Psicologia da Educação

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Psicologia da Educação

  1. 1. Componentes :  Rosa Maria Cardoso Carvalho  Girleno Silva Oliveira  Gilson Passos dos Santos  Luís Henrique Pereira de Sousa Filho  Daniel Conrado  Lyllian Thaynara Furtado  Marcela Alves U N I V E R S I DA D E E S TA D UA L D O P I AU Í - U E S P I C A M P O S R I O M A R ATAOA N – B A R R A S – P I AU Í C U R S O L I C E N C I AT U R A P L E N A E M G E O G R A F I A D I S C I P L I N A P S I C O LO G I A DA E D U C A Ç Ã O P R O F E S S O R A : M A R Í L I A T E L E S T U R M A : 2 0 1 4 . 2 ; B LO C O I I I
  2. 2. A CONTRIBUIÇÃO DA PSICOLOGIA NA EDUCAÇÃO.
  3. 3.  O professor tem como papel principal, ser o mediador entre a criança e o objeto do seu conhecimento. A ele cabe a tarefa de lançar a pergunta à qual a criança ainda não foi exposta; instigar sua curiosidade das mais diferentes maneiras; definir uma ação pedagógica que vá ao encontro de seu desenvolvimento.
  4. 4.  Aprender pode ser definido como a forma construída pelo homem de enfrentamento da realidade que o circunda e que lhe permite sobreviver, ou, mais ainda, que lhe permite transformar o seu entorno com vista a sua felicidade.
  5. 5.  A didática é a parte da Pedagogia que se ocupa das aprendizagens complexas que requerem sistematização e organização.  Formar pessoas preparadas para intervir de forma critica na sociedade em construção acelerada, pessoas disponíveis para a mudança, com capacidade de aprender a cada dia com os fatos e adquirir novas experiências.
  6. 6. PRODUTOS DE APRENDIZAGEM
  7. 7. Chute pode ser tomado como algo aproximado a “improviso". Portanto, tem aqui a conotação de algo aprendido muito superficialmente, localizado, sem nenhuma generalização. PRODUTOS DE APRENDIZAGEM NÃO TRANSFORMADORA E NÃO SISTEMATIZADA
  8. 8. BIBLIOTECA IMPROVISADA USANDO CAIXA DE PAPELÃO
  9. 9. O Conhecimento é um produto de aprendizagem sistematizado, quando ele chega a explicação das causas dos problemas enfrentados; de forma organizada; O Conhecimento é social ou socializável; O Conhecimento é mais ligado à reflexão e à linguagem. PRODUTO DE APRENDIZAGEM NÃO TRANSFORMADOR E SISTEMATIZADO
  10. 10. PELO CORPO CRIANÇA EXPRESSA SEU CONHECIMENTO
  11. 11. Dentre os múltiplos ângulos em que a aprendizagem pode ser analisada, merece importância a caracterização dos tipos de produtos que dela derivam.
  12. 12. NÂO SISTEMATIZADA SISTEMATIZADA Não transformadora Chute Conhecimento Transformadora Saber Práxis
  13. 13.  SABER: Chamamos de saber o produto de aprendizagem, não sistematizado, mas transformador. Um produto de aprendizagem é transformador na medida em que acrescenta ser a quem aprende, modificando-lhe em algo a maneira de viver. Uma aprendizagem não é sistematizada quando ela é apenas descritiva de etapas de soluções de um problema, sem entrar na analise desta solução. O saber implica num valor capaz de mobilizar energias de quem aprende, a ponto de levá-lo a novas formas de vida.
  14. 14. PRÁXIS: Pode ser definida como a contínua conversão do conhecimento em ação transformadora e da ação transformadora em conhecimento.
  15. 15. FUNDAMENTOS DA CARACTERIZAÇÃO DOS PRODUTOS DE APRENDIZAGEM
  16. 16. HENRY WALLON PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO
  17. 17. Nasceu em 1879 na França. Viveu toda sua vida em Paris. E morreu em 1962. Antes de chegar a Psicologia e à Educação, passou pela Filosofia e pela Medicina. HENRY WALLON
  18. 18. Wallon discordava dos métodos autoritários empregados para controle disciplinar. Sob o estudo da criança como recurso pra conhecer o psiquismo humano. A criança normal se descobre na criança patológica na condição de não tentar entre elas uma comparação. Comparar não é ver apenas as semelhanças, mas visa também tanto as semelhanças como as diferenças. TEORIA DE WALLON
  19. 19. Wallon não via o Esquema corporal não como unidade biológica, mas como construção. Necessidade de considerar a pessoa como um todo. Fundamentou suas ideias em quatro elementos básicos que se comunicam o tempo todo: Afetividade; Movimento (dimensão motora); Inteligência (dimensão cognitiva); Formação do eu como pessoa. HENRY WALLON TEORIA DE WALLON
  20. 20. Diferente de Piaget, Wallon diz que a inteligência surge depois da afetividade, conflitando com ela, pensamento que explique talvez porque alunos aprendem mais quando “gostam” do professor. Durante todo o desenvolvimento há momentos em que predomina o afetivo, em outros, o cognitivo, ainda que de maneira integrada. HENRY WALLON AFETIVIDADE E INTELIGÊNCIA
  21. 21. Desenvolvimento em etapas se diferenciam por suas características, todas apresentam tipos particulares de interações entre a criança e seu ambiente. Cada estágio apresenta idades e durações variáveis e relativas, predominando a busca pela identidade própria e o caminhar para o mundo. HENRY WALLON ESTÁGIOS DO DESENVOLVIMENTO
  22. 22. Impulsivo (0 a 3 meses) Ocorre no primeiro ano de vida. As reações do bebê com pessoas, às quais intermediam sua relação com o mundo físico. Expressões/reações que diferenciam mal estar de bem estar. Afetividade primeira reação do bebê com as pessoas. Henry Wallon Estágio Impulsivo-Emocional (0 a 1 ano)
  23. 23. Emocional (3 a 12 meses) O bebê manifesta - se por gestos. Gestos emocionais medo, alegria, dor e raiva. Comunica –se com o corpo através de mimicas e vocalização. Vão sendo desenvolvidas as condições sensório-motoras (olhar, pegar, andar) Henry Wallon Estágio Impulsivo-Emocional (0 a 1 ano)
  24. 24. A aquisição da marcha e da apreensão dão a criança maior autonomia na manipulação de objetos e na exploração dos espaços. Desenvolvimento da função simbólica e da linguagem. O termo projetivo refere-se ao fato da ação do pensamento precisar dos gestos para se exteriorizar. O ato mental projeta-se em atos motores. Henry Wallon Estágio Sensório-Motor (até os 3 anos)
  25. 25. Henry Wallon Estágio do Personalismo (3 a 6 anos) Primeiro dia de aula Imitando o Pai
  26. 26. A inteligência avança no seu desenvolvimento e a criança a utiliza cada vez mais com a manifestação de interesse na exploração, no conhecimento e nas suas relações com os objetos e com o meio. Nesse momento procura diferenciar o eu do não eu, o que é do seu ponto de vista do que é do outro. Henry Wallon Estágio Categorial (7 a 12 anos)
  27. 27. Quebra no equilíbrio afetivo, busca por uma nova personalidade, influenciada pelas modificações corporais e hormônios. Busca de compreender suas inquietações, sua sexualidade, seus desejos existem a procura pela sua identidade. Criança imitava o adulto, agora busca mudança e transformação procura distinguir-se. Henry Wallon Estágio da Adolescência
  28. 28. A passagem para esse estagio não é um ampliação da anterior. Ao contrario há toda uma reformulação, que pode envolver a formação de conflitos, crises, interferindo no comportamento. Henry Wallon Estágio da Adolescência
  29. 29. Na superação pela criança e adolescente, a escola, educadores, os pais podem contribuir com condutas que viabilizem os limites e apoios necessários para enfrenta-los através do diálogo, e não de acirra-los. Henry Wallon Estágio da Adolescência Diálogo
  30. 30. Por outro lado, em Piaget encontramos também elementos para fundamentar as noções aqui expressas sobre saber e conhecimento.Referimo-nos precipuamente às suas pesquisas sobre as abstrações empírica e reflexionante. FUNDAMENTOS DA CARACTERIZAÇÃO DOS PRODUTOS DE APRENDIZAGEM
  31. 31. A abstração reflexionante, ao contrário, diz respeito à coordenação de ações interiorizadas pelo sujeito, que ele analisa sob a forma de linguagem. FUNDAMENTOS DA CARACTERIZAÇÃO DOS PRODUTOS DE APRENDIZAGEM
  32. 32. Do ponto de vista das bases teóricas sobre aprendizagem, sabemos que, desde Aristóteles, há 2.400 anos atrás, não fugimos do girar em torno do preformismo e do empirismo, ou seja, das idéias de que tudo já está dentro da cabeça da gente e basta amadurecer para que se adquiram conhecimentos, ou então, que tudo vem de fora. FUNDAMENTOS DA CARACTERIZAÇÃO DOS PRODUTOS DE APRENDIZAGEM
  33. 33.  O motivo desta insatisfação é que cada uma repousa em certas opiniões psicológicas tributárias das teorias sensualistas-empiristas, do associacionismo ao qual não podemos aderir. Fica portanto clara a nossa tarefa subsequente: teremos de procurar uma Psicologia que evita estas dificuldades para tirar dela, depois, as aplicações didáticas. FUNDAMENTOS DA CARACTERIZAÇÃO DOS PRODUTOS DE APRENDIZAGEM
  34. 34. Um outro elemento que não é colocado normalmente nos estudos de Piaget e que veio através dos estudos da psicomotricidade, é o organismo. FUNDAMENTOS DA CARACTERIZAÇÃO DOS PRODUTOS DE APRENDIZAGEM
  35. 35. A psicomotricidade teve o mérito de mostrar que o organismo tem que entrar nas atividades de ensino e colaborou para que se fizesse a distinção entre corpo e organismo. Demos o nome de organismo ao conjunto de órgãos que nos constituem, à nossa bagagem genética, ao que nos faz fisicamente distintos dos demais. FUNDAMENTOS DA CARACTERIZAÇÃO DOS PRODUTOS DE APRENDIZAGEM
  36. 36. SUA RELAÇÃO COM Á PSICOPEGOGIA SARA PAÍN
  37. 37. Foi professora de psicologia na Universidade Nacional de Buenos Aires e Mar del Plata por quinze anos. Por motivos políticos teve de se exilar na França, onde reside desde 1977. Foi professora da Universidade Paris XIII e da Faculdade de Psicologia em Tolouse. Também trabalhou para a Unesco em missões de assessoria relacionadas a problemas de inteligência e aprendizagem. Atualmente, participa da formação e pesquisa em várias universidades e centros de educação na França, no Brasil e na Argentina. SARA PAÍN
  38. 38. “Diagnóstico Psicopedagógico”. É um estudo voltado para a relação que o sujeito tem com o aprender, procurando entender os motivos que o leva a não aprender ou a apresentar dificuldades no processo de aprendizagem. Durante o diagnóstico, ocorre uma investigação sobre o modo de pensar, sobre o que pode estar oculto na criança ou no jovem com dificuldades no processo de aprendizagem. PSICOPEDAGOGIA
  39. 39. Esse processo requer sensibilidade e competência do psicopedagogo. Ele deve saber realizar a escuta clínica, ou seja, buscar a compreensão do sentido que o indivíduo atribui ao aprender, as dificuldades que vivencia neste processo e as razões que influenciam ou determinam a não aprendizagem.. PSICOPEDAGOGIA
  40. 40. No diagnóstico do problema de aprendizagem, Sara Paín (1985) acredita ser importante conhecer o tipo de vínculo que a paciente pretende criar com o terapeuta. Com esse fim, ela procura saber como ele foi encaminhado ao consultório e se está lá por vontade própria. Outro aspecto significativo é perceber o nível de ansiedade da demanda com relação à honorários e horários. A exposição de problemas e queixas, pelo telefone, também revela o estado emocional do paciente e define o vínculo. Importante também é conhecer o seu objetivo antes da primeira entrevista. A ação do psicólogo variará de acordo com este objetivo.
  41. 41. Sara Paín (1985) ainda contempla no diagnóstico as provas específicas de lateralidade (predomínio do olho; predomínio do pé; predomínio da mão) e de lecto-escrita (reconhecimento de letras e fonemas; origem de palavras; comparação do aproveitamento na cópia, no ditado, na escrita espontânea e na leitura).
  42. 42. Conforme Sara Paín (1985), o momento mais significativo e de aprendizagem para o paciente é a entrevista de devolução do diagnóstico. Esta se realiza inicialmente com o sujeito e depois com os pais (se for uma criança). No momento do contrato, a entrevista é conjunta. O material de devolução é todo aquele que foi revelado no motivo da consulta. Declara Paín com relação à função do psicopedagogo:
  43. 43. A tarefa psicopedagógica começa justamente aqui, na medida em que se trata de ensinar o diagnóstico, no sentido de tomar consciência da situação e de providenciar sua transformação. Até não ficarem estabelecidos a função do não-aprender, a ideologia que lhe dá sentido, e os fatores intervenientes que a possibilitam, ao menos explicitamente, e tudo isto não assumido pelo grupo, bem como as condições do paciente não estiverem dadas, não será possível realizar um contrato de tratamento. (PAÍN, 1985, p.72)
  44. 44. CONCLUSÃO  Vê-se facilmente através do exposto que as ciências da Educação são tributárias de vários campos do conhecimento, mas muito particularmente da área ampla do que se entende por Psicologia. A "reconceituação“ pedagógica que está sendo feita hoje decorre de descobertas de vários ramos científicos; e terá tanto maior vigor e fecundidade quanto mais souber se abeberar inteligentemente das riquezas de todos eles.
  45. 45. OBRIGADO !!!!

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