Os caminhos e descaminhos no cotidiano

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Os caminhos e descaminhos no cotidiano

  1. 1. OS CAMINHOS E DESCAMINHOS NO COTIDIANO DO COORDENADOR PEDAGÓGICO Eliana França Cardoso gelcardoso@ig.com.br Por mais sábio que um dia eu possa ser, ocuparei apenas um espaço entre dois tempos! Autor Anônimo A identidade do coordenador pedagógico é muito discutida, em virtude das múltiplas tarefas realizadas por esse profissional no seu espaço de trabalho, apesar de muitas dessas tarefas não serem da sua competência. Essa situação vivida pelo coordenador pedagógico gera um desconforto e desânimo com a profissão por parte de alguns desses profissionais, que se vêem com o mínimo de tempo na sua rotina para dedicar à formação contínua de professores, visto que esse é o seu papel de maior relevância dentro da instituição escolar. O propósito desse artigo é discutir como o coordenador pedagógico atua no enfrentamento dos obstáculos e dificuldades comuns à sua função no cotidiano do espaço escolar; qual a sua contribuição no processo de ensino e aprendizagem, que habilidades e competências são inerentes ao seu trabalho e o que caracteriza o coordenador pedagógico como formador de professores. Antes, porém, cremos ser importante fazer uma rápida reflexão acerca da sua identidade, a fim de entender em que momento histórico a profissão do coordenador pedagógico se fez presente. Identificar esse profissional pareceu-nos importante para dar início a discussão sobre a importância e a dimensão da sua atuação no espaço escolar. Acreditamos que a partir da elucidação dessa questão, conseguiremos caracterizar as atribuições que são inerentes ao exercício do cargo de coordenador pedagógico na instituição de ensino. IDENTIDADE: UM BREVE HISTÓRICO Não sejas o de hoje. Não suspires por ontens... não queiras ser o de amanhã. Faze-te sem limites no tempo... Cecília Meirelles Na sua trajetória histórica o coordenador vem buscando a sua identidade profissional, nessa trajetória de luta pela afirmação da importância de seu trabalho, o coordenador pedagógico atuou (AUGUSTO, 2006) como fiscal e atendente, desempenhando um papel de pouca ou nenhuma expressividade no processo pedagógico, porém, nos anos 90 o trabalho do coordenador pedagógico mostrou-se significativo, Fernandes (2004) afirma, no resumo da sua dissertação de mestrado que: A função de professor coordenador pedagógico, que se apresentou como novidade nas reformas educacionais da década de 1990, tem uma trajetória anterior que nos permite evidenciar que em outros momentos onde ocorreram movimentos de inovação pedagógica e de reforma educacional ela também esteve presente. Dessa forma, a presença do coordenador pedagógico em diferentes momentos na história no período da reforma educacional, revela a importância do trabalho desse profissional no âmbito educacional. As diferentes denominações atribuídas ao coordenador (inspetor, orientador, supervisor, professor coordenador pedagógico, especialista) e a falta de clareza do campo de atuação nas unidades de ensino, são fatores que acompanham a trajetória desse profissional assim como a utilização da sua função como instrumento de manipulação para atender interesse político vigente, a esse respeito a autora diz ainda que: [...] a presença do professor coordenador pedagógico está inserida em um contexto contraditório marcado pelo jogo sutil que existe entre as reformas educacionais dos anos 90 e a presença de uma visão progressista de educação, herança dos anos 80. É nesse contexto, que historicamente o coordenador pedagógico se faz presente. Hoje ele ainda não tem um campo específico de atuação, sobrecarregado com tantos afazes o coordenador pedagógico muitas vezes sucumbido pelas urgências, ou seja, apagar focos de incêndios no dia-a-dia, não consegue desenvolver eficientemente o trabalho pedagógico, gerando assim, más interpretações quanto as suas reais atribuições no espaço escolar, ainda mais grave, é o sentimento que essa falta de identidade gera nesses profissionais como, frustração, mal-estar, sensação do dever não cumprido, insatisfação "[...] desencadeando um processo de estresse e ansiedade que , em vez de lhe permitir maior adequação de seu trabalho, mais produz deturpações, ineficiências e desvios dos objetivos." (PLACCO, 2006, p. 50)
  2. 2. Além disso, o coordenador pedagógico enfrenta cotidianamente sérios obstáculos que impedem a realização do seu trabalho, como: [...] o desvio de função; a ausência de identidade; a falta de território próprio de atuação no ambiente escolar; o isolamento do trabalho; a convivência com uma rotina de trabalho burocratizada; a utilização da função na veiculação, imposição e defesa de projetos da Secretaria de Educação; a presença de traços autoritários e julgadores e a fragilidade de procedimentos para a realização de trabalhos coletivos. (FERNANDES, 2004) O quadro brevemente descrito, nos mostra alguns fatos vivenciados pelos coordenadores na instituição escolar, evidenciando que o trabalho do coordenador depende de muitas variáveis para ser realizado. As questões apontadas anteriormente, mostram o quanto o coordenador pedagógico precisa estar atento aos obstáculos que impedem o alcance de seus objetivos, pois este implica em o coordenador ter clareza da determinação regulamentar de suas atribuições, a fim de que as muitas atividades cotidianas não acabem por sucumbir o seu real papel no espaço escolar impedindo-o de realizar seu trabalho com eficiência, ética e profissionalismo. Para isso, é preciso que o coordenador dedique tempo para análise e avaliação diagnóstica, envolvendo nesse processo os múltiplos agentes da instituição, objetivando identificar os problemas e encaminhar soluções. SABERES E FAZERES "Que a humildade me faça sábio, E que esta minha passagem Deixe marcas: A minha marca!" Autor Anônimo No cotidiano escolar o coordenador pedagógico confronta-se consigo mesmo ao repensar, reavaliar e redirecionar suas ações, além disso, ele confronta-se também com o outro, com sua cultura, seus saberes, suas práticas, seus valores, suas expectativas e desejos. E essas são situações em que o coordenador pedagógico precisa ter muita habilidade para enfrentar. Para tanto, o coordenador não pode desprezar no seu trabalho cotidiano a existência (PLACCO, 2006) das importâncias, das urgências, das rotinas e, sobretudo, das pausas, indispensáveis para reflexão e re- alimentação do corpo e da mente, para que gerem ações conscientes, significativas e criativas no enfrentamento dos obstáculos e problemas que emergem no trabalho cotidiano. Isso impõe ao coordenador pedagógico a necessidade de uma gama de saberes para atuar conscientemente nas diversas situações que permeiam o espaço escolar, dentre elas destacamos o processo ensino/aprendizagem; o desenvolvimento, implantação e implementação do Projeto Pedagógico da Escola; a formação de professores; a utilização de métodos/estratégias e recursos pedagógicos mais adequado para o desenvolvimento dos alunos e a promoção de ações que contribuem para o equilíbrio das relações interpessoais. Esses saberes, inerentes ao coordenador pedagógico, (ANDRÉ; VIEIRA, 2006), são eles: saberes gerenciais; saberes profissionais, éticos, políticos; saberes relacionais; saberes curriculares, técnico-profissionais, afetivo e experienciais. Nesse contexto salientamos, que o domínio desses e de muitos outros saberes, torna o coordenador pedagógico hábil para intervir em situações diversas no seu cotidiano. Enfatizamos ainda que, as múltiplas atribuições exercidas pelo coordenador pedagógico e o fato de sua função estar envolvida em uma cadeia hierárquica na instituição escolar, obriga-o muitas vezes a submeter-se a exigências e interesses de órgãos superiores, isto se dá pelo fato de seu trabalho estar articulado com vários setores do espaço escolar (direção, pais, alunos, funcionários e comunidade), deixando portanto, brechas para a inserção de atribuições que não lhes são pertinentes. Dessa forma, ao traçar em linhas gerais a história do processo de escolarização no âmbito de reformas de ensino Mate afirma que, [...] a função do PCP pode significar mais um elo de reforço na hierarquia escolar já estruturada e não necessariamente uma transformação em si mesmo. [...], pois entende o espaço do PCP como uma responsabilidade que não é unicamente da função, mas de todo um funcionamento em que se interpenetram formas de poder de professores, administradores escolares, funcionários [...] (2003, p. 75) Assim sendo, percebemos que o coordenador pedagógico atua em um campo muito delicado, que exige habilidades para se relacionar com as diferentes formas de poder que ultrapassa sua função no espaço escolar. CRIANDO ALICERCERES "Um galo sozinho não tece a manhã"
  3. 3. João Cabral de Melo Neto As reflexões acima nos possibilita pensar sobre a importância do trabalho do coordenador pedagógico na instituição escolar. Acreditamos que a presença deste profissional é indispensável para o bom andamento do processo pedagógico. O coordenador é o principal responsável pela elaboração, implementação e acompanhamento do Projeto Político Pedagógico da Unidade de Ensino. Além disso, é ele quem define as linhas norteadoras da proposta curricular, princípios metodológicos, procedimentos didáticos, concepção de avaliação, bem como a assunção de outros procedimentos que resultam em melhoria do desempenho dos alunos (Art. 7º da Lei Nº 7.023, de 23 de janeiro de 1997). Para tanto, é preciso que o coordenador pedagógico articule-se com os atores envolvidos no processo de ensino e aprendizagem, visando a construção coletiva do Projeto Pedagógico a fim de tê-lo como norteador de suas ações no interior da escola. O trabalho do coordenador pedagógico não deve acontecer solitariamente, dessa forma, para se ter resultados efetivos no trabalho pedagógico, é preciso que (PLACCO, 2006) as responsabilidades, tanto pelo processo quanto pelos resultados sejam partilhados. Assim sendo, cabe ao coordenador pedagógico mobilizar a equipe escolar para o exercício de ações solidárias na construção de projeto coletivo, pois somente dessa forma é possível despertar em cada um dos sujeitos envolvido o sentimento de pertencimento e a assim caminhar em busca de metas em comum, nesse contexto vale lembrar que [...] ficam cada dia mais evidentes a dificuldade e a ineficácia do trabalho isolado. É em torno de um projeto de escola, com claros objetivos de formação do aluno e do cidadão, que professores, diretores e outros profissionais da Educação devem-se congregar para um trabalho significativo junto aos alunos. (PLACCO, 2003, p. 27) É a partir dessa concepção democrática, que o coordenador pedagógico construirá as bases do seu trabalho com vistas na qualidade da prática pedagógica, e conseqüentemente do desenvolvimento e sucesso dos alunos. FORMAÇÃO X PRODUÇÃO DO SABER [...] a formação é um fazer permanente que se refaz constantemente na ação. Para se ser, tem que se estar sendo. Paulo Freire Temos enfatizado até aqui, que o coordenador pedagógico se vê constantemente compelido a ocupar-se com atividades que não são da sua responsabilidade, porém, ele não pode permitir que as urgências e a rotina do dia-a-dia, sucumbam as questões importantes no exercício da sua função, "[...] Função essa que tem como uma das principais características a contribuição para a formação continuada do professor em serviço". (GEGLIO, 2006, p.116). E que, portanto, não pode ser tratada como uma questão de menor relevância e nem mesmo desprezada. Como já vimos, coordenar em uma instituição escolar é uma tarefa complexa, não basta simplesmente "organizar-se de forma metódica; estruturar; ordenar; dirigir" conforme define o dicionário Houaiss, coordenar exige diferentes conhecimentos, competências e habilidades gerais e específicas, para orientar e articular no planejamento de ação pedagógica; na orientação e articulação com o professor; no assessoramento técnico à gestão escolar e na análise e avaliação geral da escola. Para tanto, a atuação do coordenador pedagógico não deve estar focada apenas nas questões pedagógicas, mas também, e principalmente, na formação contínua de professores, e esta deve ser vista como um lugar de produção do saber. A formação de professores deve ter destaque no plano de ação do coordenador pedagógico, o que denotará como esse profissional concebe educação, que perfil de profissional e metas ele deseja que a equipe pedagógica alcance, todas essas questões que giram em torno da formação continuada de professores nos leva a seguinte reflexão, [...] se o profissional formado [...] não tiver possibilidade de continuar pesquisando, questionando sua área de conhecimento, buscando novas informações, analisando-as e incorporando-as à sua formação básica, o que ocorrerá? (PLACCO e SILVA, 2003, p. 26). Acreditamos, então, que cabe ao coordenador pedagógico propor ações que visem o desenvolvimento profissional dos professores e os levem a reflexão constante da sua prática e o confronto de teorias com base em estudos e análises, enfim, é preciso ações efetivas que fomente nos educadores a busca permanente por sua auto-formação. Nessa perspectiva, entendemos que como agente formador, o coordenador pedagógico deve articular todo o processo ensino-aprendizagem, no sentido de promover situações em que a auto-formação aconteça, como, grupos de estudos; tematização da prática; recomendação de leituras, promover encontros em que os professores possam compartilhar informações e trocar novos conhecimentos
  4. 4. adquiridos em cursos, congressos, enfim estimular os professores a serem não só responsáveis por sua auto-formação, mas também co-participante da formação contínua dos seus pares. Conforme nos diz Geglio, o coordenador pedagógico é quem, [...] num espírito de parceria e coletividade, conduz o processo, participa, discute, ouve, orienta, propõe, informa, assume e partilha responsabilidades com os professores, indica ações, enfim, exerce uma posição natural de liderança, de autoridade. ( 2006, p. 118) Essas ações tem a intenção de garantir o aperfeiçoamento do professor e a qualidade do processo de ensino/aprendizagem. Acreditamos, ainda, que como formador de professores, o coordenador deve trabalhar para estabelecer, sempre que possível, uma relação de respeito e confiança, pra isso é preciso o exercício de saberes que passam pela ordem da relações com pessoas, que envolve o saber ouvir, saber ver e saber falar, a respeito dessa articulação Almeida afirma que [...] o colocar-se no lugar do outro, é também recurso fundamental para levar ao crescimento. Ser capaz de tomar o lugar de referência do outro, sem no entanto esquecer que é do outro, é condição imprescindível a uma relação interpessoal promotora de crescimento.[...] (2006, p. 76) O coordenador pedagógico deve ter clareza suficiente do quanto ele pode contribuir para o desenvolvimento intelectual e para o crescimento profissional e pessoal dos professores, e que como formador ele estará lidando, também, com a ética, o respeito ao outro nas suas diferenças e singularidades (cognitiva, emocional, cultural,...). Dessa forma, o coordenador tem que articular uma série de saberes. Saberes esses, que num sentido mais amplo, "[...] engloba os conhecimentos, as habilidades (ou aptidões) e as atitudes dos docentes, ou seja, tudo o que foi muitas vezes chamado de saber, de saber-fazer, e de saber-ser." (TARDIF, 2002 apud ANDRÉ e VIEIRA, 2006, p. 14) Assim, o coordenador pedagógico lança mão, conforme as necessidades do momento, dos diferentes saberes construídos na sua carreira profissional e incorporados à sua prática cotidiana que exige muita habilidade, especialmente no que se refere às relações interpessoais por conta da complexidade que é inerente ao homem, Placco corrobora com essa visão, quando recomenda não perdermos de vista o fato de que, trabalhar com a formação continuada de professores, [...] com as relações sociais e interpessoais existentes na escola é lidar com a complexidade do humano, com a formação de um ser humano que pode ser sujeito da transformação de si e da realidade, [...] (2006, p.59) Esse sujeito transformador de si da realidade, é um sujeito que talvez traga na sua história de vida pessoal e profissional, algumas frustrações, medos, sentimentos de inferioridade, baixa auto-estima, insegurança, etc., e que pode ser uma pessoal difícil de relacionar-se e resistente a mudanças, é com esse sujeito que o coordenador pedagógico vai precisar saber lidar, conforme esta previsto no Art. 7º, XII da Lei Nº 7.023, de 23 de janeiro de 1997, é atribuição do coordenador pedagógico " promover ações que otimizem as relações interpessoais na comunidade escolar;", portanto, é necessário que o coordenador esteja preparado para mais essa dificuldade que terá de enfrentar no seu dia-a-dia, por essa razão é importante que ele conheça cada professor com que ele trabalha. PALAVRAS FINAIS [...] quanto mais me assumo como estou sendo e percebo a ou as razões de ser de porque estou sendo assim, mais me torno capaz de mudar, [...] (Paulo Freire) Ao final desta reflexão, percebemos que estamos diante da "difícil dialética das relações entre" a identidade da função e a sua própria identidade para o exercício da função, a ambigüidade existente entre o ser e fazer do coordenador pedagógico tem sido um entreve no estabelecimento da identidade desse profissional, é preciso estar atento para que os caminhos percorridos por ele que inicia na sua formação acadêmica com a construção de uma consciência crítica política do seu fazer não se desvie do caminho inicial fragilizando sua profissonalidade e deixando-o vulnerável às adversidades de condições de trabalho. Ao refletir sobre os saberes inerentes ao coordenador pedagógico, nos pareceu, em alguns momentos, contraditório dizermos que a esse profissional é atribuídas funções que não lhes são pertinentes e que por isso fica difícil a realização de um trabalho eficiente e ao mesmo tempo afirmamos ser necessário a esse profissional diversos saberes, a ambigüidade no ofício do coordenador é evidente, entretanto, gostaríamos de ressaltar que quando o profissional tem clareza do seu dever seu trabalho é realizado com a eficiência esperada. Sem dúvida, o coordenador pedagógico é o facilitador do processo pedagógico na instituição escolar,
  5. 5. contudo, percebemos que para o trabalho desenvolvido cotidianamente por esse profissional no espaço escolar, tenha um norte e ele possa cumprir sua rotina - considerando sempre as urgências -, é imprescindível fazer planejamento diário - como fazem os professores! -, pois sem planejamento o coordenador não consegue ter uma visão do todo. O coordenador pedagógico age sempre num espaço em constante mudança, e isso deve impulsioná-lo a agir e provocar nos professores ações reflexivas e inovadoras de várias ordens, o que só será possível a partir da formação contínua de professores, pois nesta estão imbricados conhecimentos científicos, pedagógicos e psicológicos, principalmente, no que se refém aos relacionamentos interpessoais. Portanto, a análise reflexiva da própria prática, tanto dos professores quanto do coordenador pedagógica, produz mudanças na postura, nas práticas e no modo de pensar, levando-os ao encontro do equilíbrio entre o ser, o estar sendo e o fazer. Diante das questões aqui levantadas, talvez os coordenadores devessem se organizar para juntos refletirem e lutarem contra a descaracterização do seu papel dentro da instituição escolar e contra o conformismo vislumbrando um tempo vindouro cheio de possibilidades. REFERÊNCIAS ALMEIDA, Laurinda Ramalho de. O relacionamento interpessoal na coordenação pedagógica. In: ALMEIDA, Laurinda Ramalho de; CHRISTOV, Luiza Helena da Silva (Org.). O coordenador pedagógico e a formação docente. 4. Ed. São Paulo: Edições Loyola, 2000. 93 p. ANDRÉ, Marli Eliza Dalmazo Afonso de; VIEIRA, Marli M. da Silva. O coordenador pedagógico e a questão dos saberes. In: ALMEIDA, Laurinda Ramalho de; PLACCO, Vera Maria Nigro de Souza (Org.). O coordenador pedagógico e a questão da contemporaneidade. São Paulo: Edições Loyola, 2006. 142 p. AUGUSTO, Silvana. Desafios do coordenador pedagógico. In: Revista Nova Escola, Ano XXI, nº 192 maio de 2006. 66 p. FERNANDES, Maria José da Silva. Problematizando o trabalho do professor coordenador pedagógico nas escolas púbicas estaduais paulistas. 2004. 113f. Dissertação (Mestrado em Educação Escolar) ? Faculdade de Ciências e letras, Universidade Estadual Paulista, Araraquara, 2004. Disponível em: www.biblioteca.unesp.br/bibliotecadigital/document/?did=3415. Acesso em: 14 ago. 2007. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2000. (Coleção Leitura) 165 p. GEGLIO, Paulo César. O coordenador pedagógico e a questão da inclusão. In: ALMEIDA, Laurinda Ramalho de; PLACCO, Vera Maria Nigro de Souza (Org.). O coordenador pedagógico e a questão da contemporaneidade. São Paulo: Edições Loyola, 2006. 142 p. PAQUAY, Léopold; PERRENOUD, Philippe; ALTET, marguerite; CHARLIER, Évelyne (Orgs.). Formando professores profissionais: Quais estratégias? Quais competências?. 2. Ed. Trad. Fátima Murad e Eunice Gruman. Porto Alegre: Artimed Editora, 2001. 232 p. MATE, Cecília Hanna. O coordenador pedagógico e as reformas pedagógicas. In: BRUNO, Eliane Bambini Gorgueira; ALMEIDA, Laurinda Ramalho de; CHRISTOV, Luiza Helena da Silva (Org.). O coordenador pedagógico e a formação docente. 4. Ed. São Paulo: Edições Loyola, 2000. 93 p. PLACO, Vera Maria Nigro de Souza. O coordenador pedagógico no confronto com o cotidiano da escola. In: PLACCO, Vera Maria Nigro de Souza; ALMEIDA, Laurinda Ramalho de (Org.). O coordenador pedagógico e o cotidiano da escola. 4. Ed. São Paulo: Edições Loyola, 2006. 183 p. ______; SILVA, Sylvia Helena Souza da. A formação do professor: reflexões, desafios, perspectivas. In: BRUNO, Eliane Bambini Gorgueira; ALMEIDA, Laurinda Ramalho de; CHRISTOV, Luiza Helena da Silva (Org.). O coordenador pedagógico e a formação docente. 4. Ed. São Paulo: Edições Loyola, 2000. 93 p. Leia mais em: http://www.webartigos.com/artigos/o-cotidiano-do-coordenador- pedagogico/47564/#ixzz33WUMjLn8

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