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U N I V E R S I D A D E F E D E R A L D A B A H I A
M A T 0 1 3 - M a t e m á t ic a I
I N S T I T U T O D E M A T E M Á T I C A
D E P A R T A M E N T O D E M A T E M Á T I C A
P r o f . : L e o p o l d i n a C a c h o e i r a M e n e z e s
Máximos e Mínimos
1. Introdução
No contexto do estudo de derivadas, resolvemos problemas de funções quadráticas onde se pretendia
encontrar o valor ótimo que estas assumiam, ou seja, o seu valor máximo.
O ponto máximo, onde o coeficiente angular é zero, geralmente era único, o que nos permitia igualar a
derivada da função a zero e, em seguida, resolve-las em x.
Um exemplo é a função lucro, representada por ,120006800400)( 2
−+−= xxxL a qual você deve
esboçar o gráfico e constatar as informações acima.
Entretanto nem sempre é tão simples assim, pois, de maneira geral, nem todo ponto da função no qual a
derivada é nula é o pico do gráfico.
y = x³ y = x²
fig. 1 fig. 2
Temos duas funções cujas derivadas em x = 0 são nulas. Ambas possuem tangentes horizontais em (0;0),
mas a função y = x² alcança seu valor mínimo em (0;0), enquanto que a função y = x³ não possui máximo
nem mínimo neste ponto.
A situação torna-se mais complicada com a existência de funções que possuem máximos e mínimos em
pontos nos quais as derivadas nem sequer são definidas, como ilustramos nas figuras 3 e 4.



<+
>−
=
01
01
xsex
xsex
y 3
2
xy =
fig. 3 fig. 4
Vemos então uma forma sistematizada de locação e identificação de máximos e mínimos de funções
diferenciáveis. Neste processo você também aprenderá como usar derivadas que o ajudarão a construir
gráficos de funções.
2. Máximos e Mínimos Relativos
Um máximo relativo de uma função é um “pico”, o ponto máximo do gráfico em relação a qualquer outro
ponto vizinho a ele no gráfico.
Um mínimo relativo é um “fundo de vale”, o ponto mínimo do gráfico em relação a qualquer outro ponto
vizinho. A função representada na figura 5 possui um máximo relativo em x = b, e mínimos relativos em
x = a e x = c. Note que o máximo relativo não precisa ser o ponto mais alto do gráfico, é máximo somente
em relação aos pontos vizinhos. Da mesma forma, o mínimo relativo não é o ponto “mais baixo” do gráfico.
a b c
fig. 5
Conhecendo-se os intervalos nos quais a função é crescente ou decrescente, pode-se facilmente identificar
os máximos e mínimos relativos da função. O máximo relativo ocorre quando a função deixa de ser
crescente e passa a ser decrescente. O mínimo relativo ocorre quando a função deixa de ser decrescente e
passa a ser crescente.
3. Sinal da Derivada
Pode-se reconhecer quando uma função é crescente ou decrescente através do sinal da sua derivada,
porque a derivada é o coeficiente angular da reta tangente. Quando a derivada é positiva, o coeficiente
angular da tangente é positivo e a função é crescente. Caso contrário, quando a derivada é negativa, o
coeficiente angular é negativo e a função é decrescente. A figura 6 ilustra essa situação.
Y = f(x)
Y = f(x)
● ●
fig. 6-a fig. 6-b
a b a b
Conclusão:
Se f (x) > 0, quando a < x < b, então f é crescente para a < x < b
Se f (x) < 0, quando a < x < b, então f é decrescente para a < x < b
4. Pontos Críticos
Sendo 0x um ponto pertencente ao domínio de uma função f (x), diz-se que 0x é abscissa de um ponto
crítico se:
A função é crescente quando sua derivada é positiva e decrescente quando sua derivada é negativa, os
únicos pontos nos quais a função pode assumir máximos ou mínimos relativos são aquelas nos quais as
derivadas são nulas ou indefinidas.
O ponto crítico da função é aquele no qual a derivada é nula ou indefinida. Todo extremo relativo é um
ponto crítico, mas nem todo ponto crítico é um extremo relativo.
1) f ( 0x ) = 0
2) f ( 0x ) não está definida
Observe que:
1) Se o sinal da derivada for positivo à esquerda do ponto crítico e negativo à direita dela, o ponto é
um máximo relativo. (fig. 7a).
2) Se o sinal da derivada for negativo à esquerda do ponto crítico e positivo à direita dela, o ponto é
um máximo relativo. (fig. 7b).
3) Se o sinal da derivada for o mesmo em ambos os lados do ponto crítico, o ponto não é máximo nem
mínimo relativo. (fig. 7c).
●
●
0x 0x 0x
fig. 7a
fig. 7b fig. 7c
5. Teorema de FERMAT (Condições necessárias para a existência de extremo relativo):
Seja f definida em (a;b) e ( ).;0 bax ∈ Se f assume um extremo relativo em x e f (x) existe,
então f ( 0x ) = 0.
6. Seja f uma função contínua em [a;b] e derivável em ]a;b[ :
a) f é crescente em [ ] ( ) 0; ≥⇔ xfba
b) f é decrescente em [ ] ( ) 0; ≤⇔ xfba
Teste da Derivada Primeira para Extremos Relativos:
Seja f contínua em [a;b] e ] [.;0 bax ∈ Suponhamos que f seja derivável em ]a;b[ exceto possivelmente
em 0x .
a) se f (x) > 0 para x < 0x e f (x) < 0 para x > 0x então 0x é o ponto máximo relativo.
b) se f (x) < 0 para x < 0x e f (x) > 0 para x > 0x então 0x é o ponto mínimo relativo.
Teste da Derivada Segunda para Extremos Relativos:
Seja f derivável em ]a;b[. Se ] [bax ;0 ∈ é tal que f (x) existe e é contínua em V(x) então:
a) se f ” ( )0x < 0, 0x é o ponto máximo relativo.
b) se f ” ( )0x > 0, 0x é o ponto mínimo relativo.
Máximos e Mínimos Absolutos:
Na Maioria dos problemas práticos de otimização, o objetivo é calcular o máximo absoluto ou mínimo
absoluto de uma certa função num intervalo e não o máximo ou mínimo relativo. O máximo absoluto de uma
função no intervalo é o maior valor da função neste intervalo. O mínimo absoluto é o menor valor.
Freqüentemente, os extremos absolutos coincidem com os relativos. No intervalo bxa ≤≤ , o máximo
absoluto e o máximo relativo coincidem, porém o mínimo absoluto ocorre na extremidade de x = a, que não
é um mínimo relativo.
Fig. 8
a b
Extremos Absolutos em Intervalos Fechados:
Uma função contínua num intervalo fechado alcança um máximo absoluto e um mínimo absoluto no
intervalo.
O extremo absoluto pode coincidir com o extremo relativo ou ocorrer no extremo x = a ou x = b. A figura 9
ilustra estas possibilidades.
● ● ● ● ●
● ● ● ● ●
Máximo absoluto coincide
com máximo relativo
Máximo absoluto ocorre
numa extremidade
Máximo absoluto coincide com
mínimo relativo
Mínimo absoluto ocorre
numa extremidade
fig. 9
Usando estas observações, podemos descrever uma técnica simples de localização e identificação dos
extremos absolutos de funções contínuas em intervalos fechados.
Como Calcular Extremos Absolutos de uma Função Contínua f num Intervalo Fechado [a;b].
1o
Passo: Calcule as coordenadas x de todos os pontos críticos de f no intervalo bxa ≤≤ .
2o
Passo: Calcule f (x) nestes pontos críticos e nas extremidades x = a e x = b.
3o
Passo: Selecione os maiores e menores valores de f (x) conseguidos no 2o
Passo. Você obterá, então,
respectivamente, o máximo absoluto e mínimo absoluto.
Extremos Absolutos em Intervalos não Fechados
Quando o intervalo no qual desejamos maximizar ou minimizar a função não é da forma [a;b], precisamos
modificar a técnica, porque, não é garantida a existência de extremos absolutos da função no intervalo em
questão. Por outro lado, se um extremo absoluto existe e a função é contínua, o extremo absoluto coincidirá
com o extremo relativo ou com uma extremidade contida no intervalo. A figura 10 ilustra algumas dessas
possibilidades.
fig. 10
●
Não possui máximo absoluto em x > 0 Não possui mínimo absoluto em x ≥ 0
Para calcular os extremos absolutos de uma função contínua num intervalo que não seja fechado,
calculamos o valor da função nos pontos críticos e nas extremidades contidas no intervalo, pois a função
possui extremos relativos neste intervalo.
7. Teorema do Valor Extremo
Se f é contínua em [a;b], então possui um valor máximo absoluto e um valor mínimo absoluto.
Concavidade
Diz-se que uma curva tem concavidade para baixo quando sua tangente se move no sentido dos ponteiros
do relógio, ao percorre a curva da esquerda para a direita.
Diz-se que uma curva tem concavidade para cima quando sua tangente se move no sentido contrário ao
dos ponteiros do relógio, ao percorre a curva da esquerda para a direita.
Concavidade e Coeficiente Angular da Tangente
Quando a curva tem concavidade para cima (como na fig. 6-a), o coeficiente angular de sua tangente
cresce quando x aumenta de valor. Quando a curva tem concavidade para baixo (como na fig. 6-b), o
coeficiente angular da sua tangente decresce quando x aumenta de valor.
Sinal da Derivada Segunda
A relação entre concavidade e coeficiente angular da tangente determina uma caracterização simples de
concavidade em termos de sinal da derivada Segunda. Suponha que a derivada Segunda f “ seja positiva
num intervalo. Logo, a derivada Primeira f ‘ é crescente no intervalo. Mas f ‘ é o coeficiente angular da
tangente, portanto, é crescente e a curva do gráfico de f tem concavidade para cima no intervalo. Por outro
lado, se f “ é negativo no intervalo, então f ‘ é decrescente e a curva do gráfico de f tem concavidade para
baixo no intervalo.
Significado geométrico do sinal da derivada Segunda:
a) se f “ (x) > 0 quando a < x < b, então, f tem concavidade para cima em a < x < b.
b) se f “ (x) < 0 quando a < x < b, então, f tem concavidade para baixo em a < x < b.
Pontos de Inflexão
O ponto no qual ocorre a variação de concavidade da função denomina-se ponto de inflexão. Se a derivada
Segunda é definida no ponto de inflexão, seu valor tem que ser zero. Os pontos de inflexão podem ocorrer
onde a derivada Segunda é indefinida.
Os pontos nos quais a derivada Segunda da função é nula ou indefinida denominam-se pontos críticos de
Segunda ordem.
Construção de Gráficos
Devemos seguir os seguintes passos, para obter o gráfico da função f (x):
a) Explicite o domínio;
b) Calcule a derivada Primeira e, em seguida, as coordenadas x dos pontos críticos de primeira
ordem, igualando f ‘ (x) a zero e resolvendo a equação em x. Não esqueça de incluir também
valores de x para os quais a derivada é indefinida. Substitua estes valores de x na função f (x),
obtendo as coordenadas y dos pontos críticos.
c) Calcule a derivada Segunda f “ (x). Proceda como no passo anterior.
d) Estude o sinal da Primeira derivada e determine onde f (x) é crescente ou decrescente. Destaque
os pontos Máximo e Mínimo.
e) Estude a concavidade de f (x), verificando o sinal da Segunda derivada. Destaque os pontos de
inflexão.
f) Determine as equações das assíntotas verticais e obliquas e as interseções com os eixos
coordenados...
g) Construa o gráfico.
Intervalos Sinal de f ‘ (x) Sinal de f “ (x) Crescente ou Decrescente Concavidade Formato de Curva
+ + Para cima
- + Para cima
+ - Para baixo
- - Para baixo
Exercícios
1. Para as funções abaixo, pede-se:
I. Domínio e imagem;
II. Seus intervalos de crescimento ou decrescimento;
III. Seus extremos relativos;
IV. Seus pontos de inflexão;
V. Assíntotas
VI. Esboçar seus gráficos.
a) 13)( 23
++= xxxf
b) 29)( 3
3
+−= xxf x
c) 3
)1(3)( +−= xxf
d) 32
)1()( −= xxf
e) 1,)( )1(
2
≠= −
xxf x
x
f) 0,)( 1
≠+= xxxf x
2. Uma empresa possui a Receita e o Custo dados pelas equações
.1)(11)( 6
292
+=+= x
xCexxxR Para o intervalo de produção de 0 a 6 unidades,
determine:
a) A produção para que o Custo seja mínimo;
b) Os intervalos em que a função Custo cresce ou decresce;
c) A produção para que a Receita seja máxima;
d) Os intervalos em que a Receita cresce ou decresce;
e) A produção para que o Lucro seja máximo;
f) O Ponto de Ruptura.
3. Suponha que a equação de demanda para uma certa mercadoria seja p = 4 – 0,0002x, onde x é
o número de unidades produzidas semanalmente e p reais é o preço de cada unidade. O número
do custo total da produção de x unidades é 800 + 3x. Se o lucro semanal deve ser o maior
possível, encontre o número de unidades que serão produzidas semanalmente, o preço de cada
unidade e o lucro semanal.
R: x = 2500 p = R$ 3,50 L = R$ 450,00
4. Verificar os intervalos de crescimento e decrescimento da função .603)( 2
xxxf +=
R: x > -10 f é crescente x < -10 f é decrescente
5. Determine os intervalos em que a função 71232)( 23
−−+= xxxxf é crescente, decrescente,
determine os extremos relativos e esboce seu gráfico.
R: x < -2; x > 1 f é crescente -2 < x < 1 f é decrescente .
x 0 = -2 é abscissa de pto de máx (-2; 13) x 0 = -2 é abscissa de pto de mín (1; -14)
-2 1
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Máximos, Mínimos e Concavidade de Funções

  • 1. U N I V E R S I D A D E F E D E R A L D A B A H I A M A T 0 1 3 - M a t e m á t ic a I I N S T I T U T O D E M A T E M Á T I C A D E P A R T A M E N T O D E M A T E M Á T I C A P r o f . : L e o p o l d i n a C a c h o e i r a M e n e z e s Máximos e Mínimos 1. Introdução No contexto do estudo de derivadas, resolvemos problemas de funções quadráticas onde se pretendia encontrar o valor ótimo que estas assumiam, ou seja, o seu valor máximo. O ponto máximo, onde o coeficiente angular é zero, geralmente era único, o que nos permitia igualar a derivada da função a zero e, em seguida, resolve-las em x. Um exemplo é a função lucro, representada por ,120006800400)( 2 −+−= xxxL a qual você deve esboçar o gráfico e constatar as informações acima. Entretanto nem sempre é tão simples assim, pois, de maneira geral, nem todo ponto da função no qual a derivada é nula é o pico do gráfico. y = x³ y = x² fig. 1 fig. 2 Temos duas funções cujas derivadas em x = 0 são nulas. Ambas possuem tangentes horizontais em (0;0), mas a função y = x² alcança seu valor mínimo em (0;0), enquanto que a função y = x³ não possui máximo nem mínimo neste ponto. A situação torna-se mais complicada com a existência de funções que possuem máximos e mínimos em pontos nos quais as derivadas nem sequer são definidas, como ilustramos nas figuras 3 e 4.    <+ >− = 01 01 xsex xsex y 3 2 xy = fig. 3 fig. 4 Vemos então uma forma sistematizada de locação e identificação de máximos e mínimos de funções diferenciáveis. Neste processo você também aprenderá como usar derivadas que o ajudarão a construir gráficos de funções. 2. Máximos e Mínimos Relativos Um máximo relativo de uma função é um “pico”, o ponto máximo do gráfico em relação a qualquer outro ponto vizinho a ele no gráfico. Um mínimo relativo é um “fundo de vale”, o ponto mínimo do gráfico em relação a qualquer outro ponto vizinho. A função representada na figura 5 possui um máximo relativo em x = b, e mínimos relativos em
  • 2. x = a e x = c. Note que o máximo relativo não precisa ser o ponto mais alto do gráfico, é máximo somente em relação aos pontos vizinhos. Da mesma forma, o mínimo relativo não é o ponto “mais baixo” do gráfico. a b c fig. 5 Conhecendo-se os intervalos nos quais a função é crescente ou decrescente, pode-se facilmente identificar os máximos e mínimos relativos da função. O máximo relativo ocorre quando a função deixa de ser crescente e passa a ser decrescente. O mínimo relativo ocorre quando a função deixa de ser decrescente e passa a ser crescente. 3. Sinal da Derivada Pode-se reconhecer quando uma função é crescente ou decrescente através do sinal da sua derivada, porque a derivada é o coeficiente angular da reta tangente. Quando a derivada é positiva, o coeficiente angular da tangente é positivo e a função é crescente. Caso contrário, quando a derivada é negativa, o coeficiente angular é negativo e a função é decrescente. A figura 6 ilustra essa situação. Y = f(x) Y = f(x) ● ● fig. 6-a fig. 6-b a b a b Conclusão: Se f (x) > 0, quando a < x < b, então f é crescente para a < x < b Se f (x) < 0, quando a < x < b, então f é decrescente para a < x < b 4. Pontos Críticos Sendo 0x um ponto pertencente ao domínio de uma função f (x), diz-se que 0x é abscissa de um ponto crítico se: A função é crescente quando sua derivada é positiva e decrescente quando sua derivada é negativa, os únicos pontos nos quais a função pode assumir máximos ou mínimos relativos são aquelas nos quais as derivadas são nulas ou indefinidas. O ponto crítico da função é aquele no qual a derivada é nula ou indefinida. Todo extremo relativo é um ponto crítico, mas nem todo ponto crítico é um extremo relativo. 1) f ( 0x ) = 0
  • 3. 2) f ( 0x ) não está definida Observe que: 1) Se o sinal da derivada for positivo à esquerda do ponto crítico e negativo à direita dela, o ponto é um máximo relativo. (fig. 7a). 2) Se o sinal da derivada for negativo à esquerda do ponto crítico e positivo à direita dela, o ponto é um máximo relativo. (fig. 7b). 3) Se o sinal da derivada for o mesmo em ambos os lados do ponto crítico, o ponto não é máximo nem mínimo relativo. (fig. 7c). ● ● 0x 0x 0x fig. 7a fig. 7b fig. 7c 5. Teorema de FERMAT (Condições necessárias para a existência de extremo relativo): Seja f definida em (a;b) e ( ).;0 bax ∈ Se f assume um extremo relativo em x e f (x) existe, então f ( 0x ) = 0. 6. Seja f uma função contínua em [a;b] e derivável em ]a;b[ : a) f é crescente em [ ] ( ) 0; ≥⇔ xfba b) f é decrescente em [ ] ( ) 0; ≤⇔ xfba Teste da Derivada Primeira para Extremos Relativos: Seja f contínua em [a;b] e ] [.;0 bax ∈ Suponhamos que f seja derivável em ]a;b[ exceto possivelmente em 0x . a) se f (x) > 0 para x < 0x e f (x) < 0 para x > 0x então 0x é o ponto máximo relativo. b) se f (x) < 0 para x < 0x e f (x) > 0 para x > 0x então 0x é o ponto mínimo relativo. Teste da Derivada Segunda para Extremos Relativos: Seja f derivável em ]a;b[. Se ] [bax ;0 ∈ é tal que f (x) existe e é contínua em V(x) então: a) se f ” ( )0x < 0, 0x é o ponto máximo relativo. b) se f ” ( )0x > 0, 0x é o ponto mínimo relativo. Máximos e Mínimos Absolutos:
  • 4. Na Maioria dos problemas práticos de otimização, o objetivo é calcular o máximo absoluto ou mínimo absoluto de uma certa função num intervalo e não o máximo ou mínimo relativo. O máximo absoluto de uma função no intervalo é o maior valor da função neste intervalo. O mínimo absoluto é o menor valor. Freqüentemente, os extremos absolutos coincidem com os relativos. No intervalo bxa ≤≤ , o máximo absoluto e o máximo relativo coincidem, porém o mínimo absoluto ocorre na extremidade de x = a, que não é um mínimo relativo. Fig. 8 a b Extremos Absolutos em Intervalos Fechados: Uma função contínua num intervalo fechado alcança um máximo absoluto e um mínimo absoluto no intervalo. O extremo absoluto pode coincidir com o extremo relativo ou ocorrer no extremo x = a ou x = b. A figura 9 ilustra estas possibilidades. ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● Máximo absoluto coincide com máximo relativo Máximo absoluto ocorre numa extremidade Máximo absoluto coincide com mínimo relativo Mínimo absoluto ocorre numa extremidade fig. 9 Usando estas observações, podemos descrever uma técnica simples de localização e identificação dos extremos absolutos de funções contínuas em intervalos fechados. Como Calcular Extremos Absolutos de uma Função Contínua f num Intervalo Fechado [a;b]. 1o Passo: Calcule as coordenadas x de todos os pontos críticos de f no intervalo bxa ≤≤ . 2o Passo: Calcule f (x) nestes pontos críticos e nas extremidades x = a e x = b. 3o Passo: Selecione os maiores e menores valores de f (x) conseguidos no 2o Passo. Você obterá, então, respectivamente, o máximo absoluto e mínimo absoluto. Extremos Absolutos em Intervalos não Fechados Quando o intervalo no qual desejamos maximizar ou minimizar a função não é da forma [a;b], precisamos modificar a técnica, porque, não é garantida a existência de extremos absolutos da função no intervalo em questão. Por outro lado, se um extremo absoluto existe e a função é contínua, o extremo absoluto coincidirá com o extremo relativo ou com uma extremidade contida no intervalo. A figura 10 ilustra algumas dessas possibilidades. fig. 10
  • 5. ● Não possui máximo absoluto em x > 0 Não possui mínimo absoluto em x ≥ 0 Para calcular os extremos absolutos de uma função contínua num intervalo que não seja fechado, calculamos o valor da função nos pontos críticos e nas extremidades contidas no intervalo, pois a função possui extremos relativos neste intervalo. 7. Teorema do Valor Extremo Se f é contínua em [a;b], então possui um valor máximo absoluto e um valor mínimo absoluto. Concavidade Diz-se que uma curva tem concavidade para baixo quando sua tangente se move no sentido dos ponteiros do relógio, ao percorre a curva da esquerda para a direita. Diz-se que uma curva tem concavidade para cima quando sua tangente se move no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, ao percorre a curva da esquerda para a direita. Concavidade e Coeficiente Angular da Tangente Quando a curva tem concavidade para cima (como na fig. 6-a), o coeficiente angular de sua tangente cresce quando x aumenta de valor. Quando a curva tem concavidade para baixo (como na fig. 6-b), o coeficiente angular da sua tangente decresce quando x aumenta de valor. Sinal da Derivada Segunda A relação entre concavidade e coeficiente angular da tangente determina uma caracterização simples de concavidade em termos de sinal da derivada Segunda. Suponha que a derivada Segunda f “ seja positiva num intervalo. Logo, a derivada Primeira f ‘ é crescente no intervalo. Mas f ‘ é o coeficiente angular da tangente, portanto, é crescente e a curva do gráfico de f tem concavidade para cima no intervalo. Por outro lado, se f “ é negativo no intervalo, então f ‘ é decrescente e a curva do gráfico de f tem concavidade para baixo no intervalo. Significado geométrico do sinal da derivada Segunda: a) se f “ (x) > 0 quando a < x < b, então, f tem concavidade para cima em a < x < b. b) se f “ (x) < 0 quando a < x < b, então, f tem concavidade para baixo em a < x < b. Pontos de Inflexão O ponto no qual ocorre a variação de concavidade da função denomina-se ponto de inflexão. Se a derivada Segunda é definida no ponto de inflexão, seu valor tem que ser zero. Os pontos de inflexão podem ocorrer onde a derivada Segunda é indefinida. Os pontos nos quais a derivada Segunda da função é nula ou indefinida denominam-se pontos críticos de Segunda ordem. Construção de Gráficos Devemos seguir os seguintes passos, para obter o gráfico da função f (x): a) Explicite o domínio; b) Calcule a derivada Primeira e, em seguida, as coordenadas x dos pontos críticos de primeira ordem, igualando f ‘ (x) a zero e resolvendo a equação em x. Não esqueça de incluir também valores de x para os quais a derivada é indefinida. Substitua estes valores de x na função f (x), obtendo as coordenadas y dos pontos críticos. c) Calcule a derivada Segunda f “ (x). Proceda como no passo anterior. d) Estude o sinal da Primeira derivada e determine onde f (x) é crescente ou decrescente. Destaque os pontos Máximo e Mínimo. e) Estude a concavidade de f (x), verificando o sinal da Segunda derivada. Destaque os pontos de inflexão. f) Determine as equações das assíntotas verticais e obliquas e as interseções com os eixos coordenados... g) Construa o gráfico. Intervalos Sinal de f ‘ (x) Sinal de f “ (x) Crescente ou Decrescente Concavidade Formato de Curva + + Para cima
  • 6. - + Para cima + - Para baixo - - Para baixo Exercícios 1. Para as funções abaixo, pede-se: I. Domínio e imagem; II. Seus intervalos de crescimento ou decrescimento; III. Seus extremos relativos; IV. Seus pontos de inflexão; V. Assíntotas VI. Esboçar seus gráficos. a) 13)( 23 ++= xxxf b) 29)( 3 3 +−= xxf x c) 3 )1(3)( +−= xxf d) 32 )1()( −= xxf e) 1,)( )1( 2 ≠= − xxf x x f) 0,)( 1 ≠+= xxxf x 2. Uma empresa possui a Receita e o Custo dados pelas equações .1)(11)( 6 292 +=+= x xCexxxR Para o intervalo de produção de 0 a 6 unidades, determine: a) A produção para que o Custo seja mínimo; b) Os intervalos em que a função Custo cresce ou decresce; c) A produção para que a Receita seja máxima; d) Os intervalos em que a Receita cresce ou decresce; e) A produção para que o Lucro seja máximo; f) O Ponto de Ruptura. 3. Suponha que a equação de demanda para uma certa mercadoria seja p = 4 – 0,0002x, onde x é o número de unidades produzidas semanalmente e p reais é o preço de cada unidade. O número do custo total da produção de x unidades é 800 + 3x. Se o lucro semanal deve ser o maior possível, encontre o número de unidades que serão produzidas semanalmente, o preço de cada unidade e o lucro semanal. R: x = 2500 p = R$ 3,50 L = R$ 450,00 4. Verificar os intervalos de crescimento e decrescimento da função .603)( 2 xxxf += R: x > -10 f é crescente x < -10 f é decrescente 5. Determine os intervalos em que a função 71232)( 23 −−+= xxxxf é crescente, decrescente, determine os extremos relativos e esboce seu gráfico. R: x < -2; x > 1 f é crescente -2 < x < 1 f é decrescente . x 0 = -2 é abscissa de pto de máx (-2; 13) x 0 = -2 é abscissa de pto de mín (1; -14)