A noruega faz bem

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A noruega faz bem

  1. 1. NORUEGA Com quem devemos aprender Clic
  2. 2. Noruega, país do Norte da Europa, juntamente com a Suécia forma a Península da Escandinávia
  3. 3. NORUEGANa Noruega, o horário detrabalho começa cedo (às 8horas) e acaba cedo (às15.30).As mães e os paisnoruegueses têm uma partesignificativa dos seus diaspara serem pais, paraproporcionarem aos filhosalgo mais do que um serãode televisão, ou devideojogos.
  4. 4. Têm um ano de licença de maternidade enunca ouviram falar de despedimentos porgravidez.
  5. 5. NORUEGAA riqueza, que produzem nosseus trabalhos, garante-lhes omaior nível salarial da Europa.E é também, desculpem osmenos sensíveis ao argumento, opaís mais igualitário.Apesar de serem produtores depetróleo, só extraem anualmentequantidades mínimas paracompensar alguns custos sociais,tendo a preocupação estratégicade preservar as suas reservas depetróleo para que, a muito longoprazo, as gerações futurastambém dele possam vir abeneficiar.
  6. 6. Telhados tradicionais de madeira, palha e musgo Todos descontam um IRS limpo e transparente, que não é depois desbaratado em rotundas e estatuária kitsh, nem em auto- estradas (só têm 200 quilómetros dessas «alavancas de progresso»), nem em Expos "da especulação imobiliária" deficitária para o Estado, nem Euros-futebolísticos .
  7. 7. É tempo de nós, portugueses,aprendermos com quem faz bem
  8. 8. NORUEGAÉ tempo de os empresários e os portugueses, em geral,constatarem que, na Noruega, a fuga ao fisco não é uma «vantagem competitiva». Ali, o cruzamento de dados «devassa» as contas bancárias, as apólices de seguros, aspropriedades móveis e imóveis e as «ofertas» de património afamiliares que, em Portugal, país de gentes inventivas, garantem anonimato aos crimes e «confundem» os poucos olhos que se dedicam ao combate à fraude económica.
  9. 9. Em Portugal existem propriedades enormes (quintas,herdades, lotes de terrenos) com luxuosas moradias e/oupalácios, repletos de riquezas, que pagam de IMI o mesmoque paga um T3 no Cacém.Na Noruega isto era impossível acontecer, não por seremcomunistas, bloquistas ou outra coisa qualquer, massimplesmente por serem sociais democratas.
  10. 10. NORUEGAMais do que os costumeiros«bons negócios», deviam osportugueses pôr os olhos naquiloque a Noruega tem para nosensinar. E, já agora, os políticos.Numa crónica inspirada, ocorrespondente da TSF naquelepaís afiança que os ministros nãose medem pelas gravatas, nempela alta cilindrada das suasfrotas. Pelo contrário, andam demetro, e não se ofendem quandoos tratam por tu.
  11. 11. Aqui, em Portugal, nesta terra de parolos e novos ricos, nascidos e multiplicadospela corrupção e outras vigarices, pequenas, grandes e colossais, cada Ministériofaz uso de dezenas de carros topo de gama, com vidros fumados para não darlastro às ideias de transparência dos cidadãos.Os ministros portugueses fazem-se preceder de batedores motorizados, poluemo ambiente, dão maus exemplos e gastam, a rodos, o dinheiro que escasseia paraassuntos verdadeiramente importantes.
  12. 12. NORUEGA Os noruegueses sabem que não se«projecta o nome do país» com despesismos faraónicos;basta ser-se sensato e fazer da gestão das contas públicas um exercício de ética e responsabilidade.
  13. 13. Arafat e Rabin assinaram um tratado de paz emOslo.E, que se saiba, não foi preciso desbarataremmilhões para que o nome da capital norueguesacorresse mundo por uma boa causa.
  14. 14. Até os clubes de futebolnoruegueses, que pedem NORUEGAmeças aos seus congénereslusos em competiçõesinternacionais, nuncaprecisaram de pagar aos seusjogadores 400 saláriosmínimos por mês, para queestes joguem à bola.Nas gélidas terras dos vikingsconheci empresáriosportugueses que alimontaram negóciosflorescentes. Um deles,isolado numa ilha acima docírculo polar Árctico, deixavaelogios rasgados à «social-democracia nórdica», aotempo para viver e à suasegurança social.
  15. 15. Ali, naquele país, também há patos-bravos. Mas para os vermos precisamos de apontar binóculos para o céu. Não andam de jipe e de óculos escuros. Não clamam por messias, nem por prebendas. Não se queixam do «excessivo peso do Estado», para depois exigirem isenções e subsídios, fazerem negócios fabulosos com o Estado, de onde este sai sempre lesado, e que o Estado (os seus contribuintes) entre comsomas astronómicas, em condições muito favoráveis, para ajudar a "capitalizar" os Bancos privados que, durante décadas, acumularam lucros fabulosos e sempre tiveram um regime tributário escandalosamente favorável.
  16. 16. É tempo de aprendermos com quem faz bem, como a NORUEGA FIM

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