AnáLise Do ConteúDo Slides

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AnáLise Do ConteúDo Slides

  1. 1. Análise do Conteúdo Laurence Bardin
  2. 2. Definição <ul><li>A análise de Conteúdo se define como um “conjunto de técnicas de análise das comunicações” (quantitativos ou não) que aposta no rigor do método como forma de não se perder na heterogeneidade de seu objeto, visa obter, por procedimentos, sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores e conhecimentos relativos às condições de variáveis inferidas na mensagem. (Bardin, 1977, p. 31) </li></ul>
  3. 3. Observações <ul><li>A principal pretensão da Análise de Conteúdo é vislumbrada na possibilidade de fornecer técnicas precisas e objetivas que sejam suficientes para garantir a descoberta do verdadeiro significado . </li></ul><ul><li>Na Análise de Conteúdo, enquanto concepção de ciência, constitui-se uma prática que se pretende neutra no plano do significado do texto, na tentativa de alcançar diretamente o que haveria por trás do que se diz. </li></ul>
  4. 4. Objetivos <ul><ul><li>“ Analisar as características de uma mensagem através da comparação destas mensagens para receptores distintos, ou em situações diferentes com os mesmos receptores”. </li></ul></ul><ul><ul><li>“ Analisar o contexto ou o significado de conceitos nas mensagens, bem como caracterizar a influência ‘social’ das mesmas”. </li></ul></ul><ul><ul><li>“ Analisar as condições que induziram ou produziram a mensagem”. </li></ul></ul>
  5. 5. Organização dos Slides <ul><li>Bardin (1977) organiza em três as fases da análise do conteúdo: </li></ul><ul><li>a pré-análise </li></ul><ul><li>1.a - Leitura flutuante </li></ul><ul><li>1.b - Escolha dos documentos </li></ul><ul><li>1.c - Preparação do material </li></ul><ul><li>1.d - Referenciação dos índices e a elaboração de indicadores </li></ul><ul><li>2) a exploração do material </li></ul><ul><li>3) o tratamento dos resultados, a inferência e a interpretação </li></ul>
  6. 6. ÓCIO: REPRESENTAÇÕES, PRÁTICAS E FUNÇÕES, NA SOCIEDADE QUE CENTRALIZA O TRABALHO. <ul><li>OBJETIVO: </li></ul><ul><li>Investigar as representações e as práticas de ócio na atualidade, identificando e analisando, em âmbitos diversos, os reflexos de tais processos. </li></ul><ul><li>OBJETIVOS ESPECÍFICOS: </li></ul><ul><li>  Promover uma compreensão aplicável ao contexto atual para os conceitos de ócio, tempo-livre e lazer; </li></ul><ul><li>Delinear um percurso da compreensão dos termos ócio e lazer, na sociedade brasileira; </li></ul><ul><li>Investigar como se estabelece na atualidade, a dicotomia entre ócio e trabalho, bem como fatores desencadeantes desse fato; </li></ul><ul><li>Estabelecer relações entre ócio, trabalho e saúde; </li></ul><ul><li>Sensibilizar a partir de investigações, para a necessidade de uma educação para o ócio no contexto do tempo livre (casa, grupos, espaços públicos e privados para lazer) e do tempo de trabalho (escola, empresa, centros de treinamento para a empresa, etc.). </li></ul>
  7. 7. Pré-Análise <ul><li>Leitura flutuante </li></ul><ul><li>Escolha dos documentos </li></ul><ul><li>Formulação das hipóteses e dos objetivos </li></ul><ul><li>Referenciação dos índices e a elaboração de indicadores </li></ul>
  8. 8. Exploração do Material <ul><li>Consiste no período mais duradouro: a etapa da codificação, na qual são feitos recortes em unidades de contexto e de registro; e a fase da categorização, no qual os requisitos para uma boa categoria são a exclusão mútua, homogeneidade, pertinência, objetividade e fidelidade e produtividade. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Unidade de registro (UR) é o menor recorte de ordem semântica que se liberta do texto, podendo ser uma palavra-chave, um tema, objetos, personagens, etc. </li></ul><ul><li>Unidade de contexto (UC), deve fazer compreender a unidade de registro, tal qual a frase para a palavra. </li></ul><ul><li>Ex: as unidades de registro são algumas palavras e as unidades de contexto são um ou alguns parágrafos. </li></ul>Codificação
  10. 10. Categorização <ul><li>É o agrupamento em razão de caracteres comuns dos elementos (unidade de registro) sob um título geral. </li></ul><ul><li>Critérios de categorização: </li></ul><ul><li>Semântico: agrupados por temas. Ex.: todos os temas que significam a ansiedade, ficam agrupados na categoria ansiedade. </li></ul><ul><li>Sintático: verbos, adjetivos </li></ul><ul><li>Léxicos: classificação das palavras segundo o seu sentido, com emparelhamento dos sinônimos e dos sentidos próximos. </li></ul><ul><li>Expressivos </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Categorias boas devem possuir as seguintes qualidades: </li></ul><ul><li>Exclusão mútua: cada elemento só pode existir em uma categoria; </li></ul><ul><li>Homogeneidade: um único princípio de classificação deve governar a organização das categorias. </li></ul><ul><li>Pertinência: uma categoria é considerada pertinente quando está adaptada ao material de análise e quando pertence ao quadro teórico. </li></ul><ul><li>Objetividade e a fidelidade: as diferentes partes de um mesmo material, ao qual se aplica a mesma grelha categorial, devem ser codificadas da mesma maneira, mesmo quando submetidas a várias análises. </li></ul><ul><li>Produtividade: um conjunto de categorias é produtivo quando fornece resultados férteis. </li></ul>
  12. 12. O Tratamento dos Resultados, a Inferência e a Interpretação <ul><li>Nessa fase, a interpretação é essencial, mas deve estar claramente relacionada ao corpus existente, de modo que seja validada pela comunidade científica da área. Finalmente, sistematizar os resultados com os objetivos iniciais, buscando a construção de conhecimento científico sobre o objeto pesquisado. </li></ul>
  13. 13. O Tratamentos dos Resultados Obtidos e a Interpretação <ul><li>Nesta última fase foram elaboradas tabelas para cada uma das questões, com as categorias, unidades de contexto e a unidades de registro sublinhadas nas unidades de contexto, a codificação das unidades de registro e a freqüência de cada uma das categorias. Permitiu-se, portanto, um tratamento estatístico simples para a interpretação de cada uma das questões. </li></ul>

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