Maias Modelos Educativos

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Pedro, Eusébiozinho e Carlos; Naturalismo Maias

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Maias Modelos Educativos

  1. 1. CARLOS , PEDRO E EUSÉBIOZINHO O tema da educação surge no romance com a intenção de delinear a mentalidade da sociedade lisboeta, inscrevendo-se deste modo na crónica de costumes. Assim, são confrontados 2 sistemas educativos opostos:
  2. 3. MENTE SÃ EM CORPO SÃO
  3. 6. <ul><li>A educação tradicional e profundamente proteccionista a que Pedro foi sujeito desenvolveu-lhe uma personalidade «fraca». Com esta personagem, o autor terá pretendido desenvolver a ideia de que o indivíduo não pode fugir à sua origem hereditária -Pedro saía à mãe Maria Eduarda Runa- ao meio em que cresceu e à educação clerical e tradicional que recebeu. Assim prefigura uma personagem ultra-romântica que sucumbe perante as adversidades da vida, regendo-se pelos seus sentimentos arrebatadores. </li></ul>
  4. 7. <ul><li>Com Pedro, assiste-se ao enunciar, por parte do narrador dos factores tradicionais evocados pelo Naturalismo: </li></ul><ul><li>Características psicofisiológicas (hereditariedade) </li></ul><ul><li>Meio social </li></ul><ul><li>Educação </li></ul><ul><li>Leque de factores que na teoria naturalista explicam as opções de Pedro: </li></ul><ul><li>Casamento sentimental / instável e falhado </li></ul><ul><li>O suicídio </li></ul><ul><li>Opções próprias de um indivíduo temperamental, virado para a cedência e a fuga e não para o voluntarioso encarar das crises </li></ul>
  5. 8. <ul><li>O Pedrinho no entanto estava quase um homem. Ficara pequenino e nervoso como Maria Eduarda, tendo pouco da raça, da força dos Maias. (…) Desenvolvera-se lentamente, sem curiosidades, indiferente a brinquedos, a animais, a flores, a livros. Nenhum desejo forte parecera jamais vibrar naquela alma meia adormecida e passiva (…) Era em tudo um fraco (…) mudo, murcho, amarelo (…) O seu único sentimento vivo, intenso, até aí, fora a paixão pela mãe. </li></ul><ul><li>E havia agora uma ideia que às vezes o torturava: descobrira a grande parecença de Pedro com um avô de sua mulher (…) que enlouquecera – e julgando-se Judas enforcara-se numa figueira… </li></ul>Denúncia da vinculação de Pedro ao ramo familiar dos Runas e não dos Maias
  6. 9. <ul><li>Mas o menor esforço dele para arrancar o rapaz àqueles braços de mãe que o amoleciam, àquela cartilha mortal trazia logo à delicada senhora acessos de febre. E Afonso não se atrevia já a contrariar a pobre doente… </li></ul>Surge também como determinante do temperamento passivo e apagado de Pedro.
  7. 10. <ul><li>Odiando tudo o que era inglês, não consentira que seu filho, o Pedrinho, fosse estudar ao colégio Richmond.(…) e para o educar mandou vir de Lisboa o padre Vasques, capelão do conde de Runa. </li></ul><ul><li>O Vasques ensinava-lhe as declinações latinas, sobretudo a cartilha (…) </li></ul>Irá determinar Pedro para um carácter frágil, incapacitando-o para a resolução de problemas. Impede o contacto com o ar livre e com crianças da sua idade, fechando-o a novas ideias, conceitos e experiências.
  8. 11.
  9. 12. Hereditariedade Meio Educação Fracasso existencial Determinismo, de Taine Porque falhou Carlos?
  10. 13. Geneticamente, Carlos recebeu dos seus antepassados a tendência para o diletantismo e para o sentimentalismo. São precisamente dois dos aspectos que mais o vão desviar dos seus ideais e projectos iniciais, acabando mesmo por abandoná-los, dispersando-se em actividades de carácter lúdico e boémio que em nada o aproximava da sua vida profissional. O sentimentalismo sobrepôs-se sempre a todo e qualquer projecto de natureza profissional. H E REDI TARI EDADE MAIAS RUNAS / MONFORTE Recebeu bons princípios de honestidade, voluntarismo e utilidade. Família pautada pela “força de carácter”, por uma tradição baseada na importância do esforço pessoal e da integridade de carácter. Família austera pouco dada às aparências
  11. 14. O meio em que se enquadrou Carlos foi uma Lisboa da segunda metade do séc. XIX. A capital representava todo o país e pode-se concluir que se caracterizava pela ociosidade, ignorância, apatia e decadência generalizada. Ora, se Carlos, inicialmente, pretendia alterar este meio pela qualidade dos seus projectos e prática profissional, rapidamente acabou por se conformar e deixar influenciar pelo marasmo típico e crónico que o cercava, entregando-se à inutilidade e ociosidade que caracterizavam a vida social, económica e cultural da época. ME IO SANTA OLÁVIA / ESTRANGEIRO COIMBRA / LISBOA Recebeu influências baseadas na experimentação e conviveu com a simplicidade e sinceridade próprias de um meio rural prático sem luxos. No estrangeiro, absorveu ideias baseadas numa concepção de vida pautada por atitudes materialistas e cientificistas que contrastavam com o romantismo decadente e ocioso de Portugal, onde o ênfase no mérito pessoal baseado numa existência dinâmica e aberta a novas ideias contrastava com a tradição e comodismo de Portugal

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