Nosso lar - parte12

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Nosso lar - parte12

  1. 1. Nosso Lar - André Luiz
  2. 2. A volta da mãe de André – Em setembro de 1940, sua mãe– que vez por outra o visitava – comunicou-lhe o propósitode voltar à Terra. André protestou.Não entendia por que sua mãe voltaria à carne agora, semnecessidade imediata.Ela lhe explicou então que Laerte, seu ex-esposo, transformara-se num cético de coração envenenadoe que todos os esforços que ela fez para reerguê-lo haviamsido improfícuos.(Nosso Lar, Cap. 46, pp. 254 a 258)
  3. 3. Ora, Laerte nãopoderia persistirem semelhanteposição, sob penade mergulhar emabismos maisprofundos.E ela não podiaficar a distância.Depois de estudardetidamente oassunto, concluiuque, se ela nãopodia trazer oinferior para osuperior, poderiafazer o contrário:Laerte seria denovo seu marido, eas entidades que oobsidiavam seriamsuas filhas.(Nosso Lar, Cap. 46, pp. 254 a 258)
  4. 4. Ele, por sinal, já havia sido encaminhado àreencarnação na semana anterior. Revelando odesejo de fugir das mulheres que ainda osubjugavam, essa disposição foi aproveitadapara jungi-lo à nova situação.(Nosso Lar, Cap. 46, pp. 254 a 258)
  5. 5. Se não fosse aProteção Divina porintermédio deguardasespirituais, talvez asinfelizes irmãs lhesubtraíssem aoportunidade danova encarnação.André estranhou ofato e perguntou sesomos simplesjoguetes em mãosinimigas.Sua mãerespondeu-lhe:"Essasinterrogações, meufilho, devem pairarem nossoscorações e emnossos lábios, antesde contrairmosqualquer débito, eantes detransformarmosirmãos emadversários para ocaminho. Não(Nosso Lar, Cap. 46, pp. 254 a 258)
  6. 6. A volta de Laura –A mãe de Lísiastambém sepreparava pararetornar à Terra.Uma homenagemafetuosa lhe foifeita na noite emque oDepartamento deContas lheentregou anotificação dotempo global deserviço na colônia.(Nosso Lar, Cap. 47, pp. 259 a 263)
  7. 7. Numerosas famíliasforam saudar acompanheiraprestes a regressar.A encarnação teriainício daí a doisdias.Haviam terminado asaplicações do Serviçode Preparação, doMinistério doEsclarecimento, masLaura estava triste eapreensiva.(Nosso Lar, Cap. 47, pp. 259 a 263)
  8. 8. O Ministro Genésio aestimulou a nãopensar em fracassos ea confiar naProvidência Divina enos amigos queficariam à retaguarda.Laura expressouseus receios peloesquecimentotemporário em quetodos se precipitamao reencarnar.(Nosso Lar, Cap. 47, pp. 259 a 263)
  9. 9. Ela entendia quena Terra nossaboa intenção écomo luzbruxuleante nummar imenso deforçasagressivas.Genésio pediu-lhe querepelisse talpensamento.Não se pode dartamanhaimportância àsinfluênciasinferiores.(Nosso Lar, Cap. 47, pp. 259 a 263)
  10. 10. Com as palavras do Ministro, Laura ficou mais confiante.Lísias acrescentou que ele e as irmãs não ficariaminativos em Nosso Lar.O otimismo voltou, assim, a reinar na casa e todoslembraram que a volta à Terra é uma benditaoportunidade de recapitular e aprender, para o bem.(Nosso Lar, Cap. 47, pp. 259 a 263)
  11. 11. Visita de Ricardo – Convidado porLaura, André compareceu à reunião emque a família receberia a visita deRicardo, pai de Lísias.Na sala de jantar, pouco mais de trintapessoas se faziam presentes quandoClarêncio deu início aos trabalhos.(Nosso Lar, Cap. 48, pp. 264 a 269).
  12. 12. A uma distância de quatro metros, maisou menos, havia um globo cristalino dedois metros de altura, envolvido na parteinferior em longa série de fios que seligavam a pequeno aparelho, idêntico aosnossos alto-falantes.Ricardo encontrava-se então na fase deinfância terrestre e viria falar aosfamiliares naquela noite.(Nosso Lar, Cap. 48, pp. 264 a 269).
  13. 13. O globocristalino, constituído dematerial isolante, tinha afunção de protegê-lo dasemoções emitidas pelosfamiliares.Em dado momento Lísiasfoi chamado ao telefonepor funcionários doMinistério daComunicação: chegara omomento culminante.(Nosso Lar, Cap. 48, pp. 264 a 269).
  14. 14. O relógio da parede marcava 0h40. Na Terra, os pais deRicardo dormiam...Clarêncio pediu a todos homogeneidade de pensamentose fusão de sentimentos; depois, orou.Lísias executou na cítara uma canção harmoniosa.Em seguida, a um sinal de Clarêncio, Judite, Iolanda eLísias, com o auxílio do piano, da harpa e da cítara, tendoao lado Teresa e Eloísa, cantaram uma melodiamaravilhosa, composta por eles mesmos.(Nosso Lar, Cap. 48, pp. 264 a 269).
  15. 15. Quando a música chegou ao fim, o globose cobriu, interiormente, de substâncialeitoso-acinzentada, apresentando, emseguida, a figura simpática de umhomem na idade madura.Era Ricardo. A emoção foi geral quandoo visitante, dirigindo-se a Laura e aosfilhos, pediu que repetissem a suavecanção filial, que ele ouviu banhado emlágrimas.(Nosso Lar, Cap. 48, pp. 264 a 269).
  16. 16. Depois, quando oesposo fazia suasaudação, Laurachoravadiscretamente eos filhos tinhamos olhosmarejados depranto.Ricardo informouque Laura iria tercom ele embreve, e que maistarde todos elestambém iriam. Aessa altura, ochoro era geral.(Nosso Lar, Cap. 48, pp. 264 a 269).
  17. 17. Quase àdespedida, Ricardodeixou bem claro quenão desejava dispor defacilidades na Terra.Finda acomunicação, suaimagem se desfez noglobo e Clarêncio, comuma oração, encerrou areunião.(Nosso Lar, Cap. 48, pp. 264 a 269).
  18. 18. A volta ao lar – No mesmo dia em que Laura partiupara reencarnar, André Luiz teve permissão paravisitar, pela primeira vez, sua casa terrestre.Laura denotava extrema preocupação.André estava embriagado de alegria. Clarêncioabraçou-o e disse que ele teria uma semana livre.(Nosso Lar, Cap. 49, pp. 270 a 272)
  19. 19. O coração de André batiadescompassado à medidaque se aproximava dogrande portão de entrada.Em frente àcasa, ostentava-se, garbosa, a palmeiraque ele e Zélia plantaramno primeiro aniversário decasamento.(Nosso Lar, Cap. 49, pp. 270 a 272)
  20. 20. A mudança dos móveise a ausência do retratode família, tudo ooprimia ansiosamente.Na sala de jantar, afilha mais nova jáestava em idadecasadoura.(Nosso Lar, Cap. 49, pp. 270 a 272)
  21. 21. Eleviu, então, Zéliasaindo de umquarto, acompanhado de ummédico.André gritou suaalegria, mas aspalavras nãoatingiam osouvidos doscircunstantes.(Nosso Lar, Cap. 49, pp. 270 a 272)
  22. 22. Abraçou-se àcompanheira,com ocarinho deuma saudadeimensa, masZélia pareciainsensívelàquele gestode amor.Percebeu, então, que elahavia casadooutra vez eque seuesposoatual, Dr.Ernesto, encontrava-segravementeenfermo."Um corisconão mefulminariacom tamanhaviolência", registrou AndréLuiz.(Nosso Lar, Cap. 49, pp. 270 a 272)
  23. 23. Difícil testemunho – André se assentoudecepcionado e acabrunhado, vendoZélia entrar no quarto e dele sair váriasvezes, acariciando o enfermo com aternura que lhe coubera noutrostempos, e, depois de algumas horas deamarga observação emeditação, voltou, cambaleante, à salade jantar, onde encontrou as filhasconversando.(Nosso Lar, Cap. 49, pp. 272 e 273)
  24. 24. A mais velha se casara etinha um filhinho ao colo.Ela viera ter notícias doDr. Ernesto, mas diziaque, naquele dia, tiverasingulares saudades deseu pai. Não chegou aterminar.(Nosso Lar, Cap. 49, pp. 272 e 273)
  25. 25. Lágrimas abundantes encheram seus olhos.Zélia a repreendeu bruscamente.A filha mais jovem também interveio: "Desde que a pobremana começou a se interessar pelo malditoEspiritismo, vive com essas tolices na cachola.Onde já se viu tal disparate? Essa história dos mortosvoltarem é o cúmulo dos absurdos".(Nosso Lar, Cap. 49, pp. 272 e 273)
  26. 26. Lágrimas amargas – André confortoua filha chorosa, murmurandopalavras de coragem e consolo, queela não registrou auditivamente, massubjetivamente, sob a feição depensamentos confortadores.(Nosso Lar, Cap. 49, pp. 273 e 274)
  27. 27. Ele compreendia agorapor que seus verdadeirosamigos haviamprocrastinado tanto o seuretorno ao lar terreno.As decepções eangústias ali sucediam-sede tropel.(Nosso Lar, Cap. 49, pp. 273 e 274)
  28. 28. Sua casapareceu-lheumpatrimônioque osladrões e osvermeshaviamtransformado.Nemhaveres, nemtítulos, nem afetos.Somenteuma filhapermanecia desentinelaao seuvelho esinceroamor.Nem oslongos anosdesofrimento,nosprimeirosdias dealém-túmulo, lhehaviamproporcionado lágrimastãoamargas.(Nosso Lar, Cap. 49, pp. 273 e 274)
  29. 29. O lembrete deClarêncio – No diaseguinte Andréestava ainda perplexocom aquela situação.De tarde, Clarênciofoi visitá-lo epercebeu oabatimento do pupilo.(Nosso Lar, Cap. 49, pp. 274 e 275)
  30. 30. "Compreendo suas mágoas e rejubilo-me pelaótima oportunidade deste testemunho", disse-lheo Ministro, que, abstendo-se de darconselhos, lembrou apenas que a recomendaçãode Jesus para que amemos a Deus e ao próximoopera sempre, quando seguida, verdadeirosmilagres de felicidade e compreensão, em nossoscaminhos.(Nosso Lar, Cap. 49, pp. 274 e 275)
  31. 31. Andrépassou arefletir commaisserenidade.Afinal decontas, porquecondenarZélia? Sefosse ele oviúvo naTerra, teriapor acasosuportado asolidão?Dominadopor novossentimentos,sentia que alinfa do amorcomeçava abrotar dasferidasbenéficasque arealidade lheabrira nocoração.(Nosso Lar, Cap. 49, pp. 274 e 275)
  32. 32. O amor vence o egoísmo – André lembrou-se dosconselhos de Laura e dos exemplos que sua mãe e tantosamigos em "Nosso Lar" lhe proporcionaram, comoVeneranda, Narcisa e Hilda.Procurou abstrair-se do que ouvia em seu lar, colocandoacima de tudo o amor divino, e foi à luta, para auxiliar orestabelecimento do Dr. Ernesto.(Nosso Lar, Cap. 50, pp. 276 a 280)
  33. 33. Zélia e o novo esposose amavamintensamente e elenão tinha o direito deinterferir, a não serpara auxiliar.Sentia-se porém semcondições deafastar, sozinho, osEspíritos infelizes quese mantinham emestreita ligação com oenfermo. Estava muitoabatido.(Nosso Lar, Cap. 50, pp. 276 a 280)
  34. 34. Pediu então a ajuda deNarcisa: concentrou-seem fervorosa oraçãoao Pai e, nas vibraçõesda prece, dirigiu-se aNarcisa, encarecendosocorro.Passados vinteminutos, mais oumenos, alguém o tocouno ombro.(Nosso Lar, Cap. 50, pp. 276 a 280)
  35. 35. Era Narcisa. Antes de tudo, elaaplicou passes de reconforto nodoente, isolando-o das formasescuras, que se afastaram como porencanto.Depois manipulou certa substânciacom as emanações do eucalipto eda mangueira e, durante toda anoite, aplicaram o remédio aoenfermo, através da respiraçãocomum e da absorção pelos poros.Ernesto melhorou sensivelmente.(Nosso Lar, Cap. 50, pp. 276 a 280)
  36. 36. O médico que oassistia disse:"Verificou-se estanoite extraordináriareação! Verdadeiromilagre da Natureza!"Zélia estava radiante.E André reconheceuque vigorosos laçosde inferioridade sehaviam rompidodentro de si, parasempre.(Nosso Lar, Cap. 50, pp. 276 a 280)
  37. 37. Cidadão de "Nosso Lar" – André voltou a "Nosso Lar"em companhia de Narcisa, experimentando pelaprimeira vez a capacidade de volitação, fato quepossibilitava ganhar grandes distâncias em poucosminutos.Narcisa esclareceu, então, que em "Nosso Lar" grandeparte dos companheiros poderia dispensar o aeróbus etransportar-se, à vontade, nas áreas de seu domíniovibratório, mas, visto a maioria não ter adquirido essafaculdade, eles se abstinham de exercê-la nas viaspúblicas da colônia.(Nosso Lar, Cap. 50, pp. 280 e 281)
  38. 38. Nos dias seguintes, ele passou a ir de "Nosso Lar" àsua casa na Crosta, e vice-versa, sem dificuldade devulto, intensificando o tratamento de Ernesto, cujasmelhoras se firmaram, francas e rápidas.Clarêncio o visitava diariamente, mostrando-sesatisfeito com o seu trabalho.A alegria tornara aos cônjuges, que André passou aestimar como irmãos.(Nosso Lar, Cap. 50, pp. 280 e 281)
  39. 39. Naqueles sete dias, ele aprendera preciosas liçõespráticas no culto vivo da compreensão e da fraternidade.Uma surpresa, porém, o aguardava.Quando retornou a "Nosso Lar", findos os sete dias dalicença, mais de duzentos companheiros vieram ao seuencontro e todos o saudaram, generosos e acolhedores.Lísias, Lascínia, Narcisa, Silveira, Tobias, Salústio enumerosos companheiros das Câmaras ali estavam.(Nosso Lar, Cap. 50, pp. 280 e 281)
  40. 40. Foi então queClarêncio, surgido à frentede todos, estendeu-lhe adestra e informou: "Atéhoje, André, você era meupupilo na cidade;mas, doravante, em nomeda Governadoria, declaro-ocidadão de `Nosso Lar’".André Luiz atirou-se aosbraços paternais dovenerável amigoe, chorando de gratidão ealegria, abraçou-ocalorosamente.(Nosso Lar, Cap. 50, pp. 280 e 281)
  41. 41. Só é verdadeiramente livre quem aprende aobedecer. (Lísias, cap. 45, pág. 249)
  42. 42. Os Espíritos que amam, verdadeiramente, não selimitam a estender as mãos de longe. De que nosvaleria toda a riqueza material, se nãopudéssemos estendê-la aos entes amados? (Mãede André Luiz, cap. 46, pág. 255)
  43. 43. Há reencarnações que funcionam como drásticos.Ainda que o doente não se sinta corajoso, existemamigos que o ajudam a sorver o remédiosanto, embora muito amargo. Relativamente àliberdade irrestrita, a alma pode invocar essedireito somente quando compreenda o dever e opratique. Quanto ao mais, é indispensávelreconhecer que o devedor é escravo docompromisso assumido. Deus criou o livre-arbítrio, nós criamos a fatalidade. (Mãe de AndréLuiz, cap. 46, pág. 256)
  44. 44. Ninguém ajuda eficientemente, intensificando asforças contrárias, como não se pode apagar naTerra um incêndio com petróleo. É indispensávelamar, André. Os que descrêem perdem o rumoverdadeiro, peregrinando pelo deserto; os queerram se desviam da estrada real, mergulhandono pântano. (Mãe de André Luiz, cap. 46, pág.257)
  45. 45. Precisamos confiar na Proteção Divina e em nósmesmos. O manancial da Providência éinesgotável. (...) O grande perigo, ainda esempre, é a demora nas tentações complexas doegoísmo. (Genésio, cap. 47, pp. 260 e 261)
  46. 46. Toda luz que acendermos, de fato, na Terra, láficará para sempre, porque a ventania das paixõeshumanas jamais apagará uma só das luzes deDeus. (Genésio, cap. 47, pág. 262)
  47. 47. Dentro do nosso mundo individual, cada idéia écomo se fora uma entidade à parte... É necessáriopensar nisso. Nutrindo os elementos dobem, progredirão eles para nossafelicidade, constituirão nossos exércitos dedefesa; todavia, alimentar quaisquer elementos domal é construir base segura para os nossosinimigos verdugos. (Genésio, cap. 47, pág. 262)
  48. 48. Nem todos os encarnados se agrilhoam ao soloda Terra. Como os pombos-correio que vivem, porvezes, longo tempo de serviço, entre duasregiões, Espíritos há que vivem por lá entre doismundos. (Nicolas, cap. 48, pág. 265)
  49. 49. Nossa emotividade emite forças suscetíveis deperturbar. Aquela pequena câmara cristalina éconstituída de material isolante. Nossas energiasmentais não poderão atravessá-la. (Nicolas, cap.48, pág. 265)
  50. 50. Ricardo, pai de Lísias, exclamou, quase àdespedida: "Ah! filhos meus, alguma coisa tenho apedir-lhes do fundo de minhalma! roguem aoSenhor para que eu nunca disponha defacilidades na Terra, a fim de que a luz da gratidãoe do entendimento permaneça viva em meuespírito!..." (André Luiz, cap. 48, pág. 269)
  51. 51. A recomendação de Jesus para que amemos aDeus sobre todas as coisas e ao próximo como anós mesmos, opera sempre, quandoseguida, verdadeiros milagres de felicidade ecompreensão, em nossos caminhos.(Clarêncio, cap. 49, pág. 274)
  52. 52. Era preciso lutar contra o egoísmo feroz. Jesusconduzira-me a outras fontes. Não podia procedercomo homem da Terra. Minha família nãoera, apenas, uma esposa e três filhos na Terra.(...) Dominado de novos pensamentos, senti que alinfa do verdadeiro amor começava a brotar dasferidas benéficas que a realidade me abrira nocoração. (André Luiz, cap. 49, pág. 275)
  53. 53. Toda criatura, no testemunho, deve procedercomo a abelha, acercando-se das flores davida, que são as almas nobres, no campo daslembranças, extraindo de cada uma a substânciados bons exemplos, para adquirir o mel dasabedoria. (Laura, cap. 50, pág. 276)
  54. 54. Nada existe de inútil na Casa de Nosso Pai. Emtoda parte, se há quem necessite aprender, háquem ensine; e onde aparece a dificuldade, surgea Providência. O único desventurado, na obradivina, é o Espírito imprevidente, que se condenouàs trevas da maldade. (Narcisa, cap. 50, pág. 279)
  55. 55. • 1. Não se sabe no meio espírita quem foiefetivamente André Luiz em sua última existênciacorpórea, exceto que foi médico e quedesencarnou relativamente cedo, deixandoesposa – Zélia – e três filhos: um rapaz e duasjovens. André Luiz é um mero pseudônimo.
  56. 56. • 2. Tudo leva a crer que é infundada ainformação, corrente entre os espíritas, de que eleteria sido Osvaldo Cruz, médico e sanitaristabrasileiro nascido em São Luís do Paraitinga (SP)em 1872 e falecido em Petrópolis (RJ) em1917, aos 45 anos de idade.• 3. Osvaldo Cruz, como se sabe, foi um ilustremédico que se notabilizou por sua dedicação àsaúde pública, não havendo registros de quetenha também clinicado, salvo a partir de1909, quando deixou a direção da Saúde
  57. 57. • 4. Duas circunstâncias devem ter contribuídopara a crença de serem ambos uma únicapessoa. A primeira: Osvaldo Cruz foi um autor desucesso, qualidade inegável revelada peloEspírito que escreveu "Nosso Lar". A segunda:Existe uma incrível semelhança entre a fotografiade Osvaldo Cruz constante da enciclopédia DeltaLarousse e o retrato de André Luiz feito por ummédium e divulgado numa das ediçõesdo Anuário Espírita de Araras (SP).
  58. 58. • 5. Chico Xavier diz que desde fins de 1941passou a ver ao lado de Emmanuel um"cavalheiro espiritual" que depois se reveloucomo André Luiz. Após algum tempo ele sefamiliarizou com o novo amigo, que participavade suas preces e lhe contava históriasinteressantes, muitas delas relacionadas com oSegundo Império. Não se deve esquecer queOsvaldo Cruz contava 17 anos quando foiproclamada a República. Um jovem dessa idadenão deve ter muito o que relatar com referência à
  59. 59. • 6. O mesmo pode ser dito com relação àinformação veiculada numa obra de Carlos A.Baccelli de que André Luiz teria sido, em sua últimaencarnação, o cientista Carlos Chagas, assuntotratado no artigo "André Luiz: Cruz ouChagas?", de Jáder Sampaio, que integra estamesma edição.
  60. 60. • 7. Naquela oportunidade, Emmanuel explicou aomédium que André estava treinando para sedesincumbir de uma tarefa importante, que teriainício com o livro "Nosso Lar" em 1943, ano em quese concluiu a psicografia da obra. Oprefácio, assinado por Emmanuel, é de 3 deoutubro de 1943, embora a primeira edição tenhacirculado somente em 1944.
  61. 61. • 8. André Luiz – esclarece Chico Xavier – nãoagiu sozinho na produção de seus livros.Certamente – informa o médium –, elerepresentava, ao escrevê-los, um círculo vastode entidades superiores, porquanto por mais deuma vez Emmanuel e Bezerra de Menezes foramvistos por Chico associados ao autor de "NossoLar", fiscalizando e amparando o trabalho emcurso.
  62. 62. • 9. Segundo palavras de André, ele não fora naúltima existência vinculado a qualquerdenominação religiosa e seu objetivo na vida eraa obtenção de uma situação estável e detranquilidade econômica, fato que, aliás, é típicoda sociedade materialista em que vivemos. Semo necessário autodomínio no trato com aspessoas e excedendo-se nas bebidas e naalimentação, foi isso que, acrescido de suasleviandades na área do comportamento sexual, o
  63. 63. • 10. Na vida espiritual descobriu que a mãehabitava esferas mais altas, enquanto opai, Laerte, se encontrava no Umbral, ondetambém estavam as irmãs Priscila e Clara, talcomo se dera com ele próprio. ApenasLuísa, desencarnada quando André erapequeno, e sua mãe reuniam condições deauxiliar os familiares.
  64. 64. • 11. O livro "Nosso Lar" surpreendeu o mundo espíritano Brasil e muitos combateram o médium com certorigor, opondo-se às ideias contidas na obra, queconsideravam absurdas. Depois de "NossoLar", publicado em 1944, surgiram mais de vinte obrasassinadas por André Luiz, das quais as principais, aquilistadas segundo a ordem de publicação, são: "OsMensageiros", "Missionários da Luz", "Obreiros da VidaEterna", "No Mundo Maior", "AgendaCristã", "Libertação", "Entre a Terra e o Céu", "NosDomínios da Mediunidade", "Ação eReação", "Evolução em Dois Mundos", "Mecanismos da
  65. 65. • 12. Nada melhor que o tempo para derrubar asfalsidades e confirmar as verdades perenes. Pesquisarealizada pelas Organizações Candeia sobre osmelhores livros espíritas publicados no século XXapontou "Nosso Lar" como o primeiro numa lista dedez. Os pesquisadores ouviram escritores, dirigentes eestudiosos espíritas brasileiros, incluindo ospresidentes das Federativas que integram o ConselhoFederativo Nacional. O médium Chico Xavier aparecesete vezes na lista e André Luiz, três vezes, ao lado deautores consagrados como Léon Denis, JoséHerculano Pires, Emmanuel e Camilo Castelo Branco.
  66. 66. Estudando a série André LuizAno 1 - N° 12 - 4 de Julho de 2007MARCELO BORELA DE OLIVEIRAmbo_imortal@yahoo.com.brLondrina, Paraná (Brasil)Grupo Espírita Allan Kardecwww.ludoespiritismo.com

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