Risco Ocupacional Elcio 2008

3.690 visualizações

Publicada em

1 comentário
3 gostaram
Estatísticas
Notas
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
3.690
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
96
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
1
Gostaram
3
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Risco Ocupacional Elcio 2008

  1. 1. COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR -UNIFESP ACIDENTE OCUPACIONAL COM MATERIAL DE RISCO BIOLÓGICO
  2. 2. Transmissão de doenças nas instituições PAS PACIENTE <ul><li>Contato Direto (pele, mucosa/ sangue, secreções) </li></ul><ul><li>Contato Indireto (mãos, instrumentos) </li></ul><ul><li>Respiratório (Gotículas e Aerossóis) </li></ul>
  3. 3. Exposição ao sangue Riscos e profilaxia pós exposição
  4. 4. Introdução <ul><li>Somente no início da década de 80, com o surgimento do HIV/aids, as medidas de prevenção e o acompanhamento dos trabalhadores expostos passaram a ser considerados . </li></ul>Rapparini, C. Programa Nacional de DST/AIDS, 2004 .
  5. 5. Agentes infecciosos <ul><li>Existem pelo menos 60 agentes etiológicos diferentes transmitidos por acidentes ocupacionais. </li></ul><ul><li>Tarantola A et al. Am J Infect Control 2003;31:357-63 . </li></ul><ul><li>Os principais agentes envolvidos são: o vírus da imunodeficiência humana (HIV) e os vírus das hepatites tipo B (HBV) e C (HCV). </li></ul><ul><li>Beltrami EM. Clin Microl Rev 2000;13(3):385-406. </li></ul>
  6. 6. Casos documentados e suspeitos de aquisição de HIV por PAS MMWR. Centers for Disease Control and Prevention , 2001 * Ann N. Do, MD . ICHE,2003 <ul><li>04 casos documentados no Brasil. </li></ul><ul><li>Rapparini C..AJIC 2006 </li></ul>195 85 280 138 43 181 57 42 99 EUA (CDC) * Outros países Total Total Casos Suspeitos Casos Documentados País
  7. 7. Profilaxia pós exposição <ul><li>As primeiras recomendações foram publicadas em 1982 pelo Centers for Disease Control and Prevention - CDC. </li></ul><ul><li>Publicação atual (HBV, HCV e HIV) : 2001 </li></ul><ul><li>Publicação específica para o HIV: 2005 </li></ul>MMWR. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 2001. MMWR. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 2005.
  8. 8. Profilaxia pós exposição <ul><li>O Ministério da Saúde do Brasil, através do Programa DST/AIDS da Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo, publicou um Manual de Recomendações e Condutas Após a Exposição Ocupacional de Profissionais de Saúde, em 1999. </li></ul>MS - Coordenação Nacional de DST e AIDS - 1999. Atualização em 2004. Rapparini, C. Programa Nacional de DST/AIDS, 2004 . Atualização em 2006 - pós exposição ao HIV. MS – Coordenação Nacional de DST e AIDS -2006 .
  9. 9. Material biológico com risco de transmissão <ul><li>Sangue </li></ul><ul><li>Fluido contendo sangue </li></ul><ul><li>Líquidos de cavidades estéreis: </li></ul><ul><ul><li>LCR, peritoneal, sinovial, amniótico </li></ul></ul>MMWR. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 2001.
  10. 10. Exposição ocupacional ao Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV)
  11. 11. <ul><ul><li>Acidente pérfuro-cortante: 0,3% </li></ul></ul><ul><ul><li>Exposição de mucosa: 0,09% </li></ul></ul><ul><ul><li>Exposição de pele não íntegra: <0,09% </li></ul></ul>Risco de aquisição de HIV MMWR. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 2001 .
  12. 12. <ul><ul><li>sangue visível na agulha </li></ul></ul><ul><ul><li>agulha retirada diretamente de veia ou artéria </li></ul></ul><ul><ul><li>lesão profunda </li></ul></ul><ul><ul><li>paciente terminal </li></ul></ul><ul><ul><li>ausência de profilaxia com AZT </li></ul></ul><ul><ul><li>Cardo D et al. N Engl J Med 1997. </li></ul></ul>Fatores de risco para aquisição de HIV
  13. 15. <ul><li>Início: mais rápido possível </li></ul><ul><li>Ideal: primeiras 02 horas </li></ul><ul><ul><li>máximo 48 - 72 horas após o acidente </li></ul></ul><ul><li>Estudos em animais sugerem que a profilaxia não é eficaz quando iniciada 24 a 48 após a exposição </li></ul><ul><li>Duração: 28 dias </li></ul>MMWR, CDC, Recomendations and Reports, 50:1-42, 2001. Profilaxia pós exposição ao HIV
  14. 16. PROFILAXIA ANTI-RETROVIRAL APÓS EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL
  15. 17. Profilaxia anti-retroviral após exposição ocupacional ao HIV Rapparini, C. Programa Nacional de DST/AIDS, 2004 . MMWR. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 2001.
  16. 18. Novas diretrizes – CDC 2005 <ul><li>Ampliação das opções de ARV como profilaxia; </li></ul><ul><li>Falência da profilaxia – Resistência; </li></ul><ul><li>Opinião de experts; </li></ul><ul><li>Eventos Adversos e interação medicamentosa; </li></ul><ul><li>Adesão à profilaxia; </li></ul><ul><li>Seguimento do profissional; </li></ul>
  17. 20. Exposição ocupacional ao vírus da Hepatite B
  18. 21. Vírus da Hepatite B <ul><li>Período de incubação: 45 a 180 dias; </li></ul><ul><li>Transmissão : via parenteral, sexual e vertical </li></ul><ul><li>Evolução: </li></ul><ul><ul><li>Assintomático / Sintomático </li></ul></ul><ul><ul><li>forma crônica: cirrose hepática / hepatocarcinoma </li></ul></ul>
  19. 22. <ul><li>Sangue é a principal via de transmissão (maior quantidade de partículas infectantes); </li></ul><ul><li>HBV: capacidade de sobreviver à temperatura ambiente por até 1 semana (papel do ambiente). </li></ul>Risco ocupacional pós exposição HBV
  20. 23. <ul><li>Pós acidente pérfuro-cortante: </li></ul><ul><li>Fonte HBsAg e HBeAg + : </li></ul><ul><li>Hepatite clínica: 22 a 31% </li></ul><ul><li>Evidência sorológica: 37 a 62% </li></ul><ul><li>Fonte HBsAg + HBeAg - : </li></ul><ul><li>Hepatite clínica: 1 a 6% </li></ul><ul><li>Evidência sorológica: 23 a 37% </li></ul>Risco Ocupacional Pós Exposição HBV Rapparini, C. Programa Nacional de DST/AIDS, 2004 . MMWR. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 2001.
  21. 24. Risco Ocupacional Pós Exposição HBV <ul><li>Vacinação pré-exposição (admissão do funcionário): 90 a 95% de resposta vacinal </li></ul><ul><ul><li>Três doses (zero, um e seis meses) </li></ul></ul><ul><ul><li>Ac protetores (anti-HBs) > 10 mUI/ml </li></ul></ul><ul><ul><li>Não é recomendado reforço em imunocompetentes </li></ul></ul>
  22. 25. PROFILAXIA HEPATITE B APÓS EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL
  23. 27. Exposição Ocupacional ao vírus da Hepatite tipo C
  24. 28. <ul><li>Acidente pérfuro-cortante com fonte HCV  : 1,8% (0 a 7%); </li></ul><ul><li>Raramente há transmissão por exposição de mucosas a fluido biológico; </li></ul><ul><li>Não existe caso documentado contágio através de pele íntegra ou mesmo não íntegra; </li></ul><ul><li>Sobrevivência ambiental: ? (desconhecida) </li></ul>Risco Ocupacional Pós Exposição HBV Rapparini, C. Programa Nacional de DST/AIDS, 2004 . MMWR. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 2001.
  25. 29. Profilaxia pós exposição HCV <ul><li>Até o momento não há nenhuma medida específica recomendada para redução do risco de transmissão após exposição ocupacional ao vírus da hepatite tipo C. </li></ul>Rapparini, C. Programa Nacional de DST/AIDS, 2004 . MMWR. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 2001 .
  26. 30. Volume 345(20), 15 November 2001, pp 1452-1457 Treatment of Acute Hepatitis C with Interferon Alfa-2b [Original Articles] Jaeckel, Elmar; Cornberg, Markus; Wedemeyer, Heiner; Santantonio, Teresa;
  27. 31.                                                                                                                                                                               Obs: 44 pacientes: 9 UDIV, 14 exposições ocupacionais , 7 procedimentos cirúrgicos, 10 exposições sexuais e 4 indeterminadas
  28. 32. Exposição Ocupacional a Paciente-Fonte Desconhecida
  29. 33. <ul><li>Fonte desconhecida: Material encontrado no lixo, expurgo, roupa de cama. </li></ul><ul><li>Avaliação criteriosa conforme a gravidade da exposição e a probabilidade de infecção. </li></ul><ul><li>Geralmente, não está recomendada a quimioprofilaxia nestes casos, porém, os riscos devem ser avaliados individualmente. </li></ul>Exposição Ocupacional a Paciente-fonte Desconhecido Rapparini, C. Programa Nacional de DST/AIDS, 2004 . MMWR. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 2001.
  30. 34. Acompanhamento pós exposição <ul><li>Sorologias </li></ul><ul><ul><li>Colher no momento da exposição </li></ul></ul><ul><ul><li>Até 6 meses </li></ul></ul><ul><ul><li>Até 1 ano, qdo o paciente fonte tiver co-infecção HIV / HCV </li></ul></ul><ul><li>Se em uso de anti-retrovirais: </li></ul><ul><ul><li>Acompanhamento clínico e laboratorial </li></ul></ul>
  31. 35. Acompanhamento pós exposição anti-HCV EIA/ELISA eventualmente anti-HCV EIA/ELISA anti-HCV ALT/TGP - anti-HCV EIA/ELISA ALT/TGP Acomp HCV - Vacinados susceptíveis: anti-HBs não vacinados: anti-HBs, anti-HBc total, HBsAg - - - vacinados: anti-HBs não vacinados: anti-HBs, anti-HBc total, HBsAg Acomp HBV anti-HIV EIA/ELISA eventualmente anti-HIV EIA/ELISA anti-HIV EIA/ELISA anti-HIV EIA/ELISA - anti-HIV EIA/ELISA Acomp HIV - - - - hemograma completo transaminases uréia e creatinina séricas glicemia Hemograma completo transaminases uréia e creatinina séricas glicemia Uso de QP expandida - - - - hemograma completo transaminases uréia e creatinina séricas Hemograma completo transaminases uréia e creatinina séricas Uso de QP básica 12 meses 6 meses 3 meses entre a 4ª e a 6ª semanas 2ª semana Momento do acidente Situação clínica
  32. 36. Cuidados após o acidente <ul><li>Até 6 meses após o acidente </li></ul><ul><ul><li>Usar preservativo </li></ul></ul><ul><ul><li>Evitar gravidez </li></ul></ul><ul><ul><li>Não doar sangue, plasma, órgãos, tecidos ou sêmen </li></ul></ul><ul><ul><li>Não há necessidade de mudar atividades </li></ul></ul>
  33. 37. OUTRAS DOENÇAS DE TRANSMISSÃO OCUPACIONAL
  34. 38. <ul><li>Pacientes com </li></ul><ul><li>viremia , </li></ul><ul><li>Wazieres B, Gil H, Vuitton DA, Dupond JL. Nosocomial transmission of dengue from a needlestick injury. Lancet 1998;351:498. </li></ul><ul><li>parasitemia , </li></ul><ul><li>Cannon N, Walker S, Dismukes W. Malaria acquired by accidental needle puncture. JAMA 1972;222:1425 . </li></ul><ul><li>bacteremia </li></ul><ul><li>Casey J, Maayan S. The bacteriemic patient as a source of infection. N Engl J Med 1981;305:582-3. </li></ul><ul><li>ou fungemia </li></ul><ul><li>Glaser J, Garden A. Inoculation of cryptococcosis without transmission of the acquired immunodeficiency syndrome. N Engl J Med 1985;266 . </li></ul><ul><li>podem transmitir um patógeno ao PAS durante um acidente ocupacional; </li></ul>
  35. 39. METODOLOGIA <ul><li>Revisão de literatura à partir de 1966; </li></ul><ul><li>Foram identificados 60 patógenos diferentes: </li></ul><ul><li>26 vírus; </li></ul><ul><li>18 bactérias-rickétsias; </li></ul><ul><li>13 parasitas; </li></ul><ul><li>3 fungos. </li></ul>
  36. 42. <ul><li>Hendra vírus : </li></ul><ul><li>Primeiramente isolada em humanos e cavalos em 1994 – Austrália; letalidade de 40-70%; Quadro semelhante à influenza; </li></ul><ul><li>Kyasanur vírus : </li></ul><ul><li>Febre hemorrágica - encefalite; Índia; </li></ul><ul><li>Rift valley : </li></ul><ul><li>Febre hemorrágica transmitida por mosquito – África; </li></ul><ul><li>Foamy vírus : </li></ul><ul><li>Mais antigo retrovírus conhecido; prevalente em macacos; patogenicidade mínima, se existente; </li></ul><ul><li>West Nile virus: </li></ul><ul><li>Flavivirus transmitidos por anopheles ou aedes; pode infectar cavalos, cães, pássaros e outros mamíferos; Africa, Asia, Europa e América do Norte; Dç febril que pode evoluir com paralisia flácida e Guillain-Barre; </li></ul>
  37. 43. No Brasil... <ul><li>Transmissão do vírus Sabiá p/ funcionário de laboratório ; </li></ul><ul><li>Coimbra T, Nassar E, Burattini M , Madia de Souza T, Ferreira I, Rocco I, et al. New arenavirus isolated in Brazil. Lancet 1994; 343: 391-2. </li></ul>
  38. 44. <ul><li>Engenheira agrícola, 25 anos, residente SP, sem viagens prévias; </li></ul><ul><li>Qclin : 12 dias de febre, cefaléia, mialgia, nausea, vómito, e fraqueza. </li></ul><ul><li>EX.Fís : sonolenta, desidratada e com hiperemia de orofaringe. </li></ul><ul><li>Exs lab : leucopenia e elevação de transaminases; </li></ul><ul><li>Evolução : hematêmese, sangramento vaginal e petéquia conjuntival, convulsões tônico-clônicas, coma e morte em 3 dias; </li></ul><ul><li>Dg : identificado um novo arenavírus, chamado Sabiá (área de residência da paciente). A fonte de identificação permaneceu desconhecida (roedor?); </li></ul><ul><li>Obs: durante a investigação do vírus, um técnico de laboratório se contaminou (aerossol?) e desenvolveu quadro clínico semelhante, com sorologia positiva para o vírus em dois pares de amostras... </li></ul>
  39. 45. Ebola
  40. 46. Transmissão ocupacional de Ebola <ul><li>Já descrito no Reino Unido... </li></ul><ul><li>Emond R, Evans B, Bowen E, Lloyd G. A case of Ebola virus infection. BMJ 1977;2:541-4 </li></ul><ul><li>. </li></ul>
  41. 47. <ul><li>5/11/1976: pesquisador punciona acidentalmente o dedo,( sem sangramento visível ! ) com agulha com sg.de paciente com Ebola; </li></ul><ul><li>6 dias mais tarde torna-se doente; </li></ul><ul><li>Dor abdominal+naúsea  febre 37,4º  mal-estar geral e piora da dor abdominal  isolamento respiratório  melhora geral em 2d. com surgimento de hiperemia orofaringe + exantema + linfonodos cervicais; </li></ul><ul><li>2dias depois  recrudescimento febre 40º  calafrios  deterioração na concentração e memória  diarréia e vómitos persistentes; </li></ul><ul><li>Começou a melhorar após 4dias, com resolução completa após 10 semanas; </li></ul><ul><li>Obs: das 24 enf.que cuidaram do paciente, 6 adoeceram com sintomas respiratórios ( ~ 2dias); 4 de 5 médicos desenvolveram “gripe” com sintomas gastrintestinais... </li></ul>
  42. 49. Bactérias <ul><li>Maioria dos casos: lesão no local, com o desenvolvimento de lesão nodular. Ex: Mycobacterium species, Neisseria gonorrhoeae, Treponema pallidum, or Streptococcus pyogenes ; </li></ul><ul><li>Raras vezes, infecções locais se tornam extensas, com desenvolvimento de tenosinovites ou bacteremia; </li></ul>
  43. 50. Transmissão de bactéria <ul><li>Desenvolvimento de choque tóxico estreptocócico após RCP; </li></ul><ul><li>Valenzuela T, Hooton T, Kaplan E, Schlievert P. Transmission of ‘‘toxic strep’’ syndrome from an infected child to a firefighter during CPR.Ann Emerg Med 1991;20:90-2. </li></ul>
  44. 51. <ul><li>Bombeiro durante reanimação cardio-respiratória de uma criança infectada c/ S.pyogenes... </li></ul><ul><li>...exposição a gotículas respiratórias; </li></ul><ul><li> desenvolvimento de uma infecção na mão direita; </li></ul><ul><li> hemocultura + líquor positivos p/ S.pyogenes na criança falecida foram idênticos no tipo e na produção de exotoxinas aos colhidos da lesão da mão do bombeiro ; </li></ul>
  45. 53. Introdução <ul><li>A maioria dos casos é por malária; </li></ul><ul><li>Tarantola A, Rachline A, Konto C, Houze´ S, Sabah-Mondan C, Vrillon H, et al. Occupational Plasmodium falciparum malaria following accidental blood exposure: a case, published reports and considerations for post-exposure prophylaxis. Scand J Infect Dis 2005;37: 131-40. </li></ul><ul><li>Na América Latina, 60 casos de aquisição ocupacional de Chagas já foram descritos; </li></ul><ul><li>Herwaldt BL. Laboratory-acquired parasitic infections from accidental exposures. Clin Microbiol Rev 2001;14:659-88. </li></ul>
  46. 59. Patógenos transmitidos apenas por transfusão sanguínea, sem relatos de transmissões ocupacionais
  47. 62. no entanto...
  48. 64. <ul><li>Funcionária de laboratório, 29 anos; </li></ul><ul><li>Acidente pérfuro-cortante com agulha 0,9x25mm no dedo(re-encape de agulha); </li></ul><ul><li>Fonte: brasileiro, 32 anos, usuário de drogas, infectado com HTLV e HCV, admitido por TCE; </li></ul><ul><li>Sorologia da funcionária torna-se positiva no seguimento após 18meses, nenhum outro fator de risco foi identificado; </li></ul><ul><li>Testes sorológicos no marido, mãe e filha de 2anos foram negativos, e na filha de 6meses, fracamente positivo; </li></ul><ul><li>Não foram realizados testes moleculares na func. e no fonte; </li></ul>
  49. 65. American Journal of Infection Control; 2008; 36; 228-229
  50. 66. <ul><li>Estudante medicina 19 anos; 2dias de febre e “rash”; </li></ul><ul><li>Lesão perfurante em dedo 9 dias antes, ao coletar gasometria de paciente HIV+, internado por pneumocistose e CMV disseminado; </li></ul><ul><li>Nenhum contato sexual, transfusão ou exposição a animais; </li></ul><ul><li>IgM e PCR positivos para CMV </li></ul>

×