Tempometodos

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  1. 1. UNINOVE Universidade Nove de JulhoMBA em Qualidade e ProdutividadeARTIGOA Importância dos Estudos de Tempos e Métodos para Controle da Produtividade e QualidadeAluno: Gerson Castiglieri Anis – RA 609202072 Orientadora: Patricce Nogueira Setembro de 2010
  2. 2. A IMPORTÂNCIA DOS ESTUDOS DE TEMPOS E MÉTODOS PARA CONTROLE DA PRODUTIVIDADE E QUALIDADE Gerson Castiglieri Anis MBA em Qualidade e ProdutividadeRESUMO Este artigo tem por objetivo evidenciar a importância da adoção dos estudos detempos e métodos em setores produtivos. O foco é a definição do tempo padrão dasoperações envolvidas em um processo produtivo através de ferramentas de cronoanálise,promovendo controle do fluxo de processo, possibilitando análises diversas tais como:carga máquina, carga homem, eficiência, produtividade, custo da manufatura, indicadoresda qualidade e produtividade entre outros. Foi realizado estudo de caso em um processo deuma empresa do ramo eletrometalurgico demonstrando que os resultados obtidos dãoconsistência aos números necessários ao controle da produtividade, e base real paraacompanhamento dos custos e da qualidade como um todo.Palavras chave: tempos e métodos, cronoanálise, tempo padrão e produtividade.INTRODUÇÃO Dentre os objetivos da cultura da qualidade, observando o sétimo princípio naabordagem factual para tomada de decisão, esta o conhecimento dos dados, onde oprofissional inserido no tema qualidade deve trabalhar menos com a percepção e ouestimativas e mais com dados concretos, pois a qualidade é baseada em fatos, da mesma
  3. 3. forma deve ser para os parâmetros da produtividade que esta intimamente relacionada àqualidade. Obter informações reais sobre um processo modifica a forma de tratar aprodutividade e a qualidade. Valores históricos ou estimados de tempo de execução dasoperações envolvidas em um fluxo de processo devem ficar para segundo plano, pois osestudos de tempos e métodos fornecem meios para obtenção de dados reais, e somenteassim podem-se obter indicadores confiáveis, TAKASHINA (1999) afirma “os indicadoressão essenciais ao planejamento e controle dos processos das organizações”. Neste contextoa cronoanálise é base para controle das diversas etapas do processo produtivo fornecendo oparâmetro base, que é o tempo padrão, para análises e indicadores da produtividade equalidade, JURAN (1991) cita a importância do controle de processo para prevenção demudanças indesejáveis e adversas. A cronoanálise não é uma ferramenta apenas para se definir o tempo padrão, mas étambém a ferramenta que define e documenta o processo, sendo um documento vivo queacompanha a evolução contínua deste, segundo TOLEDO (2004) - A cronoanálise tem suaorigem em Tempos e Métodos, ela define parâmetros tabulados de várias formas,coerentemente, culminam na racionalização industrial. O tempo padrão determina um tempo de produção, onde o analista o utilizará nadeterminação de parâmetros relativos à produtividade e conseqüentemente da qualidade. É possível observar em várias empresas ou organizações atividades voltadas àqualidade em busca de certificações como a ISO 9000, e também programas de melhoriascontínuas, entretanto não é comum observar setores de Organização e Métodos e ou deMétodos e Processos independente do setor Qualidade, e com foco na cronoanálise a fim dese obter parâmetros reais, pois normalmente tempos são estimados ou extraídos de valoreshistóricos. Assim este artigo contribui na constatação da importância dos estudos de tempos emétodos para obtenção de dados seguros no que tange ao tempo padrão visto que este ébase para definição do universo nele contido, tais como: roteiro de trabalho, balanceamentode linha, viabilizações, carga homem, carga máquina, indicadores da produtividade equalidade, custos e outros, pautados na didática da principal ferramenta de Tempos eMétodos e na exposição de um caso em uma empresa do ramo eletrometalurgico em uma
  4. 4. de suas células de manufatura produtiva. E por fim a discussão de aspectos relevantes aoimpacto da diferença entre valores reais obtidos e valores anteriormente estimados ouhistóricos, bem como as considerações finais.TEMPOS & MÉTODOS Taylor foi precursor da gestão científica do trabalho e do estudo do tempo e domovimento, ou cronoanálise. Sua carreira teve inicio na companhia de aço Midvale SteelWorks como operário, tornando-se mais tarde engenheiro-chefe. Depois foi consultor naBethlehem Steel Works de Pittsburgh, onde realizou as suas famosas experiências. Fanáticoda avaliação dos métodos e seus tempos acreditava que desse modo podia melhorar aeficiência produtiva (MAXIMIANO, 2004; TOLEDO, 2004). A decomposição de operações possibilita eliminar movimentos inúteis e aindasimplificar, racionar ou fundir os movimentos úteis proporcionando economia de tempos eesforço do operário. A partir disso, determina-se o tempo para execução das tarefasmediante o uso de um cronômetro. MEYERS (1999) diz que Taylor foi a primeira pessoa ausar o cronômetro para estudar o trabalho e, portanto é chamado “Pai do Estudo do Tempo”A cronoanálise tem sua origem em Tempos e Métodos, com base nessa ferramenta, eladefine os parâmetros tabulados de várias formas, coerentemente, culminam naracionalização industrial. O tempo padrão por si só de nada vale, como sabemos é ato mecânico, onde ocronometrista, seguindo uma norma de ação, determina um tempo de produção em umafolha de papel que, sendo apenas arquivado, nenhum benefício terá (TOLEDO, 2004).CRONOANÁLISE Tendo em vista que o tempo padrão é definido na cronometragem e por si só denada vale, a ação da cronometragem deve ser ferramenta para a cronoanálise. Ocronoanalista é um homem que de posse desse dado, no estudo de cronoanálise recriará ouniverso nela contido (TOLEDO, 2004).
  5. 5. A Cronometragem como qualquer outra técnica ou ciência, possui umaterminologia especial. Portanto convém definir alguns dos termos especiais empregados nacronometragem ou estudo de tempos. Algumas definições aqui apresentadas foramextraídas e traduzidas da padronização A.S.M.E. (American Society of MechanicalEngineers), sendo estas: Elemento, Elemento constante, Elemento variável, Elementocíclico, Elemento acíclico, Elemento estranho, Ciclo, Elemento normalizado, Rítimonormal, Tempo normal, Avaliação de rítimo, Hora padrão, Tempo padrão e Tolerâncias ouSuplementos (TOLEDO, 2004). Elemento é a subdivisão do ciclo de trabalho composta de uma seqüência de um oumais movimentos. Numa operação verificam-se, geralmente, três elementos principais: 1- Preparar (ou carregar). 2- Fazer (ou processar). 3- Descarregar.Há várias razões para se proceder à subdivisão do ciclo de trabalho em elementos: - Obter a descrição detalhada e sistemática do método cronometrado. - Possibilitar uma reconstituição precisa do método, quando necessária. - Verificar a regularidade dos tempos de cada elemento de ciclo para ciclo, e determinar as causas de tempos excessivos quando ocorrem. - Avaliar o ritmo do operário em cada elemento individual - Padronizar o tempo para uma mesma seqüência de movimentos. - Balancear linha de montagem e outrosHá regras práticas que auxilia a determinar qual a seqüência de movimentos que constituium elemento: 1- Um elemento é a mínima porção comensurável de tempo, tendo princípio e fim definidos. 2- Um elemento deve ter duração suficiente para permitir uma tomada de tempo precisa. 3- A decomposição da operação em elementos e a descrição dos elementos devem ser feitas com clareza e precisão de detalhes, de modo a permitir a utilização rápida e fácil por outras pessoas, bem como a sua incorporação num sistema de padronização de elementos, sempre que possível.
  6. 6. 4- Os elementos manuais devem ser separados dos elementos de máquina, bem como os constantes dos variáveis, sempre que possível. Elemento constante é um elemento para o qual o tempo normalizado é sempre omesmo, a despeito das características das peças nas quais ele é realizado, tanto quantométodo e as condições de trabalho permaneçam inalterados. É também um elemento para oqual, o tempo-padrão é sempre o mesmo. O fechamento da porta de uma máquina injetorano ciclo de trabalho pode ser um exemplo de elemento constante. Elemento variável é o elemento para o qual o tempo normalizado é variável, embora o método e as condições do trabalho permanecem os mesmos. As variações são devidas às características das peças: tamanho, peso, forma, densidade, dureza, viscosidade, tolerâncias, acabamento, etc. Na tomada de uma operação, consideram-se os vários ciclos cronometrados, aduração de um elemento está sujeita a variações, quer pela deficiência da leitura docronômetro, quer pela imperícia do operário, quer ainda por motivos intrínsecos à própriaoperação, ou à máquina. Deste modo ocorrem os chamados elementos anormais, isto é,aqueles elementos cujos tempos registrados durante uma observação são excessivamentemais longos ou mais curtos do que a maioria ou a média dos tempos decorridos. Por outrolado, são elementos normais aqueles cujos tempos registrados durante a cronometragem semantêm dentro de certa regularidade, de ciclo para ciclo. Elemento cíclico é o elemento que se repete cada vez que a operação é realizada,isto é, cada vez que uma peça ou uma unidade é produzida em determinada máquina ouposto de trabalho. Pegar uma peça e introduzi-la no dispositivo pode ser um exemplo deelemento cíclico. Elemento acíclico é o que não ocorre em cada ciclo. Mas é uma parte necessária daoperação. Pode, entretanto, ser realizado cada cinco, dez ou a cada cem peças, ou emintervalos irregulares, exemplos: 1- Apanhar um lote de peças num local distante do local de trabalho. 2- Lubrificar a ferramenta ou equipamento. 3- Controlar dimensional do produto, etc.
  7. 7. Elemento estranho é o elemento representado por uma interrupção que não sejauma ocorrência regular do ciclo de trabalho, e para a qual não se fez provisão na seqüêncianormal dos elementos de uma cronometragem, exemplos: 1- Deixar cair uma ferramenta. 2- Conversar com um colega de trabalho. 3- Prestar informações ao supervisor, etc. O Ciclo é a realização completa pelo operário de todos os elementos de umaoperação, com início e fim definido. Assim, por exemplo, a soma dos seguintes elementosde uma operação simples de fazer um furo de 1/8” numa peça constitui o ciclo da operação,o qual se repete para cada peça que recebe o furo: 1- Pegar peça sobre a mesa da máquina e posicioná-la sob a broca. 2- Baixar a árvore até a broca encostar-se à peça. 3- Fazer o furo. 4- Levantar a árvore. 5- Por a peça de lado, sobre a mesa da máquina. Tempo normalizado (normal ou elementar) é o tempo elementar médio ouselecionado e ajustado por avaliação de ritmo, ou outro método de ajustagem, querepresenta o tempo requerido de um operário qualificado para realizar um elemento de umaoperação. Ritmo normal é o rítimo de trabalho geralmente empregado pelos operáriostrabalhando sob supervisão capacitada. Esse passo pode ser mantido dia após dia, semfadiga mental ou física excessiva, e é caracterizado pelo exercício quase ininterrupto deesforço razoável. Tempo normalizado ou normal é o tempo requerido por um operário qualificado,trabalhando no ritmo normal dos operários em geral sob supervisão hábil, para completarum elemento, ciclo ou operação, seguindo um método preestabelecido. É também a somade todos os tempos elementares normais que constituem um ciclo ou uma operação. Avaliação de rítimo é um método que compara a rapidez e a precisão com que ooperário realiza os movimentos necessários para executar uma operação com o conceitoque o observador tem de tempo normal.
  8. 8. Hora padrão é uma hora de tempo durante a qual uma quantidade específica detrabalho de qualidade aceitável é ou pode ser feita por um operário qualificado, seguindoum método prescrito trabalhando em um ritmo normal, sujeito a paradas e a fadigasnormais, ou seja, é a produção horária. Tempo padrão é o tempo que se determina seja necessário para um operárioqualificado trabalhando num ritmo normal e sujeito a demoras e a fadigas normais, paraexecutar uma quantidade definida de trabalho de uma quantidade especificada, seguindoum método preestabelecido. É o tempo normalizado acrescido das tolerâncias para fadigase demoras. Tolerâncias ou Suplementos são acréscimos de tempos incluídos no temponormalizado de uma operação, a fim de compensar o operário pela produção partida porcausa de fadiga e das interrupções normalmente previstas, tais como as paradas pessoais eas inevitáveis.ESTUDO DE CASO(Como Fazer o Estudo de Tempos / Cronoanálise) Pode ser executado o estudo de tempos no método tradicional em uma folha depapel padrão, que pode ser extraída em literaturas conforme referências bibliográficas. Naproposta deste artigo visando modernização e adequação à realidade atual, em uma planilhaeletrônica, formatada em excel avançado, aqui sugerida (figura 1 e 2) em resumo aplicandoa metodologia específica para estudo de tempos e métodos devem ser executados, conformefigura 1, os seguintes principais passos: - Identificar, produto, processo, materiais e código. - Dividir o processo em estudo em elementos, ou seja, descrever em etapas o ciclo de trabalho, obtendo etapas passíveis de cronometragem. - Cronometrar cada etapa conforme o ciclo definido. É recomendável pelo menos 20 tomadas de cada etapa para extrair média. - Elementos estranhos devem ser desconsiderados - Atribuir o rítimo de trabalho observado na cronometragem, obtendo automaticamente na planilha eletrônica o tempo normal.
  9. 9. Figura 1: Rosto 1 da planilha eletrônica sugerida para tempos e métodos (autor, 2010).Obtido o tempo normal ou normalizado, visto que já na planilha eletrônica as formulascabíveis estão afixadas reduzindo a possibilidade de erros humanos, estas referências sãoautomaticamente transportadas para o rosto 2 da planilha eletrônica onde conforme figura 2devem ser executados os seguintes passos básicos: - Atribuir percentuais referentes às tolerâncias e suplementos. - Definir quais são os elementos com tempo manual, tempo máquina e tempo manual durante tempo máquina, respectivamente Tm, TM e tm D TM. - Definir em forma de fração em que freqüência ocorre cada elemento. - Eletronicamente se obtém o tempo padrão e conseqüentemente produção hora - Evidenciar as referências do processo e produto com respectivas codificações evidenciando o elaborador aprovador e datas, e se houver número de revisão e data a fim de documentar conforme as normas previstas no sistema de gestão ISO 9000.
  10. 10. Figura 2: Rosto 2 ou folha 2 da planilha eletrônica sugerida (autor, 2010). Aplicando metodologia para o estudo de tempos e métodos é possível definir otempo padrão real para cada etapa do processo, onde os passos delineados acima se referemunicamente a cronometragem e estudo dos tempos. Já a cronoanálise propriamente ditatrata a observação das melhorias possíveis deste estudo de tempo, o qual poderá serobservado na aplicação do estudo de caso aqui apresentado.METODOLOGIA E APLICAÇÃO DO ESTUDO DE CASO O estudo foi executado em uma empresa do ramo de adaptação automobilísticasituada no interior de São Paulo, no segundo trimestre de 2010. E visto que esta empresanão adotava a definição do tempo padrão por estudos específicos, os dados históricos e ouestimados levantados correspondem a uma parte de seu processo, com objetivo de aplicar a
  11. 11. proposta dos estudos de tempos e métodos e mostrar sua importância podendo estender aosdemais processos desta empresa ou a qualquer outra da área produtiva.Metodologia: - Escolher um dos processos dentre os vários existentes na empresa. - Verificar os dados atuais estimados para comparação posterior ao estudo de tempos e métodos. - Aplicar a metodologia de estudos de tempos e métodos em duas etapas: 1°- Cronometrar a fim de obter o tempo padrão e respectivos parâmetros reais. 2°- Aplicar a cronoanálise para observação das possíveis melhorias - Comparar resultados e abordar respectivos impactos.Aplicação do Caso: O processo escolhido foi o processo de injeção de lentes plásticas em acrílico, sendoa escolha em função de alto consumo mensal e pelo fato do subproduto estar presente emaproximadamente 80% dos produtos finais desta empresa, representando itens estratégicos.Os dados históricos referentes ao processo e itens escolhidos foram coletados conformetabela 1, e sendo:A) Lente acrilica 4x1 – molde com duas cavidadesB) Lente acrilica 4x2 – molde com uma cavidadeC) Lente acrílica 3x1 – molde com duas cavidades it Tempo Produção Consumo Custo Custo Refugo Custo Padrão Horária mensal peça mensal médio Qualidade A inexistente 100 28.000 R$ 2,28 R$ 63.840,00 7% R$ 4.468,80 B inexistente 45 6.000 R$ 2,88 R$ 17.280,00 5% R$ 864,00 C inexistente 100 10.000 R$ 2,20 R$ 22.000,00 7% R$ 1.540,00 Totais mensal R$ 103.120,00 R$ 6.872,80 anual R$ 1.237.440,00 R$ 82.473,60Tabela 1: Dados iniciais referentes à Produtividade, Custos e Qualidade (autor, 2010). Considerando que o tempo padrão não é conhecido, então a produção horária não éreal, ou seja, é estimada e extraída de valores históricos. Portanto sendo a produção horáriaestimada, qualquer outro valor referenciado neste número também será estimado.
  12. 12. Em empresas onde existe um sistema ERP (Enterprise Resource Planning) aprodução horária que deve ser obtida através do tempo padrão é o parâmetro base paraformação do custo da mão de obra do produto, custeamento da má qualidade ou refugo,dimensionamento de carga máquina e carga homem, base de programação logística eoutros.Aplicando o estudo de tempos e métodos para obtenção do tempo padrão econseqüentemente produções horárias reais, na tabela 2 obtiveram-se novos números, sendoestes agora reais e confiáveis e estabelecidos por metodologia adequada. it Tempo Produção Consumo Custo Custo Refugo Custo Padrão Horária mensal peça mensal médio Qualidade A 30 s 120 28.000 R$ 2,18 R$ 61.040,00 7% R$ 4.272,80 B 66,6s 54 6.000 R$ 2,67 R$ 16.020,00 5% R$ 801,00 C 30 s 120 10.000 R$ 2,18 R$ 21.800,00 7% R$ 1.526,00 Totais mensal R$ 98.860,00 R$ 6.599,80 anual R$ 1.186.320,00 R$ 79.197,60Tabela 2: Dados reais obtidos através de estudo de tempos/ cronometragem (autor, 2010). Na segunda fase do estudo de tempos e métodos se aplica a cronoanálise onde podese observar através da cronometragem pontos passíveis de melhorias, também a verificaçãoda viabilização de aperfeiçoamentos. Na verificação do estudo de tempos foi evidenciado um elemento variável que porsua grande variabilidade tornava-se um elemento acíclico que por vezes parecia umelemento estranho. Referia-se a extração do produto que não tinha constância e não tinharepetibilidade e algumas vezes interrompia o ciclo de trabalho, desta forma ponto evidenteda necessidade de melhorias. O mesmo fator provocava a alta de refugo em função dasinterrupções do processo. Na ação de correção dos moldes a fim de solucionar o problema evidenciado nacronoanálise, foi verificada também a viabilização do aperfeiçoamento da produtividadeincrementando e duplicando cavidades nos moldes. Sendo assim na tabela 3 observam-se os resultados das melhorias que foramexecutadas em um segundo estudo de tempos que foi elaborado a fim de documentar evalidar as melhorias aplicadas.
  13. 13. it Tempo Produção Consumo Custo Custo Refugo Custo Padrão Horária mensal peça mensal médio Qualidade A 30 s 240 28,000 R$ 1.96 R$ 54,880.00 3% R$ 1,646.40 B 66,6s 108 6,000 R$ 2.20 R$ 13,200.00 3% R$ 396.00 C 30 s 240 10,000 R$ 1.96 R$ 19,600.00 3% R$ 588.00 Totais mensal R$ 87,680.00 R$ 2,630.40 R$ anual 1,052,160.00 R$ 31,564.80Tabela 3: Evidência das melhorias observadas na cronoanálise (autor, 2010).Obs.: os consumos médios referem-se ao mês do estudo extrapolando para 12 meses.Abordagem dos impactos: Para abordagem dos impactos foram elaborados dois gráficos (figura 1 e figura 2),objetivando melhor visualização dos resultados monetários obtidos nas três tabelasabordadas no estudo de caso aqui apresentado. No comparativo de custos do subproduto (fig 1), tanto quanto no comparativo decustos da qualidade (fig. 2) é possível observar que os custos iniciais eram estimados e osmaiores encontrados. Na tabela dois da fase de cronometragem, ou seja, simplesmenteestudo de tempos, já se observa números reais com redução de custos. Na tabela 3 da fasede cronoanálise, ou seja, da aplicação de melhorias e aperfeiçoamentos uma nova reduçãode custos e de maior impacto monetário. tab 1 tab 2 tab 3 R$ 1.237.440,00 R$ 1.186.320,00 R$ 1.052.160,00 R$ 1.300.000,00 R$ 1.250.000,00 R$ 1.200.000,00 R$ 1.150.000,00 R$ 1.100.000,00 R$ 1.050.000,00 R$ 1.000.000,00 R$ 950.000,00 tab 1 tab 2 tab 3Figura 1: Gráfico comparativo de custos da manufatura.
  14. 14. tab 1 tab 2 tab 3 R$ 82.473,60 R$ 79.197,60 R$ 31.564,80 R$ 90.000,00 R$ 80.000,00 R$ 70.000,00 R$ 60.000,00 R$ 50.000,00 R$ 40.000,00 R$ 30.000,00 R$ 20.000,00 R$ 10.000,00 R$ 0,00 tab 1 tab 2 tab 3Figura 2: Gráfico comparativo de custos da qualidade (refugo) Mediante a comparação gráfica fica evidenciado que os tempos de produção definidospor históricos ou por estimativas não proporcionam valores monetários confiáveis, podendogerar impacto: - no custo do produto - no preço de venda - no custo da qualidade e seus indicadores Na avaliação das produções horárias, observando que o ideal é a definição do tempopadrão e através deste a definição correta da produção horária. Os números iniciaishistóricos são menores que os números reais definidos por tempo padrão em estudo detempo, portanto podendo gerar impacto: - na definição de carga máquina - na definição de carga homem - no planejamento da produção - nos indicadores da produtividade - em estudos de viabilização - e outros
  15. 15. CONCLUSÕES O artigo apresentado evidencia a grande importância dos estudos de tempos emétodos, através de revisão breve de literatura e de estudo de caso em uma empresaeletrometalurgica do ramo de adaptação automobilística, apresentando e mostrandomonetariamente o quão expressivos são os respectivos resultados, sendo a metodologia dedividir o estudo em duas fases após a verificação dos dados históricos utilizados, composterior abordagem dos impactos. Podendo ser observado no que compete à produtividade, ou seja, produçõeshorárias, comparando os dados históricos iniciais à primeira fase da metodologia, houve umincremento de aproximadamente 20% e na segunda fase que absorveu melhorias eaperfeiçoamento no ferramental a produção horária dobrou possibilitando 100% deincremento. Para custos da manufatura observa-se entre os dados iniciais e a primeira fase aredução de aprox. 4% e na segunda fase aprox. 15%. E para os custos referentes àqualidade (refugo) na primeira fase a redução de aproximadamente 4% e na segunda fasemais de 60%. Toda importância do tempo padrão definido em estudo de cronoanálise esta em umdos principais fatos que é: o custo do produto estar diretamente associado a este tempo, quefundamental é para qualquer empresa do ramo produtivo no que compete a definições decustos. Outros fatores de impacto observados estão: planejamento da produção, definiçãode carga homem e carga máquina, indicadores da produtividade e qualidade entre outros. Com valores históricos e sem a aplicação dos estudos de tempos e métodos queobtém números reais, dificilmente uma empresa poderá otimizar recursos da manufatura,sem interrupções adversas e fáceis de administrar tendo um processo bem mensurado.Portanto este artigo contribui na constatação da importância desta metodologia sem anecessidade de absorver uma visão completamente Tylorista, mas sim aproveitar acontribuição de Taylor no que tange aos estudos dos tempos, modernizando e integrandoperfeitamente às filosofias atuais e novos modelos de gestão. Ficando aqui a possibilidadedo aproveitamento deste artigo para novos estudos em qualquer empresa do ramoprodutivo, e também a sugestão da utilização deste tema como matéria integrante doscursos de Qualidade e Produtividade nas Universidades.
  16. 16. Referência bibliográficaBORBA, M.; SAMOHYL, R.W.; SCHMITI, J.F. – Utilização das Ferramentas de Tempose Métodos nas Grandes Empresas do Norte do Estado e do Vale de Itajaí (ArtigoAcadêmico) – Santa Catarina, 2010.BRAUTIGAM, M. – Taylorismo: (Administração Científica) Aspectos Conceituais e umaAnálise Crítica (Artigo Acadêmico) – Florianópolis, 2003.SLACK, N.; CHAMBERS, S.; JOHNSTON, R. – Administração da Produção – SP 2°edição - Editora Atlas, 2002.JURAN, J..M. – Controle da Qualidade (Handbook) – São Paulo: 4° edição – EditoraMakron Books, 1991.MAXIMIANO, A.C.A. – Teoria Geral da Administração: Da Revolução Urbana àRevolução Digital – São Paulo – Editora Atlas, 2004.MEYERS, F.E. – Motion and Time Study: for lean manufacturing – New Jersey 2° edição– Editora Prentice Hall, 1999MOREIRA, D.A. – Os Benefícios da Produtividade Industrial – São Paulo – EditoraPioneira, 1994.PRUNER, A. – Determinação de Tempos Padrões (Monografia), 1987.RALFH, M. B. – Estudo de Movimentos e Tempos – tradução da 6° edição americana –São Paulo – Editora Blucher, 2001.TAKASSHINA, NEWTON Tadachi – Indicadores da Qualidade e do Desempenho – Riode Janeiro – Editora Quaitymark, 1999.TOLEDO, I.F.B. – Cronoanálise – Mogi das Cruzes SP 8° edição – Assessoria EscolaEditora, 2004.
  17. 17. TOLEDO, I.F.B. – Tempos & Métodos – Mogi das Cruzes SP 8° edição – AssessoriaEscola Editora, 2004.TOLEDO, I.F.B. – PERT- CPM – Mogi das Cruzes SP 8° edição – Assessoria EscolaEditora, 2004.TOLEDO, I.F.B. – Planejamento, Programação e Controle de Produção – Mogi das CruzesSP – Assessoria Escola Editora, 2004.

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