Oficina de histórias em quadrinhos (nova)

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Oficina de quadrinhos revisada, com novos dados e novas dicas de como produzir quadrinhos.

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Oficina de histórias em quadrinhos (nova)

  1. 1. OOFFIICCIINNAA DDEE HHIISSTTÓÓRRIIAASS EEMM QQUUAADDRRIINNHHOOSS Natania A Silva Nogueira gibitecacom@gmail.com
  2. 2. O QQUUEE ÉÉ UUMMAA HHIISSTTÓÓRRIIAA EEMM QQUUAADDRRIINNHHOOSS?? • Uma História em quadrinhos, ou HQ, é uma forma de arte chamada de arte sequencial. Ela surgiu no século XIX como uma forma de comunicação em massa. • Originalmente, as histórias em quadrinhos eram publicadas em jornais. • No início do século XX surgiram as revistas em quadrinhos. • Uma história em quadrinhos é um gênero narrativo que pode usar imagem e texto para transmitir uma mensagem. Embora muitas pessoas considerem os quadrinhos uma leitura fácil e rápidas, fazer quadrinhos pode ser muito mais complicado do que, por exemplo, escrever um texto narrativo comum.
  3. 3. COMPOSIÇÃO DDEE HHIISSTTÓÓRRIIAA EEMM QQUUAADDRRIINNHHOOSS • Como todo gênero narrativo, as HQs possuem características próprias que as distinguem de outras formas de linguagem. • Tanto para se ler quanto para se fazer uma HQ é preciso ter um conhecimento básico desses elementos. • Esse conhecimento, no caso da produção de quadrinhos por não-profissionais pode compensar, por exemplo, a falta de habilidade com o desenho, considerado o maior obstáculo para quem está fazendo uma oficina ou tentando produzir uma HQ para expressar ideias ou transmitir informações. • Seguem alguns elementos básicos de uma HQ:
  4. 4. 11.. QQuuaaddrroo oouu rreeqquuaaddrroo • É aquele moldura que envolve a HQ. Dentro dela fica desenhada uma cena que vai compor a história a ser lida. • Esse elemento (o quadrinho) é que dá o nome a este gênero textual. São história contas em quadros e que, lidas em sequencia, permitem que o leitor compreenda o enredo.
  5. 5. 2. RReeccoorrddaattóórriioo: • São aqueles pequenos painéis (como ou sem moldura) dentro dos quadrinhos que são usados pelo narrador para fazer a descrição geral de uma cena, introduzindo uma parte da história para que ela fique mais compreensível à medida que leitor vai desenvolvendo a leitura do quadrinho.
  6. 6. 3. OOnnoommaattooppeeiiaa • É uma Figura de linguagem utilizada para reproduzir os sons existentes no mundo. As palavras classificadas como onomatopeicas servem para descrever os sons, como o latido de um cachorro, o miado de um gato, o tocar de um telefone, o barulho da chuva ao cair no chão ou o ronco emitido pelos motores dos carros. As onomatopeias deixam o texto mais poético, divertido, real e fácil de ser compreendido.
  7. 7. 4. LLiinnhhaass cciinnééttiiccaass • São aqueles riscos que indicam os movimentos dos personagens, quando estão andando, acenando ou fazendo algum outro gesto que exija algum movimento do corpo. • Na linguagem das HQs essas pequenas linhas fazem muita diferença e dão mais dinamismo ao desenho.
  8. 8. 5.. DDeesseennhhooss iiccoonnooggrrááffiiccooss • São imagens que possuem alguma característica com o que está sendo representado, mas que não correspondem ao objeto real, como por exemplo, uma árvore, uma nuvem pássaros, etc. Eles são usados geralmente para compor o cenário.
  9. 9. 6.. MMeettááffoorraass vviissuuaaiiss •Metáforas em desenhos para indicar um sentimento ou um acontecimento. •Por exemplo, um coração soltando do peito como sinal de paixão; notas musicais indicando um assovio; estrelas em torno da cabeça; uma lâmpada acesa indicando que a pessoa teve uma ideia, etc.
  10. 10. 7. EEffeeiittoo MMuurreeyy • É um código visual que visa dar o efeito visual de movimento. Como podes observar, este efeito é explorado pela repetição da mesma imagem em várias posições.
  11. 11. 8.. OO bbaallããoo • Por fim temos os balões. Eles são uma das características mais marcantes de uma história em quadrinhos moderna. • O balão é espaço utilizado para as falas dos personagens. Nos quadrinhos eles dividem espaço da narrativa com os recordatórios, que são painéis dentro dos quadrinhos usados pelo narrador. • Existem vários tipos de balões.
  12. 12. BBaallããoo ddee ccoolleettiivvoo
  13. 13. BBaallããoo dduupplloo
  14. 14. BBaallããoo iinnddiiccaaddoorr
  15. 15. FFOORRMMAATTOOSS DDEE QQUUAADDRRIINNHHOOSS • Inicialmente publicados em jornais, os quadrinhos forma concebidos na firma de tiras. Temos dois tipos de tiras, o primeiro tipo é o mais comum atualmente. São 3 ou 4 quadros que contam uma história rápida. • Temos também tiras que ocupam uma página inteira, onde a narrativa tem início, meio e fim. • As histórias em quadrinhos possuem uma narrativa mais longa, que pode ocupar diversas páginas. • As primeiras histórias em quadrinhos também foram publicadas em jornais e o leitor aguarda toda semana pela sua continuação. Mais tarde elas migraram para o formato de revista em quadrinhos, que conhecemos hoje.
  16. 16. COMO FAZER UUMMAA HHIISSTTÓÓRRIIAA EEMM QQUUAADDRRIINNHHOOSS
  17. 17. • Fazer uma história em quadrinhos não é tão complicado o quanto parece. • Uma vez que se tem conhecimento dos elementos que a caracterizam, é preciso apenas ter uma boa ideia e elaborar um planejamento. • Um quadrinhista não tira uma história em quadrinhos do “ar”. Ele precisa ter planejar, criar um roteiro, definir os persongens, esquematizar o que pretende narrar em cada quadro. • Muitas vezes as histórias em quadrinhos são resultado de um trabalho em equipe: um roteirista, um desenhista, um letrista e um colorista se unem para criar uma história.
  18. 18. Alguns ppaassssooss bbáássiiccooss 1. Defina o tema da sua HQ 2. Crie seus personagens: dê a eles características físicas básicas e uma personalidade; 3. Escreva um roteiro 4. “Enquadre” esse roteiro, ou seja, distribua a narrativa dentro de um determinado número de quadrinhos; 5. Desenhe; 6. Colora ou faça sombreamento, caso queira dar um efeito diferente; 7. Faça o letramento.
  19. 19. CCaarraammbbaa! EEuu nnããoo sseeii ddeesseennhhaarr! • A imagem ou o desenho é o que caracteriza uma HQ, então, ele não pode estar ausente. • Todos podem desenhar, o estilo e a qualidade do desenho pode variar de acordo com a habilidade de cada um, mas não impede que uma pessoas que não tenha habilidade artística possa fazer uma história em quadrinhos. • O segredo é a simplicidade e, acima de tudo, saber usar bem os outros recursos dos quadrinhos como as onomatopeias, as linhas cinéticas, os balões, etc.
  20. 20. • Existem algumas técnicas simples de desenho que você pode aprender, caso esteja muito preocupado com a parte estética da HQ. • Existem muitas ferramentas digitais que permitem que se crie HQs eletrônicas, que podem ser impressas ou simplesmente disponibilizadas em sites. • Uma técnica simples, e que pode render um trabalho super interessante é o uso de colagem para montar uma HQ.
  21. 21. • Quadrinhos digitais pode ser criados utilizando programas que podem ser baixados até mesmo pelo computador. • A maioria é gratuito e permite que o autor coloque sua produção disponível na internet. • Muitos cartunistas tem optado por usar blogs, por exemplo, para publicar tiras semanais ou diárias e divulgar seu trabalho. • Alguns conseguem até mesmo transformar isso numa profissão.
  22. 22. • Em aulas de história professores trabalham com quadrinhos históricos como uma forma de desenvolver o conteúdo trabalhado e do alunos produzir uma narrativa original sobre o tema que estudou. • Em aulas de matem ética e física, quadrinhos são usados para demonstrar e esclarecer teorias, fórmulas e problemas. • Em aulas de ciências os quadrinhos também podem substituir as demais formas de avaliação que geralmente a escola utiliza. • Veja um exemplo:
  23. 23. • Nesta biozine temos uma história contada em quadrinhos usando-se fotografias. • Entre as décadas de 1950 e 1970 as fotonovelas (romances narrados por meio de sequencias de fotos) eram muito populares entre os público feminino. • Hoje, usa-se a mesma técnica no jornalismo ilustrado ou jornalismo em quadrinhos.
  24. 24. Agora vamos fazer quadrinhos?

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