Ana Morais_10ºD

1.700 visualizações

Publicada em

Desenvolve o tema da Saúde.

Publicada em: Saúde e medicina
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.700
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
11
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Ana Morais_10ºD

  1. 1. A saúde Como era encarada as doenças antes da invenção das tecnologias
  2. 2. Cuidados primários selectivos e a revolução pela sobrevivência infantil: a década de 1980 <ul><li>Acentuado declínio no número de mortes de bebes e crianças em muitas partes do mundo durante o século passado constitui uma das maiores histórias de sucesso da saúde pública internacional. Também causou um efeito profundamente positivo sobre a expectativa de vida. Entretanto, uma análise mais atenta dessas tendências favoráveis, em geral, revela que os progressos não vêm sendo distribuídos de forma equitativa. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Em alguns países e algumas regiões, os avanços diminuíram acentuadamente desde a década de 1990. Na África Meridional, a mortalidade de bebes e de menores de 5 anos de idade aumentou, ao mesmo tempo em que a aids reduziu a expectativa de vida e aumentou a mortalidade causada por infecções oportunistas, tuberculose, malária e subnutrição. Nesse meio tempo, a mortalidade materna permanece inaceitavelmente alta na África e na Ásia Meridional, que registraram avanços insuficientes ao longo das últimas décadas. </li></ul>Cuidados primários selectivos e a revolução pela sobrevivência infantil: a década de 1980
  4. 4. O período colonial: 1900-1949 <ul><li>Até o início do século 20, as mortes de bebés e crianças eram comuns em todas as partes do mundo. Altas taxas de mortalidade e de deficiências devidas a diarreia, malária, sarampo, pneumonia, varíola, tuberculose e diversas formas de subnutrição afectavam grande parcela da população mundial. </li></ul><ul><li>Por volta de 1900, a população mundial chegava a cerca de 1,65 bilhão de habitantes. A essa época, embora alguns ganhos em expectativa de vida já tivessem sido observados em diversos países – tais como a Inglaterra e os países escandinavos –, a expectativa de vida global média estimada era de apenas 30 anos. </li></ul>
  5. 5. O período colonial: 1900-1949 <ul><li>No início do século 20, esforços para controlar doenças infecciosas, tais como verminoses, malária e febre amarela, estabeleceriam as bases das futuras intervenções de controle de doenças. Na primeira metade do século, foram desenvolvidos no continente africano alguns programas básicos contra a malária, que associavam pesquisas sobre a doença com seu controle. Esses esforços preliminares foram fragmentados, realizados por governos colonialistas, com foco em suas colónias e suas forças de trabalho. Embora com foco restrito, algumas iniciativas foram bem sucedidas. </li></ul>
  6. 6. O período colonial: 1900-1949 <ul><li>Todos os serviços de saúde nas colónias tinham centros de atendimento acentuadamente segregados, que davam prioridade a expatriados e militares. Na África e na Índia anglófonas, pesquisas sobre doenças exóticas resultaram em especialidades e programas dirigidos a doenças tropicais. À época, eram poucas as escolas de medicina que admitiam estudantes locais e, quando o faziam, era apenas como parte do ‘acordo rescisório de indenização’ que acompanhou a independência de muitos países em desenvolvimento nas décadas de 1950 e 1960. </li></ul>
  7. 7. O período colonial: 1900-1949 <ul><li>O provimento de serviços de saúde para a população foi liderado principalmente pelas missões, e consistia essencialmente de cuidados baseados em centros de atendimento. A capacitação de equipes locais teve início com as escolas de enfermagem. Devido à sobrecarga de trabalho, enfermeiros de ambos os sexos logo começaram a gerência serviços de atendimento mais periféricos. Em alguns países, os governos distritais criaram clínicas e pequenos hospitais distritais, mas, na maioria deles, os hospitais das missões ofereciam de 50% a 80% dos leitos hospitalares. A saúde pública centrava-se na protecção ambiental, principalmente nos esforços iniciais para o provimento de água limpa e instalações sanitárias de melhor qualidade nas áreas urbanas. </li></ul>
  8. 8. Campanhas em massa para o controle de doenças: 1950-1977 <ul><li>As décadas de 1950, 1960 e 1970 presenciaram inúmeros esforços para controlar doenças, frequentemente denominados ‘campanhas em massa’ ou ‘respostas focalizadas nas doenças’. Esses esforços utilizavam intervenções cientificamente consistentes e comprovadamente eficazes em termos epidemiológicos, realizadas por meio de programas gratuitos elaborados para combater uma doença ou condição específica. Frequentemente caracterizados por objectivos claramente definidos, esses programas incluíam metas com prazos definidos, para a redução ou para a erradicação da doenca </li></ul>
  9. 9. Campanhas em massa para o controle de doenças: 1950-1977 <ul><li>A campanha mais bem-sucedida foi a iniciativa para erradicação da varíola, que teve o último caso de transmissão de ser humano para ser humano relatado em 1977. Outras campanhas em massa foram bem-sucedidas na erradicação ou na redução substancial de doenças tais como verme da Guiné, tracoma e framboesa (bouba). </li></ul>
  10. 10. Cuidados básicos de saúde: 1978-1989 <ul><li>A Conferência Internacional sobre Cuidados Básicos de Saúde, realizada em Alma-Ata em 1978, foi o resultado de inovações bem-sucedidas em cuidados comunitários de saúde desenvolvidos após a Segunda Guerra Mundial, em locais de parcos recursos. Essas inovações incluíram: clínicas para menores de 5 anos de idade, na Nigéria; agentes comunitários de saúde, na Indonésia; doutores descalços, na China; e sistemas de saúde em Cuba e no Vietnã. 5 A conferência de Alma-Ata e a declaração resultante foram marcos importantíssimos. À época, foi a maior conferência jamais realizada sobre um único tema relacionado à saúde e ao desenvolvimento internacionais: estavam presentes representantes de 134 países e de 67 organizações não-governamentais, assim como das Nações Unidas. Ao colocar em discussão conceitos inovadores que se tornaram senso comum, a conferência preparou o caminho para importantes compromissos globais, tais como a Estratégia Global de Saúde para Todos até o Ano 2000, elaborada na conferência de Alma-Ata; o Encontro de Cúpula pela Criança, em 1990; e, mais recentemente, a Declaração do Milénio e os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. </li></ul>
  11. 11. Cuidados primários selectivos e a revolução pela sobrevivência infantil: a década de 1980 <ul><li>No início da década de 1980, a saúde da criança ainda constituía uma emergência ‘silenciosa’, uma vez que cerca de 15 milhões de crianças ainda morriam anualmente antes de completar 5 anos de idade. No final da década de 1970, dois cientistas – Júlia Walsh e Kenneth Warren – publicaram ‘Selective Primary Health Care: An interim strategy for disease controla in developing countries’ (Cuidados de Saúde Primários Selectivo: Uma estratégia provisória para o controle de doenças nos países em desenvolvimento) – um documento de referência que propunha uma estratégia alternativa para reduzir rapidamente a mortalidade de bebes e crianças a um custo razoável. Após decompor os papéis relativos de cada causa principal de mortalidade infantil e de listar as intervenções comprovadamente eficazes para enfrentá-la, concluíram que um pequeno número de causas – diarreia, malária, doenças respiratórias e sarampo, entre outras – eram responsáveis pela imensa maioria das mortes de menores de 5 anos, e que essas doenças poderiam ser facilmente evitadas por meio de imunização (a essa época, apenas 15% das crianças em todos os lugares do mundo estavam imunizadas), terapia de retratação oral, aleitamento materno e medicamentos antimaláricos. </li></ul><ul><li>Essa pesquisa surgiu no momento crítico do debate sobre os méritos relativos das abordagens horizontal e vertical, e sobre a possibilidade de traduzir os princípios de cuidados de saúde primários abrangentes na forma de programas eficazes. </li></ul>
  12. 12. Cuidados primários selectivos e a revolução pela sobrevivência infantil: a década de 1980 <ul><li>O resultado foi uma nova estratégia, conhecida como ‘cuidados de saúde primários selectivos’. Introduzida um ano após a Declaração de Alma-Ata, essa estratégia foi considerada inicialmente como uma primeira etapa para a implementação de cuidados de saúde primários abrangentes, mas tornou-se rapidamente um modelo. Integrando elementos fundamentais de abordagens verticais, visando às doenças identificadas como as causas mais importantes das altas taxas de mortalidade de bebes e de crianças, o programa pretendia ser mais objectivo e mais viável do que o programa de cuidados básicos de saúde. </li></ul>
  13. 13. Cuidados primários selectivos e a revolução pela sobrevivência infantil: a década de 1980 <ul><li>A “revolução pela sobrevivência infantil”, liderada pelo UNICEF e lançada em 1982, baseou-se nessa estrutura. Enfocava quatro intervenções de baixo custo, referidas colectivamente como o programa Gobi – acompanhamento do crescimento, para a subnutrição; terapia de retratação oral, para tratar a diarreia infantil; aleitamento materno, para garantir a saúde de crianças pequenas; e imunização contra seis doenças infantis fatais. O Programa Gobi foi apoiado por programas importantes liderados pela OMS, inclusive o Programa Ampliado de Imunização e programas de controle de doenças diarreias e infecções respiratórias agudas. </li></ul>

×