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CRISE DO SUBPRIME AMERICANO E AS CONSEQÜÊNCIAS PARA O MERCADO LOCAL Por Alexsandro Rebello Bonatto
Pequeno histórico – Uma crise anunciada Matéria publicada na Revista VEJA em 26/10/2005 O estoque dos empréstimos chegou a 8 trilhões de dólares em 2004 – quase 70% do PIB dos Estados Unidos, de 11,7 trilhões de dólares. Tamanha procura inflacionou o preço das residências, que subiu 75% desde 2000. Relatório do Federal Reserve (FED), o banco central dos EUA, indica que somente o valor dos imóveis comprados em 2004 atingiu 2 trilhões de dólares – três vezes mais que todo o produto interno bruto (PIB) brasileiro. A inflação americana, que foi de 1,6% em 2002, deve ficar em 3,1% em 2005. Para contê-la, a taxa de juros aumenta gradualmente desde 2003. Assim, as prestações dos novos e velhos financiamentos imobiliários ficam automaticamente mais caras para os americanos.
Pequeno histórico – Uma crise anunciada Matéria publicada na Revista VEJA em 18/01/2006 Os dados são impressionantes: nos últimos dez anos, o preço médio das novas casas subiu 85%; metade dos empregos criados no setor privado americano desde 2001 relaciona-se ao setor imobiliário ou afins; em Manhattan, coração de Nova York, um apartamento de dois quartos custa em média 1,2 milhão de dólares. Nos últimos dez anos, por exemplo, o valor do metro quadrado em Manhattan subiu 130%. No mesmo período, a inflação americana ficou em 25%.
Pequeno histórico – Uma crise anunciada Matéria publicada na Revista Isto É Dinheiro em 15/08/2007 O presidente do FED, Ben Bernanke, afirmou que os prejuízos com o subprime odem ir de US$ 50 bilhões a US$ 100 bilhões. Mas a realidade pode ser pior.  No ano passado, os lançamentos de papéis com lastro em créditos hipotecários em Wall Street chegaram a US$ 773 bilhões, o triplo dos US$ 217 bilhões de 2001.  Se a parte podre for maior que a prevista por Bernanke, os EUA, que já enfrentam a queda contínua do dólar, poderiam estar diante de uma séria crise bancária que levaria à recessão, com efeitos globais.
Pequeno histórico – Uma crise anunciada Matéria publicada na Revista Isto É Dinheiro em 05/09/2007 O maior pivô da crise foi a American Home Mortgage, uma das grandes empresas de empréstimos imobiliários americanas. No começo do mês, anunciou que estava com escassez de caixa e não teria condições de realizar novos empréstimos.  Suas ações despencaram 90%. Dias depois, a empresa pediu concordata e mostrou o tamanho do buraco negro: US$ 19,3 bilhões.  Antes dela, as empresas de crédito de risco New Century Financial e Mortgage Lenders Network pediram falência.  Como se não bastasse, o maior banco de investimento da Austrália, o Macquarie Bank, contabilizava uma perda de 25% no patrimônio de dois grandes fundos que haviam aplicado em derivativos de subprime.
Crises fazem parte do capitalismo
No centro das crises está a inovação ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Histórico do mercado imobiliário americano ,[object Object],[object Object]
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A engenharia por trás da crise subprime Cliente toma um operação de financiamento imobiliário O banco “empacota” várias operações de financiamento  O banco fatia este pacote de acordo com o risco e vende para  outros bancos, fundos de pensão e seguradoras
A queda no preço das casas detonou a crise
A queda no preço das casas detonou a crise Adaptado do jornal Gazeta Mercantil de 24-11-08 As vendas de imóveis residenciais tiveram queda em outubro e seus preços sofreram retração histórica sinalizando aprofundamento da crise.
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Riqueza perdida Nas contas do FMI, os prejuízos com os empréstimos imobiliários subprime (de alto risco) e os títulos derivados desse mercado aumentaram para US$ 1,4 trilhão e os bancos precisam receber pelo menos US$ 675 bilhões em injeções de capital nos próximos anos.  O buraco do subprime é estimado em US$ 53 trilhões, quando se consideram títulos conhecidos como credit default swaps, que são derivativos desses papéis imobiliários.
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Freddie Mac e Fannie Mae Fannie Mae e Freddie Mac são responsáveis por nada menos que US$ 5,2 trilhões dos US$ 12 trilhões em hipotecas. As duas gigantes são uma espécie de agência privada da habitação.  Fortemente reguladas pelo governo, costumam  adquirir créditos imobiliários saudáveis concedidos  pelos bancos e, assim,  dão liquidez ao sistema como um todo.  Para isso, emitem títulos e captam recursos  no mercado.
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Manual de sobrevivência do empresário 1- Avaliação do risco de baixa: comece analisando como sua empresa estará suscetível a uma tendência de baixa, e o provável impacto sobre as vendas, custos e margens de lucro.  2- Ajuste o radar de tendência de baixa: monitore sistematicamente o cenário para detectar os sinais de perigo e estabelecendo gatilhos para ações específicas, as empresas podem estar um passo na frente da concorrência.  3- Entre em forma – agora: empresas frágeis e ineficientes enfrentam o maior risco durante tempos econômicos difíceis - e demoram mais para se recuperar.
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Respostas ao investidor ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Respostas ao investidor 6. A crise atual é tão profunda quanto a de 1929? Quando será o fundo do poço?  7. Por que a Bolsa brasileira caiu mais que outras Bolsas de países afetados pela crise do subprime?  8. É hora de comprar ou vender ações?  9. Qual é o envolvimento dos nossos bancos com a crise e qual é o risco de aplicações como poupança, CDB e fundo de renda fixa? 10. Qual é a possibilidade de fundos de ações e multimercados de grandes bancos quebrarem?
 

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  • 1.  
  • 2. CRISE DO SUBPRIME AMERICANO E AS CONSEQÜÊNCIAS PARA O MERCADO LOCAL Por Alexsandro Rebello Bonatto
  • 3. Pequeno histórico – Uma crise anunciada Matéria publicada na Revista VEJA em 26/10/2005 O estoque dos empréstimos chegou a 8 trilhões de dólares em 2004 – quase 70% do PIB dos Estados Unidos, de 11,7 trilhões de dólares. Tamanha procura inflacionou o preço das residências, que subiu 75% desde 2000. Relatório do Federal Reserve (FED), o banco central dos EUA, indica que somente o valor dos imóveis comprados em 2004 atingiu 2 trilhões de dólares – três vezes mais que todo o produto interno bruto (PIB) brasileiro. A inflação americana, que foi de 1,6% em 2002, deve ficar em 3,1% em 2005. Para contê-la, a taxa de juros aumenta gradualmente desde 2003. Assim, as prestações dos novos e velhos financiamentos imobiliários ficam automaticamente mais caras para os americanos.
  • 4. Pequeno histórico – Uma crise anunciada Matéria publicada na Revista VEJA em 18/01/2006 Os dados são impressionantes: nos últimos dez anos, o preço médio das novas casas subiu 85%; metade dos empregos criados no setor privado americano desde 2001 relaciona-se ao setor imobiliário ou afins; em Manhattan, coração de Nova York, um apartamento de dois quartos custa em média 1,2 milhão de dólares. Nos últimos dez anos, por exemplo, o valor do metro quadrado em Manhattan subiu 130%. No mesmo período, a inflação americana ficou em 25%.
  • 5. Pequeno histórico – Uma crise anunciada Matéria publicada na Revista Isto É Dinheiro em 15/08/2007 O presidente do FED, Ben Bernanke, afirmou que os prejuízos com o subprime odem ir de US$ 50 bilhões a US$ 100 bilhões. Mas a realidade pode ser pior. No ano passado, os lançamentos de papéis com lastro em créditos hipotecários em Wall Street chegaram a US$ 773 bilhões, o triplo dos US$ 217 bilhões de 2001. Se a parte podre for maior que a prevista por Bernanke, os EUA, que já enfrentam a queda contínua do dólar, poderiam estar diante de uma séria crise bancária que levaria à recessão, com efeitos globais.
  • 6. Pequeno histórico – Uma crise anunciada Matéria publicada na Revista Isto É Dinheiro em 05/09/2007 O maior pivô da crise foi a American Home Mortgage, uma das grandes empresas de empréstimos imobiliários americanas. No começo do mês, anunciou que estava com escassez de caixa e não teria condições de realizar novos empréstimos. Suas ações despencaram 90%. Dias depois, a empresa pediu concordata e mostrou o tamanho do buraco negro: US$ 19,3 bilhões. Antes dela, as empresas de crédito de risco New Century Financial e Mortgage Lenders Network pediram falência. Como se não bastasse, o maior banco de investimento da Austrália, o Macquarie Bank, contabilizava uma perda de 25% no patrimônio de dois grandes fundos que haviam aplicado em derivativos de subprime.
  • 7. Crises fazem parte do capitalismo
  • 8.
  • 9.
  • 10.
  • 11. A engenharia por trás da crise subprime Cliente toma um operação de financiamento imobiliário O banco “empacota” várias operações de financiamento O banco fatia este pacote de acordo com o risco e vende para outros bancos, fundos de pensão e seguradoras
  • 12. A queda no preço das casas detonou a crise
  • 13. A queda no preço das casas detonou a crise Adaptado do jornal Gazeta Mercantil de 24-11-08 As vendas de imóveis residenciais tiveram queda em outubro e seus preços sofreram retração histórica sinalizando aprofundamento da crise.
  • 14. O tamanho do endividamento americano
  • 15. O tamanho do endividamento americano
  • 16. Ativos Financeiros X Ativos Reais
  • 17. Riqueza perdida Nas contas do FMI, os prejuízos com os empréstimos imobiliários subprime (de alto risco) e os títulos derivados desse mercado aumentaram para US$ 1,4 trilhão e os bancos precisam receber pelo menos US$ 675 bilhões em injeções de capital nos próximos anos. O buraco do subprime é estimado em US$ 53 trilhões, quando se consideram títulos conhecidos como credit default swaps, que são derivativos desses papéis imobiliários.
  • 19. O erro das agências de classificação de risco
  • 20. O erro das agências de classificação de risco
  • 21. Como o pânico se espalhou
  • 22. Como o pânico se espalhou
  • 23. Freddie Mac e Fannie Mae Fannie Mae e Freddie Mac são responsáveis por nada menos que US$ 5,2 trilhões dos US$ 12 trilhões em hipotecas. As duas gigantes são uma espécie de agência privada da habitação. Fortemente reguladas pelo governo, costumam adquirir créditos imobiliários saudáveis concedidos pelos bancos e, assim, dão liquidez ao sistema como um todo. Para isso, emitem títulos e captam recursos no mercado.
  • 24. Como bancos tão grandes quebraram?
  • 25. Como bancos tão grandes quebraram?
  • 26. Quem são os credores do Lehman
  • 27. O CITI não quebrou – foi salvo a tempo Adaptado do jornal Gazeta Mercantil de 25-11-08 Em 25 de novembro o Governo Americano anunciou que investirá diretamente cerca de 20 bilhões de dólares no Grupo.
  • 28. Como se dá a alvancagem bancária
  • 29. Como bancos tão grandes quebraram?
  • 30. Valores de mercado dos bancos americanos depois da crise Os valores de mercados dos bancos americanos despencaram depois da crise do SUBRIME. Adaptado do jornal Gazeta Mercantil de 24-11-08
  • 31. Maiores quedas da BOVESPA
  • 35. O tamanho do pacote americano
  • 36. O novo pacote de novembro Adaptado do Jornal Zero Hora de 26 de novembro de 2008
  • 38. Relembrando o PROER brasileiro
  • 39. O custo fiscal da crise
  • 40. O custo fiscal da crise
  • 41. O custo fiscal da crise
  • 42. O custo social da crise: sem casa, sem poupança e sem emprego
  • 43. O custo social da crise: sem casa, sem poupança e sem emprego
  • 44. A hora da regulação
  • 45. O papel do FMI
  • 46. O papel do FMI
  • 47. O que o G20 pode fazer
  • 48. O povo contra Wall Street
  • 49. Quem é a próxima vítima?
  • 50. A recessão no mundo
  • 51. A recessão no mundo
  • 52. A recessão no mundo
  • 53. A recessão na Europa
  • 54. A recessão no Japão
  • 56. O mundo X Palácio do Planalto
  • 57. O mundo X Palácio do Planalto
  • 58. O mundo X Palácio do Planalto
  • 59. O mundo X Palácio do Planalto Adaptado da Revista da Semana de 27-11-08
  • 60. O Brasil e as crises globais
  • 61. Reflexo da crise nos balanços das empresas Adaptado do Jornal O Estado de São Paulo de 19-11-08
  • 62. Reflexo da crise para o consumidor Pequisa realizada por consultoria em toda América Latina revela quais os itens mais e menos afetados sob o ponto de vista do consumidor. Adaptado do Jornal Gazeta Mercantil de 24-11-08.
  • 63. A proteção do Brasil
  • 64.
  • 65.
  • 66.
  • 67.
  • 68.
  • 69.
  • 70.
  • 71. Efeitos da crise de liquidez para as empresas
  • 72. Efeitos da crise de liquidez para as empresas
  • 73. Riscos privados: Sadia, Aracruz, quem mais?
  • 74. Riscos privados: Sadia, Aracruz, quem mais?
  • 76. Manual de sobrevivência do empresário 1- Avaliação do risco de baixa: comece analisando como sua empresa estará suscetível a uma tendência de baixa, e o provável impacto sobre as vendas, custos e margens de lucro. 2- Ajuste o radar de tendência de baixa: monitore sistematicamente o cenário para detectar os sinais de perigo e estabelecendo gatilhos para ações específicas, as empresas podem estar um passo na frente da concorrência. 3- Entre em forma – agora: empresas frágeis e ineficientes enfrentam o maior risco durante tempos econômicos difíceis - e demoram mais para se recuperar.
  • 77. 4- Crie um plano de ação prioritário: formule antecipadamente as medidas que serão tomadas para minimizar o impacto da economia mais dura e para realizar os ganhos competitivos. 5- Pense anticiclicamente: surpreenda os concorrentes evitando o óbvio. 6- Esteja pronto para o inesperado: mantenha a empresa flexível - tanto em termos defensivos quanto ofensivos. Manual de sobrevivência do empresário
  • 78.
  • 79. Respostas ao investidor 6. A crise atual é tão profunda quanto a de 1929? Quando será o fundo do poço? 7. Por que a Bolsa brasileira caiu mais que outras Bolsas de países afetados pela crise do subprime? 8. É hora de comprar ou vender ações? 9. Qual é o envolvimento dos nossos bancos com a crise e qual é o risco de aplicações como poupança, CDB e fundo de renda fixa? 10. Qual é a possibilidade de fundos de ações e multimercados de grandes bancos quebrarem?
  • 80.