Resenha crítica - mkt ideiavirus

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Resenha crítica - mkt ideiavirus

  1. 1. RESENHA DO LIVRO: Por Gabrielle Nascimento
  2. 2. “...DEIXAR O MERCADO FALAR PARA SI PRÓPRIOSOBRE OS PRODUTOS E SERVIÇOS QUE VOCÊOFERECE E LHE DAR PERMISSÃO PARA CONTINUARO DIÁLOGO SEM QUE VOCÊ TENHA DE PAGAR PORISSO. (...) É CRIAR PRODUTOS TÃO DINÂMICOS EDIGNOS DE SE CONSTITUÍREM VÍRUS QUE SETORNEM MERECEDORES DE ATENÇÃO.” (SETHGODIN)
  3. 3. TRANSFORME SUAS IDEIAS EM EPIDEMIAS• O livro escrito por Seth Godin* busca trazer ao leitor a reflexão de como pode ser muito mais lucrativo e eficaz para uma empresa investir na criação e execução de uma ideiavírus a gastar „rios de dinheiro‟ com a publicidade tradicional – principalmente, no caso do marketing de interrupção.• A obra ainda se propõe a analisar cases de ideiasvírus de sucesso, e também expõe alguns caminhos para se criar uma ideia contagiosa, que torne-se uma epidemia.• Ideiavírus: é uma grande ideia que atinge um público-alvo específico (colmeia), vira moda e se propaga. O fluxo não é mais a empresa falando ao cliente, mas cliente comunicando-se com cliente.• Marketing de interrupção: interromper as pessoas com anúncios impessoais, imprevistos e irrelevantes = oneroso e pouco eficaz.* Autor de outras obras como Marketing de Permissão e vice presidente de Marketing Direto da Yahoo! até o ano2000
  4. 4. TRANSFORME SUAS IDEIAS EM EPIDEMIAS• Godin propõe um fluxo que a criação de uma ideiavírus deve seguir:• Preparar o terreno  Fomentar ideias em grupos específicos  Deixar as pessoas fazerem negócios umas com as outras.• Neste cenário existem alguns personagens essenciais:• Agentes contaminadores promíscuos: que são „contratados‟, recebem vantagem física (dinheiro/descontos em produtos) em troca de propagar a ideiavírus.• Agentes contaminadores poderosos: pessoas com reputação na colmeia escolhida e que a moeda de troca é ideológica (como aumento do prestígio) e não vantagens financeiras.
  5. 5. TRANSFORME SUAS IDEIAS EM EPIDEMIAS• No caso dos agentes promíscuos, você tem mais controle sobre o seu desempenho e ele vai estabelecer contato com mais pessoas para falar sobre sua ideia. No entanto, não é tão eficaz como os poderosos, já que todos sabem que ele tem interesse no que está recomendando. É fundamental cuidar do relacionamento com esse agente, pois como diz Godin, “um agente promíscuo feliz pode tornar-se um poderoso irritado”.• Os agentes poderosos só vão falar da sua ideia se realmente gostarem dela, assim sua eficácia é muito maior. Porém, o número de pessoas que ele sensibilizará vai depender de sua própria vontade, assim como a maneira como ele vai expor a ideia. Quando se identifica os poderosos da colmeia que quer atingir, vale dedicar altos investimentos para que eles falem de você.
  6. 6. TRANSFORME SUAS IDEIAS EM EPIDEMIAS• Godin alerta ainda sobre a importância de gerenciar sua ideiavírus, é preciso monitorá-la, trazendo novidades/relançando-a, caso contrário, ela provavelmente terá vida curta e poderá não impactar o número de pessoas necessárias para o sucesso do seu produto/serviço.• Um elemento importante a ser considerado nos nossos tempos é a popularização da internet e, por consequência, das redes sociais, que são grandes alavancas de propagação de uma ideiavírus.
  7. 7. CASES CONTAGIANTES• Na narrativa são apresentados diversos cases interessantes de ideiavírus que deram certo e foram longevas ou tiveram vida curta; e também daquelas que poderiam ter dado certo, mas não deram.• Destaco a ideia do Post-IT, que ilustra bem a importância de se conquistar os agentes contaminadores poderosos: os bloquinhos coloridos não vendiam e a 3M ia cancelar a produção, até que o gerente de marcas do produto convenceu a secretária do dono da 3M a mandar uma caixa de Post-Its para as secretárias dos chefes de todas as outras 499 empresas do ranking de 500 da Forbes. Em poucos meses ele tornou-se um recurso bem sucedido, que com certeza você ou algum colega de trabalho tem na mesa.
  8. 8. CASES CONTAGIANTES• Contrapondo com um case que poderia ter sido bem sucedido, mas não foi, ressalto o lançamento do carro Prius, da Toyota.• Na opinião de Godin, esse poderia ser um grande lançamento em prol da humanidade: hibrido de gasolina e eletricidade, faz mais de 40 km/L e tem um bom desempenho emitindo algo perto de 0 em gases poluentes.• No entanto, com um nome de pronúncia não-óbvia, um design que não vende sua modernidade, além de uma comunicação de lançamento não-eficaz, ele não atingiu aqueles que poderiam ser seus grandes compradores: pessoas descoladas, engajadas na causa ambiental e com alto poder aquisitivo. Não definindo seu público- alvo específico, a empresa não atingiu ninguém.
  9. 9. OPINIÃO• Durante a leitura do livro, ocorreu-me alguns cases interessantes que não foram citados na obra, como o da Herbalife, um exemplo de marketing de níveis.• Os vendedores do produto são extremamente motivados e a maioria deles já teve o impacto do Herbalife em suas vidas – ao menos propagam isso: emagrecimento, cura de doenças, fortalecimento. Inclusive eles têm fotos que “comprovam” os resultados do “tratamento”.• No entanto, em uma busca rápida pela rede, facilmente você encontrará agentes promíscuos que transformaram- se em poderosos irritados: é claro que a empresa vende sonhos muito grandes de serem alcançados. Quando o vendedor se vê tão longe de bater as metas traçadas, fica profundamente decepcionado e não pensa duas vezes antes de divulgar seu comentário irritado, afirmando a ineficácia do produto. Postura que pode ser considerada o grande „calcanhar de Aquiles‟ da empresa.
  10. 10. OPINIÃO• É muito interessante essa construção que o autor faz da ideiavírus e com os cases ilustrativos fica muito fácil reconhecer como se inicia, se propaga, e enfim „morre‟ uma ideiavírus.• Indo além, hoje não pensar em ideiasvírus para lançar um produto/serviço me parece uma grande insanidade, uma falha grave no plano de marketing. E essa relevância com certeza só vai aumentar com o passar dos anos.• O livro de Godin possui uma leitura bastante fluída e pode ser considerado um manual para aqueles que querem (e devem) se arriscar no lançamento de ideiasvírus.

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