FISIOLOGIA SNC E SNP

1.110 visualizações

Publicada em

TRABALHO DE FISIOLOGIA ENFERMAGEM

Publicada em: Educação
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.110
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
8
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
11
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

FISIOLOGIA SNC E SNP

  1. 1. FACULDADE DE CIENCIAS BIOMEDICAS DE CACOAL - FACIMED CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM-2 PERIODO-NOTURNO NERVOS CRANIANOS E NERVOS PERIFÉRICO CACOAL/RO 2014
  2. 2. ANA CLAUDIA C DOMINGOS DAIANA BRAGA DUARTE GRACIELY S LUZ. HERMANO HENRIQUE JESSICA GIMENES MARIA NELI DOMINGUES NOELI CANDIDO DE OLIVEIRA SABRINA DE CASTRO QUEIROZ TÂNIA SOARES EVANGELISTA VERONICA LOPES DE PAIVA NERVOS CRANIANOS E NERVOS PERIFÉRICO Trabalho apresentado à Faculdade de Ciências Biomédicas de Cacoal, como parte integrante dos requisitos para a avaliação na disciplina de Fisiologia Curso de Graduação em Enfermagem sob a orientação do professor Diego. Cacoal/RO 2014
  3. 3. Sumário Sumário.............................................................................................................................................5 1. INTRODUÇÃO ..........................................................................................................................2 2. NERVOS EM GERAL...............................................................................................................................2 3. NERVOS CRANIANOS............................................................................................................................2 I. Nervo Olfatório .....................................................................................................................................3 II. Nervo Óptico ........................................................................................................................................4 III. Nervo Oculomotor ..............................................................................................................................4 IV. Nervo Troclear ....................................................................................................................................4 VI. Nervo Abducente ................................................................................................................................4 V. Nervo Trigêmeo ..................................................................................................................................5 Vii. Nervo Facial .......................................................................................................................................7 VIII. Nervo Vestibulococlear ....................................................................................................................8 IX. Nervo Glossofaríngeo .........................................................................................................................8 É um nervo misto que emerge do sulco lateral posterior do bulbo, sob a forma de filamentos radiculares, que se dispõem em linha vertical. Estes filamentos reúnem-se para formar o tronco do nervo glossofaríngeo, que sai do crânio pelo forame jugular. No seu trajeto, através do forame jugular, o nervo apresenta dois gânglios, superior e inferior, formados por neurônios sensitivos. Ao sair do crânio, o nervo glossofaríngeo tem trajeto descendente, ramificando-se na raiz da língua e na faringe. Desses, o mais importante é o representado pelas fibras aferentes viscerais gerais, responsáveis pela sensibilidade geral do terço posterior da língua, faringe, úvula, tonsila, tuba auditiva, além do seio e corpo carotídeos. Merecem destaque também as fibras eferentes viscerais gerais pertencentes à divisão parassimpática do sistema nervoso autônomo e que terminam no gânglio óptico. Desse gânglio, saem fibras nervosas do nervo aurículo-temporal que vão inervar a glândula parótida............8 X. Nervo Vago ..........................................................................................................................................9 O nervo vago é misto e essencialmente visceral. Emerge do sulco lateral posterior do bulbo sob a forma de filamentos radiculares que se reúnem para formar o nervo vago. Este emerge do crânio pelo forame jugular, percorre o pescoço e o tórax, terminando no abdome. Neste trajeto o nervo vago dá origem a vários ramos que inervam a faringe e a laringe, entrando na formação dos plexos viscerais que promovem a inervação autônoma das vísceras torácicas e abdominais. O vago possui dois gânglios sensitivos: o gânglio superior, situado ao nível do forame jugular; e o gânglio inferior, situado logo abaixo desse forame. Entre os dois gânglios reúne-se ao vago o ramo interno do nervo acessório........9 XI. Nervo Acessório ..................................................................................................................................9 XII. Nervo Hipoglosso .............................................................................................................................10
  4. 4. 4. DOENÇAS RELACIONADAS AOS NERVOS CRANIANOS:..............................................10 Nevralgia do trigémio.............................................................................................................................10 Sintomas.................................................................................................................................................11 Diagnóstico.............................................................................................................................................11 Tratamento.............................................................................................................................................12 Doença de Parkinson......................................................................................................................13 Causas.....................................................................................................................................................13 Sintomas e diagnóstico...........................................................................................................................14 Tratamento.............................................................................................................................................15 5. NERVOS PERIFERICOS .........................................................................................................17 CONDUÇÃO DOS IMPULSOS NERVOSOS.................................................................................................18 LESÕES DOS NERVOS PERIFÉRICOS REGENERAÇÃO DE FIBRAS NERVOSAS............................................19 TERMINAÇÕES NERVOSAS SENSITIVAS (RECEPTORES)...........................................................................20 CLASSIFICAÇÃO MORFOLÓGICA DOS RECEPTORES...............................................................................20 CLASSIFICAÇÃO FISIOLÓGICA DOS RECEPTORES ....................................................................................22 TERMINAÇÕES NERVOSAS MOTORAS....................................................................................................23 TERMINAÇÕES EFERENTES SOMÁTICAS.................................................................................................24 TERMINAÇÕES EFERENTES VISCERAIS....................................................................................................24 5. NERVOS ESPINHAIS...............................................................................................................25 COMPONENTES FUNCIONAIS DAS FIBRAS DOS NERVOS ESPINHAIS......................................................26 TRAJETO DOS NERVOS ESPINHAIS..........................................................................................................26 6.DOENÇAS RELACIONADA AOS NERVOS PERIFERICOS:...............................................28 Síndroma de Guillain-Barré....................................................................................................................28 Sintomas.................................................................................................................................................28 Diagnóstico.............................................................................................................................................29 Tratamento.............................................................................................................................................29 Conclusão.......................................................................................................................................30 REFERÊNCIAS.............................................................................................................................31
  5. 5. 2 1. INTRODUÇÃO O presente trabalho é sobre os nervos craniano e sistema periférico na qual baseado em varias pesquisas em sites e livros tratará a suas estruturas e funções e como são conectados através da medula espinal e sua redistribuição para as demais regiões do corpo humano além de abordar as respectivas fisiopatologias. 2. NERVOS EM GERAL Nervos são cordões esbranquiçados constituídos por feixes de fibras nervosas reforçadas por tecido conjuntivo, que unem o sistema nervoso central aos órgãos periféricos. Podem ser espinhais ou cranianos, conforme esta união se faça com a medula espinhal ou com o encéfalo 3. NERVOS CRANIANOS Os nervos cranianos sensitivos ou aferentes originam-se dos neurônios situados fora do encéfalo, agrupados para formar gânglios ou situados em periféricos órgãos dos sentidos. Os núcleos que dão origem a dez dos doze pares de nervos cranianos situam-se em colunas verticais no tronco do encéfalo e correspondem à substância cinzenta da medula espinhal. De acordo com o componente funcional, os nervos cranianos podem ser classificados em motores, sensitivos e mistos. Os motores (puros)
  6. 6. 3 são os que movimentam o olho, a língua e acessoriamente os músculos látero-posteriores do pescoço. São eles: III - Nervo Oculomotor IV - Nervo Troclear VI - Nervo Abducente XI - Nervo Acessório XII - Nervo Hipoglosso Os sensitivos (puros) destinam-se aos órgãos dos sentidos e por isso são chamados sensoriais e não apenas sensitivos, que não se referem à sensibilidade geral (dor, temperatura e tato). Os sensoriais são: I - Nervo Olfatório II - Nervo Óptico VIII - Nervo Vestibulococlear Os mistos (motores e sensitivos) são em número de quatro: V - Trigêmeo VII - Nervo Facial IX - Nervo Glossofaríngeo X - Nervo Vago Cinco deles ainda possuem fibras vegetativas, constituindo a parte crânica periférica do sistema autônomo. São os seguintes: III - Nervo Oculomotor VII - Nervo Facial IX - Nervo Glossofaríngeo X - Nervo Vago XI - Nervo Acessório I. Nervo Olfatório As fibras do nervo olfatório distribuem-se por uma área especial da mucosa nasal que recebe o nome de mucosa olfatória. Em virtude da existência de grande
  7. 7. 4 quantidade de fascículos individualizados que atravessam separadamente o crivo etmoidal, é que se costuma chamar de nervos olfatórios, e não simplesmente de nervo olfatório (direito e esquerdo).É um nervo exclusivamente sensitivo, cujas fibras conduzem impulsos olfatórios, sendo classificados como aferentes viscerais especiais. II. Nervo Óptico É constituído por um grosso feixe de fibras nervosas que se originam na retina, emergem próximo ao pólo posterior de cada bulbo ocular, penetrando no crânio pelo canal óptico. Cada nervo óptico une-se com o do lado oposto, formando o quiasma óptico, onde há cruzamento parcial de suas fibras, as quais continuam no tracto óptico até o corpo geniculado lateral. O nervo óptico é um nervo exclusivamente sensitivo, cujas fibras conduzem impulsos visuais, classificando-se como aferentes somáticas especiais. III. Nervo Oculomotor IV. Nervo Troclear VI. Nervo Abducente São nervos motores que penetram na órbita pela fissura orbital superior, distribuindo-se aos músculos extrínsecos do bulbo ocular, que são os seguintes: elevador da pálpebra superior, reto superior, reto inferior, reto medial, reto lateral, oblíquo superior, oblíquo inferior. Todos estes músculos são inervados pelo oculomotor, com exceção do reto lateral e do oblíquo superior, inervados respectivamente, pelos nervos abducente e troclear. As fibras que inervam os músculos extrínsecos do olho são classificadas como eferentes somáticas.
  8. 8. 5 O nervo oculomotor nasce no sulco medial do pedúnculo cerebral; o nervo troclear logo abaixo do colículo inferior; e o nervo abducente no sulco pontino inferior, próximo à linha mediana. Os três nervos em apreço se aproximam, ainda no interior do crânio, para atravessar a fissura orbital superior e atingir a cavidade orbital, indo se distribuir aos músculos extrínsecos do olho. O nervo oculomotor conduz ainda fibras vegetativas, que vão à musculatura intrínseca do olho, a qual movimenta a íris e a lente. V. Nervo Trigêmeo O nervo trigêmeo é um nervo misto, sendo o componente sensitivo consideravelmente maior. Possui uma raiz sensitiva e uma motora. A raiz sensitiva é formada pelos prolongamentos centrais dos neurônios sensitivos, situados no gânglio trigemial, que se localiza no cavo trigeminal, sobre a parte petrosa do osso temporal. Os prolongamentos periféricos dos neurônios sensitivos do gânglio trigeminal formam distalmente ao gânglio, os três ramos do nervo trigêmeo: nervo oftálmico, nervo maxilar e nervo mandibular, responsáveis pela sensibilidade somática geral de grande parte da cabeça, através de fibras que se classificam como aferentes somáticas gerais. A raiz motora do trigêmeo é constituída de fibras que acompanham o nervo mandibular, distribuindo-se aos músculos mastigatórios. O problema médico mais frequentemente observado em relação ao trigêmeo é a nevralgia, que se manifesta por crises dolorosas muito intensas no território de um dos ramos do nervo. a. Nervo oftálmico: atravessa a fissura orbital superior (juntamente com o III, IV, VI pares cranianos e a veia oftálmica) e ao chegar à órbita fornece três ramos terminais, que são os nervos nasociliar, frontal e lacrimal.O nervo oftálmico é responsável pela
  9. 9. 6 sensibilidade da cavidade orbital e seu conteúdo, enquanto o nervo óptico é sensorial (visão). b. Nervo maxilar: é o segundo ramo do nervo trigêmeo. Ele cruza a fossa pterigopalatina como se fosse um cabo aéreo para introduzir-se na fissura orbital inferior e penetrar na cavidade orbital, momento em que passa a se chamar nervo infra--orbital. O nervo infra orbital continua a mesma direção para frente transitando pelo soalho da órbita, passando sucessivamente pelo sulco, canal e forame infra orbital e através desse último se exterioriza para inervar as partes moles situadas entre a pálpebra inferior (n. palpebral inferior), nariz (n.nasal) e lábio superior (n. labial superior). O nervo infra orbital (ramo terminal do nervo maxilar) fornece como ramos colaterais o nervo alveolar superior médio e o nervo alveolar superior anterior, que se dirigem para baixo. Nas proximidades dos ápices das raízes dos dentes superiores, os três nervos alveolares superiores emitem ramos que se anastomosam abundantemente, para constituírem o plexo dental superior. c. Nervo mandibular: é o terceiro ramo do nervo trigêmeo. Ele atravessa o crânio pelo forame oval e logo abaixo deste se ramifica num verdadeiro ramalhete, sendo que os dois ramos principais, são o nervo lingual e alveolar inferior. O nervo lingual dirige-se para a língua, concedendo sensibilidade geral aos seus dois terços anteriores. O nervo alveolar inferior penetra no forame da mandíbula e percorre o interior do osso pelo canal da mandíbula até o dente incisivo central. Aproximadamente na altura do segundo pré-molar, o nervo alveolar inferior emite um ramo colateral, que é o nervo mental (nervo mentoniano), o qual emerge pelo forame de mesmo nome, para fornecer sensibilidade geral às partes moles do mento. Dentro do canal da mandíbula, o nervo alveolar inferior se ramifica, porém seus ramos se anastomosam desordenadamente para constituir o plexo dental inferior, do qual partem os ramos dentais inferiores que vão aos dentes inferiores. A parte motora do nervo mandibular inerva os músculos mastigatórios (temporal, masseter e pterigóideo medial e lateral), com nervos que tem o mesmo nome dos músculos.
  10. 10. 7 Vii. Nervo Facial É também um nervo misto, apresentando uma raiz motora e outra sensorial gustatória. Ele emerge do sulco bulbo-pontino através de uma raiz motora, o nervo facial propriamente dito, e uma raiz sensitiva e visceral, o nervo intermédio. Juntamente com o nervo vestíbulo-coclear, os dois componentes do nervo facial penetram no meato acústico interno, no interior do qual o nervo intermédio perde a sua individualidade, formando-se assim, um tronco nervoso único que penetra no canal facial. A raiz motora é representada pelo nervo facial propriamente dito, enquanto a sensorial recebe o nome de nervo intermédio. Ambos têm origem aparente no sulco pontino inferior e se dirigem paralelamente ao meato acústico interno onde penetram juntamente com o nervo vestibulococlear. No interior do meato acústico interno, os dois nervos (facial e intermédio) penetram num canal próprio escavado na parte petrosa do osso temporal, que é o canal facial. As fibras motoras atravessam a glândula parótida atingindo a face, onde dão dois ramos iniciais: o temporo facial e cérvico facial, os quais se ramificam em leque para inervar todos os músculos cutâneos da cabeça e do pescoço. Algumas fibras motoras vão ao músculo estilo-hióideo e ao ventre posterior do digástrico. As fibras sensoriais (gustatórias) seguem um ramo do nervo facial que é a corda do tímpano, que vai se juntar ao nervo lingual (ramo mandibular, terceiro ramo do trigêmeo), tomando-se como vetor para distribuir-se nos dois terços anteriores da língua. O nervo facial apresenta ainda fibras vegetativas (parassimpáticas) que se utilizam do nervo intermédio e depois seguem pelo nervo petroso maior ou pela corda do tímpano (ambos ramos do nervo facial) para inervar as glândulas lacrimais, nasais e salivares (glândula sublingual e submandibular). Em síntese, o nervo facial dá inervação motora para todos os músculos cutâneos da cabeça e pescoço (músculo estilo-hióideo e ventre posterior do digástrico).
  11. 11. 8 VIII. Nervo Vestibulococlear Constituído por dois grupos de fibras perfeitamente individualizadas que formam, respectivamente, os nervos vestibular e coclear. É um nervo exclusivamente sensitivo, que penetra na ponte na porção lateral do sulco bulbo-pontino, entre a emergência do VII par e o flóculo do cerebelo. Ocupa juntamente com os nervos facial e intermédio, o meato acústico interno, na porção petrosa do osso temporal. A parte vestibular é formada por fibras que se originam dos neurônios sensitivos do gânglio vestibular, que conduzem impulsos nervosos relacionados ao equilíbrio. A parte coclear é constituída de fibras que se originam dos neurônios sensitivos do gânglio espiral e que conduzem impulsos nervosos relacionados com a audição. As fibras do nervo vestíbulo-coclear classificam-se como aferentes somáticas especiais. IX. Nervo Glossofaríngeo É um nervo misto que emerge do sulco lateral posterior do bulbo, sob a forma de filamentos radiculares, que se dispõem em linha vertical. Estes filamentos reúnem-se para formar o tronco do nervo glossofaríngeo, que sai do crânio pelo forame jugular. No seu trajeto, através do forame jugular, o nervo apresenta dois gânglios, superior e inferior, formados por neurônios sensitivos. Ao sair do crânio, o nervo glossofaríngeo tem trajeto descendente, ramificando-se na raiz da língua e na faringe. Desses, o mais importante é o representado pelas fibras aferentes viscerais gerais, responsáveis pela sensibilidade geral do terço posterior da língua, faringe, úvula, tonsila, tuba auditiva, além do seio e corpo carotídeos. Merecem destaque também as fibras eferentes viscerais gerais pertencentes à divisão parassimpática do sistema nervoso autônomo e que terminam no gânglio óptico. Desse gânglio, saem fibras nervosas do nervo aurículo-temporal que vão inervar a glândula parótida.
  12. 12. 9 X. Nervo Vago O nervo vago é misto e essencialmente visceral. Emerge do sulco lateral posterior do bulbo sob a forma de filamentos radiculares que se reúnem para formar o nervo vago. Este emerge do crânio pelo forame jugular, percorre o pescoço e o tórax, terminando no abdome. Neste trajeto o nervo vago dá origem a vários ramos que inervam a faringe e a laringe, entrando na formação dos plexos viscerais que promovem a inervação autônoma das vísceras torácicas e abdominais. O vago possui dois gânglios sensitivos: o gânglio superior, situado ao nível do forame jugular; e o gânglio inferior, situado logo abaixo desse forame. Entre os dois gânglios reúne-se ao vago o ramo interno do nervo acessório. Fibras aferentes viscerais gerais: conduzem impulsos aferentes originados na faringe, laringe, traqueia, esôfago, vísceras do tórax e abdome. Fibras eferentes viscerais gerais: são responsáveis pela inervação parassimpática das vísceras torácicas e abdominais. Fibras eferentes viscerais especiais: inervam os músculos da faringe e da laringe. As fibras eferentes do vago se originam em núcleos situados no bulbo, e as fibras sensitivas nos gânglios superior e inferior. XI. Nervo Acessório Formado por uma raiz craniana e uma espinhal. A raiz espinhal é formada por filamentos que emergem da face lateral dos cinco ou seis primeiros segmentos cervicais da medula, constituindo um tronco que penetra no crânio pelo forame magno.
  13. 13. 10 A este tronco unem-se filamentos da raiz craniana que emergem do sulco lateral posterior do bulbo. O tronco divide-se em um ramo interno e um externo. O interno une-se ao vago e distribui-se com ele, e o externo inerva os músculos trapézio e esternocleidomastóideo. As fibras oriundas da raiz craniana que se unem ao vago são: Fibras eferentes viscerais especiais, que inervam os músculos da laringe; Fibras eferentes viscerais gerais, que inervam vísceras torácicas. XII. Nervo Hipoglosso Nervo essencialmente motor. Emerge do sulco lateral anterior do bulbo sob a forma de filamentos radiculares que se unem para formar o tronco do nervo. Este, emerge do crânio pelo canal do hipoglosso, e dirige-se aos músculos intrínsecos e extrínsecos da língua (está relacionado com a motricidade da mesma). Suas fibras são consideradas eferentes somáticas. 4. DOENÇAS RELACIONADAS AOS NERVOS CRANIANOS: Nevralgia do trigémio Também conhecida como tique doloroso, a nevralgia do trigémio caracteriza-se pela disfunção do nervo trigémio (nervo craniano V), que conduz a informação da sensibilidade da face até ao cérebro. A sua disfunção causa episódios de dor forte e pungente de alguns segundos a minutos de duração. A nevralgia do trigémio pode afetar os adultos de qualquer idade, mas a perturbação é mais frequente nas pessoas de idade. Não se conhece a sua causa.
  14. 14. 11 Sintomas A dor pode aparecer espontaneamente, mas muitas vezes é desencadeada quando se toca um ponto em particular (ponto desencadeante) ou por atividades como lavar os dentes ou mastigar. Imediatamente podem sentir-se em qualquer ponto da metade inferior da face guinadas repetidas de dor intensíssima, como se se tratasse de relâmpagos. Na maioria das vezes, a dor incide na zona da maçã do rosto próxima do nariz ou na área da mandíbula. A crise de dor pode repetir-se até cem vezes por dia, chegando por vezes a determinar uma incapacidade total. Sintomas A dor pode aparecer espontaneamente, mas muitas vezes é desencadeada quando se toca um ponto em particular (ponto desencadeante) ou por atividades como lavar os dentes ou mastigar. Imediatamente podem sentir-se em qualquer ponto da metade inferior da face guinadas repetidas de dor intensíssima, como se se tratasse de relâmpagos. Na maioria das vezes, a dor incide na zona da maçã do rosto próxima do nariz ou na área da mandíbula. A crise de dor pode repetir-se até cem vezes por dia, chegando por vezes a determinar uma incapacidade total. Diagnóstico Embora não existam exames específicos para identificar a nevralgia do trigémio, o seu diagnóstico é fácil, dadas as características da dor. Os médicos tentam também descartar outras causas possíveis de dor facial, como doenças da mandíbula, dos
  15. 15. 12 dentes ou dos seios, ou então uma compressão do nervo trigémio por um tumor ou um aneurisma. Tratamento Os analgésicos clássicos não costumam ser úteis, dado que os episódios de dor são breves e recidivantes, mas outros fármacos costumam aliviá-los, especialmente os anticonvulsivantes (que estabilizam as membranas dos nervos). Primeiro é habitual experimentar-se a carbamazepina, mas pode prescrever-se a fenitoína se aquela não der resultado ou produzir reações adversas graves. Em alguns casos podem ser eficazes o baclofeno e alguns antidepressivos. São frequentes as remissões espontâneas, embora muitas vezes os episódios possam estar separados por longos intervalos de tempo sem sintomas. Por vezes a nevralgia do trigémio surge como consequência de uma artéria que passa por um trajeto anómalo e que comprime o nervo adjacente ao cérebro. Nesses casos está indicado o tratamento cirúrgico, que consiste em afastar essa artéria do nervo, conseguindo-se assim aliviar a dor pelo menos durante alguns anos. Quando a dor não responde aos fármacos ou se uma pessoa não pode ser operada por qualquer motivo, pode recorrer-se a um ensaio que consiste na injeção de álcool no nervo para bloquear a sua função temporariamente. Se isto aliviar a dor, o nervo pode ser seccionado ou mesmo destruído permanentemente com a injeção de um fármaco. Estes procedimentos causam muitas vezes queixas na face e deverão considerar-se só como último recurso.
  16. 16. 13 Doença de Parkinson A doença de Parkinson é uma perturbação degenerativa e lentamente progressiva do sistema nervoso que apresenta várias características particulares: tremor em repouso, lentidão na iniciação de movimentos e rigidez muscular. Causas Na profundidade do cérebro existe uma área conhecida como os gânglios basais. Quando o cérebro inicia uma ação como a de levantar um braço, os neurónios nos gânglios basais contribuem para a precisão e a uniformidade dos movimentos e coordenam as mudanças de posição. Os gânglios basais processam os sinais e transmitem a informação ao tálamo, que seleciona os impulsos processados e os envia para o córtex cerebral. Todos estes sinais se transmitem através de neurotransmissores químicos sob a forma de impulsos eléctricos pelas vias nervosas. A dopamina é o principal neurotransmissor dos gânglios basais. Na doença de Parkinson produz-se uma degenerescência nas células dos gânglios basais que ocasiona uma perda ou uma interferência na ação da dopamina e leva a menos conexões com outras células nervosas e músculos. A causa da degenerescência das células nervosas e da perda de dopamina, habitualmente, não é conhecida. O fator genético não parece desempenhar um papel importante, embora a doença às vezes tenda a afetar famílias. Há ocasiões em que se pode conhecer a causa. Em alguns casos a doença de Parkinson é uma complicação tardia da encefalite viral, uma infecção semelhante à gripe, relativamente pouco frequente mas grave, que causa a inflamação do cérebro. Noutros casos, a doença de Parkinson deve-se a processos degenerativos, fármacos ou produtos tóxicos que interferem ou inibem a ação da dopamina no cérebro. Por exemplo, os antipsicóticos utilizados no tratamento da paranóia grave e da
  17. 17. 14 esquizofrenia interferem com a acção da dopamina sobre as células nervosas. Igualmente, uma forma de opiáceo sintetizado ilegalmente e conhecido como N-MPTP pode causar uma doença de Parkinson. Sintomas e diagnóstico A doença de Parkinson inicia-se, frequentemente, de forma insidiosa e avança de forma gradual. Em muitas pessoas inicia-se como um tremor da mão quando está em repouso. O tremor é máximo em repouso, diminui com o movimento voluntário da mão e desaparece durante o sono. O tremor, leve e rítmico, intensifica-se com a tensão emocional ou o cansaço. Embora o tremor apareça numa mão, no final pode passar para a outra e afetar braços e pernas. Podem ser afetadas também a mandíbula, a língua, a fronte e as pálpebras. O tremor não constitui o primeiro sintoma num terço das pessoas com a doença de Parkinson; noutras, torna-se menos visível à medida que a doença progride e muitos nunca chegam a manifestar tremor. A dificuldade para iniciar o movimento é particularmente importante e a rigidez muscular dificulta ainda mais a mobilidade. Quando o antebraço é flectido ou estendido por outra pessoa, pode perceber-se a rigidez e uma espécie de rangido. A rigidez e a imobilidade podem contribuir para produzir dores musculares e sensação de cansaço. A combinação de todos estes sintomas causa muitas dificuldades. A deterioração no controlo da musculatura das mãos provoca uma dificuldade crescente para as atividades diárias, como abotoar os botões da camisa ou atar os atacadores. Para a pessoa com doença de Parkinson dar um passo implica um esforço e a marcha, muitas vezes, é a passos curtos arrastando os pés e sem o compasso do balanceamento habitual dos braços. Ao iniciarem a marcha, algumas pessoas experimentam dificuldades para parar ou virar. O passo pode acelerar-se inadvertidamente, o que obriga a pessoa a encurtar o percurso para evitar a queda. A postura curva-se e é-lhe difícil manter o equilíbrio, o que cria uma tendência para cair para a frente ou para trás.
  18. 18. 15 As feições são menos expressivas devido à imobilidade dos músculos da cara responsáveis pela expressão. Às vezes, esta falta de expressão confunde-se com uma depressão, embora muitas pessoas com a doença de Parkinson se tornem efetivamente depressivas. Com o tempo a cara adquire um olhar perdido, com a boca aberta e uma diminuição do pestanejar. É frequente que estas pessoas se babem ou se engasguem como consequência da rigidez muscular na cara e na garganta, o que dificulta a deglutição. Os doentes que sofrem de Parkinson costumam falar sussurrando com voz monótona e podem gaguejar devido à dificuldade que têm para exprimir os seus pensamentos. A maioria mantém uma inteligência normal, mas muitos desenvolvem demência. Tratamento Na abordagem terapêutica da doença de Parkinson pode utilizar-se uma ampla variedade de medicamentos, incluindo a levodopa, a bromocriptina, o pergolide, a selegilina, anticolinérgicos (benzatropina ou tri-hexifenidilo), anti-histamínicos, antidepressivos, propranolol e amantadina. Nenhum destes fármacos cura a doença nem suprime a sua evolução, mas facilitam o movimento e durante anos estes doentes podem levar a cabo uma vida funcionalmente ativa. No cérebro a levo dopa transforma-se em dopamina. Este fármaco reduz o tremor e a rigidez muscular e melhora o movimento. A administração de levo dopa em pessoas com uma forma ligeira de doença de Parkinson pode levá-las a recuperar uma atividade praticamente normal, e inclusive algumas, que se viram obrigadas a permanecer na cama, podem voltar a movimentar-se por si mesmas. O tratamento preferido para a doença de Parkinson é levodopa-carbidopa, mas torna-se difícil encontrar o equilíbrio da melhor dose para um doente em particular. A carbidopa possibilita que a levodopa alcance mais eficazmente o cérebro e diminui os efeitos adversos da levodopa fora do mesmo. Certos efeitos
  19. 19. 16 secundários (como movimentos involuntários da boca, da cara e dos membros) podem limitar a quantidade de levodopa que uma pessoa pode tolerar. O tratamento prolongado com levodopa durante vários anos significa, para algumas pessoas, ter de suportar movimentos involuntários da língua e dos lábios, gesticulações e sacudidelas da cabeça e espasmos nos membros. Alguns especialistas julgam que associar ou substituir a bromocriptina por levodopa durante os anos iniciais do tratamento pode atrasar o aparecimento dos movimentos involuntários. Com o passar dos anos vão-se reduzindo os períodos de alívio que acompanham cada dose de levodopa-carbidopa e períodos de dificuldade em iniciar o movimento alternam com outros de hiperatividade incontrolável. Em questão de segundos, a pessoa pode passar de um estado de mobilidade aceitável a outro de incapacidade grave do movimento. Após cinco anos de tratamento com levodopa, mais de 50 % dos doentes experimentam estas flutuações abruptas. É possível controlá-las reduzindo a dose de levodopa e administrando-a de forma mais frequente. Através do transplante para o cérebro de pessoas com a doença de Parkinson de células nervosas provenientes de tecido fetal humano podem normalizar-se as alterações químicas da doença, mas não existe informação suficiente para recomendar este procedimento. Um procedimento experimental anterior consistia em transplantar um fragmento de glândula suprarrenal do próprio afetado para o seu cérebro, mas tal procedimento desvalorizou-se porque se revelou um benefício muito modesto em comparação com o risco. A prática diária do máximo de atividades físicas possíveis e o seguimento de um programa regular de exercícios podem contribuir para que os afetados pela doença de Parkinson mantenham a mobilidade. A fisioterapia e as ajudas mecânicas (como as cadeiras de rodas) podem ser úteis para restabelecer um grau suficiente de autonomia. Uma dieta rica em fibras e uma ingestão adequada de alimentos contribuirão para combater a obstipação que pode ocorrer devido à inatividade, à desidratação e ao uso de alguns fármacos. Neste sentido é útil acrescentar suplementos à dieta e tomar laxantes para manter a regularidade da função intestinal. Deve prestar-se uma atenção especial à dieta porque a rigidez muscular pode dificultar a deglutição, e às vezes de forma grave, o que a longo prazo pode produzir desnutrição.
  20. 20. 17 5. NERVOS PERIFERICOS A função dos nervos é conduzir, através de suas fibras, impulsos nervosos do sistema nervoso central para a periferia (impulsos eferentes) e da periferia para o sistema nervoso central (impulsos aferentes). As libras nervosas que constituem os nervos são. em geral, mielínicas com neurilema. Entretanto, o nervo óptico é constituído somente por libras mielínicas sem neurilema, c no nervo olfatório as fibras são mielínicas com neurilema (fibras de Remak). São três as bainhas conjuntivas que entram na constituição de um nervo: epineuro, perineuro e endoneuro. O epineuro envolve todo o nervo e emite septos para seu interior. O perineuro envolve os feixes de fibras nervosas. Por sua vez, cada fibra nervosa é envolvida por uma trama delicada de tecido conjuntivo frouxo, o endoneuro. As bainhas conjuntivas conferem grande resistência aos nervos e, de modo geral, são mais espessas nos nervos superficiais, pois estes mais do que os profundos estão expostos aos traumatismos. Para maiores detalhes sobre a estruturados nervos. Os nervos são muito vascularizados, sendo percorridos longitudinalmente por vasos que se anastomosam, o que permite a retirada do epineuro em um trecho de até 15cm sem que ocorra lesão nervosa. Por outro lado, os nervos são quase totalmente desprovidos de sensibilidade. Se um nervo é estimulado ao longo de seu trajeto, a sensação geralmente dolorosa é sentida não no ponto estimulado, mas no território sensitivo que ele inerva. Assim, quando um membro é amputado, os cotos nervosos irritados podem originar impulsos nervosos que são interpretados pelo cérebro como se fossem originados no membro retirado, resultando a chamada dor fantasma, pois o indivíduo sente dor cm um membro que não existe. Durante o seu trajeto, os nervos podem se bifurcar ou se anastomosar. Nestes casos, entretanto, não há bifurcação ou anastomose de fibras nervosas, mas apenas um reagrupamento de fibras que passam a constituir dois nervos ou que se destacam de um nervo para seguir outro. Contudo, próximo à sua terminação as fibras nervosas motoras ou sensitivas de um nervo em geral ramificam-se muito. Os nervos espinhais originam-se na medula e os cranianos no encéfalo. Costuma-se distinguir em um nervo uma origem real e uma origem aparente. A origem real
  21. 21. 18 corresponde ao local onde estão localizados os corpos dos neurônios que constituem os nervos, como, por exemplo, a coluna anterior da medula, os núcleos dos nervos cranianos ou os gânglios sensitivos, no caso de nervos sensitivos. A origem aparente corresponde ao ponto de emergência ou entrada do nervo na superfície do sistema nervoso central. No caso dos nervos espinhais, esta origem está nos sulcos lateral anterior e lateral posterior da medula. Alguns consideram ainda uma origem aparente no esqueleto que, no caso dos nervos espinhais, está nos forames intervertebrais e, no caso dos nervos cranianos, em vários orifícios existentes na base do crânio. CONDUÇÃO DOS IMPULSOS NERVOSOS Nos nervos a condução dos impulsos nervoso sensitivos (ou aferentes) se faz através dos prolongamentos periféricos dos neurônios sensitivos. Convém recordar que estes neurônios têm seu corpo localizado nos gânglios das raízes dorsais dos nervos espinhais e nos gânglios de alguns nervos cranianos. São células pseudo-unipolares, com um prolongamento periférico que se liga ao receptor e um prolongamento central que se liga a neurônios da medula ou do tronco encefálico. O prolongamento periférico é morfologicamente um axônio, mas conduz o impulso nervoso centripetamente, sendo, pois, funcionalmente um dendrito. Já o prolongamento central é um axônio no sentido morfológico e funcional, uma vez que conduz centrifugamente. Os impulsos nervosos sensitivos são conduzidos do prolongamento periférico para o central e admite-se que não passam pelo corpo celular. Os impulsos nervosos motores são conduzidos do corpo celular para o efetuador. Contudo, pode-se estimular experimentalmente um
  22. 22. 19 nervo isolado que, então, funciona como um fio elétrico nos dois sentidos, dependendo apenas da extremidade estimulada. LESÕES DOS NERVOS PERIFÉRICOS REGENERAÇÃO DE FIBRAS NERVOSAS Os nervos periféricos são frequentemente traumatizados, resultando esmagamentos ou secções que trazem como consequência perda ou diminuição da sensibilidade e da motricidade no território inervado. Os fenômenos que ocorrem nestes casos orientam a conduta cirúrgica a ser adotada e são de grande importância para o médico. Tanto nos esmagamentos como nas secções ocorrem degenerações da parte distai do axônio e sua bainha de mielina, estendendo-se o fenômeno em direção proximal até estrangulamento de Ranvier mais próximo da lesão (degeneração Walleriana). No corpo celular há cromatólise, que atinge o máximo entre sete e 15 dias. O grau de cromatólise é inversamente proporcional a distância da lesão ao corpo celular. As alterações do corpo celular podem ser muito intensas, levando a uma desintegração do neurônio, mas, em geral, ocorre recuperação. Nestes casos as extremidades proximais das fibras lesadas crescem e emitem numerosos brotamentos que alcançam o nível da lesão e penetram no tecido cicatricial. Em casos de secção com afastamento dos dois cotos, as fibras nervosas em crescimento, não encontrando o coto distai, crescem desordenadamente no tecido cicatricial, constituindo os neuromas formados de tecido conjuntivo, células de Schwann e um emaranhado de fibras nervosas "perdidas". Nestes casos, para que haja recuperação funcional deve-se fazer a remoção do tecido cicatricial e o ajustamento dos cotos nervosos por sutura epineural, de modo a permitir que as fibras nervosas em regeneração penetrem no coto distai do nervo. Neste coto, após a lesão, ocorrem importantes modificações nas células de Schwann estudadas ao microscópio eletrônico.
  23. 23. 20 TERMINAÇÕES NERVOSAS SENSITIVAS (RECEPTORES) A classificação dos receptores, particularmente a correspondência dos vários receptores com as diferentes modalidades de sensibilidade, é assunto bastante controvertido. Com finalidade didática, fugiremos um pouco das controvérsias, dando ênfase à conceituação atualmente mais aceita. CLASSIFICAÇÃO MORFOLÓGICA DOS RECEPTORES Distinguem-se dois grandes grupos: os receptores especiais e os receptores gerais. Os receptores especiais são mais complexos, relacionando-se com um neuroepitélio (retina, órgão de Corti etc.), e fazem parte dos chamados órgãos especiais do sentido: os órgãos da visão, audição e equilíbrio, gustação e olfação, todos localizados na cabeça. Os receptores gerais ocorrem em todo o corpo, havendo maior concentração na pele. Em sua maioria, apresentam uma estrutura mais simples que a dos receptores especiais, podendo, do ponto de vista morfológico, ser classificados cm dois tipos: livres e encapsulados, conforme tenham ou não uma cápsula conjuntiva 3.1.1 — Receptores Livres Os receptores gerais livres são, sem dúvida, os mais frequentes. Ocorrem, por exemplo, em toda a pele, emergindo de redes nervosas subepiteliais e ramificando-se entre as células da epidêmica. Ao se transformarem em terminações livres, as fibras nervosas perdem sua bainha de mielina, mantendo seu envoltório de células de Schwann até as proximidades da ponta do axônio. Algumas terminações livres relacionadas com o tato enrolam-se na base dos folículos pilosos ou terminam em contato com células epiteliais especiais, constituindo os discos de Merkel. Além das funções de tato, as terminações livres são também responsáveis pela sensibilidade térmica e dolorosa.
  24. 24. 21 2.1.2 — Receptores Encapsulados Esses receptores são em geral mais complexos que os livres e, na maioria deles, há intensa ramificação da extremidade do axônio no interior de uma cápsula conjuntiva. Estão compreendidos aqui os corpúsculos sensitivos da pele descritos na histologia clássica, além dos fusos neuromusculares e neurotendíneos. Para uma descrição mais detalhada da morfologia dessas terminações, devem ser consultados os textos de histologia. A seguir faremos uma rápida caracterização das terminações nervosas encapsuladas mais importantes para a neuroanatomia funcional: a) corpúsculos de Meissner — ocorrem nas papilas dérmicas, principalmente nas da pele espessa das mãos e dos pés. São receptores de tato e pressão; b) corpúsculos de Ruffini — ocorrem nas papilas dérmicas tanto da pele espessa das mãos e dos pés como na pele pilosa do restante do corpo. Durante muito tempo acreditou-se que seriam sensíveis ao calor. Sabe-se hoje que são receptores de tato e pressão: c) corpúsculos de Water-Paccini — têm distribuição muito ampla, ocorrendo principalmente no tecido celular subcutâneo das mãos e dos pés ou mesmo em territórios mais profundos, como nos septos intermusculares e no periósteo. Durante muito tempo acreditou-se que os corpúsculos de Paccini seriam receptores relacionados com a percepção de pressão. Sabe-se hoje que são responsáveis pela sensibilidade vibratória, ou seja, a capacidade de perceber estímulos mecânicos rápidos e repetitivos; d) fusos neuromusculares — são pequenas estruturas em forma de fuso situadas nos ventres dos músculos esfriados esqueléticos, dispondo-se paralelamente com as fibras destes músculos (fibras extrafusais). Cada fuso é consumido de uma cápsula conjuntiva que envolve de duas a dez pequenas fibras estriadas denominadas fibras intrafusals.
  25. 25. 22 CLASSIFICAÇÃO FISIOLÓGICA DOS RECEPTORES Durante muito tempo discutiu-se se um mesmo receptor poderia ser ativado por vários es- tímulos ou se cada receptor seria ativado por um estímulo específico. Graças sobretudo a pesquisas neurofisiológicas envolvendo a tomada de potenciais bioelétricos em fibras nervosas isoladas, a especificidade dos receptores é hoje geralmente aceita. Aparentemente isso está em contradição com o fato de os receptores livres serem responsáveis por vários tipos de sensibilidade (temperatura, dor, tato). Na verdade, um determinado receptor livre é responsável apenas por uma dessas formas de sensibilidade. Assim, sob a denominação de receptores livres, existem de fato, do ponto de vista fisiológico, vários receptores que não foram ainda caracterizados morfologicamente, mas que, é muito provável, apresentam diferenças bioquímicas. Cabe assinalar que o mecanismo íntimo envolvido na transformação de estímulos físicos em atividade bioelétrica nos receptores ainda é pouco conhecido. Usando-se como critério os estímulos mais adequados para ativar os vários receptores, estes podem ser classificados como: a) quimiorreceptores — são receptores sensíveis a estímulos químicos, como os da olfaçâo e gustação; os receptores do corpo carol ídco são capazes de delect ar variações no teor do oxigênio circulante; b) osmârrêceptores — receptores capazes de detectar variação de pressão osmótica; c) fotorreceptores — receptores sensíveis à luz, como os cones e bastonetes da retina; d) termorreceptores — receptores capazes de detectar frio e calor. São terminações nervosas livres; e) nocicevtores (do latim nocere = prejudicar) — são receptores ativados em situações em que há lesões de tecido, causando Dor. São terminações nervosas livres; f) mecanorreceptores — são receptores sensíveis a estímulos mecânicos e constituem o grupo mais diversificado. Aqui situam-se os receptores de audição e de equilíbrio do ouvido interno, os receptores do seio carotídeo, sensíveis às mudanças na pressão arterial (barorreceptores), os fusos neuromusculares e órgãos neurotendinosos, sensíveis ao estiramento de músculos e tendões, assim como os
  26. 26. 23 vários receptores cutâneos responsáveis pela sensibilidade de tato, pressão e vibração. Outra maneira de classificar os receptores, proposta inicialmente por Sherrington, leva em conta a sua localização, o que define a natureza do estímulo que os ativa. Com base nesse critério, distinguem-se três categorias de receptores: exteroceptores, proprioceptores e interoceptores. Os exteroceptores localizam-se na superfície externa do corpo, onde são ativados por agentes externos como calor, frio, tato, pressão, luz e som., Os proprioceptores localizam-se mais profundamente, situando-se nos músculos, tendões, ligamentos e cápsulas articulares. Os impulsos nervosos originados nesses receptores, impulsos nervosos proprioceptivos, podem ser conscientes e inconscientes. Esses últimos não despertam nenhuma sensação, sendo utilizados pelo sistema nervoso central para regular a atividade muscular através do reflexo miotático ou dos vários centros envolvidos na atividade motora, em especial o cerebelo. Os impulsos proprioceptivos conscientes atingem o córtex cerebral e permitem a um indivíduo, mesmo de olhos fechados, ter percepção de seu corpo e de suas partes, bem como da atividade muscular e do movimento das articulações. São. pois, responsáveis pelo sentido de posição c de movimento. Os interoceptores (ou visceroceptores) localizam- se nas vísceras e nos vasos e dão origem às diversas formas de sensações viscerais, geralmente pouco localizadas, como a fome, a sede, o prazer sexual ou a dor visceral. TERMINAÇÕES NERVOSAS MOTORAS As terminações nervosas motoras ou junções neuroefetuadoras são menos variadas que as sensitivas e sobre elas não há tantas controvérsias. Funcionalmente elas se assemelham às sinapses entre os neurônios e, na realidade, o termo sinapse no sentido mais amplo também se lhes aplica. As terminações nervosas motoras podem ser somáticas ou viscerais. As primeiras terminam nos músculos estriados esqueléticos, as segundas nas glândulas, músculo liso ou músculo cardíaco, pertencendo pois ao sistema nervoso autônomo.
  27. 27. 24 TERMINAÇÕES EFERENTES SOMÁTICAS As fibras nervosas eferentes somáticas relacionam- se com as fibras musculares estriadas esqueléticas através dc estruturas especializadas denominadas placas motoras. Ao aproximar-se da fibra muscular, a fibra nervosa perde sua bainha de mielina, conservando, entretanto, o neurilema (Fig. 3.1). Na placa motora, a terminação axônica emite finos ramos contendo pequenas dilatações, os botões sinápticos de onde é liberado o neurotransmissor. A ultra-estrutura da placa motora ao nível de um desses botões é bastante semelhante à da sinapse intcrneuronal. O elemento pré-sináptico, formado Fotomicrografia de placas motoras (setas). Impregnação metálica pelo método dc cloreti > de ouro dc Ranvier. pela terminação axônica, apresenta-se rico em vesículas sinápticas agranulares que se acumulam próximo a barras densas, constituindo zonas ativas onde é liberado o neurotransmissor. a acetileolina. O elemento pós-sináptico é constituído pelo sarcolema da libra muscular, que mantém sua membrana basal e tem sua área consideravelmente aumentada pela presença de pregueamento característico (as pregas juncionais). As cristas dessas pregas apresentam densidades pós-sinápticas. O neurotransmissor acetileolina liberado na fenda sináptica causa despolarização do sarcolema. O que desencadeia a contração da libra muscular. O excesso de acetileolina liberado é inativado pela acetileolinesterase presente em grande quantidade na placa. TERMINAÇÕES EFERENTES VISCERAIS Nas terminações nervosas viscerais dos mamíferos o mediador químico pode ser a acetileolina ou a noradrenalina. Assim, as libras nervosas eferentes somáticas são colinérgicas, enquanto as viscerais podem ser colinérgicas ou adrenérgicas. As
  28. 28. 25 terminações eferentes viscerais apresentam mais dificuldades para estudo c são menos conhecidas que as somáticas. Entretanto, pesquisas de microscopia eletrônica e histoquímica têm esclarecido muitos aspectos de sua estrutura c função. Especialmente valioso foi o desenvolvimento de técnicas histoquímicas para das fibras. 5. NERVOS ESPINHAIS Nervos espinhais são aqueles que fazem conexão com a medula espinhal e são responsáveis pela inervação do tronco, dos membros e partes da cabeça. São em número de 31 pares, que correspondem aos 31 segmentos medulares existentes. São, pois, oito pares de nervos cervicais. 12 toráeicos. cinco lombares, cinco sacrais, um coecígeo. Cada nervo espinhal é formado pela união das raízes dorsal e ventral as quais se ligam, respectivamente, aos sulcos lateral posterior c lateral anterior da medula através de filamentos radiculares . Na raiz dorsal localiza-se o gânglio espinhal, onde estão os corpos dos neurônios sensitivos pseudo-unipolares, cujos prolongamentos central e periférico formam a raiz. A raiz ventral é formada por axônios que se originam em neurônios situados nas colunas anterior e lateral da medula. Da união da raiz dorsal, sensitiva, com a raiz ventral, motora, forma-se o tronco do nervo espinhal, que funcionalmente é misto.
  29. 29. 26 COMPONENTES FUNCIONAIS DAS FIBRAS DOS NERVOS ESPINHAIS A classificação funcional das fibras que constituem os nervos está intimamente relacionada à classificação das terminações nervosas estudada neste capítulo. Fibras que se ligam perifericamente a terminações nervosas aferentesconduzem os impulsos centripetamente e são aferentes. As que se originam em interoceptoressão viscerais, as que se originam em proprioceptores ou exteroceptores. são somáticas.As fibras originadas em exteroceptores, ou fibras exteroceptivas, conduzem impulsos originados na superfície, relacionados com temperatura, dor, pressão e tato. as fibras proprioceptivas podem ser conscientes ou inconscientes. Fibras que se ligam perifericamente a terminações nervosas eferentes conduzem os impulsos nervosos centrifugamente e são, por coaseguinte, eferentes, podendo ser somáticos ou viscerais. As fibras eferentes somáticas dos nervos espinhais terminam em músculos esfriados esqueléticos; as viscerais, em músculos liso, cardíaco ou glândula, integrando, como será visto mais adiante, o sistema nervoso autônomoDo que foi visto, verifica-se que, do ponto de vista funcional, os nervos espinhais são muito heterogêneos. E num mesmo nervo em um determinado momento podem existir fibras situadas lado a lado, conduzindo impulsos nervosos de direções diferentes para estruturas diferentes, nquanto outras fibras podem estar inativas. Isto é possível pelo fato de as fibras nervosas que constituem os nervos serem "isoladas" umas das outras e, portanto, de funcionamento independente. A situação é comparável a um cabo telefônico com centenas de tios independentes, cada um ligando um telefone a de uma parte especifica do centro TRAJETO DOS NERVOS ESPINHAIS O tronco do nervo espinhal sai do canal vertebral pelo forame intervertebral e logo se divide em um ramo dorsal c um ramo ventral, ambos mistos. Com exceção dos
  30. 30. 27 três primeiros nervos cervicais, os ramos dorsais dos nervos espinhais são menores que os ventrais correspondentes. Eles se distribuem aos músculos c à pele da região dorsal do tronco, da nuca e da região occipital. Os ramos ventrais representam, praticamente, a continuação do tronco do nervo espinhal. Eles se distribuem pela musculatura, pele, ossos e vasos dos membros, bem como pela região anterolateral do pescoço e do tronco. Os ramos ventrais dos nervos espinhais torácicos (nervos intercostais) têm trajeto aproximadamente paralelo, seguindo cada um individualmente no seu espaço intercostal. Guardam, pois, no adulto, a disposição metamérica observada cm todos os nervos no início do desenvolvimento. Entretanto, o mesmo não acontece com os ramos ventrais dos outros nervos, os quais se anastomosam, entrecruzam e trocam fibras, resultando na formação de plexos. Deste modo, os nervos originados dos plexos são plurissegmentares, ou seja, contêm fibras originadas em mais dc um segmento medular. Já os nervos intercostais são unissegmentares, isto é, suas fibras se originam de um só segmento medular. O estudo da formação dos plexos, bem como dc seus ramos colaterais e terminais, é muito importante na prática médica e deverá ser feito no estudo da anatomia geral. De um modo geral, os nervos alcançam o seu destino pelo caminho mais curto. Entretanto, existem exceções explicadas por fatores embriológicos. Uma delas é o nervo laríngeo recorrente, que contorna a artéria subclávia, à direita, ou o arco aórtico, à esquerda, antes de atingir o seu destino nos músculos da laringe. O trajeto de um nervo pode ser superficial ou profundo. Os primeiros são predominantemente sensitivos, e os segundos predominantemente motores. Entretanto, mesmo quando penetra em um músculo, o nervo não é puramente motor, pois apresenta sempre fibras aferentes que veiculam impulsos proprioceptivos originados nos lusos neuromusculares. Do mesmo modo. Os nervos cutâneos não são puramente sensitivos, pois apresentam libras eferentes viscerais (do sistema autônomo) para as glândulas sudoríparas. músculos cretores dos pêlos e vasos superficiais.
  31. 31. 28 6.DOENÇAS RELACIONADA AOS NERVOS PERIFERICOS: Síndroma de Guillain-Barré A síndroma de Guillain-Barré (polinevrite aguda ascendente) é uma forma de polineuropatia aguda rapidamente progressiva caracterizada por debilidade muscular que, por vezes, conduz à paralisia. A causa deve-se, provavelmente, a uma reação auto-imune (o sistema imune ataca a bainha da mielina). Em 80 % dos casos, os sintomas iniciam-se entre 5 dias e 3 semanas após uma perturbação infecciosa trivial, uma intervenção cirúrgica ou uma vacinação. Sintomas A síndroma de Guillain-Barré costuma iniciar-se com debilidade, formigueiro e perda da sensibilidade em ambas as pernas, que depois afeta os braços. A debilidade é o sintoma principal. Em 90 % dos afetados pela síndroma de Guillain-Barré a debilidade é mais acentuada entre a segunda e a terceira semanas. Em 5 % a 10 % dos casos, tal debilidade manifesta-se nos músculos respiratórios, ao ponto de ser, por vezes, necessário um respirador artificial. Cerca de 10 % dos doentes necessitam de ser alimentados por via endovenosa ou através de uma gastrostomia (colocação, através da parede abdominal, de um tubo até ao estômago) devido à debilidade dos músculos da cara e da deglutição. Nos doentes mais gravemente afetados pode verificar-se uma disfunção do sistema nervoso autónomo, com flutuações da pressão arterial e arritmias cardíacas. Uma das formas da síndroma de Guillain-Barré produz um grupo de sintomas não
  32. 32. 29 habituais, como paralisia dos movimentos oculares, dificuldade em andar e desaparecimento dos reflexos. Considerados de forma global, cerca de 5 % dos afetados pela síndroma de Guillain-Barré falecem por causa da doença. Diagnóstico Os médicos devem diagnosticar a doença baseando-se no padrão dos sintomas, dado que não há qualquer exame laboratorial específico da síndroma de Guillain-Barré. Com o objetivo de afastar outras possíveis causas de debilidade profunda, são efetuados diversos exames, como a análise do líquido cefalorraquidiano da medula espinhal (obtido através de uma punção lombar), um eletromiograma, estudos da condução nervosa e análises de sangue. Tratamento A síndroma de Guillain-Barré é uma doença muito grave que requer a hospitalização imediata dado que pode agravar-se muito rapidamente. O diagnóstico é de grande importância porque, quanto mais cedo se iniciar o tratamento adequado, melhor será o prognóstico. Os doentes são controlados muito de perto com o objetivo de poder aplicar-se respiração assistida, no caso de ser necessária. Para prevenir as úlceras e as lesões provocadas por uma permanência prolongada na cama, as enfermeiras tomam precauções utilizando colchões moles e voltando o doente de duas em duas horas. A fisioterapia é também importante para prevenir a rigidez muscular e preservar a função dos músculos e das articulações. Depois de estabelecido o diagnóstico, o tratamento escolhido é a plasmaférese (extração de substâncias tóxicas do sangue) ou a infusão de imunoglobinas. Os corticosteróides já não se recomendam porque não se demonstrou a sua eficácia e porque na realidade podem agravar a evolução da doença. As pessoas com a síndroma de Guillain-Barré podem melhorar espontaneamente, mas sem tratamento a convalescença pode prolongar-se muito. As pessoas que recebem um tratamento precoce podem experimentar uma melhoria muito rápida (em questão de dias ou de
  33. 33. 30 semanas). Caso contrário, a recuperação pode levar meses, embora a maioria recupere quase completamente. Cerca de 30 % das pessoas (inclusive uma percentagem superior em crianças com esta doença) têm ainda debilidade ao fim de 3 anos. Depois de uma melhoria inicial, aproximadamente 10 % dos doentes têm recidivas e desenvolvem uma polineuropatia crónica recidivante. As imunoglobulinas e os corticosteróides podem ser benéficos para esta forma persistente da síndroma de Guillain-Barré, tal como a plasmaférese e os fármacos que deprimem o sistema imunitário. Conclusão Neste trabalho foram analisadas as mais diversas ramificações que os nervos cranianos e espinais fazem pelo corpo humano, sua importância dos estímulos que são impulsionados através desses nervos que fazem as mais diversificadas reações por parte da região que é levada a responder de forma que imediata à estes estímulos como forma de sentido, prazer, fome, rir entre outros, como também a extrema sensação de calor ou de dor, provocada através desse sistema, estes e os mais variados exemplos de situações em que o Sistema Nervoso (craniano e espinal) atua. Conclui-se então que a os nervos espinais são interligados aos nervos cranianos e que sendo a medula espinal contínua com o encéfalo, formam o sistema nervoso central (SNC).
  34. 34. 31 REFERÊNCIAS 1. MACHADO, Angelo, B. M. 2006. Neuroanatomia Funcional. 2ª ed. Editora Atheneu, São Paulo, SP , p.101-112. 2. Copyright by Aula de Anatomia®.::.Todos os Direitos Reservados 3. Designed by Jonas Edison Wecker.::.jonas@auladeanatomia.com 4. http://www.manual merk.com 5. http://www.gerardocristino.com.br

×