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Quadrinhos e relações de gênero• As relações de gênero estão presentes entre leitores e  personagens.• A leitura varia de ...
Quadrinhos e pesquisa histórica• Quadrinhos como qualquer outra mídia são formadores  de opinião.• Por conter aspectos ine...
Contexto estudado• Estamos em busca das  representações femininas nos  quadrinhos das décadas de 1930  e 1950, nos Estados...
Como podemos definir o conceito deheroína?• No dicionário encontramos a seguinte definição Mulher  de grande coragem, dota...
A primeira heroína a ter sua própria    revista•   Shenna foi criada em 1937 Will    Eisner, em parceria com Jerry Iger.• ...
• Shenna vive com o  companheiro, Boby um  relacionamento completamente  fora dos padrões da época.• Sheena assume o papel...
• No Brasil, Sheena foi publicada  inicialmente nas páginas do  Suplemento Infantil, na edição  das quintas-feiras, a part...
Primeira Super-mulher?• No ano de 1940 teria surgido a primeira super-mulher,  também uma tarzanide.• Fantomah, Mystery Wo...
Surge a Miss Fury: a primeira super-heroína criada e desenhada por uma mulher• Em abril de 1941, surgiria a  primeira supe...
•   Em 05 de abril de 1941, publicou    a primeiras tiras dominicais da    super-heroina Miss Fury, cujo    nome original ...
• Sua arqui-inimiga é a  Baronesa Erica Von Kampf,  uma perigosa espiã e  assassina.• Erica é aquilo que se espera  de uma...
E veio a Mulher Maravilha...• William Moulton Marston criou a Mulher Maravilha em  1941.• Moulton acreditava que as mulher...
A história de Miss América, a Mulher Maravilha, éa saga de uma raça. Ela remonta a idade dourada em que mulheres orgulhosa...
Em 1975 a EBALpublicou a Origem daMiss América – A MulherMaravilha, em ediçãocolorida. Tratava-se daaventura publicada nos...
A Mulher Maravilha incorporou a visão que   Marston tinha das mulheres: inteligentes,honestas e gentis. Ela possuía grande...
A década de 1950 e o backlash•   Os anos de 1950 foram marcados por uma    reordenação social.•   A II Guerra Mundial havi...
• Era o backlash, que fazia com  que as mulheres que trabalhavam  fora de casa fossem  discriminadas e perseguidas.• Além ...
Super-Heroínas em apuros• Este retrocesso pode ser nitidamente percebido na  publicações que marcaram os anos 50 e 60.• Em...
Caso 01: Os Rasgões do uniforme daMulher Morcego• Na Aventura, publicada no Brasil em 1969, a Batmoça  enfrenta um inimigo...
• Já na última parte da                                         história, ao rasgar a                                     ...
Caso 2: O plano de Super-Moça e MulherMorcego• O enredo mostra a Super-Moça e a Batmoça tentando  destruir a reputação do ...
Batman & Robim e Super-Homem: juntos contra o mesmoinimigo. Rio e Janeiro, EBAL, n. 28, abril/1969.
Caso 3: As três amigas da Super-Moça• Na história As amigas da Super-Moça. a jovem vai ao  futuro, conhecer a Legião dos S...
As três super-amigasde Super-moça. Super-Moça. Rio de Janeiro,EBAL, n. 8, junho/1969
• Na mesma revista, em outra aventura a Super-  Moça, que mora em um orfanato, entra em  pânico quando um casal deseja ado...
As três super-amigasde Super-moça. Super-Moça. Rio de Janeiro,EBAL, n. 8, junho/1969
• Nos quadrinhos, no cinema e a na vida as relações de  gênero têm sofrido mudanças dos anos 1930 até a  década atual do s...
Fontes utilizadas•   D’ ASSUNÇÃO. Otacílio. Sheena, a rainha das selvas – Clássicos HQ. Rio de    Janeiro, EBAL, 1984.•   ...
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  1. 1. Da Heroína à Super Mulher:as representações femininasnos comics de aventura esuper-aventura nas décadasde 30 e 50 Natania Nogueira nogueira.natania@gmail.com Valéria Fernandes shojofan@gmail.com
  2. 2. Quadrinhos e relações de gênero• As relações de gênero estão presentes entre leitores e personagens.• A leitura varia de acordo com aquilo que o leitor deseja usufruir do quadrinho (ação, romance, estímulo sexual).• O ato de ler em si mesmo, tanto por homens e mulheres, envolve outros aspectos que geralmente escapam à compreensão imediata do leitor(a), envolvido em um universo de fantasia no qual ele inevitavelmente se inserido na narrativa, compelido pela sua própria imaginação.
  3. 3. Quadrinhos e pesquisa histórica• Quadrinhos como qualquer outra mídia são formadores de opinião.• Por conter aspectos inerentes à época e contexto em que foram produzidos eles acabam se tornando, também, objeto de pesquisa.• Eles são um documento representativo de um dado momento da história, é um depositório da memória, uma cápsula do tempo que nos permite estudar relações sociais e culturais, entrincheiradas entre cada quadro, cada fala, cada representação.
  4. 4. Contexto estudado• Estamos em busca das representações femininas nos quadrinhos das décadas de 1930 e 1950, nos Estados Unidos.• O período é marcado pelo surgimento da heroína e, posteriormente, da super-heroína e os papeis gênero passam por um revisão, em parte motivado pelas crises que abalaram o mundo a partir da Primeira Guerra Mundial, em parte motivado pela necessidade de renovação social.
  5. 5. Como podemos definir o conceito deheroína?• No dicionário encontramos a seguinte definição Mulher de grande coragem, dotada de sentimentos nobres e sublimes.• No caso da super-heroína, acrescente aí habilidades sobre humanas.• Juntando a isso uma dose de inteligência e astúsia, temos a fórmula de sucesso que começou a ser testada em meados da década de 1930.• As mocinhas começam a partir para a ação e a dependerem cada vez menos dos heróis.
  6. 6. A primeira heroína a ter sua própria revista• Shenna foi criada em 1937 Will Eisner, em parceria com Jerry Iger.• Sheena fez sua estréia no nº. 1 da revista britânica Wags. Will Eisner e Iger assinavam as histórias com o pseudônimo “W. Morgan Thomas”.• Nos EUA ela fez sua estréia no ano seguinte, no 1º numero da Jumbo Comics.• Foi um sucesso tão grande que, em 1942 ela ganhou sua própria revista.• Ela é uma versão feminina de Tarzan, uma tarzanide.
  7. 7. • Shenna vive com o companheiro, Boby um relacionamento completamente fora dos padrões da época.• Sheena assume o papel que na época cabia ao homem: de proteger a família e o amado.• Suas roupas minúsculas, faziam da personagem uma fetiche para os jovens da época.• Sheena não era uma personagem sensual ou erótica, embora esta leitura pudesse ser feita pelo público masculino.
  8. 8. • No Brasil, Sheena foi publicada inicialmente nas páginas do Suplemento Infantil, na edição das quintas-feiras, a partir da edição de n. 587. Posteriormente, passou a ser publicada pela EBAL.• Na Jumbo Comics, foi publicada por quinze anos e sua revista teve dezoito volumes, até ser cancelada, em 1953.• Sheena foi vitima das pressões moralistas que culminaram com a criação do Comics Code (Código de Ética).• Em comemoração aos 70 anos da personagem, Sheena voltou a ser publicada em 2007.
  9. 9. Primeira Super-mulher?• No ano de 1940 teria surgido a primeira super-mulher, também uma tarzanide.• Fantomah, Mystery Woman of the Jungle, criada por Fletcher Hanks, que assinava como Barclay Flagg, e publicada pela primeira vez na Jungle Comics #2, da Fiction House’s, em fevereiro de 1940.• Fantomah causava medo e era implacável.• Se levarmos em conta elementos como coragem, determinação, iniciativa e independência Fantomah não se encaixa no conceito de heroína ou super-heróína.• Podemos classificá-la como uma super-mulher.• Ela se encaixa mais como um espírito da vingança do que como uma pessoa de elevados valores morais.
  10. 10. Surge a Miss Fury: a primeira super-heroína criada e desenhada por uma mulher• Em abril de 1941, surgiria a primeira super-heroína criada por uma mulher, June Tarpé Mills.• Marla era uma socialite de Nova Iorque quando veste uma manta de pantera negra que havia ganhado de seu tio.• Uma série de acontecimentos levam Marla a se tornar uma super-heroína, a relutante Miss Fury, com habilidades acrobáticas e de luta.
  11. 11. • Em 05 de abril de 1941, publicou a primeiras tiras dominicais da super-heroina Miss Fury, cujo nome original era Black Fury, que ocupavam uma página inteira de jornal, sendo publicada nesse formato até 1952.• Mills foi uma pioneira, por ter sido a primeira mulher a escrever e ilustrar uma história em quadrinhos de super-herói.• Miss Fury era uma super-heroína destemida que enfrentava bandidos e combatia nazistas.• Na década de 1940, os nazistas eram os vilões mais populares.
  12. 12. • Sua arqui-inimiga é a Baronesa Erica Von Kampf, uma perigosa espiã e assassina.• Erica é aquilo que se espera de uma espiã de guerra: bonita, inteligente e muito ardilosa.• Fazendo o tipo “mulher fatal”, interesseira e capaz de tudo para alcançar seus objetivos, a baronesa é um vilã complexa.• Érika era a vilã favorita de Mills.
  13. 13. E veio a Mulher Maravilha...• William Moulton Marston criou a Mulher Maravilha em 1941.• Moulton acreditava que as mulheres eram por natureza mais honestas, generosas e confiáveis que os homens.• Apresenta a personagem a partir de suas qualidades superiores, que podem remeter ao ideal do amazonismo, definido décadas mais tarde por Sal Randazzo como expressão extrema da mulher guerreira, que considera o patriarcado, assim como os homens, essencialmente opressivo (OLIVEIRA, 2003, p.07).
  14. 14. A história de Miss América, a Mulher Maravilha, éa saga de uma raça. Ela remonta a idade dourada em que mulheres orgulhosas e belas, mais forte que os homens dominavam a Amazônia eadoravam a imortal Afrodite, a deusa do amor e da beleza. Desta Glória lendária, que as amazonas de hoje ainda preservam, surge Miss América, a mulher mais poderosa e atraente dos temposmodernos, a jovem que renunciou à sua herança de paz e felicidade para ajudar a América a lutar contra o mal e a agressão (A Origem dos Heróis, n. 03, EBAL, Rio de Janeiro, 1975, p. 03)
  15. 15. Em 1975 a EBALpublicou a Origem daMiss América – A MulherMaravilha, em ediçãocolorida. Tratava-se daaventura publicada nosEstados Unidos em1942, na revista WonderWoman, n. 01.
  16. 16. A Mulher Maravilha incorporou a visão que Marston tinha das mulheres: inteligentes,honestas e gentis. Ela possuía grande força de persuasão. Como amazona, tinha habilidadeem combates corpo-a-corpo. Ao contrário dos outros super-heróis, a sua missão não era sóacabar com o crime, mas também reformar os criminosos e torná-los cidadãos de bem (COUSTAN, 2008).
  17. 17. A década de 1950 e o backlash• Os anos de 1950 foram marcados por uma reordenação social.• A II Guerra Mundial havia aberto espaço para uma maior expressão feminina.• As mulheres abriram ocuparam postos de trabalho que, até então, eram exclusivamente masculinos.• Mas a “velha ordem” patriarcal deseja retomar o controle.• Os homens retornaram para casa para reassumir seu lugar tanto como força de trabalho quanto como chefes de família.
  18. 18. • Era o backlash, que fazia com que as mulheres que trabalhavam fora de casa fossem discriminadas e perseguidas.• Além disso, o final da década de 1940 foi marcado pela emergência da Guerra Fria e pela instauração do macarthismo.• Na década de 1950 a perseguição foi encorajada pela publicação do livro Seduction of the Innocent, em 1954, pelo do psiquiatra Frederich Wertham, que acabou por obrigar as editoras a criarem um código de autocensura.
  19. 19. Super-Heroínas em apuros• Este retrocesso pode ser nitidamente percebido na publicações que marcaram os anos 50 e 60.• Em vários casos estudados foi possível identificar uma mudança de comportamento nas super-heroínas que, apesar de todo o seu poder dependem de parceiros para serem salvas ou sacrificam sua felicidade por eles.• As super-heroínas deste período são inseguras e não são consideradas confiáveis pelos seus colegas homens.
  20. 20. Caso 01: Os Rasgões do uniforme daMulher Morcego• Na Aventura, publicada no Brasil em 1969, a Batmoça enfrenta um inimigo diferente: sua feminilidade.• Na história ela se atrapalha várias vezes durante suas lutas contra o crime, e é duramente criticada por Batman e Robim: - Quando ela tiver acabado de se enfeitar... A luta terá terminado.• A preocupação com a aparência, segundo a mensagem que do autor da história, é um instinto próprio das mulheres, que as torna superficiais, inferiores aos homens.
  21. 21. • Já na última parte da história, ao rasgar a meia-calça, acaba chamando a atenção dos bandidos e facilitando o trabalho da dupla dinâmica, fazendo assim um bom uso da sua feminilidade. • Sozinha, no último quadro, revela ao leitor que rasgou a meia de propósito, pois ser feminina é uma arma da mulher.Batman. Rio de Janeiro, EBAL, nº 92,Fevereiro/ 1969.
  22. 22. Caso 2: O plano de Super-Moça e MulherMorcego• O enredo mostra a Super-Moça e a Batmoça tentando destruir a reputação do Super-Homem e do Batman, aparentemente por inveja de seu sucesso. Mesquinhas e maldosas, tal como são representadas as vilãs, elas fazem todo o tipo de maldade e os homens aparecem como vitimas indefesas de mulheres desonestas.• No fim, descobre que se trata de um truque de dois vilões e que as moças estavam, na verdade, presas em outra dimensão, da qual fogem a tempo de desmascarar os dois impostores.
  23. 23. Batman & Robim e Super-Homem: juntos contra o mesmoinimigo. Rio e Janeiro, EBAL, n. 28, abril/1969.
  24. 24. Caso 3: As três amigas da Super-Moça• Na história As amigas da Super-Moça. a jovem vai ao futuro, conhecer a Legião dos Super Heróis, aceita fazer parte do grupo e ter novas amigas mas só o faz porque sabe que seu primo (o Super-Homem) aprovaria.• Ou seja, precisa da permissão do Super-Homem até para interagir com outras mulheres. A personagem não tem autonomia, sendo apenas uma extensão daquele herói.
  25. 25. As três super-amigasde Super-moça. Super-Moça. Rio de Janeiro,EBAL, n. 8, junho/1969
  26. 26. • Na mesma revista, em outra aventura a Super- Moça, que mora em um orfanato, entra em pânico quando um casal deseja adotá-la.• Supostamente, o desejo de uma menina sem família é ser adotada e ter um lar. No caso da heroína, isto seria impossível, pois poderiam descobrir sua identidade secreta o que prejudicaria o Super-Homem.• A ela sacrifica sua felicidade em nome da felicidade do primo. Não é isto que se espera das futuras esposas e mães, que se sacrifiquem pelos maridos e os filhos?
  27. 27. As três super-amigasde Super-moça. Super-Moça. Rio de Janeiro,EBAL, n. 8, junho/1969
  28. 28. • Nos quadrinhos, no cinema e a na vida as relações de gênero têm sofrido mudanças dos anos 1930 até a década atual do século XXI.• Entre avanços e retrocessos, as personagens dos quadrinhos foram conquistando espaço seu espaço enquanto ícones culturais.• Algumas marcaram época e depois caíram no esquecimento, outras sofreram alterações e se adaptaram às mudanças impostas pela sociedade.
  29. 29. Fontes utilizadas• D’ ASSUNÇÃO. Otacílio. Sheena, a rainha das selvas – Clássicos HQ. Rio de Janeiro, EBAL, 1984.• Edição Comemorativa do Cinqüentenário do Suplemento Infantil de A Nação. Rio de Janeiro, EBAL, 1984.• FALUDI, Susan. Backlash. O contra-ataque na guerra não declarada contra as mulheres. Trad. Mário Fondelli. Rio de Janeiro: Rocco, 2001• GOIDA. Enciclopédia dos Quadrinhos. Porto Alegre: L&PM, 1990.• Jungle Comics, 01, Fiction House’s, 1940.• Jungle Comics, n. 11, Fiction House’s, 1940.• MADRID, Mike. The Supergirls: Fashion, feminism, fantasy, and the history of comic book heroines. [Minneapolis]: Exterminating Angel Press, 2009.• MISIROGLU, Gina. A The Superhero Book: The Ultimate Encyclopedia of Comic- Book Icons and Hollywood Heroes. Visible Ink Press, 2004.• Miss Fury, vol 01, n. 01, Timely Comics, 1943.• OLIVEIRA, Selma Regina Nunes. Mulher ao quadrado: as representações femininas nos quadrinhos norte-americanos: permanências e ressonâncias (1895-1990). –Brasília: Editora Universidade de Brasília: Finatec, 2007.• ROBBINS, Trina. Tarpé Mills & Miss Fury: Sensational Sundays (1944-1949) – The first fenale superhero cread & Drawn by a woman cartoonist. IDM, 2011.• Sheena, Queen of the Jungle, Fiction House’s n. 01, 1942• The Gold Age: Sheena, Queen of the Jungle. Paragons Publicarions, 1999.

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