanos e inglesespublicaram recomendações para trabalha-dores, indicando valores de tolerância àdose e determinando barreiras para a pro-teção do trabalhador. Em 1928, durante oSegundo Congresso Internacional de Ra-diologia, realizado em Estolcomo, surge aInternational Commission on RadiologicalProtection (ICRP), cabendo a ela definir asdiretrizes de proteção radiológica, as quaisforam adotadas por grande parte dos paí-ses do mundo(28).Segundo Archer(29), após Estocolmo, oNational Bureau of Standards (NBS) dosEstados Unidos daAmérica (EUA) estabe-Tabela 2 Redução da taxa de kerma no ar em função da energia máxima e da espessura de proteçãopara um espectro de tungstênio.Tensão (kV)557595115ProteçãoNenhuma0,25 mmPb0,50 mmPbNenhuma0,25 mmPb0,50 mmPbNenhuma0,25 mmPb0,50 mmPbNenhuma0,25 mmPb0,50 mmPbKerma no ar (µGy/mAs)71,980,680,04122,205,571,12177,1017,625,45234,8030,959,89Redução (%)—99,0699,94—95,4499,08—90,0596,92—86,8295,79Figura 1. Espectro de energia de uma ampola de alvo de tungstênio e filtração inerente de 2,5 mmAla 75 kV.
  5. 5. 101Soares FAP et al. Vestimentas de proteção radiológicaRadiol Bras. 2011 Mar/Abr;44(2):97–103leceu oAdvisory Committee on X-Ray andRadium Protection (ACRP), um comitê quepublicou, em 1931, seu primeiro relatório,intitulado X-Ray Protection. O ACRP foireorganizado e transformado, em 1964, noconhecido National Council on RadiationProtection and Measurements (NCRP). Em1961, oACRP, juntamente com o NBS, pu-blicou um relatório intitulado Medical X-Ray Protection up to Three Million Volts,que posteriormente ficou conhecido comoNCRP n° 26, o qual introduziu muitos dosprincípios e métodos comuns à proteção ra-diológica, utilizados até hoje. Nesse mesmorelatório foram conceituados carga de traba-lho e fator de uso, para descrever de formamais concisa a exposição por acidente e ouso de barreiras para evitá-la.O relatório nº 49 do NCRP (1976) foi oprimeiro guia utilizado pelos peritos habi-litados dos EUA como referência para es-pecificar protetores de radiação em insta-lações médicas de imagem de raios X. Nadécada de 90, viu-se a necessidade de mo-dificar este relatório, visto que ele nãoabrangia as novas tecnologias, como tomo-grafia computadorizada e mamografia.Modificaram-se, então, os valores de limitede dose, os fatores de ocupação, a carga detrabalho, entre outros, criando-se novosrelatórios, os de números 116 e 147(30).No Brasil, as regras internacionais fo-ram adotadas efetivamente com a publica-ção, pelo Ministério da Saúde, da Portarianº 453(31), em julho de 1998, que ressalta autilização da radiação desde que ela resulteem benefício para a saúde do indivíduoe/ou da sociedade.Outra contribuição importante eviden-ciada nos estudos sobre proteção foi a pro-dução acerca dos efeitos biológicos dasradiações ionizante. Tais estudos revelama radiossensibilidade das células e seusefeitos no organismo humano. A radiaçãoionizante é uma onda eletromagnética queinterage com a matéria, transferindo suaenergia aos elétrons de seus átomos. Estes,com o ganho de energia, começam a sair deseus orbitais, mudando de camadas eletrô-nicas e até de átomos, dissipando a energiana forma de mais radiação ou ionizandooutros átomos. Esta produção de radicaislivres pode induzir a efeitos radiobiológi-cos, como quebras cromossômicas induzi-das. Este dano biológico depende da ener-gia depositada (dose absorvida da radiação)no tecido ou órgão e da radiossensibilidadedeste.O efeito biológico se manifesta de duasformas no organismo humano. Uma delasé o efeito determinístico, causado pela altadose de radiação, levando a célula à perdaparcial ou total de sua função biológica, ouseja, morte celular. O indivíduo irradiadopode apresentar esterilidade temporária oupermanente, radiodermites, náuseas, fadiga,catarata, entre outros efeitos. A outra formade manifestação é o efeito estocástico, noqual pequenas doses de radiação ao longodo tempo causam mutações genéticas. Casoa mutação seja em células germinativas, odano acarreta uma mudança hereditária.Ocorrendo a mutação nas células somáti-cas, existe grande probabilidade de o indi-víduo desenvolver um câncer, sendo que ostecidos mais suscetíveis a este efeito são otecido mamário, as gônadas, a medula ós-sea e o tecido linfático. Para minimizar aocorrência deste efeito, é de suma impor-tância a utilização das VPRs(11).Outra contribuição importante eviden-ciada nesta revisão foi acerca da implemen-tação de proteção radiológica. Os estudosmencionam as normas da Comissão Nacio-nal de Energia Nuclear (CNEN)(32), queestabeleceu medidas contra os possíveisefeitos que podem ser causados pela radia-ção ionizante, sendo elas fundamentadasem três princípios básicos de proteção ra-diológica: justificação – a exposição mé-dica à radiação só será aceita caso resulteem benefícios para a sociedade ou para oindivíduo; limitação de dose – a exposi-ção à radiação deve ser restringida, nãoexcedendo a dose permitida e ao local deinteresse; otimização – a dose no pacientedeve ser a menor possível, sem implicar aperda de qualidade de imagem. Este últimoprincípio está ligado à filosofia ALARA(As Low As Reasonably Achievable), quenuma tradução livre significa “tão baixoquanto razoavelmente exequível”, que im-plica sempre diminuir a dose de exposiçãoà radiação, tanto do paciente quanto do in-divíduo ocupacionalmente exposto.Como apresentou Gelsleichter(33), todosesses princípios vêm ao encontro dos prin-cipais mecanismos de proteção radiológica:distância da fonte de radiação, tempo deexposição à fonte e blindagem. Os doisprimeiros mecanismos consistem em me-didas que minimizam a exposição, e o úl-timo consiste em barreiras fixas ou acessó-rios que bloqueiam a trajetória dos feixesde raios X, absorvendo-os. Existem doistipos de barreiras utilizadas como proteçãoradiológica: as blindagens dos ambientespara proteção coletiva, e a VPR para uso eproteção individual. Com relação às VPRs,elas são colocadas entre a fonte de radia-ção e o paciente, de modo que atenue aradiação que chega até ele, assim como noindivíduo ocupacionalmente exposto queas utilize. Essas vestimentas são fabricadascom material de alto nível atômico (nor-malmente chumbo ou seus compostos)para bloquear a passagem de fótons dosraios X, além de outro material lavável parafazer o revestimento e proteção do materialabsorvedor.Com relação aos princípios de reduçãode dose, a redução do tempo de um exameradiológico não pode ser implementada emfunção da técnica radiológica estabelecida,pois implica a qualidade de imagem, e o au-mento da distância nem sempre é possível,já que a distância da fonte à mesa de co-mando é limitada. Logo, o uso das VPRsnos serviços de radiologia e diagnósticopor imagem torna-se a única maneira efi-caz de se reduzir a exposição do indivíduoocupacionalmente exposto à radiação ioni-zante, assim como para as exposições mé-dicas dos pacientes.A Portaria nº 453(31), em seu item 5.5,descreve que para cada equipamento deraios X deve haver uma VPR, a qual devegarantir proteção do tronco dos pacientes,incluindo tireoide e gônadas, com pelo me-nos 0,25 mm de equivalente de chumbo(mmPb). Além disso, no item 5.10a é esta-belecido que caso um indivíduo preciseassistir a um paciente debilitado, este deveutilizar um avental plumbífero com nomínimo 0,25 mmPb. Já para os profissio-nais, a Portaria, no item 4.26a (ii), relataque durante procedimentos radiológicos osprofissionais devem proteger-se da radia-ção espalhada usando VPRs ou barreirasprotetoras com atenuação não inferior a0,25 mmPb. Em relação à fluoroscopia, noitem 4.17d é descrito que o ambiente deveter cortina ou saiote de chumbo inferior/la-teral, para proteção do trabalhador contraa radiação espalhada pelo paciente, sendo
  6. 6. 102Soares FAP et al. Vestimentas de proteção radiológicaRadiol Bras. 2011 Mar/Abr;44(2):97–103a espessura não inferior a 0,5 mmPb, a 100kVp, e no item 4.40 é relatado que se deveutilizar luvas de chumbo com no mínimo0,25 mmPb.Sabe-se da resistência, especialmentepor parte dos profissionais da técnica ra-diológica, de se utilizar as VPRs, pois es-tas apresentam desconforto, em função dopeso, o qual pode ocasionar dores lomba-res se usadas por muito tempo(34). Porém,é necessário que o indivíduo ocupacional-mente exposto utilize a VPR em procedi-mentos intervencionistas, bem como emprocedimentos em que ele fique direta-mente exposto ao feixe primário, ou ao se-cundário. Além disso, o profissional deveter consciência de que o paciente deve uti-lizar a vestimenta quando possível, tantonos exames de tomografia computadori-zada quanto de raios X convencional ounas técnicas intervencionistas, para prote-ger áreas que estão expostas à radiação,seja ela primária ou secundaria, e que nãointerferem na qualidade da imagem. Tendoem vista a dificuldade de se utilizar a VPR,novos materiais estão sendo produzidos,tornando essas vestimentas mais leves, re-duzindo, dessa forma, a fadiga dos profis-sionais e as lombalgias(35), diminuindo odesconforto e contribuindo para reduzir aresistência ao seu uso.Estudos mostram que o uso de aventaisplumbíferos é eficaz, pois atenua grandeparte da radiação ionizante. Teoricamente,se consegue comprovar que a proteção dechumbo (0,25 mmPb) na tensão de 75 kVé capaz de reduzir a dose no paciente ou noindivíduo ocupacionalmente exposto ematé 95%(9). Já na prática, o material nemsempre possui constituição homogênea,portanto, a atenuação acaba sendo um va-lor menor que o teórico, mas mesmo assimele é muito importante e eficiente. SegundoHopper et al.(16), um protetor de tireoideconsegue atenuar até 67,3% da radiação X.Levando-se em conta que nem sempre aVPR se encontra íntegra, é necessário fa-zer alguns testes, como os definidos noitem 4.45b(x) da Portaria nº 453(31), a fimde constatar a qualidade do material utili-zado no serviço.Em razão dos efeitos radiobiológicos,como catarata radiogênica, esterilidade,morte celular e mutações genéticas, quepodem ocorrer com o uso da radiação ioni-zante, qualquer ganho referente à atenua-ção da radiação é importante, tornando autilização de VPRs indispensável.CONCLUSÕESNeste estudo foi feita uma análise daeficiência do uso de VPR por paciente e porindivíduo ocupacionalmente exposto, noqual é observado que o uso crescente daradiação implica aumento da proteção ra-diológica, sendo que todos os resultadosmostram claramente que a utilização daVPR está relacionada diretamente com aredução da dose, tanto no indivíduo ocu-pacionalmente exposto quanto no paciente.Seu uso se demonstra eficaz e faz valer oprincípio ALARA, ou seja, a radiação éusada empregando doses mínimas ao pa-ciente e ao profissional da área.Autilização da VPR implica redução dedose absorvida, sendo que as regiões queapresentaram maior redução da dose nopaciente foram as gônadas, com variaçãode 87%(13)a 95%(14), e a glândula tireoide,com redução entre 60%(16)e 67,30%(17). Jáno indivíduo ocupacionalmente exposto,houve grande redução da exposição dasmãos do médico cirurgião, sendo esta re-dução de 75%(25), e outro local analisadoforam as extremidades baixas, com redu-ção de 64%(26)da dose absorvida.Constatou-se a pouca quantidade de es-tudos em raios X, indicando a necessidadede mais estudos sobre a eficácia das VPRs,principalmente na radiologia convencional.Estudos sobre índices de qualidade, testesde conformidade e especificações técnicasdas VPRs para proteção dos pacientes de-vem ser definidos. Em relação ao indivíduoocupacionalmente exposto, recomenda-seeducação continuada nesses serviços, demodo que os profissionais de saúde se cons-cientizem da importância do uso dessas ves-timentas para a sua saúde e segurança notrabalho acerca da exposição a este agentefísico, ou seja, a radiação ionizante.REFERÊNCIAS1. Departamento de Informática do SUS – DATA-SUS. Informações de saúde. [acessado em 14 deoutubro de 2008]. Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sia/cnv/pauf.def2. Departamento de Informática do SUS – DATA-SUS. Informações de Saúde. [acessado em 14 deoutubro de 2008]. Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?sia/cnv/pasc.def3. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística –IBGE. Pesquisa. Pesquisa de assistência médico-sanitária. [acessado em 14 de outubro de 2008].Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/ams/default.shtm4. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística –IBGE. Pesquisa. Pesquisa de assistência médico-sanitária. Tabelas. [acessado em 14 de outubro de2008]. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/ams/2005/defaulttab.shtm5. Associação Brasileira de Normas Técnicas –ABNT. Dispositivos de proteção contra radiação-X para fins de diagnóstico médico. ABNT NBRIEC 61331. Rio de Janeiro, RJ: Associação Bra-sileira de Normas Técnicas; 20046. Brasil. Ministério do Trabalho. Portaria MTB nº3.214, de 08 de junho de 1978. Aprova as normasregulamentadoras – NR – do Capítulo V, Título II,da consolidação das leis do trabalho, relativas àsegurança e medicina do trabalho. NR-6 – Equi-pamento de proteção individual-EPI. PortariaSIT/DSST nº 162, de 12 de junho de 2006. Bra-sília, DF: Diário Oficial da União; 16/05/2006.7. Rodgers BL, Knafl KA. Concept development innursing: foundations, techniques and applica-tions. Philadelphia, PA: WB Saunders; 1993.8. Mendes KDS, Silveira RCCP, Galvão CM. Revi-são integrativa: método de pesquisa para a incor-poração de evidências na saúde e na enfermagem.Texto & Contexto Enferm. 2008;17:758–64.9. Sutton D, Cranley K, Gilmore BJ, et al. Catalogueof diagnostic X-ray spectra and other data: elec-tronic version – Report S. No. 78 (CD Rom).York, UK: The Institute of Physics and Engineer-ing in Medicine; 1997.10. Biral AR. Radiações ionizantes para médicos,físicos e leigos. Florianópolis, SC: Editora Insu-lar; 2002.11. Dimenstein R, Hornos YMM. Manual de prote-ção radiológica aplicada ao radiodiagnóstico. SãoPaulo, SP: Editora Senac; 2001.12. Hidajat N, Schröder RJ, Vogl T, et al. The efficacyof lead shielding in patient dosage reduction incomputed tomography. RöFo. 1996;165:462–5.13. Hohl C, Mahnken AH, Klotz E, et al. Radiationdose reduction to the male gonads during MDCT:the effectiveness of a lead shield. AJR Am JRoentgenol. 2005;184:128–30.14. Raissaki MT. Pediatric radiation protection. EurRadiol Syllabus. 2004;14:74–83.15. Parker MS, Kelleher NM, Hoots JA, et al. Ab-sorbed radiation dose of the female breast duringdiagnostic multidetector chest CT and dose re-duction with a tungsten-antimony compositebreast shield: preliminary results. Clin Radiol.2008;63:278–88.16. Hopper KD, King SH, Lobell ME, et al. Thebreast: in-plane x-ray protection during diagnos-tic thoracic CT – shielding with bismuth radio-protective garments. Radiology. 1997;205:853–8.17. Hopper KD. Orbital, thyroid, and breast superfi-cial radiation shielding for patients undergoingdiagnostic CT. Semin Ultrasound CT MR. 2002;23:423–7.18. Perisinakis K, Raissaki M, Theocharopoulos N,et al. Reduction of eye lens radiation dose by or-bital bismuth shielding in pediatric patients un-
  7. 7. 103Soares FAP et al. Vestimentas de proteção radiológicaRadiol Bras. 2011 Mar/Abr;44(2):97–103dergoing CT of the head: a Monte Carlo study.Med Phys. 2005;32:1024–30.19. Hein E, Rogalla P, Klingebiel R, et al. Low-doseCT of the paranasal sinuses with eye lens protec-tion: effect on image quality and radiation dose.Eur Radiol. 2002;12:1693–6.20. Brniƒ Z, Vekiƒ B, Hebrang A, et al. Efficacy ofbreast shielding during CT of the head. EurRadiol. 2003;13:2436–40.21. Fricke BL, Donnelly LF, Frush DP, et al. In-planebismuth breast shields for pediatric CT: effects onradiation dose and image quality using experi-mental and clinical data. AJR Am J Roentgenol.2003;180:407–11.22. Jackson G, Brennan PC. Radio-protective apronsduring radiological examinations of the thorax:an optimum strategy. Radiat Prot Dosimetry.2006;121:391–4.23. Scremin SCG, Schelin HR, Tilly Jr JG. Avaliaçãoda exposição ocupacional em procedimentos dehemodinâmica. Radiol Bras. 2006;39:123–6.24. Hafez MA, Smith RM, Matthews SJ, et al. Radia-tion exposure to the hands of orthopaedic sur-geons: are we underestimating the risk? ArchOrthop Trauma Surg. 2005;125:330–5.25. Synowitz M, Kiwit J. Surgeon’s radiation expo-sure during percutaneous vertebroplasty. J Neuro-surg Spine. 2006;4:106–9.26. Shortt CP, Al-Hashimi H, Malone L, et al. Staffradiation doses to the lower extremities ininterventional radiology. Cardiovasc InterventRadiol. 2007;30:1206–9.27. Crocker HR. A case of dermatitis from Roentgenrays. Br Med J. 1897;1:8–9.28. Costa PR. Modelo para determinação de espes-suras de barreiras protetoras em salas para radio-logia diagnóstica [tese]. São Paulo, SP: Institutode Pesquisas Energéticas e Nucleares; 1999.29. Archer BR. History of the shielding of diagnos-tic x-ray facilities. Health Phys. 1995;69:750–8.30. Archer BR. Recent history of the shielding ofmedical x-ray imaging facilities. Health Phys.2005;88:579–86.31. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilân-cia Sanitária. Diretrizes de proteção radiológicaem radiodiagnóstico médico e odontológico. Por-taria nº 453, de 1º de junho de 1998. Brasília, DF:Diário Oficial da União, 2 de junho de 1998.32. Brasil. Ministério da Ciência e Tecnologia. Co-missão Nacional de Energia Nuclear. Radiopro-teção. CNEN-NN-3.01 – Diretrizes básicas deproteção radiológica. [acessado em 25 de outubrode 2008]. Disponível em: http://www.cnen.gov.br/seguranca/normas/mostra-norma.asp?op=30133. Gelsleichter AM. Condições das vestimentas deproteção radiológica em dois hospitais públicosde Florianópolis [trabalho de conclusão de curso].Florianópolis, SC: Centro Federal de EducaçãoTecnológica; 2006.34. Moore B, vanSonnenberg E, Casola G, et al. Therelationship between back pain and lead apronuse in radiologists. AJR Am J Roentgenol. 1992;158:191–3.35. Scuderi GJ, Brusovanik GV, Campbell DR, et al.Evaluation of non-lead based protective radiologi-cal material in spinal surgery. Spine J. 2006;6:577–82.

×