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Ministério da Educação - MEC
Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC)
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará

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  • Excelente material, nos passa um 'norte' na área de TV a cabo e via satélite. Parabéns pela postagem.
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  1. 1. Ministério da Educação - MEC Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará Instalador de Sistema de TV a Cabo e Via Satélite Glaucionor Lima de Oliveira
  2. 2. Ministério da Educação - MEC Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará INSTALADOR DE SISTEMA DE TV A CABO E VIA SATÉLITE PROF. GLAUCIONOR LIMA DE OLIVEIRA CURSO FIC
  3. 3. CRÉDITOS Presidente Dilma Vana Rousseff Coordenador Geral – Reitoria Jose Wally Mendonça Menezes Ministro da Educação Aloizio Mercadante Oliva Coordenador Adjunto - Reitoria Armênia Chaves Fernandes Vieira Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Marco Antonio de Oliveira Supervisão - Reitoria Daniel Ferreira de Castro André Monteiro de Castro Reitor do IFCE Cláudio Ricardo Gomes de Lima Coordenador Adjunto - Campus Fortaleza Fabio Alencar Mendonça Pró-Reitor de Extensão Gutenberg Albuquerque Filho Elaboração do conteúdo Glaucionor Lima de Oliveira Pró-Reitor de Ensino Gilmar Lopes Ribeiro Pró-Reitor de Administração Virgilio Augusto Sales Araripe Diretor Geral Campus Fortaleza Antonio Moises Filho de Oliveira Mota Diretor de Ensino Campus Fortaleza José Eduardo Souza Bastos Equipe Técnica Manuela Pinheiro dos Santos Marciana Matos da Costa Kaio Lucas Ribeiro de Queiroz Vanessa Barbosa da Silva Dias Edmilson Moreira Lima Filho Vitor de Carvalho Melo Lopes Rogers Guedes Feitosa Teixeira Orientadora Barbara Luana Sousa Marques O QUE É O PRONATEC?
  4. 4. Criado no dia 26 de Outubro de 2011 com a sanção da Lei nº 12.513/2011 pela Presidenta Dilma Rousseff, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) tem como objetivo principal expandir, interiorizar e democratizar a oferta de cursos de Educação Profissional e Tecnológica (EPT) para a população brasileira. Para tanto, prevê uma série de subprogramas, projetos e ações de assistência técnica e financeira que juntos oferecerão oito milhões de vagas a brasileiros de diferentes perfis nos próximos quatro anos. Os destaques do Pronatec são: • Criação da Bolsa-Formação; • Criação do FIES Técnico; • Consolidação da Rede e-Tec Brasil; • Fomento às redes estaduais de EPT por intermédio do Brasil Profissionalizado; • Expansão da Rede Federal de Educação Profissional Tecnológica (EPT). A principal novidade do Pronatec é a criação da Bolsa-Formação, que permitirá a oferta de vagas em cursos técnicos e de Formação Inicial e Continuada (FIC), também conhecidos como cursos de qualificação. Oferecidos gratuitamente a trabalhadores, estudantes e pessoas em vulnerabilidade social, esses cursos presenciais serão realizados pela Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, por escolas estaduais de EPT e por unidades de serviços nacionais de aprendizagem como o SENAC e o SENAI. Objetivos • Expandir, interiorizar e democratizar a oferta de cursos de Educação Profissional Técnica de nível médio e de cursos e programas de formação inicial e continuada de trabalhadores; • Fomentar e apoiar a expansão da rede física de atendimento da Educação Profissional e Tecnológica; • Contribuir para a melhoria da qualidade do Ensino Médio Público, por meio da Educação Profissional; • Ampliar as oportunidades educacionais dos trabalhadores por meio do incremento da formação profissional. Ações • Ampliação de vagas e expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica; • Fomento à ampliação de vagas e à expansão das redes estaduais de Educação Profissional; • Incentivo à ampliação de vagas e à expansão da rede física de atendimento dos Serviços Nacionais de Aprendizagem; • Oferta de Bolsa-Formação, nas modalidades: • Bolsa-Formação Estudante; • Bolsa-Formação Trabalhador. • Atendimento a beneficiários do Seguro-Desemprego;
  5. 5. SUMÁRIO AULA 1 - Noções de Eletricidade e Segurança do Trabalho TÓPICO 1 - NOÇÕES DE ELETRICIDADE 1.1 Corrente elétrica TÓPICO 2 – NOÇÕES DE TENSÃO ELÉTRICA 2.1 Diferença de potencial elétrico 2.2 Fonte de tensão TÓPICO 3 – UNIDADES E INSTRUMENTOS DE MEDIDAS ELÉTRICAS 3.1 A Resistência Elétrica 3.2 Medida de tensão 3.3 Medida de corrente 3.4 Medida de resistência TÓPICO 4 – SEGURANÇA EM ELETRICIDADE 4.1 O Aterramento 4.2 Proteção no Trabalho com Eletricidade Aula 2Conhecendo o Sistema de Transmissão de TV TÓPICO 1 – Radiodifusão de TV 1.1 Características do Sistema de TV 1.2 Características de Transmissão de TV em VHF e UHF 1.3 Modulação AM- VSB TÓPICO 2 – TV Digital 2.1TV de Alta Definição 2.2 Modelo Básico de Referência de Transmissão para os Padrões de TV Digital
  6. 6. AULA 3–Antena Coletiva TÓPICO 1 – Características Básicas de um Sistema de Antena Coletiva 1.1 Antenas e suas Características 1.2Instalação de Antenas TÓPICO 2 – Elementos da Antena Coletiva 2.1Elementos do Sistema de Antena Coletiva TÓPICO 3 – Projeto de Antena Coletiva 3.1 Projetando a Rede de Distribuição de TV 3.2 Exemplo de Cálculo de Rede de Distribuição 3.3 Instalação da Central AULA 4–TV por Assinatura TÓPICO 1 – Instalação de TV a Cabo 1.1 Componentes da TV a Cabo 1.2 Instalação da TV a Cabo no Usuário 1.3 Ferramentas para Trabalhar com TV por Assinatura TÓPICO 2 – Instalação de TV via MMDS 2.1 Componentes da TV via MMDS 2.2 Instalação de TV via MMDS TÓPICO 3 – Instalação de TV via DTH 3.1 Componentes da TV via DTH 3.2 O Enlace Básico de Satélite 3.3 Instalação de sistema DTH
  7. 7. APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA Prezado aluno, Dentro do programa de capacitação do PRONATEC o curso FIC de Instalador de Sistemas de TV a Cabo e Via Satéliteconta com 160h/a, que agora iniciamos,o curso permitirá que você aprenda como trabalhar com os componentes que formam os sistemas de distribuição de TV por assinatura. Neste curso além da parte teórica você vai conhece, instalar e configurar o sistema que é o responsável pela distribuição dos canais de TV locais e segmentados aos usuários. O conteúdo do curso é elaborado visando dotar o aluno de: conhecimentos teóricos e práticos do funcionamento e características dos componentes que constituem um sistema de TV por assinatura; conceitos de instalação dos diversos componentes que integram a estrutura de recepção de TV por assinatura; base teórica para o diagnóstico de possíveis defeitos no sistema de recpção de TV; conhecimentos para a seleção de características técnicas dos equipamentos que compõem a estrutura de um sistema de distribuição coletivo de TV. Entre as habilidades que você vai adquirir citamos: Configurar, manter, montar e instalar sistemas de TV por assinatura; Indicar dispositivos para uso em sistemas coletivos; Avaliar a qualidade dos sinais recebidos na TV; Interconectar dispositivos e sistemas coletivos; Realizar remoção de sistemas de TV por assinatura. O curso não se propõe a explorar profundamente a instalação e manutenção de sistemas de TV por assinatura, pois é uma área que exige vasto conhecimento, mas ele aborda os aspectos mais comuns advindos da prática de montagem e manutenção de sistemas de TV por assinatura e coletivos. Este curso está dividido é três etapas, sendo a primeira desenvolvida para permitir ao aluno conhece a meneira correta de trabalhar com dispositivos elétricos e instrumentos de medidas. Na segunda parte você vai conhecer as técnicas para o projeto e instalação de sistemas de TV coletivos, bem como aferição de níveis de sinais em sistemas coletivos. Na terceira e última parte você aprende como instalar os sistema de TV por assinatura individuais e coletivos. A área de sistemas de TV por assinaturanão para de evoluir e conseqüentemente necessita que os técnicos se atualizem continuamente. Esperamos que este curso funcione como o marco inicial de uma grande jornada de conhecimento para você que deseja aprofundar-se no trabalho com TV por assinatura. Aproveitem o curso, bom estudo a todos. Prof. Glaucionor Lima de Oliveira
  8. 8. AULA 1 - Noções de Eletricidade e Segurança do Trabalho Bem vindo a primeira aula do curso de instalador de sistemas de TV por assinatura. Nesta aula inicial vamos preparar você para dar os primeiros passos no mundo do técnico em TV por assinatura. Neste momento você provavelmente esta perto ou diante de umaTelevisão TV e esta máquina hoje é a responsável por uma grande mudança no modo de viver das pessoas em todo o planeta. Um mundo novo de possibilidades foi criando com a introdução da TV na vida profissional e familiar de todos nós. A TV possui por trás uma rede que nos permiteenxergar o mundo. Podemos também nos divertir ouvindo musica, vendo um filme ou até jogando um game. Sem falar na educação, onde a ajuda desta máquina também é importante. A TV surgiu nos anos 40 e vem evoluindo constantemente, hoje podemos dividir o setor de TV um dois ramos: a TV comercial (aberta) e a TV por assinatura (fechada). O mundo é muito dependente de informação e a TV como veículo principal de difusão de diversos tipos de informação precisa oferecer um serviço cada vez de maior qualidade. Assim, por todos os benefícios que a TVtraz todos nós queremos ter umarecepção de TV de alta qualidade. Para que um sistema de recepção deTV funcione perfeitamente ele precisa ser montado, instalado e configurado corretamente. E isso agora é com você. Vamos iniciar nossos estudos sistemas de TV por assinaturapor um item bastante importante no funcionamento da TV, que é a energia elétrica. Sem ela nenhum sistema de TV por assinatura ‘pode funcionar e as vezes a falta dela é o problema. Como todo equipamento que utiliza eletricidade o sistema de TV por assinatura oferece risco de choque elétrico e um bom técnico deve estar atento para evitar tal acontecimento. Para isso você deve saber manusear com cuidado as partes elétricas do csistema de TV por assinatura que estão mais expostos. Por falar em eletricidade uma boa maneira de lidar com ela é entendendo o seu funcionamento. Então, vamos compreender os conceitos básicos da eletricidade. Objetivos • • • • Compreender a grandeza corrente elétrica Compreender a grandeza tensão elétrica Conhecer as unidades e instrumentos de medidas elétricas Conhecer os princípios básicos de segurança em eletricidade
  9. 9. TÓPICO 1 - NOÇÕES DE ELETRICIDADE Objetivos do tópico • • Conhecer os princípios básicos da eletricidade Entender o fenômeno da corrente elétrica A eletricidade é uma forma de energia que surge a partir de cargas elétricas estando elas em repouso ou movimento. Ela foi descoberta por um grego chamado Tales que morava em Mileto. Tales de Mileto em 585 antes de Cristo descobriu que quando se atritava um pedaço de âmbar, ele era capaz de atrair outros materiais. Mas somente no século 16 a eletricidade ganhou a atenção da ciência. Você Sabia: Âmbar em grego é chamado Elektron e foi o médico inglês William Gilbert que estudava as descobertas de Teles quem denominou de eletricidade o fenômeno capaz de atrair coisas. 1.1 CORRENTE ELÉTRICA Agora vamos estudar a corrente elétrica. Para começar precisamos entender que todos os corpos são formados por matéria. A matéria por definição é tudo aquilo que ocupa lugar no espaço. A matéria é composta de átomos e estes de partículas denominadas: Prótons, Nêutrons e Elétrons. A figura 1 mostra como é formado um átomo. Figura 1 – Estrutura de um átomo Fonte: portalsaofrancisco
  10. 10. Os prótons e nêutrons se encontram no núcleo do átomo e os elétrons na sua periferia. Os prótons têm carga elétrica positiva (+) e os elétrons carga elétrica negativa (-). Existe então uma força de atração mútua entre o núcleo e os elétrons. Os elétrons giram permanentemente em torno do núcleo. O agrupamento de milhões de átomos forma a matéria. Tomando um pequeno pedaço de fio pode-se verificar que ele é formado por milhões de átomos, cada um deles com seus elétrons. Se for possível empurrar alguns destes elétrons existentes no fio, eles sairão de seus átomos e deslocarão outros provocando assim um movimento de elétrons no material. Quando se consegue gerar este movimento de elétrons no fio condutor dizemos que foi gerada uma corrente elétrica. Assim, como pode ser visto na Figura 2, a corrente elétrica é um movimento ordenado de elétrons em um material condutor. Figura 2 – Corrente de elétrons Fonte: Novafisica Atenção: A corrente elétrica é o movimento ordenado de elétrons, ou seja, eles têm um sentido de deslocamento comum. Você Sabia: Quanto mais elétrons se movem maior é a corrente. A intensidade de corrente elétrica é medida em Ampéres. Um material é denominado condutor quando seus elétrons podem ser facilmente deslocados (ex. cobre, ferro, alumínio, água). Existem materiais em que a atração dos elétrons é muito forte o que impede o seu deslocamento. Este tipo de material é chamado de isolante (ex: Borracha, cerâmica, madeira). Existem materiais como o germânio e o silício que podem mudar a sua condição de isolante para condutor, ou vice versa, de acordo com a mudança de uma determinada condição. Estes materiais são denominados de semicondutores e eles são a base para a fabricação
  11. 11. dos componentes eletrônicos atuais. Um computador tem muitos componentes baseados em semicondutores. Voltando a questão da corrente. A corrente de elétrons em um condutor pode se deslocar de duas maneiras: a) Corrente continua (CC) – quando o descolamento dos elétrons é sempre no mesmo sentido como mostra a Figura 3; b) Corrente alternada (CA) – quando o deslocamento dos elétrons é feito ora em um sentido ora noutro. Figura 3 – Corrente contínua Fonte: mundomax A corrente em um condutor será continua ou alternada conforme o dispositivo utilizado para empurrar os elétrons. Uma pilha empurra os elétrons em uma única direção, já um gerador desloca os elétrons numa direção e depois na outra. A corrente continua mantém um fluxo de elétrons constante e sempre na mesma direção. Sua representação gráfica então vai ser uma reta que não muda de valor independente do tempo. Veja a Figura 4. A corrente alternada gera um fluxo de elétrons de valor variado e que muda de direção ao longo do tempo. Sua representação gráfica é como mostrada na Figura 4. Veja que cada semi ciclo é invertido em relação ao outro e isso representa a mudança de direção dos elétrons no fio.
  12. 12. Figura 4 – Representação da corrente contínua e alternada Fonte: Descobrindoaeletronica Você sabia: A corrente alternada pode ser transformada em continua e vice versa. Conclusão Nesse tópico aprendemos que para gerar eletricidade devemos deslocar os elétrons de um condutor. Esse deslocamento provoca o surgimento de uma corrente elétrica. A corrente elétrica pode ser continua ou alternada depende do sentido de deslocamento dos elétrons. É essa corrente elétrica que passa nos componentes eletrônicos e nos aparelhos elétricos que permite que eles funcionem. Quando você observa um ventilador girando, o movimento de sua hélice é realizado pela corrente de elétrons que circula em seus fios. No próximo tópico vamos estudar as fontes de tensão que são os dispositivos utilizamos para deslocar os elétrons de um fio. Saiba mais: Para aumentar seus conhecimentos sobre corrente elétrica você pode consultar os sites abaixo. Divirta-se. http://pt.wikipedia.org/wiki/Corrente_el%C3%A9trica http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/isolantes-eletricos/corrente-eletrica-1.php http://www.liganessa.com.br/ebomsaber/oqueeeletricidade.asp
  13. 13. Avaliação Consultando os sites abaixo resolva os exercícios: http://www.cdcc.usp.br/exper/medio/fisica/kit9_eletricidade_circuitos_eletricos/exp1_ele tricidade_parteII.pdf http://www2.fc.unesp.br/experimentosdefisica/ele19.htm http://efisica.if.usp.br/eletricidade/basico/ac/corrente_alternada/ http://www.bauru.unesp.br/curso_cipa/3_seguranca_do_trabalho/5_eletricidade.htm 1. Por que a corrente é medida em ampére? 2. Que fenômeno também acontece quando passa corrente em um fio? 3. Quais as vantagens da corrente alternada em relação a continua? 4. Qual a função da fonte de alimentação de umaTV em relação ao que você aprendeu sobre corrente elétrica? 5. O que é o choque elétrico?
  14. 14. TÓPICO 2 – NOÇÕES DE TENSÃO ELÉTRICA Objetivos do tópico: • • Compreender o processo de geração de corrente elétrica Compreender tensão elétrica e diferença de potencial Vimos no tópico anterior que a corrente elétrica surge com o deslocamento dos elétrons e que ela pode ser continua ou alternada. Mas, como se faz para criar este deslocamento de elétrons no condutor? Para que você entenda melhor vamos utilizar uma analogia, ou seja, uma comparação com a formação de uma corrente de água. Como mostra a Figura 5, para que a água corra pelos canos da caixa d’água até o chuveiro é necessário haver uma diferença de altura entre os dois. A movimentação da água cria a corrente de água que movimenta a água de um ponto ao outro. Figura 5 – Corrente D’água No caso da água a diferença de altura faz a corrente surgir. Esta diferença da altura também pode se chamada de diferença de potencial (d.d.p). Não havendo diferença de potencial não há circulação de corrente. 2.1 Diferença de potencial elétrico A mesma coisa acontece na eletricidade, pois para que os elétrons se movimentem em um condutor é necessário que este material esteja submetido a uma diferença de potencial elétrico como mostra a Figura 6.
  15. 15. Figura 6 – Diferença de potencial elétrico Fonte: fmcblog A diferença de potencial elétrico também é denominada tensão elétrica. Para que haja corrente elétrica é necessário que exista tensão elétrica. A diferença de potencial elétrico também pode ser entendida como uma diferença de quantidade de elétrons, ou seja, um terminal tem muitos elétrons livres e outro terminal tem uma falta de elétrons. A tensão elétrica pode ser fornecida ao condutor através de uma fonte corrente continua (CC) ou fonte de corrente alternada (CA). A fonte de corrente continua (CC) gera uma circulação de elétrons sempre na mesma direção que é do pólo positivo para o negativo, como pode ser visto na Figura 6. Um exemplo destas fontes são as pilhas e baterias. Você sabia: Todo microcomputador tem uma bateria que mantém os dados que não podem ser perdidos como, por exemplo, o horário e o calendário. Atenção: A tensão elétrica é medida em Volts.
  16. 16. Figura 6 – Fonte de corrente continua Fonte: mundomax Já a fonte de corrente alternada (CA) gera uma movimentação de elétrons ora em um sentido e depois no sentido inverso, para isso ela inverte a polaridade de seus terminais, ou seja, um pólo ora é positivo, ora é negativo, como se ver na Figura 7. Este tipo de corrente é fornecida através das tomadas elétricas das residências e empresas pelas companhias de eletricidade (Coelce, Chesf) e é gerada em uma usina hidroelétrica ou termoelétrica. Figura 7 – Fonte de corrente alternada Fonte: mundomax A tensão alternada pode ser conseguida com a rotação de um imã próximo do fio condutor ou da rotação de um fio dentro do campo magnético de um imã sendo este o princípio de funcionamento das usinas de energia elétrica. A velocidade com que a fonte de tensão alternada muda a polaridade de seus terminais é medida através da freqüência e esta tem como unidade o Hertz. A figura 8 mostra um gerador de corrente alternada.
  17. 17. Figura 8 – Gerador de corrente alternada Fonte:feiradeciencias Você sabia: A tensão elétrica fornecida para nossas casas pela companhia elétrica é de 220 Volts (Diferença de potencial), com freqüência de 60 Hertz (Isso significa que a polaridade muda 60 vezes a cada segundo). Como a tensão fornecida por uma pilha ou bateria tem um tempo de duração pequeno, a tensão alternada gerada pelas companhias de eletricidade é muito importante, pois com seu fornecimento continuo podemos manter nossos equipamentos elétricos, como o computador, ligados por todo o tempo necessário. Outra vantagem da tensão alternada é que ela é mais fácil de distribuir aos usuários, pois ela sofre menos perdas ao passar pelos cabos elétricos. Atenção: Chamamos de fonte de tensão ou fonte de alimentação os dispositivos que têm como função fornecer a tensão elétrica necessária para fazer nossos dispositivos elétricos funcionarem. É o que faz a fonte de alimentação do computador. 2.2 Fonte de tensão A maioria dos equipamentos eletrônicos que utilizamos funciona com corrente continua. Assim as fontes de alimentação eletrônicas que acompanham estes equipamentos convertem a tensão alternada da rede elétrica em tensão continua. A Figura 9 mostra um tipo de fonte eletrônica.
  18. 18. Figura 9 – Fonte de alimentação Fonte: fontesdealimentacao A fonte de alimentação dos equipamentos transforma tensão alternada em continua, sendo que para seu correto funcionamento ela deve estar com sua chave de seleção de tensão de entrada de acordo com a tensão de saída da tomada da rede elétrica (220 V) ou da saída do estabilizador (110 V). Veja na figura 10 a localização da chave de seleção de tensão do equipamento. Figura 10 – Fonte de alimentação com chave seletora Atenção: Se a chave não estiver de acordo com a tensão fornecida pela tomada em que você vai ligar o equipamento a fonte de alimentação será danificada e precisará ser trocada. Conclusão
  19. 19. Agora já aprendemos que para gerar eletricidade devemos criar uma diferença de potencial elétrico. A tensão elétrica pode ser fornecida por uma pilha (tensão continua) ou por um gerador (tensão alternada). As fontes de tensão eletrônicas são responsáveis por converte a tensão alternada fornecida pela rede elétrica em tensão continua necessária para fazer o equipamento funcionar. No próximo tópico vamos estudar sobre os dispositivos que nos permite medir as grandezas elétricas: tensão, corrente e resistência. Eles serão importantes para você que vai realizar a montagem e manutenção sistemas de TV. Saiba mais: Agora você pode ampliar seus conhecimentos acessando os vários sites que existem na Internet mostrando o que é tensão elétrica. Para começar consulte os endereços abaixo. http://www.feiradeciencias.com.br/sala15/15_01.asp http://www.efeitojoule.com/2008/09/geracao-energia-eletrica.html Avaliação Resolver os exercícios: 1. A função de um eliminador de pilha é? a) Converter sinal analógico em digital b) Converter corrente alternada em continua c) Prolongar a vida útil das pilhas d) Evitar o choque elétrico 2. O que é um curto circuito? a) É a presença de uma pequena tensão no circuito b) Passagem de sinais digitais c) Circulação de uma altíssima corrente que leva a queima dos condutores d) É um retorno de corrente 3. A resistência elétrica é?
  20. 20. a) Movimento ordenado de elétrons b) Diferença de potencial elétrico c) Dificuldade que os elétrons encontram para se movimentar em um condutor d) Dificuldade dos elétrons de se recombinar em um condutor energizado 4. A função de um estabilizador é? a) Absorver a variação de tensão da rede elétrica b) Funcionar como uma extensão c) Prover aterramento d) Evitar choque elétrico 5. A função de um disjuntor é? a) Elevar a tensão elétrica b) Converter tensão continua em alternada c) Provocar diferença de potencial d) Proteger os dispositivos em caso de sobrecarga de corrente
  21. 21. TÓPICO 3 – UNIDADES E INSTRUMENTOS DE MEDIDAS ELÉTRICAS Objetivos do tópico: • • • Conhecer o funcionamento de um multímetro Utilizar o multímetro na medida de grandezas elétricas Determinar através do multímetro o mal funcionamento do sistema de alimentação de um equipamento Nos dois tópicos passados estudamos sobre corrente e tensão elétrica. Estas são as grandezas básicas da eletricidade. Você já deve ter percebido que um técnico Tv por assinatura deve entender de eletricidade, pois como o equipamento do usuário vai ser ligado a rede elétrica, alguns problemas podem acontecer por defeito na forma de ligação do sistema a rede de alimentação elétrica. Como podemos verificar se a parte referente a alimentação elétrica do sistema de TV esta normal? Para nos ajudar a resolver alguns problemas de alimentação do sistema de TV devemos utilizar um aparelho de medição das grandezas elétricas. Este aparelho chama-se Multímetro. O multímetro tem dentro dele um conjunto de medidores. O medidor da corrente elétrica é o amperímetro. A tensão elétrica é medida pelo voltímetro e a resistência elétrica por um ohmímetro. Espera ai, o que é resistência elétrica? Essa grandeza não foi explicada. 3.1 A Resistência Elétrica A resistência elétrica é uma grandeza que representa a oposição ao movimento dos elétrons no condutor, ou seja, a resistência elétrica é a dificuldade que os elétrons encontram para se movimentarem através do condutor. Quanto mais facilmente os elétrons se deslocam em um condutor, menor a resistência elétrica que ele apresenta. Quanto mais difícil é a movimentação dos elétrons no condutor, maior é a resistência. A resistência depende de alguns fatores como o diâmetro dos fios (fio mais fino maior resistência, fio mais grosso menor resistência), tamanho do fio (fio curto, pequena resistência, fio longo grande resistência), o material e temperatura do condutor também influem na sua resistência. Mas a resistência elétrica tem seu lado bom. Quanto maior é a resistência maior é o calor que o condutor produz, isso é chamado de efeito Joule. Este efeito, como mostra a Figura
  22. 22. 11, é utilizado para fazer funcionar um chuveiro elétrico, ferro de engomar e secador de cabelo. Figura 11 – Efeito Joule Fonte:cocemsuacasa Atenção: Se a corrente de elétrons for bastante elevada o condutor pode esquentar muito e queimar. É isso que acontece quando queima um fusível ou um transformador. Assim, todo circuito elétrico é formado por uma fonte de tensão que é ligada a um dispositivo que vai realizar alguma função. A corrente que sai da fonte passa dentro do dispositivo e sofre resistência a sua passagem em cada componente deste dispositivo. Veja na Figura 12 o esquema de um circuito elétrico simples. Figura 12 – Circuito elétrico Fonte: eletronica24h
  23. 23. Agora que conhecemos as três grandezas básicas da eletricidade, temos que ter a capacidade de medi-las. Isso nos leva de volta ao multímetro. A aparência do multímetro é mostrada na Figura 13. Figura 13 – Multímetro Fonte: clangsm Quando colocamos o multímetro para medir tensão elétrica continua ou alternada, ele vai apresentar o resultado em Volts que é a unidade de medida da tensão. Existe no multímetro várias escalas de medidas de tensão, cada uma delas marca a máxima tensão que pode ser medida. Então muito cuidado quando for escolher a escala. Atenção: Caso você escolha uma escala errada, ou seja, menor que a tensão que vai medir o multímetro pode não suportar e queimar. 3.2 MEDIDA DE TENSÃO Para medir um valor de tensão em um ponto como a tomada da rede elétrica ou a saída do estabilizador você deve escolher a escala de medida de tensão alternada mais alta e colocar os cabos do multímetro em contato com o ponto a ser medido. Veja nas Figuras 14 e 15 a posição correta do multímetro para medir tensão. Atenção: Muito cuidado nessa hora, não toque de forma alguma em qualquer parte metálica da tomada ou do cabo do multímetro, pois você vai levar um choque elétrico.
  24. 24. Figura 14 – Multímetro medindo tensão na tomada elétrica Figura 15 – Multímetro medindo tensão na sida do estabilizador 3.3 MEDIDA DE CORRENTE A medida de corrente elétrica é realizada com a passagem da corrente por dentro do multímetro. Assim para medir corrente devemos abrir o circuito elétrico e colocar o
  25. 25. multímetro no meio de modo que essa corrente possa ser medida pelo multímetro. A Figura 16 mostra como colocar o multímetro para realizar uma medida de corrente. Para medir a corrente você deve escolher a escala de corrente mais alta e colocar o multímetro no meio do circuito, tomando o cuidado de manter a polaridade dos terminais, ou seja, o terminal positivo do multímetro deve estar na parte positiva do circuito e o terminal negativo do multímetro na parte negativa do circuito elétrico. Figura 16 – Multímetro medindo corrente Atenção: Se a corrente que você quer medir for maior que o valor da escala que você escolheu no multímetro a queima do aparelho pode acontecer. A medida de corrente é um pouco mais complexa de realizar, sugerimos que você peça a ajuda de um técnico mais experiente para executar sua primeira medida de corrente. 3.4 MEDIDA DE RESISTÊNCIA Agora que já sabemos medir tensão e corrente vamos medir a resistência dos dispositivos. Para medir a resistência de um componente do circuito elétrico devemos desligar o circuito, pois na medida de resistência o multímetro vai fornecer a corrente necessária para a medida. Assim, se o circuito estiver ligado a corrente natural do circuito interfere na corrente do multímetro e a leitura fica errada. Na medida de resistência você não precisa se preocupar com a polaridade. Pode colocar qualquer terminal do multímetro no ponto onde você que medir a resistência. Para medir a resistência escolha uma escala intermediária entre os valores disponíveis no multímetro. Para verificar se o multímetro está pronto para medir resistência você deve encostar os
  26. 26. dois terminais do multímetro um no outro. Você vai perceber que o display vai mostrar o valor zero, isso é porque não há resistência entre seus terminais. Quando você desencosta os terminais um do outro o display mostra o valor 1 que significa uma resistência infinita, ou seja, não a circulação de corrente entre seus terminais, claro um esta longe do outro. A medida de resistência é muito útil para testar o funcionamento dos cabos do equipamento e sistema de TV. Quando o fio é pequeno a resistência é muito baixa, quase zero. A Figura 17 mostra como testar, por exemplo, o cabo de alimentação do equipamento. Se os fios internos do cabo estiverem perfeitos a leitura do multímetro é zero, caso contrário se houver algum dano a leitura do multímetro para este fio é aberto, ou seja, ele mostra o mesmo valor 1 no display. Figura 17 – Multímetro medindo resistência A partir deste exemplo você pode proceder da mesma maneira para testar qualquer tipo de cabo existente no sistema de TV (cabo de força do monitor, cabo de vídeo do decodificador). Não se esqueça de desligar o dispositivo ou cabo antes de realizar a medida de resistência. Conclusão Que beleza, nesse tópico aprendemos muito. Vimos que as grandezas elétricas podem ser visualizadas por nós através do uso de um multímetro. Agora quando desconfiamos que exista algum problema na parte elétrica de alimentação do computador poderemos avaliar melhor a causa do defeito com a ajuda deste aparelho. Para medir tensão e correte vimos que temos que colocar o multímetro em paralelo com o ponto de medida. Para medir corrente o mutimetro deve ficar em serie com o ponto a medir. Trabalhar com eletricidade é perigoso. No próximo tópico você vai estudar como devemos nos proteger para evitar risco de choque elétrico ao manusear as partes que formam um sistema de TV.
  27. 27. Saiba mais: Amplie seus conhecimentos veja nos sites abaixo mais dicas para uso do Multimetro. Para começar consulte os endereços abaixo. http://www.osabetudo.com/multimetro-digital-guia-basico-sobre-como-usar-omultimetro-digital/ http://www.lilireviews.com/como-usar-um-multimetro/ http://verteck.blogspot.com.br/2011/02/como-usar-um-multimetro.html Avaliação Responda: 1. Quando a escala escolhida no multímetro é menor que a tensão a ser medida o que ocorre? a) Não aparece o valor correto no multímetro b) O multímetro pode queimar c) Aparece a mensagem: escala errada d) O multímetro apita 2. A posição do multímetro para medir corrente é: a) Em serie com circuito elétrico b) Em paralelo com o circuito elétrico c) Transversal ao circuito elétrico d) Nenhuma das respostas 3. Para medir resistência é necessário: a) Ligar o circuito elétrico b) Desligar o circuito elétrico c) Inverter o circuito elétrico d) Resfriar o circuito elétrico 4. Em uma tomada elétrica para equipamento de TV a fase deve ficar posicionada no terminal:
  28. 28. a) Esquerdo b) Direito c) Central d) Interno 5. Se um cabo do sistema de TV estiver quebrado como podemos detectar? a) Medindo sua voltagem b) Medindo a corrente que passa c) Medindo sua resistência d) Abrindo o cabo de ponta a ponta
  29. 29. TÓPICO 4 – SEGURANÇA EM ELETRICIDADE Objetivos do tópico: • • • Conhecer os perigos e a maneira correta de trabalhar com eletricidade Compreender a função dos equipamentos de proteção utilizados em eletricidade Avaliar o sistema de alimentação de um sistema de TV Pode parecer estranho tantos tópicos sobre eletricidade em um curso para formar técnicos em sistemas de TV. A rede elétrica de alimentação do sistema de TV é fundamental, uma rede mal preparada pode causar danos ao equipamento ou até choque elétrico em quem utiliza a TV. Por isso nossa preocupação em preparar você para saber avaliar bem todo o sistema de fornecimento de energia do sistema de TV. A energia elétrica de nossas casas e escritórios é fornecida através de dois terminais um denominada de fase que é o ponto de maior perigo, pois é onde está a tensão elétrica (220 Volts). O outro terminal é chamado de neutro e não possui tensão ele é a referência. A corrente circula através dos circuitos elétricos da fase para o neutro. Mas além destes dois terminais osequipamentos necessitam de um terceiro terminal que é o fio terra. A Figura 18 mostra a posição correta de cada terminal na tomada elétrica. Figura 18 – Tomada elétrica para o computador
  30. 30. 4.1 O Aterramento O terminal de terra deve estar ligado preferencialmente a uma haste de aterramento. Sua principal função é a proteção contra interferências e choque elétrico, ou seja, proteção do usuário contra carga estática ou falhas na isolação do equipamento. Por sua importante função não se deve improvisar qualquer espécie de aterramento como, por exemplo, ligar o fio terra da tomada a uma parte metálica da casa ou ligá-lo ao fio neutro. Você Sabia: Apesar de o neutro ser aterrado por ele circula de corrente elétrica, pois ele é o retorno da corrente proveniente da fase. No fio terra só circula corrente em caso de problemas e falhas da instalação. Para identificar e avaliar as condições de funcionamento de uma tomada elétrica. Vamos utilizar o multímetro em sua função de medir tensão. Ao medir a tensão entre os três terminais o resultado deve ser como mostra o quadro 1. Quadro 1 – Tensão entre os terminais Fase – Neutro Fase – Terra Neutro – Terra 220 Volts 220 Volts < = 3 Volts Atenção: Um aterramento bem feito deve manter um diferença de potencial entre neutro e terra menor que 3 Volts. Quando não se dispõem de um bom aterramento pode se utilizar equipamentos como os módulos isoladores que fazem a ligação de maneira segura entre terra e o neutro. Para que o modulo isolador funcione perfeitamente é necessário que a tomada esteja com a polaridade certa (Fase à direita). Alguns problemas atribuídos a falhas de aterramento na verdade ocorre porque os terminais da tomada elétrica estão invertidos. Outros equipamentos de proteção são: a) Estabilizador - sua função é absorver os picos e tensão que ocorrem regularmente na rede elétrica; b) Filtro de linha – sua função é filtrar os ruídos e interferências que ocorrem na rede elétrica; c) No Break – sua função é além de estabilizar a tensão manter o funcionamento dos equipamentos mesmo durante a falta de energia. Para isso ele possui internamente baterias que estão constantemente carregadas.
  31. 31. A Figura 19 mostra a imagem de cada um destes equipamentos. Figura 19 – Equipamentos de proteção Fonte: makaehcult
  32. 32. 4.2 Proteção no Trabalho com Eletricidade O risco para quem trabalha com a eletricidade équando ocorre o contato direto, com alguma parte energizada de uma instalação ou equipamento. Quando isso ocorre haverá uma passagem de corrente através do corpo. A eletricidade é considerada mais perigosa do que outros riscos físicos como o calor e o frio porque ela só é sentida quando já está em ação. O efeito produzido no corpo humano por um choque elétrico depende da intensidade da corrente que circula pelo corpo, e não da tensão a que foi submetido. Veja no quadro 2 a relação entre corrente e efeito. Quadro 2 – Efeito do choque Corrente Efeito Situação após Método de Resultado provável choque salvamento < 1 mA Nenhum Normal - Normal 1 a 9 mA Choque fraco Normal - Normal 9 a 20 mA Choque doloroso Paralisia muscular Relaxamento Restabelecimento 20 a 100 mA Choque forte Dores Relaxamento Restabelecimento Respiração artificial + 100 mA Vários Ampéres Choque fortíssimo Morte aparente imediata Choque fortíssimo Morte aparente imediata Difícil Morte Muito difícil Morte ou ou O tempo é o principal fator no socorro a uma vítima de choque elétrico, pesquisas realizadas mostram que o choque passa a ser mortal, em decorrência da esperapor assistência médica. Para evitar isso todos aqueles que lidam diariamente com eletricidade, devem saber aplicar as técnicas básicas de primeiros socorros.Vitimas de choque que esteja com parada respiratória e cardíaca passa a ter morte cerebral dentro de 4 minutos, agir rapidamente empregando técnica de reanimação cardiorespiratória é fundamental.
  33. 33. Conclusão Com eletricidade todo cuidado é pouco. Devemos proteger nossos equipamentos como meio também de nos proteger. Todo dispositivo que possa evitar as interferências na rede elétrica deve ser utilizado como um elemento que prolonga a vida útil do sistema de TV e preserva a nossa integridade física. Devemos conhecer os métodos de primeiros socorros para casos de choque elétrico. Um rápido atendimento faz grande diferença em se estar vivo ou morto. Parabéns pela conclusão desta primeira aula. Vamos em frente, após entendermos como fornecer corretamente energia ao nosso sistema de TV, vamos continuar na próxima aula a desvendar seus componentes. Saiba mais: Você pode ganhar um bom dinheiro dando consultoria e instalando sistemas de aterramento. Veja nos sites baixo como aprender mais sobre aterramento. http://under-linux.org/blogs/magal/guia-page-rankingatico-sobre-aterramento-eletricoparte-ii-355/ http://www.technewsbr.com/2007/09/24/dica-a-importancia-do-aterramento/ Avaliação Com base no que você aprendeu visite seu pólo de atendimento e elabore um relatório para postar no fórum mostrando quais são as condições de: a) Quantidade de Equipamentos para manutenção dos computadores (chaves, multímetro, alicates, etc). b) Quantidade de Sistema de alimentação dos computadores (Tomadas, Filtros, estabilizador, etc). c) Condições do sistema de aterramento dos computadores. d) Verifique em sua região quanto custa um multímetro e quanto você gastaria para montar um aterramento para seu computador. . Vamos discutir estas questões em um fórum. Fique atento seu tutor vai agendar o dia do fórum para você participar.
  34. 34. Aula 2 - Conhecendo o Sistema de Transmissão de TV Olá! Temos certeza que você gostou da primeira aula. Na aula anterior tratamos de assuntos importantes para o bom funcionamento do sistema de energia sua proteção e nossa também. Nesta aula vamos trabalhar com as características do sistema de Tv brasileiro. No Brasil,algo em torno de 12 milhões de TVs são vendidas a cada ano. Com essa quantidade crescente de equipamentos instalados anualmente a área de instalação de sistemas de TV por assinatura cresce também a cada dia e vai demandando mai e mais profissionais qualificados. Vamos aprender agora sobre cada componente que forma sistema de TV. Mostraremos a descrição de suas funções e padrões utilizados. Entenderemos como cada componente está interligado aos outros e juntos executam as funções que se deseja ter em um sistema de TV. Um novo mundo de conhecimentos te espera. Agora vamos a aula. Objetivos • • • Identificar os dispositivos que compõem a estrutura de um sistema de TV Compreender as caractristicas que forma um sistema de transmissão de TV analógico e digital Compreender a interligação que existe entre os diversos elementos da estrutura de um sistema de transmissão e recepção de TV TÓPICO 1 – Radiodifusão de TV Objetivos • • • Conhecer as características de um sistema de TV Compreender a função dos elementos que formam um sistema de TV Compreender a interligação entre os elementos que formam um sistema de TV Difusão é o envio de um sinal em todas as direções. A antena transmissora de um canal de TV envia sinais de áudio e vídeo simultaneamente. O sinal de vídeo é transmitido modulado em amplitude AM e o sinal de áudio é enviado modulado em frequência FM. O alcance de um siatema de TV aberta pode chagar a 150 Km. Radiodifusão - é o serviço de telecomunicações que permite a transmissão de sons (radiodifusão sonora) ou a transmissão de sons e imagens (televisão), destinado ao recebimento direto e livre pelo público.
  35. 35. Televisão Comercial - é a estação capaz de transmitir sinais de sons e imagens para recepção pelo público em geral. Televisão Educativa - é a estação de televisão que realiza transmissão sem fins comerciais, sendo vedada inserção de publicidade. Toda a parte referente à utilização do espectro radioelétrico é administrada pela Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL. Para verificar as TVs legalmente instaladas ou verificar se existe algum canal disponível para utilização, é necessária uma consulta ao Plano Básico de Radiofusão TV. 1.1 Características do Sistema de TV Para transmitir o vídeo a câmera de TV converte a luz reflatica da imagem em um sinals elétrico. A câmera de TV é formada por uma placa alvo sensível a luz, onde a imagem é projeta e um sistema de varredura dos posntos desta placa. O processo de conversão da imagem em sinal elétrico é realizado pela leitura dos pontos de cada linha do sensor de imagem de cima para baixo e da esquerda para a direita 30 vezes por segundo. O sinal de cada linha é adicionado aos sinais de controle (sincronismo e varredura) que vão permitir à remontagem do sinal no receptor de TV. A soma dos sinais de imagem, varredura e sincronismo formam um sinal chamado de vídeo composto. O sinal de vídeo composto é o sinal que sai da câmera de TV. A Figura 1 mostra o esquema de um sistema de transmissão de TV aberta. Figura 1 – Sistema de transmissão de TV aberta Fonte: GERACAO-DO-SINAL-COLORIDO
  36. 36. A antena receptora em nossas casas captam tanto o sinal de vídeo quanto o de áudio. Os sinais são separados, amplificados e detectados de forma a recuperar o sinal original. A tela do receptor vai receber um sinal elétrico correspondente a cada ponto da imagem e através da tecnologia que ele possui (plasma, LCD ou LED) vai emitir a cor e o brilho correspondente aquele ponto da imagem. A imagem colorida é formada pela junção das três cores básicas (vermelho, verde e azul), portanto uma câmera colorida divide a imagem original nestas três cores, realiza uma combinação entre elas e envia para o receptor que emite um sinal que vai exitar três elementos (luz ou led) simultaneamente em cada ponto da tela. 1.2 Características de Transmissão de TV em VHF e UHF No Brasil a faixa reservada para a tramsmissção de canais de TV aberta é a VHF (Very High Frequency) que ocupa as frequências de 30 MHz a 300 MHz e a faixa de UHF (Ultra High Frequency) que ocupa as frequências de 300 MHz a 3 GHz. Um pequeno resumo das principais características do sistema: • • • • • • • • • • • Distância máxima 150 km Faixas VHF (30 – 300 MHz) e UHF (300 MHz – 3 GHz) TV analógica (4:3) com 525 linhas por quadro 400 pontos por linha 2 campos por quadro 30 quadros por segundo Cor PAL Imagem modulada em AM Áudio modulado em FM Cor modulada em PM Cada canal ocupa 6 Mhz Canal de TV - é uma faixa de frequência utilizada para o envio das portadoras de vídeo, cor e áudio. Os canais podem ser diferenciados por letra e número. Canal de Número – é transmitido de forma irradiada ou confinada. Canal de Letra - é transmitido de forma apenas confinada através de cabos coaxiais ou fibra óptica. Cada canal de número ou letra ocupa uma faixa de 6 Mhz. Os canais numéricos do VHF são:2 a 13 e do UHF de: 14 – 70. Como pode ser visto na Figura 2 a faixa de transmissão de VHF é dividida em sub faixas de transmissão, que acomadam os canais de letra e número, e são assim especificadas: VHF Low (2- 6) faixa de 54 a 88 MHz VHF Midi (A5 – I) faixa de 90 a 174 MHz VHF High (7 – 13) faixa de 174 a 216 MHz VHF Super (J – W) faixa de 216 a 300 MHz
  37. 37. A faixa de UHF também é dividida, mas apresenta apenas duas sub faixas deniminadas: UHF Hiper (AA – EEE) faixa de 300 a 468 MHz UHF (14-70) faixa de 470 a 812 MHz Figura 2Tabela dos canais de TV Fonte: teleondas
  38. 38. 1.3 Modulação AM- VSB Modulação em Amplitude com Banda Lateral em VestígioAM-VSB é a modulação utilizada para transmitir os sinais de vídeo da TV analógica.Surgiu junto com o sistema de TV.Privilegia a economia de banda, sem circuitos muito complexos (uso de filtros) e utiliza demodulação por Detector de Envoltória (simples e barato). A largura de faixa de 6 MHz por canal de TV analógico é necessária para acomadar a modulação de frequência de vídeo que é de 4 Mhz, o sinal de crominância em 3,58 MHz para TV a cores e o sinal de áudio em 4,5 MHz. Tomando como exemplo o canal de TV 3 (60 a 66 MHz), sua faixa está ocupada da seguinte maneira: Portadora de Vídeo = 60 + 1,25 = 61,25 MHz SubPortadora de cor = 61,25 + 3,58 = 64,83 MHz Portadora de Áudio = 61,25 + 4,5 = 65,76 MHz A Figura 3 mostra o espectro de frequência de uma canal de TV mostrando a posição de cada uma das portadoras que são transmitidas. Figura 3 Espectro de frequência da modulação AM-VSB A modulaão em AM para o sinal de vídeo é melhor porque os ‘Fantasmas’ resultantes de recepções com reflexões são menos perturbadores. ComAM os fantasmas ficam parados junto a imagem principal, já com modulação FM os mesmos apareciariam flutuando junto a imagem.
  39. 39. Nas faixas de VHF e UHF, os sinais se propagam por transmissão em visada direta entre a antena trasmisora e receptora. Os sinais irradiados não seguem a curvatura da terra, nem sofrem reflexões na ionosfera, como ocorre com sinais de rádio em frequências mais baixas. A transmissão em visada direta torna a altura da antena de recepção importante para obter uma boa qualidade dos sinais de TV recebidos. Conclusão Agora sabemos porque uma operadora de TV a cabo pode transmitir tantos canais. É que além dos canais de TV numeriocos exietm os canais de letra e somados podemos chegar a casa das centenas de canais que podem ser transmitidos de forma confinada, ou seja, através de cabos. Também etendemos como estam alocadas as portadoras de um canal de TV. E sabemos que elas são as responsáveis por carregar as informações de áudio e vídeo. O sistema brasileiro de TV possui também os canais digitais que são transmitidos em UHF e irão substituir em poucos anos todos os canais analógicos. No próximo tópico vamos abordar os conceitos fundamentais da TV Digital e saber como trabalhar com estes canais. Saiba mais: Acesse os sites abaixo para aprender mais sobre TV analógica. http://pt.scribd.com/doc/80261757/9/GERACAO-DO-SINAL-COLORIDO http://www.cybercollege.com/port/tvp_ind.htm http://www.getulio.eng.br/meusalunos/tv/televisores.pdf http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/historia-da-televisao/televisao.php Avaliação Com base no que você aprendeu responda: a) Quais as portadoras do canal 12? b) Qual a faixa de transmissão do canal K? c) O que é o sinal de vídeo composto? d) Onde fica localizado a faixa de super banda e que frequências ocupa? e) Se um canal de TV tem subportadora de cor em 345,90. Determine suas portadoras e faixa de transmissão. .
  40. 40. TÓPICO 2 – TV Digital Objetivos • • Conhecer as características de um sistema de TV Digital Compreender a função dos elementosdosistema de TV Digital Tv digital é um sistema de televisão com processamento, transmissão e recepção digitais, podendo exibir os programas por meio de equipamentos totalmente digitais ou através de aparelhos analógicos acoplados a unidades conversoras (URD – unidade receptora decodificadora), também conhecida pelos termos IRD – (integrated receiver decoder)e settop box–(STB) no usuário final. É uma tecnologia que permite a compressão de dados da imagem e som, a fim de que possam ser enviados utilizando-se, preferencialmente, a mesma largura de faixa de freqüência de 6 MHz que a televisão convencional utiliza. A TV digital também pode permite a interatividade do sistema com o telespectador, que passa da passividade a uma atitude ativa frente às transmissões, permitindo a navegação na Internet, o comércio eletrônico, a transmissão de programas on demand (sob demanda), a comunicação através da TV, entre outros. Hoje em dia já são 480 os municípios atendidos pela TV Digital. Ao todo são 102 emissoras que possuem a tecnologia que chega para 87,7 milhões de pessoas, ou 45,98% da população brasileira. A expectativa é a de que a cobertura digital seja superior ou equivalente à analógica antes do encerramento oficial deste tipo antigo tipo de transmissão, em 2016. 2.1TV de Alta Definição Encontra-se, freqüentemente, televisão de alta definição como sinônimo de televisão digital. A alta definição é apenas uma das vantagens que a digitalização do meio de transmissão proporciona ao usuário final. A imagem poderá ser mais larga (widescreen) que a atual, com um maior grau de resolução (alta definição) e um som estéreo realisticamente envolvente (surround). Entretanto, as inovações não param de acontecer com o advento desta tecnologia. Onde se captava um único programa (por canal)na TV analógica, poderão existir vários programas, sistema de múltiplos canais transmistidos simultâneamente. .
  41. 41. A HDTV (High Definition Television) é um serviço com áudio e vídeo digitais no formato 16:9 e com resolução superior a 700 linhas: resolução de 1080 linhas e 1920 pixels/linha (Full HD) em modo entrelaçado ou 720 linhas com 1280 pixels/linha (HD) em modo de varredura progressiva. Utiliza a faixa de 6 a 8 MHz para transmissão de uma única programação, porém com imensa riqueza de detalhes visuais, além de outras funcionalidades complementares. O SDTV (Stander Definition) é um serviço com áudio e vídeo digitais no formato ou relação de aspecto 4:3 e resolução de 525 ou 625 linhas existentes no serviço de TV analógica convencional. Possibilita a coexistência, em uma faixa de 6 a 8 MHz, de até quatro programas sendo transmitidos simultaneamente pela mesma emissora, além de outras funcionalidades complementares. A Figura 4 mostra a diferença nos formatos de imagem proporcionadas pelos sistemas SDTV e HDTV. Figura 4 Imagem SDTV x HDTV Fonte: img 2.2 Modelo Básico de Referência de Transmissão para os Padrões de TV Digital No modelo são representados os blocos funcionais básicos de um sistema de TV digital, como: a digitalização do áudio e do vídeo, o middleware que é responsável pela implementação de interatividade e novos serviços, a multiplexação e a transmissão dos sinais. O sistema de transmissção de TV digital prever a digitalização dos sinais de audio e video através de técnicas que utilizam a codificação MPEG-2 (motion picture experts group – 2) e o sistema implementa uma multiplexação capaz de carregar os três sinais (video, audio e
  42. 42. dados) para através do sistema de transmissão imprimir a codificação final utilizada na interface aérea que transportam os sinais digitais imbutidos nas portadoras do canal. A Figura 5 mostra a interconexão dos blocos de um sistema de transmissção de TV digital. Figura 5Sistema de transmissão de TV digital O Brasil passou a adotar o sistema de transmissão de TV digital em 2007 sendo o sistema implantado denominado ISDB-TB (Integrated Services Digital Broadcasting – Terrestrial). O“B” é de Brasil. A tradução da sigla mostra que é um “Sistema Integrado de Radiodifusão Digital” transmitido por ondas terrestres, ou seja, não é nem a cabo e nem via satélite. Ele foi desenvolvido no Japão e é o sistema de TV Digital desse país. Ao ser adotado no Brasil, ele recebeu atualizações tecnológicas (upgrades) nas partes de áudio, vídeo e interatividade. Então o “B” é para contemplar essas atualizações, mas ele não é mais um novo sistema de TV Digital; ele é o ISDB-T reconhecido pelas organizações internacionais que regulam as telecomunicações no mundo. Conclusão Aprendemos que o sistema brasileiro de TV digital é muito promissor, pois permite além da melhoria da qualidade do sinal a implementação de novos serviços e que vai atender cada dia mais as necessidade de acesso digital da população. Ao longo do tópico estudamos as diferenças entre TV digital e de alta definição. E com isso podemos verificar que uma necessta da outra para adenter aos aspectos de qualidade desejada. Agora que dominamos o conhecimento básico sobre televisão e conhecemos suas características, podemos começar a trabalhar com a montagem de sistemas de distribuição de sinais de TV, tanto para atender a usuários individuais quanto um sistema que vai atender a uma grande quantidade de aparelhos de TV simultaneamente.
  43. 43. Saiba mais: Visite os sites abaixo e melhore seus conhecimentos sobre TV digital. http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/historia-da-televisao/como-funciona-atelevisao.php http://dtv.org.br/ http://www.tvdi.inf.br/site/artigos/Monografias%20(Graduacao)/Sistema%20Brasileiro%2 0de%20TV%20Digital%20-%20BRACKMANN.pdf Avaliação Com base no que você aprendeu,responda: a) O que é o ISDB? b) Qual a função do bloco Middleware? c) Diferencie SDTV x HDTV. d) Quantos pixels possue uma tela full HD?
  44. 44. AULA 3–Antena Coletiva Nesta aula vamos estudar os conceitos relacionados aos sistemas de antena coletiva. Esta infraestrutura é essencial para a perfeita distribuição dos sinais de TV em edifícios ou estrutura que necessitem de uma grande quantidade de Tvs. Diferente de ligar a antena a uma única TV, nos edifícios precisamos que a antena alimente uma grande quantidade de aparelhos de TV e para que isso aconteça, deve ser instalado em todo edifício um sistema de antena coletiva, projetado por um técnico, que possua dispositivos de qualidade e assim permitam a chegada dos sinais de TV a todos os andares e apartamentos do prédio. Para garantir uma boa qualidade das imagens de TV em cada ponto de distribuição os sistemas de antena coletiva devem ser planejados, contruidos e testados obedecendo aos padrões determinados pelas normas técnicas adotadas no país. Nosso objetivo agora é aprender sobre as normas e detalhes de construção dos sistemas para distribuição de sinais de TV de forma coletiva em edifícios. No final desta aula você deve estar apto a projetar anatenas coletivas e a selecionar equipamentos adequados para a montagem de sistemas de alta qualidade. Objetivos • • • • Conhecer os sistemas de antena coletiva de TV Comprerender o dimensionamento dos elementos de uma antenna coletiva Projetar um sistema de antenna coletiva Monstar um sistema de antenna coletiva
  45. 45. TÓPICO 1 –Características Básicas de um Sistema de Antena Coletiva Objetivos do tópico: • • Conhecer os sistemas de antena coletiva de TV Comprerender as caracteristiicas de uma antena A antena coletiva é um sistema de telecomunicações formado por de equipamentos (antenas receptoras, misturadores, boosters, amplificadores, divisores,tomadas etc.) com a finalidade de captam os sinais de TV e distribuir através de uma rede de interna a cada usuário, de forma que os sinais disponíveis na instalação sejam iguais em todos os pontos. Este sistema deve permitir, que o usuário do primeiro andar tenha as mesmas condições de recepção do sinal de TV que o último andar. Para projetar sistema de antenas coletivas, temos diversos os pontos a considerar, como mostrado a seguir: 1. A localização do edifício nos dará a melhor posição das antenas, determinando o melhor lugar para a obtenção de maior qualidade de sinal, para evitar ao máximo os fantasmas, interferências, etc. 2. O sistema de distribuição a ser utilizado será dado pela configuração do edifício. Dele depende se a instalação é externa ou interna, em série, em espinha dorsal ou se tem alguns pontos especiais. 3. Com estes dados partiremos para fazer a distribuição eqüitativa, fazendo um croqui, no qual será muito importante a distância (metros) entre os diferentes pontos. Todo este conjunto de dados nos fornecerá o melhor sistema de distribuição e, conseqüentemente, a menor atenuação na instalação. 1.1 Antenas e suas Características A antena é um elemento cuja finalidade é gerar e receber pertubações no espaço. As pertubaçõe são produzidas a aprtir da irradiação das ondas eletromegnéticas que carregam os sinais de telecomunicações entre pontos muito distantes. Cada tipo de antenna possui caracteristicas especificas, projetadas para permitir que a mesma possa ter a melhor eficiência na transmissão ou recepção de um determinado tipo de sinal. Vejamos as caracteristicas básicas que as antenas possuem conforme (Thevear, 2010): a) Frequência de trabalho - é a freqüência para a qual a antena apresenta rendimento máximo. Por exemplo, se uma antena é do "canal 5" queremos dizer que sua freqüência de ressonância é iguala frequência da portadora de vídeo do canal 5 de TV; b) Largura de banda–mesmo projetada para uma dada freqüência, a antena poderá captar, com relativa eficiência, as freqüência próximas destas. Assim uma antena para a freqüência de 180 MHz, com largura de 12 MHz, por exemplo, recebe freqüência desde 174 até 186 MHz; c) Faixa estreita–uma antena é de faixa estreita quando se destina a apenas um canal, abrangendo apenas 6MHzde largura de banda;
  46. 46. d) Faixa larga - a antena é de faixa larga quando é capaz de operar satisfatoriamente com vários canais; e) Ganho - O ganho de uma antena é um dado comparativo. É a relação entre a energia captada por uma antena qualquer e a energia captada por uma antena padrão, nas mesmas condições de teste. O ganho é conseqüência da diretividade da antena, que é a capacidade de receber mais sinais vindos de uma direção preferencial que de outras. Quanto mais diretiva for a antena, maior seu ganho. A diretividade de uma antena depende da sua construção, ou seja, do tipo e do número de elementos utilizados. O ganho das antenas é normalmente expresso em decibéis (dB). Quanto maior o número de decibéis (dB) maior o ganho da antena; f) Impedância - impedância característica é a resistência (impedância) da antena na freqüência de trabalho na qual está sintonizada. a impedância é medida em Ohms, por exemplo, 300 Ohms ou 75 Ohms; g) Relação frente costa - É a razão do sinal (tensão) captado com a antena orientada no sentido de máxima diretividade em relação ao sinal recebido com a antena virada no sentido oposto. Quanto maior for essa diferença, melhor será a nossa antena, porque ela capta muito mais energia pela frente do que por trás, o que é um fator essencial para eliminação de "fantasmas". A relação frente/costa é medida em decibéis (dB). Quanto maior o valor em dB, melhor a relação frente/costa da antena; h) Polarização - É o sentido em que são transmitidos ou recebidos os sinais, ou seja como se propaga o campo elétrico de uma onda eletromagnética em relação a superfície da terra, podendo ser horizontal, vertical e circular a direita ou circular a esquerda; Como podemos ver a escolha de uma antenas é difícil, visto que são vários e bem diferentes os fatores a selevar em consideração, já que estão relacionados com o lugar onde será feita a instalação.A instalação de antenas nas capitais é normalmente feita sem grandes problemas porque dispomos de sinais fortes. Aescolha complica quando se trata de receber vários canais, ou quando o sinal é muito fraco. Existem vários modelos de antenas como cita (Thevear, 2010): a) Internas - resolvem o problema de recepção de forma econômica nas capitais onde o sinal é forte; b) Multi banda – essas antenas são dimensionadas para receber, da melhor forma possível, todos os canais de televisão e FM; c) Monocanais - são construídas especificamente para receber os sinais de um único canal; d) Externas - nestas antenas se conseguiu unir as características de uma antena de faixa larga, com as de uma antena monocanal Yagi. Assim quando se tem vários canais de uma mesma banda, chegando de uma mesma direção, será possível captá-los com uma só antena.
  47. 47. Atenção:Antena BI (canais 2 a 6 VHF), Antena BII (FM), Antena BIII (canais 7 a 13 VHF) e antena BIV (canais UHF). e) UHF - são antenas projetadas para as localidades que recebem os sinais de retransmissoras de UHF e para captação dos sinais da TV digital em UHF. 1.2Instalação de Antenas As antenas de TV devem ser instaladas preferencialmente em mastros, porém mastros muito compridos para colocação de várias antenas não são recomendáveis. Sempre que possível épreferível a instalação de vários mastros.O diâmetro e a espessura da parede dos mastros têm relação direta com o comprimento. Normalmente são usados canos de ferro de ¾" e 1" galvanizados. Mastros com alturas superiores a três metros devem ser necessariamente de cano de ferro de1" amarrado com tirantes. Na utilização de vários mastros é recomendável deixar uma distância de pelo menos 5 metros entre os mastros, pois adistância entre os mastros tem relação direta com o comprimento de onda das antenas utilizadas. A Figura 1 ilustra a instalação de antenas com vários mastros e no mesmo mastro. Figura 1Instalação de antenas em mastros Fonte: Thevear Após definidos quantos mastros e quantas antenas utilizaremos na instalação, é necessário determinar a distânciaentre as antenas. As separações mínimas entre as antenas são dadas em função dos comprimentos de onda das antenas. Na Figura 2 temos as distâncias relativas entre antenas instaladas num mesmo
  48. 48. mastro. Recomenda-se também colocar a antena no mastro auma distância mínima de 2 metros a partir do telhado.Medidas inferiores podem gerar duplas imagens ereflexões devido a existência de lajes, caixas de água oupeças metálicas que podem atuar como espelhos parasinais de radio frequência (R.F). Figura 2Distância de instalação de antenas em mesmo mastro Fonte: Thevear Você sabia: Ao colocar várias antenas num mesmo mastro não devemos instalar juntas antenas de mesma banda. Por exemplo, éerrado instalar no mesmo mastro a antena do canal 2 junto com a do canal 4. Conclusão Vimos que as antenas são os elementos principais na contrução de um sistema de TV, pois eles têm a função de captar os sinais e disponibiliza-los para os outros elementos do sistema. Descobrimos que existem diversos tipos e modelos de antenas e que devemos saber seleciona-las conforme a aplicação que devemos atender. No próximo tópico vamos conhecer os outros elementos que compõem um sistema de antena coletiva. E poderemos a partir dai projetar um eficiente sistema coletivo. Saiba mais: Visite os sites abaixo e melhore seus conhecimentos sobre anatena coletiva. http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/historia-da-televisao/como-funciona-atelevisao.php
  49. 49. http://dtv.org.br/ http://www.tvdi.inf.br/site/artigos/Monografias%20(Graduacao)/Sistema%20Brasileiro%2 0de%20TV%20Digital%20-%20BRACKMANN.pdf Avaliação Com base no que você aprendeu, responda: a) Diferencie antena monocanal de multi banda. b) O que é uma antena banda III? c) Que distância deve separa um antena BIII da BIV se estiverem no mesmo mastro? d) Que distância deve separa um antena BI da BIi se estiverem em mastros diferentes? e) O que é o ganho de uma antena?
  50. 50. TÓPICO 2–Elementos da Antena Coletiva Objetivos do tópico: • • Conhecer os elementos que formam uma antena coletiva Comprerender o dimensionamento dos elementos de uma antena coletiva O sistema de antena coletiva é constituído, basicamente, deduas partes: a central e a rede de distribuição. A central é a parte do sistema constituída pelas antenas,misturadores e amplificadores, e tem por função receber,combinar, equalizar e amplificar os sinais recebidos. A rede de distribuição dos sinais é constituida por divisores e tomadas blindadas.Para projetar a central é preciso saber quais canais de TVvão ser distribuídos, de onde eles vêm e com que nível de sinaleles chegam. Por exemplo, os canais transmitidos em VHF e UHFsão recebidos por antenas de VHF e UHF; canais transmitidos viasatélite, são recebidos por antenas parabólicas e necessitam-se de receptores de satélite para recebê-los e modulá-los nas frequências dos canais em que eles vão ser distribuídos; oscanais recebidos em UHF podem ser distribuídos em UHFmesmo ou, então, serem convertidos para a faixa de VHF, usandoos conversores de UHF para VHF. A antena coletiva também pode distribuir sinais provenientes de DVD, ou CFTV Circuito Fechadode TV. Basta modulá-los num canal VHF ou UHF e adicioná-los ao sistema dedistribuição. Quando o sinal de um canal é fraco, pode ser preciso amplificá-lo usando um booster ou amplificador. Na etapa de distribuição os sinais são combinados usando misturadorese depois são amplificados para então serem distribuidos.O sistema de distribuição de sinais de antena coletiva e CATVem prédios de apartamentos é composto de uma ou maisprumadas (linhas de descida de sinal), da qual se extrai umafração do sinal para fornecer ao usuário. A Figura 3 mostra os elementos que compõem o sistema de antena coletiva e a interconexaõa entrte os mesmos.
  51. 51. Figura 3Exemplo de antena coletiva Fonte: Thevear Atenção: no projeto de uma antena coletiva a posição das antenas vai depender da localização do edifício. O estudo desse local determinará o melhor posicionamento para evitar ao máximo as interferências, fantasmas, etc. 2.1 Elementos do Sistema de Antena Coletiva Abaixo decrevemos a função de cada elemento que cosntitui um sistema de antena coletiva. Dependendo do sistema que se deseja montar alguns elementos podem ser descartados ou podemos ter que utilizar mais de um deles. a) Misturador - são utilizados para equalizar sinais de TV provenientes de diversas antenas, moduladores, conversores, etc. O misturador de 8 entradas de VHF possui em cada entrada um filtro passa canal e um atenuador variável para ajustar o nível do sinal do canal na saída. Assim é possível obter um conjunto de canais, todos com o mesmo nível de sinal. A Figura 4 mostra um mistrurador de 8 canais;
  52. 52. Figura 4Exemplo de um misturador Fonte: Thevear b) Moduladores – são utilizados para modular os de sinais de áudio e vídeo provenientes de receptores de satélite, DVD, câmeras, etc. Os moduladores normalmente utilizados em sistemas de antena coletiva são do tipo DSB ( banda lateral dupla), isto é, não filtram a banda lateral inferior do canal de TV. Portanto, eles não podem ser utilizados em sistemas que operam com canais adjacentes, tais como os sistemas de CATV. A Figura 5 mostra um exemplode modulador; Figura 5Exemplo de um modulador Fonte: Thevear
  53. 53. c) Conversor - são empregados para converter a freqüência de um canal, normalmente na faixa de UHF, para outro canal na faixa em VHF. A Figura 6 mostra um exemplo de conversor; Figura 6Exemplo de um conversor Fonte: Thevear d) Amplificador – são usados para amplifica o sinal aplicado na sua entrada para que o nível na saída seja suficiente para compensar as perdas ocorridas no sistema de distribuição. Podem ser amplificadores para CATV, TV à Cabo, do tipo push-pull, ou para as faixas de VHF e UHF, utilizados em antenas coletivas. Os amplificadores de CATV empregam um módulo amplificador híbrido e possuem ajustes de nível e de inclinação, que serve para compensar a característica seletiva das perdas em cabos coaxiais e também podem ser bidirecionais para oferecer tráfego de dados. A Figura 7 mostra um exemplo de amplificador; Figura 7Exemplo de um amplificador Fonte: Thevear
  54. 54. e) Atenuador - são utilizados para reduzir os níveis de sinais às necessidades do sistema de distribuição de CATV ou antena coletiva. Podem ser de atenuação fixa ou variável. A Figura 8 mostra um exemplo de atenuador; Figura 8Exemplo de um atenuador Fonte: Thevear f) Divisores–são utilizados na divisão e distribuição de um sinal para diversas saídas e também para combinar diversos sinais em uma única saída (quando utilizado ao contrário). A Figura 9 mostra um exemplo de divisor; Figura 9Exemplo de um divisor Fonte: Thevear
  55. 55. g) Tomadas blindadas–são utilizadas na distribuição dos sinais nas prumadas. É composto de um acoplador direcional que retira uma parcela do sinal que passa pela tomada. A característica que nomeia uma tomada é quanto de sinal ela acopla da saída principal. Existem tomadas de 4dB, 6dB, 9dB, 12dB, 16dB, 20dB, 24dB, 27dB e 30dB. A Figura 10 mostra um exemplo de uma tomada blindada; Figura 10Exemplo de uma tomada blindada Fonte: Thevear Cada tomada colocada na prumada possui uma perda de acoplamento, que é uma medida da atenuação da saída principal para a tomada (A LT) , outros parâmetros importantes das tomadas são: aatenuação de passagem (A p)e a atenuação de isolação (Ai) . A Figura 11mostra como estas grandezas são medidas para cada tipo de tomada. Figura 11Atenuações das tomadas blindadas Figura 11Tabela de atenuação das tomadas blindadas Fonte: Thevear
  56. 56. h) Cabo coaxial – são usados para levar os sinais recebidos pelas antenas até os usuários, o meio de transmissão utilizado nas instalações de CATV e antena coletiva é o cabo coaxial de 75 Ohms. A atenuação que o cabo coaxial introduz no sinal que por ele passa é proporcional ao comprimento do cabo e à frequência do sinal. Isso quer dizer, por exemplo, que os canais de UHF sofrem maior atenuação que os canais de VHF. Por esta razão é preciso utilizar cabos de boa qualidade, com baixas perdas em UHF. A Figura 12 mostra um exemplo de cabo coaxial para CATV. Figura 12Exemplo de cabo coaxial A atenuação dos cabos coaxiais dependem basicamente de 2 parâmetros: o diâmetro do cabo e o material dielétrico que separa o condutor central, chamado de "vivo" ou "alma" do cabo, e o condutor externo, chamado de malha. A Figura 13 mostra a atenuação típica para alguns tipos comuns de cabos coaxiais para CATV. Figura 13Atenuação tipica de cabo coaxial Conclusão O sistema de antena coletiva possui muitos elementos e cada um deles executa uma função com o objetivo de dar qualidade os sinais que passam por esta estrutura de telecomunicações.
  57. 57. Além da central coletiva o sistema exige uma rede de distribuição de passará por todos os pontos a serem atendidos. Esta rede deve ser projetada para evitar o dispedicio de sinal ou a entraga de um sinal exagerado que vai distorcer a imagem dos canais de TV do usuário. No próximo tópico aprender a projetar um sistema de antena coletiva profissional. Saiba mais: Visite os sites abaixo e melhore seus conhecimentos sobre anatena coletiva. http://www.wadt.com.br http://antenacoletiva.webs.com/catv.htm http://www.teleco.com.br/tutoriais/tutorialcatv/pagina_1.asp Avaliação Com base no que você aprendeu, responda: a) Diferencie misturador de amplificador. b) O que é um atenuador? c) Quando se utiliza um conversor? d) Qual a atenuação de passgem da tomada 12 dB? e) Quais as funções dos divisores? TÓPICO 3–Projeto de Antena Coletiva Objetivos do tópico: • • • Conhecer as normas utilizadas para o projeto de antena coletiva Aplicar normas e elementos na construção de sistemas coletivos Projetar sistemas de antena coletiva de pequeno e grande porte O objetivo do projeto de antenna coletiva é estruturar a central e as tomadas que devem ser usadas a cada andar para que seja entregue aos usuários, aproximadamente, o mesmo nível de sinal de TV em cada apartamento. O sinal é máximo quando ele sai da central, e vai sendo atenuado à medida que ele é distribuído.
  58. 58. Atenção: Para que um sistema de antena coletiva funcione adequadamente, é necessário que o nível efetivo de sinal disponível para cada aparelho de TV esteja entre 1mV e 10mV o que equivale no medidor de campo aos valores de (0 – 20 dBmV ou 60 a 80 dBµV). É a partir da informação nível de sinal a ser entregue que se dimensionam os equipamentos usados na distribuição e se calcula o nível de sinal necessário na saída do amplificador da central de distribuição. Assim, as tomadas dos apartamentos próximos da central devem ter uma atenuação de saída maior que a de um usuário que esteja mais distante, onde o sinal já está atenuado. O Medidor de Campo é o instrumento que o técnico em TV por assinatura deve utilizar para realizar as medições de nível de sinal em todos os pontos do sistema de distribuição. Assim, com os valores medidos é que se pode garantir que a qualidade da imagem que o usuário vai receber é satisfatória. O medidor de campo pode realizar as medidas de sinal nas escala de dBmV ou dBµV. O valor é o mesmo, pois estamos lendo um valor de tensão que está presente naquele ponto da rede, apenas para dimunuir a escala se emprega uma leitura que utiliza a função logaritmo como redutor. Veja abaixo o cálculo feito automaticamente pelo medidor de campo. Conversão de tensão em dBmV e dBµV pelo Medidor de Campo. dBmV = 20 log V/1mV dBµV = 20 log V/1µV Como as duas leituras são iguais os valores se relacionam e podemos verificar que: dBµV = dBmV + 60 Assim, 1mV é igual a 0 dBmV, pois: dBmV = 20 log V/1mV =>dBmV = 20 log 1 mV/1mV =>dBmV = 20 (log 1) dBmV = 20 (0) =>dBmV = 0 Esse valor em dBµV = dBmV + 60 =>dBµV = 0 + 60 =>dBµV = 60 Você Sabia: Sinais abaixo de 0 dBmV apresenta uma imagem chuviscada e sinais acima de 20 dBmV apresenta uma imagem saturada (distorcida). 3.1 Projetando a Rede de Distibuição de TV
  59. 59. Para projetar as tomadas que serão utilizadas em uma rede de distribuição de sinal de TV, começa-se pela tomada no final da prumada, ou seja, do primeiro andar, utilizando sempre que possível, a tomada de menor atenuação, que é a tomada de6dB. Arbitra-se o nível de sinal entregue ao usuário e calcula-se, então,quanto de sinal deve existir na entrada da tomada do apartamento do primeiro andar (1). A escolha daatenuação da tomada é um processo interativo, onde se escolhe a tomadacujo nível de sinal entregue ao usuário do segundo andar (2) seja aproximadamente igual aodo usuário (1). A primeira tentativa é repetir a tomada do andar de baixo.Calcula-se o sinal entregue (VE) ao usuário 2 utilizando as expressões abaixo. VE = Atenuação de passagem da tomada do andar + Atenuação do cabo do andar de baixo + VE da tomada do andar de abaixo (dBmV) VE = Ap + Ac + VEb (dBmV) Atenção: Em uma tomada quanto maior a atenuação de saída menor a atenuação de passagem. A segunda tentativa é a tomada seguinte de maior atenuação. Repete-seeste procedimento até chegar ao último apartamento.VS é a tensão entregue ao apartamento a partir da sída da tomada escolhida para aquele andar e deve ser positiva. VS = VE calculada – Atenuação da tomada colocada no andar (Deve ter resultado positivo entre 0 e 10 dBmV)
  60. 60. 3.2 Exemplo de Cálculo de Rede de Distribuição Vamos supor que em um edifício que precisa de uma antena coletiva vamos utilizar um cabo com atenuação de 0,133 dB/m e a distância entre as tomadas é de 3m. Cosiderendo que a primeira tomada é de 6 dB podemos executar o projeto de antena coletiva do edifício como mostrado abaixo. O nível na entrada da tomada do1 andar éVE1 = Ap + Ac + VEb (dBmV) VE1 = 0 +0+6 = 6dB dBmV O nível na entrada da tomadado 2 andar éVE2 = Ap + Ac + VEb (dBmV) O nível de sinal na saída para a TV na tomadado 2 andar éVS2 = VE2 calculada – At2 Atenuação da tomada colocada no andar A determinação da atenuação da tomada é interativa, ou seja, temos que testar qual tomada fornece, na saídapara a TV, um nível mais adequado. Primeiro faz-se cálculo com o mesmo tipo de tomada colocada no andar anterior edepois com a tomada de atenuação maior seguinte: a) Se a Tomada do 2andar for de 6dB. VE2 = Ap + Ac + VEb (dBmV) VE2 = 2 + 0,133x3+ 6 = 8,4dBmV VS2 = VE2 – At2=8,4 – 6= 2,4dBmV b) Se a Tomada do 2anadar for de 9dB. VE2 = Ap + Ac + VEb (dBmV) VE2 = 1,3 + 0,133x3 + 6 = 7,7dBmV VS2 = VE2 – At2=7,7 – 9= -1,3dBmV A tomada de 6dB será escolhida por apresentar na saída para a TV um nível mais próximo positivo que é 2,4 dBmV. Portanto VE2 = 8,4 dBmV O nível na entrada da tomadado 3 andar éVE3=Ap + Ac + VEb (dBmV) O nível de sinal na saída para a TV na tomadado 3 anadar éVS3=VE3 – At3(dBmV) Primeiro faz-se o cálculo com a tomada do andar anterior e depois com a seguinte: a) se a Tomada do 3 andar de 9dB. VE3=Ap + Ac + VEb = 1,3 + 0,133x3 + 8,4 = 10,09 dBmV VS3=VE3-At3= 10,09 – 9= 1,09 dBmV b) Se a Tomada do 3 anadar de 12dB.
  61. 61. VE3=Ap + Ac + VEb = 1 + 0,133x3 + 8,4 = 9,8 dBmV VS3=VE3-At3= 9,8 - 12 = -2,2 dBmV A tomada de 9dBserá escolhida por apresentar na saída para a TV um nível mais próximo positivo de 1,09 dBmV. Portanto VE3 = 10,09 dBmV Atenção: Este cálculo é repetido até que se chegar na última tomada. Em um projeto geral de ordenação de tomadas, onde a distância entre os pontos não é regular, deve ser calculado caso a caso.Já, numa instalação predial, onde cada prumada possui apenas um ponto por andar, e a distância de um ponto a outro éaproximadamente 3m, é possível gerar tabelas com a ordenação das tomadas blindadas. Como o cálculo da ordenação dastomadas depende do tipo de cabo coaxial e da freqüência que ele é empregado, a Figura 14 mostra uma tabela com três colunas. Duas paracabo coaxial de 75 do tipo "Celular", RGC-59, nas freqüências de 240 Mhz e 470 Mhz, e uma para cabo coaxial RG-59 em 240Mhz. Estas tabelas simplificam o projeto de distribuições em prédios de apartamento, pois delas se obtém diretamente o valorda tomada para cada andar. Figura 14Distribuição de tomadas para edifícios com um ponto por andar Fonte: Thevear
  62. 62. 3.3 Instalação da Central Na instalação da central após a fixação das antenas nos mastros os sinais dos canais provenientes de cada uma das antenas é medido e depois ajustados e reunidos para gerar uma linha de transmissão. O sinal da antena de VHF deve passar pelo misturador, para sofre uma atenuação, que deve ser levada em conta quando se desejadeterminar com que nível de sinal todos os canais devem ficar. Somente os canais de VHF podem ser ajustadosindividualmente. Isso é possível porque se usa o misturador, que possui entrada separada para cadaantena e ajuste de atenuação para cada entrada. Quantoaos sinais de UHF, não é possível ajustá-los de forma independente. O que é possível fazer é um ajuste por banda, e isso érealizado utilizando-se um booster para amplificar os canais recebidos pela antena. Para inserir o sinal de vídeo do circuito fechado, obtido das câmeras de segurança, na distribuição de antena coletiva, épreciso primeiro transformá-lo num canal de TV. Isso é realizado utilizando o modulador,por exemplo, para o canal H ou canal 21 de CATV. Para calcular o ganho do amplificador basta subtrair do nível de sinal na saída VS o nível de sinal presente na entradado amplificador VE: Por exemplo, se temos um sinal que sai do combinador VFH+UHF de 78 dBµV e precisamos ter um sinal de 105 dBµV na descida da prumada o amplificador deve ter ganho de: G = VS - VE = 105 dBµV - 78 dBµV = 27 dBµV O amplificador escolhido neste caso é o amplificador de 30dB de ganho para asfaixas de VHF e UHF com ajuste de ganho independente para cada faixa. As Figuras 15 e 16 mostra um projeto de um sistema de antena coletiva com todos os detalhes necessários a sua perfeita implantação. Atenção: Ao final de cada prumada a saída de cada última tomada deve ser fechada com uma carga de 75 Ohms para realizar o casamento de impedância do circuito.
  63. 63. Figura 15 Projeto de antena coletiva Fonte: Thevear
  64. 64. ] Figura 16Memorial de cálculo do Projeto de antena coletiva Fonte: Thevear Conclusão O projeto do sistema de antena coletiva é simples e pode ser realizado facilmente por qualquer técnico bem treinado. De posse do projeto a instalação fica muito facilitada, pois os elementos estarão todos dispostos e os níveis de sisnais calculados. Um principio muito básico que todo técnico em sistemas de TV deve obdecer é sempre procurar trabalhar com material de qualidade. Isso facilita a instalação e permite que o sistema implantado temha um tempo de vida útil elevada e com poucos problemas. Na próxima aula vamos finalmente entrar no mundo da TV por assinatura. Vamos conhecer os sistemas de TV a cabo, via MMDS e DTH. Saiba mais: Visite os sites abaixo e melhore seus conhecimentos sobre projeto de anatena coletiva. http://www.thevear.com.br http://www.proeletronic.com.br http://www.hotsat.com.br
  65. 65. Avaliação Projete um sistema de antena coletiva para um edifício que tem 8 andares e 4 apartamento por andar com tomadas na sala, quarto de visita e suíte.
  66. 66. AULA 4–TV por Assinatura Chegamos ao ponto principal de nosso curso. Agora veremos como funciomam os modernos sistemas de TV por assinatura. Hoje podemos dispor de três métodos para levar TV por assinatura aos assinantes, são eles:TV a Cabo, TV via MMDS e TV via DTH. Cada modelo tem suas vantagens e desvantagens e todos são muito parecidos. Dependendo da localidade do país vamos poder escolher um dos três, mas em determinados lugares apenas um deles está disponível. Não existem um método melhor que outro a escolha do cliente de TV por assinatura as vezes depende de outros fatores e não da tecnologia que se tem naquele lugar. Você já possui os conhecimentos que te permite lidar com antena coletiva e para trabalhar com TV por assinatura é tudo muito parecido. Às vezes temos que instalar um sistema de TV por assinatura individual e às vezes o sistema vai atender a vários assinantes dentro de um mesmo prédio, dai a necessidade de entender de antena coletiva. Juntando estes dois conhecimentos você vai ser um excelente técnico em sistemas de TV. Boa aula a todos. Objetivos • • • • Conhecer os sistemas de TV por assinatura Comprerender o sistema de instalação de TV a cabo Comprerender o sistema de instalação de TV via MMDS Comprerender o sistema de instalação de TV via DTH
  67. 67. TÓPICO 1 –Instalação de TV a Cabo Objetivos do tópico: • • Conhecer os sistemas de TV a Cabo Comprerender o processo de instalação de um sistema de TV a cabo A TV a cabo surgiu em 1948, nos Estados Unidos, com o objetivo de melhorar a qualidade da imagem de TV nas cidades do interior. No Brasil, o primeiro sistema surgiu em São José dos Campos, em São Paulo, em 1976. A TV a cabo além de diminui a interferência dossinais de TV, permite distribuir canais específicos, aos quais só tem acesso quem paga. O sistema de TV a cabo funciona baseado em uma central chamada HEADEND. Nesta central temos as antenas com alto poder de recepção, para captar sinais vindos dos satélites e das antenas repetidoras das emissoras de TV. Nessa central, os sinais são processados e enviados para as casas das pessoas por meio de dois tipos de cabo: óptico e coaxial formando uma rede chamada HFC (Hibrida Fibra e Coaxial). O cabo de fibra óptica conduz o sinal até determinado ponto da cidade, onde a partir dai o sinal é transformado em elétrico e enviado para as casas dos usuários por cabos coaxiais que são mais baratos. Os cabos coaxiais, feitos de fios condutores, são usados apenas nas ramificações, pois neles o sinal vai se atenuando conforme a distância e de pontos em pontos precisam ser amplificados. Os cabos podem ser fixados em postes ou seguir por caminhos subterrâneos. . 1.1 Componentes da TV a Cabo O sistema de TV a Cabo é muito parecido com o sistema de telefonia fixa. Tudo começa em uma central que é o Headend instalada em um ponto da cidade, nela estão montadas as antenas de recepção dos canais segmentados e locais. Após captados os sinais dos canais são processados, colocados em frequências apropriadas, amplificados e depois unidos e transformados em sinal óptico que vai iluminas as diversas fibras ópticas que serão espalhadas nos diversos bairros da cidade. Estas fibras que saem do Headend formam a rede de cabos Troncais e que vão alimentar os cabos troncais coaxiais que por sua vez alimentam os cabos sub troncais que chegam aos TAPs fixados nos postes das ruas atendidas pela TV a cabo. A Figura 1 mostra a estrurura de uma rede HFC de TV a Cabo.
  68. 68. Figura 1Rede HFC de TV a cabo A Rede HFC se estende pelas ruas da cidade. Na parte óptica cada ponto de distribuição da cidade recebe um cabo óptico em que duas fibras estam iluminadas, uma fibra de download e outra de upload. No ponto de distribuição o sinal óptico é transformado em elétrico por um equipamento HUB e a partir segue eplo cabo coaxial troncal que tem diâmetro emtorno de 3/4 “ e com impedância de 75 ohms. No cabo acoaxial os sinais de download e upload são diferenciados por suas frequências, ou seja, de 5 MHz a 42 MHz são as frequências refervadas para o canal de retorno, enquanto de 45 MHz a 870Mhz formam a faixa de download que levam os canais analógicos, digitais e os dados que permitem o fornecimento de serviços de Internet e telefonia utilizando a técnica de Voz sobre IP. Ao passar por uma região de atendimento o cabo coaxial troncal é dividido através de um acoplador direcional em um cabo sub trocal que vai alimentar os TAPs de distribuição da determinada rua. Os cabos troncais e sub trocais devem possuir amplificadores bidirecionais (que amplificam os sinais de download e upload) localizados em pontos onde o nível do sinal trona-se baixo e assim com a amplificação pode-se estender a distância alcançada por eles. Para que os amplificadores funcionem os mesmos devem ser alimentados e a rede possui um pontos estratégicos fontes de alimentação dos amplificadores dos cabos troncais e sub troncais. Os cabos sub troncais alimentam os TAPs que ficam próximos aos postes das ruas atendidas e estes TAPs possuem saídas individuais que podem ser utilizadas para atender a um usuário em casa ou a um prédio que possui vários usuários. Por trafegarem dentro de um cabo blindado os sinais de TV a cabo são protegidos contra interferências externas, os sinais podem ocupar um espectro bastante amplo de radiofreqüências. As redes de cabo podem ter largura de banda de 450 MHz até 870 MHz, dependendo do cabo utilizado. Se um canal de TV analógico utiliza 6 MHz de largura de banda podemos imaginar que um sistema de TV a Cabo pode carregar centenas de canais. Quando se digitaliza o sinal, pode-se trafegar um número muito maior de canais na mesma faixa, dependendo da qualidade da rede e da técnica de compressão utilizada, que permite multiplicar por até 10 sua capacidade. Para receber os sinais em casa, o assinante precisa ter um
  69. 69. televisor pronto para receber sinais do cabo (cable-ready) ou utilizar um conversor (converter), que recebe os sinais e os converte para uma freqüência compatível com o aparelho de televisão. Se os canais forem codificados, será necessário usar um decodificador (decoder), em vez do conversor. As redes de cabo mais modernas são também bidirecionais. Ou seja, podem transportar informações da casa do assinante ao headend. Isso permite seu uso para sistemas interativos, como acesso à Internet e TV interativa, entre outros. Abaixo segue um resumo da função dos principais elementos da rede de TV a Cabo. a) Cabo Óptico–transporta os sinais desde o Headend até os pontos de distribuição localizados em alguns bairros da cidade; b) HUB – elemento que transforma o sinal óptico vindo do Headend em sinal elétrico para envio via cabo coaxial até os usuários e vice-versa; c) Cabo coaxial troncal – transposta o sinal que sai do HUB (elemento que realiza a interface óptico-elétrica) e alimenta os diversos acopladores direcionais que derivam os cabos sub troncais; d) Acoplador direcional – divide o sinal do cabo troncal para alimentar os diversos cabos sub troncais; e) Cabo coaxial sub troncal–transporta os sinais desde o acoplador direcional até os TAPs; f) TAP–terminal de pronto acesso, recebe o sinal do cabo sub troncal e realiza a dispersão da rede, ou seja, possui saídas individuais para a ligação aos assinantes; g) Cabo coaxial drop–interliga o TAP da rua a tomada principal da casa do assinante ou ao amplificador da central de distribuição de um prédio; h) Amplidficador troncal–amplificao sinal na linha do cabo troncal; i) Amplificador extensor de linha–amplifica o sinal na linha dos cabos sub troncais; j) Fonte de alimentação–alimenta com energia elétrica os amplificadores do cabo troncal e sub troncal. A Figura 2 mostra os elementos de uma rede HFC reunidos. Figura2Elementos da rede HFC de TV a cabo Fonte: Therealcableguy.com
  70. 70. 1.2 Instalação da TV a Cabo no Usuário Para que o cabo que sai do TAP de rua chegue até o televisor do assinante, utiliza-se normalmente a tubulação telefônica existente na casa ou no prédio do usuário. Assim, sem maiores transtornos o cabo chega até o local onde estam instaladas as TVs. No final do cabo drop é instalado um divisor que vai permitir a alimentação do decodificador e do cable modem na casa do assinante. Se a instalação é para um prédio o cabo drop é instalado em um amplificador igual aos utilizados em centrais de antena coletiva que vai alimentar as prumadas de distribuição dos sinais para os apartamentos. No prédio a empresa de TV a Cabo é obrigada a instalar um pequena central de distribuição independente da central de antena coletiva. O cabemento que ssai desta central vai ser levada até os apartamentso dos usuário via a tubulação telefônica existente no prédio, por isso é necessário realizer a ligação da central de CATV com o distribuidos geral D.G do sistema telefônico. A partir da central de CATV é necessário a existência de uma rede de distribuição que deve ser projetada e montada pela empresa de TV a Cabo. Essa rede é igual a rede da antenna coletiva do prédio, mas independents desta, assim o usuário que tem TV a Cabo possu no apartamento pontos da antena coletiva e os pontos da TV a Cabo, mas nos apartaentos que naão possuem TV a Cabo só existem os paontos de antena coletiva. Atenção:Os cabos utilizados no ambiente do usuário são confeccionados pelo técnico com a colocação dos conectores F nas pontas do cabo coaxial. A Figura 3 mostra a instalação do cabo drop a partir do TAP de rua para o ambiente do usuário. Figura3Instalação de cabo drop de TV a cabo Fonte:adrenaline
  71. 71. A Figura 4 mostra um esquema de instalação de TV a Cabo em uma residencia. Figura4Instalação de TV a cabo em casa Fonte:vpi Na Figura 5 mostramos a conexão do sistema de TV a Cabo em um prédio, a central de CATV e a passage dos cabos pelas caixa do sistema de telefônia.
  72. 72. Figura5Instalação de TV a cabo em prédio via tubulação telefônica Fonte: wislander Você sabia: O técnico precisa passar os cabos coaxiais pelas tubulações existentes e para isso utiliza um fio de pesca. Podemos utilizar também o fio já existente na tubulação como pesca para instalação dos novos cabos. 1.3 Ferramentas para Trabalhar com TV por Assinatura Um técnico de TV por assinatura deve escolher bem seu material de trabalho, pois desses equipamentos vai depender a qualidade de suas instalações. Podemos dizer que a escolha adequada das ferramentas, cabos e conectores é um ponto fundamental no trabalho do instalador. Um bom kit de ferramemntas deve conter:  Jogo de chaves Phillips, Jogo de chave de fenda, Jogo de chave de relojoeiro, Jogo de chave de boca (6 a 26 mm), Chave inglesa media, Alicate universal, Alicate de bico, Alicate de corte, Bússula, Estilite, Furadeira de impacto, Kit de brocas videa e chapa (6,8,10 e 12 mm), Multimetro, Fita isolante, Fita de auto fusão, Conectores, Decapador, Crimpador, Cabo coaxial. Como pode ser vista na estatística abaixo 80% dos chamados de assiatência ténica em instalações de TV a Cabo são causadas por defeito nas conexões. Assim, a utilização de componentes (cabos, conectores, fitas, etc) de qualidade inferior poderão causar um mau funcionamento de todo o sistema, portanto o uso de material de boa qualidade é fundamental para a qualidade do seu serviço. Estatísticas de defeitos em sistemas de TV segundo a Abinee (Associação Brasileira da Industria Elétrica e Eletrônica).
  73. 73. 80% - Defeitos nas conexões 12% - Defeitos nos equipamentos 06% - Operações inadequadas 02% - Outros Conclusão Nestetópico vimos que a TV a cabo utiliza uma rede HFC para levar os sinais do Headend até a casa dos assinantes. A instalação de sistema de TV a Cabo é bem simples. Desde que o técnico tenha as ferramentas e componentes necessários a conexão do sistema desde o TAP até o aparelho de TV do usuário é muito fácil. Podem existir dificuldades na passagem dos cabos pelas tubulações telefônicas, mas com uma boa experiência o técnico pode também resolver plenamente estes problemas. Aprendemos que no ambiente do cliente (casa ou apartamento) as conexões são as mesmas, pois o sistema deve alimentar os decodificadores e cable modems. Vimos que estas conexões são executadas com a instalação de cabos coaxiais com conectores F nas pontas. No próximo tópico vamos conhecer os outros elementos que compõem um sistema de TV via MMDS. Vamos descobrir que o sistema MMDS é muito parecido com a TV a Cabo. Saiba mais: Nos sites abaixo você pode aumentar o conhecimento sobre TV a Cabo. http://pt.wikipedia.org/wiki/Televis%C3%A3o_a_cabo http://www.evirt.com.br/multimidia2/cap19.htm Avaliação Com base no que você aprendeu, responda: a) O que é o canal de retorno da TV a Cabo? b) O que é o Headend?
  74. 74. c) O que é o TAP? d) Diferencie cabo trocal e sub troncal? e) Qual a função do cable modem? TÓPICO 2–Instalação de TV via MMDS Objetivos do tópico: • • Conhecer os sistemas de TV via MMDS Comprerender o processo de instalação de um sistema de TV via MMDS O sistema MMDS, ou Serviço de Distribuição Multiponto Multicanal (Multichannel Multipoint Distribution Service), é um serviço de conexão banda larga, sem fio, que fornece programação televisiva, acesso à internet, serviços de transferências de dados, e outros serviços interativos utilizando frequências deUHF(microondas). O MMDS também pode ser chamado de "Wireless Cable", ou "Cabo sem fio". MMDS é usada para distribuir canais de TV por assinatura, normalmente em áreas rurais ou urbanas esparsamente povoadas, onde a infraestrutura de TV a cabo não é economicamente viável. Uma das grtande vantagens em realção ao cabo é que, colocado no ar o sistema MMDS pode cobrir uma área de até 50 Km de raio, o que permite que qualquer pessoa dentro desta área de cobertura possa ter TV por Assinatura. Com o custo inicial mais baixo o MMDS tem vantagem competitiva para as operadoras de cabo no mercado de TV por assinatura. No entanto, tal vantagem não se aplica em áreas de maior densidade demográfica, pois o MMDS geralmente requer uma linha de visão desimpedida para transmitir seus sinais em microondas, que acabam por não passar através de obstruções. O MMDS ainda tem a desvantagem de ter uma capacidade limitada para inclusão de canais, além da qualidade e confiabilidade do seu sinal. As primeiras empresas aqui no Brasil a fazer uso desta técnica foram o Canal + de São Paulo e a TV SHOW de Fortaleza. A utilização deste sistema é de origem americana e para sua implantação foi escolhido um espaço de frequência antes utilizado pelo MDS e ITFS para canais educativos. Hoje o MMDS para a distribuição dos sinais de TV dentro de uma região de atendimento a assinantes utiliza a faixa de 2500 MHz a 2686 MHz o que permite a transmissão de 31 canais analógicos de 6 MHz. . 2.1 Componentes da TV via MMDS

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