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Gaivota 146 - janeiro e fevereiro de 2008

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Gaivota 146 - janeiro e fevereiro de 2008

  1. 1. Ano 18 Janeiro – Fevereiro / 2008 nº146CAMPANHA DO JEJUM E ORAÇÃOA Catedral Metodista encontra-se de “Portas Abertas” às O primeiro encontro contou com a presença de 23 pes-quintas-feiras nas sete semanas que antecedem a Páscoa. soas, sendo 7 homens e 16 mulheres. Aqueles irmãos que,O Rev. Paulo Dias Nogueira convidou o povo da Igreja, por algum motivo, não podem participar, o façam em suaspara, nesses dias, jejuar e orar, no período das 7h às 8 h. próprias casas. Meta da Campanha do Restauro é Ultrapassada A campanha da etapa II para o Restauro da Catedral, que contempla agora o salão contíguo ao templo, encontra-se bem encaminhada, no que diz res- peito ao projeto arquitetônico, cuja elaboração é de responsabilidade do arquiteto Adriano Inácio Ferreira, membro da Igreja, conforme decisão to- mada no último Concílio local. Resta ainda submetê-lo à apreciação dos membros da Igreja, em novo Concílio e, uma vez aprovado, à deliberação do Condepac, órgão municipal competente, no que tange ao patrimônio histórico da cidade. Quanto às finanças as metas foram ultrapassadas. Diretoria, assessoras e pastor se reúnem para planejar 2008 Chá e desfile Foi realizada na chácara da sócia Inayá Ometto, o planejamento dos bons tempos para este novo ano. Foram programados vários eventos, cultos e O objetivo é nobre. O chá e o desfile são os meios de colaborar , comemorações de datas especiais. Leia nas páginas 5 e 6. mais um pouco, para a campanha do Restauro da Catedral. Zenaide Rebeque, Inayá Ometto e Raquel Kobayashi compõem a comissão Pastores tomam posse responsável por esse evento, que será realizado no salão social da Igreja, no dia 5 de abril, às l5h. Na ocasião os presentes poderão sa- borear das delícias do chá e apreciar o desfile de algumas mulheresNo domingo dia 24 de fevereiro, no culto matutino,com inspira- da SMM em trajes de outros tempos. Se você quiser também par-dor programa, tomaram posse como pastores da Catedral Meto- ticipar do desfile procure uma das integrantes da comissãodista de Piracicaba os seguintes pastores:Revdo Paulo Dias Nogueira , titular, para mais um biênio, RevdoNilson da Silva Junior, coadjutor e Felipe Fernandes Ribeiro Maia,pastor acadêmico. A Igreja se alegra com esse fato na certeza de que DIA INTERNACIONALserão abençoados no desempenho de seus ministérios. DA MULHERDia mundial de oração A SMM recebeu o convite do Centro Cultural “Martha Watts”, agora sob coordenação de Joceli de Fátima C. Lazier, para estarAs sócias Romilde Sant’Ana e Vera Quintanilha Cantoni, respon- presente nas atividades que serão realizadas em sua sede, na Rua dasáveiasl pela comemoração do “Dia Mundial de Oração” em Pira- Boa Morte, em comemoração do Dia Internacional da Mulher, acicaba, informam que, este ano o culto foi elaborado pelas mu- saber: de 10 a 28 de março: Abertura das exposições que mostrarãolheres da Guiana e será celebrado no dia 7 de março, às 15 h, na a dualidade do ser mulher. Dia 14 de março, às 14:30 h, palestraCatedral Metodista de Piracicaba.. A comissão que colaborará é a da Dra Janice Isabel R. B. Faria, metodista ativa na Igreja, queseguinte: Priscila B. Segabinzzi, Silvia Rolim e Zenaide Rebeque. abordará o tema: “Dores e sabores”.
  2. 2. 2 GAIVOTA • Janeiro/Fevereiro • 2008 Apresentação Li e Recomendo LIVRO: A menina que roubava livrosVivemos o tempo da quaresma. Inicia-se no quadragésimo AUTOR: Markus Zusakdia antes da Páscoa, sem contar os domingos. Representa ANO: 2006um período no qual se enfatiza a importância da contrição,reflexão e conversão. É um momento de preparação para a EDITORA: IntrínsecaPáscoa que se aproxima. O Rev. Paulo Dias Nogueira no seu CONTRIBUIÇÃO DE: Hanna Schützerartigo sobre a ”Quaresma” aborda o tema, passando pelo seu SINOPSE:O livro narra a história da Segunda Guerra Mun-histórico e forma de viver esse momento. dial na perspectiva de uma família alemã insatisfeita com seus motivos e com o governo de Hitler. No foco há Liesel,A “Parábola da Grande Família”, de autoria da Revª Hideide uma menina que gosta muito de ler e que tinha o costumeBrito Torres, pastora e articulista da “Voz Missionária”, se de roubar os livros que lia. A história é envolvente, e nosdesenvolve no sagrado momento da refeição. Revela o espí- surpreende com o poder das palavras, que ao final se mos-rito da reunião que poderia ter sido prazeroso, mas torna-se tram como salvadoras de vida e também como condenadascomplicado. Outras famílias, entretanto, saberiam apreciar a causar dor e sofrimento. Vale a pena ler!a refeição e fazer parte dela um acontecimento desejado portodos os seus membros. Vale a pena lê-lo.Amélia Tavares, redatora da “Voz |Missionária” nos brinda Diretoria da SMMcom um texto baseado no livro de Êxodo 3:1-30, sob o títu- Presidente:lo “Quando Deus entra em cena”. È o chamado de Deus a Vera Baggio AlvimMoisés – um encontro que se dá em um dia comum, quandoele está só, Deus o chama pelo nome. Aprecie a sua história Vices:em sua linguagem muito especial. Inayá T. Veiga Ometto Priscila Barroso Segabinazze“Busque o broto” é uma colaboração enviada pela Darle- Secretária de ata:ne Barbosa Schützer, que a extraiu da Rede de Liturgia do Clóris AlessisCLAI, de autoria de Selma Azzam. Ao buscar o broto na Sec. Correpondentes:planta que parece não crescer, descobre-se que é preciso Rosália T. Veiga Omettosaber esperar e aprender a ver o broto. Rosemary T. Gonçalves Tesoureira:Além desses artigos, apresentamos o planejamento da SMMpara 2008 e o cronograma de atividades que permitem Sílvia Novaes Rolimvisualizar rapidamente o que acontecerá na sociedade, no 1º Agente da VozMissionária:semestre, feito a três mãos. Cinira Cirillo CesarHá, também um artigo, que se constitui homenagem ao Rev. ExpedienteJosé Carlos Barbosa (Barbosinha para os mais próximos), GAIVOTA é o órgão oficial da Sociedade Metodista deprofessor, doutor em história, grande conhecedor da vidae obra de João Wesley, iniciador do movimento metodista, Mulheres da Igreja Metodista Central de Piracicaba.grande colaborador da SMM, ex-coordenador do Cepeme Redatora:– Centro de Pesquisa Metodista da, que, recentemente Vera Baggio Alvimdeixou Piracicaba e se transferiu para o Instituto Izabela Corpo Editorial:Hendrix, em Belo Horizonte, onde atuará na área de sua Inayá Ometto Clóris Alessiespecialidade. Darlene Schützer Wilma B. Câmara da SilvaDesta vez, a seção “Umas e outras” traz alguns dados da vida Secretária:de três servos, atuantes na Igreja, que recentemente descan- Wilma Beggio Camara da Silvasaram no Senhor. R. Elclides da Cunha, 285 - Ap 51 Bairro Nova América. CEP: 13.417-660 / Piracicaba-SPVale também a pena registrar a colaboração de Hanna cecams@gmail.comSchützer publicada na seção “Li e recomendo” com a indica-ção do livro “A menina que roubava livros”. Produção e Impressão: Printfit SoluçõesEnfim, é mais um número da GAIVOTA, como sempre, Fotos:bastante informativo e inspirador. Rev. Paulo Dias Nogueira Terezinha Varela Clóris Alessi Distribuição: Sílvia Novaes Rolim
  3. 3. GAIVOTA • Janeiro/Fevereiro • 2008 3QUARESMA:Tempo de arrepender-se e produzirfrutos dignos de arrependimento. Queridos irmãos e irmãs, Graça e paz! cabelo. Este deve ser, sobretudo, um período radical Estamos no Período da Quaresma. Nestes dias de vivência com o Senhor. À luz das palavras dosomos convidados a orar e jejuar, nos preparando profeta Miquéias, podemos melhor compreender opara a maior festa do cristianismo: a Páscoa. Qua- sentido do período Quaresmal.resma, portanto, é um tempo especial de preparação Miquéias fala ao povo em tom de restauraçãopara esta grande festa. Momento oportuno de arru- da aliança. Ele cobra atitudes práticas do povo e negamar-se pessoal e comunitariamente para se apresen- a possibilidade dessas atitudes serem apenas ritua-tar diante do ressurreto. lísticas. O que Deus quer do Seu povo são atitudes Nas comunidades primitivas, era comum uma de vida. “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; ereunião no primeiro dia de cada semana (domingo que é que o Senhor pede de ti, se não que pratique a– Dia do Senhor) para se celebrar a memória de Jesus justiça, e ames a benignidade, e andes humildementeCristo (Santa Ceia). Devemos nos lembrar que o Culto com o teu Deus.” (Mq 6:8).Cristão nasceu em torno dessa “Páscoa Semanal”. A Quaresma é o período, no calendário cristão, Por volta do século II, influenciados pelo ju- em que o Povo de Deus busca arrepender-se de suasdaísmo, os cristãos passaram a celebrar a Páscoa faltas e pecados, porém não se esquecendo do que oanualmente. No século III iniciou-se a tradição de Senhor nos ordena - que nossa espiritualidade ultrapassese reviver a última semana de Jesus (Semana Santa), a mera contemplação e desemboque em atitudes práti-antes de se celebrar a Páscoa. cas para a promoção da vida. Vários outros profetas e Mas foi no século IV, que a igreja elaborou escritores bíblicos, bem como, o próprio Senhor Jesusum período mais longo de preparação para esta festa Cristo mostrou este caminho. “Porque vos digo que se(Páscoa). Inspirados no valor simbólico do número a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, dequarenta (40 anos no deserto, 40 dias de Moisés no modo nenhum entrareis no Reino do Céus” (Mt 5:20).Monte Sinai, 40 dias das andanças de Elias até a mon- Sendo assim, gostaria de lembrá-los que esta-tanha de Deus, 40 dias que Jesus jejuou no deserto), a mos em meio a uma Campanha de Jejum e Oração.igreja assumiu os quarenta dias que precedem a Sema- Portanto, quero desafiá-los à que busquem o Senhorna Santa como um momento especial de preparação. de todo o coração, arrependendo-nos de todo o malMomento oportuno para reflexão, confissão e jejum. praticado, e realizando obras que reflitam uma ver- Ainda que seja um tempo de introspecção, não dadeira experiência com Deus.devemos transformá-lo num período de contempla- Quaresma é um tempo oportuno de arrepen-ção alienante. Devemos tomar cuidado também para der-se e produzir frutos dignos deste arrependimen-não transformarmos este momento numa experiên- to. Que Deus nos abençoe!cia de arrependimento superficial, como fazem mui-tos que apenas não comem carne ou não cortam o Rev. Paulo Dias Nogueira
  4. 4. 4 GAIVOTA • Janeiro/Fevereiro • 2008 A parábola da grande família Era uma vez uma grande família, formada por pessoas Havia os que pensavam que a refeição era mágica: Semde muitos jeitos diferentes e vindas de muitos lugares. Em entender o que o irmão mais velho lhes contara a respeito docomum, eles tinham uma forma de ver o mundo a partir dos valor da refeição, havia os que pensavam que a comida vira-olhos de sua fé. Eles faziam várias coisas diferentes e tinham va outra coisa cada vez que comiam. E ela ficava tão carrega-muitos talentos. Era uma inspiração ver como tinham capa- da de superstição que, ao invés de alegria, provocava medo.cidades e delas faziam uso com alegria e regularidade. Em vez de respeito, provocava terror. Em vez de amizade, Um dos momentos mais importantes da vida em comum provocava julgamento. Sem gosto e sem substância, a refei-desta família era quando se reuniam para comer. Entretanto, ção virava um ritual e não um evento. E como a magia nãoesse que era para ser um momento muito prazeroso, come- resiste à verdade, aos poucos alguns entre eles deixavam deçou a se tornar complicado. É que havia muitas divergências pensar sobre o valor da refeição e, por isso, comiam mecani-quanto à forma, ao horário, à maneira de comer e muitas camente ou com o coração cheio de pesar. Haviam perdidooutras regras que começaram a surgir e até mesmo interferir o verdadeiro milagre que a refeição prometia lhes trazer.no gosto da refeição. Eu vou explicar como tudo acontecia. Havia os que deixavam para comer somente depois de la- Havia os que pensavam que a refeição era só deles: Quando varem as mãos. Mas nunca as lavavam. Sim, alguns se achavamchegavam os parentes de outros lugares para participar da hora indignos da mesa e da alegria familiar que ela representava.da refeição, eles escondiam os alimentos, deixavam para se ali- Desta forma, embora estivessem em casa e a mesa estives-mentar em outra hora ou até diziam abertamente que os parentes se diante deles, eles nunca comiam. Diziam que iam lavar asde outros lugares não podiam participar, só os que comiam na- mãos primeiro, para estarem devidamente limpos. Mas jamaisquela casa. E assim, apesar de serem da mesma família, ficavam se apressavam, mesmo sabendo a hora da comida. E a horaseparados, uns comendo e outros com fome, diante da mesma passava. E eles continuavam com as mãos sujas e os estômagosmesa farta. vazios. Com o tempo, ficavam tão acostumados a comer bestei- Havia os que pensavam que as crianças não podiam sen- ras e bobagens na rua, que a comida especial da casa já nem lhestar-se à mesa: Naquela casa, apenas os adultos podiam ter a fazia falta e a poeira das mãos nem incomodava tanto. Esses sãohonra de sentar-se à mesa para comer. As crianças ficavam ao aqueles que perderam o sentido de suas vidas e do valor de estarredor, olhando e imaginando o gosto do alimento. Algumas juntos diante de uma mesa e de uma refeição tão especial.vezes, depois que todos comiam, as crianças podiam ter aces-so ao que havia sobrado. Mas nem sempre era assim. Então,os pequeninos ficavam sempre com fome do alimento e do E também outros havia, para os quaiscarinho. a refeição tinha pelo menos, três sabores Havia os que pensavam que podiam comer de qual- muito especiais...quer maneira. Sem pensar sobre a importância daquelarefeição especial e do sentido original que ela trazia,enquanto uns proibiam tudo, outros não refletiam. Para estes, a refeição tinha gosto de família.Apenas comiam e bebiam como se fosse um evento cor- Dela participavam todos aqueles que aceitavam os ensinosriqueiro, uma festa no parque, um restaurante popular. do irmão mais velho e do verdadeiro Pai, um pai cuidador eEsqueciam que aquela refeição trazia em si o sentido amoroso, que tudo fazia por seus filhos e filhas. Para estes, ade família como nenhuma outra, e lembranças de um refeição era um dos momentos mais particulares para estarirmão mais velho, cujas ordenanças para o bem-estar juntos. Aproximavam-se da mesa com uma alegria quase in-da família foram, pouco a pouco, sendo esquecidas. contida. Sentiam prazer em partilhar o sabor do alimento eSem perdão, sem respeito, sem amor, sem pureza de da vida que ele significava. Entendiam que o fato de comeremcoração, sem unidade, sem o toque especial da fé e da juntos fazia deles uma família verdadeira, mais do que qual-esperança, comiam esses. E, por mais que seus corpos quer outro laço que tivessem entre si. Por isso, tinham pelaestivessem satisfeitos, seus corações permaneciam fa- refeição grande respeito e a vivenciavam como uma experiên-mintos, esqueléticos, anêmicos e doentes. Por isso, não cia única. Era um sinal de fraternidade, de unidade e que ospodiam ser felizes. identificava entre quaisquer outras famílias em toda a terra!
  5. 5. GAIVOTA • Janeiro/Fevereiro • 2008 5 Para estes, a refeição tinha gosto de vida, da presença real sentiam a cada vez o gosto de querer mais a volta do seudo irmão mais velho. A refeição não era especial porque os irmão, o gosto de ver a família completa, o gosto de ver asalimentos assumiam outras formas ou sabores, mas porque, a dificuldades vencidas.cada vez que se reuniam para comer, os membros da família E com o gosto bom da comida que simbolizava sua uni-lembravam os ensinos, viviam a experiência viva e sentiam dade, que atualizava a presença do seu irmão distante e queque o irmão mais velho estava, de fato, entre eles, como em tinha o gosto da promessa futura, esses aproveitavam o que atempos antigos. Por isso, aquela refeição tinha um caráter comida tinha de melhor. Levantavam-se da mesa satisfeitos esagrado, insuperável, imutável e tinha o poder de fazer com alimentados. Nutriam a saúde do corpo, do coração e da alma.que eles se tornassem um só. Qualquer diferença poderia ser Eram capazes de ultrapassar obstáculos diante dos quais muitossuperada se ao menos eles pudessem comer juntos com o sa- outros desistiriam. E tinham um senso de família tão intensobor da vida nova. Qualquer problema poderia ser vencido se que não permitiam que nada no mundo atrapalhasse seu amorfossem capazes de partilhar o alimento e partilhar o coração. e sua comunhão. E cada vez que comiam, ficavam ansiandoA presença viva do irmão entre eles, a graciosidade e amor pela próxima refeição. Mas não pensem que faziam isso porquedo Pai cuidador, tudo isso podia ser vividamente sentido eles eram gulosos e comilões! Longe disso! É que uma das coisasenquanto comiam e bebiam. que eles mais apreciavam era poder servir uns aos outros en- Para estes, a refeição tinha gosto do futuro. Comer aque- quanto comiam. Essa era uma parte muito especial da refeiçãola comida era uma garantia de que uma nova refeição viria e eles jamais abriam mão dela! Assim garantiam que ninguémno dia seguinte. Era uma prova viva de que tudo o que ha- passaria fome, enquanto pudessem partir um pedaço a mais deviam aprendido como família valia a pena e poderia ser pas- pão e repartir um pouco mais de vinho...sado adiante. Ademais, quando aprenderam a comer aquelealimento, o irmão mais velho, que agora vivia distante deles,havia lhes ensinado a receita da vida alegre e havia feito uma Hoje, há uma mesa aqui, diante de nós.promessa: “Repitam essa receita, comam e bebam desse ali- Que papel desempenhamos nesta história?mento. Eu tenho de ir agora, mas um dia eu voltarei. Até lá,não vou comer dessa mesma comida de novo, porque vou De que maneira comeremos?esperar ansiosamente para comer junto com vocês”. Comercom gosto de quero-mais é a melhor coisa que existe! E eles Revda. Hideíde Brito Torres
  6. 6. 6 GAIVOTA • Janeiro/Fevereiro • 2008 COMO FOI O PLANEJAEm reunião realizada na chácara da sócia Inayá Ometto, Apresentou, também, ono dia 31 de janeiro de 2008, estiveram presentes os mem- site da Catedral na in-bros da diretoria e assessoras, na companhia agradável do ternet: www.metodista-pastor titular da Catedral, Rev. Paulo Dias Nogueira, con- piracicaba.com.br, apro-vidado para trazer a mensagem ao grupo e a participar da veitando para desafiar areunião. A palavra sempre eloqüente do pastor levou todas SMM a elaborar devo-a ficarem frente a duas perguntas que mexeram com o gru- cionais para serem divul-po: “Que Igreja você gostaria de ter”? “Que Igreja você está gadas por essa mídia.disposta a ser?”. Acrescentou ele: “Não é difícil respondera primeira indagação, lembrando que todos gostariam de A presidente comunicouver a Igreja com muitos membros, um belo templo, exce- que as reuniões da dire-lente coral acompanhando os cultos dominicais e uma boa toria serão convocadasarrecadação de ofertas e dízimos. Com esses pensamentos quando se fizerem ne-acabamos buscando a autopromoção, nos preocupando cessárias. Quanto às reu-somente em ter.”Disse mais o pastor: “O desafio da Igre-ja é ser. Somos chamados a ser discípu-los, temos a responsabilidade de levar-mos a mensagem, sermos solidários eobedientes a Deus. E mais: as mulherestêm o poder de influenciar todos ossegmentos da Igreja e por isso são cha-madas para dar a sua contribuição paraobra do Senhor.”Com essa mensagem, o Rev. Paulo DiasNogueira iniciou a reunião de planeja-mento da SMM e devolveu a direção paraa presidente da SMM, Vera Baggio Alvim. Após a leitura niões mensais da SMM serão agendadas para o terceiro ouda ata e relatórios, dentre esses o da tesouraria e o do Gru- quarto sábado de cada mês, a partir das 15 horas, no salãopo de Oração, sugeriu-se a atualização da chave telefônica social da Igreja, com a comemoração dos aniversários dasda SMM, com a inclusão dos nomes de alguns membros sócias do mês respectivo.da Igreja. Foram programadas visitas ao Lar Betel para os dias 8 de maio,Novamente com a palavra, o pastor Paulo informou que, 25 de setembro e 11 de dezembro. A Gaivota, jornal da SMM,durante a quaresma, serão realizadas reuniões de jejum e continuará com periodicidade bimestral, sob a direção de Veraoração, nas sete quintas-feiras que antecedem a Páscoa. Baggio Alvim e colaboração do Corpo Editorial e articulistas.
  7. 7. GAIVOTA • Janeiro/Fevereiro • 2008 7AMENTO NA CHÁCARA Inayá Ometto, Priscila Segabinazzi e Clóris Alessi Foi marcado para o dia trajes de outros tempos. A comissão para esse evento está 7 de maio, sob coorde- assim constituída: Zenaide P. Rebeque, Sílvia N. Rolim, nação de Vera Quinta- Inayá Ometto, Rosália Ometto e Raquel Kobayashi. nilha Cantoni, o culto comemorativo do Dia O culto comemorativo do Dia do Pastor será no dia 13 de Mundial de Oração, na abril, no período matutino, quando serão homenageados Catedral Metodista de os pastores: Paulo Dias Nogueira (titular), Nilson da Silva Piracicaba, às 15 horas, Júnior (coadjutor) e Filipe Maia (acadêmico). Para tanto, cujo programa foi ela- foram designadas as seguintes sócias para a elaboração do borado pelas mulheres programa: Susana Maia, Joana D’Arc Bicudo da Silva, da Guiana. Maria José Martins e Sheila Matos Hussar. A presidência trouxe a No dia 25 de maio, a SMM realizará um almoço de confra- informação, dada pela ternização das famílias, modalidade “travessinha”. Nessa oca- sião serão sorteados os “amigos secretos de oração”. Comissão responsável pelo evento: Priscila B. Segabinazzi, Naly L. Guimarães, Sílvia Rolim e Zenaide P Rebeque. . Na reunião mensal de 15 de março terá início a “Campanha dos Talentos” com o término em 28 de junho. A comissão incumbida dessa atividade é a seguinte: Shirlei N. Debussi, Rosemary T. Gonçal- ves e Rosália T. V. Ometto. O detalhamento das atividades planejadas para o segundo semestre, conforme crono- grama já elaborado (ver página 08), bem Secretária Distrital, Zoé Pedroso Barbosa, sobre a realiza- como a escolha dos nomes para comporem as diferentes ção do Encontro Distrital no dia 29 de março, na Catedral comissões, será feito em reunião do dia 17 de julho. Metodista de Piracicaba, que terá a seguinte comissão para ajudar na infra-estruturar: Zenaide P. Rebeque, Sílvia N. A reunião que tratou dos assuntos acima relatados, cujo Rolim, Naly L. Guimarães e Priscila B. Segabinazzi término se deu por volta das 16 horas, teve intervalo para almoço e para lanche, quando foram apreciados os dons Com a finalidade de ampliar a colaboração para a Campa- culinários das sócias presentes, que levaram saborosos nha do Restauro do anexo ao templo, a SMM programou, pratos, com destaque para a sobremesa, oferecida pela para o dia 5 de abril, chá com desfile de sócias vestindo Inayá, gentil anfitriã, a quem todos ficaram gratos.
  8. 8. 8 GAIVOTA • Janeiro/Fevereiro • 2008 CRONOGRAMA DE ATIVIDADES DA S. M. M. 1º SEMESTRE DE 2008 ATIVIDADES DATAS RESPONSÁVEL(EIS) Templo de Portas Abertas 07, 14, 21, 28 - fevereiro. 06, 13 e 20 - março Rev. Paulo Dias Nogueira Reuniões da Diretoria da SMM Serão realizadas conforme a Vera Baggio Dias Alvim necessidade GAIVOTA – publicação da SMM Edições bimestrais Vera Baggio Dias Alvim e Corpo Editorial Reuniões Mensais da SMM 23 fev., 15 mar., 26 abr., 31 mai. e Diretoria da SMM 28 jun. Dia Mundial de Oração- DMO 07 de março Vera Quintanilha Cantoni Dia Internacional da Mulher 08 de março Convite do Centro Cultural Martha Watts Início da Campanha dos Talentos 15 de março Shirlei Debussi, Rosemary (reunião mensal) Gonçalves, Rosália Ometto e Ester Bezerra Encontro Distrital 29 de março na Catedral Zoé Barbosa, Zenaide Rebeque, Metodista Sílvia Rolim, Mirce Lavoura, Naly Guimarães e Priscila Segabinazzi 05 de abril Zenaide Rebeque, Sílvia Rolim, Chá e Desfile dos Bons Tempos Rosália Ometto, Inayá Ometto e Raquel Kobayashi Dia do Pastor (Homenagens) 13 de abril, no Culto Maria José Martins, Susana Maia, Matutino Sheila Hussar, Joana D’Arc Bicudo da Silva Visita ao Lar Betel 08 de março, 25 de setembro e 04 Rev. Paulo Dias Nogueira, de dezembro diretoria da SMM e demais sócias Almoço de Confraternização das 25 de maio Mirce Lavoura, Ester Bezerra, Famílias (“travessinha”) Sílvia Rolim, Zenaide Rebeque, Priscila Segabinazzi, Naly Guimarães Término da Campanha dos 28 de junho Shirlei Debussi, Rosemary Talentos (reunião mensal da Gonçalves e Rosália Ometto SMM) Projeto Missionário “Uma julho Aguardando informações da semana pra Jesus” Federação Reuniões mensais do 2º semestre 30 de agosto, 20 de setembro e 25 Diretoria da SMM de outubro Comemoração do aniversário da setembro Rev. Paulo Dias Nogueira Catedral (127 anos) Comemoração do “Dia da Voz 20 de setembro Cinira C. César Missionária” Bazar de Natal 07 de novembro Sílvia Rolim, Mirce Lavoura, Zenaide Rebeque, Naly Guimarães e Raquel Diehl Comemoração dos 112 anos da 30 de novembro Serão designados no planejamento SMM do 2º sem. Almoço de confraternização do 13 de dezembro Idem Natal
  9. 9. GAIVOTA • Janeiro/Fevereiro • 2008 9 Barbosinha foi para BH Em nossa Igreja temos tido a oportunidade de con- dele, depois de nos contar a linda biografia desse hecer muitas pessoas que vieram de outras para- servo de Deus. Nessa classe, estudamos a história gens, aqui permaneceram por um bom tempo e da Igreja, as parábolas de Jesus e, em datas espe- com as quais convivemos. Fizeram parte da família ciais, como Páscoa, Natal e outras mais, sempre cristã, prestaram serviços como profissionais, mas nos brindava com aulas inesquecíveis. um dia se foram em busca de suas raízes, de novas oportunidades ou desafios.. E nós amamos essas Encenamos, por dois anos seguidos, em comemo- pessoas e choramos quando partem. ração do aniversário da SMM, no Teatro da Ca- tedral, a peça “Fragmentos da História”, de autoria Difícil também é separarmo-nos de nossos con- de José Carlos Barbosa, na qual atuou como um terrâneos, pessoas que cresceram em nosso meio, dos personagens. Articulista de vários periódicos, freqüentaram e participaram de ministérios sempre prestigiou a “GAIVOTA” presenteando na Igreja, estudaram ou trabalharam nas insti- seus leitores com páginas inspiradoras. tuições metodistas da cidade, enfim, dedica- ram-se á educação e a fé. Essas pessoas passaram Agora, esse querido irmão deixa Piracicaba, por a fazer parte de nossas vidas e história, mas, razões que não vem ao caso agora, para coordenar também, muitas vezes, também nos deixam em o Departamento de História, recém inaugurado busca de novas oportunidades no Instituto Izabela Hendrix, em Belo Horizonte e, assim, continuar trabalhando na área acadêmica Hoje queremos mencionar a despedida de José em que fez o seu doutorado. Acompanha-o, nessa Carlos Barbosa, pastor, historiador, escritor, pes- mudança, a sua esposa Esmeralda, aluna do Curso quisador, conferencista, amigo e irmão. Conhece- de Psicologia da UNIMEP. dor profundo da história da Igreja e da educa- ção metodista, bem como de João Wesley, tem Com estes registros, homenageamos e agradecemos disseminado o seu conhecimento por meio de à José Carlos Barbosa, o querido Barbosinha, como palestras, seminários, artigos em revista, livros, nós carinhosamente o chamávamos, o tempo, bom frutos de exaustivas pesquisas. Era, até o início demais, que passou entre nós, numa convivência desta ano, o coordenador do Cepeme – Centro muito próxima e fraterna. Sempre lembraremos de Pesquisa Metodista. de seu grande conhecimento bíblico, teológico e histórico, seu amor à Igreja Metodista e apego às Foi pastor titular de nossa Igreja em anos passados suas doutrinas, sua paixão por João Wesley, sua e, para 2008, havia sido nomeado pastor coadju- facilidade em contar os fatos de forma atraente e tor da Catedral. Ultimamente, dava freqüente- educativa, sua solidariedade sempre presente, con- mente sua colaboração à SMM, especialmente nas tudo, uma das suas inúmeras qualidades que marca reuniões semanais de oração. Trouxe inspiradoras a todos que com ele convivem é a sua humildade. mensagens para nós mulheres. Na Escola Domini- cal, atendendo o desejo de algumas pessoas, aceitou Clóris Alessi ser professor da classe “João da Alegria”, cuja de- nominação foi dada em homenagem a um leigo da Igreja que muito se dedicou à missão, por sugestão
  10. 10. 10 GAIVOTA • Janeiro/Fevereiro • 2008 QUANDO DEUS ENTRA EM CENAAquele dia parecia ser um dia igual aos demais para Moisés: ele comeu, despediu-seda família e foi apascentar o rebanho do seu sogro. Mas, Deus resolvera que aqueledia seria diferente na vida de Moisés, um dia marcado para um encontro com Deus.O chamado divino é sempre uma questão entre Deus e a muito bem, cuidando de todos os preparativos, enquantopessoa chamada. Nunca encontramos Deus dando uma a preocupação de Maria era parar tudo para ouvir Jesus.visão a um grupo. Ele sempre chama uma pessoa espe- Jesus diz que ela escolheu a boa parte (Lc 10.42).cífica. Deus entra no dia a dia de Moisés e transformacompletamente sua vida. É sempre assim, quando Deus 4. O Deus que nos conhece – Deus não somente nosentra em cena, mudanças acontecem. Meditando sobre conhece pelo nome, mas conhece a nossa realidade. Deusesta passagem e lembrando do ano que estamos inici- revela-se como aquele que conhece o seu povo: Deus dizando, gostaria de ressaltar alguns pontos: que viu o sofrimento do seu povo, ouviu o seu clamor, conhece-lhe o sofrimento e, por este motivo, desceu para1. Deus revela-se no dia a dia - Deus revela-se a Moisés livrar o seu povo. Imaginamos que o nossa dor e sofri-no seu cotidiano, usando a sarça ardente, um arbusto mento são só nossos. Mas, o Deus que nos conhece sabeespinhoso, igual a inúmeros outros do deserto. Moisés exatamente onde estamos e se importa conosco. Assimaproxima-se daquele espinho ardendo em fogo sem con- como ele se importa conosco, promete caminhar ao nos-sumir-se, talvez movido pela curiosidade. Mas, no meio so lado como prometeu a Moisés.da sarça, estava Deus que chama Moisés. Quantas vezes,imaginamos que precisa haver um clima todo especial Estamos ensaiando os primeiros passos de um ano novo.para a manifestação de Deus, mas Deus, sempre nos Em cada novo ano, vivemos a esperança de alcançar no-surpreende e escolhe ocasiões e lugares inusitados, onde vas e boas margens em nossa vida. Talvez você esteja di-nunca imaginamos encontrá-lo. Foi assim com o profeta zendo: entra ano e sai ano, mas nada muda na minhaElias, ele esperava encontrar Deus no vento, no terre- vida. Mas, Deus diz que não, o ano de 2008 tem tudomoto e no fogo, mas Deus vem ao seu encontro depois para ser diferente porque Deus quer entrar em cena ede uma brisa suave (1 Reis 19.11-13) realizar grandes coisas na sua vida e por seu intermédio. Precisamos caminhar sempre na certeza de que Deus está2. Deus nos conhece pelo nome - No meio da sarça, conosco. 2008 pode ser um ano igual aos outros ou podeDeus chama Moisés pelo nome. Deus sempre nos chama ser o ano deixarmos que Deus nos surpreenda.pelo nome. Vivemos num mundo massificado, onde te-mos que decorar diversos números e códigos. Mas, para Conta-se a história de um professor que, certo dia estavaDeus, não somos um número ou mais um em meio à aplicando uma prova, os alunos, em silêncio tentavammultidão. Somos únicos. A promessa de Apocalipse para responder as perguntas com uma certa ansiedade. Fal-a Igreja de Pérgamo seria uma pedrinha branca, com um tavam uns 15 minutos para o encerramento e um alunonovo nome, conhecido somente por Deus (Apocalipse levantou o braço, se dirigiu ao professor mim e pediu2.17). O mesmo Deus que tem o nosso nome escrito nas uma folha em branco. O professor levou a folha até suapalmas de suas mãos (Isaías 49.16). Como é confortador carteira e perguntou porque queria mais uma folha emsaber que o nosso relacionamento com Deus passa por branco. Ele respondeu que tentara responder as questões,uma relação de fraterna, conhecemos a Deus e somos mas rabiscara tudo, fez uma confusão danada e queriaconhecidos por Ele. começar outra vez. Apesar do pouco tempo que faltava, o professor confiou no rapaz e deu-lhe a folha em branco3. Necessidade de parar para encontrar Deus – Deus fala e ficou torcendo por ele.com Moisés quando este interrompe suas atividades paraver a cena da sarça ardente. Moisés muda a direção do seu Quantas pessoas receberam uma folha em branco, que foicaminhar e vai em direção a Deus que quer falar com ele. a vida que Deus lhes deu, mas só têm feito rabisco, con-Quantas vezes, em nossa vida diária, Deus quer falar con- fusões, tentativas frustradas e uma confusão danada...osco, mas estamos tão ocupados, ouvimos tantos ruídose cenas extraordinárias que nem sempre nos dispomos a Estamos no início de um novo ano, seria um bom momentoouvir o chamado de Deus. Para um encontro com Deus para se pedir a Deus uma folha Em branco; uma nova chance.é necessário parar e estar aberto/a para ouvir a Deus. Asduas irmãs Marta e Maria estavam diante do Mestre Je- Amélia Tavares C. Nevessus, mas a grande preocupação de Marta era receber Jesus Redatora Voz Missionária
  11. 11. GAIVOTA • Janeiro/Fevereiro • 2008 11Umas e Outras Inayá Toledo Veiga Ometto. Jandira e Lenira descansaram no Senhor: Faleceu repen- Faleceu dia 14 de fevereiro nossa tinamente no dia querida Jandira Siqueira. Descen- 18 de fevereiro, dente de norte- americanos pelo nossa irmã Le- lado materno, era uma metodista nira Gomes. Jun- de tradição. Estudou como in- tamente com seu terna no Colégio Piracicabano marido Eliseu e a durante longos anos. Seu namoro filha Renata eram com Lineu Siqueira teve início membros ativos nas salas de visitas do Colégio sob na Igreja.. Tin- o olhar vigilante das diretoras da ham um lugar época. Lineu e Jandira foram proprietários de uma das mais com- preferido para pletas lojas de ferragens de Piracicaba, a tradicional “Casa Siqueira”.sentarem e sempre eram os primeiros a chegar. Nas reuniões Foi sócia fiel da SMM, participando das reuniões mensais, sendode oração, às 3º feiras, não era diferente, primeiras a chegar secretária de atas em algumas gestões. Trabalhou com alegria nae raramente faltavam. Como lembrou a irmã Ester Siqueira Amas nos seus primeiros tempos. Últimamente, com a prolongadaBezerra, em sua fala no velório, “Lenira era uma pessoa que doença de seu marido, freqüentava a Escola Dominical, reuniõespouco falava. Mas no seu silêncio revelava o seu amor, res- de oração e reuniões mensais bem menos do que gostaria. Bastantepeito e gratidão a Deus e a sua Igreja. Para falarmos de Deus, abalada com a morte de seu marido, no ano passado, entristecida,nem sempre precisamos de usar palavras, Lenira falava pelo sempre chorava nos cultos ou quando conversava com amigas naseu viver. Com seu jeito silencioso, calado mas comprometido porta da Igreja. Era uma pessoa bonita, elegante, amável, sorridentecom Deus.” , discreta e muito leal. Com sua partida a SMM e a Igreja ficamSentiremos muita falta da Lenira. Desejamos ao Eliseu e a com uma grande lacuna. Vamos sentir muita falta dessa amiga tãoRenata o consolo de Deus para enfrentarem os dias difíceis querida.Aos seus familiares, nossa oração pedindo a Deus que osque virão pela frente. console nesta hora tão difícil da separação. Sr. Módulo grande amigo da SMMAos 88 anos Sr. Módulo nos deixou, depois de passar poucos Dono de um eterno sorriso que, muitas vezes, se misturavadias no hospital, após ter fraturado o fêmur, que o levou a com lágrimas, mas que na verdade era demonstração de muitacirurgia, cujo pós-operatório causou-lhe a morte. alegria, especialmente quando nos abraçava naqueleFoi nosso companheiro na SMM, pois frequente- momento em que o Pastor, nos cultos, abria espaçomente assistia nossas reuniões devocionais mensais, para os cumprimentos e abraços.juntamente com sua esposa D.Ana. Da mesma for- Com essas palavras, a SMM homenageia o Sr.ma, procedia nos cultos matutinos, sentando-se no Aristides Módulo e agradece a Deus pelo exem-mesmo lugar,sempre à frente, para ouvir melhor. plo de vida cristã que ele nos deixou. A D.Ana,Era dos primeiros a se levantar quando o Pastor sua esposa querida, oramos pedindo ao Pai deconvidava para alguém orar. amor que esteja sempre junto dela, dando-lheEstudou inglês, e a convivência com americanos o conforto e a consolação que vem do Alto.que vinham na missão da USAID à ESALQ/USP,falava com desenvoltura. Ele trabalhava como motorista. Clóris Alessi
  12. 12. 12 GAIVOTA • Janeiro/Fevereiro • 2008 BUSQUE O BROTO! Senhor, que o mundo não te escape das mãos! Que a falta de fé não nos faça sentir que nos abandonaste! Amém. - Vamos ver a planta e por que você se preo- cupa tanto. Ao ver o vaso, sorriu com um “Ahá”, se agachou e levantou a planta, colocou à altura de seus olhos. Com outro Ahá” a segurou em seu braço e com os dedos começou a esfregar o talo até onde chegava ao caule e ficava co- berto de terra. No terceiro “Ahá”, impaciente por tanto mistério, cheguei mais perto para ver o que seus dedos faziam no talo e disse: - Ahá o quê? O que você está vendo? E ela, mostrando com a ponta da unha me disse triunfante: - Veja, isto é um broto! Uma amiga muito querida me presenteou E ali estava, uma pequena protuberância verde,uma planta, nova, de folhas muito bonitas. pálida e brilhante pressionando o talo, incipienteGosto de plantas, e vê-las crescer e florescer me debaixo da terra que a abrigava. Silenciosa, lenta-faz sentir cúmplice da natureza e de suas for- mente, essa futura folha ou ramo estava crescendoças. Estava feliz. como uma promessa de vida e beleza, para com- pletar a obra a que estava destinada. Dia a dia observava minha planta e cuidavadela, regava e protegia do frio e do sol forte. - Ahá - disse de novo minha amiga, olhando-me comEu a mimava e lhe dizia, com carinho, como a um sorriso burlesco e condescendente - Você tem que sabertinha desejado. esperar o broto, tem que aprender a ver o broto. Passaram-se semanas e não via minha planta Minha amiga nunca soube quanto suascrescer. Embora suas folhas estivessem firmes palavras significaram para mim e para minhae brilhantes, e não houvesse indicativo de que vida. Naquele momento nem eu sabia do al-algo errado ou perigoso acontecia , comecei cance de suas palavras, nem pensei que alguma temer, pois o que não cresce morre. Minha dia as recordaria.planta não seria exceção. E como as recordei! Comentei com minha amiga os meus te-mores e ela, como percebeu a tristeza em meus Salwa Azzam - (extraído da Rede de Litur-olhos, me disse: gia Latino-Americana - tradução livre)

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