Advogado construa a sua marca pessoal

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Advogado construa a sua marca pessoal

  1. 1. Advogado: construa a sua marca pessoal!Vamos voltar um pouco no tempo e recordar que, há cerca de aproximadamente duas décadas, empresasmais contemporâneas, como PETROBRAS, McDonald’s, Johnson & Johnson, entre muitas outras, já sepreocupavam com a notoriedade que estava sendo criada em suas marcas, e se alcançariam o resultado devisibilidade e reconhecimento esperados. Desde essa época, uma forte tendência cresceu e se aperfeiçooucom o passar dos anos: hoje, criar uma marca e associá-la a uma empresa tornou-se uma estratégia demarketing das mais utilizadas e eficazes no mercado. Isso porque, em um processo psicológico, as duas –marca e empresa – se tornam uma só, sendo praticamente impossível sua dissociação.Muitas vezes, podemos não lembrar o nome de uma marca, mas, com certeza, lembraremos das cores, doformato e, até mesmo, em que momento foi utilizado. São essas características agregadas à marca que, aoser levada para o mercado, possibilitará que esta seja reconhecida e lembrada pelo público, até pelos maisdesatentos. Existem aquelas, inclusive, que, de tão preocupadas com a imagem, quero dizer, preocupadascom a construção do signo propriamente dito, contratam profissionais especializados para desenvolverem oque chamamos de Manual de Identidade Visual, cujo objetivo é esclarecer quanto à importância da marca,os valores arraigados a ela e orientar sobre sua aplicabilidade da melhor maneira possível. Nas empresas,esse manual pode ser disponibilizado para visualização na intranet, auxiliando o colaborador a disseminar aimagem da organização de maneira adequada, podendo ser disponibilizado, também, na internet, norteandofornecedores e prestadores de serviços ou qualquer outro que venha a necessitar da imagem corporativa daempresa.Mas, e você, advogado? Você possui seu escritório próprio, quer dizer, VOCÊ É A SUA EMPRESA. Nuncapensou em construir a sua marca pessoal, ser lembrado e reconhecido no meio em que atua pelos trabalhosdesenvolvidos, pelos artigos criados, pelas entrevistas dadas, pelas consultorias realizadas? Em seu livroPersonal Branding – Construindo a sua marca pessoal, Arthur Bender, especialista em estratégia, comentaque, “numa sociedade repleta de opções a fazer todos os dias, com milhares de marcas brigando ferozmentepela nossa atenção no mercado, a confiança é um ativo crucial para marcas corporativas e pessoais”. Eleainda explica que isso acontece “porque somos massacrados por um incontável número de informaçõesdiariamente. Temos muito menos tempo e um número incrível de coisas a fazer, opções e decisões a tomar.Nosso raciocínio sobre essas escolhas diárias é o de fazer descarte o tempo todo. E é aí que a confiança passaa ser um ativo VITAL para a sua carreira”.Em outras palavras, marca pessoal é sinônimo de renome (nome forte). Mas o que você está fazendo paramostrar que é confiável, que você não é somente um símbolo “bonitinho”, criado apenas para associá-lo aum nome? Uma marca pessoal realmente forte é aquela que consegue agregar valores à sua constituição edemonstrar tudo o que foi feito para que ela fosse construída, assim como todo o caminho percorrido, todoo tempo de dedicação à carreira e, indo mais a fundo, todo o seu empenho em se tornar um cidadão certode seus direitos e deveres. Isso tudo fará com que as pessoas tenham curiosidade em procurá-lo paraconhecê-lo e saber o tipo de trabalho desenvolvido por você. Você será investigado sem perceber. Mas,atualmente, essa postura de investigação é muito comum. Ou você nunca procurou seu nome em algum sitede busca para ver o que aparecia?Existem alguns profissionais que já se deram conta dos ganhos com a criação de uma marca única edesenvolveram ações para ganharem mercado com a divulgação do seu nome, tendo, como retorno, a tãoesperada visibilidade da sua marca pessoal. Logo abaixo, seguem algumas ações, das mais simples até asmais complexas, que, se levadas a sério, ajudarão na construção da sua marca pessoal. Vejamos:Assim como um produto tangível, cuja embalagem, muitas vezes, chama mais a atenção do que a realnecessidade de tê-lo, com o ser humano também é assim: somos enxergados, primeiramente, por nossaembalagem. Portanto, é importante atentar-se a pormenores que, por vezes, passam completamentedespercebidos. Então, vale lembrar da necessidade de se manter hábitos simples para uma boa apresentaçãopessoal, como ter o cabelo arrumado, as unhas em ordem, os dentes escovados, estando sempre asseado.Os trajes e acessórios escolhidos também devem estar coerentes com a atividade e o ambiente de trabalho,procurando sempre diferenciar roupas utilizadas no dia-a-dia daquelas utilizadas em ocasiões em que se
  2. 2. exige uma apresentação mais formal. Para ambos os casos, deve-se priorizar sempre o conforto e apraticidade, mas sem perder a elegância. O casual day ainda é muito bem-vindo, mas sem extravagância,afinal de contas, reuniões podem surgir a qualquer momento e não seria bom você ser pego, literalmente, de“calças curtas”!Não se deve esquecer que faz parte da “embalagem” humana mostrar o quanto ela sabe se comportar emdeterminados ambientes, se preocupando com o tipo de imagem que deseja passar para aqueles que estãoao seu redor. Cabeça inclinada, ombros caídos, tronco curvado não são características de um profissional desucesso. A postura deve estar coerente com a impressão que realmente se deseja passar: a de umprofissional derrotado ou a de um profissional certo de si. Quanto ao vocabulário, todo cuidado é pouco. Omais prudente, em um primeiro momento, é falar menos e escutar mais, principalmente em ocasiões em queas pessoas não são intimamente conhecidas. O melhor é não arriscar um “choque de ideias” ou criarpolêmica a respeito de assuntos não apropriados para certos momentos.Eu sei que tudo isso parece óbvio, mas ainda existem aqueles que descuidam desses pormenores e, por maissingelos que sejam, tratam-se de detalhes imprescindíveis e que serão o ponto de partida para construção dasua marca pessoal.Vamos a outros pontos simples, mas que vão determinar ou não o seu crescimento. Entre eles, está seuportfólio, também conhecido como currículo. Você já parou para avaliá-lo como um headhunter? Aprenda,então, a redigir um currículo exclusivo, com informações que sejam realmente relevantes no meio em quedeseja atuar. Essas informações devem ser claras e capazes de ilustrar o profissional qualificado que vocêvem se tornando a cada dia. Evidencie seus objetivos e o que, de fato, quer desenvolver. Comece sempreenfatizando as informações mais atuais; as mais antigas podem ser dispensadas nesse primeiro momento.Comente sobre sua trajetória profissional, sobre os trabalhos diferenciados realizados nas empresas poronde passou e conclua falando um pouco de suas aptidões com idiomas, informática, hobbies, entre outrosque achar conveniente. Não se esqueça de que as premissas básicas de um profissional competente é terconhecimento, habilidade e atitude. Portanto, deixe essas informações claras no seu currículo.Bem, com essas etapas concluídas, já está mais do que na hora de VOCÊ se mostrar ao mundo. Afinal decontas, você já construiu a sua marca pessoal, o seu portfólio, restando, agora, se utilizar de umacomunicação coerente e eficaz. Vamos para mais alguns pontos:O primeiro passo é a criação de um cartão de visita muito bem elaborado e que siga toda a estrutura da sualogomarca. Ele não precisa, contudo, ser o seu minicurrículo. Informações básicas, como nome completo,endereço, telefone e e-mail são essenciais. Caso ocorra, em alguma ocasião propícia, a troca de cartões – e aintenção é essa mesma – faça isso de maneira discreta, pois o cartão de visita é uma forma de elucidar seuinteresse em cultivar um relacionamento. Portanto, não perca a oportunidade, mas também não se mostredesesperado. Com seu cartão de visita em mãos, você já pode comparecer a eventos, coquetéis,lançamentos de livros, workshops, seminários etc. Enfim, procure circular para ser notado.Outras ferramentas de comunicação são os meios interativos, como as redes sociais da internet (Twitter,Facebook, Linkedin, Orkut, MSN, entre outros), sem contar a possibilidade de se ter um site ou um blog. Comessas ferramentas, pode-se interagir com o mundo inteiro. Uma dica: crie um artigo sobre um tema atual eencaminhe para algum meio relacionado. Você pode, ainda, fazer contatos com os cartões que você trocouno último seminário em que compareceu, lembra-se?E, por fim, já que estamos falando de contatos, não se esqueça de fazer networking, pois as oportunidadesaparecem de onde menos se espera. Há muitas pessoas interessantes para se conhecer e que podem abrirportas incríveis para você. Lembre-se do que já dizia Antoine de Saint-Exupéry, em seu livro O PequenoPríncipe: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. Gracielle Leite Técnica em Gestão Empresarial pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial - SENAC, graduada em Comunicação Social, com bacharelado em Publicidade e Propaganda pela Universidade Cruzeiro do Sul -
  3. 3. UNICSUL e, pós-graduanda em Comunicação e Marketing pela Faculdade Drummond. Atualmente é responsável pelo Departamento de Comunicação da Advocacia Celso Botelho de Moraes, desenvolvendoestratégias de marketing jurídico para o escritório e assessoria em marketing cultural para empresas clientes. Matéria escrita para a Revista ADVOGADOS – Mercado & Negócios – nº 32/2010

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