A Pregacao de Jesus

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  • Garça! Sempre acompanho seu trabalho divulgando a Doutrina Espírita. E para referendar suas considerações resta-nos somente lembrar afirmações como de
    Allan Kardec - Junho de 1863.

    A Doutrina Espírita é a grande niveladora que avança para aplainar todas as heresias; é conduzido pela simpatia, e é seguido pela concórdia, pelo amor, pela fraternidade; ele avança sem abalos, sem revolução, não vem destruir nada, nada transtornar na organização social, vem tudo renovar.

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A Pregacao de Jesus

  1. 1. EVANGELHO À LUZ DO ESPIRITISMO
  2. 2. Jesus veio ao mundo para trazer àhumanidade a divina mensagem daverdade e do amor. Foi o "verbo" que"se fez carne e habitou entre nós", nodizer de João (1 v. 14).
  3. 3. Ele afirmava, com frequência, essa sua condição de serapenas um porta- voz ou mensageiro:-o meu ensino (doutrina, palavra) não é meu mas sim deDeus, que me enviou (Jo. 7 vs. 16);-falo do que vi junto de meu Pai (Jo. 8 v. 38) ou dele ouvi(Jo. 15 v. 15);-a semente é a palavra de Deus (Jo. 8 vs. 9/15) que lanço,como semeador, a todos quantos ouvem, dependendo afrutificação da ideia do tipo de "solo" em que ela cair.
  4. 4. Os próprios judeus testemunhavam que Jesus não podia teraprendido com ninguém na Terra a doutrina que expunha,quando indagavam: (Jo. 7 v.15).
  5. 5. Jesus coloca a mensagem que traz como condiçãoindispensável para o progresso espiritual humano: (Jo. 14 v. 6).
  6. 6. E convida a que todos a entendam e aceitem, nelaperseverando (agindo de acordo), para então alcançarem a“salvação", “a vida eterna" (libertação da inércia e do erropara conquistar maior vida espiritual): (Jo. 8 v. 32).
  7. 7. O núcleo central de toda a sua pregação era:-o amor a Deus sobre todas as coisas, adorando-o "emespírito e em verdade";- o amor ao próximo como a si mesmo, fazendo às criaturas"tudo quanto quereis que elas vos façam";
  8. 8. - "que adianta ao homem ganhar omundo todo e perder a sua alma?";
  9. 9. - ("a cada um segundo as suas obras") emharmonia com a divina misericórdia (Deus não quer acondenação do pecador mas a sua reabilitação);
  10. 10. - para qualquer realização espiritual(sem verdadeira convicção e desejo do bem não podemosagir com êxito).
  11. 11. Explicando e aplicando essas verdades fundamentais,ensinava: - a criatura está em comunicação pessoal e direta com oplano espiritual (superior ou inferior)."Deus, que vê em segredo, te recompensará" (Mt. 6:6)."Tudo que ligardes na terra terá sido ligado no céu, e tudoo que desligardes na terra terá sido desligado no céu" (Mt.18:18);
  12. 12. - ("cairem tentação") e orar sempre (com sinceridade e propósitoselevados) a fim de receber de Deus a ajuda necessária.
  13. 13. - as qualidades que Deus nos concedeu são para seremcolocadas em ação no benefício geral ("sal da Terra e luz domundo");- mansuetude e humildade suavizam as nossas dores e lutas("jugo suave e fardo leve");
  14. 14. - devemos perdoar sempre para também sermos perdoadospor Deus, buscando sempre a reconciliação com osadversários; - quanto mais generosos formos para com os outros, maisreceberemos da bondade divina (dar "medida boa,recalcada, sacudida, transbordante");- compensações e recompensas aguardam no Além quemcumpre as leis divinas.
  15. 15. Embora soubesse escrever (vide Jo. 8 vs. 6) Jesus nadadeixou escrito. Transmitiu toda a sua doutrina oralmente,como, aliás, o fizeram todos os grandes mestres do passado.Felizmente, ficaram os registros evangélicos, através dosquais podemos conhecer e estudar a doutrina que Jesuspregava.
  16. 16. Mas, na interpretação das passagens, é preciso lembrar queos Evangelhos foram escritos depois da morte de Jesus (Lc.1 vs. 1/4) e, às vezes, como alerta Kardec ("O EvangelhoSegundo o Espiritismo", cap.XXIII, item 3):- o fundo do seu pensamento pode não ter sido bemexpressado;
  17. 17. - o sentido primitivo pode ter sofrido alguma alteração, nopassar de uma língua para outra (há termos que, conformea língua, o povo e a época, têm um significado peculiar emaior ou menor força);- o erro de tradução acaso cometido uma vez pode ter sidorepetido pelos copiadores.
  18. 18. Jesus viajou por toda a Palestina a fim de divulgar oEvangelho (a boa nova do reino dos céus), porque nãohavia os atuais meios de comunicação (jornais, rádio,televisão) e se tornava necessário ir aonde o povo estava efalar-lhe diretamente.
  19. 19. Jesus aproveitava todas as oportunidades junto ao povopara ensinar e orientar espiritualmente, pregando tanto noslares como nas ruas, nas sinagogas como no Templo deJerusalém, nas estradas, junto ao mar ou nos montes.
  20. 20. Ministrava ensinos, aproveitava apartes, formulava ourespondia perguntas, mantinha diálogos, proferiasermões, contava parábolas.Ensinava “com quem tinha autoridade e não como osescribas" (Mt. 7 vs. 28/29), que se atinham ao que estavanas escrituras.
  21. 21. Às vezes, era escutado por grandes assembleias (como a dosermão do monte), outras vezes por uns poucos (discípulos,apóstolos ou os que o convidassem para alguma refeição,por exemplo) e até mesmo por uma só pessoa (que oprocurasse especialmente ou com quem se encontrasse).
  22. 22. Se necessário, produzia fenômenos que evidenciavam suasfaculdades espirituais e sua autoridade moral.Os fenômenos sem dúvida atraíam o povo mas era apalavra de Jesus, a sua pregação, que edificavaespiritualmente aqueles que o ouviam com interesse,sinceridade e boa vontade.
  23. 23. A maior pregação que Jesus fez, porém, foi a do seuexemplo, na vivência de cada momento de sua vida entrenós, neste mundo terreno, como "o tipo mais perfeito queDeus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia emodelo" ("O Livro dos Espíritos", perg. 625).
  24. 24. Jesus espera que os seus seguidores também divulguemsua doutrina ("ide por todo o mundo e pregai o evangelhoa toda criatura", Mc. 16v. 15), como ele o fez: ensinando eproduzindo fenômenos, quando possível e necessário, mas,principalmente, pelo exemplo de uma vida cristã, dia adia, em todo o instante, em qualquer lugar, com quemquer que seja.
  25. 25. Denominamos assim as informações e instruções espirituaisque Jesus ministrava aos que ouviam, espontaneamente oua propósito de alguma ocorrência. Escolhemos alguns, paraexemplo:
  26. 26. “E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinandonas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curandotoda sorte de doenças e enfermidades”.Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porqueestavam aflitas e errantes como ovelhas que não têmpastor". (Não é essa, ainda hoje a situação do povo?).
  27. 27. "Então disse a seus discípulos”:“A seara na verdade é grande, mas poucos ostrabalhadores”.Rogai, pois, ao Senhor da seara, que mande trabalhadorespara a sua seara".Depois, chamou doze dos discípulos e os fez apóstolos.Aprendemos assim a orar, mas também a agir no quepudermos.
  28. 28. Sentado à frente da caixa de ofertas do Templo, Jesusobservava como o povo ia depositando ali as suas moedas.Quando pobre viúva depositou duas pequenas moedas deínfimo valor, Jesus chamou a atenção dos discípulos:-"Essa viúva deu mais do que todos. Porque todosdepositaram do que lhes sobrava, enquanto ela, em suapobreza, deu tudo o que tinha, todo o seu sustento".
  29. 29. Aprendemos com Jesus que o valor da oferenda está navontade sincera de cooperar, e que esse valor é tanto maiorquanto maior for a renúncia para poder doar.
  30. 30. Trouxeram-lhe então algumas crianças, para que lhesimpusesse as mãos, e orasse; mas os discípulos osrepreendiam. (Mt. 19 v. 13).
  31. 31. Jesus porém chamando-as para junto de si, ordenou:— "Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis,porque dos tais é o reino dos céus". (Lc. 18 v. 16.)"Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deuscomo uma criança, de maneira nenhuma entrará nele”."Então, tomando-as nos braços, e impondo-lhes as mãos,as abençoava." (Mc. 10 vs. 15/16.)
  32. 32. Jesus ensinava que precisamos ser dóceis e de mentereceptiva, sem malícia como uma criança, parapodermos adquirir espiritualidade, penetrar emplano superior do espírito, onde o bem reina e hápaz e amor.
  33. 33. Estudos Espíritas do EvangelhoColeção: Estudos e cursos - Therezinha Oliveira – Capítulo 17. Grupo Espírita Allan Kardec www.luzdoespiritismo.com
  34. 34. Grupo Espírita Allan Kardec www.luzdoespiritismo.com

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