Faculdade de Medicina de Lisboa<br />Mecanismos da Doença<br />3.º ano Medicina<br />Prof. Doutor Mário MascarenhasTP 8<br...
CASO CLÍNICO<br />Sr. Alfredo B.<br />65 A<br />Pedreiro<br />História pregressa:<br /><ul><li>Último ano - episódios de e...
Factor de alívio inconstante - ingestão de alimentos</li></li></ul><li>CASO CLÍNICO<br /><ul><li>Antecedentes pessoais:
Gonartrose bilateral há 3 anos  medicado com nimesulide
Hábitos tabágicos (1 maço/dia)
Hábitos etílicos (30 g etanol/dia)
Motivo da consulta: aumento da frequência dos episódios dolorosos
Foram pedidos: EDA e análises</li></li></ul><li>CASO CLÍNICO<br />- Exames complementares de diagnóstico -<br /><ul><li>An...
Glóbulos vermelhos: 4,8 x 1012/L		(4,5 - 5,9)
Hemoglobina: 14 g/dL			(16 ± 2)
Hematócrito: 45 %				(47 ± 6)
Leucócitos: 4,9 x 109/L		 	(4 - 10)
Plaquetas: 250 x 109/L		 	(150 - 400)</li></ul><br />
CASO CLÍNICO<br />- Exames complementares de diagnóstico -<br /><ul><li>Endoscopia digestiva alta:
Úlcera gástrica no antro (pequena curvatura), sobre mucosa hiperemiada, comcerca de 8 mm de diâmetro,bordos regulares e fu...
Biopsados: bordos e fundoda úlcera, corpo e antro</li></ul>Fig. 1 - Úlcera gástrica benigna<br />
CASO CLÍNICO<br />- Exames complementares de diagnóstico -<br /><ul><li>Resultado histológico:
Em 2 dos fragmentos - mucosa gástrica com processo inflamatório e aspectos hiperplásicos epiteliais regenerativos, fibrina...
Em 4 dos fragmentos - gastrite crónica activa intensa, com atrofia moderada, metaplasia intestinal completa multifocal e g...
DIAGNÓSTICO<br />ÚLCERA PÉPTICA<br />E<br />GASTRITE CRÓNICA COM INFECÇÃO POR<br />H. PYLORI<br />
CASO CLÍNICO<br /><ul><li>Terapêutica:
Omeprazol
Claritromicina
Amoxicilina
Doente assintomático em 5 dias
2 meses depois - nova EDA
Revelou pequena cicatriz da úlcera
Estudo histológico - gastrite crónica		            - menor infiltrado inflamatório		            - sem H. pylori</li></li><...
 Fase faríngea
 Fase esofágica</li></ul>Fig. 4<br />
FISIOLOGIA DO ESÓFAGO<br />Fig. 5<br />Movimentos peristálticos:<br /><ul><li>Progressão do bolo alimentar ao longo do esó...
ANATOMIA DO ESTÔMAGO<br />Fig.  7<br />
FISIOLOGIA DO ESTÔMAGO<br /><ul><li>Funções:
Armazenamento
Fragmentação
Mistura dos alimentos
Relaxamento
Movimentos lentos
Movimentos fortes
Esvaziamento</li></li></ul><li>FISIOLOGIA DA SECREÇÃO GÁSTRICA<br /><ul><li>Suco gástrico:
Muco
Bicarbonato
Pepsinogénio  Pepsina
HCl
Factor intrínseco de Castle
Gastrina (prod. células G do antro)
Lipase gástrica
Amilase salivar
Água
Electrólitos</li></ul>ou oxíticas<br />ou pépticas<br />Fig. 8 - Glândula gástrica<br />
SECREÇÃO DE HCl<br /><ul><li>Funções do HCl:
Efeito directo
Activação dopepsinogénio
pH ácido</li></ul>Bomba de protões<br />H+/K+ ATPase<br />Fig. 9 e 10<br />
FISIOLOGIA DA SECREÇÃO GÁSTRICA<br />Fig. 11 e 12<br />
FISIOLOGIA DA SECREÇÃO GÁSTRICA<br />AGONISTAS<br />- Ach<br />- Histamina<br />- Gastrina<br />ANTAGONISTAS<br />- SNS<br...
FASES DA SECREÇÃO GÁSTRICA<br /><ul><li>Fase cefálica (30 %)
Estimulada pela visão, odor, paladar do alimento, pensamento
Fase gástrica(50 %)
Entrada do bolo alimentar no estômago
Estimulado pela  - distensão do estômago                               - contacto directo dos alimentos
Faseintestinal (5 %)
Passagem do quimo pelo duodeno
Fase interdigestiva (15 %)
Secreção ácida durante o resto do dia</li></li></ul><li>PROTECÇÃO DA MUCOSA GÁSTRICA<br /><ul><li>Muco
Bicarbonato
Potencial eléctrico (40 mV)
Aderência
Renovação celular
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Úlcera Péptica e Gastrite

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Revisão da anatomia e fisiologia esofago-gástrica. Helicobacter pylori e AINEs como etiologias da patologia gástrica. Análise de caso clínico de úlcera péptica e gastrite crónica por infecção com Helicobacter pylori. Análise de 3 artigos científicos.

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Úlcera Péptica e Gastrite

  1. 1. Faculdade de Medicina de Lisboa<br />Mecanismos da Doença<br />3.º ano Medicina<br />Prof. Doutor Mário MascarenhasTP 8<br />CASO CLÍNICO- PATOLOGIA GÁSTRICA -<br />Carolina CorreiaFernando AzevedoTelma CaladoVânia Caldeira<br />
  2. 2. CASO CLÍNICO<br />Sr. Alfredo B.<br />65 A<br />Pedreiro<br />História pregressa:<br /><ul><li>Último ano - episódios de epigastralgias, sem calendário nem horário, acompanhados de sensação de enfartamento
  3. 3. Factor de alívio inconstante - ingestão de alimentos</li></li></ul><li>CASO CLÍNICO<br /><ul><li>Antecedentes pessoais:
  4. 4. Gonartrose bilateral há 3 anos  medicado com nimesulide
  5. 5. Hábitos tabágicos (1 maço/dia)
  6. 6. Hábitos etílicos (30 g etanol/dia)
  7. 7. Motivo da consulta: aumento da frequência dos episódios dolorosos
  8. 8. Foram pedidos: EDA e análises</li></li></ul><li>CASO CLÍNICO<br />- Exames complementares de diagnóstico -<br /><ul><li>Análises sanguíneas:
  9. 9. Glóbulos vermelhos: 4,8 x 1012/L (4,5 - 5,9)
  10. 10. Hemoglobina: 14 g/dL (16 ± 2)
  11. 11. Hematócrito: 45 % (47 ± 6)
  12. 12. Leucócitos: 4,9 x 109/L (4 - 10)
  13. 13. Plaquetas: 250 x 109/L (150 - 400)</li></ul><br />
  14. 14. CASO CLÍNICO<br />- Exames complementares de diagnóstico -<br /><ul><li>Endoscopia digestiva alta:
  15. 15. Úlcera gástrica no antro (pequena curvatura), sobre mucosa hiperemiada, comcerca de 8 mm de diâmetro,bordos regulares e fundonacarado
  16. 16. Biopsados: bordos e fundoda úlcera, corpo e antro</li></ul>Fig. 1 - Úlcera gástrica benigna<br />
  17. 17. CASO CLÍNICO<br />- Exames complementares de diagnóstico -<br /><ul><li>Resultado histológico:
  18. 18. Em 2 dos fragmentos - mucosa gástrica com processo inflamatório e aspectos hiperplásicos epiteliais regenerativos, fibrina e tecido de granulação
  19. 19. Em 4 dos fragmentos - gastrite crónica activa intensa, com atrofia moderada, metaplasia intestinal completa multifocal e grande quantidade de bacilos H. pylori</li></ul>Fig. 2 - Metaplasia intestinal gástrica<br />Fig. 3 - H. pylori<br />
  20. 20. DIAGNÓSTICO<br />ÚLCERA PÉPTICA<br />E<br />GASTRITE CRÓNICA COM INFECÇÃO POR<br />H. PYLORI<br />
  21. 21. CASO CLÍNICO<br /><ul><li>Terapêutica:
  22. 22. Omeprazol
  23. 23. Claritromicina
  24. 24. Amoxicilina
  25. 25. Doente assintomático em 5 dias
  26. 26. 2 meses depois - nova EDA
  27. 27. Revelou pequena cicatriz da úlcera
  28. 28. Estudo histológico - gastrite crónica - menor infiltrado inflamatório - sem H. pylori</li></li></ul><li>ANATOMIA DO ESÓFAGO<br />DEGLUTIÇÃO:<br /><ul><li> Fase oral
  29. 29. Fase faríngea
  30. 30. Fase esofágica</li></ul>Fig. 4<br />
  31. 31. FISIOLOGIA DO ESÓFAGO<br />Fig. 5<br />Movimentos peristálticos:<br /><ul><li>Progressão do bolo alimentar ao longo do esófago</li></ul>Fig. 6 - Manometria intraluminal<br />
  32. 32. ANATOMIA DO ESTÔMAGO<br />Fig. 7<br />
  33. 33. FISIOLOGIA DO ESTÔMAGO<br /><ul><li>Funções:
  34. 34. Armazenamento
  35. 35. Fragmentação
  36. 36. Mistura dos alimentos
  37. 37. Relaxamento
  38. 38. Movimentos lentos
  39. 39. Movimentos fortes
  40. 40. Esvaziamento</li></li></ul><li>FISIOLOGIA DA SECREÇÃO GÁSTRICA<br /><ul><li>Suco gástrico:
  41. 41. Muco
  42. 42. Bicarbonato
  43. 43. Pepsinogénio  Pepsina
  44. 44. HCl
  45. 45. Factor intrínseco de Castle
  46. 46. Gastrina (prod. células G do antro)
  47. 47. Lipase gástrica
  48. 48. Amilase salivar
  49. 49. Água
  50. 50. Electrólitos</li></ul>ou oxíticas<br />ou pépticas<br />Fig. 8 - Glândula gástrica<br />
  51. 51. SECREÇÃO DE HCl<br /><ul><li>Funções do HCl:
  52. 52. Efeito directo
  53. 53. Activação dopepsinogénio
  54. 54. pH ácido</li></ul>Bomba de protões<br />H+/K+ ATPase<br />Fig. 9 e 10<br />
  55. 55. FISIOLOGIA DA SECREÇÃO GÁSTRICA<br />Fig. 11 e 12<br />
  56. 56. FISIOLOGIA DA SECREÇÃO GÁSTRICA<br />AGONISTAS<br />- Ach<br />- Histamina<br />- Gastrina<br />ANTAGONISTAS<br />- SNS<br />- Somatostatina<br />- Secretina<br />- Prostaglandinas<br />- Factor de crescimento<br />- VIP<br />
  57. 57. FASES DA SECREÇÃO GÁSTRICA<br /><ul><li>Fase cefálica (30 %)
  58. 58. Estimulada pela visão, odor, paladar do alimento, pensamento
  59. 59. Fase gástrica(50 %)
  60. 60. Entrada do bolo alimentar no estômago
  61. 61. Estimulado pela - distensão do estômago - contacto directo dos alimentos
  62. 62. Faseintestinal (5 %)
  63. 63. Passagem do quimo pelo duodeno
  64. 64. Fase interdigestiva (15 %)
  65. 65. Secreção ácida durante o resto do dia</li></li></ul><li>PROTECÇÃO DA MUCOSA GÁSTRICA<br /><ul><li>Muco
  66. 66. Bicarbonato
  67. 67. Potencial eléctrico (40 mV)
  68. 68. Aderência
  69. 69. Renovação celular
  70. 70. Prostaglandinas E</li></ul>PGs<br />Fig. 13<br />
  71. 71. Helicobacter pylori<br /><ul><li>Bastonete gram – curvo
  72. 72. Altamente móvel
  73. 73. Humanos constituem o principal reservatório
  74. 74. Transmissão pessoa-pessoa (oral-fecal)
  75. 75. Distribuição universal</li></ul>Fig. 14<br />
  76. 76. Tabela 1<br />
  77. 77. Helicobacter pylori<br />Fig. 15<br /><ul><li>A eliminação do organismo → cura das úlceras e ↓ taxa de recorrência</li></li></ul><li>Fig. 16 - Acção do H. pylori<br />
  78. 78. Helicobacter pylori<br />DIAGNÓSTICO:<br /><ul><li>Microscopia
  79. 79. Teste da urease
  80. 80. Teste de antigénios
  81. 81. Cultura
  82. 82. Sorologia </li></ul>TRATAMENTO:<br /><ul><li>Inibidor da bomba de protões</li></ul> - Omeprazol<br /><ul><li>Antibióticos – tetraciclina, amoxicilina
  83. 83. Vacina </li></li></ul><li>AINEs<br />Fig. 17 - Efeitos gástricos provocados pelos AINEs<br />
  84. 84. ÚLCERA PÉPTICA<br />Lesões crónicas, geralmente solitárias, que ocorrem em qualquer local do tracto GI que esteja exposto à acção agressiva dos sucos pépticos ácidos.<br /><ul><li>> 5mm de diâmetro
  85. 85. Interrupções da mucosa → submucosa
  86. 86. Duodeno e estômago
  87. 87. Lesões recorrentes
  88. 88. > 40 anos</li></ul>Fig. 18<br />
  89. 89. ÚLCERA PÉPTICA<br />Fig. 19<br />
  90. 90. ÚLCERA PÉPTICA - MORFOLOGIA<br /><ul><li>Redonda ou ovalada
  91. 91. Bem delimitada
  92. 92. Paredes lisas
  93. 93. Margens não são elevadas
  94. 94. Profundidade variável
  95. 95. Base da úlcera – lisa e limpa
  96. 96. Mucosa circundante - edemaciada</li></ul>Fig. 20<br />
  97. 97. Manifestações Clínicas da Úlcera péptica<br />Desconforto epigástrico<br />Dor <br />Naúseas e vómitos<br />Perda de peso<br />Complicações:<br />Hemorragia GI<br />Perfuração<br />Obstrução gástrica<br />Fig. 21 – Úlcera gástrica profunda.<br />Fig. 22 – Úlcera gástrica benigna, no antro.<br />
  98. 98. Manifestações Clínicas da Úlcera péptica<br />Fig. 23 – Anti-ácido.<br />Tabela 2 – Dor na úlcera péptica.<br />
  99. 99. Complicações da Úlcera péptica<br />Fig. 24 – Hemorragia GI.<br />Fig. 25 – Úlcera perfurada.<br />Fig. 26 – Obstrução gástrica e colocação de stent.<br />
  100. 100. Várias causas que imitam sintomas<br />O mais frequente:<br />Dispepsia funcional ou dispepsia essencial<br />Outros:<br />Tumores GI<br />RGE<br />Pancreatite crónica e cólicas biliares<br />Doença de Crohn<br />Diagnóstico Diferencial<br />
  101. 101. Avaliação Diagnóstica<br />Dor - baixo valor preditivo<br />Documentar presença úlcera<br />Estudo contraste radiológico: Ba<br />Procedimento endoscópico<br />Fig. 27 – Endoscopia digestiva alta.<br /><ul><li>Sensibilidade contraste Ba em UD - 80%; se duplo contraste – 90%
  102. 102. 8% UG benignas radiologicamente → malignas ED
  103. 103. ED - documentação fotográfica e biopsias</li></ul>Fig. 28 – RX estômago com contraste.<br />
  104. 104. Gastrite<br />Inflamação da mucosa gástrica. É um diagnóstico histológico, podendo ser aguda – presença de inflitrado neutrofílico – ou crónica – infiltrado linfocítico e plasmocítico, com metaplasia intestinal e atrofia gástrica. Pode também ser classificada com base na distribuição anatómica e mecanismo patogénico.<br />Tabela 3 – Vários tipos de gastrite.<br />
  105. 105. Gastrite Aguda<br />Processo inflamatório transitório<br />hemorragia + erosão mucosa<br />Associada a:<br />AINEs<br />Infecções<br />Álcool e tabaco<br />Quimioterapia<br />Stress intenso<br />Causas iatrogénicas<br />Infecção aguda pelo H. pylori – se não tratada: gastrite crónica<br />Manifestações clínicas:<br />Assintomática<br />Dor epigástrica variável<br />Náuseas, vómitos<br />Hemorragia, hematemeses, melenas<br />Fig. 29 – Gastrite Aguda.<br />
  106. 106. Gastrite Crónica<br />Infiltrado inflamatório de linfócitos e plasmócitos<br />Atrofia mucosa e metaplasia intestinal -> displasia: base para carcinoma<br />Tabela 4 – Fases da Gastrite Crónica.<br />
  107. 107. Gastrite Crónica<br />85 – 100% doentes UD<br />65% doentes UG<br />Permanece após cicatrização úlcera<br />Infecção pelo H. pylori – demonstrável<br />Tipo A e tipo B<br />Manifestações clínicas:<br />Poucos sintomas<br />Náuseas, vómitos<br />desconforto epigástrico<br />Hipocloridria<br />Fig. 30 – Gastrite Crónica erosiva.<br />
  108. 108. Gastrite Crónica – Tipo A<br />Menos comum<br />Predominante no fundo e corpo<br />Associada à anemia perniciosa<br />Presença de anticorpos contra células parietais – gastrite auto-imune<br />50% doentes com gastrite<br />Fig. 31 – Gastrite crónica.<br />Acloridria<br />Deficiência vit. B12<br />Gastrinémia<br />
  109. 109. Predominante no antro – 90% doentes<br />Infecção pelo Helicobacter pylori<br />Maioria assintomática<br />Maior risco úlcera péptica e cancro gástrico<br />2 padrões:<br />Predominantemente antral<br />Pangastrite + atrofia multifocal<br />Gastrite Crónica – Tipo B<br />Fig. 32 – Gastrite crónica com sinais de metaplasia intestinal.<br />
  110. 110. Infecção pelo H. pylori e Gastrite Crónica<br />Antibioterapia<br />Níveis colonização ↑ com idade <br />H. pylori – encontra-se:<br />Camada de muco superficial e entre as microvilosidades<br />Distribuição focal e irregular<br />Histologia melhora após erradicação<br />nº ↓↓↓ com progressão para atrofia gástrica<br />Factor risco cancro gástrico - 3 a 6 vezes superior<br />Fig. 33 – Helicobacter pylori.<br />
  111. 111. ARTIGO 1<br />Nogueira et al; “Helicobacter pylori genotypes may determine gastric histopathology”; in American Journal of Pathology; 2001<br />Introdução:gastrite atrófica<br />Colonização persistente úlcera péptica<br />por Helicobacter pylori carcinoma gástrico<br />Objectivo:<br /> Genótipos Infecção pela <br />Helicobacter bactéria e suas<br />pylori complicações<br />Factores do hospedeiro e do patogénio<br />?<br />
  112. 112. Nogueira et al; “Helicobacter pylori genotypes may determine gastric histopathology”; in American Journal of Pathology; 2001<br />Genes estudados:<br />vacA – citotoxina de vacuolização  lesão tecido epitelial<br />2 constituintes: região s e região m<br />alelos: s1/s2 e m1/m2<br />cagA – gene de associação à citotoxina; marcador de patogenicidade  gastrite atrófica e carcinoma gástrico<br />alelos: cagA+ e cagA-<br />iceA – gene induzido pelo contacto com o epitélio  úlcera péptica (?)<br />alelos: iceA1 e iceA2<br />
  113. 113. Nogueira et al; “Helicobacter pylori genotypes may determine gastric histopathology”; in American Journal of Pathology; 2001<br />Materiais e Métodos<br />População em estudo<br />370 pacientes infectados com Helicobacter pylori<br />192 portugueses<br />178 colombianos<br />Endoscopia <br />Biópsia tecido gástrico<br />2 amostras antro (A1 e A2)<br />1 amostra corpo (B1)<br />
  114. 114. Nogueira et al; “Helicobacter pylori genotypes may determine gastric histopathology”; in American Journal of Pathology; 2001<br />Tratamento Histopatológico<br />Preparações das amostras biopsadas:<br />Formalina, parafina, H&E, ácido azul periódico de Schiff, Giemsa modificado<br />Patologistas sem informação clínica dos doentes<br />Parâmetros Avaliados<br />Densidade Helicobacter pylori<br />Inflamação crónica<br />Actividade polimorfonuclear<br />Atrofia glandular<br />Metaplasia intestinal<br />Lesão epitelial<br />
  115. 115. Nogueira et al; “Helicobacter pylori genotypes may determine gastric histopathology”; in American Journal of Pathology; 2001<br />Resultados<br /> a) Densidade de Hp<br />Tabela 5<br />Gráfico 1<br />
  116. 116. Nogueira et al; “Helicobacter pylori genotypes may determine gastric histopathology”; in American Journal of Pathology; 2001<br />b) Inflamação Crónica / c) Actividade Neutrofílica / d) Atrofia Glandular<br />Gráfico 2<br />Gráfico 3<br />
  117. 117. Nogueira et al; “Helicobacter pylori genotypes may determine gastric histopathology”; in American Journal of Pathology; 2001<br />e) Metaplasia Intestinal<br />f) Lesão Epitelial<br />Gráfico 5<br />Gráfico 4<br />
  118. 118. Nogueira et al; “Helicobacter pylori genotypes may determine gastric histopathology”; in American Journal of Pathology; 2001<br />Tabela 6<br />
  119. 119. Nogueira et al; “Helicobacter pylori genotypes may determine gastric histopathology”; in American Journal of Pathology; 2001<br />Discussão / Conclusão<br />Infecção por Hp causa gastrite crónica e está associada ao desenvolvimento de úlcera péptica e carcinoma gástrico<br />Nem todos os indivíduos infectados, desenvolvem patologia gástrica severa<br />Factores do hospedeiro e do patogénio têm papel nesta infecção<br />Confirmação importância vacA s1 (estudos anteriores)<br />Nova implicação: vacA m1  lesão epitelial, actividade neutrofílica, gastrite atrófica, metaplasia intestinal<br />iceA sem grandes associações neste estudo (excepto portugueses)<br />Distribuição geográfica desigual dos alelos e das complicações associadas aos mesmos<br />Maior prevalência de cancro gástrico na Europa (Portugal, Áustria, Itália, Espanha) versus maior prevalência infecção por Hp (África, Índia)???<br />Diferentes genótipos de Hp estão associados a complicações clínicas diferentes na patologia gástrica<br />
  120. 120. ARTIGO 2<br />Silva et al; “MUC1 gene polymorphism in the gastric carcinogenesis pathway”; inEuropean Journal of Human Genetics; 2001<br />Introdução:<br />Mucinas – principal componente da camada mucosa que protege a maioria das superfícies epiteliais<br /><ul><li>12 genes MUC  mucinas epiteliais secretadas ou associadas à membrana
  121. 121. Sequência gene MUC1 totalmente conhecida
  122. 122. Grande variedade alélica  25-125 repetições na região VNTR</li></ul>gene MUC1<br />Lesões precursoras Carcinoma Gástrico<br />Factores do hospedeiro (genéticos/<br />ambientais)<br />
  123. 123. Silva et al; “MUC1 gene polymorphism in the gastric carcinogenesis pathway”; inEuropean Journal of Human Genetics; 2001<br />Objectivo:<br /> Lesões precursoras <br />Polimorfismo carcinoma gástrico:<br />Gene MUC1 - gastrite atrófica crónica<br /> - metaplasia intestinal<br />?<br />
  124. 124. Silva et al; “MUC1 gene polymorphism in the gastric carcinogenesis pathway”; inEuropean Journal of Human Genetics; 2001<br />Materiais e Métodos<br />População em estudo<br />174 pacientes com gastrite crónica<br />portugueses (Viana Castelo)<br />Idade: 43,8 ± 9 Sexo: 9,2 ♂: 1♀<br />49 pacientes com atrofia glandular (CAG)<br />48 com metaplasia intestinal (IM)<br />Análises sanguíneas<br />Biópsia tecido gástrico<br />População controlo<br />323 dadores de sangue<br />159 doentes com carcinoma gástrico<br />
  125. 125. Silva et al; “MUC1 gene polymorphism in the gastric carcinogenesis pathway”; inEuropean Journal of Human Genetics; 2001<br />Análise polimorfismos<br />Isolamento DNA e digestão com EcoRI<br />Electroforese e Southern blotting<br /> MUC1 “large” (L) – alelos 1-5<br />Alelos<br /> MUC1 “small” (S) – alelos 6-15<br /> LL <br />Genótipos Het<br />SS<br />
  126. 126. Silva et al; “MUC1 gene polymorphism in the gastric carcinogenesis pathway”; inEuropean Journal of Human Genetics; 2001<br />Tratamento Histopatológico<br />Preparações das amostras biopsadas:<br />-80ºC, formalina, parafina<br />Parâmetros Avaliados<br />Gastrite Crónica Atrófica<br />Não Atrófica<br />Metaplasia Intestinal Completa<br /> Incompleta<br />
  127. 127. Silva et al; “MUC1 gene polymorphism in the gastric carcinogenesis pathway”; inEuropean Journal of Human Genetics; 2001<br />Resultados<br />Gráfico 6<br />
  128. 128. Silva et al; “MUC1 gene polymorphism in the gastric carcinogenesis pathway”; inEuropean Journal of Human Genetics; 2001<br />Gráfico 7<br />
  129. 129. Silva et al; “MUC1 gene polymorphism in the gastric carcinogenesis pathway”; inEuropean Journal of Human Genetics; 2001<br />Tabela 7<br />
  130. 130. Silva et al; “MUC1 gene polymorphism in the gastric carcinogenesis pathway”; inEuropean Journal of Human Genetics; 2001<br />Gastrite Crónica <br />Não-Atrófica<br />Het<br />Gastrite Crónica <br />Atrófica<br />LL/SS<br />Carcinoma<br />Gástrico<br />Gastrite<br />Crónica<br />SS<br />Metaplasia Intestinal Incompleta<br />SS<br />Metaplasia Intestinal Completa<br />LL<br />Sem Metaplasia Intestinal<br />Het<br />
  131. 131. Silva et al; “MUC1 gene polymorphism in the gastric carcinogenesis pathway”; inEuropean Journal of Human Genetics; 2001<br /><ul><li>Discussão / Conclusão
  132. 132. Doentes com gastrite crónica apresentaram frequências alélicas do gene MUC1 diferentes dos grupos de controlo
  133. 133. Apenas um pequena população dos doentes com gastrite crónica tem risco acrescido de desenvolver cancro (alelo 10)
  134. 134. Atrofia glandular é uma lesão frequente em doentes com gastrite crónica, sendo mais frequente nos homozigóticos (LL e SS)
  135. 135. A heterozigotia parece ter um efeito protector para a susceptibilidade à atrofia glandular
  136. 136. Genótipos MUC1 também se reflectem no risco de desenvolvimento de metaplasia intestinal (incompleta – SS / completa – LL)
  137. 137. Confirmação de estudos anteriores: genótipo SS do gene MUC1 condiciona um risco aumentado de carcinoma gástrico</li></li></ul><li>ARTIGO 3<br />Machado et al; “A Proinflammatory Genetic Profile Increases the Risk for Chronic Atrophic Gastritis and Gastric Carcinoma”; inAmerican Gastroenterological Association; 2003<br />Introdução:<br /><ul><li>CG é uma das patologias malignas GI mais comuns
  138. 138. É a 2ª causa de morte por cancro (600.000 mortes/ano)
  139. 139. Vários factores condicionam o desenvolvimento de CG num indivíduo infectado por Helicobacter pylori</li></ul>polimorfismos genéticos<br />(genes das citocinas) risco de CG<br />- IL-1B e IL-1RN -<br />Maior virulência Hp<br />+ maior susceptibilidade risco aumentado de CG<br />hospedeiro (polimorfismos)<br />
  140. 140. Machado et al; “A Proinflammatory Genetic Profile Increases the Risk for Chronic Atrophic Gastritis and Gastric Carcinoma”; inAmerican Gastroenterological Association; 2003<br />?<br />Objectivos:<br /> Genótipos Risco de Gastrite Atrófica Crónica <br /> TNF α (GAC) e Carcinoma Gástrico (CG)<br /> Combinação <br /> polimorfismos Risco de GAC e CG <br />pró-inflamatórios <br />Combinação genótipos TNF α Risco de CG<br /> e genótipos bacterianos <br />?<br />?<br />
  141. 141. Machado et al; “A Proinflammatory Genetic Profile Increases the Risk for Chronic Atrophic Gastritis and Gastric Carcinoma”; inAmerican Gastroenterological Association; 2003<br />Genes / Polimorfismos estudados:<br />IL-1B  citocina IL-1β  pró-inflamatória<br />IL-1B-511<br />alelos: C e T<br />IL-1RN citocina IL-1ra (antagonista receptor IL-1β)  anti-inflamatória<br />IL-1RN VNTR<br />alelos: S (alelo 2) e L (alelos 1, 3, 4, 5)<br />TNFα citocina TNFα  pró-inflamatória<br />TNFα-308<br />alelos: G e A<br />
  142. 142. Machado et al; “A Proinflammatory Genetic Profile Increases the Risk for Chronic Atrophic Gastritis and Gastric Carcinoma”; inAmerican Gastroenterological Association; 2003<br />Materiais e Métodos<br />População em estudo<br />814 pacientes (Norte Portugal)<br />306 controlos<br />221 com gastrite crónica (GAC/GNAC)<br />287 com carcinoma gástrico<br />Endoscopia <br />Biópsia tecido gástrico<br />Avaliação da infecção por Hp<br />Pacientes c/ GC (98,6%)<br />Pacientes c/ CG (61,3%)<br />
  143. 143. Machado et al; “A Proinflammatory Genetic Profile Increases the Risk for Chronic Atrophic Gastritis and Gastric Carcinoma”; inAmerican Gastroenterological Association; 2003<br />Tratamento Histopatológico<br />Preparações das amostras biopsadas:<br />Formalina, parafina, H&E, ácido azul periódico de Schiff, Giemsa modificado<br />Patologistas sem informação clínica dos doentes<br />Tipos de CG (Lauren): <br />Intestinal (n=128)<br />Difuso (n=90)<br />Atípico (n=69)<br />Genotipagem<br />Polimorfismos genéticos IL-1B, IL-1RN e TNFα<br />Indivíduos infectados por Hp: genes vacA e cagA<br />
  144. 144. Machado et al; “A Proinflammatory Genetic Profile Increases the Risk for Chronic Atrophic Gastritis and Gastric Carcinoma”; inAmerican Gastroenterological Association; 2003<br />Resultados a) Polimorfismos e patologia gástrica<br />Tabela 8<br />
  145. 145. Machado et al; “A Proinflammatory Genetic Profile Increases the Risk for Chronic Atrophic Gastritis and Gastric Carcinoma”; inAmerican Gastroenterological Association; 2003<br />b) Polimorfismos  tipos histológicos e localização anatómica CG<br />Tabela 9<br />c) Combinação polimorfismos genéticos<br />Tabela 10<br />
  146. 146. Machado et al; “A Proinflammatory Genetic Profile Increases the Risk for Chronic Atrophic Gastritis and Gastric Carcinoma”; inAmerican Gastroenterological Association; 2003<br />d) Combinação genótipos Hp e TNFα-308<br />Tabela 11<br />
  147. 147. Machado et al; “A Proinflammatory Genetic Profile Increases the Risk for Chronic Atrophic Gastritis and Gastric Carcinoma”; inAmerican Gastroenterological Association; 2003<br />Discussão / Conclusão<br />A infecção por Hp leva à activação de células do SI, entre as quais, citocinas pró-inflamatórias (IL-1β e TNFα) e de moléculas reguladoras (IL-1ra)<br />Alelos IL-1B-511*T e IL-1RN*2  ↑ produção IL-1β<br />Alelo TNFα-308*A  ↑ produção TNFα<br />Polimorfismos genéticos associados ao risco de CG e GAC<br />Diferenças na frequência genotípica entre indivíduos com GAC e CG não foram significativas<br />s/ associação com o tipo histológico ou localização tumoral<br />Combinação polimorfismos  ↑ risco de GAC e CG<br />Combinação genótipos de Hp e TNFα não significativos<br />Um perfil genético pró-inflamatório aumenta o risco de GAC e CG<br />Genotipagem do hospedeiro e da estirpe de Hp parece importante para a identificação de pacientes com alto risco para CG<br />
  148. 148. Bibliografia<br /><ul><li>Formenti, A., Brambilla ,S., Manifestações faringolaríngeas da doença de refluxo, PressCare, 2008
  149. 149. Kasper, D. et al: Harrison’s Principles of Internal Medicine 17th edition; McGraw-Hill Companies Inc., 2008, EUA
  150. 150. Kumar, V. et al: Robbins and Cotran Pathologic Basis of Disease 7th edition; Elsevier Sauders, 2005, Filadélfia, EUA
  151. 151. McPhee, S.J., Ganong, W.F.: Pathophysiology of Disease – An Introduction to Clinical Medicine 5th edition; McGraw-Hill Companies Inc., 2006, EUA</li></li></ul><li>Bibliografia - Artigos<br />Nogueira, C.; Figueiredo, C.; Carneiro, F.; Gomes, A.T.; Barreira, R.; Figueira, P.; Salgado, C.; Belo, L.; Peixoto, A.; Bravo, J.; Bravo, L.; Realpe, J.; Plaisier, A.; Quint, W.G.; Ruiz, B.; Correa, P.; Doorn, L.; “Helicobacter pylori genotypes mau determine gastric histopathology” in American Journal of Pathology; 2001<br />Silva, F; Carvalho, F.; Peixoto, A.; Seixas, M.; Almeida, R.; Carneiro, F.; Mesquita, P.; Figueiredo, C.; Nogueira, C.; Swallow, D.; Amorim, A.; David, L.; “MUC1 gene polymorphism in the gastric carcinogenesis pathway” in European Journal of Human Genetics; 2001<br />Machado, J.C.; Figueiredo, C.; Canedo, P.; Pharoah, P.; Carvalho, R.; Nabais, S.; Alves, C.C.; Campos, M.L.; Doorn, L.V.; Caldas, C.; Seruca, R.; Carneiro, F.; Sobrinho-Simões, M.; “A Proinflammatory Genetic Profile Increases the Risk for Chronic Atrophic Gastritis and Gastric Carcinoma” in American Gastroenterological Association; 2003<br />

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