Dimens fusivel + coordenação

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Dimens fusivel + coordenação

  1. 1. CAPÍTULO 2 Aula 91 DISPOSITIVOS DE COMANDO E PROTEÇÃO PROTEÇÃO CONTRA CURTO-CIRCUITO1.4 FUSÍVEIS§ A NBR 5410 prescreve que todo circuito, incluindo circuito terminal de motor, deve ser protegido por dispositivos que interrompam a corrente, quando pelo menos um dos condutores for percorrido por uma corrente de curto-circuito.
  2. 2. § A interrupção deve ocorrer num tempo suficientemente curto para evitar a deterioração dos condutores. Essa interrupção deve se dar por dispositivo de seccionamento automático. A norma aceita a utilização de fusíveis ou disjuntores para proteção específica contra curto- circuitos.§ Os dispositivos fusíveis podem ser do tipo gG, gM, aM. A primeira letra indica a faixa de interrupção: ? fusíveis tipo g - fusíveis de capacidade de interrupção em toda faixa; ? fusíveis tipo a - fusíveis de capacidade de interrupção em faixa parcial.
  3. 3. A segunda letra indica a categoria de utilização e define com precisão acaracterística tempo-corrente, tempos e correntes convencionais, eregiões de atuação. ? gG indica fusíveis, com capacidade de interrupção em toda a faixa, para aplicação geral; ? gM indica fusíveis, com capacidade de interrupção em toda a faixa, para proteção de circuitos de motores; ? aM indica fusíveis, com capacidade de interrupção em faixa parcial para proteção de circuitos de motores.
  4. 4. § As formas construtivas mais comuns dos fusíveis aplicados nos circuitos de motores são os tipos D e NH. O fusível tipo D é recomendado para uso residencial e industrial, uma vez que possui proteção contra contatos acidentais, podendo ser manuseado por pessoal não qualificado. Os fusíveis do tipo NH devem ser manuseados por pessoas qualificadas, sendo recomendados para ambientes industriais e similares.
  5. 5. § Os fusíveis são caracterizados por uma corrente nominal, ou seja, a corrente que pode circular pelo fusível por um tempo indeterminado sem que haja interrupção, pela tensão máxima de operação e pela capacidade de interrupção.§ A capacidade de interrupção é a máxima corrente para a qual o fusível pode garantir a interrupção. A capacidade de interrupção deve ser no mínimo igual à corrente de curto-circuito presumida no ponto da instalação.§ Os fusíveis apresentam curvas características do tempo máximo, t(seg), de atuação em função da corrente com a forma ilustrada na figura a seguir:
  6. 6. § Para uma corrente I > IN o fusível seguramente promoverá a interrupção do circuito após um tempo t.§ Valores típicos de correntes nominais para fusíveis tipo D: 2,4, 6, 10, 16,20,25, 35, 50, 63, 100A.
  7. 7. § Valores típicos para correntes nominais para fusíveis tipo NH: 6, 10, 16, 20, 25, 35, 50, 63, 100, 125, 160, 200, 224, 250, 300, 315, 355, 400, 425, 500, 630, 1000A.§ A NBR 5410 recomenda a proteção de circuitos terminais de motores por fusíveis com capacidade nominal dada por I N = I rb k em que Irb é a corrente de rotor bloqueado do motor e k é dado pela tabela abaixo
  8. 8. § Quando o valor obtido não corresponder a um valor padronizado, pode ser utilizado dispositivo fusível de corrente nominal imediatamente superior.§ Por razões econômicas é costume utilizar fusíveis do tipo D até 63A e acima deste valor, fusíveis NH.
  9. 9. DIMENSIONAMENTO:No dimensionamento de fusíveis, recomenda-se que sejam observados,no mínimo, os seguintes pontos:§ Os fusíveis devem suportar, sem fundir, o pico de corrente (Ip), dos motores, durante o tempo de partida (TP). Com Ip e TP entra-se nas curvas características fornecidas pelos fabricantes, 1o critério.§ Os fusíveis devem ser dimensionados para uma corrente (IF), no mínimo 20% superior à nominal (In) do circuito de alimentação do motor que irá proteger. Este critério permite preservar o fusível do envelhecimento prematuro, fazendo com que sua vida útil, em condições normais, seja mantida, 2o critério: I F ≥ 1,2I n
  10. 10. § Os fusíveis de um circuito de alimentação de motores também devem proteger os contatores e relés de sobrecarga, 3o critério: I F ≤ I F max IFmax é lido nas tabelas fornecidas pelos fabricantes. Exemplo WEG:
  11. 11. Do gráfico acima, com o valor de 113,16A e tempo de partida de 5segundos, observa-se que o fusível de 35A serve para a aplicação, pelo 1ocritério.b) Levando em consideração o 2o critério tem-se: I F ≥ 1,2I n ou I F ≥ 16,56 AO fusível de 35A também satisfaz o 2o critério.c) Considerando o 3o critério, deve-se verificar se o relé e o contator paraesta aplicação são compatíveis com este fusível, ou seja, se I F ≤ I F max .No caso da WEG, seriam o contator CWM18 e o relé RW27D (11....17A)
  12. 12. 1.5 DISJUNTORES Siemens
  13. 13. Manobra Æ
  14. 14. Curva de atuação do disjuntor Æ faixa de corrente de sobrecarga até10xIn. A partir deste valor, começa a proteção contra curto-circuito. Icu- capacidade nominal de interrupção Ics- capacidade nominal de serviço Siemens
  15. 15. Schneider
  16. 16. Coordenação Æ A norma define ensaios com diferentes níveis decorrente, ensaios que têm por objetivo submeter o equipamento sobensaio a condições extremas. Segundo o estado dos componentes após osensaios, a norma define 2 tipos de coordenação:§ Tipo 1: É aceita uma deterioração do contator e do relé sob 2 condições: ? nenhum risco para o operador, ? todos os demais componentes, exceto o contator e o relé térmico, não devem ser danificados.§ Tipo 2: O risco de soldagem dos contatos do contator ou da partida é admitido se estes puderem ser facilmente separados. Após
  17. 17. ensaios de coordenação tipo 2, as funções dos componentes de proteção e de comando continuam operacionais.Para garantir uma boa coordenação Tipo 2, a norma impõe 3 ensaios decorrente de defeito para verificar o bom comportamento da aparelhagemem condição de sobrecarga e curto-circuito:Corrente “Ic” (sobrecarga I < 10 In) Æ O relé térmico garante a proteçãocontra este tipo de defeito, até um valor Ic (função de In) definido pelofabricante.A norma IEC 947-4-1 determina os 2 ensaios a realizar para garantir acoordenação entre o relé térmico e o dispositivo de proteção contracurtos-circuitos:- com 0,75 Ic somente o relé térmico deve atuar,
  18. 18. - com 1,25 Ic o dispositivo de proteção contra curtos-circuitos deve atuar.Após os ensaios com 0,75 e 1,25 Ic, as características de desligamentodos relés térmicos devem permanecer inalteradas. A coordenação tipo 2permite assim aumentar a continuidade de serviço.O fechamento do contator pode ser feito automaticamente após aeliminação do defeito.Corrente “r” (curto-circuito impedante 10 < I < 50 In) Æ A principalcausa deste tipo de defeito é devido à deterioração dos isoladores.A norma IEC 947-4-1 define uma corrente de curto-circuito intermediária“r”. Esta corrente de ensaio permite verificar se o dispositivo de proteçãogarante uma proteção contra curtos-circuitos impedantes.
  19. 19. Após o ensaio, o contator e o relé térmico devem conservar suascaracterísticas de origem.O disjuntor deve desligar num tempo = 10ms para uma corrente dedefeito = 15In.Corrente “Iq” (curto-circuito > 50 In) Æ Este tipo de defeito é bastanteraro, é originário de um erro de ligação durante uma operação demanutenção. A proteção, em caso de curto-circuito, é feita pordispositivos com abertura rápida.A norma IEC 947-4-1 define uma corrente “Iq” geralmente = 50kA.Esta corrente “Iq” permite verificar a capacidade em coordenação dasdiferentes dispositivos de uma linha de alimentação do motor.
  20. 20. Após este ensaio em condições extremas, todas as aparelhagens queentram na coordenação devem permanecer operacionais.Existe também a coordenação total: é a solução em que não são aceitosnenhum dano ou perda da regulagem.
  21. 21. COMANDO1.6 RELÉS DE TEMPO1.6.1 Relé de tempo com retardo na energização
  22. 22. 1.6.2 Relé de tempo Estrela-Triângulo
  23. 23. 1.7 RELÉ DE SEQUÊNCIA DE FASE1.8 RELÉ DE PROTEÇÃO PTC

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