TV MODERNO Ficheiros da Saúde Com Ana Mafalda   Ramos-154 Duarte Fialho-823 Joana Silva - 1346 Sílvia Silva - 2564
Epilepsia
Através da história: <ul><li>É uma das doenças do sistema nervoso conhecida há mais tempo: cerca de 3000 anos a.C. já era ...
O que é a epilepsia? <ul><li>Alteração na actividade eléctrica do cérebro  excessiva actividade neuronal </li></ul><ul><li...
Quem está em risco? <ul><li>Pode iniciar-se em qualquer idade, mas é mais comum até aos 25 e depois dos 65. </li></ul><ul>...
Zonas cerebrais afectadas <ul><li>Pode ser afectada uma ou mais áreas cerebrais; </li></ul><ul><li>Os diferentes tipos de ...
<ul><li>Generalizadas:   Mioclónica, Ausência, Tónicas, Atónicas, Clónicas, Tónico – Clónicas; </li></ul><ul><li>Parciais:...
Tipos de crises epilépticas  (Generalizadas) <ul><li>Crise Mioclónica: </li></ul><ul><li>Contracções musculares súbitas;  ...
<ul><li>Ausência (Pequeno Mal) </li></ul><ul><li>Paragem súbita, durante segundos, mais comum em crianças; </li></ul><ul><...
Tipos de crises epilépticas  (Generalizadas) <ul><li>Crise Generalizada Tónico-Clónica (Grande Mal) </li></ul><ul><li>Qued...
Tipos de crises epilépticas (Generalizadas) <ul><li>O que fazer na crise generalizada Tónico-Clónica?  </li></ul><ul><li>D...
Tipos de crises epilépticas (Parciais) <ul><li>Crise parcial simples : </li></ul><ul><li>Convulsões limitadas a uma área d...
<ul><li>Crise parcial complexa : </li></ul><ul><li>Ataques parciais recorrentes marcados por deficiência cognitiva; </li><...
Tipos de crises epilépticas <ul><li>Estado de Mal Epiléptico </li></ul><ul><li>Série de convulsões que não permitem a recu...
Como diagnosticar? <ul><li>Puramente clínico, através da descrição das crises; </li></ul><ul><li>O electroencefalograma (E...
Causas <ul><li>Traumatismo Cranianos </li></ul><ul><li>Traumatismos de Parto </li></ul><ul><li>Drogas ou toxinas </li></ul...
Estatísticas
Causas <ul><li>Identificada a causa  Sintomática </li></ul><ul><li>Causa Não Identificada  Idiopática </li></ul><ul><li>Qu...
Tratamento <ul><li>Tipo de crises; </li></ul><ul><li>Diagnóstico precoce da doença; </li></ul><ul><li>Eficácia do(s) medic...
<ul><li>Começa-se sempre a medicação com um único medicamento (monoterapia) de acordo com o tipo de crises; </li></ul><ul>...
<ul><li>A remoção cirúrgica das áreas cerebrais responsáveis pelas crises iniciou--se há cerca de 50 anos; </li></ul><ul><...
<ul><li>Todos os tipos de cirurgia envolvem o cérebro; </li></ul><ul><li>Podem ser feitos 2 tipos de cirurgia: </li></ul><...
<ul><li>Hemisferectomia </li></ul><ul><li>Remoção de quase um dos hemisférios do cérebro; </li></ul><ul><li>Aconselhável q...
<ul><li>Calosotomia  </li></ul><ul><li>Corta-se a ponte onde passam as fibras que conectam uma metade cerebral com a outra...
<ul><li>Ressecções subpiais múltiplas </li></ul><ul><li>Consiste em praticar pequenas incisões no cérebro impedindo a difu...
Conselhos para a pessoa com epilepsia <ul><li>Evitar a ingestão de bebidas alcoólicas; </li></ul><ul><li>Fazer repouso noc...
Famosos com a doença <ul><li>Júlio César </li></ul><ul><li>Dostoievsky </li></ul><ul><li>Sócrates  </li></ul><ul><li>Pasca...
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Epilepsia Final

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Epilepsia Final

  1. 1. TV MODERNO Ficheiros da Saúde Com Ana Mafalda Ramos-154 Duarte Fialho-823 Joana Silva - 1346 Sílvia Silva - 2564
  2. 2. Epilepsia
  3. 3. Através da história: <ul><li>É uma das doenças do sistema nervoso conhecida há mais tempo: cerca de 3000 anos a.C. já era representada em papiros; </li></ul><ul><li>Os Gregos, criadores do termo epilepsia (epilhyia = surpresa) acreditavam que só um deus seria capaz de possuir um homem, provocando convusões; </li></ul><ul><li>São Valentim, patrono dos epilépticos, é representado benzendo os corpos de 2 doentes; </li></ul><ul><li>Durante vários séculos acreditou-se que era uma doença contagiosa ou mental; </li></ul>John Hughlings Jackson (1835 - 1911) <ul><li>Foi em 1873 que o neurologista inglês Jackson estabeleceu que a epilepsia se devia a descargas da substância cinzenta cerebral. </li></ul>
  4. 4. O que é a epilepsia? <ul><li>Alteração na actividade eléctrica do cérebro excessiva actividade neuronal </li></ul><ul><li>Qualquer pessoa pode sofrer de um ataque epiléptico (convulsões) devido a: </li></ul><ul><li>Choque eléctrico; </li></ul><ul><li>Deficiência em oxigénio; </li></ul><ul><li>Traumatismo craniano; </li></ul><ul><li>Baixa de açúcar no sangue; </li></ul><ul><li>Abuso da cocaína. </li></ul><ul><li>1 em cada 20 pessoas têm uma única crise isolada durante a sua vida; </li></ul><ul><li>Uma crise isolada não é sinónimo de epilepsia; </li></ul><ul><li>Este termo emprega-se quando as crises têm tendência a repetir-se, espontaneamente, ao longo do tempo. </li></ul>
  5. 5. Quem está em risco? <ul><li>Pode iniciar-se em qualquer idade, mas é mais comum até aos 25 e depois dos 65. </li></ul><ul><li>A epilepsia afecta milhões de pessoas em todo o mundo, calculando-se que, em cada 1000 portugueses, 4 a 7 sofram desta doença . </li></ul>Casos de epilepsia por idade:
  6. 6. Zonas cerebrais afectadas <ul><li>Pode ser afectada uma ou mais áreas cerebrais; </li></ul><ul><li>Os diferentes tipos de epilepsia são classificados quanto às áreas afectadas; </li></ul><ul><li>Consoante as áreas afectadas ocorrem sintomas distintos; </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Generalizadas: Mioclónica, Ausência, Tónicas, Atónicas, Clónicas, Tónico – Clónicas; </li></ul><ul><li>Parciais: dividem-se em dois subconjuntos: simples (sensoriais, sensoriais especiais, motora) e complexas (Psíquicas, Automatismos) </li></ul><ul><li>Crise Parcial com Generalização Secundária </li></ul><ul><li>Crises Reflexas </li></ul><ul><li>Crises Não-Classificáveis </li></ul><ul><li>Estado de Mal Epiléptico </li></ul>Tipos de crises epilépticas
  8. 8. Tipos de crises epilépticas (Generalizadas) <ul><li>Crise Mioclónica: </li></ul><ul><li>Contracções musculares súbitas; </li></ul><ul><li>Atingem todo o corpo ou partes do mesmo; </li></ul><ul><li>O doente pode atirar com o que tem nas mãos; </li></ul><ul><li>O doente pode cair de uma cadeira; </li></ul><ul><li>O que fazer? </li></ul><ul><li>Não é necessária ajuda; </li></ul><ul><li>Quando da primeira crise, recorrer ao médico. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Ausência (Pequeno Mal) </li></ul><ul><li>Paragem súbita, durante segundos, mais comum em crianças; </li></ul><ul><li>Por vezes pestanejo ou movimentos mastigatórios; </li></ul><ul><li>Recuperação rápida, com amnésia do doente; </li></ul><ul><li>Quando não reconhecida, origina problemas na aprendizagem. </li></ul><ul><li>O que fazer? </li></ul><ul><li>Não é necessária ajuda; </li></ul><ul><li>Quando da primeira crise, recorrer ao médico. </li></ul>Tipos de crises epilépticas (Generalizadas)
  10. 10. Tipos de crises epilépticas (Generalizadas) <ul><li>Crise Generalizada Tónico-Clónica (Grande Mal) </li></ul><ul><li>Queda súbita </li></ul><ul><li>Rigidez e contracção muscular </li></ul><ul><li>Convulsões </li></ul><ul><li>Mordedura da língua </li></ul><ul><li>Choro </li></ul><ul><li>Incontinência </li></ul><ul><li>Paragem de respiração (em menos de 5 minutos reaparece) </li></ul><ul><li>Possível confusão e/ou fadiga antes do retorno à normalidade </li></ul>
  11. 11. Tipos de crises epilépticas (Generalizadas) <ul><li>O que fazer na crise generalizada Tónico-Clónica? </li></ul><ul><li>Deitar o doente no chão, de lado; </li></ul><ul><li>Tirar-lhe os óculos; </li></ul><ul><li>Desapertar a gravata, o colarinho e o cinto; </li></ul><ul><li>Proteger a cabeça de se traumatizar; </li></ul><ul><li>Afastar objectos que possam magoar o doente; </li></ul><ul><li>Ver se traz alguma identificação médica; </li></ul><ul><li>Jamais obstruir a boca; </li></ul><ul><li>A hospitalização só é necessária se: </li></ul><ul><li>A convulsão durar mais de 5 minutos; </li></ul><ul><li>As convulsões se seguirem ininterruptamente sem recuperação da consciência entre elas; </li></ul><ul><li>Se a pessoa estiver grávida ou diabética; </li></ul>
  12. 12. Tipos de crises epilépticas (Parciais) <ul><li>Crise parcial simples : </li></ul><ul><li>Convulsões limitadas a uma área do corpo, mas podem estender-se a outras áreas; </li></ul><ul><li>Sensação de formigueiros ou picada; </li></ul><ul><li>Visualização ou audição de coisas ou sons que não estão presentes; </li></ul><ul><li>Sensação inexplicável de medo ou de prazer; </li></ul><ul><li>Cheiros ou gostos desagradáveis, sem nada haver que os provoque; </li></ul><ul><li>Sensação “esquisita” no estômago. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>O que fazer? </li></ul><ul><li>Não é necessária ajuda, excepto quando a crise evolui para convulsões generalizadas; </li></ul><ul><li>Basta sossegar o doente e dar-lhe apoio; </li></ul><ul><li>Quando da primeira crise, recorrer ao médico. </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Crise parcial complexa : </li></ul><ul><li>Ataques parciais recorrentes marcados por deficiência cognitiva; </li></ul><ul><li>Alucinações formadas e ilusões; </li></ul><ul><li>Sentimentos emocionais intensos, confusão e desorientação espacial; </li></ul><ul><li>Actividade motora focal, alterações sensoriais e automatismo; </li></ul><ul><li>Geralmente originam-se em focos de um ou ambos os lobos temporais. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>O que fazer? </li></ul><ul><li>Quando da primeira crise, recorrer ao médico; </li></ul><ul><li>Basta sossegar o doente e dar-lhe apoio; </li></ul><ul><li>Não é necessária ajuda, excepto quando a crise evolui para convulsões generalizadas. </li></ul>Tipos de crises epilépticas (Parciais)
  14. 14. Tipos de crises epilépticas <ul><li>Estado de Mal Epiléptico </li></ul><ul><li>Série de convulsões que não permitem a recuperação da consciência </li></ul><ul><li>O paciente necessita de hospitalização imediata visto que esta crise pode ser mortal ou provocar lesões cerebrais </li></ul>
  15. 15. Como diagnosticar? <ul><li>Puramente clínico, através da descrição das crises; </li></ul><ul><li>O electroencefalograma (EEG), mede a actividade eléctrica do cérebro (detecta o aumento dessa actividade); </li></ul><ul><li>Pode ser necessário recorrer-se a exames de imagem (TAC) ou Ressonância Magnética Nuclear; </li></ul><ul><li>Nenhum destes exames auxiliares faz o diagnóstico da epilepsia. </li></ul><ul><li>Uma pessoa epiléptica pode ter o EEG normal; </li></ul><ul><li>Pode ser normal quando a actividade eléctrica anormal se processa na profundidade do cérebro. </li></ul>
  16. 16. Causas <ul><li>Traumatismo Cranianos </li></ul><ul><li>Traumatismos de Parto </li></ul><ul><li>Drogas ou toxinas </li></ul><ul><li>AVC ou Problemas Cardiovasculares </li></ul><ul><li>Doenças Infecciosas ou Tumores </li></ul><ul><li>Genéticas </li></ul>
  17. 17. Estatísticas
  18. 18. Causas <ul><li>Identificada a causa Sintomática </li></ul><ul><li>Causa Não Identificada Idiopática </li></ul><ul><li>Quando se desconfia de uma causa mas não se tem a certeza da mesma Criptogénica </li></ul>
  19. 19. Tratamento <ul><li>Tipo de crises; </li></ul><ul><li>Diagnóstico precoce da doença; </li></ul><ul><li>Eficácia do(s) medicamento(s) utilizado(s); </li></ul><ul><li>Cumprimento da medicação; </li></ul><ul><li>Existência de outras lesões associadas; </li></ul><ul><li>Problemas sócio - profissionais </li></ul>O sucesso do tratamento depende de vários factores:
  20. 20. <ul><li>Começa-se sempre a medicação com um único medicamento (monoterapia) de acordo com o tipo de crises; </li></ul><ul><li>Os principais medicamentos (anticonvulsionantes) utilizados são: </li></ul><ul><li>Fenobarbital </li></ul><ul><li>Fenitoína </li></ul><ul><li>Valproato </li></ul><ul><li>Carbamazepina </li></ul><ul><li>Depakene </li></ul>Qual a medicação adequada? Bloqueiam os canais de sódio, evitando a transmissão do impulso nervoso
  21. 21. <ul><li>A remoção cirúrgica das áreas cerebrais responsáveis pelas crises iniciou--se há cerca de 50 anos; </li></ul><ul><li>Com as novas técnicas cirúrgicas cada vez se realizam mais operações bem sucedidas; </li></ul><ul><li>Pode ser praticada em crianças e adultos, mas não serve para todas as pessoas com epilepsia; </li></ul><ul><li>Para saber se a pessoa beneficia com a cirurgia os médicos pretendem saber: </li></ul><ul><li>Os ataques são realmente crises epilépticas? </li></ul><ul><li>Foi tentado um controlo medicamentoso exaustivo? </li></ul><ul><li>Os benefícios ultrapassam os riscos da cirurgia? </li></ul>A cirurgia como tratamento
  22. 22. <ul><li>Todos os tipos de cirurgia envolvem o cérebro; </li></ul><ul><li>Podem ser feitos 2 tipos de cirurgia: </li></ul><ul><li>Remoção da área cerebral responsável pela produção de crises; </li></ul><ul><li>Interrupção das vias nervosas ao longo das quais se espalham os impulsos que transmitem as crises. </li></ul><ul><li>Lobectomia </li></ul><ul><li>Destina-se a remover um dos lobos cerebrais (frontal, occipital, temporal e parietal); </li></ul><ul><li>Pratica-se quando uma pessoa tem crises que se iniciam sempre no mesmo lobo, desde que não seja lesada nenhuma função vital; </li></ul><ul><li>Algumas vezes limita-se a retirar apenas o local onde se situa o fico epiléptico. </li></ul>Tipos de cirurgia
  23. 23. <ul><li>Hemisferectomia </li></ul><ul><li>Remoção de quase um dos hemisférios do cérebro; </li></ul><ul><li>Aconselhável quando há crianças que têm uma lesão mais grave envolvendo uma metade do cérebro, provocando crises incontroláveis; </li></ul><ul><li>O hemisfério que fica toma conta de algumas das funções da parte removida; </li></ul>Tipos de cirurgia <ul><li>Produz-se fraqueza e perda de alguns movimentos na metade oposta do corpo, bem como perda da visão periférica. </li></ul>
  24. 24. <ul><li>Calosotomia </li></ul><ul><li>Corta-se a ponte onde passam as fibras que conectam uma metade cerebral com a outra (corpo caloso) impedindo a difusão da crise; </li></ul><ul><li>As crises não cessam inteiramente pois há actividade epiléptica num ou noutro lado do cérebro, mas os efeitos são menos graves; </li></ul><ul><li>Se as crises continuam efectua-se uma 2ª intervenção destinada a separar completamente os 2 hemisférios cerebrais. </li></ul>Tipos de cirurgia <ul><li>É praticada em duas fases: </li></ul><ul><li>A 1ª intervenção separa parcialmente os 2 hemisférios cerebrais poupando algumas conexões entre eles; </li></ul>
  25. 25. <ul><li>Ressecções subpiais múltiplas </li></ul><ul><li>Consiste em praticar pequenas incisões no cérebro impedindo a difusão dos impulsos responsáveis pelas crises; </li></ul><ul><li>Esta técnica pode praticar-se isoladamente ou associada à lobectomia; </li></ul>Tipos de cirurgia <ul><li>Substitui a cirurgia de remoção das áreas da linguagem e dos movimentos que podem levar à perda de linguagem ou paralisia. </li></ul>
  26. 26. Conselhos para a pessoa com epilepsia <ul><li>Evitar a ingestão de bebidas alcoólicas; </li></ul><ul><li>Fazer repouso nocturno suficiente; </li></ul><ul><li>Não tomar banhos de imersão; </li></ul><ul><li>Não nadar sozinho, nem fora de pé, mesmo acompanhado; </li></ul><ul><li>Evitar outras actividades perigosas; </li></ul><ul><li>Evitar alguns medicamentos. </li></ul><ul><li>Profissões perigosas: </li></ul><ul><li>Mergulhador; </li></ul><ul><li>Bombeiro; </li></ul><ul><li>Piloto; </li></ul><ul><li>Actividades com químicos ou máquinas perigosas. </li></ul>
  27. 27. Famosos com a doença <ul><li>Júlio César </li></ul><ul><li>Dostoievsky </li></ul><ul><li>Sócrates </li></ul><ul><li>Pascal </li></ul><ul><li>Charles Dickens </li></ul><ul><li>Paganini </li></ul><ul><li>Saul </li></ul><ul><li>Berlioz </li></ul><ul><li>Molière </li></ul>Charles Dickens (1812 – 1870)   Hector Berlioz (1803 - 1869)
  28. 28. FIM

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