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ISBN - 978-85-87977-93-9




      Organizadora:
Taiza Mara Rauen Moraes




                                                1
ISBN - 978-85-87977-93-9




                  Organizadora
            Taiza Mara Rauen Moraes

                   Realização
  Universidade da Região de Joinville - UNIVILLE
Programa Nacional de Incentivo à Leitura - PROLER

                     Reitor
              Paulo Ivo Koehntopp

                 Vice-Reitora
            Sandra Aparecida Furlan

             Pró-Reitora de Ensino
                  Ilanil Coelho

   Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação
       Therezinha Maria Novais de Oliveira

Pró-Reitora de Extensão e Assuntos Comunitários
          Berenice Rocha Zabbot Garcia

          Pró-Reitor de Administração
                Raul Landmann




                  Joinville 2011

                                                               2
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         Comitê PROLER Joinville
                Cássio Correia
      Eliana Aparecida Quadra Correia
           Eliete Terezinha Philippi
      Fábio Henrique Nunes Medeiros
                  Helga Tytlik
         Hilda Maria Girardi Medeiros
               Marilene Gerent
      Rita de Cássia A. Barraca Gomes
          Taiza Mara Rauen Moraes
                 Valéria Alves

           Comissão Científica
           Regina Back Cavassin
           Rosana Mara Koerner
          Taiza Mara Rauen Moras

             Equipe de Apoio
 Fábio Henrique Nunes Medeiros (PROLER)
        Jussara Cascaes (Eventos)
   Sônia Regina Biscaia Veiga (PROLER)

                Diagramação
                Gabriela Huller

Campus Joinville - Rua Paulo Malschitzki, nº 10
   Campus Universitário - Zona Industrial
        Joinville SC - CEP: 89219-710
 Fone: (47) 3461-9000 | Fax: (47) 3473-0131




                                                               3
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                                      APRESENTAÇÃO

      O 15º Encontro do Proler de Joinville, 2º Seminário de Práticas Leitoras e 2º
Seminário de Pesquisa em linguagens, leitura e Cultura – Leitura, Sujeito e Diversidade -
tem a proposição de discutir questões que envolvem leitura/sujeitos/diversidades
culturais, para ampliar espaços de compreensão do mundo que facilitem a convivência,
gerando atitudes mais conscientes e, portanto, realizadoras de políticas que promovam a
dinamização da leitura como móvel transformador da sociedade.
      O evento prevê a discussão e a fortificação da proposta de política de leitura para a
região, integrando instituições educacionais e culturais: Universidade da Região de
Joinville – UNIVILLE, SESC, UNIMED, Secretarias Municipal e Estadual de Educação, da
Fundação Cultural de Joinville e Bibliotecas públicas e escolares.
      A implementação de Políticas de Leitura para Joinville e Região prevê ampliar
condições efetivas que permitam às pessoas reconhecer seus direitos e deveres e refletir
com relativa autonomia e capacidade crítica sobre informações que circulam nos meios
de comunicação, fruir e valorizar os bens culturais produzidos em seus espaços (re)
significando suas vidas.
             O encontro instituirá um diálogo entre as contribuições teóricas e as
necessidades de nossa sociedade de vencer os problemas de acesso à leitura, partindo
do princípio de que os espaços de circulação da leitura e a discussão sobre políticas
/teoria/métodos são caminhos para a (re)criação da realidade social.




                                                                                           4
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  2º Seminário de Pesquisa em Linguagens, Leitura e Cultura

                                                      ÍNDICE

A MANIFESTAÇÃO LITERÁRIA NA INTERNET: BLOGS COMO FERRAMENTA
DE CRIAÇÃO ARTÍSTICA .................................................................................... 6

ANÁLISE SEMIOLÓGICA DO “MONUMENTO AO FUNDIDOR”: REIFICAÇÃO
DO MITO DO TRABALHO .................................................................................... 7

AS NARRATIVAS AFRICANAS NA SALA DE AULA: A PRESENÇA DO GRIÔ
NA VOZ DO PROFESSOR................................................................................... 8

CONTADOR DE HISTÓRIA: UM ANIMADOR DE “PALAVRAS”? ....................... 9

ECOS E RESSONÂNCIAS EM YUXIN............................................................... 11

IDAS E VINDAS, MITOS E MEMÓRIAS............................................................. 12

IDENTIDADES OU AVATARES? CONSTRUÇÕES IDENTITÁRIAS NO
CIBERESPAÇO. ................................................................................................. 13

JOINVILLE: CENAS E CENÁRIOS DA CIDADE EMOLDURADA PELOS
CARTÕES-POSTAIS .......................................................................................... 14

O RITMO: UM FENÔMENO PARADOXAL ........................................................ 15

O TRANSCURSO DO SIGNFICADO NOS CONTOS DE CLARICE LISPECTOR
............................................................................................................................ 17

PATRIMÔNIO CULTURAL E REPRESENTAÇÕES SOCIAIS ........................... 18

REFERENCIAÇÃO E CONSTRUÇÃO DE SENTIDO: UMA ANÁLISE DE
FORMAS NOMINAIS DE IMPLICAÇÃO ANAFÓRICA DE JORNALISMO
ONLINE .............................................................................................................. 19

TEMPO/ANIMA, METRÔNOMO DA ARTE DA ANIMAÇÃO .............................. 20

UMA PERSPECTIVA SOBRE A APROPRIAÇÃO DO PATRIMÔNIO PELA
INDÚSTRIA CULTURAL..................................................................................... 22




                                                                                                                             5
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 A MANIFESTAÇÃO LITERÁRIA NA INTERNET: BLOGS COMO FERRAMENTA
                        DE CRIAÇÃO ARTÍSTICA
                                                      Philipe Macedo Pereira
           Projeto de Pesquisa de Iniciação Científica – PIBIC/FAP/UNIVILLE
                                 Orientadora Dra. Taiza Mara Rauen Moraes

RESUMO

O advento da pós-modernidade trouxe inúmeras revoluções à humanidade, dentre
elas a internet, que conecta o mundo de forma irremediável. Um dos setores
privilegiados por esse instrumento foi o da produção cultural que permitiu uma maior
divulgação de obras artísticas, incluindo-se aí a literatura. Tendo em vista que
atualmente a internet proporciona contato com uma gama variada de autores, a
proposta da presente pesquisa é entender a cibercultura e divulgá-la aos
acadêmicos de Letras da Univille, para dessa forma inseri-los no contexto de
produtores de cultura ao produzirem textos por meio de blogs. Visto que a Literatura
tem papel fundamental na construção social de um indivíduo, é significativo que
futuros professores saibam como trabalhar com a nova mídia e conheçam, de fato,
seu valor para a estruturação leitora de um sujeito, não se atendo somente aos
textos impressos. Além disso, trabalhar com a produção de literatura será uma forma
de aprimoramento criativo. Quanto à metodologia, a pesquisa se dá através de
encontros que visam à discussão da literatura em suporte digital através de blogs,
sendo utilizados textos tanto de autores da região de Joinville como também de
outras regiões do Brasil, dessa forma também divulgando os trabalhos de outros
escritores através de postagens dos endereços no blog destinado aos estudos.
Através do trabalho com a hipertextualidade, pôde-se observar como se dá a
construção dos textos escritos em plataforma digital, a sua diferença em relação ao
meio impresso, sua alinearidade. Durante os encontros, é possível aos participantes
estabelecer comparações entre estilos literários de autores da região e de outros
locais do país. A importância do projeto está na valorização da Literatura, a
descoberta de novos autores e no despertar do potencial de escrita dos acadêmicos
em Letras da Univille, sendo que os mesmos poderão ter seus escritos, produzidos
durante os encontros, postados no blog. A coleta de dados é feita pela análise das
“postagens” e do grau de envolvimento dos acadêmicos de Letras com o meio
virtual. Os resultados esperados são o estímulo à cibercultura e avaliação da
influência da cibercultura no meio acadêmico. Até o momento observa-se a interação
dos participantes através da elaboração de textos e das discussões durante os
encontros, e está em processo de criação uma obra hipertextual, uma produção
coletiva que consista em uma série de pequenos contos e interligações entre os
blogs dos acadêmicos de Letras da Univille.

Palavras-chave: Internet, blog, hipertexto




                                                                                    6
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         ANÁLISE SEMIOLÓGICA DO “MONUMENTO AO FUNDIDOR”:
                  REIFICAÇÃO DO MITO DO TRABALHO.

                                                   Eliana Terezinha Viana Moser
                                  Mestranda em Patrimônio Cultural e Sociedade
                                  Universidade da Região de Joinville - UNIVILLE
                                      Orientadora Dra. Taiza Mara Rauen Moraes

RESUMO

O presente resumo visa abordar um recorte da pesquisa de mestrado intitulada
“Análise Semiológica dos Monumentos ao Imigrante e ao Fundidor: uma experiência
estética dos sentidos”. Nesta comunicação farei a apresentação de uma análise
semiológica como metodologia de leitura e investigação de uma das obras
selecionadas: o Monumento ao Fundidor, erguido em 1979, no Bairro Boa Vista,
criado por Paulo da Siqueira. Artista nascido em Chapecó, o qual foi escolhido por
trabalhar com sucatas de ferro, numa perspectiva do movimento do construtivismo
artístico. O propósito da pesquisa foi investigar o monumento numa perspectiva
semiológica, a relação contextual, histórica, estética e de linguagem. Os
monumentos são portadores de linguagens e de significados, por meio destes é
possível se reconhecer os discursos de regularidade enunciativos, bem como, o
sistema mítico imbricados nestas obras; é uma linguagem que precisa ser
decodificada, a qual transcende o significante, relacionando-se com o significado e
gerando a cada representâmen um novo signo, daí forma-se o sistema de
significação. O desvelamento do sistema de significação não se esgota no encontro
de um sentido, pois, o mesmo é ressignificado a cada leitura, se configura um
continuum. Barthes (2007, p.11) coloca que “a semiologia tem por objeto, qualquer
sistema de signos, que se constituem como linguagem, como sistema de
significação.” Assim, o estudo deste monumento, erguido em 1979, revela como a
cidade funcionava, na qual, assim como no cenário do país, vinha se implementando
a política do Nacional Desenvolvimento, em que a meta política e econômica era
rumo ao progresso e ao futuro por meio do trabalho, da ordem e da harmonia. A
compreensão deste sistema de significação, pela semiologia, enquanto ciência da
observação, é captada pela poiética do artista, investigando a escolha dos materiais,
do tema e do conteúdo, o que valoriza a obra. A leitura do sistema mítico permite
reconhecer como é trabalhado e entender que o monumento foi erguido para
significar pela escolha do local, materiais, discurso enunciativo, tema e conteúdo
propostos. Da relação do que está posto no plano da expressão com o que está no
plano de conteúdo é possível ler “o não dito” no plano de significação. A relevância
desta pesquisa consiste em apontar uma nova perspectiva de enxergar de olhar
sobre os patrimônios culturais existentes na cidade de Joinville, sejam estes, de
caráter histórico, artístico ou arquitetônico, pois é por meio do deslocamento do
olhar, que se vai além do que é apresentado no significante, daí se reconhecem as
formas de legitimação do discurso do poder e da exploração.

Palavras Chave: Patrimônio Cultural; Leitura semiológica; Monumento ao Fundidor:
Leitura;




                                                                                     7
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         AS NARRATIVAS AFRICANAS NA SALA DE AULA: A PRESENÇA DO
                     GRIÔ NA VOZ DO PROFESSOR

                                                     Sonia Regina Reis Pegoretti
                                   Mestranda em Patrimônio Cultural e Sociedade
                                   Universidade da região de Joinville - UNIVILLE
                                         Orientadora Dra Sueli de Souza Cagneti

RESUMO

A oralidade é um dos pilares da educação africana. As sociedades africanas ainda
preservam a oralidade como um valioso patrimônio e têm na figura do griô uma fonte
inesgotável da cultura do seu povo. Os griôs são grandes contadores de histórias e
se utilizam de linguagem refinada do seu idioma, para que os jovens possam imitá-
lo, construindo sentenças semanticamente corretas e com coerência lógica. Essas
narrativas além de educar os mais jovens também servem de educação continuada
aos mais velhos. Essa figura que parece estar tão distante do mundo ocidental nos
revela que ainda temos necessidade de nos reunirmos para contar histórias, a
exemplo do que acontece entre professores e alunos nas salas de aula. O retorno
(ou à permanência) à ancestralidade, com a troca, a sinergia dessa relação, ainda
nos emociona. O contato, o tom de voz, o gesto utilizado pelo professor em muito se
assemelha ao nosso griô africano. A imaginação simplesmente voa ao lermos um
bom livro aos nossos pequenos. A ressignificação da arte da memória pelo
professor, levando e trazendo belas histórias aos seus alunos, pode colaborar para
além da educação formal. A mediação do professor entre “a realidade” e a “palavra
inventada” das histórias faz trazer de volta a vontade de perpetuar saberes, construir
valores, saborear um mundo sem limites. Assim, essa teia pode ser construída num
vai e vem de modo significativo, levando adiante os saberes das gerações passadas
e da nossa própria geração com sensibilidade, desse modo mantendo viva a
tradição do griô africano. No contexto das africanidades, falar dessa memória é
arriscar-se em terreno ainda desconhecido por muitos. É dar saltos sem saber onde
se vai parar. Temos dificuldade de compreensão da nossa realidade social como
nação, cheia de diversidade, mas também cheia de abismos. A inspiração no griô, o
contador de histórias, dá-se nesse sentido. Suas múltiplas funções na sociedade
africana traduzem sua importância, assim como o professor para a cultura ocidental.
A idéia é colocar em prática alguns preceitos vividos pelos povos africanos, como o
uso da oralidade durante as aulas, para contar e narrar histórias vividas ou ouvidas,
bem como suas próprias experiências individuais, familiares ou relativas a outros
grupos. O uso dessa palavra pode ser tanto do professor como do seu educando,
assim como o respeito por quem fala, democratizando assim o uso da palavra na
sala de aula. Por último, fica o desejo de que os professores não sejam meros
agenciadores da lei 10639/03 - que ora se instaurou – e, sim, que possam ser
disseminadores de um debate que está longe de ter fim. Esperamos ainda que as
inquietações e que a temática da cultura africana não cessem por falta de vozes que
as propaguem e que venham à tona em muitos outros encontros e discussões.

Palavras-chave: Griô africano; Literatura oral; Professor.




                                                                                      8
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         CONTADOR DE HISTÓRIA: UM ANIMADOR DE “PALAVRAS”?

                                                Fábio Henrique Nunes Medeiros
                                                  Doutorando em Artes Cênicas
                                       Universidade de São Paulo - USP/FAPESP

RESUMO

Essa reflexão, teórico-poética, tem como abordagem o contador de histórias como
animador (no sentido de dar alma) de palavras. O objetivo desse texto é perfurar
minhas questões sobre o contador/animador. O contador de histórias se utiliza de
animação. A priori, poderíamos mencionar dois suportes para animar: a palavra (que
dorme na boca do imaginário ou livro) e as formas (bonecos, adereços, uma
infinidade de coisas). “A fala humana anima, coloca em movimento e suscita as
forças que estão estáticas nas coisas” (HAMPATÉ BÂ, 1982:186). Tudo no universo
“é fala que ganhou corpo e forma” (idem). O contador desprende anima de si para os
elementos de seu uso, inclusive a própria palavra que já tem uma potência de anima
impregnado. Mas não apenas, objetos, bonecos, máscaras, entre outros elementos
podem ser animados pelo contador de histórias. O ato de ler, decodificar, decompor
está desprovido do som da palavra oral e do gesto e, com isso, escorregam alguns
dos seus sentidos orgânicos. Isso porque essa palavra não respira só. É como se o
leitor tivesse que fazer uma respiração boca a boca artificial. O contador corta,
amassa, modela, esculpe, afina, pesca, desenha, escreve as histórias com intenção
que elas voem em ouvidos, em olhos e nos corpos, como ocorreu no seu. Nessa
perspectiva, para ele, a palavra é matéria maleável. O ato de contar histórias é uma
prática animista, pois o animismo parte da lógica de animar o inanimado, de dar
vida. Não que um texto não tenha vida, mas ele dorme e precisa ser iluminado pela
anima, seja ela, vinda do ouvinte, leitor, ou mediador, que nesse caso é o contador
de histórias/animador, que vai pegar a palavra e acordá-la, dar intenção, dar
respiração e, com isso, movimento. “Dentro da tradição oral, na verdade, o espiritual
e o material não estão dissociados” (HAMPATÉ BÂ, 1982:183). “A força da
eloquência consiste na capacidade de guiar as almas, aquele que deseja tornar-se
orador deve forçosamente conhecer quais formas existem na alma” (PLATÃO,
2004:114). O homem sempre contou histórias (guiou almas/anima), e as paredes
das cavernas na pré-história, livro dos mortos, papiros e pergaminhos egípcios, as
mitologias greco-romanas e outras, iluminuras, “Sherazades”, “Homeros”, culturas
ágrafas e gráficas, etc. comprovam isso. As histórias só existem porque existe quem
as conte, quem as anime - existe o homem. Elas são os testemunhos dos sonhos
com diversas máscaras: às vezes de textos, outras da oralidade, música, teatro,
desenho e assim, sucessivamente, vestida de várias formas. O “texto” seja de que
forma for, está ali, mas potencializar-lhe vida e acordá-lo é função do
contador/animador. “O testemunho, seja escrito ou oral, no fim não é mais que o
testemunho humano, e vale o que vale o homem” (HAMPATÉ BÂ, 1982:181).
Segundo Hampaté Bâ (1982), numa versão africana da gênese, acreditava-se que
foram depositados três potenciais (forças) no homem: o poder, o querer e o saber,
que permanecem dentro dele até o momento em que a fala venha colocá-las em
movimento. “Vivificadas pela palavra divina, essas forças começam a vibrar. Numa
primeira fase, torna-se pensamento; numa segunda, som; e, numa terceira, fala. A
fala é, portanto, considerada como a materialização, ou a exteriorização, das
vibrações das forças” (Idem: 185).

                                                                                     9
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Palavras-chave: Contador de histórias/animador; Anima.

Referências: HAMPATÉ BÂ, A. Tradição Viva In: História Geral da África - vol. I,
Ática/UNESCO, São Paulo/SP, p.181-218,1982.; PLATÃO. Fedro. São Paulo: Martin
Claret, 2004




                                                                                10
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                       ECOS E RESSONÂNCIAS EM YUXIN

                                                     Gabriela Cristina Carvalho
                                             Mestranda em Literatura Brasileira
                           Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC /CNPQ

RESUMO

“No tempo da mãe da mãe da mãe da mãe” (MIRANDA, 2009, p.17)... A narrativa
Yuxin (2009), de Ana Miranda, é rodeada de lirismo, poesia e estranhamentos, que
provocam e evocam a musicalidade do texto, com onomatopeias ritmadas em ecos e
ressonâncias nos fluxos de consciência da narradora, a índia Yarina. É ela quem
nos leva ao mundo de sua memória, habitado pelas lembranças, pelos mitos, pelos
yuxins que assombram os vivos. A heroína borda na espera do marido, borda e traz
à memória suas vivências, borda e viaja para dentro de si, se desfiando lentamente,
como viagem onírica, que é a imagem em palavra, da qual sai transformada. A
noção do “eu” indígena, aqui representada, é de harmonia com o mundo, por isso a
linguagem também se funde com os elementos de seu mundo; a linguagem é aberta
e trespassada pelos ruídos e vozes. “bordar bordar... hutu, hutu, hutu, hutu... aprendi
o bordado kene em dia de lua nova... bordar... bordar... achei aquele couro de cobra
atrás do tear, minha avó me levou mata dentro para eu saudar Yube e aprender o
bordado kene” (MIRANDA, 2009, p.17). Como se bordasse a voz mítica da índia-
narradora alinhavada à voz da natureza, dos animais, da chuva, do vento, dos
yuxins, da floresta, de seus ruídos e silêncios, a linguagem é tecida transformando a
existência em função poética. Tal como na Odisseia de Homero, Yarina borda na
espera de seu companheiro, mas é ela que se desfia em fluxos de narrativa. Acácio
Piedade (2011), em artigo no qual gera uma discussão acerca de hibridismo e
musicalidade, entende a memória musical-cultural, como aquela compartilhada e
constituída por um conjunto imbricado dos elementos musicais e significações
associadas, e é essa memória musical-cultural que seria a musicalidade; ela seria
“desenvolvida e transmitida culturalmente em comunidades estáveis no seio das
quais possibilita a comunicabilidade na performance e na audição musical”
(PIEDADE, 2011, p. 104). Wisnik, ao desmontar o som em seus elementos
constitutivos, aproxima a música e o corpo, a pulsação musical e a pulsação
sanguínea, a respiração. Corpo e música estariam relacionados, o som e o pulso. A
musicalidade, para Wisnik, seria também “metáfora e metonímia do mundo físico,
enquanto universo vibratório onde, a cada novo limiar, a energia se mostra de outra
forma [...] o ritmo está na base de todas as percepções” (WISNIK, 1999, p.29).
Diante desse contexto, em que as manifestações artísticas e, nesse recorte em
especial, a literatura brasileira promovem relações intermidiáticas, esta investigação
está centrada na percepção da musicalidade presente na narrativa Yuxin, na
maneira como foi construída nessa narrativa a voz feminina de uma índia brasileira e
como elementos da musicalidade atuam construindo arranjos de significação. Nesta
comunicação são apresentados dados relacionados à musicalidade presente no
texto, sendo parte da pesquisa de mestrado intitulada “Traços do pós-modernismo
na ressignificação do passado em Yuxin”, enquadrada dentro da linha de pesquisa
“Textualidades Contemporâneas”.

Palavras-chave: Musicalidade; Literatura; Relações Intermidiáticas


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                       IDAS E VINDAS, MITOS E MEMÓRIAS

                                               Eliana Aparecia de Quadra Corrêa
                                   Mestranda em Patrimônio Cultural e Sociedade
                                   Universidade da Região de Joinville - UNIVILLE
                                       Orientadora Dra. Taiza Mara Rauen Moraes

RESUMO

A pesquisa intitulada Idas e vindas, mitos e memórias enfoca a cultura imaterial
joinvilense através dos causos e lendas narradas sob a ótica dos idosos nascidos
antes da década de 1950, abordados como manifestação e representação popular e
social da cidade. A literatura oral é investigada como representação social e literária.
Através da metodologia qualitativa com o referencial teórico e da história oral, a
pesquisa é desenvolvida primeiro com os aspectos históricos da literatura oral,
quando e porque originou a expressão e seu estudo. Explora a cultura tradicional
popular, passada de geração em geração expressando identificações, práticas,
representações, conhecimentos, técnicas e instrumentos, lugares e grupos que os
reconhecem como patrimônio cultural imaterial. A narrativa transcrita para este
recorte é a lenda do Boi-de-mamão investigada através da análise das variações
encontradas na literatura oral. Percebeu-se nas investigações que as histórias de
Bois são contadas em diversas localidades, mas que apresentam especificações
conforme cultura, tempo e espaço em que é contada, mas que sua representação
pode ser conservada. Esta narrativa coletada pela voz de um idoso acima de 50
anos é cotejada com versões de Cascudo, Pisani e Azevedo.



Palavras chaves: lenda Boi-de-mamão, memória de idosos, cultura imaterial
joinvilense.




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ISBN - 978-85-87977-93-9


      IDENTIDADES OU AVATARES? CONSTRUÇÕES IDENTITÁRIAS NO
                          CIBERESPAÇO.

                                                               Elisangela Viana
                                 Mestranda em Patrimônio Cultural e Sociedade
                       Universidade da Região de Joinville – FAPESC/ UNIVILLE
                                     Orientadora Dra. Taiza Mara Rauen Moraes

RESUMO

Esta comunicação apresenta os resultados prévios de uma pesquisa que investiga a
produção poética da literatura contemporânea joinvilense no ciberespaço,
procurando observar as influências da cibercultura nos processos de construção
identitária. A pesquisa é desenvolvida para o curso de Mestrado em Patrimônio
Cultural e Sociedade da Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE, com o
financiamento do Edital de Bolsas 13/2009 da Fundação de Apoio a Pesquisa –
FAPESC. Na sociedade contemporânea, os ciberespaços se reproduzem na
internet e tornam-se lugares de ser e estar de milhares de usuários, espaços de
construções identitárias que flutuam e transformam-se de acordo com os trajetos
que um usuário tomar. Partindo dos pressupostos teóricos de Stuart Hall, André
Lemos, Zygmunt Bauman, Nestor Canclini e Michel Foucault, foram analisados
alguns espaços virtuais como blogs, jogos MMORPG (Massively Multiplayer Online
Role Playing Game – Jogos de Personagens On Line para Multi-jogadores) e
simuladores de realidade como o Second Life observando as flutuações identitárias
dos usuários e as possibilidades de anonimato e da adoção de diferentes avatares,
que intensificam os conflitos identitários e os processos de negociações culturais. A
investigação é geradora de questões sobre esse universo e o estudo aponta as
transformações nas relações de identidade, cultura, arte e memória na
contemporaneidade.



Palavras chave: Identidade, Cultura, Cibercultura, Ciberespaço




                                                                                    13
ISBN - 978-85-87977-93-9


   Joinville: Cenas e Cenários da Cidade Emoldurada pelos Cartões-Postais


                                                               Daniela Pereira
                                                         Graduada em História
                                 Universidade da Região de Joinville - UNIVILLE
                                        Orientador Msc. Fernando Cesar Sossai

RESUMO

Vivemos em um período em que a velocidade das experiências sociais soam
rapidamente em nossa vida deslizando para além de nossas expectativas, mais
rápido do que imaginamos que muitas vezes, nos sentimos estranhos em nosso
próprio meio e lugar social. Vivemos hoje uma nova experiência temporal, cujas
relações entre passado, presente e futuro são rearticuladas, de modo que vivamos
um presentismo no qual nossas ansiedades transformam-se em tentativas de barrar
a efemeridade de nosso tempo. A cidade é um desses espaços onde as vivências,
valores, conceitos, processos identificatórios e representações são construídas e
vividas. Essa cidade composta por anseios, pode ser representada de diversas
formas, na clandestinidade, na subversão, nas representações visuais e estéticas,
nos meios de produção institucional, dentre outros tão presentes. A cidade exposta
para nós, muitas vezes exprime enquadramentos expostos pelos desejos dos
planejadores urbanos que tentam enquadrar a cidade de modo que ela por si só seja
um cartão postal, referente a uma concepção de beleza e ordem. Os usos do
passado para as representações oficiais da constituição da cidade, representam
imagens da cidade não mais condizente com o tempo em que vivemos, insinuando
um interesse exposto por identificações de alguns grupos sociais. Pensando em uma
ferramenta de representação através da imagem, utilizada tanto no tempo presente
quanto no passado, o cartão postal surge, como um meio de problematização sobre
a cidade, voltando sua atenção para as condições e os processos que sustentam as
operações de produção de sentido.A presente pesquisa, realizada no ano de 2010,
como Trabalho de Conclusão de Curso consistiu em problematizar, utilizando a
categoria de análise de imagem, como os cartões postais da cidade de Joinville SC,
do período de 1990 a 2010, se (re) significam e se apropriam da história e do
patrimônio cultural, fomentando discursos e identidades sobre a cidade, e como
ocorrem as operações de sentidos dos estudantes do Ensino Médio de três escolas
Públicas da região sul da cidade em torno dessa representação. Para tanto, foram
realizadas pesquisas dos cartões postais no Arquivo Histórico de Joinville, em
Bancas, Museus e pontos turísticos em Joinville, assim como a utilização de
narrativas orais de estudantes do terceiro ano do Ensino Médio, possibilitando
problematizar as novas identificações e anseios sobre a representação da cidade,
suas apropriações culturais, suas memórias e processos identificatórios não mais
condizentes com as imagens representadas pelos meios oficiais da cidade, exposta
como a cidade dos príncipes, das bicicletas, das flores, da dança ou, ainda, cidade
germânica.

Palavras-Chave: Representações, Cartões-Postais, História de Joinville.




                                                                                   14
ISBN - 978-85-87977-93-9


                              O RITMO: UM FENÔMENO PARADOXAL

                                                                        Andréia Paris
                                                                Doutoranda em Teatro
                              Universidade Estadual de Santa Catarina – PPGT/UDESC
                                         Orientador Dr. Milton de Andrade Leal Junior

RESUMO

Este resumo é parte da pesquisa de mestrado realizada no Programa de Pós-
Graduação da Universidade do Estado de Santa Catarina intitulada A Escuta do
Sussurro: Percepção e Composição do Ritmo no Trabalho do Ator, defendida em
2010. Problematiza-se o conceito de ritmo que as teorias teatrais e musicais do
Ocidente têm desenvolvido, uma vez que, devido à sua complexidade, encontram-se
estudiosos defendendo a sua potência como elemento métrico outros como
elemento fluido. Na língua portuguesa ritmo é originado de rhythmus, palavra latina
correspondente à grega rhythmòs que tem a mesma raiz de rhéo1 (rio) que significa
fluir, correr e escorrer. (BUENO, 1974: 3545 e 3550). Esta informação, inserida na
etimologia da palavra ritmo sugere interpretações como a de Eugenio Barba (1936) e
Nicola Savarese (1945): “Literalmente, ritmo significa „um meio particular de fluir‟”
(1995: 211). Assim como a de Murray Schafer: “originalmente, „ritmo‟ e „rio‟ estavam
etimologicamente relacionados, sugerindo mais o movimento de um trecho do que
sua divisão em articulações” (1991: 87). Contudo, há outras fontes que apontam que
ritmo, etimologicamente, não prevê apenas o fluir. O The New Grove Dictionary of
Music and Musicians (1980: 805) coloca que o conceito de fluir foi sendo substituído
por outro mais antigo que aproximava rhéo da raiz “ry (ery) ou w’ry” que significa
puxar, prender, deter. Contudo, o dicionário não apresenta os motivos da mudança.
Há ainda, como demonstra a pesquisa da Prof.ª Dr.ª Jacyan Castilho de Oliveira
(2008: 40), o Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa (1989), no qual consta a
palavra grega rhythmòs como originária da palavra arithmetiké (aritmética), uma vez
que esta contém “o elemento de composição arthimós que significa „número‟”. Além
disso, o trabalho da pesquisadora Vilma Leni Nista Piccolo, tese intitulada Uma
Análise Fenomenológica da Percepção do Ritmo na Criança em Movimento (1993),
problematiza a interpretação do conceito rhéo em sua acepção de fluência, ao citar
Georgiades, estudioso da língua grega e de música. Segundo a pesquisadora,
Georgiades acreditava que a descoberta do ritmo, para o grego, não estava
vinculada apenas aos conceitos de fluir e correr, mas também a um movimento
limitado, já que, neste período, “tinha-se a idéia de medida, como uma ordem rígida
do movimento” (PICCOLO, 1993: 17). Portanto, aparece outra possibilidade de
interpretação da raiz grega rhéo e, consequentemente, novas interpretações para o
conceito ritmo, que implicam no seu entendimento, na sua função e manipulação
enquanto elemento das artes como o teatro, a música, a dança e a linguagem.
Diante de tudo isto, é possível perceber o ritmo como um fenômeno duplo e

1
  Encontrou-se outras duas formas de escrever a mesma palavra: rhein e rheein. Ambas também referindo-se à
raiz grega que significa fluir. Mantém-se neste trabalho rhéo porque é a forma apresentada no dicionário
português Grande Dicionário Etimológico – Prosódico da Língua Portuguesa (1974), de Francisco da Silveira
Bueno.




                                                                                                       15
ISBN - 978-85-87977-93-9


paradoxal. Paradoxal no sentido que Gilles Deleuze (2000: 79) concebe o conceito
de paradoxo. Justamente por causa desta capacidade agregadora do ritmo - unir o
constante e o mutante, a ordem e a desordem, possibilitando infinitas variações,
combinações e (des)organizações dos elementos métricos e fluidos - é que torna
tudo que existe único e singular.

Palavras-Chave: Ritmo. Trabalho do ator. Métrica. Fluidez.




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ISBN - 978-85-87977-93-9


  O TRANSCURSO DO SIGNFICADO NOS CONTOS DE CLARICE LISPECTOR

                                                   Jailson Estevão dos Santos
                                 Mestrando em Patrimônio Cultural e Sociedade
                                 Universidade da Região de Joinville - UNIVILLE
                     Trabalho do Curso de Pós-Graduação em Educação - IBPEX
                                                   Orientador Dr. Valdir Vegini.

RESUMO

Esta comunicação é um recorte de uma pesquisa que se propôs a estudar o
transcurso do significado nos contos: Legião Estrangeira; Laços de Família; Onde
Estivestes de Noite; e, A Via Crucis do Corpo, de Clarice Lispector. O enfoque
analítico é no conto: Legião Estrangeira. A análise partiu de uma pesquisa
bibliográfica que foi feita com base em várias situações linguísticas apresentadas em
outras obras da mesma autora, bem como em outras leituras críticas. O objetivo
principal foi fazer um levantamento de situações literárias, nas quais o trânsito
semântico acontece, e a partir daí favorecer novos conhecimentos e possibilidades
estilísticas. Procura-se abordar três análises, as quais serão tratadas em seis
capítulos. Foi desenvolvido um levantamento analítico e uma tipologia própria da
significação nos contos, para discutir as particularidades de Clarice Lispector com
relação ao jogo semântico. Posteriormente foi investigado o transcurso do
significado, na obra Legião Estrangeira, como uma amostra crítica de variantes
semânticas em Clarice enquanto contista, bem como as diversas maneiras e figuras
de linguagens usadas pela autora quando se utiliza da palavra e permite instalar o
transcurso desta, e a interferência na diversidade dos discursos: a) filosófico; b)
místico; c) lingüístico; d) literário. Neste sentido o trânsito aqui estudado é filosófico
pela evidência da base existencialista das narrativas; é linguistico-literário, pois
evoca categorias linguísticas internas e externas ao texto e muita recorrência à
intertextualidade; e é místico à medida que os contos trazem à baila, histórias de
verdadeiros rituais, e utilização de linguagem associados a diversos segmentos
religiosos, ainda que a autora não se mostra compromissada com nenhum deles. O
último aspecto estudado foi a transição semântica, pois é por meio dela que o texto
faz um convite ao leitor para construir junto, mas também, destruir, desconstruir e
reconstruir num jogo entre o objetal e o subjetal como uma transcendência
recíproca. Ao final, destaca-se a interferência do transcurso do significado no
envolvimento com uma acentuada intertextualidade que vem alicerçada, muitas
vezes, na literatura clássica. O resultado primordial desta pesquisa indica os
caminhos para uma leitura em diversidade.

Palavras-chave: semântica; transcurso; discurso.




                                                                                        17
ISBN - 978-85-87977-93-9


           PATRIMÔNIO CULTURAL E REPRESENTAÇÕES SOCIAIS

                                                     Cibele Dalina Piva Ferrari
                                Mestranda em Patrimônio Cultural e Sociedade
                        Universidade da Região de Joinville – CAPES/UNIVILLE
                   Orientadora Dra. Sandra Paschoal Leite de Camargo Guedes

RESUMO

Esta comunicação é parte de uma pesquisa maior, ligada ao Grupo de Pesquisas
“Estudos Interdisciplinares de Patrimônio Cultural” e ao Programa de Mestrado em
Patrimônio Cultural e Sociedade da UNIVILLE e tem como objetivo discutir a
relevância da teoria das representações sociais como instrumento importante para
os estudos ligados ao patrimônio cultural a partir dos resultados preliminares da
revisão bibliográfica. As representações sociais possibilitam a compreensão e a
transformação da vida social e de seus significados e podem ser definidas como
categorias de pensamento que expressam a realidade, buscam explicações e
justificativas, fomentando novos questionamentos a essa realidade. As discussões
apresentadas nesta comunicação estão baseadas, principalmente, nos trabalhos de
Serge Moscovici, criador da Teoria das Representações Sociais, e de seus
seguidores, tais como Denise Jodelet, Pedrinho Guareschi, Sandra Jovchelovitch,
Maria Cecília de Souza Minayo e Martha de Alba, entre outros. Apesar de ter
nascido na Psicologia Social, a Teoria das Representações Sociais tem sido muito
utilizada em diversas áreas do conhecimento, pois além da teoria, as representações
sociais proporcionam uma metodologia de pesquisa que pode ser utilizada em temas
diversificados. A superação da fragmentação da ciência tradicional, integrando os
diferentes saberes, é uma proposta que ultimamente vem ganhando mais força e
visa articular as diferenças e possibilitar uma abordagem integrada e ampla do
problema de pesquisa. As representações sociais podem ser descritas como uma
forma de conhecimento socialmente elaborado e compartilhado, uma visão de
mundo, que colabora para a construção desta realidade. Por outro lado, o patrimônio
cultural é um dos fatores identificadores e promotores de cidadania. Através da
memória histórica refletida no patrimônio cultural se dá a noção de origem e de
pertencimento e é esta relação do patrimônio com a identidade que legitimam sua
preservação. O sujeito social sente-se possuidor de uma memória e de um passado
representado por este patrimônio, o que pode ou não ser compartilhado por outros
indivíduos. As Representações Sociais possibilitam compreender a forma como os
grupos sociais concebem o mundo, suas formas de se relacionar e de criar novas
representações. As representações sociais são um aspecto significativo para a
preservação do patrimônio cultural, dando novos significados e sentidos a este
patrimônio refletindo assim o contexto histórico e cultural em que estão sendo
formadas estas novas representações sobre o patrimônio cultural. Num momento,
que já é chamado de “pós-moderno” por muitos, caracterizado por incertezas,
mudanças constantes e identidades fluídas, as representações sociais são
importante ferramenta na compreensão desta nova realidade e transformação da
vida social e de seus significados.

Palavras-chave: Patrimônio Cultural, Representações Sociais, Identidade.



                                                                                   18
ISBN - 978-85-87977-93-9


      REFERENCIAÇÃO E CONSTRUÇÃO DE SENTIDO: UMA ANÁLISE DE
 FORMAS NOMINAIS DE IMPLICAÇÃO ANAFÓRICA DE JORNALISMO ONLINE

                                                        Nívea Rohling da Silva
                                                    Doutoranda em Linguística
                                Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC
                   Professora da Universidade da Região de Joinville - UNIVILLE

RESUMO

O objetivo dessa comunicação é apresentar uma análise de formas nominais de
implicação anafórica no processo de referenciação e suas nuanças na construção
de sentidos em se tratando de um objeto-de-discurso específico – Barack Obama.
Tal objeto-de-discurso é particularmente interessante tendo em vista que ele traz
consigo uma série de componentes icônicos de natureza social, cultural e histórica: o
primeiro negro presidente da maior potência mundial, país cuja história, como se
supõe amplamente sabido, carrega episódios emblemáticos de segregação racial.
Delimitaram-se como dados de pesquisa excertos de textos publicados no jornalismo
online que tematizam a eleição presidencial nos Estados Unidos da América em
2008. Analisou-se como o presidente Barack Obama foi (re)categorizado nesses
textos por meio de formas nominais de implicação anafórica. A fundamentação
teórica se insere nos estudos sobre referenciação, concebido como atividade
discursiva, conforme proposta por Mondada e Dubois (2003). Nessa perspectiva, a
referenciação é tomada como uma atividade na qual o sujeito, na interação verbal,
opera sobre o material linguístico, realizando escolhas significativas para representar
estados de coisas, tudo isso com vistas à construção de sentido e em função do seu
querer-dizer. Assim, nesse quadro teórico, parte-se do pressuposto de que a
linguagem não se constitui em um sistema de etiquetas para referenciar as coisas do
mundo, e, sim, uma atividade intersubjetiva em que os sujeitos constroem, em suas
práticas discursivas, sociocognitivas e culturalmente situadas, versões públicas de
mundo. Os resultados da análise reiteraram as considerações dos teóricos da
referenciação no sentido de que determinadas formas de implicação anafórica,
tendo em vista o potencial de recategorização do referente, atuam na construção
sociocognitiva do objeto-de-discurso. O estudo mostrou que, no processo de
referenciação, as formas nominais de implicação anafórica utilizadas em textos do
jornalismo on-line foram construídas através do compartilhamento sociocognitivo de
versões públicas sobre o objeto-de-discurso específico, a saber: o presidente dos
EUA, “Barack Obama”. As formas de nomear esse objeto-de-discurso constituíram-
se no compartilhamento sociocognitivo dos interlocutores e foram tomadas como
dadas, como elementos estabelecidos na memória discursiva dos interlocutores e,
por isso, foram frequentemente introduzidas nos textos jornalísticos. Ressalta-se,
ainda, que o uso de tais formas anafóricas corrobora na construção da
argumentatividade, pois marcam a posição do enunciador frente ao objeto-de-
discurso e trazem consigo um caráter axiológico acentuado, uma vez que ao
introduzir esse objeto através de itens lexicais como Messias, por exemplo, revela
um movimento de referenciar, mas também de (des)qualificar o objeto-de-discurso.

Palavras-chave: Referenciação. Formas nominais de implicação anafórica.
Recategorização. Objeto-de-discurso. Barack Obama.


                                                                                      19
ISBN - 978-85-87977-93-9


            TEMPO/ANIMA, METRÔNOMO DA ARTE DA ANIMAÇÃO

                                                Fábio Henrique Nunes Medeiros
                                                  Doutorando em Artes Cênicas
                                       Universidade de São Paulo - USP/FAPESP

RESUMO

Esta abordagem tem como premissa o tempo como elemento fundamental na
animação, provocada pelas seguintes questões: o tempo é uma invenção do
homem, para lhe dar sentido de busca, vida, anima. O tempo é um evento
psicossomático que envolve mente, corpo e alma, assim como ilusão e movimento?
O movimento é um recurso de medida para os eventos temporais, dessa forma o
tempo está sempre associado à mudança, e com isso ao movimento. Essas
proposições são prerrogativas para pensarmos o tempo como unidade de sentido,
do ponto de vista real, virtual e representacional. Questões aqui levantadas serão
discutidas à luz dos pensamentos contemporâneos, percorrendo essa linguagem
artística enquanto conceito e técnica sob o prisma do tempo enquanto anima, bem
como, a montagem como recurso. Para tal e por uma necessidade de delimitação
observar-se-á o tempo atual ou real e virtual (DELEUZE, 2007); tempo cronológico,
que não pára, e tempo fotográfico, que expõe (VIRILIO, 2008); tempo como matéria
ou substância, a partir de três diretrizes: o teatro de animação como arte do tempo
presente, atual; o cinema de animação como arte do tempo “passado”; o teatro e
cinema de animação como arte de manipulação do tempo, e tempo
representacional. É recorrente no campo da teoria da arte da animação, e mesmo no
cinema, considerar o movimento como sendo síntese dessas artes. Todavia, o
tempo é tão síntese quanto o movimento, uma vez que o movimento se faz num
tempo e espaço. No teatro de animação, o tempo está representado multiplamente,
na fisiologia dos personagens (bonecos e formas); nas indumentárias e cenografia;
tempo interior e exterior, podendo estar representado pela luz, etc. E de forma mais
indireta: tempo/espaço/movimento - o tempo que esse gesto vai ocupar no espaço,
ou seja, criando uma carga semântica de um tempo analógico. O teatro é uma
linguagem do tempo presente, só existe na efemeridade do tempo atual, presente.
Não se equivale à importância do tempo para o teatro de animação como para o
cinema de animação. O tempo no teatro de animação é quase automático, mesmo
que a mímese do movimento passe pelo domínio do tempo. Diferentemente do que
ocorre no cinema de animação, que também passa por esses princípios
sobrepostos, o tempo e o movimento estão esquartejados, numa camada
elevadíssima de exposição. A animação no cinema é um processo de montagem de
movimento que percorre um tempo. O tempo está exposto no cinema de animação
que é um de seus princípios base. Uma colagem, ou cálculo impreciso revela e
expõe o aparato da animação. No cinema de animação, o movimento e o tempo
estão simulados quadro a quadro, milimetricamente decompostos. A automatização
da máquina de captura cinematográfica sai para uma captação ou manipulação
segmentada. O desenho animado, stop motion, e mesmo a computação gráfica,
entre outras técnicas de animação cinematográfica, são, de modo geral, análise do
tempo e movimento, o tempo que precisa para fazer esse movimento, a captação
desse movimento no tempo. O tempo/anima é a alma, ferramenta de medida
fundamental na animação, que é além da arte do movimento, mas a arte do tempo,
este que pulsa antes mesmo de ser preenchido, representado por um movimento.

                                                                                   20
ISBN - 978-85-87977-93-9




Palavras-chave: Tempo/anima e animação

Referências:
AUMONT, Jacques. As teorias dos cineastas. Trad.: Marina Appenzeller. Campinas-
SP: Papirus, 2004. ; DELEUZE, Gilles. A Imagem-tempo: cinema II. São Paulo:
Brasiliense, 2007.; VIRILIO, Paul. O Espaço Crítico - e as perspectivas do tempo
real. Trad.: Paulo Roberto Pires. 4ª reimpressão. Rio de Janeiro: Ed. 34, 2008.




                                                                                21
ISBN - 978-85-87977-93-9


      Uma perspectiva sobre a apropriação do patrimônio pela indústria cultural

                                                                 Maurício Biscaia Veiga
                                                 Mestrando em Estética e História da Arte
                                                  Universidade de São Paulo - MAC/ USP

RESUMO

Este estudo tem como objetivo discutir questões a respeito da apropriação do patrimônio
cultural pela indústria cultural na contemporaneidade, através do turismo. De um objeto que
identifica uma localidade e deve, por isso, ser preservado, o patrimônio passa a ser também
mercadoria, tendo, muitas vezes, seu valor histórico, artístico ou cultural transformado,
prevalecendo um valor mercadológico. O turismo, inclusive, utiliza-se destes valores
simbólicos para agregar valor a um determinado local. Paralela a essa apropriação do
patrimônio, tem ocorrido nas últimas décadas uma presentificação do passado, por exemplo,
na construção de monumentos e memoriais, criação de museus, filmes e novelas de época,
livros trazendo novas visões sobre histórias do passado, etc. Esta proliferação de produtos
memoriais também pode ser entendida como produto da indústria cultural, pois percebeu-se
que rememorar o passado era uma atividade lucrativa, porque as pessoas identificam-se
com o passado e com as memórias, uma vez que muitos acontecimentos históricos fazem
também parte da história pessoal de cada indivíduo. Entretanto, como muitos destes
produtos ligados à memória são direcionados às massas, eles acabam por não abordar
aspectos históricos de maneira profunda e contextualizada, mas, geralmente, de forma
anacrônica, com valores e pontos de vista da época em que foram produzidos e não da
época referente aos acontecimentos retratados. Assim, a história e a memória tornam-se
produtos para serem consumidos, mas produtos pasteurizados de fácil assimilação. Neste
contexto, o patrimônio cultural também passa por esta pasteurização, sendo também
transformado em produto para consumo. Diante desta massificação, podemos perceber o
fenômeno da “cidade-espetáculo”, termo utilizado por autores como Fernanda Sánchez, que
pode ser entendido como a transformação da cidade e de seus monumentos, assim como
outros de seus atrativos culturais, em mercadorias. Assim, grandes obras e projetos são
realizados na cidade para torná-la mais atrativa. Há, entre outros, dois tipos de intervenção
recorrentes: primeiramente a transformação de um patrimônio já existente como, por
exemplo, grandes projetos de restauração e revitalização de centros históricos, em que se
dão novos usos e significados a construções antigas. Este processo, porém, acaba por tirar
delas suas funções originais e as transforma numa espécie de cenário, para atender à nova
função de atrativo turístico, ocorrendo, inclusive, a remoção da população local, ignorando a
participação dos habitantes nativos como parte da história e da cultura. A este processo dá-
se o nome de gentrificação, neologismo vindo do inglês (gentrification) que significa
enobrecimento, ou seja, substituição de classes sociais mais baixas pelas classes médias
ou altas. Outro problema deste tipo de intervenção é quanto à autenticidade do patrimônio,
que é posta em dúvida, uma vez que ele sofre transformações tanto físicas como
simbólicas. Também, um tipo de intervenção recorrente é a construção de novos edifícios
destinados a serem atrativos turísticos, geralmente museus ou centros culturais, e que
contam com arquitetura sofisticada ou de grande porte. Ou ainda a restauração de grandes
edifícios para esse mesmo fim. Estes, embora, em muitos casos, sejam de iniciativa pública,
também têm como alvo a mercantilização do espaço, o que acaba também por torná-lo
elitista. Assim, há um outro lado das políticas patrimoniais além da preservação como
instrumento de cidadania, não havendo, atualmente, como desvinculá-lo do mercado.

Palavras-chave: Patrimônio cultural, memória, espetacularização do patrimônio




                                                                                          22
ISBN - 978-85-87977-93-9


                       2º Seminário de Práticas Leitoras

                                       ÍNDICE


RESUMO – LEIVITURA - LEITURA VIVÊNCIA E ATITUDE ......................................... 24

PROJETO – ÔNIBUS DA LEITURA – BIBLIOTECA MÓVEL ....................................... 25

PROJETO PEDAGOGICO – ESPAÇO DA LEITURA ...LEITURA E ESPAÇOS ........... 31




                                                                                         23
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                   LEIVITURA - LEITURA VIVÊNCIA E ATITUDE

                                                       LUZIA RIBA HAMMES
                                         HILDA MADALENA WEBER DE ALMEIDA

RESUMO

No decorrer dos últimos séculos o foco da educação tem sido a leitura. Pois, através
dela temos a possibilidade de desenvolver a imaginação e conhecer lugares,
desenvolver conhecimentos e inúmeras situações que só um leitor assíduo é capaz
de enumerar. Se a leitura produz tantos efeitos benéficos, nos perguntamos, por
que esta tarefa na maioria das escolas passou a ser apenas dos alunos? Porque
nossos professores só lêem quando lhes é cobrado ou quando precisam
desenvolver algum projeto. Sentimos que há muito o professor deixou de ser modelo
para o seu aluno. Assim sendo, como procuramos tornar os nossos alunos leitores
desenvolvemos vários projetos e momentos de leitura. Pretendemos assim, tornar
nossos professores disseminadores deste hábito entre eles e seus familiares.
Portanto, foi implantado entre os profissionais desta instituição de ensino
(professores, equipe administrativa e agentes operacionais) o Projeto Bolsa de
Leitura – “Leivitura”. A bolsa da leitura tem por objetivo principal criar o hábito da
leitura em todos os membros desta instituição de ensino. Procede-se da seguinte
forma: temos duas bolsas para os professores do 6° ao 9° ano, duas para os do 1°
ao 5° ano, uma para a equipe administrativa e uma para os agentes operacionais.
Esta bolsa permanece com um membro, durante uma semana e espera-se que
neste espaço de tempo o mesmo leia o livro. Passando uma semana, a bolsa
retorna para a escola e outra pessoa a levará para casa e desfrutará do livro da
melhor forma possível. Para a semana seguinte é feito um novo sorteio e os livros
colocados na bolsa não tem o título antecipado. Temos percebido maior entusiasmo
em relação à leitura, e há a curiosidade da descoberta de novos livros, prática que
tem fomentado o hábito da leitura entre os profissionais.


Palavras-Chave: Leitura, Conhecimento, Prazer.




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                   GERÊNCIA DA UNIDADE DE GESTÃO DE ENSINO
                           COORDENAÇÃO DE ENSINO
                        PROGRAMA ÔNIBUS DA LEITURA


PROFESSORAS: ELIETE TEREZINHA PHILIPPI
             HILDA MARIA GIRARDI MEDEIROS



1. Dados de Identificação:

   1.1 Título: Ônibus da Leitura – Biblioteca Móvel
   1.2     Promotores: Prefeitura Municipal de Joinville e Secretaria Municipal de
Educação.

   2. Descrição

       2.1 Justificativa:

               Considerando que a escola prepara o cidadão para a vida em sociedade, no
meio letrado, e que o equilíbrio entre autonomia escolar e educação de qualidade perpassa
pelas relações de ajuda no meio acadêmico, favorecidas pelo ensino-aprendizado e as
inúmeras histórias de mundo que o aluno vivencia;
               Considerando que há uma expectativa traduzida por objetivos, competências,
resultados ou habilidades regidas ao longo de um ano letivo, destacando a meta de
aprender a ler e o ato de ler para aprender;

                  Considerando que é mister ampliar a prática leitora e inseri-la enquanto
Projeto Curricular, difundindo-a em todas as instâncias disciplinares e espaços democráticos
do saber;
                  Considerando que nós, educadores, precisamos estar comungados com as
reais possibilidades de atuação, modificação e transformação da realidade de nossos
alunos, aliados ao avanço tecnológico e os recursos disponíveis de mídia e de mercado,
para viabilizar a escola eficaz como centro de comunicação dialógica;
                Considerando que torna-se necessário reivindicar, sistematicamente, as
capacidades de livre expressão dos educandos, permitindo-lhes alternativas prazerosas
enquanto sujeitos leitores; é que essa missão-desafio se legitima, resultando numa
iniciativa vinculada ao respaldo e a marca da Administração Municipal estendendo-se a
todos os segmentos escolares e comunidade, comprometidos em transformar o ato de ler
numa verdadeira ação cultural na cidade de Joinville e assim transformá-la na “Cidade dos
Livros”.

       2.2 Objetivos :

            .Sensibilizar, difundir e favorecer a leitura nos espaços pedagógicos e
            comunitários, de modo especial nas escolas municipais rurais, permitindo que a

                                                                                         25
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            linguagem seja um fator interativo, ampliando o repertório dos que leem e
            constroem a sua própria história cidadã.

            .Levar aos educandos e a comunidade o valor da leitura no aprendizado e na
            sua própria vivência, pois o que realmente se fixa na memória é o que se vive, e
            o que se vive precisa de emoção.


       2.3 Metodologia


            “Ônibus da Leitura” são dois ônibus adaptados e decorados pela Secretaria
            Municipal de Educação de Joinville, contando com um acervo aproximado de
            seiscentos títulos e que atendem 26 escolas municipais rurais e 5 escolas
            urbanas do 1º ao 5º ano que não possuem biblioteca escolar.
            Cerca de três mil crianças recebem a visita do ônibus da leitura e podem assim
            viver os sonhos, as aventuras, a magia e o encantamento que são
            proporcionadas pelos livros e por ótimas contações de histórias.
            Este Programa é coordenado pelas professoras Eliete Terezinha Philippi e Hilda
            Maria Girardi Medeiros que utilizam como recursos livros altamente
            selecionados, fantoches, objetos, aventais e também a música (violão e outros
            instrumentos musicais).
            O Programa teve início em 2003 e atualmente além das escolas rurais com o
            cronograma já estabelecido, atende-se também ofícios encaminhados por
            escolas urbanas, Centros de Educação Infantil(CEIS), Entidades Assistenciais e
            eventos realizados na cidade que envolvem a leitura como a Feira do Livro de
            Joinville .


       RELATÓRIO DE AÇÕES REALIZADAS PELA BIBLIOTECA MÓVEL

        As atividades desenvolvidas pelas professoras dos dois ônibus da leitura (Biblioteca
Móvel) Eliete Terezinha Philippi e Hilda Maria Girardi Medeiros, tem por objetivo sensibilizar,
difundir e favorecer a leitura nos recantos escolares, de modo particular, nas 27 escolas
rurais, bem como a comunidade em geral. Permitindo assim, que a linguagem seja um fator
interativo, ampliando o saber dos que lêem e constroem sua vida cidadã, fazendo de
Joinville a cidade dos livros.

    Ações realizadas em 2009
         Foram 27 escolas rurais e quatro escolas urbanas (sem o agente de leitura)
           de 1ª a 4ª séries, com cerca de 2306 alunos, que quinzenalmente receberam
           a visita da Biblioteca Móvel, perfazendo um total de 9 visitas por escola, ao
           ano.
         Foram 13 Centro de Educação Infantil (CEIS) visitados com cerca de 1800
           crianças atendidas.
         Mediante ofícios foram atendidas, oito escolas urbanas com 3000 alunos
           atendidos; e 7 instituições com um total de 930 pessoas.
         Também participamos da Feira do Livro de Joinville, que ocorreu de 1º a 9 de
           abril, onde a Biblioteca Móvel recebeu um público estimado de 5000 pessoas.

    Encontros de formação de leitores
         Em 2009, coordenamos 8 encontros de formação, para os 60 mediadores de
           leitura que atuam nas bibliotecas escolares da rede municipal; os encontros
           tem como objetivo o entrosamento, a troca de experiências e informações


                                                                                            26
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          relacionadas a área da leitura, bem como o bom funcionamento das
          bibliotecas escolares.

 Participações
      Participação na Comissão do Proler, na Univille e da Feira do Livro.
      De 22 a 26 de junho na Mostra do Proler.
      De 26 a 30 de outubro no XIII Encontro Regional do Proler.
      Participação, como ministrantes da palestra, de Contação de Histórias, no
         evento Fundo do Milênio; para 60 professores dos CEIS da rede.
      De 22 a 24 de junho no Abril Mundo (Prolij)
      2ª Conferência Municipal de Cultura de 23 a 25 de outubro.
      XIV Encontro Nacional do Proler, com o tema “Políticas Publicas de Livro e
         Leitura no Brasil”, de 23 a 27 de novembro (RJ).

    Ações realizadas em 2010
         Foram 175 visitas realizadas nas escolas rurais, atendendo a um total de
      2500 alunos do 1º ao 5º ano, da rede.
         Mediante oficio, foram atendidas 9 escolas urbanas, do 1º ao 5º ano e 3
      instituições.
         Foram 12 Centros de Educação Infantil (CEIS) visitados, no decorrer do ano.
         Também participamos da Feira do Livro, que ocorreu de 7 a 17 de abril, onde
      atendemos aproximadamente um público de 6000 pessoas.




                                                                                   27
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 Encontros de formação de leitores
      Em 2010, coordenamos 7 encontros de formação, para os 60 mediadores de
        leitura que atuam nas bibliotecas escolares da rede municipal; os encontros
        tem como objetivo o entrosamento, a troca de experiências e informações
        relacionadas a área da leitura, bem como o bom funcionamento das
        bibliotecas escolares.


                                                                                  28
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 Participações
      Participação na Comissão do Proler, na Univille e da Feira do Livro.
      De 8 a 10 de abril, na Mostra do Proler e Feira do Livro.
      De 27 a 30 de setembro no XIV Encontro Regional do Proler.
      Participação, como ministrantes da palestra, de Contação de Histórias, para
         os professores do Projovem.
      De 17 e 18 no Abril Mundo (Prolij)
      XV Encontro Nacional do Proler, com o tema “Proler e as Políticas Públicas:
         Caminhos da Cidadania”, de 22 a 26 de novembro (RJ).
      Conferência estadual do Livro e da Leitura (Florianópolis).

     Ações de 2011, em andamento
          No primeiro semestre, fizemos em média 4 visitas por escola, perfazendo
    aproximadamente 125 nas escolas rurais, e atendendo a um total de 2500 alunos do
    1º ao 5º ano, da rede.
          Mediante oficio, foram atendidas, 4 escolas:
         E.M. Vitor Meirelles, de Jaraguá do Sul
         E.M. Amador Aguiar
         E.M. Sadalla Amin Ghanem
         E.M. Pastor Hans Müller
           E ainda mediante oficio, foram atendidos 4 Centros de Educação Infantil
    (CEIS), ao decorrer do primeiro semestre:
         CEI Raio de Sol II
         CEI Parque Guarani
         CEI Sigelfrid Poffo
         CEI Peter Pan
   Lar Abdon Batista
   CREAS – Bem Estar Social
          Também participamos da Feira do Livro, que ocorreu de 1º a 10 de março,
    onde atendemos aproximadamente um público de 7000 pessoas.
          Participação na festa do trabalho, da RIC Record – Expoville.




   Reuniões com os mediadores de leitura:
       18/03 – Mitra Diocesana de Joinville

                                                                                   29
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       29/04 – Midas
       19/08 – Midas

   Reuniões da Comissão do PROLER




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                    CEI ESPAÇO DA CRIANÇA
  PROJETO PEDAGOGICO – ESPAÇO DA LEITURA... LEITURA E ESPAÇOS...

                   Solange Cararo da Silva e Aline Cristina Araujo dos Santos Bispo

PROBLEMATIZAÇÃO:
Desenvolver um trabalho educativo com crianças de 0 a 5 anos, nos permite deparar
a todo momento, no cotidiano desse espaço, com novos olhares docentes para o
imaginário infantil, para seus desejos, seus interesses, incentivando elaborações
próprias, fantasias, experimentações em seus tateios no mundo. O professor
desequilibra-se a partir da escuta constante, em perceber formas tão peculiares de
apreender o mundo já pronto. Diante das possibilidades de constantes interações
entre o professor e crianças, crianças-crianças na Educação infantil, qual seria a
função desse lugar? Quais práticas pedagógicas adequadas à escuta das vozes
infantis, não tolhendo ou excluindo tamanha riqueza desse universo peculiar?

JUSTIFICATIVA:
A função da Educação Infantil além do atendimento e do cuidado, também se volta
para a proposição de experiências educativas significativas, como um espaço que
possibilita a ampliação das capacidades de comunicação e expressão da criança,
bem como ajuda a criança a entender, interpretar e representar a realidade. Dentro
os objetos do conhecimento temos a Linguagem Oral e Escrita. Quanto mais a
criança puder falar em situações diferentes, como contar o que aconteceu em casa,
dar um recado, explicar um jogo, pedir uma informação, ouvir e recontar uma
história, mais poderá desenvolver suas capacidades comunicativas de maneira
significativa. O contato com livros de histórias, textos, jornais, gravuras, contos,
poemas, parlendas, trava-línguas levam as crianças a perceber a função social da
escrita e os aspectos sonoros da linguagem, como ritmo e rimas, além de questões
culturais e afetivas. A leitura e‟ um momento em que a criança pode conhecer a
forma de viver, pensar, agir e o universo de valores, costumes e comportamentos de
outras culturas situadas em outros tempos e lugares que não seu. A partir daí ela
pode estabelecer relações com sua forma de pensar e o modo de ser do grupo
social ao qual pertence. Ter acesso à literatura e dispor de informação cultural
alimentam a imaginação. Surgindo então o projeto Espaço da leitura...leitura e
espaços...para estimular na criança o prazer pela leitura, um processo ligado à
participação em práticas sociais de leitura.

OBJETIVOS:
- Incentivar a leitura visual e o contato com diferentes livros;
- Tornar a leitura um ato prazeroso;
- Possibilitar a integração dos pais com os filhos através do projeto de leitura, para
que se torne um hábito de família;
- Propor a troca de livros entre as crianças;
- Montar no CEI um espaço coletivo destinado a práticas de leitura;
- Estimular a construção de cantos de leitura nas salas de aula;
- Realizar passeios de estudos em outros espaços de leitura formalmente
constituídos;
- Criar espaços diferenciados para momentos de contação de histórias fora da sala
de aula;
- Participar de varal literário ;

                                                                                     31
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- Fazer exposições de livros diversos;
- Promover a feirinha de livros infantis para crianças e familiares;
- Socializar o prazer da leitura levando os livros para serem também lidos em casa
com a ajuda e participação dos pais ou outro familiar.

METODOLOGIA:
- A aplicação do projeto possibilitará que os alunos realizem um trabalho coletivo, no
qual haja o envolvimento de todos em sala de aula, estimulando a integração e
participação dos pais na vida escolar dos filhos;
- Por meio de inúmeras atividades, os professores proporcionarão o contato com os
livros e textos escritos. O material escrito será apresentado às crianças de forma a
despertar a curiosidade das crianças;
- Orientação quanto aos cuidados com os livros e com os textos escritos, pois
registram ideias de alguém e podemos aprender com elas e nos divertir.
- Com a ajuda dos pais e das crianças montar na sala de aula um espaço destinado
aos livros, onde as crianças, sempre que quiserem, terão acesso a eles (tapete da
leitura, estantes,almofadas,suporte de livros);
- Através de sugestão dos professores a das crianças se escolherá um espaço
destinado à leitura coletiva. Após a escolha, toda a equipe participará da adequação
do espaço, deixando alegre, colorido e divertido;
- A coordenação pedagógica juntamente com os professores realizará o empréstimo
de livros para as crianças que os levarão em sacolas de pano (ecologicamente
corretas), sendo estas decoradas pelas crianças. (Este item sugere a questão
ecológica do reaproveitamento de sacolas plásticas as quais causam danos ao meio
ambiente).
- A família participará fazendo a ponte da oralidade com o que está escrito: lendo e
interpretando as histórias para a criança, bem como preenchendo uma ficha de
leitura que destaca o nome do livro, autor e ilustrador;

- De tempos em tempos, num espaço aproximado de três meses, acontecerá a
FEIRINHA DO LIVRO com representantes de editoras. As famílias serão
comunicadas com antecedência do evento para que possam juntamente com a
criança adquirir um livro ou uma coleção com preços acessíveis (R$ 1,00);
- Com a colaboração dos pais se realizarão visitas programadas à Biblioteca Pública
Municipal, à Biblioteca da Escola Municipal Amador Aguiar, à Feira do livro na Praça
Nereu Ramos, à Livrarias Curitiba e Midas;
- E assim, diferentes atividades estarão presentes no cotidiano da instituição
oportunizando a criança e os familiares a se identificarem com o mundo dos livros.

PERÍODO DE APLICAÇÃO:
Este projeto se iniciou no ano de 2006, sendo que continua em pleno
desenvolvimento em 2011, uma vez que toda essa experimentação se apresentou
de forma positiva, tornando-se permanente e presente na dinâmica pedagógica das
crianças.

AVALIAÇÃO:
Interesse das crianças e entusiasmo com as atividades do projeto, nas etapas de
implantação e continuidade. O processo avaliativo das crianças, pais, professores,
equipe técnico –pedagógica se tornou essencial, pois permitiu modificar, executar
ajustes e planejamentos de novas situações.

                                                                                     32

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  • 1. ISBN - 978-85-87977-93-9 Organizadora: Taiza Mara Rauen Moraes 1
  • 2. ISBN - 978-85-87977-93-9 Organizadora Taiza Mara Rauen Moraes Realização Universidade da Região de Joinville - UNIVILLE Programa Nacional de Incentivo à Leitura - PROLER Reitor Paulo Ivo Koehntopp Vice-Reitora Sandra Aparecida Furlan Pró-Reitora de Ensino Ilanil Coelho Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação Therezinha Maria Novais de Oliveira Pró-Reitora de Extensão e Assuntos Comunitários Berenice Rocha Zabbot Garcia Pró-Reitor de Administração Raul Landmann Joinville 2011 2
  • 3. ISBN - 978-85-87977-93-9 Comitê PROLER Joinville Cássio Correia Eliana Aparecida Quadra Correia Eliete Terezinha Philippi Fábio Henrique Nunes Medeiros Helga Tytlik Hilda Maria Girardi Medeiros Marilene Gerent Rita de Cássia A. Barraca Gomes Taiza Mara Rauen Moraes Valéria Alves Comissão Científica Regina Back Cavassin Rosana Mara Koerner Taiza Mara Rauen Moras Equipe de Apoio Fábio Henrique Nunes Medeiros (PROLER) Jussara Cascaes (Eventos) Sônia Regina Biscaia Veiga (PROLER) Diagramação Gabriela Huller Campus Joinville - Rua Paulo Malschitzki, nº 10 Campus Universitário - Zona Industrial Joinville SC - CEP: 89219-710 Fone: (47) 3461-9000 | Fax: (47) 3473-0131 3
  • 4. ISBN - 978-85-87977-93-9 APRESENTAÇÃO O 15º Encontro do Proler de Joinville, 2º Seminário de Práticas Leitoras e 2º Seminário de Pesquisa em linguagens, leitura e Cultura – Leitura, Sujeito e Diversidade - tem a proposição de discutir questões que envolvem leitura/sujeitos/diversidades culturais, para ampliar espaços de compreensão do mundo que facilitem a convivência, gerando atitudes mais conscientes e, portanto, realizadoras de políticas que promovam a dinamização da leitura como móvel transformador da sociedade. O evento prevê a discussão e a fortificação da proposta de política de leitura para a região, integrando instituições educacionais e culturais: Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE, SESC, UNIMED, Secretarias Municipal e Estadual de Educação, da Fundação Cultural de Joinville e Bibliotecas públicas e escolares. A implementação de Políticas de Leitura para Joinville e Região prevê ampliar condições efetivas que permitam às pessoas reconhecer seus direitos e deveres e refletir com relativa autonomia e capacidade crítica sobre informações que circulam nos meios de comunicação, fruir e valorizar os bens culturais produzidos em seus espaços (re) significando suas vidas. O encontro instituirá um diálogo entre as contribuições teóricas e as necessidades de nossa sociedade de vencer os problemas de acesso à leitura, partindo do princípio de que os espaços de circulação da leitura e a discussão sobre políticas /teoria/métodos são caminhos para a (re)criação da realidade social. 4
  • 5. ISBN - 978-85-87977-93-9 2º Seminário de Pesquisa em Linguagens, Leitura e Cultura ÍNDICE A MANIFESTAÇÃO LITERÁRIA NA INTERNET: BLOGS COMO FERRAMENTA DE CRIAÇÃO ARTÍSTICA .................................................................................... 6 ANÁLISE SEMIOLÓGICA DO “MONUMENTO AO FUNDIDOR”: REIFICAÇÃO DO MITO DO TRABALHO .................................................................................... 7 AS NARRATIVAS AFRICANAS NA SALA DE AULA: A PRESENÇA DO GRIÔ NA VOZ DO PROFESSOR................................................................................... 8 CONTADOR DE HISTÓRIA: UM ANIMADOR DE “PALAVRAS”? ....................... 9 ECOS E RESSONÂNCIAS EM YUXIN............................................................... 11 IDAS E VINDAS, MITOS E MEMÓRIAS............................................................. 12 IDENTIDADES OU AVATARES? CONSTRUÇÕES IDENTITÁRIAS NO CIBERESPAÇO. ................................................................................................. 13 JOINVILLE: CENAS E CENÁRIOS DA CIDADE EMOLDURADA PELOS CARTÕES-POSTAIS .......................................................................................... 14 O RITMO: UM FENÔMENO PARADOXAL ........................................................ 15 O TRANSCURSO DO SIGNFICADO NOS CONTOS DE CLARICE LISPECTOR ............................................................................................................................ 17 PATRIMÔNIO CULTURAL E REPRESENTAÇÕES SOCIAIS ........................... 18 REFERENCIAÇÃO E CONSTRUÇÃO DE SENTIDO: UMA ANÁLISE DE FORMAS NOMINAIS DE IMPLICAÇÃO ANAFÓRICA DE JORNALISMO ONLINE .............................................................................................................. 19 TEMPO/ANIMA, METRÔNOMO DA ARTE DA ANIMAÇÃO .............................. 20 UMA PERSPECTIVA SOBRE A APROPRIAÇÃO DO PATRIMÔNIO PELA INDÚSTRIA CULTURAL..................................................................................... 22 5
  • 6. ISBN - 978-85-87977-93-9 A MANIFESTAÇÃO LITERÁRIA NA INTERNET: BLOGS COMO FERRAMENTA DE CRIAÇÃO ARTÍSTICA Philipe Macedo Pereira Projeto de Pesquisa de Iniciação Científica – PIBIC/FAP/UNIVILLE Orientadora Dra. Taiza Mara Rauen Moraes RESUMO O advento da pós-modernidade trouxe inúmeras revoluções à humanidade, dentre elas a internet, que conecta o mundo de forma irremediável. Um dos setores privilegiados por esse instrumento foi o da produção cultural que permitiu uma maior divulgação de obras artísticas, incluindo-se aí a literatura. Tendo em vista que atualmente a internet proporciona contato com uma gama variada de autores, a proposta da presente pesquisa é entender a cibercultura e divulgá-la aos acadêmicos de Letras da Univille, para dessa forma inseri-los no contexto de produtores de cultura ao produzirem textos por meio de blogs. Visto que a Literatura tem papel fundamental na construção social de um indivíduo, é significativo que futuros professores saibam como trabalhar com a nova mídia e conheçam, de fato, seu valor para a estruturação leitora de um sujeito, não se atendo somente aos textos impressos. Além disso, trabalhar com a produção de literatura será uma forma de aprimoramento criativo. Quanto à metodologia, a pesquisa se dá através de encontros que visam à discussão da literatura em suporte digital através de blogs, sendo utilizados textos tanto de autores da região de Joinville como também de outras regiões do Brasil, dessa forma também divulgando os trabalhos de outros escritores através de postagens dos endereços no blog destinado aos estudos. Através do trabalho com a hipertextualidade, pôde-se observar como se dá a construção dos textos escritos em plataforma digital, a sua diferença em relação ao meio impresso, sua alinearidade. Durante os encontros, é possível aos participantes estabelecer comparações entre estilos literários de autores da região e de outros locais do país. A importância do projeto está na valorização da Literatura, a descoberta de novos autores e no despertar do potencial de escrita dos acadêmicos em Letras da Univille, sendo que os mesmos poderão ter seus escritos, produzidos durante os encontros, postados no blog. A coleta de dados é feita pela análise das “postagens” e do grau de envolvimento dos acadêmicos de Letras com o meio virtual. Os resultados esperados são o estímulo à cibercultura e avaliação da influência da cibercultura no meio acadêmico. Até o momento observa-se a interação dos participantes através da elaboração de textos e das discussões durante os encontros, e está em processo de criação uma obra hipertextual, uma produção coletiva que consista em uma série de pequenos contos e interligações entre os blogs dos acadêmicos de Letras da Univille. Palavras-chave: Internet, blog, hipertexto 6
  • 7. ISBN - 978-85-87977-93-9 ANÁLISE SEMIOLÓGICA DO “MONUMENTO AO FUNDIDOR”: REIFICAÇÃO DO MITO DO TRABALHO. Eliana Terezinha Viana Moser Mestranda em Patrimônio Cultural e Sociedade Universidade da Região de Joinville - UNIVILLE Orientadora Dra. Taiza Mara Rauen Moraes RESUMO O presente resumo visa abordar um recorte da pesquisa de mestrado intitulada “Análise Semiológica dos Monumentos ao Imigrante e ao Fundidor: uma experiência estética dos sentidos”. Nesta comunicação farei a apresentação de uma análise semiológica como metodologia de leitura e investigação de uma das obras selecionadas: o Monumento ao Fundidor, erguido em 1979, no Bairro Boa Vista, criado por Paulo da Siqueira. Artista nascido em Chapecó, o qual foi escolhido por trabalhar com sucatas de ferro, numa perspectiva do movimento do construtivismo artístico. O propósito da pesquisa foi investigar o monumento numa perspectiva semiológica, a relação contextual, histórica, estética e de linguagem. Os monumentos são portadores de linguagens e de significados, por meio destes é possível se reconhecer os discursos de regularidade enunciativos, bem como, o sistema mítico imbricados nestas obras; é uma linguagem que precisa ser decodificada, a qual transcende o significante, relacionando-se com o significado e gerando a cada representâmen um novo signo, daí forma-se o sistema de significação. O desvelamento do sistema de significação não se esgota no encontro de um sentido, pois, o mesmo é ressignificado a cada leitura, se configura um continuum. Barthes (2007, p.11) coloca que “a semiologia tem por objeto, qualquer sistema de signos, que se constituem como linguagem, como sistema de significação.” Assim, o estudo deste monumento, erguido em 1979, revela como a cidade funcionava, na qual, assim como no cenário do país, vinha se implementando a política do Nacional Desenvolvimento, em que a meta política e econômica era rumo ao progresso e ao futuro por meio do trabalho, da ordem e da harmonia. A compreensão deste sistema de significação, pela semiologia, enquanto ciência da observação, é captada pela poiética do artista, investigando a escolha dos materiais, do tema e do conteúdo, o que valoriza a obra. A leitura do sistema mítico permite reconhecer como é trabalhado e entender que o monumento foi erguido para significar pela escolha do local, materiais, discurso enunciativo, tema e conteúdo propostos. Da relação do que está posto no plano da expressão com o que está no plano de conteúdo é possível ler “o não dito” no plano de significação. A relevância desta pesquisa consiste em apontar uma nova perspectiva de enxergar de olhar sobre os patrimônios culturais existentes na cidade de Joinville, sejam estes, de caráter histórico, artístico ou arquitetônico, pois é por meio do deslocamento do olhar, que se vai além do que é apresentado no significante, daí se reconhecem as formas de legitimação do discurso do poder e da exploração. Palavras Chave: Patrimônio Cultural; Leitura semiológica; Monumento ao Fundidor: Leitura; 7
  • 8. ISBN - 978-85-87977-93-9 AS NARRATIVAS AFRICANAS NA SALA DE AULA: A PRESENÇA DO GRIÔ NA VOZ DO PROFESSOR Sonia Regina Reis Pegoretti Mestranda em Patrimônio Cultural e Sociedade Universidade da região de Joinville - UNIVILLE Orientadora Dra Sueli de Souza Cagneti RESUMO A oralidade é um dos pilares da educação africana. As sociedades africanas ainda preservam a oralidade como um valioso patrimônio e têm na figura do griô uma fonte inesgotável da cultura do seu povo. Os griôs são grandes contadores de histórias e se utilizam de linguagem refinada do seu idioma, para que os jovens possam imitá- lo, construindo sentenças semanticamente corretas e com coerência lógica. Essas narrativas além de educar os mais jovens também servem de educação continuada aos mais velhos. Essa figura que parece estar tão distante do mundo ocidental nos revela que ainda temos necessidade de nos reunirmos para contar histórias, a exemplo do que acontece entre professores e alunos nas salas de aula. O retorno (ou à permanência) à ancestralidade, com a troca, a sinergia dessa relação, ainda nos emociona. O contato, o tom de voz, o gesto utilizado pelo professor em muito se assemelha ao nosso griô africano. A imaginação simplesmente voa ao lermos um bom livro aos nossos pequenos. A ressignificação da arte da memória pelo professor, levando e trazendo belas histórias aos seus alunos, pode colaborar para além da educação formal. A mediação do professor entre “a realidade” e a “palavra inventada” das histórias faz trazer de volta a vontade de perpetuar saberes, construir valores, saborear um mundo sem limites. Assim, essa teia pode ser construída num vai e vem de modo significativo, levando adiante os saberes das gerações passadas e da nossa própria geração com sensibilidade, desse modo mantendo viva a tradição do griô africano. No contexto das africanidades, falar dessa memória é arriscar-se em terreno ainda desconhecido por muitos. É dar saltos sem saber onde se vai parar. Temos dificuldade de compreensão da nossa realidade social como nação, cheia de diversidade, mas também cheia de abismos. A inspiração no griô, o contador de histórias, dá-se nesse sentido. Suas múltiplas funções na sociedade africana traduzem sua importância, assim como o professor para a cultura ocidental. A idéia é colocar em prática alguns preceitos vividos pelos povos africanos, como o uso da oralidade durante as aulas, para contar e narrar histórias vividas ou ouvidas, bem como suas próprias experiências individuais, familiares ou relativas a outros grupos. O uso dessa palavra pode ser tanto do professor como do seu educando, assim como o respeito por quem fala, democratizando assim o uso da palavra na sala de aula. Por último, fica o desejo de que os professores não sejam meros agenciadores da lei 10639/03 - que ora se instaurou – e, sim, que possam ser disseminadores de um debate que está longe de ter fim. Esperamos ainda que as inquietações e que a temática da cultura africana não cessem por falta de vozes que as propaguem e que venham à tona em muitos outros encontros e discussões. Palavras-chave: Griô africano; Literatura oral; Professor. 8
  • 9. ISBN - 978-85-87977-93-9 CONTADOR DE HISTÓRIA: UM ANIMADOR DE “PALAVRAS”? Fábio Henrique Nunes Medeiros Doutorando em Artes Cênicas Universidade de São Paulo - USP/FAPESP RESUMO Essa reflexão, teórico-poética, tem como abordagem o contador de histórias como animador (no sentido de dar alma) de palavras. O objetivo desse texto é perfurar minhas questões sobre o contador/animador. O contador de histórias se utiliza de animação. A priori, poderíamos mencionar dois suportes para animar: a palavra (que dorme na boca do imaginário ou livro) e as formas (bonecos, adereços, uma infinidade de coisas). “A fala humana anima, coloca em movimento e suscita as forças que estão estáticas nas coisas” (HAMPATÉ BÂ, 1982:186). Tudo no universo “é fala que ganhou corpo e forma” (idem). O contador desprende anima de si para os elementos de seu uso, inclusive a própria palavra que já tem uma potência de anima impregnado. Mas não apenas, objetos, bonecos, máscaras, entre outros elementos podem ser animados pelo contador de histórias. O ato de ler, decodificar, decompor está desprovido do som da palavra oral e do gesto e, com isso, escorregam alguns dos seus sentidos orgânicos. Isso porque essa palavra não respira só. É como se o leitor tivesse que fazer uma respiração boca a boca artificial. O contador corta, amassa, modela, esculpe, afina, pesca, desenha, escreve as histórias com intenção que elas voem em ouvidos, em olhos e nos corpos, como ocorreu no seu. Nessa perspectiva, para ele, a palavra é matéria maleável. O ato de contar histórias é uma prática animista, pois o animismo parte da lógica de animar o inanimado, de dar vida. Não que um texto não tenha vida, mas ele dorme e precisa ser iluminado pela anima, seja ela, vinda do ouvinte, leitor, ou mediador, que nesse caso é o contador de histórias/animador, que vai pegar a palavra e acordá-la, dar intenção, dar respiração e, com isso, movimento. “Dentro da tradição oral, na verdade, o espiritual e o material não estão dissociados” (HAMPATÉ BÂ, 1982:183). “A força da eloquência consiste na capacidade de guiar as almas, aquele que deseja tornar-se orador deve forçosamente conhecer quais formas existem na alma” (PLATÃO, 2004:114). O homem sempre contou histórias (guiou almas/anima), e as paredes das cavernas na pré-história, livro dos mortos, papiros e pergaminhos egípcios, as mitologias greco-romanas e outras, iluminuras, “Sherazades”, “Homeros”, culturas ágrafas e gráficas, etc. comprovam isso. As histórias só existem porque existe quem as conte, quem as anime - existe o homem. Elas são os testemunhos dos sonhos com diversas máscaras: às vezes de textos, outras da oralidade, música, teatro, desenho e assim, sucessivamente, vestida de várias formas. O “texto” seja de que forma for, está ali, mas potencializar-lhe vida e acordá-lo é função do contador/animador. “O testemunho, seja escrito ou oral, no fim não é mais que o testemunho humano, e vale o que vale o homem” (HAMPATÉ BÂ, 1982:181). Segundo Hampaté Bâ (1982), numa versão africana da gênese, acreditava-se que foram depositados três potenciais (forças) no homem: o poder, o querer e o saber, que permanecem dentro dele até o momento em que a fala venha colocá-las em movimento. “Vivificadas pela palavra divina, essas forças começam a vibrar. Numa primeira fase, torna-se pensamento; numa segunda, som; e, numa terceira, fala. A fala é, portanto, considerada como a materialização, ou a exteriorização, das vibrações das forças” (Idem: 185). 9
  • 10. ISBN - 978-85-87977-93-9 Palavras-chave: Contador de histórias/animador; Anima. Referências: HAMPATÉ BÂ, A. Tradição Viva In: História Geral da África - vol. I, Ática/UNESCO, São Paulo/SP, p.181-218,1982.; PLATÃO. Fedro. São Paulo: Martin Claret, 2004 10
  • 11. ISBN - 978-85-87977-93-9 ECOS E RESSONÂNCIAS EM YUXIN Gabriela Cristina Carvalho Mestranda em Literatura Brasileira Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC /CNPQ RESUMO “No tempo da mãe da mãe da mãe da mãe” (MIRANDA, 2009, p.17)... A narrativa Yuxin (2009), de Ana Miranda, é rodeada de lirismo, poesia e estranhamentos, que provocam e evocam a musicalidade do texto, com onomatopeias ritmadas em ecos e ressonâncias nos fluxos de consciência da narradora, a índia Yarina. É ela quem nos leva ao mundo de sua memória, habitado pelas lembranças, pelos mitos, pelos yuxins que assombram os vivos. A heroína borda na espera do marido, borda e traz à memória suas vivências, borda e viaja para dentro de si, se desfiando lentamente, como viagem onírica, que é a imagem em palavra, da qual sai transformada. A noção do “eu” indígena, aqui representada, é de harmonia com o mundo, por isso a linguagem também se funde com os elementos de seu mundo; a linguagem é aberta e trespassada pelos ruídos e vozes. “bordar bordar... hutu, hutu, hutu, hutu... aprendi o bordado kene em dia de lua nova... bordar... bordar... achei aquele couro de cobra atrás do tear, minha avó me levou mata dentro para eu saudar Yube e aprender o bordado kene” (MIRANDA, 2009, p.17). Como se bordasse a voz mítica da índia- narradora alinhavada à voz da natureza, dos animais, da chuva, do vento, dos yuxins, da floresta, de seus ruídos e silêncios, a linguagem é tecida transformando a existência em função poética. Tal como na Odisseia de Homero, Yarina borda na espera de seu companheiro, mas é ela que se desfia em fluxos de narrativa. Acácio Piedade (2011), em artigo no qual gera uma discussão acerca de hibridismo e musicalidade, entende a memória musical-cultural, como aquela compartilhada e constituída por um conjunto imbricado dos elementos musicais e significações associadas, e é essa memória musical-cultural que seria a musicalidade; ela seria “desenvolvida e transmitida culturalmente em comunidades estáveis no seio das quais possibilita a comunicabilidade na performance e na audição musical” (PIEDADE, 2011, p. 104). Wisnik, ao desmontar o som em seus elementos constitutivos, aproxima a música e o corpo, a pulsação musical e a pulsação sanguínea, a respiração. Corpo e música estariam relacionados, o som e o pulso. A musicalidade, para Wisnik, seria também “metáfora e metonímia do mundo físico, enquanto universo vibratório onde, a cada novo limiar, a energia se mostra de outra forma [...] o ritmo está na base de todas as percepções” (WISNIK, 1999, p.29). Diante desse contexto, em que as manifestações artísticas e, nesse recorte em especial, a literatura brasileira promovem relações intermidiáticas, esta investigação está centrada na percepção da musicalidade presente na narrativa Yuxin, na maneira como foi construída nessa narrativa a voz feminina de uma índia brasileira e como elementos da musicalidade atuam construindo arranjos de significação. Nesta comunicação são apresentados dados relacionados à musicalidade presente no texto, sendo parte da pesquisa de mestrado intitulada “Traços do pós-modernismo na ressignificação do passado em Yuxin”, enquadrada dentro da linha de pesquisa “Textualidades Contemporâneas”. Palavras-chave: Musicalidade; Literatura; Relações Intermidiáticas 11
  • 12. ISBN - 978-85-87977-93-9 IDAS E VINDAS, MITOS E MEMÓRIAS Eliana Aparecia de Quadra Corrêa Mestranda em Patrimônio Cultural e Sociedade Universidade da Região de Joinville - UNIVILLE Orientadora Dra. Taiza Mara Rauen Moraes RESUMO A pesquisa intitulada Idas e vindas, mitos e memórias enfoca a cultura imaterial joinvilense através dos causos e lendas narradas sob a ótica dos idosos nascidos antes da década de 1950, abordados como manifestação e representação popular e social da cidade. A literatura oral é investigada como representação social e literária. Através da metodologia qualitativa com o referencial teórico e da história oral, a pesquisa é desenvolvida primeiro com os aspectos históricos da literatura oral, quando e porque originou a expressão e seu estudo. Explora a cultura tradicional popular, passada de geração em geração expressando identificações, práticas, representações, conhecimentos, técnicas e instrumentos, lugares e grupos que os reconhecem como patrimônio cultural imaterial. A narrativa transcrita para este recorte é a lenda do Boi-de-mamão investigada através da análise das variações encontradas na literatura oral. Percebeu-se nas investigações que as histórias de Bois são contadas em diversas localidades, mas que apresentam especificações conforme cultura, tempo e espaço em que é contada, mas que sua representação pode ser conservada. Esta narrativa coletada pela voz de um idoso acima de 50 anos é cotejada com versões de Cascudo, Pisani e Azevedo. Palavras chaves: lenda Boi-de-mamão, memória de idosos, cultura imaterial joinvilense. 12
  • 13. ISBN - 978-85-87977-93-9 IDENTIDADES OU AVATARES? CONSTRUÇÕES IDENTITÁRIAS NO CIBERESPAÇO. Elisangela Viana Mestranda em Patrimônio Cultural e Sociedade Universidade da Região de Joinville – FAPESC/ UNIVILLE Orientadora Dra. Taiza Mara Rauen Moraes RESUMO Esta comunicação apresenta os resultados prévios de uma pesquisa que investiga a produção poética da literatura contemporânea joinvilense no ciberespaço, procurando observar as influências da cibercultura nos processos de construção identitária. A pesquisa é desenvolvida para o curso de Mestrado em Patrimônio Cultural e Sociedade da Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE, com o financiamento do Edital de Bolsas 13/2009 da Fundação de Apoio a Pesquisa – FAPESC. Na sociedade contemporânea, os ciberespaços se reproduzem na internet e tornam-se lugares de ser e estar de milhares de usuários, espaços de construções identitárias que flutuam e transformam-se de acordo com os trajetos que um usuário tomar. Partindo dos pressupostos teóricos de Stuart Hall, André Lemos, Zygmunt Bauman, Nestor Canclini e Michel Foucault, foram analisados alguns espaços virtuais como blogs, jogos MMORPG (Massively Multiplayer Online Role Playing Game – Jogos de Personagens On Line para Multi-jogadores) e simuladores de realidade como o Second Life observando as flutuações identitárias dos usuários e as possibilidades de anonimato e da adoção de diferentes avatares, que intensificam os conflitos identitários e os processos de negociações culturais. A investigação é geradora de questões sobre esse universo e o estudo aponta as transformações nas relações de identidade, cultura, arte e memória na contemporaneidade. Palavras chave: Identidade, Cultura, Cibercultura, Ciberespaço 13
  • 14. ISBN - 978-85-87977-93-9 Joinville: Cenas e Cenários da Cidade Emoldurada pelos Cartões-Postais Daniela Pereira Graduada em História Universidade da Região de Joinville - UNIVILLE Orientador Msc. Fernando Cesar Sossai RESUMO Vivemos em um período em que a velocidade das experiências sociais soam rapidamente em nossa vida deslizando para além de nossas expectativas, mais rápido do que imaginamos que muitas vezes, nos sentimos estranhos em nosso próprio meio e lugar social. Vivemos hoje uma nova experiência temporal, cujas relações entre passado, presente e futuro são rearticuladas, de modo que vivamos um presentismo no qual nossas ansiedades transformam-se em tentativas de barrar a efemeridade de nosso tempo. A cidade é um desses espaços onde as vivências, valores, conceitos, processos identificatórios e representações são construídas e vividas. Essa cidade composta por anseios, pode ser representada de diversas formas, na clandestinidade, na subversão, nas representações visuais e estéticas, nos meios de produção institucional, dentre outros tão presentes. A cidade exposta para nós, muitas vezes exprime enquadramentos expostos pelos desejos dos planejadores urbanos que tentam enquadrar a cidade de modo que ela por si só seja um cartão postal, referente a uma concepção de beleza e ordem. Os usos do passado para as representações oficiais da constituição da cidade, representam imagens da cidade não mais condizente com o tempo em que vivemos, insinuando um interesse exposto por identificações de alguns grupos sociais. Pensando em uma ferramenta de representação através da imagem, utilizada tanto no tempo presente quanto no passado, o cartão postal surge, como um meio de problematização sobre a cidade, voltando sua atenção para as condições e os processos que sustentam as operações de produção de sentido.A presente pesquisa, realizada no ano de 2010, como Trabalho de Conclusão de Curso consistiu em problematizar, utilizando a categoria de análise de imagem, como os cartões postais da cidade de Joinville SC, do período de 1990 a 2010, se (re) significam e se apropriam da história e do patrimônio cultural, fomentando discursos e identidades sobre a cidade, e como ocorrem as operações de sentidos dos estudantes do Ensino Médio de três escolas Públicas da região sul da cidade em torno dessa representação. Para tanto, foram realizadas pesquisas dos cartões postais no Arquivo Histórico de Joinville, em Bancas, Museus e pontos turísticos em Joinville, assim como a utilização de narrativas orais de estudantes do terceiro ano do Ensino Médio, possibilitando problematizar as novas identificações e anseios sobre a representação da cidade, suas apropriações culturais, suas memórias e processos identificatórios não mais condizentes com as imagens representadas pelos meios oficiais da cidade, exposta como a cidade dos príncipes, das bicicletas, das flores, da dança ou, ainda, cidade germânica. Palavras-Chave: Representações, Cartões-Postais, História de Joinville. 14
  • 15. ISBN - 978-85-87977-93-9 O RITMO: UM FENÔMENO PARADOXAL Andréia Paris Doutoranda em Teatro Universidade Estadual de Santa Catarina – PPGT/UDESC Orientador Dr. Milton de Andrade Leal Junior RESUMO Este resumo é parte da pesquisa de mestrado realizada no Programa de Pós- Graduação da Universidade do Estado de Santa Catarina intitulada A Escuta do Sussurro: Percepção e Composição do Ritmo no Trabalho do Ator, defendida em 2010. Problematiza-se o conceito de ritmo que as teorias teatrais e musicais do Ocidente têm desenvolvido, uma vez que, devido à sua complexidade, encontram-se estudiosos defendendo a sua potência como elemento métrico outros como elemento fluido. Na língua portuguesa ritmo é originado de rhythmus, palavra latina correspondente à grega rhythmòs que tem a mesma raiz de rhéo1 (rio) que significa fluir, correr e escorrer. (BUENO, 1974: 3545 e 3550). Esta informação, inserida na etimologia da palavra ritmo sugere interpretações como a de Eugenio Barba (1936) e Nicola Savarese (1945): “Literalmente, ritmo significa „um meio particular de fluir‟” (1995: 211). Assim como a de Murray Schafer: “originalmente, „ritmo‟ e „rio‟ estavam etimologicamente relacionados, sugerindo mais o movimento de um trecho do que sua divisão em articulações” (1991: 87). Contudo, há outras fontes que apontam que ritmo, etimologicamente, não prevê apenas o fluir. O The New Grove Dictionary of Music and Musicians (1980: 805) coloca que o conceito de fluir foi sendo substituído por outro mais antigo que aproximava rhéo da raiz “ry (ery) ou w’ry” que significa puxar, prender, deter. Contudo, o dicionário não apresenta os motivos da mudança. Há ainda, como demonstra a pesquisa da Prof.ª Dr.ª Jacyan Castilho de Oliveira (2008: 40), o Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa (1989), no qual consta a palavra grega rhythmòs como originária da palavra arithmetiké (aritmética), uma vez que esta contém “o elemento de composição arthimós que significa „número‟”. Além disso, o trabalho da pesquisadora Vilma Leni Nista Piccolo, tese intitulada Uma Análise Fenomenológica da Percepção do Ritmo na Criança em Movimento (1993), problematiza a interpretação do conceito rhéo em sua acepção de fluência, ao citar Georgiades, estudioso da língua grega e de música. Segundo a pesquisadora, Georgiades acreditava que a descoberta do ritmo, para o grego, não estava vinculada apenas aos conceitos de fluir e correr, mas também a um movimento limitado, já que, neste período, “tinha-se a idéia de medida, como uma ordem rígida do movimento” (PICCOLO, 1993: 17). Portanto, aparece outra possibilidade de interpretação da raiz grega rhéo e, consequentemente, novas interpretações para o conceito ritmo, que implicam no seu entendimento, na sua função e manipulação enquanto elemento das artes como o teatro, a música, a dança e a linguagem. Diante de tudo isto, é possível perceber o ritmo como um fenômeno duplo e 1 Encontrou-se outras duas formas de escrever a mesma palavra: rhein e rheein. Ambas também referindo-se à raiz grega que significa fluir. Mantém-se neste trabalho rhéo porque é a forma apresentada no dicionário português Grande Dicionário Etimológico – Prosódico da Língua Portuguesa (1974), de Francisco da Silveira Bueno. 15
  • 16. ISBN - 978-85-87977-93-9 paradoxal. Paradoxal no sentido que Gilles Deleuze (2000: 79) concebe o conceito de paradoxo. Justamente por causa desta capacidade agregadora do ritmo - unir o constante e o mutante, a ordem e a desordem, possibilitando infinitas variações, combinações e (des)organizações dos elementos métricos e fluidos - é que torna tudo que existe único e singular. Palavras-Chave: Ritmo. Trabalho do ator. Métrica. Fluidez. 16
  • 17. ISBN - 978-85-87977-93-9 O TRANSCURSO DO SIGNFICADO NOS CONTOS DE CLARICE LISPECTOR Jailson Estevão dos Santos Mestrando em Patrimônio Cultural e Sociedade Universidade da Região de Joinville - UNIVILLE Trabalho do Curso de Pós-Graduação em Educação - IBPEX Orientador Dr. Valdir Vegini. RESUMO Esta comunicação é um recorte de uma pesquisa que se propôs a estudar o transcurso do significado nos contos: Legião Estrangeira; Laços de Família; Onde Estivestes de Noite; e, A Via Crucis do Corpo, de Clarice Lispector. O enfoque analítico é no conto: Legião Estrangeira. A análise partiu de uma pesquisa bibliográfica que foi feita com base em várias situações linguísticas apresentadas em outras obras da mesma autora, bem como em outras leituras críticas. O objetivo principal foi fazer um levantamento de situações literárias, nas quais o trânsito semântico acontece, e a partir daí favorecer novos conhecimentos e possibilidades estilísticas. Procura-se abordar três análises, as quais serão tratadas em seis capítulos. Foi desenvolvido um levantamento analítico e uma tipologia própria da significação nos contos, para discutir as particularidades de Clarice Lispector com relação ao jogo semântico. Posteriormente foi investigado o transcurso do significado, na obra Legião Estrangeira, como uma amostra crítica de variantes semânticas em Clarice enquanto contista, bem como as diversas maneiras e figuras de linguagens usadas pela autora quando se utiliza da palavra e permite instalar o transcurso desta, e a interferência na diversidade dos discursos: a) filosófico; b) místico; c) lingüístico; d) literário. Neste sentido o trânsito aqui estudado é filosófico pela evidência da base existencialista das narrativas; é linguistico-literário, pois evoca categorias linguísticas internas e externas ao texto e muita recorrência à intertextualidade; e é místico à medida que os contos trazem à baila, histórias de verdadeiros rituais, e utilização de linguagem associados a diversos segmentos religiosos, ainda que a autora não se mostra compromissada com nenhum deles. O último aspecto estudado foi a transição semântica, pois é por meio dela que o texto faz um convite ao leitor para construir junto, mas também, destruir, desconstruir e reconstruir num jogo entre o objetal e o subjetal como uma transcendência recíproca. Ao final, destaca-se a interferência do transcurso do significado no envolvimento com uma acentuada intertextualidade que vem alicerçada, muitas vezes, na literatura clássica. O resultado primordial desta pesquisa indica os caminhos para uma leitura em diversidade. Palavras-chave: semântica; transcurso; discurso. 17
  • 18. ISBN - 978-85-87977-93-9 PATRIMÔNIO CULTURAL E REPRESENTAÇÕES SOCIAIS Cibele Dalina Piva Ferrari Mestranda em Patrimônio Cultural e Sociedade Universidade da Região de Joinville – CAPES/UNIVILLE Orientadora Dra. Sandra Paschoal Leite de Camargo Guedes RESUMO Esta comunicação é parte de uma pesquisa maior, ligada ao Grupo de Pesquisas “Estudos Interdisciplinares de Patrimônio Cultural” e ao Programa de Mestrado em Patrimônio Cultural e Sociedade da UNIVILLE e tem como objetivo discutir a relevância da teoria das representações sociais como instrumento importante para os estudos ligados ao patrimônio cultural a partir dos resultados preliminares da revisão bibliográfica. As representações sociais possibilitam a compreensão e a transformação da vida social e de seus significados e podem ser definidas como categorias de pensamento que expressam a realidade, buscam explicações e justificativas, fomentando novos questionamentos a essa realidade. As discussões apresentadas nesta comunicação estão baseadas, principalmente, nos trabalhos de Serge Moscovici, criador da Teoria das Representações Sociais, e de seus seguidores, tais como Denise Jodelet, Pedrinho Guareschi, Sandra Jovchelovitch, Maria Cecília de Souza Minayo e Martha de Alba, entre outros. Apesar de ter nascido na Psicologia Social, a Teoria das Representações Sociais tem sido muito utilizada em diversas áreas do conhecimento, pois além da teoria, as representações sociais proporcionam uma metodologia de pesquisa que pode ser utilizada em temas diversificados. A superação da fragmentação da ciência tradicional, integrando os diferentes saberes, é uma proposta que ultimamente vem ganhando mais força e visa articular as diferenças e possibilitar uma abordagem integrada e ampla do problema de pesquisa. As representações sociais podem ser descritas como uma forma de conhecimento socialmente elaborado e compartilhado, uma visão de mundo, que colabora para a construção desta realidade. Por outro lado, o patrimônio cultural é um dos fatores identificadores e promotores de cidadania. Através da memória histórica refletida no patrimônio cultural se dá a noção de origem e de pertencimento e é esta relação do patrimônio com a identidade que legitimam sua preservação. O sujeito social sente-se possuidor de uma memória e de um passado representado por este patrimônio, o que pode ou não ser compartilhado por outros indivíduos. As Representações Sociais possibilitam compreender a forma como os grupos sociais concebem o mundo, suas formas de se relacionar e de criar novas representações. As representações sociais são um aspecto significativo para a preservação do patrimônio cultural, dando novos significados e sentidos a este patrimônio refletindo assim o contexto histórico e cultural em que estão sendo formadas estas novas representações sobre o patrimônio cultural. Num momento, que já é chamado de “pós-moderno” por muitos, caracterizado por incertezas, mudanças constantes e identidades fluídas, as representações sociais são importante ferramenta na compreensão desta nova realidade e transformação da vida social e de seus significados. Palavras-chave: Patrimônio Cultural, Representações Sociais, Identidade. 18
  • 19. ISBN - 978-85-87977-93-9 REFERENCIAÇÃO E CONSTRUÇÃO DE SENTIDO: UMA ANÁLISE DE FORMAS NOMINAIS DE IMPLICAÇÃO ANAFÓRICA DE JORNALISMO ONLINE Nívea Rohling da Silva Doutoranda em Linguística Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC Professora da Universidade da Região de Joinville - UNIVILLE RESUMO O objetivo dessa comunicação é apresentar uma análise de formas nominais de implicação anafórica no processo de referenciação e suas nuanças na construção de sentidos em se tratando de um objeto-de-discurso específico – Barack Obama. Tal objeto-de-discurso é particularmente interessante tendo em vista que ele traz consigo uma série de componentes icônicos de natureza social, cultural e histórica: o primeiro negro presidente da maior potência mundial, país cuja história, como se supõe amplamente sabido, carrega episódios emblemáticos de segregação racial. Delimitaram-se como dados de pesquisa excertos de textos publicados no jornalismo online que tematizam a eleição presidencial nos Estados Unidos da América em 2008. Analisou-se como o presidente Barack Obama foi (re)categorizado nesses textos por meio de formas nominais de implicação anafórica. A fundamentação teórica se insere nos estudos sobre referenciação, concebido como atividade discursiva, conforme proposta por Mondada e Dubois (2003). Nessa perspectiva, a referenciação é tomada como uma atividade na qual o sujeito, na interação verbal, opera sobre o material linguístico, realizando escolhas significativas para representar estados de coisas, tudo isso com vistas à construção de sentido e em função do seu querer-dizer. Assim, nesse quadro teórico, parte-se do pressuposto de que a linguagem não se constitui em um sistema de etiquetas para referenciar as coisas do mundo, e, sim, uma atividade intersubjetiva em que os sujeitos constroem, em suas práticas discursivas, sociocognitivas e culturalmente situadas, versões públicas de mundo. Os resultados da análise reiteraram as considerações dos teóricos da referenciação no sentido de que determinadas formas de implicação anafórica, tendo em vista o potencial de recategorização do referente, atuam na construção sociocognitiva do objeto-de-discurso. O estudo mostrou que, no processo de referenciação, as formas nominais de implicação anafórica utilizadas em textos do jornalismo on-line foram construídas através do compartilhamento sociocognitivo de versões públicas sobre o objeto-de-discurso específico, a saber: o presidente dos EUA, “Barack Obama”. As formas de nomear esse objeto-de-discurso constituíram- se no compartilhamento sociocognitivo dos interlocutores e foram tomadas como dadas, como elementos estabelecidos na memória discursiva dos interlocutores e, por isso, foram frequentemente introduzidas nos textos jornalísticos. Ressalta-se, ainda, que o uso de tais formas anafóricas corrobora na construção da argumentatividade, pois marcam a posição do enunciador frente ao objeto-de- discurso e trazem consigo um caráter axiológico acentuado, uma vez que ao introduzir esse objeto através de itens lexicais como Messias, por exemplo, revela um movimento de referenciar, mas também de (des)qualificar o objeto-de-discurso. Palavras-chave: Referenciação. Formas nominais de implicação anafórica. Recategorização. Objeto-de-discurso. Barack Obama. 19
  • 20. ISBN - 978-85-87977-93-9 TEMPO/ANIMA, METRÔNOMO DA ARTE DA ANIMAÇÃO Fábio Henrique Nunes Medeiros Doutorando em Artes Cênicas Universidade de São Paulo - USP/FAPESP RESUMO Esta abordagem tem como premissa o tempo como elemento fundamental na animação, provocada pelas seguintes questões: o tempo é uma invenção do homem, para lhe dar sentido de busca, vida, anima. O tempo é um evento psicossomático que envolve mente, corpo e alma, assim como ilusão e movimento? O movimento é um recurso de medida para os eventos temporais, dessa forma o tempo está sempre associado à mudança, e com isso ao movimento. Essas proposições são prerrogativas para pensarmos o tempo como unidade de sentido, do ponto de vista real, virtual e representacional. Questões aqui levantadas serão discutidas à luz dos pensamentos contemporâneos, percorrendo essa linguagem artística enquanto conceito e técnica sob o prisma do tempo enquanto anima, bem como, a montagem como recurso. Para tal e por uma necessidade de delimitação observar-se-á o tempo atual ou real e virtual (DELEUZE, 2007); tempo cronológico, que não pára, e tempo fotográfico, que expõe (VIRILIO, 2008); tempo como matéria ou substância, a partir de três diretrizes: o teatro de animação como arte do tempo presente, atual; o cinema de animação como arte do tempo “passado”; o teatro e cinema de animação como arte de manipulação do tempo, e tempo representacional. É recorrente no campo da teoria da arte da animação, e mesmo no cinema, considerar o movimento como sendo síntese dessas artes. Todavia, o tempo é tão síntese quanto o movimento, uma vez que o movimento se faz num tempo e espaço. No teatro de animação, o tempo está representado multiplamente, na fisiologia dos personagens (bonecos e formas); nas indumentárias e cenografia; tempo interior e exterior, podendo estar representado pela luz, etc. E de forma mais indireta: tempo/espaço/movimento - o tempo que esse gesto vai ocupar no espaço, ou seja, criando uma carga semântica de um tempo analógico. O teatro é uma linguagem do tempo presente, só existe na efemeridade do tempo atual, presente. Não se equivale à importância do tempo para o teatro de animação como para o cinema de animação. O tempo no teatro de animação é quase automático, mesmo que a mímese do movimento passe pelo domínio do tempo. Diferentemente do que ocorre no cinema de animação, que também passa por esses princípios sobrepostos, o tempo e o movimento estão esquartejados, numa camada elevadíssima de exposição. A animação no cinema é um processo de montagem de movimento que percorre um tempo. O tempo está exposto no cinema de animação que é um de seus princípios base. Uma colagem, ou cálculo impreciso revela e expõe o aparato da animação. No cinema de animação, o movimento e o tempo estão simulados quadro a quadro, milimetricamente decompostos. A automatização da máquina de captura cinematográfica sai para uma captação ou manipulação segmentada. O desenho animado, stop motion, e mesmo a computação gráfica, entre outras técnicas de animação cinematográfica, são, de modo geral, análise do tempo e movimento, o tempo que precisa para fazer esse movimento, a captação desse movimento no tempo. O tempo/anima é a alma, ferramenta de medida fundamental na animação, que é além da arte do movimento, mas a arte do tempo, este que pulsa antes mesmo de ser preenchido, representado por um movimento. 20
  • 21. ISBN - 978-85-87977-93-9 Palavras-chave: Tempo/anima e animação Referências: AUMONT, Jacques. As teorias dos cineastas. Trad.: Marina Appenzeller. Campinas- SP: Papirus, 2004. ; DELEUZE, Gilles. A Imagem-tempo: cinema II. São Paulo: Brasiliense, 2007.; VIRILIO, Paul. O Espaço Crítico - e as perspectivas do tempo real. Trad.: Paulo Roberto Pires. 4ª reimpressão. Rio de Janeiro: Ed. 34, 2008. 21
  • 22. ISBN - 978-85-87977-93-9 Uma perspectiva sobre a apropriação do patrimônio pela indústria cultural Maurício Biscaia Veiga Mestrando em Estética e História da Arte Universidade de São Paulo - MAC/ USP RESUMO Este estudo tem como objetivo discutir questões a respeito da apropriação do patrimônio cultural pela indústria cultural na contemporaneidade, através do turismo. De um objeto que identifica uma localidade e deve, por isso, ser preservado, o patrimônio passa a ser também mercadoria, tendo, muitas vezes, seu valor histórico, artístico ou cultural transformado, prevalecendo um valor mercadológico. O turismo, inclusive, utiliza-se destes valores simbólicos para agregar valor a um determinado local. Paralela a essa apropriação do patrimônio, tem ocorrido nas últimas décadas uma presentificação do passado, por exemplo, na construção de monumentos e memoriais, criação de museus, filmes e novelas de época, livros trazendo novas visões sobre histórias do passado, etc. Esta proliferação de produtos memoriais também pode ser entendida como produto da indústria cultural, pois percebeu-se que rememorar o passado era uma atividade lucrativa, porque as pessoas identificam-se com o passado e com as memórias, uma vez que muitos acontecimentos históricos fazem também parte da história pessoal de cada indivíduo. Entretanto, como muitos destes produtos ligados à memória são direcionados às massas, eles acabam por não abordar aspectos históricos de maneira profunda e contextualizada, mas, geralmente, de forma anacrônica, com valores e pontos de vista da época em que foram produzidos e não da época referente aos acontecimentos retratados. Assim, a história e a memória tornam-se produtos para serem consumidos, mas produtos pasteurizados de fácil assimilação. Neste contexto, o patrimônio cultural também passa por esta pasteurização, sendo também transformado em produto para consumo. Diante desta massificação, podemos perceber o fenômeno da “cidade-espetáculo”, termo utilizado por autores como Fernanda Sánchez, que pode ser entendido como a transformação da cidade e de seus monumentos, assim como outros de seus atrativos culturais, em mercadorias. Assim, grandes obras e projetos são realizados na cidade para torná-la mais atrativa. Há, entre outros, dois tipos de intervenção recorrentes: primeiramente a transformação de um patrimônio já existente como, por exemplo, grandes projetos de restauração e revitalização de centros históricos, em que se dão novos usos e significados a construções antigas. Este processo, porém, acaba por tirar delas suas funções originais e as transforma numa espécie de cenário, para atender à nova função de atrativo turístico, ocorrendo, inclusive, a remoção da população local, ignorando a participação dos habitantes nativos como parte da história e da cultura. A este processo dá- se o nome de gentrificação, neologismo vindo do inglês (gentrification) que significa enobrecimento, ou seja, substituição de classes sociais mais baixas pelas classes médias ou altas. Outro problema deste tipo de intervenção é quanto à autenticidade do patrimônio, que é posta em dúvida, uma vez que ele sofre transformações tanto físicas como simbólicas. Também, um tipo de intervenção recorrente é a construção de novos edifícios destinados a serem atrativos turísticos, geralmente museus ou centros culturais, e que contam com arquitetura sofisticada ou de grande porte. Ou ainda a restauração de grandes edifícios para esse mesmo fim. Estes, embora, em muitos casos, sejam de iniciativa pública, também têm como alvo a mercantilização do espaço, o que acaba também por torná-lo elitista. Assim, há um outro lado das políticas patrimoniais além da preservação como instrumento de cidadania, não havendo, atualmente, como desvinculá-lo do mercado. Palavras-chave: Patrimônio cultural, memória, espetacularização do patrimônio 22
  • 23. ISBN - 978-85-87977-93-9 2º Seminário de Práticas Leitoras ÍNDICE RESUMO – LEIVITURA - LEITURA VIVÊNCIA E ATITUDE ......................................... 24 PROJETO – ÔNIBUS DA LEITURA – BIBLIOTECA MÓVEL ....................................... 25 PROJETO PEDAGOGICO – ESPAÇO DA LEITURA ...LEITURA E ESPAÇOS ........... 31 23
  • 24. ISBN - 978-85-87977-93-9 LEIVITURA - LEITURA VIVÊNCIA E ATITUDE LUZIA RIBA HAMMES HILDA MADALENA WEBER DE ALMEIDA RESUMO No decorrer dos últimos séculos o foco da educação tem sido a leitura. Pois, através dela temos a possibilidade de desenvolver a imaginação e conhecer lugares, desenvolver conhecimentos e inúmeras situações que só um leitor assíduo é capaz de enumerar. Se a leitura produz tantos efeitos benéficos, nos perguntamos, por que esta tarefa na maioria das escolas passou a ser apenas dos alunos? Porque nossos professores só lêem quando lhes é cobrado ou quando precisam desenvolver algum projeto. Sentimos que há muito o professor deixou de ser modelo para o seu aluno. Assim sendo, como procuramos tornar os nossos alunos leitores desenvolvemos vários projetos e momentos de leitura. Pretendemos assim, tornar nossos professores disseminadores deste hábito entre eles e seus familiares. Portanto, foi implantado entre os profissionais desta instituição de ensino (professores, equipe administrativa e agentes operacionais) o Projeto Bolsa de Leitura – “Leivitura”. A bolsa da leitura tem por objetivo principal criar o hábito da leitura em todos os membros desta instituição de ensino. Procede-se da seguinte forma: temos duas bolsas para os professores do 6° ao 9° ano, duas para os do 1° ao 5° ano, uma para a equipe administrativa e uma para os agentes operacionais. Esta bolsa permanece com um membro, durante uma semana e espera-se que neste espaço de tempo o mesmo leia o livro. Passando uma semana, a bolsa retorna para a escola e outra pessoa a levará para casa e desfrutará do livro da melhor forma possível. Para a semana seguinte é feito um novo sorteio e os livros colocados na bolsa não tem o título antecipado. Temos percebido maior entusiasmo em relação à leitura, e há a curiosidade da descoberta de novos livros, prática que tem fomentado o hábito da leitura entre os profissionais. Palavras-Chave: Leitura, Conhecimento, Prazer. 24
  • 25. ISBN - 978-85-87977-93-9 GERÊNCIA DA UNIDADE DE GESTÃO DE ENSINO COORDENAÇÃO DE ENSINO PROGRAMA ÔNIBUS DA LEITURA PROFESSORAS: ELIETE TEREZINHA PHILIPPI HILDA MARIA GIRARDI MEDEIROS 1. Dados de Identificação: 1.1 Título: Ônibus da Leitura – Biblioteca Móvel 1.2 Promotores: Prefeitura Municipal de Joinville e Secretaria Municipal de Educação. 2. Descrição 2.1 Justificativa: Considerando que a escola prepara o cidadão para a vida em sociedade, no meio letrado, e que o equilíbrio entre autonomia escolar e educação de qualidade perpassa pelas relações de ajuda no meio acadêmico, favorecidas pelo ensino-aprendizado e as inúmeras histórias de mundo que o aluno vivencia; Considerando que há uma expectativa traduzida por objetivos, competências, resultados ou habilidades regidas ao longo de um ano letivo, destacando a meta de aprender a ler e o ato de ler para aprender; Considerando que é mister ampliar a prática leitora e inseri-la enquanto Projeto Curricular, difundindo-a em todas as instâncias disciplinares e espaços democráticos do saber; Considerando que nós, educadores, precisamos estar comungados com as reais possibilidades de atuação, modificação e transformação da realidade de nossos alunos, aliados ao avanço tecnológico e os recursos disponíveis de mídia e de mercado, para viabilizar a escola eficaz como centro de comunicação dialógica; Considerando que torna-se necessário reivindicar, sistematicamente, as capacidades de livre expressão dos educandos, permitindo-lhes alternativas prazerosas enquanto sujeitos leitores; é que essa missão-desafio se legitima, resultando numa iniciativa vinculada ao respaldo e a marca da Administração Municipal estendendo-se a todos os segmentos escolares e comunidade, comprometidos em transformar o ato de ler numa verdadeira ação cultural na cidade de Joinville e assim transformá-la na “Cidade dos Livros”. 2.2 Objetivos : .Sensibilizar, difundir e favorecer a leitura nos espaços pedagógicos e comunitários, de modo especial nas escolas municipais rurais, permitindo que a 25
  • 26. ISBN - 978-85-87977-93-9 linguagem seja um fator interativo, ampliando o repertório dos que leem e constroem a sua própria história cidadã. .Levar aos educandos e a comunidade o valor da leitura no aprendizado e na sua própria vivência, pois o que realmente se fixa na memória é o que se vive, e o que se vive precisa de emoção. 2.3 Metodologia “Ônibus da Leitura” são dois ônibus adaptados e decorados pela Secretaria Municipal de Educação de Joinville, contando com um acervo aproximado de seiscentos títulos e que atendem 26 escolas municipais rurais e 5 escolas urbanas do 1º ao 5º ano que não possuem biblioteca escolar. Cerca de três mil crianças recebem a visita do ônibus da leitura e podem assim viver os sonhos, as aventuras, a magia e o encantamento que são proporcionadas pelos livros e por ótimas contações de histórias. Este Programa é coordenado pelas professoras Eliete Terezinha Philippi e Hilda Maria Girardi Medeiros que utilizam como recursos livros altamente selecionados, fantoches, objetos, aventais e também a música (violão e outros instrumentos musicais). O Programa teve início em 2003 e atualmente além das escolas rurais com o cronograma já estabelecido, atende-se também ofícios encaminhados por escolas urbanas, Centros de Educação Infantil(CEIS), Entidades Assistenciais e eventos realizados na cidade que envolvem a leitura como a Feira do Livro de Joinville . RELATÓRIO DE AÇÕES REALIZADAS PELA BIBLIOTECA MÓVEL As atividades desenvolvidas pelas professoras dos dois ônibus da leitura (Biblioteca Móvel) Eliete Terezinha Philippi e Hilda Maria Girardi Medeiros, tem por objetivo sensibilizar, difundir e favorecer a leitura nos recantos escolares, de modo particular, nas 27 escolas rurais, bem como a comunidade em geral. Permitindo assim, que a linguagem seja um fator interativo, ampliando o saber dos que lêem e constroem sua vida cidadã, fazendo de Joinville a cidade dos livros.  Ações realizadas em 2009  Foram 27 escolas rurais e quatro escolas urbanas (sem o agente de leitura) de 1ª a 4ª séries, com cerca de 2306 alunos, que quinzenalmente receberam a visita da Biblioteca Móvel, perfazendo um total de 9 visitas por escola, ao ano.  Foram 13 Centro de Educação Infantil (CEIS) visitados com cerca de 1800 crianças atendidas.  Mediante ofícios foram atendidas, oito escolas urbanas com 3000 alunos atendidos; e 7 instituições com um total de 930 pessoas.  Também participamos da Feira do Livro de Joinville, que ocorreu de 1º a 9 de abril, onde a Biblioteca Móvel recebeu um público estimado de 5000 pessoas.  Encontros de formação de leitores  Em 2009, coordenamos 8 encontros de formação, para os 60 mediadores de leitura que atuam nas bibliotecas escolares da rede municipal; os encontros tem como objetivo o entrosamento, a troca de experiências e informações 26
  • 27. ISBN - 978-85-87977-93-9 relacionadas a área da leitura, bem como o bom funcionamento das bibliotecas escolares.  Participações  Participação na Comissão do Proler, na Univille e da Feira do Livro.  De 22 a 26 de junho na Mostra do Proler.  De 26 a 30 de outubro no XIII Encontro Regional do Proler.  Participação, como ministrantes da palestra, de Contação de Histórias, no evento Fundo do Milênio; para 60 professores dos CEIS da rede.  De 22 a 24 de junho no Abril Mundo (Prolij)  2ª Conferência Municipal de Cultura de 23 a 25 de outubro.  XIV Encontro Nacional do Proler, com o tema “Políticas Publicas de Livro e Leitura no Brasil”, de 23 a 27 de novembro (RJ).  Ações realizadas em 2010  Foram 175 visitas realizadas nas escolas rurais, atendendo a um total de 2500 alunos do 1º ao 5º ano, da rede.  Mediante oficio, foram atendidas 9 escolas urbanas, do 1º ao 5º ano e 3 instituições.  Foram 12 Centros de Educação Infantil (CEIS) visitados, no decorrer do ano.  Também participamos da Feira do Livro, que ocorreu de 7 a 17 de abril, onde atendemos aproximadamente um público de 6000 pessoas. 27
  • 28. ISBN - 978-85-87977-93-9  Encontros de formação de leitores  Em 2010, coordenamos 7 encontros de formação, para os 60 mediadores de leitura que atuam nas bibliotecas escolares da rede municipal; os encontros tem como objetivo o entrosamento, a troca de experiências e informações relacionadas a área da leitura, bem como o bom funcionamento das bibliotecas escolares. 28
  • 29. ISBN - 978-85-87977-93-9  Participações  Participação na Comissão do Proler, na Univille e da Feira do Livro.  De 8 a 10 de abril, na Mostra do Proler e Feira do Livro.  De 27 a 30 de setembro no XIV Encontro Regional do Proler.  Participação, como ministrantes da palestra, de Contação de Histórias, para os professores do Projovem.  De 17 e 18 no Abril Mundo (Prolij)  XV Encontro Nacional do Proler, com o tema “Proler e as Políticas Públicas: Caminhos da Cidadania”, de 22 a 26 de novembro (RJ).  Conferência estadual do Livro e da Leitura (Florianópolis).  Ações de 2011, em andamento  No primeiro semestre, fizemos em média 4 visitas por escola, perfazendo aproximadamente 125 nas escolas rurais, e atendendo a um total de 2500 alunos do 1º ao 5º ano, da rede.  Mediante oficio, foram atendidas, 4 escolas:  E.M. Vitor Meirelles, de Jaraguá do Sul  E.M. Amador Aguiar  E.M. Sadalla Amin Ghanem  E.M. Pastor Hans Müller  E ainda mediante oficio, foram atendidos 4 Centros de Educação Infantil (CEIS), ao decorrer do primeiro semestre:  CEI Raio de Sol II  CEI Parque Guarani  CEI Sigelfrid Poffo  CEI Peter Pan  Lar Abdon Batista  CREAS – Bem Estar Social  Também participamos da Feira do Livro, que ocorreu de 1º a 10 de março, onde atendemos aproximadamente um público de 7000 pessoas.  Participação na festa do trabalho, da RIC Record – Expoville.  Reuniões com os mediadores de leitura:  18/03 – Mitra Diocesana de Joinville 29
  • 30. ISBN - 978-85-87977-93-9  29/04 – Midas  19/08 – Midas  Reuniões da Comissão do PROLER 30
  • 31. ISBN - 978-85-87977-93-9 CEI ESPAÇO DA CRIANÇA PROJETO PEDAGOGICO – ESPAÇO DA LEITURA... LEITURA E ESPAÇOS... Solange Cararo da Silva e Aline Cristina Araujo dos Santos Bispo PROBLEMATIZAÇÃO: Desenvolver um trabalho educativo com crianças de 0 a 5 anos, nos permite deparar a todo momento, no cotidiano desse espaço, com novos olhares docentes para o imaginário infantil, para seus desejos, seus interesses, incentivando elaborações próprias, fantasias, experimentações em seus tateios no mundo. O professor desequilibra-se a partir da escuta constante, em perceber formas tão peculiares de apreender o mundo já pronto. Diante das possibilidades de constantes interações entre o professor e crianças, crianças-crianças na Educação infantil, qual seria a função desse lugar? Quais práticas pedagógicas adequadas à escuta das vozes infantis, não tolhendo ou excluindo tamanha riqueza desse universo peculiar? JUSTIFICATIVA: A função da Educação Infantil além do atendimento e do cuidado, também se volta para a proposição de experiências educativas significativas, como um espaço que possibilita a ampliação das capacidades de comunicação e expressão da criança, bem como ajuda a criança a entender, interpretar e representar a realidade. Dentro os objetos do conhecimento temos a Linguagem Oral e Escrita. Quanto mais a criança puder falar em situações diferentes, como contar o que aconteceu em casa, dar um recado, explicar um jogo, pedir uma informação, ouvir e recontar uma história, mais poderá desenvolver suas capacidades comunicativas de maneira significativa. O contato com livros de histórias, textos, jornais, gravuras, contos, poemas, parlendas, trava-línguas levam as crianças a perceber a função social da escrita e os aspectos sonoros da linguagem, como ritmo e rimas, além de questões culturais e afetivas. A leitura e‟ um momento em que a criança pode conhecer a forma de viver, pensar, agir e o universo de valores, costumes e comportamentos de outras culturas situadas em outros tempos e lugares que não seu. A partir daí ela pode estabelecer relações com sua forma de pensar e o modo de ser do grupo social ao qual pertence. Ter acesso à literatura e dispor de informação cultural alimentam a imaginação. Surgindo então o projeto Espaço da leitura...leitura e espaços...para estimular na criança o prazer pela leitura, um processo ligado à participação em práticas sociais de leitura. OBJETIVOS: - Incentivar a leitura visual e o contato com diferentes livros; - Tornar a leitura um ato prazeroso; - Possibilitar a integração dos pais com os filhos através do projeto de leitura, para que se torne um hábito de família; - Propor a troca de livros entre as crianças; - Montar no CEI um espaço coletivo destinado a práticas de leitura; - Estimular a construção de cantos de leitura nas salas de aula; - Realizar passeios de estudos em outros espaços de leitura formalmente constituídos; - Criar espaços diferenciados para momentos de contação de histórias fora da sala de aula; - Participar de varal literário ; 31
  • 32. ISBN - 978-85-87977-93-9 - Fazer exposições de livros diversos; - Promover a feirinha de livros infantis para crianças e familiares; - Socializar o prazer da leitura levando os livros para serem também lidos em casa com a ajuda e participação dos pais ou outro familiar. METODOLOGIA: - A aplicação do projeto possibilitará que os alunos realizem um trabalho coletivo, no qual haja o envolvimento de todos em sala de aula, estimulando a integração e participação dos pais na vida escolar dos filhos; - Por meio de inúmeras atividades, os professores proporcionarão o contato com os livros e textos escritos. O material escrito será apresentado às crianças de forma a despertar a curiosidade das crianças; - Orientação quanto aos cuidados com os livros e com os textos escritos, pois registram ideias de alguém e podemos aprender com elas e nos divertir. - Com a ajuda dos pais e das crianças montar na sala de aula um espaço destinado aos livros, onde as crianças, sempre que quiserem, terão acesso a eles (tapete da leitura, estantes,almofadas,suporte de livros); - Através de sugestão dos professores a das crianças se escolherá um espaço destinado à leitura coletiva. Após a escolha, toda a equipe participará da adequação do espaço, deixando alegre, colorido e divertido; - A coordenação pedagógica juntamente com os professores realizará o empréstimo de livros para as crianças que os levarão em sacolas de pano (ecologicamente corretas), sendo estas decoradas pelas crianças. (Este item sugere a questão ecológica do reaproveitamento de sacolas plásticas as quais causam danos ao meio ambiente). - A família participará fazendo a ponte da oralidade com o que está escrito: lendo e interpretando as histórias para a criança, bem como preenchendo uma ficha de leitura que destaca o nome do livro, autor e ilustrador; - De tempos em tempos, num espaço aproximado de três meses, acontecerá a FEIRINHA DO LIVRO com representantes de editoras. As famílias serão comunicadas com antecedência do evento para que possam juntamente com a criança adquirir um livro ou uma coleção com preços acessíveis (R$ 1,00); - Com a colaboração dos pais se realizarão visitas programadas à Biblioteca Pública Municipal, à Biblioteca da Escola Municipal Amador Aguiar, à Feira do livro na Praça Nereu Ramos, à Livrarias Curitiba e Midas; - E assim, diferentes atividades estarão presentes no cotidiano da instituição oportunizando a criança e os familiares a se identificarem com o mundo dos livros. PERÍODO DE APLICAÇÃO: Este projeto se iniciou no ano de 2006, sendo que continua em pleno desenvolvimento em 2011, uma vez que toda essa experimentação se apresentou de forma positiva, tornando-se permanente e presente na dinâmica pedagógica das crianças. AVALIAÇÃO: Interesse das crianças e entusiasmo com as atividades do projeto, nas etapas de implantação e continuidade. O processo avaliativo das crianças, pais, professores, equipe técnico –pedagógica se tornou essencial, pois permitiu modificar, executar ajustes e planejamentos de novas situações. 32