O maneirismo – século xvi (1520 1590)

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O maneirismo – século xvi (1520 1590)

  1. 1. O Maneirismo Século XVI (1520-1590) Pelo Professor: Gilson Nunes
  2. 2. Não poderíamos falar do Maneirismo, omitindo o grande revolucionário Lutero.
  3. 3. <ul><li>Em 1502 obteve título Universitário, Bacharel em Artes, pela Universidade de Efurt. </li></ul><ul><li>Em 1505 segue carreira de Direito, desejo de seus pais. </li></ul><ul><li>Em 1507 entra para Ordem Religiosa Agostiniana. </li></ul><ul><li>Em 1512 entrou para a Universidade de Wittemberg e doutorou-se em Teologia. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Em 1517 – a Igreja Católica foi abalada com as ideias reformistas de Lutero. Quando publicou 95 teses, que mexeu profundamente com os valores da Igreja. </li></ul>
  5. 5. Algumas teses. <ul><li>43. Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>44. Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>45. Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>46. Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência. </li></ul><ul><li>47. Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação </li></ul>
  9. 9. <ul><li>52. Vã é a confiança na salvação por meio de cartas de indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Em 1520, foi excomungado pelo Papa Leão X. A igreja passou a persegui-lo, instalou-se várias guerras, entre príncipes revoltados com o poder de controle da igreja. Lutero se refugia no castelo de Wartburg. </li></ul>Rafael. O Papa leão X com os seus sobrinhos Giulio de Medici e Luigi de Rossi, 1518, 1,54x1.19. Galeria dis Uffizi, Florença.
  11. 11. Fé e abuso descomunal. <ul><li>Os anabatistas, (em grego que dizer rebatizadores) que pregavam o evangelho de Cristo clandestinamente, queriam viver como no passado de Cristo, não aceitavam as normas da igreja. </li></ul><ul><li>Com as idéias de Lutero, todos aderiram ao luteranismo, mais foram contra a forma de batismo, aspersão, ser batizado logo após o nascimento. E os anabatistas, só aceitavam ser batizados quando adultos. </li></ul><ul><li>Por este motivo, Lutero ordenou num só dia a morte de 100 mil pessoas na Alemanha, terra onde nasceu e morreu em 1546. </li></ul>
  12. 12. Arte como representante do seu tempo <ul><li>Foi nessa maré de conflito religioso que os artistas do século XVI passaram a compor os seus quadros. </li></ul><ul><li>Para muitos estudiosos da arte, o novo estilo maneirista aurgiu em virtude do esgotamento do estilo clássico do século XV, a formalidade de suas pinturas, cromatismo e regra matemática. </li></ul>
  13. 13. A crise religiosa mexeu com o poder de representação dos artistas Mathias Grunewald. Tentações de Santo Antonio, 1515. Detalhe do altar de Isenheim, Colmar, Musée Unterlinden.
  14. 14. Como identificar o estilo maneirista? <ul><li>De origem italiana, maneirismo, o próprio nome antecipa o seu significado, uma nova maneira de perceber o mundo e uma nova maneira de compor o quadro. </li></ul><ul><li>A espetacularização do corpo, iniciada por Michelangelo na Capela Sistina. </li></ul>Fiorentino Rosso. Moisés defendendo as filhas de Jethro – 1523-24. Galeria Degli Uffizi, Florença, Itália.
  15. 15. Quais as diferenças ?? Concepção clássica Concepção maneirista
  16. 16. Características do estilo maneirista. <ul><li>- Corpos contorcidos coabitam ambientes opulentos de luz e sombra, luxo e prazer. </li></ul>Fiorentino Rosso. Moisés defendendo as filhas de Jethro – 1523-24. Galeria Degli Uffizi, Florença, Itália.
  17. 17. Jacopo da Pontormo. A deposição da Cruz, 1526-28. Florença. - Valorização das interpretações individuais, pelo dinamismo e complexidade de suas formas, a fim de se conseguir maior emoção, elegância, poder e tensão.
  18. 18. Parmigianino. Madona de pescoço longo, 1534-40. Osm. 214x133. Galeria degli Uffizi, Florença.
  19. 19. Agnelo Bronzino. Deposição de Cristo. 1545. Osm. 268x173. Musée dês Beaux-Artes, Besonçon.
  20. 20. - Revela uma atualidade do seu tempo, a vida está entre o paraíso e o inferno, conflito espiritual. Pieter Bruegel, 'Dulle Griet' (Mad Meg). c. 1562. Oil on panel. Musée Mayer van der Bergh, Antwerp, Belgium.
  21. 21. - Os músculos fazem contorções absolutamente impróprias para os seres humanos. Michelangelo – Juízo Final 1534-1541 – Capela Sistina, Roma.
  22. 22. Domenico Beccafumi. Queda dos anjos rebeldes, 1524. Pinacoteca Nacional de Viena.
  23. 23. Pellegrino Tibaldi. Adoração do menino Jesus, 1548. Galeria Borghese. Roma, Itália. Rostos melancólicos e misteriosos surgem entre as vestes de um drapejado minucioso e cores brilhantes.
  24. 24. Jacopo Tintoretto. O milagre do Escravo. 1548. Galeria Dell Accademia, Venice, Itália. (precursor do Barroco)
  25. 25. Apelação pelo dramático. Giorgio Vasari. A deposição de Cristo, 1550. Galleria Dooria-Pamphili, Roma Itália.
  26. 26. Alessandro Allori. Alegoria da vida humana. 1570.
  27. 27. Celebra os prazeres da carne, com participantes desinibidos, sem sentimento de culpa, expõe ainda símbolos e atividades sexuais. Hieronymus Bosch, O Jardim das delicias terrenas, 1504-10. Museu do Prado, Madri, Espanha
  28. 28. A lguns críticos de arte, consideram Bosch um severo moralista, suas pinturas eram sermões visuais para doutrinar os iletrados. Hieronymus Bosch, O Jardim das delicias terrenas, (detalhe) 1504.-10 Museu do Prado, Madri, Espanha
  29. 29. O que pretendia condenar, os prazeres da carne, acabou por enaltecer. Hieronymus Bosch, O Jardim das delicias terrenas (detalhe), 1504. Museu do Prado, Madri, Espanha
  30. 30. Hieronymus Bosch, O Jardim das delicias terrenas (detalhe), 1504. Museu do Prado, Madri, Espanha
  31. 31. Observe os olhos dos pássaros. Hieronymus Bosch, O Jardim das delicias terrenas, (detalhe) 1504.-10 Museu do Prado, Madri, Espanha
  32. 32. Composição em que uma multidão de figuras se comprimem em espaços arquitetônicos reduzidos. Pelo qual o resultado é a formação de planos paralelos, complementares, irreais, e uma atmosfera de tensão permanente. Hieronymus Bosch . Cristo carregando a cruz. 1490. Oil on panel. Musée des Beaux-Arts, Ghent, Belgium.
  33. 33. Pieter Pourbus. Última ceia, 1548.
  34. 34. Jacopo Tontoretto. A última ceia. 1545 Qual o diferencial em relação a última ceia de Leonardo da Vinci ?
  35. 35. Figuras hibridas, antropozoomórficas, corpos que flutuam sem asas e anjos alados, monstros que engolem pessoas. Maarten de Vos. O juízo final, 1570.
  36. 36. Jacopo Del Conte. A pregação de João Batista. 1538
  37. 37. Cornelis van Haarlem. A queda dos titãs, 1588. Museu de Arte da Dinamarca.
  38. 38. Cornelis van Haarlem. O casamento de Peleu e Tétis, 1593, Frans Halsmuseum.
  39. 39. Giorgio Vasari. Perseu e Andromeda. 1572. Palácio Vechio, Florença.
  40. 40. Jacopo Zucchi. Os pescadores de corais, 1585. Galeria Borghese. Roma, Itália. Representação do Negro, no Maneirismo. Participante da fantasia, do luxo e das aventuras.
  41. 41. Representação da realidade das pessoas humildes: o sorriso, as danças, a comida, as tradições populares. Pieter Bruegel – Conhecido como o Velho. Casamento de camponeneses, 1565. Kunsthistorisches Museum, Viena.
  42. 42. Pieter Bruegel. A luta entre o carnaval e a quaresma. 1559. Oil on panel. Kunsthistorisches Museum, Vienna, Austria.
  43. 43. Bartolomeu Passerotti. The butcher’s shop, 1580. Galeria Nacional de Arte, Roma, Itália.
  44. 44. Pintura irônica, estilizada e capricho nos detalhes. Pieter Bruegel, A queda dos anjos rebeldes, 1562. Musée des Beux-Arts, Bruxelas.
  45. 45. Sonho e fantasia, movido pelo sentimento do pecado, entre o bem e o mal. Cornelis van Haarlem. O monge e a noviça. 1591. Frans Halsmuseum, Haarlem, Netherlands.
  46. 46. Pieter Bruegel, A torre de Babel. 1563. Oil on panel. Kunsthistorisches Museum, Vienna, Austria. O A luz se detém sobre os objetos e figuras, produzindo sombras inadmissíveis. verdadeiro protagonista do quadro já não se posiciona no centro da perspectiva.
  47. 47. Representação do paraíso terrestre e o inferno. Hieronymus Bosch. A morte e avarento, 1490. Oil on panel. National Gallery of Art, Washington, DC, USA. 
  48. 48. Há um gosto pelo artificialismo e o erotismo é algo visível de apelação. Agnolo Bronzino. Alegoria Vênus, Cupido e as Paixões do Amor – 1545. Londres, National Gallery.
  49. 49. Agnolo Bronzino. Allegory of happiness. 1564. Galleria Degli Uffizi, Florença, Itália.
  50. 50. Jean the Younger Cousin. O julgamento. 1585. Museu do Louvre, Paris.
  51. 51. Cornelis van Haarlem. O massacre dos inocentes, 1590. Rihksmuseum, Amsterdam, Horanda.
  52. 52. Cornelis van Haarlem. O massacre dos inocentes, 1590. Rihksmuseum, Amsterdam, Horanda.
  53. 53. Raphael Coxcie. O julgamento. s/d. Museu Voor schone Kunsten, Ghent, Belgium.
  54. 54. Elementos da natureza para demonstrar a fragilidade , quando se utiliza de flores verduras, que refletem um caráter efêmero da vida, passagem etérea do gozo, do prazer. Giuseppe Arcimboldo. Flora. c.1591. Oil on wood. Private collection, Paris, France.
  55. 55. Pintura irônica, estilizada e capricho nos detalhes. Giuseppe Arcimboldo. The Vegetable Gardener , a visual pun which can be turned upside down. c.1590. Oil on wood. Museo Civico Ala Ponzone, Cremona, Italy.
  56. 56. Giuseppe Arcimboldo, Inverno. 1573. Oil on canvas. Louvre, Paris, France.
  57. 57. Giuseppe Arcimboldo. O bibliotecário, c.1566. Óleo sobre lona. Skoklosters Slott, Balsta, Sweden. 
  58. 58. Giuseppe Arcimboldo, Retrato de Rodolfo II, Vertumnus. 1590-1591. Óleo sobre madeira. Skoklosters Slott, Balsta, Sweden.
  59. 59. Referencial <ul><li>VIANA, Alexandre Marins. Estudo Introdutório às 95 teses de Martinho Lutero. Revista Espaço Acadêmico, nº 34 – março de 2004. In: www.espaçoacademico.com.br/034/34tc_lutero.htm </li></ul><ul><li>HAUSER, Arnold. Maneirismo. São Paulo, Perspectiva, 1976. </li></ul><ul><li>JANSON, H. W. História da Arte: Renascimento e Barroco. São Paulo, Martins Fontes, 1993. </li></ul><ul><li>www.palavraprudente.com.br/estudos/antonio_cdl/miscelanea/cap04.html </li></ul><ul><li>www.mannerism-in-art.org </li></ul><ul><li>www.rijksmuseum.nl </li></ul>
  60. 60. Autoria e criação: <ul><li>Gilson Cruz Nunes </li></ul><ul><li>– Especialista em Artes Visuais – UFPB </li></ul><ul><li>Professor da Disciplina de Artes das Escolas: </li></ul><ul><li>Dr. Hortênsio de Sousa Ribeiro – Rede Estadual </li></ul><ul><li>Pe. Antonino e Lafayete Cavalcante – Rede Municipal. </li></ul><ul><li>Campina Grande, 08 de janeiro de 2010. </li></ul><ul><li>Paraíba – Brasil. </li></ul><ul><li>[email_address] </li></ul><ul><li>www.professorgilsonunes.blogspot.com </li></ul>

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