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PREVENINDO PERDAS
APLICANDO A TEORIA DA JANELA
QUEBRADA
GILSON MOURA
CAMPO GRANDE/MS
2016
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Sumário
I- INTRODUÇÃO .....................................................................................................
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I- INTRODUÇÃO
Diante do crescimento acelerado da violência
e da criminalidade em todo o mundo, que
acabou por atingir ní...
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II- SUA APLICAÇÃO NAS EMPRESAS
O que esta teoria tem a ver com as Empresas?
Como mencionado, a teoria das janelas
quebra...
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quebras que se vislumbrarão as consequências
nos balanços da empresa.
Nesse sentido, apregoa tal teoria que, se não
fore...
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de consumo (papel, canetas, grampeadores) e
utilizar sem os devidos cuidados os
equipamentos de informática e eletrônico...
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No estudo da teoria, dois carros idênticos
abandonados, dois bairros com populações
muito diferentes e uma equipe de esp...
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Roubo, violência e vandalismo reduziram o
veículo à mesma situação daquele deixado no
bairro pobre.
Por que o vidro queb...
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Baseada nessa experiência e em outras
análogas foi daí desenvolvida a citada "Teoria
das Janelas Quebradas" e que agora ...
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III- O QUE É DESÍDIA?
É desempenhar as atividades profissionais
com preguiça, ter atrasos frequentes, muitas
faltas inj...
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rapidamente estarão desorganizadas todas as
prateleiras.
Se um setor exibe sinais de altos índices de
indisciplina, e e...
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autoridade responsável pela manutenção dos
bens da empresa.
Logo em seguida, as pessoas deixariam de
visitar a empresa ...
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Se a empresa não corrige desvios e é leniente
com a desorganização e insegurança esta
fadada a sofrer sucessivas perdas...
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IV- NO METRÔ DE NOVA YORK
Há três décadas, a criminalidade em várias
áreas e cidades dos EUA – com Nova York no
topo da...
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A Teoria das Janelas Quebradas foi aplicada
pela primeira vez em meados da década de 80
no metrô de Nova York, que se h...
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O resultado na prática foi uma enorme
redução de todos os índices criminais da
cidade de Nova York.
A expressão "tolerâ...
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Ela não pode, em absoluto, restringir-se à
massa popular.
Não se trata, é preciso frisar, de tolerância
zero em relação...
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passando-se a repreender e conter os
pequenos atos de criminalidade e vandalismo,
além do policiamento comunitário, que...
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Dessa forma, atacando esse problema da falta
de pagamento no metrô, estava-se evitando a
ocorrência de crimes mais grav...
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brisas dos carros e coagiam os motoristas a lhe
darem dinheiro.
Esse ato que, a um primeiro momento, parece
inofensivo,...
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A cidade de Nova Iorque, que nos últimos
trinta anos havia atingido níveis intoleráveis
de criminalidade, parece ter se...
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V- COMÉRCIO VAREJISTA NO BRASIL
O comércio varejista vem assumindo uma
importância cada vez maior no
cenário empresaria...
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expressivos de crescimento e consistentes
indicadores de modernização.
Os principais componentes do setor varejista
bra...
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Grupo Pão de
Açúcar
Supermercadista
Carrefour Supermercadista
Walmart Supermercadista
Lojas Americanas Loja de departam...
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VI- SIMBIOSE ENTRE A TOLERÂNCIA
ZERO E OS PRINCÍPIOS 5S
O conceito de 5S possui como base as cinco
palavras japonesas c...
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Onde é realizado o descarte ou realocação de
tudo aquilo considerado dispensável para
realização das atividades.
Os res...
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Tudo deve estar bem próximo do local de uso
e cada objeto deve ter seu local específico.
Podemos identificar como resul...
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A aplicação do senso de limpeza traz como
resultado:
-Ambiente saudável e agradável;
-Redução da possibilidade de acide...
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Este senso tem como principal finalidade
manter os 3 primeiros S’ (seleção, ordenação e
limpeza) de forma que eles não ...
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precisa ser feito mesmo quando não há a
vigilância geralmente feita pela chefia ou
quando estendem estes conceitos para...
31
Por isso, os Programas de
Qualidade colocados em prática,
concomitantes com o programa tolerância
zero poderão auxiliar...
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VII- O PODER DA MUSICA
É muito comum encontrar pais que não se
importam que seus filhos passem horas
ouvindo musica a t...
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inclinam a alma para o medo do
desconhecido.
Que há outras que são compatíveis com cenas
amorosas e sentimentais.
Não p...
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Quem permite que uma música crie em sua
alma um estado de melancolia e tristeza
naturalmente terá tendências à tristeza...
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são mais rápidos e eficazes que os da boa
música.
Por outro lado, a música pode ser considerada,
ao mesmo tempo, a arte...
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É ela a única arte que pode atingi-los, porque
o ritmo e os sons melodiosos
(proporcionados) repercutem favoravelmente
...
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objetivo o que queriam dizer por meio dela,
colocando letras em suas canções.
Uma das funções da letra numa canção é es...
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Assim também quem escuta musica decadente
apenas pela "melodia" ou pelo ritmo, acaba
tendo sua mentalidade transformada...
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a)Pelos seus símbolos sonoros;
b)Pelos estados de espírito que suscita, os
quais gerarão ideias;
c)Pelas letras colocad...
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Na escola, subvertem toda a ordem,
desacatando professores e diretores.
Quantas tragédias familiares não tiveram raiz
n...
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VIII- ASSÉDIO MORAL PREOCUPA
EMPRESAS E TRABALHADORES
Devido ao número crescente de denúncias, o
assédio moral preocupa...
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Entretanto, há quem defenda que ele é tão
antigo quanto o trabalho, como explica
a advogada Daniela Beteto do escritóri...
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Mas, sem dúvida, o dano maior não é o
financeiro e sim a imagem da empresa que
pode ficar comprometida não só para o
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evite pagar indenizações ou tenha a sua
imagem denegrida.
Isso pode ser feito através de informações
para os funcionári...
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sempre com vistas a propiciar o
desenvolvimento sadio de seus subordinados.
“Além disso, muitas empresas também
contam ...
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“Um gestor deve saber ouvir, ter humildade
para aprender com aqueles que fazem a
política acontecer no real; deve estim...
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Assédio Moral x Exigência
“Assediar significa estabelecer um cerco e não
dar trégua ao outro, humilhando,
inferiorizand...
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de meios vingativos, cruéis, maliciosos ou
humilhantes.
“Resumindo, poderíamos dizer que são
críticas repetitivas e des...
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3) Direcionalidade: uma ou mais pessoas
são escolhidas como vítimas;
4) Dano psíquico (há controvérsia na
doutrina e ju...
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Isto degrada deliberadamente as condições de
trabalho além de violar direitos fundamentais,
tais como: a saúde, a digni...
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IX- CÓDIGO “Q” E ALFABETO FONÉTICO
MUNDIAL, MEIOS EFICIENTES DE
COMUNICAÇÃO EM UM SETOR DE
PREVENÇÃO DE PERDAS.
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PREVENINDO PERDAS, Aplicando a Teoria da Janela Quebrada.

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A tolerância zero proposta na teoria da janela quebrada pode e deve ser implementada em sua Empresa como ferramenta de redução nos índices de perdas e quebras.

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PREVENINDO PERDAS, Aplicando a Teoria da Janela Quebrada.

  1. 1. 1 PREVENINDO PERDAS APLICANDO A TEORIA DA JANELA QUEBRADA GILSON MOURA CAMPO GRANDE/MS 2016
  2. 2. 2 Sumário I- INTRODUÇÃO .......................................................................................................................... 03 II- SUA APLICAÇÃO NAS EMPRESAS............................................................................................. 04 III-O QUE É DESÍDIA .................................................................................................................... 10 IV- NO METRÔ DE NOVA YORK.................................................................................................... 14 V- COMÉRCIO VAREJISTA NO BRASIL........................................................................................... 22 VI- SIMBÍOSE ENTRE A TOLERANCIA ZERO E OS PRINCÍPIOS “5s”.................................................. 25 VII- O PODER DA MÚSICA............................................................................................................ 32 VIII- ASSÉDIO MORAL PREOCUPA EMPRESAS E TRABALHADORES (ARTIGO) ................................. 41 IV- CÓDIGO “Q” E ALFABETO FONÉTICO MUNDIAL COMO ME IOS EFICIENTES DE COMUNICAÇÃO EM UM SETOR DE PREVENÇAO DE PERDAS.................................................................................. 49
  3. 3. 3 I- INTRODUÇÃO Diante do crescimento acelerado da violência e da criminalidade em todo o mundo, que acabou por atingir níveis intoleráveis, fez-se necessário, por parte dos países, a adoção imediata de medidas e políticas hábeis a combater e conter a ocorrência de crimes. Nesse contexto, os Estados Unidos, visando combater os altos índices de criminalidade, implantou a política de Tolerância Zero, baseada na Teoria da Janela Quebrada (“Broken Windows Theory”), que consiste em reprimir todo e qualquer ato criminoso, a fim de evitar a ocorrência de delitos de maior potencial ofensivo. Os fundamentos da referida política ainda encontra-se em prática naquele país e, ao que tudo indica, parece estar alcançando bons resultados, haja vista a substancial redução da criminalidade, principalmente na cidade de Nova Iorque.
  4. 4. 4 II- SUA APLICAÇÃO NAS EMPRESAS O que esta teoria tem a ver com as Empresas? Como mencionado, a teoria das janelas quebradas ou "broken windows theory" é um modelo de tolerância zero norte-americano de política de segurança pública no enfrentamento e combate ao crime, tendo como visão fundamental a desordem como fator de elevação dos índices da criminalidade. Os diversos setores de uma empresa: vendas, crediário, expositores, gôndolas, depósito, departamentos entre outros, devem seguir a política de tolerância zero com a desordem e a desorganização. Uma prateleira, um expositor, um armário se encontra desorganizado, ai se faz presente a teoria das janelas quebradas , pois se ninguém organiza, cobra de seus funcionários a manutenção dos produtos em ordem de validade oque teremos é um alto índice de
  5. 5. 5 quebras que se vislumbrarão as consequências nos balanços da empresa. Nesse sentido, apregoa tal teoria que, se não forem reprimidos, os pequenos desvios ou quebras de hierarquia e não forem respeitadas as normas e regras da empresa conduzem, inevitavelmente, a condutas desidiosas mais graves, em vista do descaso em punir os responsáveis pelos desvios de conduta menos graves. Um setor em que não se tenha presentes as regras e normas e que se cumpram as mesmas fatalmente os maus funcionários se sentirão livres para praticar suas erradas condutas além de estimular os demais a também trabalhar mal. Sem dizer que um joio no meio do trigo pode influenciar os de pequeno caráter e transforma-los em pequenos delinquentes dentro da empresa. Deixar uma torneira aberta ou pingando, não desligar as luzes ao fim da jornada de trabalho, praticar pequenos furtos de material
  6. 6. 6 de consumo (papel, canetas, grampeadores) e utilizar sem os devidos cuidados os equipamentos de informática e eletrônicos disponíveis para o trabalho, são exemplos de pequenos desvios de conduta profissional. Torna-se necessária, então, a efetiva atuação do setor de prevenção de perdas com o devido apoio empresarial no combate à leniência e desídia, sejam elas a micro desídia que pode levar até a uma macro desídia acompanhada de crimes maiores e de grande prejuízo tais como os desvios de mercadorias, furtos em depósitos e até mesmo de numerário em associação criminosa, tudo isto acontecendo dentro dos departamentos de uma empresa. Há alguns anos, a Universidade de Stanford (EUA), realizou uma interessante experiência de psicologia social. Deixou dois carros idênticos, da mesma marca, modelo e cor, abandonados na rua. Um no Bronx, zona pobre e conflituosa de Nova York e o outro em Palo Alto, zona rica e tranquila da Califórnia.
  7. 7. 7 No estudo da teoria, dois carros idênticos abandonados, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada local. Resultado: o carro abandonado no Bronx começou a ser vandalizado em poucas horas. As rodas foram roubadas, depois o motor, os espelhos, o rádio, etc. Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram. Contrariamente, o carro abandonado em Palo Alto manteve-se intacto. A experiência não terminou aí. Quando o carro abandonado no Bronx já estava desfeito e o de Palo Alto estava há uma semana impecável, os pesquisadores quebraram um vidro do automóvel de Palo Alto. Resultado: logo a seguir foi desencadeado o mesmo processo ocorrido no Bronx.
  8. 8. 8 Roubo, violência e vandalismo reduziram o veículo à mesma situação daquele deixado no bairro pobre. Por que o vidro quebrado na viatura abandonada num bairro supostamente seguro foi capaz de desencadear todo um processo delituoso? Evidentemente, não foi devido à pobreza. Trata-se de algo que tem a ver com a psicologia humana e com as relações sociais. Um vidro quebrado numa viatura abandonada transmite uma ideia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação e independente de condição social, faz supor que a lei encontra-se ausente, que naquele lugar não existem normas ou regras. Um vidro quebrado induz ao "vale-tudo". Cada novo ataque depredador reafirma e multiplica essa ideia, até que a escalada de atos cada vez piores torna-se incontrolável, desembocando numa violência irracional.
  9. 9. 9 Baseada nessa experiência e em outras análogas foi daí desenvolvida a citada "Teoria das Janelas Quebradas" e que agora trazemos para os problemas confrontados diariamente dentro de todos os setores de uma empresa.
  10. 10. 10 III- O QUE É DESÍDIA? É desempenhar as atividades profissionais com preguiça, ter atrasos frequentes, muitas faltas injustificadas e desinteresse pela função. É agir com negligência, desleixo, desatenção, relaxamento e má vontade. Desídia substantivo feminino 1. Disposição para evitar qualquer esforço físico ou moral; indolência, ociosidade, preguiça. 2. Falta de atenção, de zelo; desleixo, incúria, negligência. A desídia é maior nos setores onde o descuido, a sujeira, a desordem e o maltrato são maiores. Se por alguma razão não se organiza uma prateleira e ninguém o repara, muito
  11. 11. 11 rapidamente estarão desorganizadas todas as prateleiras. Se um setor exibe sinais de altos índices de indisciplina, e esse fato parece não importar a ninguém, isso fatalmente será fator de geração de aumento de atos de insubordinação e os desperdícios, perdas e furtos internos aumentarão rapidamente. A desordem e a desídia podem, aos poucos, infiltrar-se nos diversos setores da empresa, causando a sua decadência e a consequente queda de suas vendas. A empresa deve preservar também sua fachada de pichações, seus componentes de segurança, sensores, câmeras e cercas elétricas devem ter sempre a manutenção devida, pois acreditamos que, ampliando a análise situacional, se, por exemplo, uma janela de uma fábrica ou escritório fosse quebrada e não fosse, incontinenti, consertada, quem por ali passasse e se deparasse com a cena logo iria concluir que ninguém se importava com a situação e que naquela localidade não havia
  12. 12. 12 autoridade responsável pela manutenção dos bens da empresa. Logo em seguida, as pessoas deixariam de visitar a empresa ou loja, relegando o lugar à mercê de gatunos e desordeiros, pois apenas pessoas desocupadas ou imprudentes se sentiriam à vontade para visitar uma loja cuja decadência se torna evidente. Pequenas desordens, portanto, levariam a grandes desordens e, posteriormente, a falência. Paralelamente ao universo comercial, no mundo civil, quando são cometidas "pequenas faltas" (estacionar em lugar proibido, exceder o limite de velocidade, passar com o sinal vermelho) e as mesmas não são sancionadas, logo começam as faltas maiores e os delitos cada vez mais graves. Se admitirmos atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças, o padrão de desenvolvimento será de maior violência quando essas crianças se tornarem adultas.
  13. 13. 13 Se a empresa não corrige desvios e é leniente com a desorganização e insegurança esta fadada a sofrer sucessivas perdas e quebras. Um deposito desorganizado, produtos mal armazenados, falta de controle de prazo de validade dos produtos colocados à venda e a ausência de normas e regras acarretarão dissabores ao empresário.
  14. 14. 14 IV- NO METRÔ DE NOVA YORK Há três décadas, a criminalidade em várias áreas e cidades dos EUA – com Nova York no topo da lista - atingia níveis alarmantes, preocupando a população e as autoridades americanas, principalmente os responsáveis pela segurança pública. Nesse diapasão, foi implementada a Política Criminal de Tolerância Zero, que seguia os fundamentos da "Teoria das Janelas Quebradas" e que perfeitamente se encaixa nos desafios empresariais de redução de seus custos. As autoridades entendiam que, por exemplo, se os parques e outros espaços públicos deteriorados forem progressivamente abandonados pela administração pública e pela maioria dos moradores, esses mesmos espaços serão progressivamente ocupados por delinquentes.
  15. 15. 15 A Teoria das Janelas Quebradas foi aplicada pela primeira vez em meados da década de 80 no metrô de Nova York, que se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade. Começou-se por combater as pequenas transgressões: lixo jogado no chão das estações, alcoolismo entre o público, evasões ao pagamento da passagem, pequenos roubos e desordens. Os resultados positivos foram rápidos e evidentes. Começando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metrô um lugar seguro. Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Quebradas e na experiência do metrô, deu impulso a uma política mais abrangente de "tolerância zero". A estratégia consistiu em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à lei e às normas de civilidade e convivência urbana.
  16. 16. 16 O resultado na prática foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York. A expressão "tolerância zero" soa, a priori, como uma espécie de solução autoritária e repressiva. Se for aplicada de modo unilateral, pode facilmente ser usada como instrumento opressor pela autoridade fascista de plantão, tal como um ditador ou uma força policial dura. Mas seus defensores afirmam que o seu conceito principal é muito mais a prevenção e a promoção de condições sociais de segurança. Não se trata de linchar o delinquente, mas sim de impedir a eclosão de processos criminais incontroláveis. O método preconiza claramente que aos abusos de autoridade da polícia e dos governantes também se deve aplicar a tolerância zero.
  17. 17. 17 Ela não pode, em absoluto, restringir-se à massa popular. Não se trata, é preciso frisar, de tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas tolerância zero em relação ao próprio delito. Trata-se de criar comunidades limpas, ordenadas, respeitosas da lei e dos códigos básicos da convivência social humana. A tolerância zero e sua base filosófica, a Teoria das Janelas Quebradas, colocou Nova York na lista das metrópoles mundiais mais seguras. Talvez elas possam, também, não apenas explicar o que acontece aqui no Brasil em matéria de corrupção, impunidade, amoralidade, criminalidade, vandalismo, etc., mas tornarem-se instrumento para a criação de uma sociedade melhor e mais segura para todos. Dessa forma, a teoria da janela quebrada esclarece como deve ser combatido os altos índices de criminalidade em um local:
  18. 18. 18 passando-se a repreender e conter os pequenos atos de criminalidade e vandalismo, além do policiamento comunitário, que possui grande papel na prevenção de crimes. Referida teoria alcançou bons resultados nos Estados Unidos, reduzindo-se drasticamente a criminalidade, principalmente na cidade de Nova Iorque. Foram identificados os três principais problemas existentes nos metrôs da cidade: os passageiros pulavam as catracas para furtarem-se do pagamento, a desordem e a criminalidade. Passou-se, então a aplicar em Nova Iorque os fundamentos da teoria da janela quebrada, reprimindo-se os pequenos delitos a fim de evitar a ocorrência de delitos mais graves. Consigne-se que, de início, a implantação das medidas não foi fácil, eis que nem a população e nem as autoridades públicas tinham o costume de se preocuparem em punir e repreender os pequenos atos de desordem e criminalidade.
  19. 19. 19 Dessa forma, atacando esse problema da falta de pagamento no metrô, estava-se evitando a ocorrência de crimes mais graves. Esses atos de repressão aos delitos menores preveniam a ocorrência de crimes de maior ofensividade. Já no ano de 1994, o ex-promotor Rudolph Giuliani, então eleito para prefeito da cidade de Nova Iorque, decidiu expandir a política de combate aos pequenos delitos no metrô para as ruas daquela cidade, operação essa que ficou conhecida como Tolerância Zero e seria chefiada por Bratton. Bratton, utilizando-se do mesmo princípio fundamental da teoria da janela quebrada – reprimir os pequenos atos de desordem e vandalismo para prevenir a ocorrência de delitos mais graves – passou a reestruturar a cidade no sentido de não mais permitir a desordem e os pequenos delitos. A polícia de Nova Iorque, de início, começou a atuar contra aqueles que limpavam os para-
  20. 20. 20 brisas dos carros e coagiam os motoristas a lhe darem dinheiro. Esse ato que, a um primeiro momento, parece inofensivo, atormentava os motoristas daquela cidade, que se sentiam ameaçados. Frise-se que as reprimendas não consistiam em penas privativas de liberdade, mas sim em prestação de serviços comunitários. E não parou por ai. Passou-se a reprimir de uma forma geral todo e qualquer ato de desordem e vandalismo, desde o ato de urinar em praça pública até o ato de pilotar motocicleta sem capacete. Implantou-se, ainda, o policiamento comunitário, de forma a aproximar a população da polícia. O resultado, como esperado, não podia ser outro: os índices de criminalidade na cidade de Nova Iorque reduziram-se consideravelmente nos últimos anos e, continuam, ainda hoje, em queda.
  21. 21. 21 A cidade de Nova Iorque, que nos últimos trinta anos havia atingido níveis intoleráveis de criminalidade, parece ter se tornado em uma cidade tranquila e sem violência. Outros fatores também devem ser considerados, como a recuperação da economia mundial que proporcionou o aumento de vagas de emprego, afastando a população do crime. Sem dúvidas, a aplicação da teoria da janela quebrada nos Estados Unidos, que serviu de inspiração para a política da tolerância zero, surtiu resultados positivos naquele país. Os níveis de criminalidade reduziram-se consideravelmente, tendo aquele país se tornado exemplo para os demais no tocante ao combate a criminalidade. Restou devidamente demonstrado que o descaso aos atos de desordem e aos crimes menos graves serve de fonte para o surgimento de crimes de maior ofensividade.
  22. 22. 22 V- COMÉRCIO VAREJISTA NO BRASIL O comércio varejista vem assumindo uma importância cada vez maior no cenário empresarial brasileiro. Notícias sobre varejo aparecem quase diariamente nos cadernos econômicos dos principais jornais do país. Nos últimos anos, o varejo brasileiro vem atravessando um processo de transformação especialmente intenso. Com um acelerado ritmo de consolidação do setor, o número de empresas varejistas que aparece na relação das maiores empresas do Brasil vem crescendo. A importância do varejo no cenário econômico brasileiro vem sendo cada vez mais reconhecida e destacada. Além de gerador do maior número de empregos formais no país, o setor exibe, especialmente nos últimos anos, números
  23. 23. 23 expressivos de crescimento e consistentes indicadores de modernização. Os principais componentes do setor varejista brasileiro são: - Supermercados - Farmácias - Concessionárias de veículos - Lojas de vestuários - Lojas de materiais de construção - Lojas de móveis e decoração - Postos de gasolina - Lojas de eletroeletrônicos - Livrarias Em todos estes ramos da atividade varejista brasileira podemos aplicar de maneira efetiva e exitosa a teoria da janela quebrada e a tolerância zero. RANKING Nome da Empresa Segmento Principal
  24. 24. 24 Grupo Pão de Açúcar Supermercadista Carrefour Supermercadista Walmart Supermercadista Lojas Americanas Loja de departamento Máquina de Vendas Móveis e eletros GBarbosa (Cencosud) Supermercadista Makro Supermercadista O Boticário Cosméticos e perfumaria Magazine Luiza Loja de departamento Raia Drogasil Farmácias Drogaria São Paulo Farmácias C&A Loja de departamento Pernambucanas Loja de departamento McDonald's Alimentação Zaffari Supermercadista Lojas Renner Loja de departamento Pague Menos Farmácias Brazil Pharma Farmácias Lojas Marisa Vestuário Lojas Riachuelo Vestuário
  25. 25. 25 VI- SIMBIOSE ENTRE A TOLERÂNCIA ZERO E OS PRINCÍPIOS 5S O conceito de 5S possui como base as cinco palavras japonesas cujas iniciais formam o nome do programa. As palavras são: Seiri, Seiton, Seiso, Seiketsu e Shitsuke, que migradas para o Português foram traduzidas como “sensos”, visando não descaracterizar a nomenclatura do programa. São eles: senso de utilização, senso de organização, senso de limpeza, senso de saúde e senso de autodisciplina. Vejamos separadamente os conceitos de cada um dos 5S: 1) SEIRI – Senso de Utilização Significa utilizar materiais, ferramentas, equipamentos, dados, etc. com equilíbrio e bom senso.
  26. 26. 26 Onde é realizado o descarte ou realocação de tudo aquilo considerado dispensável para realização das atividades. Os resultados da aplicação do Senso de Utilização são imediatamente evidenciados. -Ganho de espaço -Facilidade de limpeza e manutenção -Melhor controle dos estoques -Redução de custos -Preparação do ambiente para aplicação dos demais conceitos de 5S 2) SEITON – Senso de Organização O senso de organização pode ser interpretado como a importância de se ter todas as coisas disponíveis de maneira que possam ser acessadas e utilizadas imediatamente. Para isto devem-se fixar padrões e utilizar algumas ferramentas bem simples como painéis, etiquetas, estantes, etc.
  27. 27. 27 Tudo deve estar bem próximo do local de uso e cada objeto deve ter seu local específico. Podemos identificar como resultados do senso de organização: -Economia de tempo; -Facilidade na localização das ferramentas; -Redução de pontos inseguros. 3) SEISO – Senso de Limpeza A tradução para a palavra Seiketsu é limpeza. Este senso define a importância de eliminar a sujeira, resíduos ou mesmo objetos estranhos ou desnecessários ao ambiente. Trata-se de manter o asseio do piso, armários, gavetas, estantes, etc. O senso de limpeza pode ir além do aspecto físico, abrangendo também o relacionamento pessoal onde se preserva um ambiente de trabalho onde impere a transparência, honestidade, franqueza e o respeito.
  28. 28. 28 A aplicação do senso de limpeza traz como resultado: -Ambiente saudável e agradável; -Redução da possibilidade de acidentes; -Melhor conservação de ferramentas e equipamentos; -Melhoria no relacionamento interpessoal. 4) SEIKETSU – Senso de Padronização e Saúde O senso de padronização é traduzido na fixação de padrões de cores, formas, iluminação, localização, placas, etc. Como abrange também o conceito de saúde, é importante que sejam verificados o estado dos banheiros, refeitórios, salas de trabalho, etc. afim de que sejam identificados problemas que afetam a saúde dos colaboradores como os problemas ergonômicos, de iluminação, ventilação, etc.
  29. 29. 29 Este senso tem como principal finalidade manter os 3 primeiros S’ (seleção, ordenação e limpeza) de forma que eles não se percam. Podem-se evidenciar como principais resultados da aplicação deste conceito: -Facilidade de localização e identificação dos objetos e ferramentas; -Equilíbrio físico e mental; -Melhoria de áreas comuns (banheiros, refeitórios, etc.); -Melhoria nas condições de segurança. 5) SHITSUKE – Senso de Disciplina ou Autodisciplina A última etapa do programa 5S é definida pelo cumprimento e comprometimento pessoal para com as etapas anteriores. Este senso é composto pelos padrões éticos e morais de cada indivíduo. Esta etapa estará sendo de fato executada quando os indivíduos passam a fazer o que
  30. 30. 30 precisa ser feito mesmo quando não há a vigilância geralmente feita pela chefia ou quando estendem estes conceitos para a vida pessoal demonstrando seu total envolvimento. Diante de um ambiente autodisciplinado a cerca dos princípios 5S é possível que se tenha: -Melhor qualidade, produtividade e segurança no trabalho; -Trabalho diário agradável; -Melhoria nas relações humanas; -Valorização do ser humano; -Cumprimento dos procedimentos operacionais e administrativos; A convivência com os cinco sensos apresentados leva os indivíduos a compreenderem melhor o seu papel dentro de uma organização e os torna parte da pirâmide dos resultados alcançados, fazendo nascer a consciência de que é preciso ser disciplinado mesmo quando não há cobranças.
  31. 31. 31 Por isso, os Programas de Qualidade colocados em prática, concomitantes com o programa tolerância zero poderão auxiliar as empresas no processo de melhoria contínua dos produtos ou serviços, diminuição de desperdícios e principalmente através da mudança cultural interna, a fim de se obter a vantagem competitiva necessária que será colhida a curto, médio e longo prazo.
  32. 32. 32 VII- O PODER DA MUSICA É muito comum encontrar pais que não se importam que seus filhos passem horas ouvindo musica a todo volume, porque consideram que "não há mal nenhum nisso". É também comum encontrar jovens que, informados do que significam as letras das canções que ouvem, afirmam que não entendem suas letras, que se interessam apenas pelo ritmo ou, bem raro, pela "melodia". Não se apercebem de que a música tem profundos efeitos na alma humana. É evidente que ao ouvir ou ler esta afirmação eles a põem em dúvida. Entretanto, reconhecem que a musica os entusiasma e os deixa euforicamente excitados. Têm que se reconhecer também que há músicas próprias a filmes de terror, que
  33. 33. 33 inclinam a alma para o medo do desconhecido. Que há outras que são compatíveis com cenas amorosas e sentimentais. Não poderão negar que certas músicas produzem melancolia e tristeza, outras despertam alegria, outras ainda entusiasmo. Outras estimulam o consumo em bares, discotecas e shows e até em restaurantes como também em estabelecimentos comerciais em geral uma boa musica faz parte do marketing estratégico de vendas. Um bom jingle “gruda” na cabeça das pessoas. As Casas Pernambucanas que o digam com o seu “Não adianta bater que não deixo você entrar...”. Musica clássica já fez vacas leiteiras a produzirem mais leite. A música, portanto, é criadora de estados de alma, os quais fazem nascerem ideias correlatas em nossas mentes.
  34. 34. 34 Quem permite que uma música crie em sua alma um estado de melancolia e tristeza naturalmente terá tendências à tristeza e à melancolia, por isso mesmo, ideias melancólicas, tristes e pessimistas. Fica então patente que uma canção, por si só, sem levar em conta a sua letra, cria estados de ânimo e suscita ideias. Tinham, pois muita razão os filósofos gregos ao darem à música um importante papel na educação e formação dos jovens. Aristóteles prevenia que "pelo ritmo e pela melodia nasce uma grande variedade de sentimentos" e que "a música pode ajudar na formação do caráter" e que “se pode distinguir os gêneros musicais por sua repercussão sobre o caráter”. Portanto, a música pode ter um salutar efeito formador ou pode ser destruidora. Evidentemente, como é mais fácil destruir do que construir, os efeitos da música daninha
  35. 35. 35 são mais rápidos e eficazes que os da boa música. Por outro lado, a música pode ser considerada, ao mesmo tempo, a arte mais elevada e a mais baixa. A mais elevada, porque ela consegue criar estados de alma que a própria palavra tem dificuldade de expressar. A música é a arte que mais se acerca do inefável, isto é, de Deus. Entretanto, apesar de atingir os cumes do inefável, a música é também a arte mais baixa, no sentido em que ela atinge mesmo os que não têm cultura (os selvagens), mesmo os que ainda não têm o uso da razão (os bebês são acalentados e se acalmam com canções de ninar), mesmo os que perderam o uso da razão (consta que os loucos se acalmam ao ouvir música clássica). Consta ainda que até mesmo todos os animais são influenciados pela música.
  36. 36. 36 É ela a única arte que pode atingi-los, porque o ritmo e os sons melodiosos (proporcionados) repercutem favoravelmente no sistema nervoso deles. Como dito acima foram feitas experiências com vacas em estábulos. Quando se tocava Vivaldi elas davam mais leite. Quando se tocava Rock "escondiam o leite". Tivemos notícia também que o Rock deixava furiosos os tubarões vivendo em grandes aquários e que a música clássica os acalmava. O mesmo teria sido verificado com os loucos. E um sacerdote nos contou que ao tocarem Rock para selvagens africanos, eles perguntaram por que se estavam chamando os maus espíritos... Se a música cria estados de alma, e ela é a mais ambígua das artes, é lógico e natural que os seus autores tenham procurado tornar mais
  37. 37. 37 objetivo o que queriam dizer por meio dela, colocando letras em suas canções. Uma das funções da letra numa canção é esta: fixar de modo mais claro e objetivo o que os ambíguos símbolos musicais insinuaram. Daí a essencial importância da letra para se entender objetivamente uma canção. Quando alguém afirma - como no caso do Rock - que aprecia uma canção, mas que não dá importância à letra, até mesmo porque não a entende, a pessoa não fica eximida dos efeitos das ideias expressas pela letra da canção, porque a melodia diz vagamente o que a letra expressa. Do mesmo modo, quem toma um veneno, embora não conheça ou não entenda a sua fórmula, morre do mesmo jeito. Morre sem ter compreendido, mas morre. Quem recusa conhecer os efeitos danosos que a droga produz no cérebro, e a toma, sofre do mesmo modo os efeitos danosos da droga ingerida.
  38. 38. 38 Assim também quem escuta musica decadente apenas pela "melodia" ou pelo ritmo, acaba tendo sua mentalidade transformada, e, sem ter entendido ou aprovado as letras das canções, acaba tendo exatamente as ideias que elas expressam, de tal modo os símbolos musicais falam e ensinam o mesmo que dizem as letras das canções. Uma canção triste tem que ter uma letra triste. Uma canção militar tem que ter letra heroica. Por isso uma música rebelde tornará o jovem rebelde, ainda que ele não compreenda que a letra da canção mande que ele se revolte contra os pais, professores e autoridades. Uma música diabólica tornará o ouvinte que a escuta com prazer, satânico. Ainda que ele não entenda que a letra mande adorar o diabo, ele blasfemará contra Deus, na primeira oportunidade que lhe ocorrer. A música transmite ideias por três modos:
  39. 39. 39 a)Pelos seus símbolos sonoros; b)Pelos estados de espírito que suscita, os quais gerarão ideias; c)Pelas letras colocadas nas canções para exprimir mais objetiva e claramente o que os sons simbolizam. É sabido que grande número de cantores são viciados em drogas, e que bom número deles morreu por seus efeitos. É escandaloso verificar que nenhuma campanha antitóxico acusa estes cantores e seus ritmos de propagadores do vício e de fornecedores de vítimas para o tráfico de entorpecentes. O ódio à autoridade e o amor à rebelião pregado em certas canções têm como primeiras vítimas os pais e os mestres. Em casa, eles se revoltam contra a autoridade do "velho" e da "velha".
  40. 40. 40 Na escola, subvertem toda a ordem, desacatando professores e diretores. Quantas tragédias familiares não tiveram raiz nos discos que os pais permitiam que seus filhos - mimados e "inocentes" - ouvissem. Coloque em sua loja, boas musicas, suaves e alegres que transmitam mensagens positivas e com certeza elas o ajudarão a aumentar suas vendas. Fonte primária de pesquisa: MONTFORT Associação Cultural http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cadernos&subsecao=arte&artigo=rock&lang =bra
  41. 41. 41 VIII- ASSÉDIO MORAL PREOCUPA EMPRESAS E TRABALHADORES Devido ao número crescente de denúncias, o assédio moral preocupa hoje não só o empregado, mas também o empregador. Afinal, qual a diferença entre pressionar o funcionário por um trabalho mais eficiente e o assédio moral? E como precaver que os seus colaboradores não cometam o crime dentro de sua empresa? Uma fórmula exata não existe, mas o diálogo, o treinamento, a troca de informações e cursos com especialistas podem ser uma ótima saída para evitar o problema. Inicialmente estudado a fundo pelo médico psiquiatria alemão Heinz Leymann, em 1984, o assédio moral começou a ser punido no Brasil apenas em 2001, com a lei editada em Iracemápolis, SP, que objetivou coibi-lo no serviço público.
  42. 42. 42 Entretanto, há quem defenda que ele é tão antigo quanto o trabalho, como explica a advogada Daniela Beteto do escritório Trevisioli Advogados Associados: ”de acordo com alguns pesquisadores, o assédio moral sempre existiu”. Sugere-se, inclusive, que seja tão antigo quanto o trabalho hierarquicamente organizado. A diferença é que as discussões e os trabalhos científicos em torno do tema ganharam ênfase na última década, atingindo seu ápice na atualidade, quando nos deparamos com situações cada vez mais graves de violação aos direitos fundamentais dos trabalhadores”. Apesar de não existir nenhum critério para fixação da reparação por assédio moral, as indenizações têm variado de R$ 10 mil a R$ 2 milhões, levando-se em conta os critérios de razoabilidade, condição pessoal do ofendido, capacidade econômica do ofensor e a extensão do dano causado.
  43. 43. 43 Mas, sem dúvida, o dano maior não é o financeiro e sim a imagem da empresa que pode ficar comprometida não só para o público como para o próprio mercado de trabalho. “O empresário sofre junto com o assediado”. A empresa tem sua marca e seu nome empresarial denegrido e perde produtividade, porque o trabalhador doente não consegue produzir direito. Também, quando o funcionário tem que se aposentar ou ficar temporariamente afastado é o empregador que perde, pois além da indenização que terá que pagar decorrente do afastamento, ainda terá que contratar e treinar outra pessoa para colocar no lugar do trabalhador afastado, enfim, tudo isso são perdas”, esclarece o advogado, árbitro e palestrante Robson Zanetti, sócio de Robson Zanetti e Advogados Associados. Prevenir o assédio moral é a ferramenta mais indicada pelos advogados para que a empresa
  44. 44. 44 evite pagar indenizações ou tenha a sua imagem denegrida. Isso pode ser feito através de informações para os funcionários sobre o assunto, treinamentos dos gestores e um canal aberto de diálogo. Muitas empresas já começaram a tomar atitudes para evitar que o assédio moral aconteça entre os seus funcionários. Tenho observado, com frequência, a preocupação dos empregadores em contribuir para que as práticas de assédio sejam identificadas e imediatamente coibidas. É crescente o cuidado de muitas empresas em orientar e disseminar a ideia de necessidade de manutenção de uma relação saudável e de respeito mútuo entre todos os colaboradores. Os superiores hierárquicos, que com mais frequência são apontados como ofensores, participam de cursos com especialistas em relações interpessoais para que desenvolvam de forma equilibrada a cobrança de resultados
  45. 45. 45 sempre com vistas a propiciar o desenvolvimento sadio de seus subordinados. “Além disso, muitas empresas também contam com o apoio de profissionais do Direito para avaliar suas regras de procedimentos e adequá-las quando necessário”, conta Daniela Beteto. Há, ainda, um projeto de lei estabelecendo multa de R$ 1 mil para cada empregado que não for informado e treinado para evitar o assédio moral. “As empresas não têm escapatória, mesmo que a multa não for aprovada quando o projeto virar lei, a empresa que não prevenir o assédio pagará indenização. O assédio é um problema organizacional e a empresa pode evitar, basta querer e contratar alguém competente para mostrar como isso se faz”, explica Robson Zanetti. Entretanto, contratar um gestor adequado, hábil e capaz é ainda a melhor saída para evitar o assédio moral.
  46. 46. 46 “Um gestor deve saber ouvir, ter humildade para aprender com aqueles que fazem a política acontecer no real; deve estimular vínculos interpessoais que beneficiem a organização e, fundamentalmente, saber respeitar os diferentes pontos de vista dos trabalhadores. Se o seu dever enquanto chefe ou gestor é exigir produção dos seus subordinados, isso não pressupõe que deva destruir, massacrar e humilhar o outro. Ao contrario: deve refletir sua desordem intima como fruto da sua adesão incondicional a ordem imposta, o que o torna responsável por seus atos. Se não reflete o que faz, torna-se um carrasco, envenenado pela desrazão e loucura do processo produtivo”, afirma Dra. Margarida Barreto, médica ginecologista e do trabalho e pesquisadora do Núcleo de Estudos Psicossociais de Exclusão e Inclusão Social (Nexin PUC/São Paulo).
  47. 47. 47 Assédio Moral x Exigência “Assediar significa estabelecer um cerco e não dar trégua ao outro, humilhando, inferiorizando e desqualificando-o de forma sistemática e repetitiva ao longo da jornada de trabalho”. São ataques verbais, gestuais, perseguições e ameaças veladas ou explícitas, que frequentemente envolve fofocas e maledicências. Ao longo do tempo, desestabiliza o trabalhador, atinge sua dignidade e moral e devasta a sua vida. Em países europeus é conhecido como Mobbing; nos Estados Unidos e Inglaterra como Bulling, Harassement e em nosso país como assédio moral ou terror psicológico”, conceitua Margarida Berreto. Para a Organização Internacional do Trabalho há assédio moral quando uma pessoa rebaixa o outro ou um grupo de trabalhadores, através
  48. 48. 48 de meios vingativos, cruéis, maliciosos ou humilhantes. “Resumindo, poderíamos dizer que são críticas repetitivas e desqualificações constantes em que nada está certo por mais que o trabalhador se esforce para fazer e dar o melhor de si”. Daniela Manetti Mesquita, advogada empresarial da Crivelli Advogados Associados, ressalva que o assédio moral possui requisitos para a sua existência, entre eles: 1) Repetição sistemática/Temporalidade: reiteração da conduta ofensiva ou humilhante, uma vez que, sendo este fenômeno de natureza psicológica, não há de ser um ato esporádico capaz de trazer lesões psíquicas à vítima; 2) Intencionalidade: intenção de ocasionar um dano psíquico ou moral ao empregado para marginalizá-lo em seu ambiente de trabalho;
  49. 49. 49 3) Direcionalidade: uma ou mais pessoas são escolhidas como vítimas; 4) Dano psíquico (há controvérsia na doutrina e jurisprudência quanto à necessidade da existência deste). As consequências do assédio são inúmeras para o empregado, como explica Margarida: “vão desde a destruição de sua vida profissional à desestabilização emocional, culminando com isolamento social, o afastamento por doenças como estresse pós- traumático, síndrome do pânico, ideações suicidas e até mesmo a morte por suicídio”. Os trabalhadores dizem que hoje a pressão e humilhações que sofrem são piores do que o próprio ritmo de trabalho. Se um trabalhador é isolado dos seus colegas e seu chefe passa a não lhe cumprimentar, a não lhe passar tarefas e desqualificar tudo que ele faz, ao longo do tempo causará prejuízo psíquico e físico, originando doenças e transtornos.
  50. 50. 50 Isto degrada deliberadamente as condições de trabalho além de violar direitos fundamentais, tais como: a saúde, a dignidade, a identidade, a personalidade e a integridade pessoal”, afirma. O uso deste material é livre, contanto que seja respeitado o texto original e citada a fonte: www.assediomoral.org fonte: http://www.catho.com.br/estilorh/index.phtml?combo_ed=202&secao= 236 Érica Nacarato
  51. 51. 51 IX- CÓDIGO “Q” E ALFABETO FONÉTICO MUNDIAL, MEIOS EFICIENTES DE COMUNICAÇÃO EM UM SETOR DE PREVENÇÃO DE PERDAS.
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  53. 53. 53 Contatos com o autor gilsonpolice@hotmail.com

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