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Referencial de Educação Rodoviária

  1. 1. TítuloReferencial de Educação Rodoviária para a Educação Pré-Escolar e o Ensino BásicoAutoresIsabel CarvalhoLuísa NunesAcompanhamento e colaboraçãoHelena GilEditorMinistério da Educação e CiênciaDireção-Geral da EducaçãoAv. 24 de Julho, n.º 140 – 1399-025 LisboaTel: 213934500 – Fax: 213934695http://www.dge.mec.ptEmail: dge@dge.mec.ptDiretor-GeralFernando Egídio ReisCoordenadoresLuís Filipe SantosPedro CunhaConsultores no quadro da Estratégia Nacional de Segurança RodoviáriaAssociação de Cidadãos Auto-MobilizadosAssociação para a Promoção da Segurança InfantilAutoridade Nacional de Segurança RodoviáriaDireção-Geral do ConsumidorInstituto da Mobilidade e dos TransportesInstituto Português do Desporto e JuventudeGuarda Nacional RepublicanaPolícia de Segurança PúblicaPrevenção Rodoviária PortuguesaConceção Gráfica e ImagemManuela LourençoData2012ISBN978-972-742-357-6
  2. 2. A Educação Rodoviária assume-se, no atual contexto social, como um uma mudança de atitudes que passa, necessariamente, pela tomada deprocesso de formação ao longo da vida que envolve toda a sociedade num consciência das situações vivenciadas em ambiente rodoviário e pelaesforço conjunto. Tendo como finalidade a mudança dos comportamentos adoção de comportamentos seguros.e a transformação de hábitos sociais, a Educação Rodoviária visa, numaperspetiva global, a melhoria da qualidade de vida e o bem- estar geral das A fim de enquadrar a intervenção pedagógica, que se pretende aplicávelpopulações. O comportamento em ambiente rodoviário é inseparável das dentro e fora da escola, foi elaborado o Referencial de Educaçãorelações sociais e a Educação Rodoviária indissociável da formação da Rodoviária que se constitui como um suporte da ação educativa.pessoa, enquanto cidadão. Trata-se de um documento orientador que, no quadro da revisão daA família, a escola, as autarquias, os serviços de saúde e de segurança, a estrutura curricular do ensino básico e secundário, consagrada nocomunicação social e outras instituições, públicas e privadas, Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho, visa contribuir para:desempenham, consoante a sua natureza e o seu espaço de atuação, um - o “reforço do caráter transversal da educação para a cidadania,papel determinante no desenvolvimento de processos de cooperação e de estabelecendo conteúdos e orientações programáticas” (alínea m) dointervenção que se pretendem sustentados em estratégias de ação Artigo 3.º);concertadas e adequadas às necessidades e características de cada - a oferta de “componentes curriculares complementares com cargacontexto, de cada realidade. horária flexível” (Artigo 12.º); - o desenvolvimento de “projetos e atividades que contribuam para aEm Portugal, como noutros países da União Europeia, a sinistralidade formação pessoal e social dos alunos, designadamente (…) educaçãorodoviária é identificada como um problema social atual, de dimensão rodoviária (…)” (Artigo 15.º).preocupante, que justifica uma séria intervenção. Associada a uma Para além da dimensão transversal que caracteriza a Educação para aquestão de atitudes e de comportamentos, esta situação reflete uma Cidadania em todos os níveis de educação e ensino, esta constitui, no 1.ºrealidade, também reconhecida como um grave problema de saúde ciclo do ensino básico, uma área não disciplinar de oferta obrigatória,pública, com pesadas consequências sociais e económicas. podendo organizar-se, nos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, como ofertaAlterar o quadro de elevada sinistralidade rodoviária requer uma ampla complementar, de iniciativa da escola. A abordagem da Educaçãomobilização e uma profunda transformação de hábitos e de práticas Rodoviária nas escolas assume-se, no quadro da autonomia que lhes équotidianas que se pretende alicerçada numa cultura de responsabilidade reconhecida, sob formas diversas, concretizando-se através do exercíciosocial e se desenvolve no âmbito de uma educação para a cidadania ativa. de práticas de cidadania e do desenvolvimento de dinâmicas de intervenção que devem ter em conta a realidade de cada comunidadeNeste sentido, foi aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros educativa.n.º 54/2009, de 26 de junho, a Estratégia Nacional de Segurança O Referencial de Educação Rodoviária para a Educação Pré-Escolar e oRodoviária (ENSR) para 2008-2015, com o objetivo de promover uma Ensino Básico, que visa enquadrar a Educação Rodoviária no âmbito dadinâmica intergovernamental na procura de soluções para este problema. Educação para a Cidadania e promover a sua operacionalização na escola,Assim, afigura-se pertinente o desenvolvimento de uma ação junto da foi aprovado por despacho da Secretária de Estado do Ensino Básico ecomunidade educativa, de forma a sensibilizar a população escolar para Secundário, de 26 de Junho de 2012.
  3. 3. O que é a Educação Rodoviária?Poder-se-á definir a Educação Rodoviária como um processo de aquisição e conscientes, privilegiando, nas suas deslocações, opções mais ecológicasde conhecimentos e desenvolvimento de capacidades que visa a formação e económicas.do cidadão, enquanto passageiro, peão e condutor. Pretende-se assimpromover a integração segura do indivíduo em ambiente rodoviário, o que Mudar a realidade envolve cada pessoa, enquanto indivíduo e enquantopressupõe uma atitude crítica e participativa que implica não só a escola e elemento de um coletivo social do qual faz parte. O comportamento dea comunidade educativa mas toda a sociedade. cada um influencia e condiciona o do outro, dele dependendo o bem-estar de todos. Neste processo de construção conjunta e continuada, aNeste processo está também implícita uma perspetiva de mobilidade Educação Rodoviária assume uma dimensão pessoal, social e cívica que sesustentável, associada ao modo de deslocação de bens e pessoas, por traduz sob a forma de compromisso público e que tem como finalidadeforma a minimizar os efeitos negativos da poluição e promover a qualidade última formar cidadãos.de vida das populações. Cabe à escola definir e aplicar um plano de Educação Rodoviária queQuanto mais consciente se torna uma sociedade dos problemas que a abranja os alunos desde a Educação Pré-Escolar ao Ensino Secundário.afetam, mais facilmente se organiza no sentido de encontrar respostas A infância e a adolescência são consideradas idades de grandepara a sua resolução, o que leva a considerar, de acordo com o paradigma vulnerabilidade, estimando-se que, em média, 14 crianças e jovens comde mobilidade sustentável, a necessidade de um conhecimento efetivo idades até aos 17 anos sejam vítimas de acidente rodoviário, por dia.sobre os problemas associados à mobilidade e a procura de soluções (http://www.apsi.org.pt/24/comunicado_de_imprensa_alargado.pdf).eficazes, com o objetivo de satisfazer as necessidades de deslocação daspessoas, recorrendo a modos de transporte sustentáveis. Diversos fatores inerentes ao próprio processo de crescimento da criança e do jovem concorrem para esta situação, tais como a sua pequenaQuer isto dizer que o exercício de uma mobilidade sustentável implica:(i) diminuir o impacte sobre o ambiente e os seus efeitos nocivos, em estatura, a baixa concentração da atenção, a reduzida amplitude da visão,termos energéticos e ambientais, utilizando modos de transporte suaves e a dificuldade em detetar a proveniência dos sons, o insuficiente domíniotransportes coletivos amigos do ambiente; (ii) desenvolver novas formas da lateralidade, a espontaneidade e impulsividade dos seusde organização dos espaços urbanos, favorecendo hábitos de vida comportamentos, a imprecisa noção de perigo, distância e velocidade asaudáveis e promovendo condições para a prática de uma mobilidade que circulam os veículos, entre outros, que tornam o ambiente rodoviáriosustentável. especialmente agressivo. Há também que considerar os riscos associados aos comportamentos de afirmação, caraterísticos da adolescência, quePretende-se assim, e de acordo com o princípio de satisfação das resultam em desafio e transgressão da norma, incentivados muitas vezesnecessidades atuais, sem comprometer as gerações futuras, incentivar na pela influência dos seus pares.população mais jovem a adoção de comportamentos e atitudes coerentes
  4. 4. A Educação Rodoviária não é tarefa exclusiva da escola, cabendo aos pais eoutros intervenientes da comunidade educativa um importante papel nasua concretização. Este processo, que se constrói, necessariamente, com aparticipação de diferentes setores da sociedade, apela à constituição deparcerias e ao desenvolvimento de ações concertadas, envolvendo serviçose entidades diversas, públicas e privadas.
  5. 5. OBJETIVOS DE EDUCAÇÃO RODOVIÁRIA PARA A EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR E ENSINO BÁSICO 1. Identificar, conhecer e A criança/jovem desenvolve e aprofunda o seu conhecimento sobre o ambiente rodoviário, estabelecendo com os outros e com o meio adotar comportamentos envolvente um sistema de interações, enquanto peão. Tomando consciência dos riscos inerentes a cada situação, a criança/jovem desenvolve a adequados à circulação e capacidade de atenção e antecipação do perigo. Reconhece que as brincadeiras na via pública podem constituir um perigo e age de forma prudente, sozinho ou em grupo. Na medida em que evolui na compreensão da realidade, adquire progressiva autonomia e adequa os seus ao atravessamento comportamentos, em situação de circulação e de atravessamento da faixa de rodagem. A partir da análise da realidade vivenciada e observada, enquanto peão a criança/jovem aprofunda o sentido crítico, identifica e reconhece comportamentos e situações de risco e contribui para a construção de ambientes mais seguros. 2. Identificar, conhecer e A criança/jovem desenvolve e aprofunda o seu conhecimento sobre o ambiente rodoviário, estabelecendo com os outros e com o meio adotar comportamentos envolvente um sistema de interações, enquanto passageiro. Ao adquirir hábitos de segurança e responsabilidade, designadamente pela adequados, enquanto utilização dos sistemas de retenção e cinto de segurança, toma consciência da necessidade de uma atitude preventiva e da adoção de comportamentos adequados. Compreende que a segurança de cada um dos passageiros, tal como a do veículo, depende não só do condutor, passageiro mas também da conduta dos passageiros e da relação que estabelecem entre si. A criança/jovem age de forma a influenciar positivamente o comportamento dos outros, passageiros ou condutores, no sentido de promover a segurança de todos. 3. Identificar A criança/jovem desenvolve e aprofunda o seu conhecimento sobre o ambiente rodoviário, estabelecendo com os outros e com o meio comportamentos envolvente um sistema de interações, enquanto condutor. Na medida em que se autonomiza, assume a condução como um ato de adequados e inadequados responsabilidade individual e coletiva que aconselha uma atitude moderada e defensiva. A possibilidade de se confrontar com situações inesperadas implica uma atenção cuidada e a adequação da condução face a situações de risco, como as decorrentes de condições atmosféricas e adotar comportamentos desfavoráveis e de trânsito intenso. Compreende que é condição essencial de segurança o perfeito domínio do veículo, tal como a sua seguros, enquanto manutenção, bem como o uso de equipamento de proteção. A criança/jovem observa e analisa criticamente as situações de risco e implica-se, condutor de forma responsável, no desenvolvimento de atitudes e comportamentos seguros. 4. Analisar criticamente o A criança/jovem desenvolve e aprofunda o seu conhecimento sobre o ambiente rodoviário e assume-se como elemento integrante do sistema, ambiente rodoviário e aprendendo a conviver e a partilhar o espaço público com segurança, responsabilidade e respeito. Tomando como referência os valores de cidadania, desenvolve uma atitude crítica e interventiva nos diferentes contextos em que se insere, cooperando ativamente na construção de adotar atitudes e um ambiente mais seguro. Observando e refletindo sobre as diferentes situações com que se depara no quotidiano, estuda/propõe alterações comportamentos sociais e participa em ações e estratégias que visam a sua transformação. Compreende que a Educação Rodoviária constitui um processo educativo e cívicos adequados contínuo, assente no desenvolvimento de aptidões sociais que sustentam a construção de atitudes e comportamentos adequados. A criança/jovem adquire progressivamente consciência rodoviária através de uma vivência quotidiana de cidadania. Apercebe-se da necessidade de compromisso social e público, apoia as entidades responsáveis e participa na sensibilização da comunidade educativa.
  6. 6. Para cada objetivo foram definidos Descritores de operacionalização, porníveis de educação e ensino, que se subdividem em i) Conhecimentos ecapacidades e ii) Comportamentos e atitudes.Os descritores de operacionalização constituem um conjunto deaprendizagens necessárias para a concretização do respetivo objetivo.Identificam os Conhecimentos e as capacidades de que a criança/jovemnecessita para adotar Comportamentos e atitudes adequados, nasdiferentes situações com que se depara em contexto rodoviário no seuquotidiano ou, numa perspetiva mais ampla, no quadro de umaintervenção cívica e de educação para a cidadania.De acordo com os diferentes níveis de educação e ensino, desde a EducaçãoPré-Escolar ao 3.º ciclo do Ensino Básico, a formulação dos descritores deoperacionalização apresenta-se numa lógica de progressão, tendo em contaas etapas de desenvolvimento da criança e do jovem e, consequentemente,as características do seu comportamento. O mesmo descritor é por vezescontemplado em diferentes níveis de educação e ensino, com a mesmaformulação, ainda que pressupondo uma abordagem de complexidadeprogressiva, adequada aos diferentes níveis etários.Quando o descritor se repete nos vários níveis de educação e ensino, omesmo é identificado nos quadros (pp. 12-19) através de numeraçãoromana, colocada entre parêntesis - Ex: Primeiro descritor (p. 12) EducaçãoPré-Escolar - 1.1.1...(I); 1º ciclo EB - 1.2.1... (II); 2º ciclo EB - 1.3.1... (III); 3ºciclo EB - 1.4.1... (IV).
  7. 7. Educação Rodoviária no quotidiano da escolaA Educação Rodoviária desenvolve-se na escola, no contexto da Educação Na concretização dos objetivos de Educação Rodoviária está implícita apara a Cidadania. Entendida numa perspetiva de aprendizagem ao longo avaliação dos desempenhos esperados, mediante a sua operacionalizaçãoda vida, a Educação para a Cidadania concretiza-se numa vivência e contextualização. Enquanto processo formativo, a avaliação constitui emquotidiana, individual e coletiva, através de uma prática sistemática, si mesma uma atividade de aprendizagem, a ela estando associadastransversal a todas as disciplinas e áreas do currículo e em todas as estratégias de reflexão, autoquestionamento e autoavaliação que seatividades proporcionadas pela escola. traduzem em ação reguladora.A concretização dos objetivos de Educação Rodoviária implica uma O aluno é participante ativo neste processo que é, simultaneamente, umarticulação entre os conteúdos das diferentes áreas e disciplinas. A sua processo de construção do conhecimento e de formação pessoal e cívica.integração no currículo deve privilegiar abordagens diferenciadas, dentro Envolvendo responsabilidade, compromisso e partilha, o mesmo deve tere fora da escola, nomeadamente através de vivências em contexto real ou em conta o percurso e o ritmo individual da criança ou do jovem, bemsimulado, da análise e reflexão sobre situações concretas do ambiente como o seu próprio processo de aprendizagem.rodoviário, da resolução de problemas, do desenvolvimento de projetosde intervenção e outros, com carácter disciplinar ou interdisciplinar. A consciencialização, por parte do aluno, da dinâmica e do processo de aprendizagem permite identificar problemas, equacionar soluções, receberEnquanto dimensão da Educação para a Cidadania, a Educação Rodoviária feedback, repensar a ação, adequar comportamentos e atitudes.supõe uma dinâmica pedagógica que remete para a relação da escola Considerando que é objetivo da avaliação melhorar o desempenho dascom o meio, para a relação do indivíduo consigo mesmo e com os outros, crianças e dos jovens, a mesma requer desempenhos que, sustentados empara a definição de quadros de conduta que sustentam, no dia a dia, aquisições anteriores, dão origem a novos saberes e se traduzem empráticas de responsabilidade e consciência cívica. respostas a desafios concretos da vida quotidiana.Sabendo que cada criança/jovem é portadora de saberes que variam, O Referencial de Educação Rodoviária, enquanto documento orientador,consoante a sua experiência e o seu percurso, a intervenção educativa não assume carácter prescritivo, podendo ser utilizado pelos docentesdeve ter em consideração as aprendizagens anteriormente realizadas. sempre que o considerarem pertinente e útil para a sua prática. A suaO seu conhecimento permitirá que as mesmas sejam potenciadas, sendo aplicação não exige a observância da sequencialidade apresentada, nem opara o efeito adotadas dinâmicas educativas adequadas e facilitadoras. desenvolvimento exaustivo de todo o processo de operacionalização.Os objetivos de Educação Rodoviária a atingir serão selecionados a partirdo conhecimento do grupo e de acordo com as necessidades A utilização do referencial pressupõe, contudo, uma contextualizaçãoidentificadas, tendo em conta o contexto de vida das crianças e dos adaptada a cada realidade educativa e uma progressão das aprendizagens dejovens, bem como a realidade do seu quotidiano. As aprendizagens acordo com o desenvolvimento da criança/jovem, nas suas diferentes etapas.deverão constituir-se como experiências significativas, motivadoras emobilizadoras de uma intervenção perspetivada no sentido da adoção decomportamentos seguros e de melhoria do ambiente rodoviário.
  8. 8. 1.1.1. Conhecer os benefícios pessoais, 1.2.1. Conhecer os benefícios pessoais, 1.3.1. Conhecer os benefícios pessoais, 1.4.1. Conhecer os benefícios pessoais, sociais e ambientais resultantes de sociais e ambientais resultantes de sociais e ambientais resultantes de sociais e ambientais resultantes caminhar a pé (I). caminhar a pé (II). caminhar a pé (III). de caminhar a pé (IV).1.1.2. Identificar a direção dos ruídos 1.2.2. Identificar comportamentos de 1.3.2. Orientar a atenção de forma 1.4.2. Orientar a atenção de forma provenientes do trânsito. risco para os peões. articulada com a resposta aos articulada com a resposta aos1.1.3. Reconhecer os sentidos do trânsito 1.2.3. Identificar o sentido da circulação, estímulos provenientes de estímulos provenientes de e transferir o domínio da nomeadamente através dos ruídos diferentes situações de trânsito (I). diferentes situações de trânsito (II). lateralidade para o ambiente e sinais de trânsito. 1.3.3. Compreender a relação entre a 1.4.3. Compreender a relação entre a rodoviário. 1.2.4. Reconhecer riscos de posição, distância e velocidade posição, distância e velocidade1.1.4. Identificar o tipo de veículo pelos atravessamento fora da passadeira associada à visibilidade, dimensão, associada à visibilidade, ruídos provenientes do trânsito. ou locais adequados. forma dos veículos e traçado da dimensão, forma dos veículos e estrada (I). traçado da estrada (II).1.1.5. Identificar as passadeiras como 1.2.5. Reconhecer riscos de circulação na locais de atravessamento. berma das estradas ou fora dos 1.3.4. Distinguir e selecionar locais de boa 1.4.4. Observar, prever e antecipar passeios. visibilidade para atravessar a faixa comportamentos dos peões e dos1.1.6. Identificar o passeio e a berma e os de rodagem (I). condutores que possam ser seus limites. 1.2.6. Reconhecer riscos de deficiente geradores de perigo. visibilidade causados pela sua 1.3.5. Reconhecer e adotar o percurso1.1.7. Conhecer os sinais luminosos e os mais adequado casa-escola-casa 1.4.5. Reconhecer os perigos sinais de trânsito enquanto peão. pequena estatura, por veículos estacionados ou outros obstáculos. (II). resultantes de uma momentânea1.1.8. Identificar as cores (semáforos) no 1.3.6. Compreender a perigosidade de diminuição da atenção. contexto do trânsito e o seu 1.2.7. Reconhecer e adotar o percurso mais adequado casa-escola-casa (I). comportamentos de risco quando 1.4.6. Distinguir e selecionar locais de significado. circula sozinho ou em grupo (I). boa visibilidade para atravessar a1.1.9. Identificar as ordens das 1.2.8. Reconhecer riscos de faixa de rodagem (II). atravessamento em passagens de 1.3.7. Reconhecer comportamentos autoridades enquanto peão (I). seguros no atravessamento de 1.4.7. Reconhecer comportamentos nível.1.1.10. Reconhecer que os veículos se passagens de nível (I). seguros no atravessamento de deslocam com diferentes 1.2.9. Compreender a perigosidade de passagens de nível (II). comportamentos de risco quando 1.3.8. Reconhecer os sinais de trânsito velocidades. enquanto peão (II). 1.4.8. Compreender a perigosidade de circula sozinho ou em grupo. 1.3.9. Identificar as ordens das comportamentos de risco quando 1.2.10. Reconhecer os sinais de trânsito circula sozinho ou em grupo (II). enquanto peão (I). autoridades enquanto peão (III). 1.3.10. Compreender que quanto maior é a 1.4.9. Reconhecer os sinais de trânsito 1.2.11. Identificar as ordens das enquanto peão (III). autoridades enquanto peão (II). velocidade do veículo, maior é a distância de paragem (II). 1.4.10. Identificar as ordens das 1.2.12. Compreender a relação existente autoridades enquanto peão (IV). entre os sinais luminosos para peões e os sinais luminosos para os 1.4.11. Compreender que quanto maior condutores. é a velocidade do veículo, maior é a distância de paragem (III). 1.2.13. Compreender que os veículos se deslocam a diferentes velocidades. 1.2.14. Compreender que os veículos não param instantaneamente. 1.2.15. Compreender que quanto maior é a velocidade do veículo, maior é a distância de paragem (I) .
  9. 9. Respondendo aos estímulos auditivos Respondendo a estímulos visuais e Reforçando a atenção em situações Reforçando a atenção em situaçõese visuais do trânsito. acústicos do trânsito. inesperadas de trânsito - condições inesperadas de trânsito - condiçõesParando na beira do passeio ou berma Parando na beira do passeio ou berma atmosféricas, trânsito intenso, obras atmosféricas, trânsito intenso, obrase olhando para os dois lados, antes de e olhando para os dois lados, antes de na via pública (I). na via pública (II).atravessar (I). atravessar (II). Parando na beira do passeio ou berma Parando na beira do passeio ou bermaAtravessando de mão dada com o Atravessando de mão dada com o e olhando para os dois lados, antes de e olhando para os dois lados, antes deadulto (I). adulto (II). atravessar (III). atravessar (IV).Atravessando com os carros parados e Atravessando com os carros parados e Atravessando com o sinal verde para Atravessando com o sinal verde paranão parando ou correndo na faixa de não parando ou correndo na faixa de os peões (III). os peões (IV).rodagem (I). rodagem (II). Utilizando roupa clara ou com Utilizando roupa clara ou comAtravessando com o sinal verde para Atravessando com o sinal verde para refletores, quando circula na via refletores, quando circula na viaos peões (I). os peões (II). pública durante a noite (II). pública durante a noite (III).Circulando no passeio ou na berma, Utilizando roupa clara ou com Atravessando, após a saída de um Atravessando, após a saída de umacompanhado de um adulto e do lado refletores, quando circula na via transporte público, apenas depois de transporte público, apenas depois demais afastado da faixa de rodagem. pública durante a noite (I). este ter reiniciado a marcha (não este ter reiniciado a marcha (não atravessar na frente ou nas traseiras atravessar na frente ou nas traseirasCirculando nas bermas, em sentido Atravessando, após a saída de um do autocarro parado) (II). do autocarro parado) (III).contrário ao do trânsito. transporte público, apenas depois de este ter reiniciado a marcha (não Certificando-se de que está a ver e a Certificando-se de que está a ver e aUtilizando as passagens aéreas e ser visto, em situação de ser visto, em situação desubterrâneas (I). atravessar na frente ou nas traseiras do autocarro parado) (I). atravessamento (II). atravessamento (III). Certificando-se de que está a ver e a Abrandando o passo e certificando-se de Abrandando o passo e certificando-se de ser visto, em situação de que pode passar com segurança junto a que pode passar com segurança junto a atravessamento (I). saídas de garagens e oficinas (II). saídas de garagens e oficinas (III). Abrandando o passo e certificando-se Circulando na berma (em fila indiana) Circulando na berma (em fila indiana) de que pode passar com segurança em sentido contrário ao do trânsito (II). em sentido contrário ao do trânsito (III). junto a saídas de garagens e oficinas (I). Utilizando as passagens aéreas e Utilizando as passagens aéreas e Circulando na berma (em fila indiana) subterrâneas (III). subterrâneas (IV). em sentido contrário ao do trânsito (I). Atravessando as passagens de nível, Acautelando a distância de segurança Utilizando as passagens aéreas e olhando para ambos os lados e tendo e a distância de travagem. subterrâneas (II). em atenção que os comboios circulam Atravessando as passagens de nível, pela esquerda (II). olhando para ambos os lados e tendo Atravessando as passagens de nível, olhando para ambos os lados e tendo Acautelando o atravessamento entre em atenção que os comboios circulam em atenção que os comboios circulam veículos estacionados, parando na pela esquerda (III). pela esquerda (I). faixa de rodagem, no limite dos Acautelando o atravessamento entre veículos (II). veículos estacionados, parando na Acautelando o atravessamento entre veículos estacionados, parando na Atravessando a faixa de rodagem, faixa de rodagem, no limite dos faixa de rodagem, no limite dos tendo em conta a distância e a veículos (III). veículos (I). velocidade dos veículos (II). Atravessando a faixa de rodagem, Atravessando a faixa de rodagem, tendo em conta a distância e a tendo em conta a distância e a velocidade dos veículos (III). velocidade dos veículos (I).
  10. 10. 2.1.1. Reconhecer comportamentos 2.2.1. Reconhecer comportamentos 2.3.1. Reconhecer comportamentos 2.4.1. Reconhecer comportamentos adequados e inadequados em adequados e inadequados em adequados e inadequados em adequados e inadequados em passageiros de automóveis ligeiros passageiros de automóveis ligeiros passageiros de automóveis ligeiros passageiros de automóveis ligeiros e de transporte coletivo (I). e de transporte coletivo (II). e de transporte coletivo (III). e de transporte coletivo (IV).2.1.2. Compreender os efeitos 2.2.2. Analisar criticamente 2.3.2. Analisar criticamente 2.4.2. Analisar criticamente ambientais resultantes do uso de comportamentos dos passageiros (I). comportamentos dos passageiros (II). comportamentos dos passageiros diferentes meios de transporte. 2.2.3. Compreender os efeitos 2.3.3. Compreender as implicações das (III). ambientais e económicos opções de transporte em termos 2.4.3. Compreender a necessidade da resultantes do uso de diferentes ambientais e de dependência utilização de novas tecnologias meios de transporte. energética. amigas do ambiente em sistemas de mobilidade.
  11. 11. Viajando no banco de trás, nos Viajando no banco de trás até aos 12 Viajando no banco de trás até aos 12 Utilizando o cinto de segurança deveículos ligeiros. anos ou até ter 1,5m (I). anos ou até ter 1,5 m (II). forma adequada (mesmo quandoUtilizando o sistema de retenção de Utilizando o sistema de retenção de Utilizando o sistema de retenção de viaja no banco de trás).segurança homologado, adequado ao segurança homologado, adequado ao segurança homologado e adequado Mantendo-se sentado corretamentetamanho e peso e colocando o cinto tamanho e peso e colocando o cinto ao tamanho e peso e colocando o durante o percurso (IV).de segurança de forma adequada, sob de segurança de forma adequada, sob cinto de segurança de forma Levantando-se para sair, apenas com oa supervisão do adulto (I). a supervisão do adulto (II). adequada, sob a supervisão do adulto veículo totalmente parado (III).Mantendo-se corretamente sentado Mantendo-se sentado corretamente (III). Mantendo a cabeça e braços dentrodurante o percurso (I). durante o percurso (II). Mantendo-se sentado corretamente do veículo (IV).Mantendo a cabeça e braços dentro Levantando-se para sair, apenas com o durante o percurso (III). Não atirando papéis ou objetos para ado veículo (I). veículo totalmente parado (I). Levantando-se para sair, apenas com o via pública (IV).Não atirando papéis ou objetos para a Mantendo a cabeça e os braços dentro veículo totalmente parado (II). Respeitando a necessidade devia pública (I). do veículo (II). Mantendo a cabeça e os braços dentro concentração do condutor (IV).Respeitando a necessidade de Não atirando papéis ou objetos para a do veículo (III). Agindo de modo a influenciarconcentração do condutor (I) . via pública (II). Não atirando papéis ou objetos para a positivamente o comportamento dosEntrando e saindo do veículo, sempre Respeitando a necessidade de via pública (III). outros passageiros (III).do lado do passeio ou da berma (I). concentração do condutor (II). Respeitando a necessidade de Esperando pelo transporte público, na Agindo de modo a influenciar concentração do condutor (III). paragem, sem sair do passeio e positivamente o comportamento dos Agindo de modo a influenciar respeitando a sua vez (III). outros passageiros (I). positivamente o comportamento dos Entrando e saindo do veículo, sempre Esperando pelo transporte público, na outros passageiros (II). do lado do passeio ou da berma (IV). paragem, sem sair do passeio e Esperando pelo transporte público, na respeitando a sua vez (I). paragem, sem sair do passeio e Entrando e saindo do veículo, sempre respeitando a sua vez (II). do lado do passeio ou da berma (II). Entrando e saindo do veículo, sempre do lado do passeio ou da berma (III).
  12. 12. 4.1.1. Compreender a necessidade de 4.2.1. Compreender a necessidade de 4.3.1. Compreender a necessidade de 4.4.1. Reconhecer a necessidade de regras básicas de segurança regras básicas de segurança regras básicas de segurança regulamentação e ordenamento enquanto peão, passageiro e enquanto peão, passageiro e enquanto peão, passageiro e do trânsito. condutor (I). condutor (II). condutor (III). 4.4.2. Analisar criticamente o ambiente4.1.2. Analisar criticamente o ambiente 4.2.2. Analisar criticamente o ambiente 4.3.2. Analisar criticamente o ambiente rodoviário e identificar situações rodoviário e identificar situações de rodoviário e identificar situações de rodoviário e identificar situações de de risco (IV). risco (I). risco (II). risco (III). 4.4.3. Propor alterações e assumir como4.1.3. Propor alterações que tornem o 4.2.3. Propor alterações que tornem o 4.3.3. Propor alterações que tornem o responsabilidade social a sua ambiente rodoviário mais seguro (I). ambiente rodoviário mais seguro (II). ambiente rodoviário mais seguro (III). intervenção para melhorar o4.1.4. Reconhecer que pode influenciar as 4.2.4. Reconhecer que pode influenciar as 4.3.4. Reconhecer que pode influenciar as ambiente rodoviário. tomadas de decisão, propondo tomadas de decisão, propondo tomadas de decisão, propondo 4.4.4. Reconhecer que pode influenciar alterações. alterações fundamentadas (I). alterações fundamentadas (II). as tomadas de decisão, propondo4.1.5. Observar e identificar 4.2.5. Observar e identificar 4.3.5. Observar e identificar alterações fundamentadas (III). comportamentos adequados e comportamentos adequados e comportamentos adequados e 4.4.5. Observar e identificar inadequados dos utentes da via inadequados dos utentes da via inadequados dos utentes da via comportamentos adequados e pública (I). pública (II). pública (III). inadequados dos utentes da via4.1.6. Reconhecer os riscos da prática de 4.2.6. Reconhecer os riscos da prática de 4.3.6. Reconhecer os riscos da prática de pública (IV). jogos e outras brincadeiras na via jogos e outras brincadeiras na via jogos e outras brincadeiras na via 4.4.6. Reconhecer os riscos da prática pública (I). pública (II). pública (III). de jogos e outras brincadeiras na4.1.7. Manifestar interesse, respeito e 4.2.7. Compreender o ponto de vista do 4.3.7. Compreender o ponto de vista do via pública (IV). solidariedade com os outros (I). outro e interagir de forma outro e interagir de forma 4.4.7. Compreender o ponto de vista do construtiva (I). construtiva (II). outro e interagir de forma 4.3.8. Conhecer as principais medidas a construtiva (III). adotar em caso de acidente (I). 4.4.8. Conhecer as principais medidas a adotar em caso de acidente (II).
  13. 13. Adotando e encorajando os seus Adotando e encorajando os seus Adotando e encorajando os seus Adotando e encorajando os seuscolegas no sentido de desenvolverem colegas no sentido de desenvolverem colegas no sentido de desenvolverem colegas no sentido de desenvolveremcomportamentos seguros (I). comportamentos seguros (II). comportamentos seguros (III). comportamentos seguros (IV).Adotando e incentivando a utilização Adotando e incentivando a utilização Adotando e incentivando a utilização Adotando e incentivando a utilizaçãode espaços públicos destinados às de espaços públicos destinados às de espaços públicos destinados às de espaços públicos destinados àsatividades lúdicas (I). atividades lúdicas (II). atividades lúdicas (III). atividades lúdicas (IV).Agindo com sentido de entreajuda, Agindo com sentido de entreajuda, Agindo com sentido de entreajuda, Agindo com sentido de entreajuda,tolerância e responsabilidade (I). tolerância e responsabilidade (II). tolerância e responsabilidade (III). tolerância e responsabilidade (IV).Manifestando interesse, respeito e Manifestando interesse, respeito e Manifestando interesse, respeito e Manifestando interesse, respeito esolidariedade com os outros (I). solidariedade com os outros (II). solidariedade com os outros (III). solidariedade com os outros (IV).Recorrendo à ajuda de um adulto, em Recorrendo ao número europeu de Recorrendo ao número europeu de Recorrendo ao número europeu decaso de acidente. emergência 112 em caso de acidente (I). emergência 112 em caso de acidente (II). emergência 112 em caso de acidente (III).Colaborando em ações de Colaborando em ações de Colaborando em ações de Colaborando em ações desensibilização da comunidade sensibilização da comunidade sensibilização da comunidade sensibilização da comunidadeeducativa (I). educativa (II). educativa (III). educativa (IV). Utilizando corretamente os avisadores Utilizando corretamente os avisadores de estrada SOS (I). de estrada SOS (II). Agindo em conformidade com as regras de segurança, em situação de sinistro, de forma a prevenir a ocorrência de posteriores acidentes.

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