Os lusíadas – canto vii

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Os lusíadas – canto vii

  1. 1. Escola Secundária Rainha Dona Leonor Disciplina de Português Prof. Lucília CidTrabalho realizado por:Mariana Freitas, nº2312º 2ª
  2. 2. Canto VII Estâncias 78 à 87
  3. 3. 78 Um ramo na mão tinha... Mas, ó cego, Eu, que cometo, insano e temerário, Sem vós, Ninfas do Tejo e do Mondego, Por caminho tão árduo, longo e vário! Vosso favor invoco, que navego Por alto mar, com vento tão contrário Que, se não me ajudais, hei grande medo Que o meu fraco batel se alague cedo.
  4. 4. 81 E ainda, Ninfas minhas, não bastava Que tamanhas misérias me cercassem, Senão que aqueles que eu cantando andava Tal prémio de meus versos me tornassem: A troco dos descansos que esperava, Das capelas de louro que me honrassem, Trabalhos nunca usados me inventaram, Com que em tão duro estado me deitaram.
  5. 5. 82 Vede, Ninfas, que engenhos de senhores O vosso Tejo cria valerosos, Que assim sabem prezar, com tais favores A quem os faz, cantando, gloriosos! Que exemplos a futuros escritores, Pera espertar engenhos curiosos, Pera porem as cousas em memória Que merecerem ter eterna glória!83 Pois logo, em tantos males, é forçado Que só vosso favor me não faleça, Principalmente aqui, que sou chegado Onde feitos diversos engrandeça: Dai-mo vós sós, que eu tenho já jurado Que não no empregue em quem o não mereça, Nem por lisonja louve algum subido, Sob pena de não ser agradecido.
  6. 6. 84 Nem creiais, Ninfas, não, que a fama desse A quem ao bem comum e do seu Rei Antepuser seu próprio interesse, Inimigo da divina e humana Lei. Nenhum ambicioso, que quisesse Subir a grandes cargos, cantarei, Só por poder com torpes exercícios Usar mais largamente de seus vícios;85 Nenhum que use de seu poder bastante, Para servir a seu desejo feio, E que, por comprazer ao vulgo errante, Se muda em mais figuras que Proteio. Nem, Camenas, também cuides que canto Quem , com hábito honesto e grave, veio, Por contentar ao Rei no ofício novo, A despir e roubar o pobre povo.
  7. 7. 86 Nem quem acha que é justo e que é direito Guardar-se a lei do Rei severamente, E não acha que é justo e bom respeito, Que se pague o suor da servil gente; Nem quem sempre, com pouco experto peito, Razões aprende, e cuida que é prudente, Para taxar, com mão rapace e escassa, Os trabalhos alheios, que não passa.87 Aqueles sós direi, que aventuraram Por seu Deus, por seu Rei, a amada vida, Onde, perdendo-a, em fama a dilataram, Tão bem de suas obras merecida. Apolo, e as Musas que me acompanharam, Me dobrarão a fúria concedida, Enquanto eu tomo alento descansado, Por tornar ao trabalho, mais folgado.
  8. 8. Reflexão do poeta  Crítica os Portugueses por não lhe darem o devido valor, nem valorizarem a sua obra; Não vai cantar a ambiciosos, nem aos que abusam do seu poder; Crítica os oportunistas; Vai cantar aos que dão a vida por Deus e espalham a fé.
  9. 9. Actualidade 
  10. 10. “(…) Na verdade, esses “fertilizantes” e “incensos”,vendidos a preços que vão dos 4,5 euros aos 40 euros ou mais, nãoalimentam a terra nem perfumam a casa: são substitutos químicos – elegais – de drogas ilegais como cocaína, ecstasy, LSD e canábis. Mas nãosão vendidos dessa maneira: de acordo com o discurso oficial dosproprietários das lojas, os produtos não se destinam, de maneiranenhuma, ao consumo humano. Mais: afirmam que não têm nada a vercom as drogas vendidas por traficantes. A tentativa de ocultar arealidade prossegue nas embalagens. No invólucro do “fertilizante”Charlie, por exemplo, há um anjo-diabo de sorriso maquiavélico, em vezde um tufo de relva bem verde – mas as instruções de utilização sãodirigidas a pretensos jardineiros: (…)
  11. 11. O problema é que nada disto resiste ao choque com a realidade. Nem àprimeira pergunta de um potencial cliente. As dicas de utilização que ofuncionário da Freemind deu à SÁBADO não bateram certo com as daembalagem. (…) Joaquim Margalho Carrilho, psiquiatra e especialista emmedicina de adição, explica à SÁBADO que as smartshops só podem venderprodutos deste género porque as substâncias utilizadas não constam daslistas de substâncias psicoactivas proibidas. Ou seja, existe um vazio legal:“Muitos dos componentes destas drogas são altamente tóxicos, o problema éque são também desconhecidos e quem as faz está constantemente a alterá-los. Até um laboratório de toxicologia forense tem dificuldades emidentificar estas substâncias.” (…)Revista SÁBADO, 10 de Janeiro de 2013
  12. 12. Na entrevista com Oprah Winfrey,gravada a 14 de janeiro, Armstrong garantiu que a última vezque se tinha dopado tinha sido em 2005 e que não o tinha feitoem 2009 e 2010 quando voltou à competição para correr denovo no Tour de França.Armstrong perdeu os sete títulos da Volta à França e estáafastado para sempre do ciclismo sendo que o organismonorte-americano anti-doping considera que participou noprograma de doping "mais sofisticado, profissional e comsucesso que o desporto alguma vez viu". Jornal EXPRESSO, 26 de Janeiro de 2013
  13. 13. Reflexão do poeta Vs.  Actualidade
  14. 14. Reflexão do poeta ActualidadeCrítica os portugueses por não lhe Não darmos valor ao que é nossodarem o devido valor nem à sua (cultura, literatura, etc).obra.Crítica os ambiciosos pelo abusode poder. Caso Armstrong.Critica os oportunistas. Smartshops e a lei portuguesa sobre estas lojas.

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