História das mulheres no brasil beatriz

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História das mulheres no brasil beatriz

  1. 1. HISTÓRIA DAS MULHERES DO BRASIL Docente: Elias Brito Jr.
  2. 2. Introdução ao tema Durante o período colonial, muitas mulheres viram-se diante da necessidade de abandonar os próprios filhos, uma dor geralmente caracterizada pelos obstáculos ao tentar assumir e sustentar os filhos nascidos fora do matrimonio ou por sua situação financeira.
  3. 3. • Século XVI: Devido ao contato entre índios e colonizadores, que traziam muitas doenças consigo, resultou em uma multidão de bebês doentes e, por consequência, abandonados. • Século XVII: O abandono de crianças passou a ser percebido pela população portuguesa. • Século XVIII: Os ritmos de crescimento do mundo colonial repercutiram na condição de vida das crianças. No campo, o abandono raramente ocorria, já na cidade, isso era frequente, inclusive o tipo mais selvagem de abandono.
  4. 4. MATERNIDADE NEGADA Com o aumento dos abandonos, nascem as Santas Casas de Misericórdia, instituições que acolhiam crianças enjeitadas. Também existia uma inquietação diante do futuro espiritual dos abandonados. Por isso, quem encontrasse um recém-nascido na rua ou o recebesse diretamente dos pais deveria recolher a criança e batizá-la.
  5. 5. Algumas crianças eram criadas nas próprias Santas Casas, outras tinham a sorte, ou não, de serem criadas pelas chamadas “famílias criadeiras”, as quais recebiam para criar os pequenos. As famílias podiam escolher entre duas formas de recebimento: trimestral ou ao fim da criação, por morte ou pelo fato da criança atingir sete anos de idade.
  6. 6. Roda dos Expostos/Enjeitados foi um cilindro de madeira que fora colocado nos Conventos e Casas de Misericórdia a fim de receber crianças enjeitadas. A Roda funcionava dia e noite e, qualquer um podia deixar um pequerrucho sem ser notado ou incomodado. Apesar de o sistema tentar encontrar a origem dos bebês, quase sempre, era inútil. O abandono selvagem continuou sendo praticado e a ajuda privada foi a principal forma de proteção aos enjeitados.
  7. 7. Frequentes formas de abandono O abandono raramente ocorria no meio rural. Para os camponeses sem escravos, a força de trabalho familiar ocupava um papel fundamental na sobrevivência da unidade doméstica. As crianças realizavam pequenos trabalhos, de função produtiva ou de apoio. Talvez seja por isso que se evitava o abandono selvagem a todo custo. Mesmo enviar o filho para o vizinho, o abandono civilizado, implicava em perda de um braço precioso para a economia doméstica.
  8. 8. • Na cidade, o trabalho infantil tinha pouco valor. • Filhos de miseráveis e desclassificados sociais geralmente eram abandonados. • Mulheres brancas também enjeitavam os filhos, principalmente quando eram frutos de traições. • Pelas mães se acharem insuficientes e desqualificadas. • Algumas mães ficavam muito doentes e deixavam os filhos provisoriamente na casa dos expostos até se recuperarem.
  9. 9. Mulheres Criadeiras Eram mulheres contratadas pela câmara ou Santa Casa, podendo ser livres ou escravas. O auxílio aos expostos premiava os criadores com valores inferiores aos do mercado das amas escravas. Alguns proprietários ou mulheres livres aceitavam manter enjeitados recebendo muito pouco ou nada por isso, alegando estar pagando promessas.
  10. 10. Como a renda era pouca, os bebês, a maioria das vezes eram mal alimentados. Caldos quentes, leite de vaca ou até mesmo água morna com açúcar eram dados aos pequenos. Havia também uma péssima e nem sempre proposital falta de higiene dos criadores. Além de tudo, em muitas residências as amas se impacientavam com as crianças, que já eram submetidas á amamentação artificial e agora, a mistura de aguardente (pinga ou cachaça) ao leite para acalmá-las.
  11. 11. Os motivos das mães • As mães solteiras abandonavam ou por se acharem desqualificadas para cuidar de um filho ou por serem taxadas como desonra para a família. • A pobreza de seus pais. • Como já dito, algumas ficavam doentes. • Morte dos pais.
  12. 12. Um outro amor materno Até agora vimos que muitas mães abandonavam os filhos de forma desalmada e egoísta. Porém, em alguns casos, o abandono podia representar um gesto de ternura. Um exemplo disso são os casos de escravas que rejeitavam os filhos, na esperança de vê-los livres.
  13. 13. Uma forma de controle de natalidade? Embora algumas pessoas considerem o abandono uma forma de desprezo à criança, outros consideram como um tipo de manifestação de amor. Sem dúvida, o abandono é bem menos cruel do que o infanticídio, o assassinato da criança. A existência de instituições destinadas aos cuidados dos pequenos demonstra uma atitude complacente das autoridades em relação ao abandono. O mesmo não pode ser dito do infanticídio e do aborto.
  14. 14. Roda: um cemitério de crianças? Existem também casos de abandono de crianças mortas. Os bebês, muitas vezes, já vinham mortos ou acabavam morrendo no período em que as mães deixavam o filho na Roda. Boa parte dos enjeitados pagavam o preço por terem nascido em uma sociedade que desconhecia orfanatos ou leis favoráveis à adoção.
  15. 15. O massacre de anjinhos Os destinos dos enjeitados variam-se muito, desde a morte precoce a venda dos pequenos como escravos. A sobrevivência deles não estava apenas ligada à sorte de serem, ou não, acolhidos, mas também a forma de como eram criados. Além da amamentação artificial, a sobrevivência dos abandonas estava ligada à outros fatores: dependia de pessoas que, movidos pelo espírito da caridade, aceitassem criar a criança com pouca renda.
  16. 16. Além de tudo, quem não tinha a chance de ser alimentado por uma ama, quase sempre acabava morto.
  17. 17. De que morriam os expostos Com o aumento de bebês rejeitados, era necessário um aumento também de amas e cuidadores . Por isso, várias mulheres se tornaram escravas de aluguel, porém eram ineficientes, empregando técnicas de amamentação artificial desastrosas, o que levou muitos óbitos.
  18. 18. Em busca de culpados Por muitas vezes, a culpa pela morte dos pequenos era atribuída às mulheres. Porém, vale lembrar que, de acordo com as condições em que eram recebido na Casa da Roda e o descaso das amas, as mães não eram as únicas culpadas pela morte em massa dos filhos.
  19. 19. Destinos Possíveis Para muitas mulheres, enjeitar o filho se tornava uma forma de protegê-lo. Haviam, inclusive , mães que acabaram reconstruindo famílias ao reencontrar os filhos. São inúmeras as histórias de moças pobres que conseguiram a devolução dos filhos graças a constatação de sua situação financeira. Apesar disso, mais de 80% das mães jamais reencontram os filhos, por terem morrido ou serem vendidos.
  20. 20. Independentemente de todo o esforço, muitos desses jovens crescidos acabavam se tornando revoltados e fugiam dos locais de trabalho para morar na rua. A partir daí, foi iniciado um novo ciclo de casais miseráveis e mães que abandonavam o filhos.
  21. 21. Trabalho: • Ana Catarina - nº 01 • Beatriz Araújo - nº03 • Beatriz Borges - nº04 • Isabella Vazan - nº11 • Mayara Cristina - nº17

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