Arte 3º ano 2º bim 2011

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Arte 3º ano 2º bim 2011

  1. 1. Governo do Distrito Federal Secretaria de Estado de Educação Diretoria Regional de Ensino do Recanto das Emas Centro de Ensino Médio 111 Telefone 3901.3355 cef111.drerec@gmail.com “Brasília – Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade” www.ferreira18.blogspot.com Profº Ferreira - Arte 3ª SÉRIES: A, B, C, D, E, F, G, H e I. - 2º Bimestre Conteúdos:■ História do Teatro Brasileiro: Teatro de Arena, Oficina e Opinião; ■ História do teatro:Teatro Moderno/Contemporâneo – Expressionismo, Simbolismo e Teatro Político; ■ Teatrodo Absurdo e Teatro da Crueldade.TEATRO DE ARENA O Arena tornou-se uma das mais importantes companhias de teatro brasileiras, até oseu fechamento, no fim da década de 1960. Sua primeira direção é Ratos e Homens, de John Steinbeck, que lhe valeu o prêmio derevelação de direção da Associação Paulista de Críticos de Artes, em 1956. Seu primeiro textoencenado foi Marido Magro, Mulher Chata, uma comédia de costumes. Depois de uma sériede insucessos comerciais e diante da perspectiva de fechamento do Arena, a companhiadecide investir em textos de autores brasileiros. Superando as expectativas Eles Não UsamBlack-Tie, de Gianfrancesco Guarnieri, dirigido por José Renato, torna-se um grande sucesso,salvando o Arena da bancarrota. O grupo ressurge, provocando uma verdadeira revolução nacena brasileira, abrindo caminho para uma dramaturgia nacional. Para prosseguir na investigação de um teatro voltado para a realidade do Brasil, Boalsugere a criação de um Seminário de Dramaturgia que se tornará o celeiro de vários novosdramaturgos. As produções, fruto desses encontros, vão compor o repertório da fasenacionalista do conjunto nos anos seguintes. Sob direção de Boal o Arena apresentaChapetuba Futebol Clube, de Oduvaldo Vianna Filho, 1959, segundo êxito nessa vertente.ARENA E OFICINA Depois de dirigir, em 1959 A Farsa da Esposa Perfeita, de Edy Lima, Boal apresentaFogo Frio, de Benedito Ruy Barbosa, em 1960, uma produção conjunta entre o Arena e oTeatro Oficina, através da qual orienta um curso de interpretação. Dirige também, para oOficina A Engrenagem, adaptação dele e de José Celso Martinez Corrêa do texto de Jean-PaulSartre. Em 1961, Antônio Abujamra dirige um outro texto de Boal, José, do Parto à Sepultura,com os atores do Oficina, que estreia no Teatro de Arena. No mesmo ano, o espetáculo
  2. 2. Revolução na América do Sul estreia, com direção de José Renato. Augusto Boal se torna umdos mais importantes dramaturgos do período. Em 1962, o Arena inicia nova fase: a nacionalização dos clássicos. José Renato deixa acompanhia e Boal torna-se líder absoluto e sócio do empreendimento. Encerra-se a leva deencenações dos textos produzidos no Seminário de Dramaturgia. Em 1963 encena O Noviço,de Martins Pena e Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams, no teatro Oficina, emcolaboração com grandes artistas do teatro brasileiro, tais como o cenógrafo Flávio Império eEugênio Kusnet, responsável pela preparação dos atores. Ainda desta fase são O Melhor Juiz,o Rei, de Lope de Vega e Tartufo, de Molière, produções de 1964. Depois do golpe militar,Boal dirige no Rio de Janeiro o show Opinião, com Zé Kéti, João do Vale e Nara Leão -depois substituída por Maria Bethânia). A iniciativa surge de um grupo de autores (OduvaldoVianna Filho, Paulo Pontes e Armando Costa) ligados ao Centro Popular de Cultura (CPC) daUNE, posto na ilegalidade. O grupo pretendia criar um foco de resistência política através daarte. De fato evento é um sucesso e contagia diversos outros setores artísticos. O Opinião 65,exposição de artes plásticas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), surgena sequência, aglutinando os artistas ligados aos movimentos de arte popular. Esse é onascedouro do Grupo Opinião. Grupo Opinião 1964-1982 - Rio de Janeiro RJ Grupo de teatro carioca que centraliza,nos anos 1960, o teatro de protesto e de resistência, núcleo de estudos e difusão dadramaturgia nacional e popular. Fundado em 1964, logo após o golpe militar de 1964, reúneartistas ligados ao Centro Popular de Cultura da UNE - CPC que havia sido colocado nailegalidade. Seu grande sucesso é o musical "Opinião", com participação de Zé Kéti, João doVale e Nara Leão (substituída por Maria Bethânia]], sob a direção de Augusto Boal. Comouma força de resistência aglutina artistas dispersos ligados aos movimentos de arte popular daépoca. Seu segundo espetáculo foi "Liberdade, Liberdade" texto de Millôr Fernandes e FlávioRangel, sob a direção deste último. Faziam parte deste roteiro com trechos de textosdramáticos, poemas e canções os atores Paulo Autran, Tereza Raquel, Oduvaldo Vianna Filhoe Nara Leão. A montagem torna-se também um grande sucesso. Os fundamentos estéticos vivenciados no século XIX, entre público e artistas, noâmbito do teatro, foram desafiados e ampliados no século XX, expandindo-se em experiênciase inovações teatrais. Naquele momento o “Naturalismo” cênico dominava as convençõesteatrais, e em seguida, no início do século XX, novos movimentos e experimentaçõesartísticos começaram a surgir em oposição as regras dominantes. Desses experimentos sedestacam o Expressionismo alemão, o Teatro Épico, o Teatro da Crueldade e o Teatro doabsurdo. O melodrama burguês, no final século XIX, passa a privilegiar temas do cotidianosocial e personagens comuns, rompendo com o idealismo romântico e fazendo surgir oRealismo. Anton Tchekhov (1860-1904), foi um dos representantes do Realismo, mostrando odia-a-dia do povo russo, inovando no diálogo dramático e retratando o declínio da burguesiarussa. Em suas obras destacam-se “A gaivota” e “O jardim das cerejeiras”. O NaturalismoRealista propõe um novo espaço para o diretor e o encenador. O russo Constantin Stanislavski(1863-1938), é o maior representante do “Naturalismo”, e chegou a criar um métodoespecífico de encenação/interpretação. O espaço cênico naturalista também precisou passarpor mudanças, para dar condições visuais e acústicas ao público, já que a idéia central destaestética seria a identificação de cada pessoa na platéia com os personagens, de forma que aatmosfera da cena lhes causasse uma espécie de simulacro, uma segunda realidade.Na
  3. 3. Alemanha, por volta de 1910, teve início o Expressionismo, um movimento de rejeição aoNaturalismo e a encenação que pretendia criar uma ilusão da realidade. O expressionismoinovou radicalmente o cenário, apresentando uma leitura não realista, estilizando edistorcendo os elementos da cena. Pretendia chamar a tenção do público para a arte em simesma e não para a imitação da vida. Georg Kaiser (1878-1945) e Ernst Toller (1893-1939)foram os primeiros expressionistas no teatro, e em seus trabalhos buscavam mostrar aexpressão do sentimento humano, ao invés de apenas retratar a sua realidade externa.Exibindo ainda temáticas sociais, mostrando o homem em luta contra a mecanizaçãodesumanizadora da sociedade industrial. Com a ascenção do nazismo na década de vinte, muitos artistas estavam preocupadosem trabalhar temas coletivos, desta forma reforçando a abordagem anti-naturalista, que passaa ser conhecida como “Teatro Épico”, cujo pioneiro desta estética foi Erwin Piscator(1893-1966), que teve como discípulo e militante do Teatro Épico, o alemão dramaturgo epoeta lírico Bertolt Brecht (1898-1956). Brecht propunha um teatro politizado, cujo objetivoera/é modificar a sociedade. A “Ópera dos Três Vinténs” (1928) é o trabalho de maiordestaque na carreira de Brecht, cuja parceria é com o compositor Kurt Weill (1900-1950).Esta obra apresentou uma nova forma de teatro musical, misturando a estética de cabaré coma sátira de cunho social. Brecht criou o “Efeito de Distanciamento” (Verfremdungseffekt),que permitia ao público distanciar-se dos personagens e da ação dramática, utilizandorecursos de diálogos estilizados, no uso da canção-narrativa, elementos cênicos informativos,etc. Sua pretensão era não hipnotizar o espectador, mas despertá-lo para uma reflexão crítica,rompendo com a ilusão através do estranhamento, e deixando claro a todos que teatro não évida real.Neste mesmo período, acontece o “Futurismo”, em que a proposta teatral, na antiga UniãoSoviética, era agitar e fazer propaganda, com o intuito de demolir todos os valores antigosdaquela sociedade. Já na Itália pretendia-se glorificar a violência, a força e a industrialização.Os italianos, liderados por Filippo Tommaso Marinetti, evoluem para o fascismo, enquanto osrussos, tendo à frente Vladimir Maiakovski, usam o teatro para difundir o comunismo. O Russo Vsevolod Emilievich Meyerhold (1874-1940), trabalhou com Stanislavski e em1905 passa de ator a diretor teatral, encenando várias peças de Maiakovski, utilizando ocinema como recurso teatral. Meyerhold abre espaço para o teatro interativo, por acreditar queo ator não deve ficar escravo do texto, propondo em algumas montagens, a circulação deatores na platéia e do público em cena. No final do século XIX, Alfred Jarry (1873-1907) criou a peça “Ubu-rei”, onde opersonagem Pai Ubu causou impacto, pois a peça apresentava facetas de sátira grotesca,paródia violenta, linguagem de baixo calão, e até mesmo fragmentação exagerada dosdiálogos. Mas foi Jarry o precursor do movimento “Surrealista” no teatro, abrindo as portaspara o “Teatro do Absurdo”. O termo “Teatro do Absurdo” só foi cunhado, em 1961, pelocrítico teatral Martin Esslin, ao se referir às peças que possuem um olhar de uma humanidadeperdida num mundo sem sentido. O “Teatro da Crueldade”, é uma proposta teatral desenvolvida na França, por AntoninArtaud (1896-1948). Artaud, apresenta em seu livro “O Teatro e seu Duplo” (1938), apretensão tal como no Expressionismo, de regeitar as regras do teatro Naturalista deStanislavski, dizendo ser uma forma de ação dramática limitada. Ele acreditava nacomunicação teatral passando pelos sentidos e não uma apelação para a mente racional.Artaud, acrescenta ainda, que o teatro deveria ser para o público uma estética de mágica e
  4. 4. energia, estrapolando os espaços teatrais convencionais e representando nas ruas, fábricas,comércio, etc. Acreditava que desta forma, o público se confrontaria com sua própriasubjetividade, com seus sentimentos, num processo doloroso, denominando então de “Teatroda Crueldade”. O italiano Luigi Pirandello (1867-1936), com a sua famosa peça “Seis Personagens àProcura de Um Autor” (1921), explora a tensão entre ilusão e realidade, onde os personagens,atores e platéia se fundem e confundem dentro da experiência teatral. Uma espécie desurrealismo-absurdo. Na década de vinte, o teatro americano começa a possuir característicaspróprias, pelas criações de Eugene O’Neill (1888-1953), que foi influenciado por Pirandello.Outros autores como Tennessee Williams (1911-1983) e Arthur Miller (1915-2005), tambémsão responsáveis pela evolução da cultura teatral americana. O “Teatro do Absurdo” está mais associado aos dramaturgos que escreveram após asegunda grande guerra, por se tratar de destruição de valores e crenças, e da solidão humana.Este teatro é denominado “Absurdo” por retratar a condição humana incompreensível e semperspectiva. A idéia é fugir da estrutura narrativa familiar e sequencial, para abordar temasmais sombrios como os conflitos nas relações inter-pessoais, o isolamento humano, e ocaminhar inevitável para a morte. Esses temas aparecem até mesmo na comédia, ficando deforma “absurda”, tendo como exemplo “A Cantora Careca” de Ionesco e “Esperando Godot”,de Beckett. Nesta estética, temos como ícones Eugène Ionesco (1912-1994), Samuel Beckett(1906-1989) e Jean Genet (1910-1986). Os grupos teatrais que surgiram nas últimas décadas,costumam eliminar a quarta parede, aquela invisível, que separa público dos personagens. Atendência é trabalhar a encenação interativa e a produção de textos coletivos. O diretor passa aser mais valorizado que o autor. Jerzy Grotowski (1933-1999) é um dos maiores nomes doteatro experimental atual, ele propõe a criação de um “Teatro Pobre” optando por umaencenação de extrema economia de recursos cênicos (cenográficos, indumentários, etc),buscando trabalhar apenas com o que é extremamente essencial à cena, deixando somente arelação entre o ator e o espectador. Outras personalidades do teatro contemporâneo merecemdestaques, dentre muitas outras, são elas: Joseph Chaikin, Eugênio Barba, Peter Brook,Richard Schechner, Heiner Müller. No Brasil, considerando que as peças escritas por Oswald de Andrade, como “O Rei daVela” e “A Morta”, tenham sido revolucionárias para sua época, elas não foram encenadasapós serem escritas, ficando esquecidas até a década de 1960. Então se formalizou que, noBrasil, o teatro contemporâneo iniciou com Nelson Rodrigues (1912-1980), cuja montagemde sua peça, “Vestido de Noiva”, em 1943, é o marco da modernidade do teatro brasileiro. Ospersonagens criados por Nelson Rodrigues, são um retrato fiel da psique humana. Suas peçasapresentam enredos com sofisticados jogos temporais e possibilitam encenações de grandeousadia, com diferentes possibilidades de planos de ação dramática. Outros autores dopanorama contemporâneo brasileiro são: Jorge de Andrade (1922-1983), Plínio Marcos(1935-1999), Ariano Suassuna (1927), Dias Gomes (1922-1999), entre outros.Fontes:PAVIS, Patrice. Dicionário de Teatro. São Paulo: Perspectiva, 1999.http://educaterra.terra.com.br/literatura/temadomes/2004/09/02/002.htm■ Projeto de Montagem Cinematográfica. (Em Anexo)Você tem 3 poderes. Não é super-herói. Mas, tem 3 poderes. Use-os. Cidadanize-se. AArte ajuda.

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