Um caso de codependência  marcado pelo amor e        violência.           Teresa Cristina Ferreira Lagôa
Ninguém nasce odiando outra pessoa pelacor de sua pele, ou por sua origem, ou suareligião. Para odiar, as pessoas precisam...
Introdução     Todos os seres humanos fazem parte de umdeterminado grupo de pessoas, o qual tem umaorganização estruturada...
ObjetivoO objetivo deste trabalho é contribuir para aidentificação do processo de construção da violência nocontexto da fa...
Justificativa Considero que reconhecer e coibir a violência é umgrande desafio.Como psicóloga, penso, também, que é minha ...
O que me fez pensar em violência?Falo da violência “invisível” para os envolvidos, dos atosde violência que podem ser ente...
B.(nossa paciente) –  Eu precisava sair e ia levar V. ( a filhamais nova) comigo. Eu estava com pressa e V. começou ame en...
Frases repetidas com freqüência        durante os atendimentos:- Eu falo pra eles tomarem cuidado pra não me deixar   nerv...
Bases TeóricasMARIA CRISTINA RAVAZZOLAEn un grupo social doméstico que manifesta uma relacióncotidiana y significativa, su...
SUZANA LEVY                  (1)•  violência física implica em violência contra o corpo como: Abater, machucar e dependend...
MARY SUSAN MILLER            O que é abuso não físico.            “Eu não faço nada direito”            “Se ao menos eu pu...
CLOÉ MADANESO dilema humanos“Todos os problemas trazidos na terapia podem serpensados como originários do dilema entre o a...
CONSIDERAÇÕES FINAIS•  ntendo que B. trouxe, para sua vida, a mesma estrutura autoritária de Esua mãe, em cujas mãos detin...
Reunindo os membros da famíliaUm bom começo é ajudá-los          refletir sobre qual é osentimento que predomina nesta fam...
Ao pensar sobre a possibilidade docasamento cada um deveria fazer a seguinte pergunta:Você crê que seria capaz de conversa...
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Um caso de codependência marcado pelo amor e violencia v3

  1. 1. Um caso de codependência marcado pelo amor e violência. Teresa Cristina Ferreira Lagôa
  2. 2. Ninguém nasce odiando outra pessoa pelacor de sua pele, ou por sua origem, ou suareligião. Para odiar, as pessoas precisamaprender, e se elas aprendem a odiar, podemser ensinadas a amar, pois o amor chegamais naturalmente ao coração humano doque o seu oposto. A bondade humana é umachama que pode ser oculta, jamais extinta. Nélson Mandela
  3. 3. Introdução Todos os seres humanos fazem parte de umdeterminado grupo de pessoas, o qual tem umaorganização estruturada e que é, ao mesmo tempo,estruturante. Segundo Mathias (1995, p. 120), “apesardas rupturas e modificações encontradas em suaestrutura, a família continua a ser a principal rede desustentação para seus membros, propiciando a matrizbásica de identidade, pertencimento e significação”.
  4. 4. ObjetivoO objetivo deste trabalho é contribuir para aidentificação do processo de construção da violência nocontexto da familiar e refletir sobre o que contribui parasua manutenção?
  5. 5. Justificativa Considero que reconhecer e coibir a violência é umgrande desafio.Como psicóloga, penso, também, que é minha tarefalocalizar, elucidar, compreender e levar o esclarecimentoaos envolvidos e, quem sabe, ajudá-los a mudar o rumo desuas histórias.Considero importante perceber a grandiosidade e aimportância em estudar-se e discutir o tema violência,presente no núcleo familiar e na sociedade com muitasmanifestações.Embora muitos profissionais se mobilizem para enfrentá-la,o assunto continua sendo instigante
  6. 6. O que me fez pensar em violência?Falo da violência “invisível” para os envolvidos, dos atosde violência que podem ser entendidos como nãointencionais, fazendo parte do processo de Educação,presentes nas convenções e pressões sociais, nasameaças, nas situações em que são vividos ossentimentos de medo, culpa, impotência, fracasso evergonha. Durante o atendimento, uma descrição feita pela pacientechamou-me muita atenção:
  7. 7. B.(nossa paciente) – Eu precisava sair e ia levar V. ( a filhamais nova) comigo. Eu estava com pressa e V. começou ame enrolar, não terminava de se vestir.Ai ela disse que não queria ir comigo, preferia ficar com pai.Bati nela. Ela chorou muito, pediu desculpa e disse que iriacomigo. Eu disse que não queria mais que ela fosse. Assimela aprende.Ela perguntou que hora você volta e eu respondi não sei sevolto.
  8. 8. Frases repetidas com freqüência durante os atendimentos:- Eu falo pra eles tomarem cuidado pra não me deixar nervosa, eles sabem o que acontece... .- Eu fico com muita raiva.- Eu aviso: é bom eles não me fazerem perder o controle.- O pai estava dormindo na sala.- Ele não sabe cuidar nem dele mesmo...
  9. 9. Bases TeóricasMARIA CRISTINA RAVAZZOLAEn un grupo social doméstico que manifesta uma relacióncotidiana y significativa, supostamente, de amor yprotección existe “violência familiar” cuando uma persona,fisicamente más débil que outra, és víctima de abusosfísicos o psíquico por parte de outra. A los actos mismos sesuman las condiciones en que se producen, que son de talnaturaleza que se resulta difícil implementar recursos decontrol social capaces de regular e impedir esas prácticas,las que, por lo tanto, tiende a repetirse.Histórias infames: los maltratos em las relaciones – ed. Paidós 2005
  10. 10. SUZANA LEVY (1)•  violência física implica em violência contra o corpo como: Abater, machucar e dependendo da intensidade pode causara morte.•  Apesar da violência sexual ser considerada um abusofísico, a intenção do agressor em relação à vítima écaracterizada como sexual. Maus tratos, privação ounegligência são caracterizados por falta de condições para asobrevivência, falta de cuidados físicos e emocionaispodendo chegar até a morte.•  violência psíquica é definida na literatura como ameaça, Aagressões verbais, desqualificação do outro e indiretamentepode causar a morte. (1)Cansados de Guerra. Um Estudo Clínico sobre a Co-Autoria na Violência Familiar Mestrado- Psicologia Clínica- PUC. SP, 2005.
  11. 11. MARY SUSAN MILLER O que é abuso não físico. “Eu não faço nada direito” “Se ao menos eu pudesse visitar os meus pais” “Nunca tenho nenhum centavo” Como ocorre a violência não física “ Sempre foi assim” “Eu nem sabia o que era” Reações a violência não física “Apenas outra briga doméstica” “Voltem para casa e comportem-se”Feridas Invisíveis – ed. Summus 1999
  12. 12. CLOÉ MADANESO dilema humanos“Todos os problemas trazidos na terapia podem serpensados como originários do dilema entre o amor e aviolência.•  ma dimensão envolve pessoas lutando para controlar e Uter o poder sobre sua vida e sobre a vida dos outros.•  segunda dimensão envolve as dificuldades resultantes Ado desejo de ser amado.•  terceira dimensão envolve o desejo de amar e protege o Aoutro.•  quarta dimensão envolve o assunto entre os membros Ada família sobre se arrepender e esquecer.”Sexo amor e violência – Ed. Psy – 1997
  13. 13. CONSIDERAÇÕES FINAIS•  ntendo que B. trouxe, para sua vida, a mesma estrutura autoritária de Esua mãe, em cujas mãos detinha as responsabilidades coletivas eindividuais e, com isso, vinha o poder de decidir e direcionar a vida domarido e dos filhos o que a levou a abusar do poder hierárquico com ascrianças e usar de diferentes tipos de violência com todos da família. • Ambas precisam ter o controle total sobre os filhos, impedindo que façam escolhas próprias. Acreditam que se eles seguirem suas regras estarão livres de erros e/ou perigos. Insensíveis aos sentimentos e/ou desejos dos filhos, elas apresentam súbitos acessos de raiva, ameaças de abandono, punições severas demais para pequenos incidentes.•  u vejo alguns destes comportamentos como práticas violentas, Eenquanto que para elas “tudo” faz parte da forma e da responsabilidadede educar. “Como se os fins justificassem os meios”, parece-me que elasestão repetindo um padrão de comportamento, que acreditam ser umbom modelo educacional.
  14. 14. Reunindo os membros da famíliaUm bom começo é ajudá-los refletir sobre qual é osentimento que predomina nesta família e o que cada umestá fazendo em nome do amor.Acredito que, juntos, possam construir diferentes formas deamar.Reconheço que eles têm que ter tempo e desejo de enfrentaros desafios necessários.A mudança pode começar pelo diálogo e pelo acolhimento dodesejo de como cada um dos membros desta família gostariade ser amado, o que cada um espera do outro e o que ooutro pode oferecer, abrindo um espaço para o novo.
  15. 15. Ao pensar sobre a possibilidade docasamento cada um deveria fazer a seguinte pergunta:Você crê que seria capaz de conversar com prazer comesta pessoa até a sua velhice? Tudo mais no casamento é transitório, masas relações que desafiam o tempo são aquelasconstruídas sobre a arte de conversar. Nietzsche

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