Redes Sociais e Mídias Sociais

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Material de apoio para a aula Mídias Sociais e Redes Sociais do curso de Pós Graduação em Cultura Digital e Redes Sociais da Unisinos - Outubro 2014

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  • Que significam estes termos que estão no nome do módulo?
    Há diferenças?
  • Mas então como se define uma rede sociai?
  • Como se define um Social Network Site?

    Texto danah boyd e ellison.

    Texto David Beer.

  • As redes sociais já existiam antes da Internet!

    Estudos entre as partes começam a despertar interesse no século XX.

    Euler, teoria dos grafos, em 1736.
  • As redes sociais já existiam antes da Internet!

    Estudos entre as partes começam a despertar interesse no século XX.
  • Texto Alex Primo: Interação Mútua e Interação Reativa.

  • Texto the Strenght of Weak Ties
  • Dois textos da Raquel Recuero:

    1. Fluxos de Informação e Capital Social nos Weblogs

    2. A ECONOMIA DO RETWEET
  • Redes Sociais e Mídias Sociais

    1. 1. Redes Socias e Mídias Sociais Gisele Honscha Outubro 2014
    2. 2. RECUERO, Raquel. Redes Sociais na Internet. Porto Alegre: Sulina, 2009. http://www.danah.org/papers/talks/MSRTechFest2009.h tml
    3. 3. uma rede social é definida por dois elementos: atores (pessoas, instituições ou grupos, nós da rede) e suas conexões (interações ou laços sociais). é uma metáfora para observar os padrões de conexão de um grupo social, a partir das conexões estabelecidas pelos próprios atores.
    4. 4. As redes sociais na internet amplificaram a capacidade de conexão de uns com outros.
    5. 5. We define social network sites as web-based services that allow individuals to (1) construct a public or semi-public profile within a bounded system, (2) articulate a list of other users with whom they share a connection, and (3) view and traverse their list of connections and those made by others within the system. What makes social network sites unique is not that they allow individuals to meet strangers, but rather that they enable users to articulate and make visible their social networks. boyd, d. m. and Ellison, N. B. (2007), Social Network Sites: Definition, History, and Scholarship. Journal of Computer-Mediated Communication, 13: 210–230
    6. 6. grafo = metáfora da rede
    7. 7. • Atores • Conexões • Capital social elementos das redes sociais
    8. 8. conexões • Síncrona ou assíncrona (Reid, 1991) • Mútua ou reativa (Primo, 2003) • Tipo de laço social • dialógico, associativo (Breiger, 1979) • fraco, forte (Granovetter, 1973)
    9. 9. laços Laços fracos (weak ties) seriam muito mais importantes, na manutenção da rede social, do que os laços fortes (strong ties), para os quais habitualmente os sociólogos davam mais importância. Aquelas pessoas com quem se tinha um laço mais fraco eram justamente importantes porque conectariam vários grupos sociais. Sem elas, os vários clusters existiriam como ilhas isoladas e não como rede.
    10. 10. capital social Valor constituído a partir das interações entre os atores sociais. Compreender a existência de valores nas conexões sociais e no papel da Internet para auxiliar essas construções e suas mudanças na percepção desses valores é fundamental para compreender também as redes sociais.
    11. 11. topologia das redes sociais Redes são metáforas estruturais. Portanto, elas constituem-se em formas de analisar agrupamentos sociais também a partir de sua estrutura... Essas topologias são relacionadas às estruturas das redes sociais, ou seja, à estrutura construída através dos laços sociais estabelecidos pelos atores. Paul Baran, 1964
    12. 12. redes igualitárias Uma rede igualitária é, portanto, uma rede onde os nós, dada uma quantidade de conexões, têm uma probabilidade de acabar com uma quantidade mais ou menos igual de conexões.
    13. 13. mundos pequenos O problema dos mundos pequenos, que foi abordado por diversos autores posteriores, observa a questão das coincidências entre conhecidos. Trata-se de um problema de conectividade, onde os autores propuseram que, dado um número de mil conhecidos por pessoa, em toda a população mundial, poder-se-ia traçar um caminho entre um par, correndo apenas por dois conhecidos de ambos. Ithiel de Sola Pool e Manfred Kochen (1978).
    14. 14. redes aleatórias Todos os nós, em uma determinada rede, teriam mais ou menos a mesma quantidade de conexões, ou igualdade nas chances de receber novos links, constituindo-se, assim, como redes igualitárias.
    15. 15. redes sem escalas As redes não seriam constituídas de nós igualitários, ou seja, com a possibilidade de ter mais ou menos o mesmo número de conexões. Ao contrário, tais redes possuiriam poucos nós que seriam altamente conectados (hubs ou conectores) e uma grande maioria de nós com poucas conexões. Os hubs seriam os "ricos", que tenderiam a receber sempre mais conexões. As redes com essas características foram denominadas por ele "sem escalas” Barabási (2003)
    16. 16. rich get richer Quanto mais conexões um nó possui, maiores as chances de ele ter mais novas conexões. Essa característica foi chamada de "conexão preferencial“ (preferential attachment): um novo nó tende a se conectar com um nó pré existente, mas mais conectado. Barabási (2003)
    17. 17. Six Degrees Documentário http://www.dailymotion.com/video/xd24de_o-poder-dos-seis-graus- parte-1-3_tech Kevin Bacon http://oracleofbacon.org
    18. 18. Social media is not new. Media has been leveraged for sociable purposes since the caveman's walls. boyd, danah. "Social Media is Here to Stay... Now What?" Microsoft Research Tech Fest. Redmond, Washington, 2009. http://www.danah.org/papers/talks/MSRTechFest2009.h tml
    19. 19. It’s a collection of software that enables individuals and communities to gather, communicate, share, and in some cases collaborate or play.
    20. 20. 5 propriedades das mídias sociais
    21. 21. 3 dinâmicas das mídias sociais 1. Audiências invisíveis 2. Ausência de contextos 3. Limite entre Público e Privado nublado
    22. 22. http://www.youtube.com/watch?v=HPPj6viIBmU Persistência Replicabilidade Buscabilidade Escalabilidade (de) Locabilidade Audiências invisíveis Ausência de contextos Limite entre Público e Privado nublado
    23. 23. “A cultura da internet é a cultura dos criadores da Internet”. Valores fundamentais: a colaboração, a participação, a comunicação livre e horizontal, a autonomia criativa e a sociabilidade em rede. CASTELLS, Manuel. A Galáxia da Internet: reflexões sobre a Internet, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed, 2003
    24. 24. Reconfiguração das estruturas midiáticas. As diversas manifestações socioculturais contemporâneas mostram que o que está em jogo como o excesso de informação nada mais é do que a emergência de vozes e discursos anteriormente reprimidos pela edição da informação pelos mass media. A liberação do pólo da emissão está presente nas novas formas de relacionamento social, de disponibilização da informação e na opinião e movimentação social da rede. LEMOS, André. Cibercultura. Alguns pontos para compreender a nossa época. In: LEMOS, A.; CUNHA, P. (orgs). Olhares sobre a Cibercultura. Porto Alegre: Sulina, 2003.
    25. 25. http://www.guardian.co.uk/global/2008/jul/24/barackobama.uselections2008
    26. 26. Uma cultura participativa é uma cultura com relativamente poucas barreiras à expressão artística e ao engajamento civil, com forte apoio à criação e compartilhamento das criações, e algum tipo de tutoria informal na qual o que é sabido pelo mais experiente é passado para os novatos. Uma cultura participativa é também aquela em que os membros acreditam que suas contribuições importam, e sentem algum grau de conexão social uns com os outros (ao menos eles se importam com o que outras pessoas pensam sobre o que eles criaram). (JENKINS, Henry)
    27. 27. Contexto cultural que permite a participação na produção e na distribuição da mídia. ”A web oferece um poderoso novo canal de distribuição para a produção cultural amadora” (JENKINS, Henry)
    28. 28. Os indivíduos não são espectadores ou consumidores de mídia, são participantes da estrutura midiática e moldam a mídia ativamente. VALORES CENTRAIS : a expressão o engajamento a criação amadora o compartilhamento a socialização as opiniões dos pares
    29. 29. https://www.ted.com/talks/clay_shirky_how_cognitive_surplus_will_change_the_world#t-86762 Anyone seeing a lolcat gets a second related message: you can play this game too. (Clay Shirky, 2011)
    30. 30. Como participar? • Produzindo conteúdos originais • Comentando conteúdos existentes • Remixando vídeos e músicas • Escolhendo conteúdo para compartilhar
    31. 31. “Um determinado período tecnológico, a um conjunto de novas estratégias mercadológicas e a processos de comunicação mediados pelo computador”. (Alex Primo, 2007) Segunda geração de serviços on-line caracterizada pela facilidade na produção, publicação e distribuição de conteúdos, sem a necessidade de conhecimentos de programação; pela ativa participação dos usuários; pelas possibilidades de interação entre os sujeitos; e por novas formas de organização e recuperação de informações.
    32. 32. Ator Fernando Almeida é assassinado no Rio 06 de abril de 2004
    33. 33. http://www.youtube.com/watch?v=DSDEH3YMjNs
    34. 34. As tecnologias digitais poderiam permitir que uma variedade extraordinária de pessoas comuns fizesse parte do processo criativo. Sair de uma vida de “consumidor” (pense no que esta palavra representa – passivo, preguiçoso, cansado) de música – e não só música, mas filme, e arte, e comércio – para uma vida onde poderia participar individualmente e coletivamente fazendo alguma coisa nova. (LESSIG, 2002) Nem todos os membros precisam contribuir, mas todos devem acreditar que são livres para contribuir quando estiverem prontos e que aquilo com que eles contribuírem será valorizado apropriadamente (JENKINS)
    35. 35. MEDIA LITERACY A participação depende de uma espécie de alfabetização nas novas linguagens desta cultura.
    36. 36. http://glo.bo/LmpoG5
    37. 37. Mídia hoje é global, ubiqua, social e barata. Menos consumidores, mais produtores. Menos audiência, mais participantes. Menos mensagem para indivíduos, mais ambiente para grupos. Clay Shirky
    38. 38. SOCIAL MEDIA LANDSCAPE When I created this landscape back in 2008, social media was a category, a sub-part of the web. Things are different nowadays since social media are everywhere: nearly all websites are linked to social accounts, and social platforms are filled with content grabbed on traditional websites. Long story short: social media and the web are the two faces of the same coin. This is 2014′s first major change: their is no social media any more, only one global social web. http://www.mediassociaux.fr/2014/05/19/panorama-medias-sociaux-2014/
    39. 39. giseleh@gmail.com

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