Habitação

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Habitação

  1. 1. Habitação
  2. 2. <ul><li>Habitação  ou  espaço doméstico  é o nome dado ao lugar onde o  ser humano  vive. </li></ul><ul><li>Uma habitação é normalmente uma estrutura artificial (ainda que nos primórdios o ser humano tenha utilizado, para o mesmo efeito, formações naturais, como  cavernas ), constituída essencialmente por  paredes , geralmente com  fundações  e uma cobertura que pode ser, ou não, um  telhado . </li></ul><ul><li>Uma habitação serve, em termos mais pragmáticos para providenciar abrigo contra a  precipitação ,  vento ,  calor  e  frio , além de servir de refúgio contra ataques de outros  animais  (ou de outros seres humanos). </li></ul>
  3. 3. <ul><li>O termo  lar  tem uma conotação mais afectiva e pessoal: é a casa vista como o lugar próprio de um indivíduo, onde este tem a sua privacidade e onde a parte mais significativa da sua vida pessoal se desenrola. Isto, apesar de muitas pessoas passarem grande parte do dia no seu  emprego  (fora de  casa , ainda que meios de comunicação como a  Internet  tenham aumentado o número de pessoas que trabalham em casa), ou em locais de  recreação . A casa serve também como local de  repouso . Há, efectivamente quem veja a sua casa, acima de tudo, como o local onde  dorme . </li></ul>
  4. 4. <ul><li>A sociedade primitiva </li></ul><ul><li>Primitivo aqui não refere-se  apenas ao posicionamento cronológico e sim antropológico. Atualmente ainda existem grupos que adotam essa prática. Acontece quando a construção do abrigo é feita pelo próprio usuário. De acordo com Evan: “ a operação é concretizada segundo um padrão formal e de acordo com uma técnica devidamente sancionados pela tradição, e geralmente respeita tanto os fatores ambientais quanto a disponibilidade imediata de meios de edificação. No segundo caso, não há propriamente um modelo concreto a ser reproduzido, mas um conjunto de circunstancias limitadoras que tornam a precariedade como característica principal do processo. ” (SILVA, 1984: 18) </li></ul><ul><li>O projeto em ambos os casos é desnecessário, pois o abrigo é a reprodução de um modelo ou um acoplamento de peças e materiais de construção. O abrigo é apenas parte inevitável da vida dos membros do grupo. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>A sociedade intermediária </li></ul><ul><li>Acontece numa sociedade um pouco mais desenvolvida que passa a comportar uma divisão social do trabalho. Alguns membros conseguem “se livrar” de algumas tarefas e terceirizam essas, e outros se especializam em algumas tarefas específicas e assim garantem sua subsistência. </li></ul><ul><li>De acordo com Elvan: “ O ancestral do moderno arquiteto foi o homem que abandonou a caça, a pesca, a agricultura ou o pastoreio para dedicar-se ao remunerado mister de edificar casas para os outros que, por sua vez, já não eram mais obrigados a envolver-se com tais ocupações. ” (SILVA, 1984: 20) </li></ul><ul><li>Nessa categoria o construtor tem a responsabilidade de executar a casa sem que isso signifique atividade criativa. As formas são simples e muitas vezes seguem um modelo. Assim não há necessidade do projeto. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>A Sociedade organizada </li></ul><ul><li>Nessa parte, o grau de hierarquização da sociedade é mais nítido e a hierarquização do trabalho também. Aqui se exclui a participação direta do usuário, as necessidades deste são interpretadas por um dos intermediários e que as registra e elabora um documento, o projeto. O segundo intermediário através do projeto compreende as necessidades e aspirações do usuário. </li></ul><ul><li>Nesse caso, o projeto é de fundamental importância para definir uma linguagem mais ou menos em comum entre as partes da construção. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>A sociedade complexa </li></ul><ul><li>Nessa, a responsabilidades da tarefa edificatória são compatrilhadas por elementos de diversas formações, reunidos por transitórios interesses profissionais. </li></ul><ul><li>Segundo Elvan: “ A existência de profissionais de diferentes especialidades, demandando orientação diferenciada, exige que o projeto seja desdobrado, de modo a veicular as linguagens especificas de cada especialidade: estrutura, instalações elétricas, instalações de água e esgoto, instalações de ar condicionado, etc .” (SILVA, 1984: 22) </li></ul><ul><li>Aqui, o papel do projeto como registro e comunicação é acentuado e cabe ao projeto contribuir para a definição dos encargos e deveres das partes envolvidas. </li></ul><ul><li>As sociedades mais organizadas ou mais complexas tendem a controlar a atividade dos cidadãos, em nome daquilo que se convencionou chamar de interesse publico, o controle a legislação urbanística e sua decorrente fiscalização, ai existe a necessidade de aprovação do projeto pelos organismos especializados. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Conclusão provisória </li></ul><ul><li>Chega uma fase que o projeto pode ser chamado de “discurso despótico” onde este é unidirecional, que possui objetivo apenas de informar, sem permitir resposta e reformulação. Evita a surpresa e o desconhecido. </li></ul><ul><li>De acordo com Elvan:  “O projeto não é uma etapa inevitável no processo de produção do edifício; o projeto arquitetônico realmente se torna necessário quando há a possibilidade da surpresa e do inesperado na atividade edificatória, ou seja, quando a construção não obedece mais a um modelo concreto previamente conhecido pelo usuário e/ou construtor; e quando o numero de elementos envolvidos no processo de produção da arquitetura se amplia de a modo a exigir um protocolo de registro e comunicação das decisões, necessário para garantir uma desejável ,mas nem sempre atingível unidade na interpretação das concepções delineadoras da a obra a ser realizada .” (SILVA, 1984: 26) </li></ul><ul><li>Ainda existem outras formas de personagens envolvidos na construção, ainda mais quando se trata de habitação, tais como o mutirão e a autogestão. </li></ul>

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