Trajetória AnalíticaNEPP - NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM PSICANÁLISEe-mail: nepp@nepp.com.br:Site www.nepp.com.br
FRÁGUA – FREUDIANAPeriódico de Psicanálise“Foi preciso aparecer um homem chamado SigmundFreud, para trazer luz ao mundo qu...
FRÁGUA – FREUDIANA21 - APRESENTAÇÃO1.1 Editorial.............................................................................
FRÁGUA – FREUDIANAO NEPP3Número 1Belo Horizonte/MG-2013Prof. Sergio Costahttps://www.facebook.com/cafecompsicanalistahttp:...
FRÁGUA – FREUDIANAEDITORIAL4EDITORIALProf. Sérgio CostaQuando criei o NEPP o fiz com o propósito de fazer dele umlugar onde...
FRÁGUA – FREUDIANAEDITORIAL5O NEPP foi também homenageado pela UNESCO com apublicação de um artigo sobre o trabalho realiz...
FRÁGUA – FREUDIANAO NEPP6FORMAÇÃO EM PSICANÁLISEPúblico alvo: profissionais de diversas áreas,interessados nos estudos da P...
FRÁGUA – FREUDIANAO NEPP7O NEPPO NEPP – Núcleo de Estudos e Pesquisas em Psicanálise - é umaassociação, fundada em 02 de s...
FRÁGUA – FREUDIANAO NEPP8CRITÉRIOS DE SELEÇÃOQualquer pessoa interessada pode fazer sua formação depsicanalista ?“Durante ...
FRÁGUA – FREUDIANAO NEPP9análise, pois assim entendemos que, o direito ao saber e aoautoconhecimento não pode ser negado a...
FRÁGUA – FREUDIANAO NEPP10FRÁGUA-FREUDIANAREVISTA DE PSICANÁLISENúmero 1Belo Horizonte/MG-2013
FRÁGUA – FREUDIANAATIVIDADESABERTAS AOPÚBLICO11Se você é interessado nos estudos e temasda Psicanálise, venha participar!“...
FRÁGUA – FREUDIANAATIVIDADESABERTAS AOPÚBLICO12Estudo de temas relacionados à Filosofia ePsicanálise.Data Tema Horário Coor...
FRÁGUA – FREUDIANAATIVIDADESABERTAS AOPÚBLICO13Estudo de casos clínicos.Data Horário Tema Apresentador19:40hs PsicoseProf....
FRÁGUA – FREUDIANAATIVIDADESABERTAS AOPÚBLICO14“VÁ AO CINEMA COM O PSICANALISTA”Filme Tema Data Horário Estudo do Filme“QU...
FRÁGUA – FREUDIANATRANSFERÊNCIA15VOCÊ SABE O QUE É TRANSFERÊNCIA?FRÁGUA-FREUDIANAREVISTA DE PSICANÁLISENúmero 1Belo Horizo...
FRÁGUA – FREUDIANATRANSFERÊNCIA16A TRANSFERÊNCIA É UMA FERRAMENTAPODEROSA (...)FRÁGUA-FREUDIANAREVISTA DE PSICANÁLISENúmer...
FRÁGUA – FREUDIANATRANSFERÊNCIA17ESTA FERRAMENTA, SE BEM UTILIZADA, TRAZSUCESSO EM QUALQUER RAMO DE ATUAÇÃO.FRÁGUA-FREUDIA...
FRÁGUA – FREUDIANATRANSFERÊNCIA18DEFINIÇÃO:A imaginação constitui o grande poder emancipador de todos osconhecimentos que ...
FRÁGUA – FREUDIANATRANSFERÊNCIA19Gostaria de levar você a uma instigante interpretação destemito: o imenso esforço despend...
FRÁGUA – FREUDIANATRANSFERÊNCIA20(como eu “transparente”) ou passar para outro nível (como emtrânsito), enquanto “feros” q...
FRÁGUA – FREUDIANADEPRESSÃO21O que olhar (...)?!Afogado na vergonhaMeus olhos estão embaçadosPela lama que não me deixa ol...
FRÁGUA– FREUDIANA22NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS EMPSICANÁLISEConstrução das Escolas Psicanalíticas- A Escola Freudiana -P...
FRÁGUA– FREUDIANAESCOLAFREUDIANA-23Se a loucura foi fabricada, a psicanálise tornou seu objetivo,descobrir dentro do louco...
FRÁGUA– FREUDIANAESCOLAFREUDIANA24qualquer entusiasmo pela terapia, foi sua meta terapêutica que levoua descoberta da psic...
FRÁGUA – FREUDIANAESCOLAFREUDIANA-25desde então, o método de associação livre dera um grande passo emdireção ao progresso....
FRÁGUA– FREUDIANAESCOLAFREUDIANA26a recordação, com ênfase na ab-reação.Freud se conscientiza cada vez mais da existência ...
FRÁGUA – FREUDIANAESCOLAFREUDIANA27tratamento.Em seu trabalho “The Dynamism of Transference” (1912a) eledescreveu a relaçã...
FRÁGUA – FREUDIANAESCOLAFREUDIANA28últimos anos tenha havido uma tendência para ampliar o alcance dainvestigação psicanalí...
FRÁGUA– FREUDIANAESCOLAFREUDIANA29válida. O mundo externo também desempenha um papel importantena formação das neuroses, m...
FRÁGUA – FREUDIANAESCOLAFREUDIANA30Estes derivativos surgem nas associações livres do paciente, nossonhos, sintomas, lapso...
FRÁGUA – FREUDIANAESCOLAFREUDIANA31inevitável que o paciente sinta algum tipo de rejeição porque todos osnossos pacientes ...
FRÁGUA – FREUDIANAESCOLAFREUDIANA32comunicação, a associação livre.Geralmente o paciente associa livremente durante quase ...
FRÁGUA – FREUDIANAESCOLAFREUDIANA33É importante salientar o fato de que o paciente tem a tendênciade repetir em vez de rel...
FRÁGUA– FREUDIANACRIANÇAS MAIS QUE“CUSTOSAS”34ARTIGOSFRÁGUA-FREUDIANAREVISTA DE PSICANÁLISENúmero 1Belo Horizonte/MG-2013
FRÁGUA – FREUDIANACRIANÇAS MAIS QUE“CUSTOSAS”35CRIANÇAS MAIS QUE “CUSTOS’’POR PROFº SÉRGIO COSTA.No centro-oeste mineiro u...
FRÁGUA– FREUDIANACRIANÇAS MAIS QUE“CUSTOSAS”36HIPERATIVIDADE: a criança é "elétrica"; não pára facilmente;mexe em tudo e c...
FRÁGUA – FREUDIANACRIANÇAS MAIS QUE“CUSTOSAS”37São de extrema importância também um acompanhamentopsicopedagógico com profi...
FRÁGUA– FREUDIANAPÂNICO , DIAGNÓSTICO DA MODA38PÂNICO, DIAGNÓSTICO DA MODADr. Sérgio Costa.É de admirar como se tem falado...
FRÁGUA – FREUDIANAPÂNICO , DIAGNÓSTICO DA MODA39têm expectativas altas; pensamento rígido; são competentes econfiáveis. Fre...
FRÁGUA – FREUDIANAPÂNICO , DIAGNÓSTICO DA MODA401 - palpitações;2 - sudorese;3 - tremores ou abalos;4 - sensações de falta...
FRÁGUA – FREUDIANASENSAÇÃO41SENSAÇÃOSérgio CostaPor volta do ano de 1.750, um filósofo chamado Condillacimaginou uma estátu...
FRÁGUA – FREUDIANASENSAÇÃO42desejo. Nós temos que começar desde cedo, e estamos preparadospara isso no momento de nossa co...
FRÁGUA – FREUDIANASENSAÇÃO43afetos confundem o percebido e o desejado, corpo erógeno. E éatravés destes canais que o ser h...
FRÁGUA – FREUDIANASENSAÇÃO44tenta defender a figura da mãe. Hoje, com a nova postura da mulher,aumentou-se, em grau extremo...
FRÁGUA – FREUDIANA45BIBLIOGRAFIAFADMAN, JAMES – Teorias da personalidade – Harbra, SP. 1998NUTTIN, J. Psicanálise e person...
FRÁGUA – FREUDIANA46O NEPP:Instituição de pesquisas, estudos e formação de profissionais naárea da Psicanálise.Simpósios, C...
FRÁGUA – FREUDIANA47Publicações: Jornal do Brasil – Coluna semanal “No Divã do Psicanalista” –Prof. Sérgio Costa – de 199...
FRÁGUA – FREUDIANA48NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM PSICANÁLISEDIRETORIAPresidente: Prof. Dr. Sérgio Costa1ª Secretária: ...
FRÁGUA – FREUDIANA49Apoio:Número 1Belo Horizonte/MG-2013
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Trajetoria analitica revisada

479 visualizações

Publicada em

Publicada em: Saúde e medicina
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
479
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Trajetoria analitica revisada

  1. 1. Trajetória AnalíticaNEPP - NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM PSICANÁLISEe-mail: nepp@nepp.com.br:Site www.nepp.com.br
  2. 2. FRÁGUA – FREUDIANAPeriódico de Psicanálise“Foi preciso aparecer um homem chamado SigmundFreud, para trazer luz ao mundo quanto às questões doinconsciente.”Prof. Sérgio Costa“O inconsciente havia muito tempo, batia nos portões dapsicologia. A filosofia e a literatura brincavam com ele,mas a ciência não lhe atribuía nenhum uso”.Freud(Obras completas, vol.XXI- pág.181)Número 1Belo Horizonte/MG-2013 1
  3. 3. FRÁGUA – FREUDIANA21 - APRESENTAÇÃO1.1 Editorial.................................................................................. 031.2 Agenda Semestral – Datas para início de novos grupos....... 051.3 O NEPP................................................................................... 061.4 Atividades: Vá ao Cinema com o Psicanalista................................... 10 QuintaFilosófica................................................................11 Quinta-FeiraCientífica......................................................12 Acompanhe os Próximos Eventos 132 – ARTIGOS2.1Transferência – Prof. SérgioCosta..........................................142.2 Depressão – Prof. Sérgio Costa............................................. 203 – COLETÂNEA3.1Construção das Escolas Psicanalíticas – EscolaFreudiana.214 - ARTIGOS4.1 Crianças mais que “Custosas” – 344.2 Pânico, Diagnóstico da Moda – .. 374.3 Sensação – Prof. Sérgio Costa............................................... 405 - PROJETOS E PUBLICAÇÕES DO NEPP5.1Número 1Belo Horizonte/MG-2013
  4. 4. FRÁGUA – FREUDIANAO NEPP3Número 1Belo Horizonte/MG-2013Prof. Sergio Costahttps://www.facebook.com/cafecompsicanalistahttp://revistanepp.blogspot.com.br/nepp@nepp.com.brwww.nepp.com.br
  5. 5. FRÁGUA – FREUDIANAEDITORIAL4EDITORIALProf. Sérgio CostaQuando criei o NEPP o fiz com o propósito de fazer dele umlugar onde se estuda psicanálise ortodoxa freudiana, isto é, onde seconhece grandes pensadores, mas se estuda Freud.Sempre me incomodou o fato de que a grande maioria dos quefalam de Freud não o conhecem e nem o lêem. Além disso, foi umamaneira que encontrei para prestar uma homenagem ao mestre peloenorme bem que seus ensinamentos têm-me feito ser testemunha aolongo de minha clínica psicanalítica freudiana ortodoxa.Nunca me arrependi desta decisão e cada vez mais tenho acerteza de haver acertado: o NEPP superou todas as expectativas,mesmo as mais otimistas. Sem medo de incorrer em erro possoafirmar com convicção que o NEPP não teve o triste destino de tantasoutras escolas psicanalíticas, praticamente sem alunos nos seusquadros, principalmente por que o NEPP sempre continuará fazendocomo o próprio Freud fez: manter as suas portas abertas a todosaqueles que têm o interesse de estudar psicanálise ortodoxafreudiana, sem distinção ou discriminação de qualquer tipo. Nãopodemos nos esquecer que Otto Rank era um mecânico quandocomeçou a freqüentar as quartas-feiras em casa de Sigmund Freud(vol.XIV, Obras Completas de Freud).Nos seus pouquíssimos 4 anos de existência, o NEPP conquistougrandes vitórias. Já passaram por aqui muitos associados. Destes,alguns solicitaram e obtiveram o passe e são hoje psicanalistasatuantes. Outros tantos solicitaram e obtiveram certificados emMetapsicologia Freudiana (teoria psicanalítica), em PsicopatologiaAnalítica, em Transferência. Foi publicado, no ano de 2004, o primeironúmero da Revista de Psicanálise, apresentando vários artigos dosnossos profissionais e em 2005 o segundo número, que trouxe osresultado estatísticos de uma pesquisa realizada por psicanalistasformados por nós, sobre o perfil atual da família mineira.Número 1Belo Horizonte/MG-2013
  6. 6. FRÁGUA – FREUDIANAEDITORIAL5O NEPP foi também homenageado pela UNESCO com apublicação de um artigo sobre o trabalho realizado em parceria com aUFMG no Projeto Caparaó – Uma Comunidade de Aprendizagem, novolume 3 da Coleção Evaluacion De Proyectos De Desarrollo EducativoLocal – IIPE – UNESCO, também no ano de 2004.Realizou o 1º Congresso de Direito e Psicanálise, na cidade deConselheiro Lafaiete/MG em parceria com a OAB, bem como 2simpósios em BH. Participou do 2º Congresso de Psicanálise da Bahiae do 1º Congresso de Resgate à Memória Freudiana no Rio de Janeiro,além de vários artigos publicados no Jornal do Brasil e na RevistaPsicologia Brasil.O NEPP / Divinópolis é uma realidade: contamos com 12membros associados atualmente.E hoje, com grande emoção, lhes apresento o nosso periódico aFrágua–Freudiana, que surge da imperiosa necessidade de um lugaronde (desaguar) encontrar a produção do associado do NEPP. É maisuma conquista e mais uma grande vitória de todos os que fazem doNEPP o que ele é. E estejam certos: foi a excelência da produção decada associado que fez surgir este periódico, que servirá comoinstrumento de estreitamento dos vínculos não apenas daqueles queatualmente estudam e trabalham no NEPP, mas também de todos osque se encontram fisicamente distantes pelas circunstâncias da vida.Sinto-me bem por ter criado o NEPP e sinto-me especialmentebem de poder inaugurar a Frágua–Freudiana que se destina ser maisum lugar aberto a todos os que se propõem a navegar nos oceanosdo saber freudiano guiados pelo próprio Sigmund Freud.A Frágua–Freudiana é agora uma realidade em nossas mãos:um analécto de psicanálise freudiana ortodoxa do associado doNEPP.Parabéns a todos nós, sem esquecer que“só se é original quando se é tal e qual o mestre”Número 1Belo Horizonte/MG-2013
  7. 7. FRÁGUA – FREUDIANAO NEPP6FORMAÇÃO EM PSICANÁLISEPúblico alvo: profissionais de diversas áreas,interessados nos estudos da PsicanáliseFreudiana.Início: 06 de JULHO de 2013.TRANSFERÊNCIAPúblico alvo: profissionais de diversas áreas,interessados no conhecimento do manejo daTransferência para aplicação profissional.Início:FAÇA A SUA INSCRIÇÃOInformações pelo telefone: (31) 3241-2042Ou pelo e-mail: neppbh@yahoo.com.brNOVOS GRUPOSNúmero 1Belo Horizonte/MG-2013
  8. 8. FRÁGUA – FREUDIANAO NEPP7O NEPPO NEPP – Núcleo de Estudos e Pesquisas em Psicanálise - é umaassociação, fundada em 02 de setembro do ano de 1999, semvinculação político-partidária ou religiosa, sem distinção de raça, cor,sexo ou nacionalidade.Sua sede administrativa é em Belo Horizonte/MG, tendo umnúcleo de estudos em Divinópolis/MG, atuando sem limites ourestrições, tanto geográficas como políticas.Constituído por psicanalistas clínicos, voltados para o estudocontínuo da Psicanálise, tem a missão de contribuir e estimular o seudesenvolvimento, de acordo com as normas e finalidades legais,dentro de uma didática interdisciplinar e multidisciplinar, por acreditarna conexão da Psicanálise com as demais áreas do saber,contribuindo com o exercício das demais profissões.Procura formar psicanalistas e estudiosos, desenvolvendo aescuta psicanalítica apoiada na transferência, e o conhecimento dosujeito e suas organizações patológicas, associadas às demandas domundo contemporâneo.Além da transmissão da Psicanálise baseada nas obrasfreudianas, estudam-se outros autores.Para tanto, oferece cursos, seminários, encontros científicos,estudos de casos clínicos, análises de filmes, projetos e pesquisasvoltadas para a área da educação, análise de causas e efeitos daviolência social, familiar, etc.Tem ainda, uma biblioteca com um vasto acervo de livros efilmes para estudos e pesquisas, à disposição de seus membros e dosproponentes a psicanalistas que se encontram em formação.Número 1Belo Horizonte/MG-2013
  9. 9. FRÁGUA – FREUDIANAO NEPP8CRITÉRIOS DE SELEÇÃOQualquer pessoa interessada pode fazer sua formação depsicanalista ?“Durante muito tempo, a formação exigia a condição mínima deo candidato ser médico; no entanto, aos poucos a IPA foireconhecendo que alguns postulantes que não eram médicosdemonstravam um talento especial para o exercício da investigação eda prática analítica, de sorte que as portas foram se abrindo paraoutros profissionais, muito especialmente para psicólogos.Na atualidade, a IPA concede certa autonomia para que, emseparado, cada sociedade psicanalítica a ela filiada, com o seurespectivo instituto de ensino, use critérios próprios. Dessa forma,não são raros os psicanalistas de formação oficial que, além demédicos psiquiatras e psicólogos, sejam médicos em geral,sociólogos, assistentes sociais, matemáticos, filósofos, etc. Aexigência mais enfática é de que a seleção dos candidatos à formaçãoseja bastante rigorosa e que, uma vez admitidos, o acompanhamentoda evolução deles seja igualmente acompanhada de perto e de formapermanente”.(David E. Zimermam, Psicanálise em Perguntas e Respostas, p.81).O NEPP apresenta como requisitos essenciais à formação, asupervisão individual do trabalho clínico, análises pessoais e didáticas,participação nos grupos de estudos e a produção de materialcientífico.A Psicanálise não é um saber médico. Como critério de seleção,o proponente à psicanalista no NEPP, se submeterá a um períodoprobatório, correspondente aos primeiros 9 (nove) meses, no qualestará na condição de neófito, produzindo material científico,participando dos seminários científicos, de encontros para estudos decasos clínicos e demais eventos realizados, bem como em processo deNúmero 1Belo Horizonte/MG-2013
  10. 10. FRÁGUA – FREUDIANAO NEPP9análise, pois assim entendemos que, o direito ao saber e aoautoconhecimento não pode ser negado ao ser humano. E o NEPP,por estar de acordo com a Constituição Brasileira assim entende queos princípios básicos da cidadania partem do princípio que a melhorseleção para se tornar um profissional da Psicanálise é quando oproponente, por si só, se seleciona dentro dos padrões éticos emorais da instituição da qual faz parte.Novas TurmasFORMAÇÃO EM PSICANÁLISETRANSFERÊNCIAInscreva-se!Início:Número 1Belo Horizonte/MG-2013
  11. 11. FRÁGUA – FREUDIANAO NEPP10FRÁGUA-FREUDIANAREVISTA DE PSICANÁLISENúmero 1Belo Horizonte/MG-2013
  12. 12. FRÁGUA – FREUDIANAATIVIDADESABERTAS AOPÚBLICO11Se você é interessado nos estudos e temasda Psicanálise, venha participar!“VÁ AO CINEMA COM O PSICANALISTA”PROJETOS PARA O SEGUDO SIMESTE.Apresentação de um filme e estudo dentro davisão psicanalítica.Nó na Garganta Psicose 10hs Prof. Sérgio Costa*A letraEscarlateSociologia 10hsA Rainha Margot Histeria 10hs*uma abordagem psicanalítica com um paralelo teológico.A participação é gratuitaAs inscrições devem ser feitas antecipadamente pelo telefone(31) 3241-2042Limitado a 20 lugares.“QUINTA FILOSÓFICA”1ª Quinta-Feira de cada mês.ATIVIDADES ABERTAS AO PÚBLICONúmero 1Belo Horizonte/MG-2013
  13. 13. FRÁGUA – FREUDIANAATIVIDADESABERTAS AOPÚBLICO12Estudo de temas relacionados à Filosofia ePsicanálise.Data Tema Horário CoordenaçãoNietsche e a psicose19:30 Prof. José LuizDeromaSartre - ImplicaçõesFilosóficas noEntendimento daAngústia19:30 Prof. Sérgio CostaKiekegaard -Implicações filosóficasno entendimento daangústia19:30 Prof. Davi KinispelHeidegger -Implicações filosóficasno entendimento daangústia19:30Prof. José LuizDeromaA participação é gratuitaAs inscrições devem ser feitas antecipadamente pelo telefone(31) 3241-2042Limitado a 20 lugares.“QUINTA CIENTIFICA”Última Quinta-Feira de cada mês.Número 1Belo Horizonte/MG-2013
  14. 14. FRÁGUA – FREUDIANAATIVIDADESABERTAS AOPÚBLICO13Estudo de casos clínicos.Data Horário Tema Apresentador19:40hs PsicoseProf. Sérgio CostaProf. Sérgio Costa19:40hsInterpretaçãode sonhosProf.José Luiz Deroma eSilvaProf. Sérgio Costa19:40hs Histeria19:40hsTranstorno dePersonalidadeBorderlineProf. Sérgio Costa19:40hs *O Ciúme Prof. Sérgio Costa*uma análise do personagem Bento Santiago – protagonista do livro DomCasmurro de Machado de Assis.A participação é gratuitaAs inscrições devem ser feitas antecipadamente pelo telefone(31) 3241-2042Limitado a 20 lugares.ACOMPANHE OS PRÓXIMOS EVENTOSMantenha-se atualizado. Entre em contato com oNEPP e anote as datas dos próximos encontros:Número 1Belo Horizonte/MG-2013
  15. 15. FRÁGUA – FREUDIANAATIVIDADESABERTAS AOPÚBLICO14“VÁ AO CINEMA COM O PSICANALISTA”Filme Tema Data Horário Estudo do Filme“QUINTA FILOSÓFICA”Data Tema Horário Coordenação“QUINTA CIENTIFICA”Data Horário Tema ApresentadorNúmero 1Belo Horizonte/MG-2013
  16. 16. FRÁGUA – FREUDIANATRANSFERÊNCIA15VOCÊ SABE O QUE É TRANSFERÊNCIA?FRÁGUA-FREUDIANAREVISTA DE PSICANÁLISENúmero 1Belo Horizonte/MG-2013
  17. 17. FRÁGUA – FREUDIANATRANSFERÊNCIA16A TRANSFERÊNCIA É UMA FERRAMENTAPODEROSA (...)FRÁGUA-FREUDIANAREVISTA DE PSICANÁLISENúmero 1Belo Horizonte/MG-2013
  18. 18. FRÁGUA – FREUDIANATRANSFERÊNCIA17ESTA FERRAMENTA, SE BEM UTILIZADA, TRAZSUCESSO EM QUALQUER RAMO DE ATUAÇÃO.FRÁGUA-FREUDIANAREVISTA DE PSICANÁLISETRANSFERÊNCIANúmero 1Belo Horizonte/MG-2013
  19. 19. FRÁGUA – FREUDIANATRANSFERÊNCIA18DEFINIÇÃO:A imaginação constitui o grande poder emancipador de todos osconhecimentos que o ser humano adquiriu ao longo da sua vida (...);o poder que nos faz empreender grandes viagens, aventuras edesventuras na exigüidade da raça humana.Mas isso só se dá quando este homem se trans / fere para umobjeto (...), independente do que ele seja: empresa, parceiro,profissional liberal, professor, etc... Só aí ele vai ser focado e o objetopassa a estar dentro dele. È o que eu chamo de gostar de gostar, équando ele se torna altruísta.Prof. Sérgio Costa“...conta Homero, na Odisséia, que por ter desafiado osdeuses, Sísifo foi condenado a empurrar eternamentemontanha acima, uma rocha que - pelo seu próprio peso -rolava de volta tão logo atingisse o cume...”Número 1Belo Horizonte/MG-2013
  20. 20. FRÁGUA – FREUDIANATRANSFERÊNCIA19Gostaria de levar você a uma instigante interpretação destemito: o imenso esforço despendido por Sísifo não deixa lugar paraele pensar, pois não existiam tempo nem lugar na sua consciênciapara dar término a este trabalho escravo de si próprio (...) e o que épior: quando a rocha despenca montanha abaixo (...) neste exatomomento, a sua consciência é confrontada com seu trágico desafio.É assim que grande parte dos profissionais se sente em sua vidacorporativa, o epítome do trabalho inútil e a desesperança. Mas aívem a grande questão: o trabalho deve ser necessariamenteassociado ao sofrimento? Lembremos-nos da origem da palavratrabalho – seu significado remonta à sua origem latina: tripalium (trêspaus) - instrumento utilizado para subjugar os animais e forçar osescravos a aumentar a produção. O tripalium era, pois, uminstrumento de tortura, algo semelhante à cruz que o rebanho cristãoadotou como objeto-símbolo de um culto masoquista.Será que o normal de um trabalho é ser em vão ou mesmotorturante? Será que o adágio popular: primeiro o trabalho depois oprazer, tem uma inferência em nosso psiquismo de tal forma que aoseu final nos sentimos como um Sísifo?Qual será o real valor da comunicação, da significância e dalinguagem na relação profissional para evitar tanto desperdício detempo, energia e desencontros que a vida corporativa nos impõe?Estas são apenas algumas questões que nos levam a procurar estudare melhorar estas práticas corporativas no intuito de tornar o ambienteempresarial mais salutar, produtivo e aprazível.GLOSSÁRIOTransferência: Etimologicamente, a palavra “transferência”resulta dos étimos latinos “trans” e “feros”. O prefixo “trans” além deoutros significados possíveis, também alude a passar através deNúmero 1Belo Horizonte/MG-2013
  21. 21. FRÁGUA – FREUDIANATRANSFERÊNCIA20(como eu “transparente”) ou passar para outro nível (como emtrânsito), enquanto “feros” quer dizer: conduzir.A transferência é um processo psicanalítico no qual, oanalisando reproduz certas experiências vividas no passado,colocando o analista na posição do “outro” revelando assim, osdesejos inconscientes do analisando.Segundo as observações de Sandor Ferenczi, a transferênciaexiste em todas as relações humanas: professor e aluno, médico epaciente, entre outros. Na análise, observou que o paciente coloca oanalista numa posição parental.Odisséia: A Odisséia pertence ao gênero literário “Épico”. Sãocontos de feitos heróicos, legendários ou históricos, que narramaventuras de guerreiros ou heróis populares. O personagem daOdisséia apresenta características que se identificam mais com oobjetivo do que com o subjetivo, isto é, se identifica mais com anação em geral elevando o orgulho nacional, do que de um únicocidadão.Nos épicos, há descrições majestosas de batalhas e forçassobrenaturais e à vezes, se descreve a vida cotidiana no mesmo tome estilo do resto do poema, porém, de forma menos intensa. De modogeral, nos épicos há abundante uso de linguagem elevada,participação de grande número de personagens, e invocação aosdeuses.DEPRESSÃOProf. Sérgio CostaOlhar sem olhar (...)Devastado e exauridoFico sem força no olhar.Número 1Belo Horizonte/MG-2013
  22. 22. FRÁGUA – FREUDIANADEPRESSÃO21O que olhar (...)?!Afogado na vergonhaMeus olhos estão embaçadosPela lama que não me deixa olhar.O que é o olhar?Eu procuro por vocêMas não consigo te olhar.Pra que eu quero olharSe não tem mais nada a enxergar?Você me vêMas não pode me enxergarQue maneira estranha que você tem de olhar!Como posso sair de uma prisãoQue eu não consigo enxergar?Você me mostra como sair,Mas com o seu olhar.Gostaria de com vocêMeus olhos trocar,E obter um novo olhar.Olhar o mundo sozinhoÉ a mesma coisa que na vida não estar.Como é importante o olhar da mãePra eu sentirComo o mundo é belo de se olhar.Número 1Belo Horizonte/MG-2013
  23. 23. FRÁGUA– FREUDIANA22NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS EMPSICANÁLISEConstrução das Escolas Psicanalíticas- A Escola Freudiana -Prof. Sérgio CostaESCOLA FREUDIANAA psicanálise veio trazer “luz” à loucura.Número 1Belo Horizonte/MG-2013
  24. 24. FRÁGUA– FREUDIANAESCOLAFREUDIANA-23Se a loucura foi fabricada, a psicanálise tornou seu objetivo,descobrir dentro do louco a matéria prima dessa produção em massa.Seja Freud, Melanie Klein, Lacan ou qualquer outro desbravadordeste sertão árido, há que se ressaltar neles o desejo de acerto frenteà cura, ou simplesmente o controle dos distúrbios mentais.O homem é ainda capaz de entender que somente pode existirum “eu” na presença do “nós”, e se desdobrar incansavelmente nabusca do outro.Se em meio à sanidade louca do séc. XVIII existiram homenscomo Pinel e Esquiros, capazes de mudar um contexto pelo gozo deestarem em conformidade com suas idéias e ideais, abrindo assim,caminho para a compreensão da natureza humana, a psicanálise sópoderia surgir dentro desse contexto como o caminho verdadeiro parao entendimento humano.A psicanálise é realmente, e em essência, como afirmou Freud,a cura pelo amor. I ndependentemente a qual escola pertença, opsicanalista deve portar-se como “O MÉDICO DAS ALMAS”, vistoque, toda e qualquer patologia instala-se no homem quando esseexperimenta, em qualquer fase de seu desenvolvimento psíquico, afalta dessa energia supridora da vida: “O AMOR”.O entendimento dos escritos de Freud é facilitado peloacompanhamento das suas idéias, à medida que ele completava oedifício da psicanálise. Sua árdua luta para obter uma autoconsciênciacada vez maior fez-se necessária para conhecer as mais profundasregiões da alma.A técnica psicanalítica não foi descoberta ou inventadarepentinamente, foi evoluindo gradualmente enquanto Freud lutavapara encontrar uma maneira de tratar eficazmente de seus pacientesneuróticos, assim ajudando-os. Embora, mais tarde, ele negasseNúmero 1Belo Horizonte/MG-2013
  25. 25. FRÁGUA– FREUDIANAESCOLAFREUDIANA24qualquer entusiasmo pela terapia, foi sua meta terapêutica que levoua descoberta da psicanálise. Freud era clínico astuto e podia discerniro que era importante na série complexa dos fatos clínicos que vinhamapós os vários procedimentos técnicos por ele utilizados. Freud teve aaudácia para explorar regiões novas da mente.Mudanças nos Procedimentos TécnicosEmbora Freud, em 1882, tivesse ouvido Breuer falar do caso deAnna O., e tivesse estudado hipnose com Charcot de outubro de 1885a fevereiro de 1886, ele se limitou a utilizar os métodos convencionaisterapêuticos da época em que começara a exercer sua profissão.Durante uns vinte meses, ele empregou o estímulo elétrico, ahidroterapia, massagens etc. (Jones 1953, cap.12).A hipnose: descontente com os resultados, ele começou a usara hipnose em dezembro de 1887, aparentemente tentando acabarcom os sintomas do paciente. O caso de Emmy Von N, tratada em1889 é significativo porque aqui, pela primeira vez Freud empregou ahipnose visando à catarse. Sua abordagem terapêutica consistia emhipnotizar a paciente e ordenar-lhe que falasse sobre a origem decada um de seus sintomas. Em 1892, Freud compreendeu que suacapacidade para hipnotizar pacientes era tremendamente limitada eteve que fazer uma opção: ou abandonar o tratamento catártico outentá-lo sem atingir o estado sonambulístico (Breuer e Freud, 1893-95, p.108).A sugestão: ordenava a seus pacientes que se deitassem,fechassem os olhos e se concentrassem. Em determinados momentospressionava a testa dos pacientes com a mão e insistia que aslembranças iriam vir à tona. Elizabeth Von R. (1892) foi a primeirapaciente tratada por Freud, inteiramente através da sugestão, com apaciente acordada. Já em 1896, ele também havia abandonado ahipnose.A associação livre: no caso de Emmy Von N. (Breuer e Freud,1893-95, p.56) Freud estava pressionando e questionando ElisabethVon R. e ela o censurou por estar interrompendo o fluxo de seuspensamentos. Freud teve a humildade de aceitar essa sugestão eNúmero 1Belo Horizonte/MG-2013
  26. 26. FRÁGUA – FREUDIANAESCOLAFREUDIANA-25desde então, o método de associação livre dera um grande passo emdireção ao progresso.A associação livre continuou sendo o método de comunicaçãodos pacientes - método básico e ímpar - em tratamento psicanalítico.A interpretação ainda é o instrumento decisivo e fundamental dopsicanalista. Estes dois procedimentos técnicos conferem à terapiapsicanalítica a sua marca característica.Mudanças na Teoria do Processo TerapêuticoOs Studies on Hysteria (1893-95) podem ser considerados comoo início da psicanálise. Nesse trabalho pode perceber-se como Freudlutou para descobrir o que é essencial no processo terapêutico dotratamento dos histéricos. Impressiona observar que alguns dosfenômenos descritos por Freud naquele tempo, tornaram-se osalicerces da teoria da terapia psicanalítica.Na Preliminary Communication (Breuer e Freud, 1893-95)afirmavam que o sintoma histérico de cada indivíduo desapareciaimediata, e permanentemente, quando havíamos conseguido trazerrealmente à tona a lembrança do fato que provocara tal sintoma econseguido fazer surgir o afeto correspondente, quando o pacientehavia descrito o fato, mais detalhadamente possível, e conseguiraverbalizar o afeto. Eles achavam que só pela ab-reação o pacientepodia atingir um efeito totalmente “catártico” e assim se livrar dosintoma histérico. Tais experiências, afirmavam eles, em condiçõesnormais, estavam ausentes da memória do paciente e só podiam seratingidas pela hipnose.As idéias patogênicas haviam persistido com tanto vigor e forçaafetiva porque lhes fora negado o processo normal de esvaziamento.Assim, eles estavam lidando com afetos “estrangulados” (p. 17). Adescarga dos afetos estrangulados iria tirar a força da lembrançapatogênica e os sintomas desapareceriam. Nessas alturas, na históriada psicanálise consideravam-se processos terapêuticos a ab-reação eNúmero 1Belo Horizonte/MG-2013
  27. 27. FRÁGUA– FREUDIANAESCOLAFREUDIANA26a recordação, com ênfase na ab-reação.Freud se conscientiza cada vez mais da existência de uma forçadentro do paciente que se opunha ao tratamento. Tal força secristalizou no caso de Elizabeth Von R., a quem não conseguiahipnotizar e que se recusava a comunicar determinados pensamentosseus, apesar das pressões de Freud (p.154). Ele chegou à conclusãoque esta força, que uma resistência ao tratamento, era a mesmaforça que impedia as idéias patogênicas de se tornarem conscientes(p.268), e o motivo disto era a defesa.Freud achava que o trabalho do terapeuta consistia em venceressa resistência e ele o fazia “insistindo”, instigando, fazendo pressãona testa, questionando etc.Nos Estudos Sobre a Histeria, Freud tentou enfocar seusesforços terapêuticos nos sintomas individuais do paciente. Elepercebeu que esta forma de terapia era sintomática e não causal. Nocaso Dora, publicado em 1905, mas escrito em 1901, Freud declarouque a técnica psicanalítica fora totalmente revolucionada (1905).Considerou tal método inteiramente inadequado para tratar daestrutura complexa de uma neurose. Ele agora permitia que opaciente escolhesse o assunto que surgisse no momento e começavaseu trabalho, qualquer que fosse a parte do inconsciente apresentadapelo paciente, na hora da sessão.Uma nova ênfase era posta agora em fazer o inconsciente setornar consciente, na eliminação da amnésia na recuperação dasrecordações reprimidas. A resistência se tornou um ponto básico dateoria psicanalítica e estava ligada àquelas forças que haviamprovocado a repressão. O analista utilizava a arte da interpretaçãopara vencer as resistências. No caso Dora (1905a) Freud enfatizoupela primeira vez o papel fundamental da transferência. No pós-escrito ao caso Dora, Freud descreveu como a paciente interrompeu otratamento porque ele não fora capaz de analisar os elementostransferenciais múltiplos que interferiram nas condições doNúmero 1Belo Horizonte/MG-2013
  28. 28. FRÁGUA – FREUDIANAESCOLAFREUDIANA27tratamento.Em seu trabalho “The Dynamism of Transference” (1912a) eledescreveu a relação entre transferência e resistência; a transferênciapositiva e a negativa; e a ambivalência das reações transferenciaisque nos prestam um serviço incalculável de tornar imediatos emanifestos os impulsos eróticos escondidos e esquecidos do paciente.Ele afirmou que o trabalho de interpretação, que transforma oque é inconsciente no que é consciente, amplia o ego à custa doinconsciente. Em The Ego and the Id (1923b), Freud expressou talidéia com muita concisão. “A psicanálise é instrumento parapossibilitar que o ego consiga ir conquistando progressivamente o id”.Em l933, Freud escreveu que os esforços terapêuticos dapsicanálise visam a “reforçar o ego, torná-lo mais independente dosuperego, ampliar seu campo de percepção e aumentar suaorganização de modo que o ego se possa apoderar de novas porçõesdo id”.E novamente, na Analysis Terminable and Interminable (1937)Freud afirmou: “O trabalho na análise consiste em assegurar asmelhores condições psicológicas possíveis para as funções do ego;com isso, a análise cumpriu seu dever”. O analista ajuda a tentar iralém da barreira da consciência, mas ele utiliza a associação livre, aanálise de sonhos e a interpretação. O campo mais importante dotrabalho analítico é a área da transferência e a resistência. Esperamostransformar o inconsciente em consciente, recuperar recordaçõesreprimidas e superar a amnésia infantil. Mas, mesmo isso já não émais conceptualizado como um objetivo essencial. O objetivofundamental da psicanálise é aumentar a força relativa do ego emrelação ao superego, ao id e ao mundo externo.A Teoria Psicanalítica da Neurose.A teoria e a técnica da psicanálise se baseiam essencialmentenos dados clínicos extraídos do estudo das neuroses. Embora nosNúmero 1Belo Horizonte/MG-2013
  29. 29. FRÁGUA – FREUDIANAESCOLAFREUDIANA28últimos anos tenha havido uma tendência para ampliar o alcance dainvestigação psicanalítica, visando a incluir a psicologia normal, aspsicoses, os problemas históricos e sociológicos, o conhecimento quetemos destas áreas não progrediu tanto quanto o conhecimento quetemos das psiconeuroses (A. Freud, 1954a - Stone, 1954h). Asdescobertas clínicas das neuroses ainda constituem, para nós, a fontemais segura de material para formular a teoria psicanalítica. Paraabarcar a teoria da técnica psicanalítica é necessário que o leitortenha um conhecimento atuante da teoria psicanalítica da neurose. Aslntroductory Lectures de Freud (1916-17), os textos de Nunberg(1932 - 1945a) e Waelder (1960), constituem excelentes livros deconsulta.A psicanálise sustenta que as psiconeuroses se baseiam nosconflitos neuróticos. O conflito provoca uma obstrução da descargados impulsos instintuais que ocorrem num estado em que estão sendoreprimidos. O ego vai ficando cada vez menos capaz de lidar com astensões crescentes e é, finalmente, subjugado. As descargasinvoluntárias se manifestam clinicamente como sintomas dapsiconeurose. O termo conflito neurótico é empregado no singular,embora sempre haja mais de um conflito importante. O costume e aconveniência nos levam a falar do conflito no singular (Colby, 1951).Um conflito neurótico é um conflito inconsciente entre um impulso doid procurando descarga, e uma defesa do ego impedindo a descargadireta do impulso ou seu acesso à consciência.Às vezes, o material clínico pode revelar um conflito entre duasexigências instintuais, por exemplo, a atividade heterossexual podeestar sendo utilizada para reprimir desejos homossexuais. A análiseirá mostrar que, neste caso, a atividade heterossexual está sendoutilizada como defesa para evitar os sentimentos dolorosos de culpa evergonha. A heterossexualidade, neste exemplo, está cumprindo aexigência do ego e se opondo a um impulso instintual mais proibitivo,a homossexualidade. Desta maneira, a formulação de que um conflitoneurótico é um conflito entre o id e o ego ainda é uma formulaçãoNúmero 1Belo Horizonte/MG-2013
  30. 30. FRÁGUA– FREUDIANAESCOLAFREUDIANA29válida. O mundo externo também desempenha um papel importantena formação das neuroses, mas aqui também, o conflito deve servivenciado como um conflito interno entre o ego e o id para que surjaum conflito neurótico. O mundo externo pode mobilizar tentaçõesinstintuais e há situações que talvez tenham que ser evitadas porquetrazem com ela a ameaça de algum tipo de castigo.Todas as Partes do Aparelho Psíquico Participam da Formaçãode Sintoma Neurótico.O id jamais deixa de procurar uma descarga e seus impulsosvão tentar obter uma satisfação parcial utilizando-se de algunsexpedientes regressivos e derivativos. Para acalmar as exigências dosuperego, o ego tem de deformar até mesmo estes derivativosinstintuais de tal forma, que estes surjam disfarçados, dificilmentereconhecíveis como instintuais. Mesmo assim, o superego faz o egose sentir culpado e a atividade instintual disfarçada provocasofrimento de diversas maneiras. O fator-chave para compreensão doefeito patogênico do conflito neurótico está na necessidade constanteque tem o ego de gastar suas energias tentando impedir que osimpulsos perigosos tenham acesso à consciência e a motilidade. Istoleva, finalmente, a uma relativa insuficiência do ego e os derivativosdo conflito neurótico original vão subjugar o ego enfraquecido eirromper na consciência e no comportamento.A Teoria da Técnica PsicanalíticaA terapia psicanalítica é uma terapia causal: ela procuradesfazer as causas da neurose. Seu objetivo é solucionar os conflitosneuróticos do paciente, incluindo a neurose infantil que serve denúcleo à adulta. Solucionar os conflitos neuróticos significa juntar aoego consciente aquelas parcelas do id, superego e ego inconscientesque ficaram excluídas dos processos de amadurecimento da parterestante saudável da personalidade total. O psicanalista aborda oselementos inconscientes através de seus derivativos.Número 1Belo Horizonte/MG-2013
  31. 31. FRÁGUA – FREUDIANAESCOLAFREUDIANA30Estes derivativos surgem nas associações livres do paciente, nossonhos, sintomas, lapsos e na atuação (acting out). Pede-se aopaciente que, com o máximo de sua capacidade, tente deixar ascoisas aparecerem e dizê-las sem ligar para a lógica e a ordem: deverelatar coisas, mesmo que elas pareçam triviais, vergonhosas ouindelicadas etc., deixando as coisas virem à mente. Há uma regressãoa serviço do ego e os derivativos do ego inconsciente, do id e dosuperego tendem a vir à superfície.Os pacientes neuróticos são propensos a reaçõestransferenciais. A transferência é uma das fontes de material maisvaliosa para análise; uma das motivações mais importantes e;também o maior obstáculo para o sucesso. O paciente tem atendência de repetir o passado, no campo das relações humanas paraobter satisfações que não havia vivenciado ou, ainda que com atraso,para dominar alguma ansiedade ou culpa.A transferência é o reviver do passado, uma incompreensão dopresente em termos de passado. A importância fundamental dasreações transferenciais na teoria da técnica resulta do fato de que, seas reações transferenciais forem tratadas adequadamente, o pacientevai vivenciar, na situação do tratamento e em relação ao psicanalista,todas as relações humanas importantes do seu passado, que não lhesão conscientemente acessíveis (Freud, 1912a). A situaçãopsicanalítica é estruturada, de maneira a facilitar ao máximo odesenvolvimento das reações transferenciais.O comportamento do analista, criando privação para o pacientee a ajuda, relativamente anônima do analista, traz à tona todos ostipos de sentimentos e fantasias transferenciais. Todavia, é a análisecoerente da transferência, tanto dentro como fora da situaçãoanalítica, que permite ao paciente suportar as diferentes variações eintensidades da transferência.A transferência também é a fonte das maiores resistências,durante a análise. Um paciente pode trabalhar arduamente nocomeço de uma análise para ganhar as boas graças do analista. ÉNúmero 1Belo Horizonte/MG-2013
  32. 32. FRÁGUA – FREUDIANAESCOLAFREUDIANA31inevitável que o paciente sinta algum tipo de rejeição porque todos osnossos pacientes tiveram a experiência da rejeição no passado e aatitude do analista é essencialmente não-gratificante. Os sentimentoshostis do passado reprimido ou os anseios sexuais proibidos dainfância ou da adolescência vão fazer reaparecer tendências fortes nopaciente que o farão lutar, inconscientemente, contra o trabalhoanalítico. A qualidade e quantidade das “resistências transferenciais”serão determinadas pela história passada do paciente. A duraçãodessas reações será também influenciada pelo grau de eficiência comque o psicanalista analisa os problemas transferenciais queestimularam as resistências.A técnica psicanalítica visa diretamente ao ego porque só o egotem acesso direto ao id, ao superego e ao mundo externo. Nossoobjetivo é fazer com que o ego renuncie a suas defesas patogênicasou encontre outras mais convenientes (Freud, 1936, pp.45-70). Asvelhas manobras defensivas demonstraram ser inadequadas; umadefesa nova, uma defesa diferente ou nenhuma defesa poderiapermitir alguma descarga instintual sem culpa ou ansiedade. Adescarga do id diminuiria a pressão instintual e o ego ficaria, então,numa posição relativamente mais forte. O psicanalista tem aesperança de induzir os aspectos relativamente maduros do pacientedo ego para lutar com o que, outrora, foi banido da consciência porser muito perigoso. O analista espera que, sob a proteção da aliançade trabalho e da transferência positiva não-sexual o paciente irá paraaquilo que outrora achou muito ameaçador; espera que o pacienteseja capaz de reavaliar a situação e finalmente atreva-se a tentarnovas maneiras de lidar com o perigo antigo. Pouco a pouco, opaciente vai compreender que os impulsos instintuais da infânciaforam arrasadores para os recursos de um ego infantil, que foramdistorcidos por um superego infantil e que esses impulsos podem servistos de forma diferente na vida adulta.Os Componentes da Técnica Psicanalítica ClássicaA associação livre: Na psicanálise clássica para comunicar omaterial clínico, o paciente tenta, como forma predominante deNúmero 1Belo Horizonte/MG-2013
  33. 33. FRÁGUA – FREUDIANAESCOLAFREUDIANA32comunicação, a associação livre.Geralmente o paciente associa livremente durante quase toda asessão, mas ele pode também relatar sonhos e outros acontecimentosda sua vida cotidiana ou do seu passado. Uma das características dapsicanálise é que se pede ao paciente que inclua suas associaçõesquando narra seus sonhos ou outras experiências. A associação livretem prioridade sobre todos os outros meios de produção de materialna situação analítica.A associação livre é um método mais importante para aprodução de material na psicanálise. É utilizada, em momentospreestabelecidos naqueles tipos de psicoterapia, que buscam umacerta dose de volta do reprimido, assim chamadas psicoterapiasorientadas psicanaliticamente.As Reações Transferenciais: Desde que tratou de Dora, Freudhavia compreendido que as reações e resistências transferenciais dopaciente produziam o material essencial ao trabalho analítico (1905pp.112/122). Desde então, a situação analítica foi planejada de modoa facilitar o desenvolvimento máximo das reações transferenciais dopaciente.O objetivo das resistências é evitar este desenvolvimento ouobstruir a análise da transferência. Tanto a resistência, como atransferência, são portadoras de informações vitais sobre o passado ea história reprimida do paciente. A transferência é a vivência desentimentos, impulsos, atitudes, fantasias e defesas dirigidas a umapessoa no presente, sendo que essa vivência toda não se coadunacom essa pessoa e constitui uma repetição, um deslocamento dereações surgidas em relação a pessoas importantes na infânciaprimitiva. A susceptibilidade de um paciente às reaçõestransferenciais advém do seu estado de insatisfação instintual e daconseqüente necessidade de encontrar oportunidades de descarga(Freud, 1912a).Número 1Belo Horizonte/MG-2013
  34. 34. FRÁGUA – FREUDIANAESCOLAFREUDIANA33É importante salientar o fato de que o paciente tem a tendênciade repetir em vez de relembrar; a repetição é sempre uma resistênciaem relação à função da memória.Todavia, pela repetição, pela reencenação do passado, opaciente torna possível a entrada do passado na situação detratamento. As repetições transferenciais trazem para a análise omaterial que, de outra forma, seria inacessível. Se manejadaadequadamente, a análise da transferência vai nos levar arecomendações, reconstruções e compreensão interna e, a umaparada eventual da repetição. Existem várias maneiras de classificaras diversas formas clínicas de reações transferenciais. As designaçõesmais utilizadas são a transferência positiva e negativa. A transferênciapositiva implica as diferentes formas de anseios sexuais assim como ogostar, amar e respeitar o analista. A transferência negativa implicaalgumas variações da agressividade, sob a forma de raiva, aversão,ódio ou desprezo pelo analista. Deve ter-se sempre em mente quetodas as reações transferenciais são essencialmente, ambivalentes.Clinicamente, o que aparece é apenas a superfície. Para que ocorramas reações transferenciais na situação analítica, o paciente deve estardisposto e capacitado para correr o risco de alguma regressãotemporária em relação às funções do ego e das relações objetais. Opaciente deve ter um ego capaz de regredir temporariamente àsreações transferenciais, mas tal regressão deve ser parcial eirreversível, de modo que o paciente possa ser tratado analiticamentee ainda assim viver no mundo real. As pessoas que não se atrevem aregredir da realidade e aquelas que não conseguem voltarrapidamente à realidade são riscos indesejados para a psicanálise.Número 1Belo Horizonte/MG-2013
  35. 35. FRÁGUA– FREUDIANACRIANÇAS MAIS QUE“CUSTOSAS”34ARTIGOSFRÁGUA-FREUDIANAREVISTA DE PSICANÁLISENúmero 1Belo Horizonte/MG-2013
  36. 36. FRÁGUA – FREUDIANACRIANÇAS MAIS QUE“CUSTOSAS”35CRIANÇAS MAIS QUE “CUSTOS’’POR PROFº SÉRGIO COSTA.No centro-oeste mineiro usa-se muito o termo popular"custoso(a)" para se referir a pessoa, criança ou adulto, muito difícil,que vive fazendo brincadeiras e travessuras, "aprontando" com tudo ecom todos; "arteiro".É evidente que toda criança, com raríssimas exceções, éportadora de uma hiperatividade nata, instintual, própria de seudesenvolvimento, necessária até certo ponto. No entanto, existemcrianças que vão além desta hiperatividade fisiológica, apresentandouma energia gigantesca e aparentemente inesgotável, capaz deoriginar nestes menores transtornos de ansiedade, depressão, dificul-dades no aprendizado escolar e psicossomatizações. Podemos estardiante de crianças portadoras de DDA.O DDA (Distúrbio de Déficit de Atenção) tem como parteintegrante de seu quadro clínico 3 características essenciais:HIPERATIVIDADE, IMPULSIVIDADE e DÉFICIT DE ATENÇÃO. Podendoa criança apresentar as três características supracitadas ou apenasduas ou uma.Estudos recentes têm relatado que tais crianças possuem umadeficiência quantitativa de um neurotransmissor cerebral chamadoDopamina. Até um certo tempo atrás, o DDA era considerado umdistúrbio cerebral mínimo ou menor. Atualmente, algumas escolastêm defendido a hipótese de o DDA ser um tipo de personalidade, queestá ligada a fatores genéticos (hereditários) e intensificada pelo meiofamiliar e sócio-cultural nos quais a criança está inserida e de comoela faz a leitura de seu mundo consciente ou inconscientemente.Cabe aqui, tecermos alguns detalhes sobre cada uma de suascaracterísticas:Número 1Belo Horizonte/MG-2013
  37. 37. FRÁGUA– FREUDIANACRIANÇAS MAIS QUE“CUSTOSAS”36HIPERATIVIDADE: a criança é "elétrica"; não pára facilmente;mexe em tudo e com todos; não tem paciência e perseverança paralevar uma atividade até o final, principalmente se não gosta da mes-ma, mas, se é algo que lhe dá prazer, como uma brincadei ra ou umjogo, ninguém consegue retirá-la dali; possui a tendência a escreverpalavras faltando sílabas, não corta a letra T nem coloca o pingo no Iencontrados nas palavras, não usa recursos de pontuação para elanão está faltando nada, consegue ler o que escreveu normalmente.IMPULSIVIDADE: a criança não possui noção de perigo,chegando a se submeter a situações de risco de vida como andar debicicleta numa pista com carros em alta velocidade e na contramão;andar em muros altos e sem proteção; atrever-se a mexer comprodutos químicos inflamáveis e daí por diante, pois a sensação derisco de vida, de perigo, lhe é prazerosa. Xinga e agride as pessoassem pensar. "Tudo pode, tudo faz".DÉFICIT DE ATENÇÃO: qualquer coisa dispersa a atenção dacriança facilmente, possui dificuldade de concentração ememorização, sendo freqüentes os lapsos de memória. Sua atençãoexiste somente para aquilo que gosta de fazer.O diagnóstico de DDA é clínico, não possuindo examecomplementar específico. Na maioria dos casos, são realizadosexames como Tomografia Computadorizada de Encéfalo eEletroencefalografia (EEG), os quais apresentam-se normais. O EEGem alguns casos pode apresentar características relacionadas atranstorno de ansiedade apenas.O tratamento medicamentoso é realizado com substânciapsicoativa, cujo objetivo é a melhora da atenção e da concentração,sendo o Metilfenidato o mais utilizado no Brasil, em associação,quando necessário, com um antidepressivo inibidor seletivo darecaptação de serotonina e noradrenalina, visando o controle e atémesmo a cura da ansiedade que é muito comum no quadro.Número 1Belo Horizonte/MG-2013
  38. 38. FRÁGUA – FREUDIANACRIANÇAS MAIS QUE“CUSTOSAS”37São de extrema importância também um acompanhamentopsicopedagógico com profissional competente da área, com afinalidade de melhorar o aprendizado e o convívio da criança comseus professores e colegas da escola; e a prática de uma atividadefísica diariamente.FORMAÇÃO EM PSICANÁLISEPúblico alvo: profissionais de diversas áreas,interessados nos estudos da PsicanáliseFreudiana.TRANSFERÊNCIAPúblico alvo: profissionais de diversas áreas,interessados no conhecimento do manejo daTransferência para aplicação profissional.FAÇA A SUA INSCRIÇÃOInformações pelo telefone: (31) 3241-2042ou pelo e-mail: neppbh@ Yahoo.com.brNOVOS GRUPOSNúmero 1Belo Horizonte/MG-2013
  39. 39. FRÁGUA– FREUDIANAPÂNICO , DIAGNÓSTICO DA MODA38PÂNICO, DIAGNÓSTICO DA MODADr. Sérgio Costa.É de admirar como se tem falado em Transtorno ou Síndromedo Pânico (Neurose Fóbica, em Psicanálise) na atualidade, masé preciso estar atento a algumas verdades sobre a doença. Égrande o número de diagnósticos mal feitos e tratamentos quenão beneficiam em nada a vida do paciente; pelo contrário, au-mentam o grau de manifestaçõe do quadro clínico de talpatologia mental.Etimologicamente, a palavra Pânico vem do grego Panikós,relativo ao deus Pã, protetor dos rebanhos e dos pastores;acreditava-se que os ruídos que se ouviam nas montanhas e nosvales eram provocados por esse deus, o qual era cultuado pelosatenienses por ter inspirado aos persas, durante as guerras médicas,um "terror pânico". Na língua portuguesa, podemos traduzi-lo comosusto ou medo súbito que pode provocar uma reação descontroladade um indivíduo ou de um grupo, sem, motivo determinado.É importante destacar que os pacientes que apresentam estetranstorno são pessoas que trazem consigo o relato de uma vidaintrapsíquica bastante conturbada, derivada de conflitos familiares,pessoais e afetivos.É igualmente prevalente entre homens e mulheres, portanto,em sua maioria, as pessoas que tem o Pânico são jovens ou adultosjovens na faixa etária dos 20 aos 40 anos e se encontram naplenitude da vida profissional. Normalmente, são pessoas extrema-mente produtivas, costumam assumir grandes responsabilidades eafazeres, são perfeccionistas, muito exigentes consigo mesmas e nãocostumam aceitar bem os erros ou imprevistos.Os portadores de Pânico costumam ter tendência à preocupaçãoexcessiva com problemas do cotidiano; têm um bom nível decriatividade rescessiva necessidade de estar no controle da situação;Número 1Belo Horizonte/MG-2013
  40. 40. FRÁGUA – FREUDIANAPÂNICO , DIAGNÓSTICO DA MODA39têm expectativas altas; pensamento rígido; são competentes econfiáveis. Freqüentemente esses pacientes tem tendência asubestimar suas necessidades físicas.Essa maneira da pessoa ser acaba por predispor a situações destress acentuado e isso pode levar ao aumento intenso da atividadede determinadas regiões do cérebro, desencadeando assim umdesequilíbrio bioquímico e, conseqüentemente, o aparecimento doPânico. O cérebro produz substâncias chamadas neurotransmissores,responsáveis pela comunicação entre os neurônios (células dosistema nervoso). Estas comunicações formam mensagens que irãodeterminar a execução de todas as atividades físicas e mentais denosso organismo (ex: andar, pensar, memori zar, etc). Umdesequilíbrio na produção destes neurotransmissores pode levaralgumas partes do cérebro a transmitir informações e comandosincorretos. Daí, o organismo desencadearia uma reação de alertaindevidamente, como se houvesse realmente uma ameaça concreta.Seria isto, exatamente, o que ocorreria numa crise de Pânico:uma informação in-correta, decorrente de uma disfunção dosneurotransmissores, alertando e preparando o organismo para umaameaça ou perigo que na realidade e concretamente não existe. Nocaso do Distúrbio do Pânico, os neurotransmissores que se encontramem desequilíbrio são os mesmos envolvidos na Depressão: aSerotonina e a Noradrenalina. Vem daí a ideia de aplicar-se aotranstorno do Pânico o mesmo tratamento medicamentoso daDepressão associado, em grande parte, à Psicanálise.0 ataque tem um início súbito e aumenta rapidamente,atingindo um pico em geral em dez minutos, acompanhado por umsentimento de perigo ou catástrofe iminente e um anseio por escapar.Os 13 sintomas físicos são os seguintes:Número 1Belo Horizonte/MG-2013
  41. 41. FRÁGUA – FREUDIANAPÂNICO , DIAGNÓSTICO DA MODA401 - palpitações;2 - sudorese;3 - tremores ou abalos;4 - sensações de falta de ar ou sufocamento;5 - sensação de asfixia;6 - dor ou desconforto torácico;7 - náusea ou desconforto abdominal;8 - tontura ou vertigem;9 - sensação de não ser ela(e) mesma(o);10 - medo de perder o controle ou de "enlouquecer";11 - medo de morrer;12 - formigamentos;13 - calafrios ou ondas de calor.Assista ao Filme e comenteVÁ AO CINEMA COM O PSICANALISTAInscrição Gratuita.Número 1Belo Horizonte/MG-2013
  42. 42. FRÁGUA – FREUDIANASENSAÇÃO41SENSAÇÃOSérgio CostaPor volta do ano de 1.750, um filósofo chamado Condillacimaginou uma estátua que nasceria pela percepção dos sentidos.A fragrância de rosa pela qual o filósofo suscitava a vidasensorial dessa estátua se dirigia do "olfato", porque esse sentido éentre todos o que menos parece contribuir para o conhecimentohumano. A única função do corpo da estátua é o olfato, seu prazer, oodor de rosa. Entretanto, Condillac descreve, em seu estilo, umsistema análogo ao funcionamento psíquico, tais como reflexão,desejos, paixões, etc... não são, senão a própria sensação que setransforma dentro de um padrão inscrito e circunscrito, onde viemosprogramados de mecanismos de defesas, que nos darão parâmetrospara fuga ou aproximação. Mas Condillac não pára por aí, deixa àexperiência o cuidado de nos fazer contrair hábitos e concluir a obraque ele iniciou.Quando deixamos de olhar para o outro, tocar no outro,relacionar com o outro, parecemos com a estátua de Condillac; aíinvertemos a escolha da análise da rosa para o narcisismo. Narciso éa flor que persiste em cada um de nós, como uma fragrância preciosae frágil. Ela volta sobre si o olhar da angústia e procura assegurar-sede que nada existe fora do seu corpo e fora de si mesmo. Quando alibido se volta para dentro do corpo, traz transtornos difíceis para osujeito: ele tenta estancar a sede do Narciso que contempla, atravésdo outro, exterior aos seus limites de carne e pede pela voz, peloolhar, o tato e o olfato, a pessoa reconstitui permanentementedurante sua própria imagem. A dialética dentro/fora se realiza pelosistema prazer-dor.Eu e outro, irrefutavelmente e sem interrupção. E é através dosonhar que o sujeito perpetua e relaciona-se consigo mesmo, instaurae fundamenta-se através de seus mecanismos de realização doNúmero 1Belo Horizonte/MG-2013
  43. 43. FRÁGUA – FREUDIANASENSAÇÃO42desejo. Nós temos que começar desde cedo, e estamos preparadospara isso no momento de nossa concepção ao nascimento do corpo.Nossa mãe nos entrega e nos transmite às sensações do meioexterior. A minha intenção, no entanto, é a mesma que a deCondillac: descobrir como se constrói a parte de dentro do homem,seus sentimentos, seu pensamento, a partir de dados que lhe sãoinicialmente estranhos e exteriores, e de outros dados que sãocongênitos, orgânicos ou psíquicos.Ele desconfia que não nascemos nem adultos, nem "vazios"como sua estátua, mas não concebe a relação dos mundos exterior einterior, a não ser no mundo qualitativo das "representações". Nósnascemos com um corpo orgânico já em funcionamento e umaparelho psíquico em potencial. O caótico dentro/fora daquilo que sevivenciou no seu limiar, pouco a pouco se precisa em pontos agudos :as passagens se fazem. Tendo passado, o próprio corpo totalexperimenta-se dentro/fora da mãe, retido e escorrido para fora docontinente materno, ( orifício quente ).O olfato reencontra e reaproxima a presença materna e o sabornutriz corre do seio na boca, entre a gengivas, concentram numponto a possibilidade de recriar um interior voluptuoso como aslembranças daquele interior onde banhava o seu corpo.O Humano é feito de tal maneira que tem como destino serpenetrado pelo mundo exterior: rendamos justiça à Condillac porconcebê-lo assim, entregue à sensação. Os sentidos humanos sãotantos orifícios abertos, tanto à intrusão, quanto ao prazer. O próprioenvelope corporal, feito de um material sensível na sua fatalidade,proporciona uma inquietante possibilidade de perfuração. Tudo noinicio é fonte de prazer, mas também a vida oferece perigos eestímulos perigosos à destruição do ser, e tudo também pode setornar perigo para o sujeito, e o interior pode ser inválido. peloagressor. A dialética sensorial se funde imediatamente com avivência do interior no bebê, para constituir as primeiras fantasias. Avivência visceral coincide com a vivência sensorial, somando estas, osNúmero 1Belo Horizonte/MG-2013
  44. 44. FRÁGUA – FREUDIANASENSAÇÃO43afetos confundem o percebido e o desejado, corpo erógeno. E éatravés destes canais que o ser humano se relaciona com o mundo, eé ai que temos que desenvolvê-los e para que isto aconteça temosque falar muito deles...Freud pensava que partindo de suas sensações genitais, acriança chegaria a descobrir a vagina, mas não lhe foi possível pelaconfusão criada pela mãe, ao afirmar-lhe que não havia diferença desexos.Partirmos da metáfora que a mulher é uma flor, e pensamosque mãe é uma mulher, e para a criança, a flor mais bonita do seujardim é a sua mãe. Mas as mulheres/mães estão disponíveis hojepara todos que as queiram colher. O jardim da criança é, então, umafloricultura, onde sua rosa mais bela está na vitrine para todos oshomens que passam.Como o próprio Freud analisou os provérbios populares e suasimplicações no inconsciente, como poderíamos explicar para umacriança: “galinha na manguara não tem valor”?!Necessário faz-se esclarecer, que minhas palavras nada têm aver com machismo, mas estou colocando, ou tentando colocar, opensamento pré-operatório que a criança pode ter nesta idade e asconseqüências no seu psiquismo, porque as comparações metafóricassão de grande valor para a expressão simbólica dos seres humanos.Freud assinalou que o conflito é uma conseqüência às ameaçasde castração da mãe, e justificou dizendo: “mas devemos terpresente em tudo isso, que a mãe não fazia mais que desempenharum papel marcado pelo destino, extremamente espinhoso ecomprometido”.Também, em Romance Familiar (Freud – 1909), vamos buscartais afirmativas para apoiar o nosso interesse na sustentação de queuniversalmente a angústia de castração se desfaz quando a criançaNúmero 1Belo Horizonte/MG-2013
  45. 45. FRÁGUA – FREUDIANASENSAÇÃO44tenta defender a figura da mãe. Hoje, com a nova postura da mulher,aumentou-se, em grau extremo, esta angústia, pois a suasexualidade está muito aflorada, e na sua nova concepção junto anovos parceiros, os filhos têm que aceita-los também com a suasexualidade, sem nenhum preparo especial para isso...Voltando a Condillac, os perfumes, o exalar da sexualidade damulher que assume a função de mãe, ofusca o lugar de um homemque teria que assumir a função de pai (...); e enquanto fêmeadisponível e propensa a viver sua sexualidade na plenitude, os odoresficam mais ativos, criando uma aura para criar um novo ser, que terá,no primeiro momento, que se embriagar com tanto perfume, que iráconfundi-lo com a possibilidade de saborear tantas sensações.Freud em seu artigo sobre a negação, interpreta o aceitar comoparte da fase oral, o engolir, assimilar, incorporar e o não aceitar, ocuspir, o rechaço à vida, expressando os instintos de vida e morterespectivamente.Qual filho não nega que sua mãe seja sexuada (...), que elatenha vários namorados?Podemos notar claramente nos comportamentos e brincadeirasinfantis, pois a pequena estátua de Condillac, exposta a tantosodores, pode se refugiar no seu mundo interno, e suas dificuldadespodem figurar na formação de seus símbolos, que já podem serdetectados em jogos com substâncias que não correspondem à suaidade...Número 1Belo Horizonte/MG-2013
  46. 46. FRÁGUA – FREUDIANA45BIBLIOGRAFIAFADMAN, JAMES – Teorias da personalidade – Harbra, SP. 1998NUTTIN, J. Psicanálise e personalidade. Agir RJ 1971RUDGE, Ana Maria – Pulsão e linguagem. Zahar. RJ 1998SCHINTMAN, Dora Paradigma, cultura e subjetividade, Artes Médicas,1997FENICHEL, Otto Teoria Psicanalítica das Neuroses, Atheneu, SP 2000.HORNEY, KAREN A personalidade neurótica do nosso tempo – Zahar,1996.HAL LINDZEY – Teorias da personalidade Epu SP 1997SEGAL HANNA, Introdução à obra de Melanie Klein, Imago, RJ 1998.SGRANCIO, Marco Antônio Apostilas Teoria Psicanalítica IV Slapsi.FREUD SIGMUND Obras Completas, Imago RJ 1990.GARCIA ROZA, Luiz Alfredo – Freud e o Inconsciente, Zahar RJ 1984.BRENER, Charles – Noções Básicas de Psicanálise, Martins Fontes SP1991.LAPLANCHE, Pontalis Vocabulário de Psicanálise, Martins Fontes SP1991.MARX, MELVIN Sistemas e teorias em psicologia Cultrix SP 1997.GREENSON Raph A técnica e a prática da Psicanálise, Imago RJ 1981.ALMEIDA Wilson Castello – Defesas do Ego, Agora SP 1996.ZIMERMAN , DAVID – Fundamentos Psicanalíticos, Artmed . RS,1999.Número 1Belo Horizonte/MG-2013
  47. 47. FRÁGUA – FREUDIANA46O NEPP:Instituição de pesquisas, estudos e formação de profissionais naárea da Psicanálise.Simpósios, Congressos e Projetos Realizados: Iº Simpósio Nacional Aberto de Psicanálise – Nov/2000 em BH Projeto em parceria com a 16ª Delegacia de Polícia emBH:Psicanálise para o Cárcere – Agosto/2000 à 2001 Projeto: Psicanálise e Educação – Consultoria e cursos, voltadospara a área da educação dentro da abordagem psicanalítica-desde 1999 Iº Simpósio Mineiro de Psicanálise no Exercício do Direito –Junho/2003- Conselheiro Lafaiete/MG Projeto Caparaó – Comunidade de Aprendizado - realizado pelaUFMG e a Fundação Kellogg nas cidades de Caparaó e AltoCaparaó/MG – 2003 Jornada NEPP- Política, Tv, Religião e Criminalidade – novembroa dezembro/2003 IIº Congresso Psicanalítico em parceria com o CEPSI – Centrode Estudos Superior e Psicanalítico – março/2004 – Feira deSantana/BA Iº Congresso Brasileiro de Resgate à Memória Freudiana emparceria com o IBEPE – Instituto Brasileiro de Estudos,Pesquisas e Educação – setembro/2004 – Rio de Janeiro/RJ,dentre outros.Número 1Belo Horizonte/MG-2013
  48. 48. FRÁGUA – FREUDIANA47Publicações: Jornal do Brasil – Coluna semanal “No Divã do Psicanalista” –Prof. Sérgio Costa – de 1999 à 2002 Revista Científica do NEPP- 1º número / 1º Semestre de 2004 Revista Científica do NEPP- 2º número / 2º Semestre de 2004 Capítulo do Livro da UNESCO – Gestión de Proyectos deDesarrollo Educativo Local – sobre la iniciativa “Comunidad deAprendizaje”-Fundación W. K. Kellogg / 2004 Revista Psicologia Brasil – “Memória e elementos sensoriais enão sensorialidade advindas dos desejos em análise” –Prof.Sérgio Costa – setembro/2004 Revista Psicologia Brasil – “Sensação” – Prof. Sérgio Costa –novembro/2004 Revista Psicologia Brasil – “ O Homem como um ser pulsante enão faltante” – Prof. Sérgio Costa – março/2005 , dentre outros.Novas TurmasFORMAÇÃO EM PSICANÁLISETRANSFERÊNCIAInscreva-se!Número 1Belo Horizonte/MG-2013
  49. 49. FRÁGUA – FREUDIANA48NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM PSICANÁLISEDIRETORIAPresidente: Prof. Dr. Sérgio Costa1ª Secretária: Sandra Alves da Silva2° Secretário: Araken Pereira Madalena JuniorDiretor Jurídico: Dr. Maurício Cerqueira MonducciDiretor Pedagógico: Juvenal Ferreira da Cunha NetoSupervisora Pedagógica: Maria do Carmo TavaresDepartamento Científico: Dr. José Luiz Deroma e Silva eJoão Antônio Fernandes da SilvaConselho Fiscal: José Maurício Baptista,Déborah Viviane de SouzaConselho Gestor: Antônio Tadeu Penido Silva,Andréa Paula Ribeiro Lopes eIvo Silva Oliveira JuniorAv Cristiano Machado nº 640/ S 1501 – Sagrada família - Belo Horizonte/MGCEP 30150-240Tel: 31 3241-2042E-mail: neppbh@yahoo.com.br - Site: www.nepp.com.brNúmero 1Belo Horizonte/MG-2013
  50. 50. FRÁGUA – FREUDIANA49Apoio:Número 1Belo Horizonte/MG-2013

×