16.2 Métodos Indirectos

5.020 visualizações

Publicada em

Publicada em: Turismo, Tecnologia
0 comentários
5 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
5.020
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
134
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
0
Gostaram
5
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

16.2 Métodos Indirectos

  1. 1. Tema III - Estrutura e dinâmica da Geosfera<br />Métodos indirectos para o estudo do interior da geosfera<br />16.2<br />1<br />
  2. 2. Métodos para o estudo do interior da geosfera<br />2<br />
  3. 3. Métodos indirectos<br />3<br />
  4. 4. Planetologia e astrofísica<br />O estudo dos restantes planetas do sistema solar permite-nos tirar conclusões sobre o nosso próprio planeta.<br />Quando admitimos que os elementos do sistema solar têm uma origem comum, concluímos que as características existentes nos outros planetas se aplicam ao nosso.<br />4<br />
  5. 5. Métodos geofísicos<br />Geofísica: ciência que combina os princípios da física e da matemática com o uso de instrumentos precisos para determinar as propriedades físicas da Terra.<br />A geofísica é uma ciência que estuda a Terra por métodos físicos quantitativos, através da propagação das ondas sísmicas, determinações gravimétricas, electromagnéticas, geomagnéticas e geotérmicas.<br />5<br />
  6. 6. Gravimetria<br />Ocupa-se dos cálculos e medições da gravidade que pode ser determinada por gravímetros.<br />A gravidade segundo a lei da gravitação universal de Newton, corresponde à força de atracção que o centro da Terra exerce sobre qualquer corpo colocado à superfície da Terra.<br />6<br />
  7. 7. Gravimetria <br />Qualquer corpo situado à superfície da Terra experimenta uma força (F) de atracção para o centro da Terra, que varia na razão directa das massas e na razão inversa do quadrado da distância ao centro da Terra.<br /> F=G m M<br /> R2<br />m – massa de um corpo à superfície da Terra<br />M – massa da Terra<br />R – distância do corpo ao centro da Terra<br />G – constante de gravitação universal<br />7<br />
  8. 8. Os gravímetros são aparelhos de precisão que permitem executar medições do valor da aceleração da gravidade e a sua sensibilidade permite verificar a existência de variações nos valores, em função da latitude, da altitude e da natureza geológica dos locais considerados.<br />8<br />
  9. 9. A não esfericidade da Terra e as rugosidades topográficas, expressas por diferentes altitudes, mostram que pontos em diferentes locais da Terra, podem diferir relativamente ao seu afastamento do centro do planeta. <br />Por outro lado, as densidades dos materiais geológicos existentes à superfície e em profundidade influenciam também a referida força de atracção.<br />9<br />
  10. 10. Para comparar a força de gravidade em diferentes pontos da Terra é necessário introduzir correcções relativas a diferentes parâmetros (latitude, altitude etc.).<br />Após a introdução dessas correcções seria de esperar que a força gravítica fosse igual em toda a superfície terrestre, como se esta fosse regular.<br />10<br />
  11. 11. 11<br />
  12. 12. 12<br />
  13. 13. 13<br />
  14. 14. Quando tal não acontece, as variações são designadas anomalias gravimétricas.<br />Por convenção, considera-se que o valor normal da força gravítica, ao nível médio da água do mar é zero.<br />As anomalias gravimétricas acima e abaixo de O (zero) são, respectivamente, positivas ou negativas.<br />14<br />
  15. 15. ????????<br />15<br />
  16. 16. 16<br />
  17. 17. As anomalias gravimétricas<br />Acima de zero são positivas e abaixo são negativas. <br />Podem ser devidas à presença de corpos rochosos com diferentes densidades no interior da crosta.<br />17<br />
  18. 18. Nos continentes as anomalias de gravidade são negativas.<br />Nos oceanos são positivas.<br />Anomalia negativa. <br />presença de um doma salino com densidade inferior à das rochas encaixantes<br />Anomalia positiva. <br />A presença de cobre, com densidade superior à das rochas encaixantes<br />18<br />
  19. 19. ????<br />19<br />
  20. 20. Ao nível das cadeias montanhosas, como não se verificam anomalias gravimétricas positivas, admite-se que, por de baixo da montanha visível, existam profundas raízes dessas montanhas, formadas por rochas pouco densas. Essas raízes são muito maiores do que a zona saliente visível e mergulham no manto mais denso.<br />20<br />
  21. 21. Há uma relação estreita entre as anomalias de gravidade e o equílibrio isostático. <br />Assim, entre outras causas, as anomalias negativas são devidas às grandes espessuras da crosta continental, ao passo que nos oceanos, a proximidade imediata da crosta oceânica mais densa, torna positivos os valores das anomalias, visto que a cobertura sedimentar ou não existe ou é muito pouco espessa.<br />21<br />
  22. 22. 22<br />
  23. 23. Equilíbrio isostático<br />Movimentos verticais de porções maiores ou menores da litosfera.<br />23<br />
  24. 24. 24<br />
  25. 25. 25<br />
  26. 26. http://www.globalchange.umich.edu/globalchange1/current/lectures/topography/isostasy.swf<br />26<br />
  27. 27. Densidade <br />Densidade global da Terra – 5,5<br />Densidade das rochas da superfície – 2,8<br />Logo no interior do planeta a densidade será superior.<br />27<br />
  28. 28. A densidade das rochas aumenta com a profundidade<br />A maior pressão a que os materiais são sujeitos com o aumento da profundidade provoca um aumento da compressão dos elementos.<br />28<br />
  29. 29. Geomagnetismo <br />A Terra possui um campo magnético invisível.<br />Deve-se ao movimento de rotação do núcleo externo que se encontra no estado líquido.<br />29<br />
  30. 30. Geomagnetismo <br />Os minerais ferromagnesianos das rochas magmáticas magnetizam-se aquando da sua cristalização (solidificação) no banho magmático, quando a temperatura desce abaixo do ponto de Curie.<br />Tal magnetização regista uma polaridade coincidente com o campo magnético terrestre.<br />30<br />
  31. 31. Campo magnético terrestre<br />31<br />
  32. 32. 32<br />
  33. 33. No decurso dos tempos geológicos e relacionado com causas ainda desconhecidas, os pólos magnéticos N e S, ora coincidem ou alternam com os pólos N e S geográficos.<br />33<br />
  34. 34. O pólo magnético, que actualmente está virado para norte, esteve no passado, por diversas vezes, alternadamente, virado a norte e a sul.<br />Na situação de coincidência, que caracteriza o estado actual, o campo magnético diz-se normal, no caso contrário, diz-se inverso ou reverso.<br />34<br />
  35. 35. Paleomagnetismo<br />Corresponde ao registo histórico do campo magnético terrestre ao longo da sua história geológica.<br />O estudo das lavas basálticas, ricas em minerais ferromagnesianos, que constituem os fundos oceânicos permitiu concluir que o campo magnético se tem invertido ao longo dos tempos.<br />Essa inversão do campo magnético tem ficado registada em bandas magnéticas nos fundos oceânicos.<br />35<br />
  36. 36. http://www.windows.ucar.edu<br />36<br />
  37. 37. Factos que apoiam a teoria da expansão dos oceanos.<br />Estas anomalias estão dispostas com assinalável regularidade segundo faixas mais ou menos simétricas e paralelas em relação aos riftes.<br />37<br />
  38. 38. 38<br />
  39. 39. Estas faixas correspondem a porções de crosta oceânica de idades diferentes, formadas em sucessivos períodos de polaridade, normal e inversa, alternantes, do campo magnético terrestre.<br />39<br />
  40. 40. Este facto, constitui o principal suporte do actual conceito de expansão dos fundos oceânicos.<br />A crosta oceânica cresce e alastra para um e outro lado do rifte, simetricamente, a partir do material magmático oriundo do manto. Este material ao consolidar, magnetiza-se em sintonia com o campo magnético existente nesse momento, registando-o.<br />40<br />
  41. 41. As faixas com anomalias alternadamente positivas e negativas correspondem a porções de crosta oceânica de idades diferentes formadas em diferentes períodos de polaridade, respectivamente normal e inversa do campo magnético terrestre.<br />41<br />
  42. 42. Idade de algumas ilhas vulcânicas e afastamento à dorsal<br />42<br />
  43. 43. Actividade <br />Localize no mapa estas ilhas e relacione a sua idade com o afastamento à crista média atlântica<br />43<br />
  44. 44. Localização geográfica de vulcões no Atlântico<br />Quanto mais recente é o fundo oceânico, mais perto se encontra da zona de rifte.<br />44<br />
  45. 45. Fernando Noronha<br />45<br />
  46. 46. Sismologia <br />Muito do conhecimento do interior da Terra provém do estudo da propagação das ondas sísmicas em profundidade.<br />46<br />
  47. 47. Se a Terra fosse homogénea, ou seja se a composição e as propriedades dos materiais fossem idênticas em qualquer ponto do globo, a velocidade das ondas seria constante e a trajectória rectilínea.<br />47<br />
  48. 48. A análise do comportamento das ondas sísmicas em profundidade revela que a Terra é um planeta heterogéneo.<br />48<br />
  49. 49. Geotermismo <br />Sismos<br />Vulcões <br />Tectónica de placas<br />Energia térmica remanescente aquando da sua formação;<br />Desintegração dos elementos radioactivos.<br />A terra é um planeta geologicamente activo<br />A Terra tem calor interno:<br />49<br />
  50. 50. A temperatura aumenta com a profundidade.<br />50<br />
  51. 51. 51<br />
  52. 52. Gradiente geotérmico<br />taxa de variação da temperatura com a profundidade, ou seja, o aumento da temperatura por quilómetro de profundidade.<br />52<br />
  53. 53. Grau geotérmico<br />número de metros necessários, em profundidade, para que a temperatura aumente 1ºC.<br />53<br />
  54. 54. Qual a temperatura existente a uma profundidade de 300Km?<br />Tendo como base os intervalos considerados no gráfico para a profundidade, indique o intervalo em que se verifica maior gradiente geotérmico.<br />Calcule o gradiente geotérmico para esse intervalo.<br />Refira a principal fonte de calor interno da Terra.<br />54<br />
  55. 55. O gradiente geotérmico diminui com a profundidade.<br />No centro da Terra deve rondar os 6600 ºC.<br />55<br />
  56. 56. A dissipação do calor é constante e denomina-se fluxo térmico.<br />Fluxo térmico – avalia-se pela quantidade de calor libertada por unidade de superfície e por unidade de tempo.<br />56<br />
  57. 57. Onde se verificam os valores mais elevados de fluxo térmico?<br />57<br />

×