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Partindo destes princípios, a educação nutricional tornou objeto de estudo dediversos autores, ao qual foi explanada nesta...
Para complementar e enriquecer ainda mais, diversas atividades foram propostaspara as crianças com o intuito de avaliar a ...
Para finalizar o projeto, foi realizada uma avaliação nutricional com uma amostra decrianças na idade pré-escolar de 4 a 6...
Com base no que diz respeito à avaliação nutricional, foi possível constatar que aCreche Coração de Jesus é uma instituiçã...
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Resumo FENERC 2012 - Creche Coração de Jesus

  1. 1. EDUCAÇÃO NUTRICIONAL DOS PRÉ-ESCOLARES DA CRECHE CORAÇÃO DE JESUSDE VISTA ALEGRE DO ALTO.Orientanda: Carla de Souza Fiorin – Centro Universitário de Rio Preto - UNIRPOrientadora: Profa. Heloisa Helena Marconi de Faria – Centro Universitário de Rio Preto –UNIRP.INTRODUÇÃO Atualmente, sabe-se que tantos conhecimentos como fatores psicológicos, sociais,culturais e econômicos são determinantes do hábito alimentar. Por isso a necessidade deuma conscientização de uma alimentação saudável deve-se iniciar desde os primeiros anosde vida da criança, começando pela família e estendendo-se por todo período escolar. Combase nestas considerações a conscientização de uma alimentação equilibrada e saudável éimportante desde a educação infantil, já que, se faz necessário por proporcionar osnutrientes necessários para o desenvolvimento integral da criança (ALBIERO, 2008). Umaalimentação saudável deve ser variada, balanceada e moderada. Isto significa comerdiferentes tipos de alimentos todos os dias, nas quantidades certas para receber as caloriase os nutrientes indispensáveis à saúde (PRIGOL, 2007, p. 25). É importante que as crianças aprendam a comer de forma correta desde os primeirosanos de vida, e principalmente, a formação de hábitos alimentares saudáveis é fundamental,uma vez que estes, por sua vez, são formados na infância e, geralmente, se mantêm portoda vida (PRIGOL, 2007). Diversos estudos já publicados constataram que, em decorrência de algumascaracterísticas sociais podem exercer influência no consumo alimentar. Dentre estas,podemos citar pessoas de diferentes culturas, que, ao respeitar hábitos e costumes,combinam os alimentos que farão parte de suas refeições de maneiras distintas. Outroexemplo está também relacionado ao fator sexo, idade e até mesmo fatores genéticos daqual também podem exercer grande influência no consumo alimentar, alterando o valorenergético consumido, a freqüência e o horário de realização das refeições, a quantidade ea proporção de macronutrientes. O próprio local de realização da refeição ou do lanche podedefinir o consumo, por limitar ou ampliar a escolha de alimentos (GAUCHE; CALVO; ASSIS,2006). É importante destacar também que em se tratando de hábitos alimentares, estes, porsua vez, se constitui como práticas que se consolidam na infância e tendem a permanecerao longo da vida. Os fatores fisiológicos, sócio culturais e psicológicos influenciam naformação desses hábitos, além de serem condicionados em partes, pela disponibilidade dealimentos (MORGAN et.al. 1981). Em virtude da importância e da necessidade deestabelecer uma boa alimentação, a criança por si só não é o único agente responsável pela
  2. 2. formação os próprios hábitos alimentares, uma vez que a família tem um papel crucial,cabendo a eles à contribuição para o fornecimento de escolhas saudáveis e, ocomprometimento em propor-lhes alimentos adequados para a saúde. Dessa forma, os pais precisam, entretanto, promover refeições estruturadas elanches que consistam em variedades de escolhas saudáveis e, gentilmente, firmar limiteslevando em consideração o comportamento apropriado para cada refeição; claramente,existe a necessidade de estabelecer um balanço a ingestão de alimentos e o gasto calórico(DECKELBAUM; WILLIAM, 2001). Apesar da responsabilidade familiar se constituir como adesencadeadora da formação do hábito alimentar da criança, as atitudes alimentares dospais também são um dos fatores que influenciam as atitudes alimentares infantil, sendo que,embora não possamos afirmar a proporção da similaridade das preferências alimentaresentre pais e filhos, podemos considerar que este aspecto pode decorrer devido à genéticaou aos fatores ambientais. Outro fator que também se destaca como influenciador é a televisão, podendo serconsiderado como o meio de comunicação que mais interfere nas preferências alimentares,principalmente o público infantil, pois, sabe-se que boa parte das crianças passam muitotempo assistindo televisão, cujos anúncios veiculados estimulam a criança a consumiralimentos com alto grau de processamento, teor de micronutrientes limitado, alta densidadecalórica e grande quantidade de sal, açúcar e gordura, especialmente as saturadas e ocolesterol (TUMA; COSTA; SCHMITZ, 2005). As práticas de marketing das indústrias de alimentos exercem grande influência naformação de hábitos alimentares, em crianças e adolescentes. Sabe-se comprovadamente,que as propagandas de alimentos, e outras formas de publicidade estimulam e determinamas escolhas individuais (PERTENSEN, 2005). Além da família, a escola, é indiscutivelmente outro agente indispensável parapromover a educação nutricional, uma vez que, é na infância que se fixam atitudes epráticas alimentares difíceis de modificar na fase adulta (GOUVEIA, 1999). Segundo Motta, Boog (1988), a educação nutricional está dentro da educação emsaúde para obter algumas informações de atitudes para a população como: não fumar,praticar esportes, apreciar a vida e ter uma alimentação saudável. A educação nutricionalincentiva o consumo de alimentos saudáveis como frutas, verduras, legumes e recomendaevitar alimentos que faz mal a saúde como: guloseimas, gorduras e alimentos artificiais. Para Kenndy (1996), a educação nutricional na escola possui uma série devantagens, pois auxilia a criança e o adolescente a atingir o máximo de seu potencial deaprendizado e boa saúde capacitando-os a adotar hábitos alimentares saudáveis eefetivamente o padrão de consumo alimentar e o estado nutricional da população.
  3. 3. Partindo destes princípios, a educação nutricional tornou objeto de estudo dediversos autores, ao qual foi explanada nesta característica por se constituir como um dostemas de grande influência para o desenvolvimento humano e mais especificamente , oinfantil. Considerando o contexto escolar como instituição cabível a promover a promover aeducação nutricional, é na sala de aula que este trabalho tende a resultar aprendizagenssignificativas por meio de metodologias lúdicas e dinâmicas, explorando a criatividade e aimaginação das crianças. Além disso, o ambiente de ensino, quando aliado à prática daEducação nutricional é capaz transformar-se num local favorável à convivência saudável, aodesenvolvimento psico-afetivo e ao trabalho dos pais, crianças, educadores e responsáveis,transformando a merenda escolar em recurso estratégico para uma aprendizagem interativacom os alimentos (ALBIERO, 2008). É dessa forma que, com a ruptura da centralização familiar quando ingressa naescola a criança passa a ampliar seu currículo de contato, tomando suas próprias decisõese realizando também suas escolhas alimentares. Além disso, por estar iniciando o processode afirmação de identidade alimentar, as crianças representam um grupo pronto parareceber diversas informações dentre elas as que dizem respeito aos melhores alimentos quedevem ser consumidos em função de suas necessidades de desenvolvimento e saúde(ALBIERO, 2008). Portanto, a alimentação na escola deve ser um local de estímulos e divulgação deinformações sobre alimentação, nutrição e saúde, que produza e forneça refeições elanches de qualidade, englobando aspectos nutricionais e higiênicos, que visam àsegurança alimentar do aluno e da comunidade escolar, respeitando o prazer e o hábitocultural (PERTENSEN, 2005). É neste sentido que o presente trabalho tem como objetivo principal promover aformação de hábitos alimentares saudáveis e a prevenção do estado nutricional inadequadodos escolares para melhor qualidade de vida.MATERIAIS E MÉTODOS O estudo tem como característica metodológica além da pesquisa bibliográfica, autilização de outros materiais e métodos utilizados, bem como: a realização de palestra como tema “Criança Saudável é criança feliz”, abrangendo uma discussão em torno de comodeve se proceder uma boa alimentação, mostrando a importância de optar por escolhas dealimentos ricos em nutrientes capazes de nos proporcionar saúde e bem-estar. A palestracontou com a participação dos funcionários e dos pré-escolares da Creche Coração deJesus. Para a realização da mesma foi utilizada a Pirâmide dos alimentos, da qual foiconfeccionada com papéis, tecidos e diversas figuras.
  4. 4. Para complementar e enriquecer ainda mais, diversas atividades foram propostaspara as crianças com o intuito de avaliar a compreensão das crianças a respeito do temadiscutido. Além da palestra foi realizado um teatro, cujo tema era “Comer brincando com aturma da Marianinha”, este, por sua vez, também teve como participação as monitoras e osalunos da Creche , das quais utilizaram roupas e acessórios apropriados.
  5. 5. Para finalizar o projeto, foi realizada uma avaliação nutricional com uma amostra decrianças na idade pré-escolar de 4 a 6 anos de idade, matriculadas na Creche Coração deJesus de Vista Alegre do Alto. As medidas de peso e estatura das crianças foram realizadaspela nutricionista da mesma instituição. O estado nutricional foi avaliado a partir dosindicadores antropométricos peso para altura (P/A) e peso por idade (P/I), utilizando comoreferência National Center of Health Statistics (NCHS 2000). Com base nos valores adquiridos por meio desta avaliação, utilizou-se as curvas deIMC do NCHS 2000, tanto para as crianças do sexo feminino quanto para o sextomasculino, sendo que, no que se refere às curvas de IMC, estas, por sua vez são indicadoso seu uso com crianças a partir dos 2 anos de idade.Gráfico 1 - Crianças eutróficas, baixo peso, sobrepeso e obesidade. Avaliação Nutricional 80 73,13% 70 60 50 Eutrófico Baixo peso 40 Sobrepeso Obesidade 30 20 8,96% 8,96% 8,96% 10 0 Eutrófico Baixo peso Sobrepeso ObesidadeRESULTADOS E DISCUSSÃO
  6. 6. Com base no que diz respeito à avaliação nutricional, foi possível constatar que aCreche Coração de Jesus é uma instituição que dentre as suas prioridades de trabalho emrelação à educação, cuidados e bem-estar infantil, a alimentação é uma das quais seestabelece como referência crucial, proporcionando às crianças da creche uma alimentaçãocom base na qualidade e no desenvolvimento infantil. Durante a explanação do projeto observou-se tamanho entusiasmo por parte dascrianças em relação às atividades, sendo que as mesmas empenharam-se e participaramde todas as etapas do projeto. Com isso foi possível constatar o sucesso decorrente doaprendizado das crianças, a atenção e a preocupação por parte delas em absorver todos osdetalhes.CONCLUSÃO Como conclusão preliminar, percebemos que cada etapa desse trabalho foi essencialpara conscientizar pais, professores, e principalmente às crianças dos benefícios para apromoção de hábitos alimentares saudáveis, afinal, alimentação saudável é sinônimo desaúde, bem-estar e qualidade de vida.
  7. 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASALBIERO, Karine Andréa. Educação Nutricional: Práticas pedagógicas ajudam na formaçãode hábitos alimentares. Revista do Professor, Porto Alegre, nº 95, p. 25-27, jul./set. 2008.DECKELBAUM, R.J.; WILLIAM, C.L. Childhood obesity: The health issue. Obes. Res2001; 9:239 – 43.GAUCHE, H; CALVO, M. C. M; ASSIS, M. A. A. Ritimo circadianos de consumoalimentar nos lanches e refeições de adultos: aplicação do semanário alimentar.Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo. php?script= sci_arttext&pid=s1415-52732006000200005>. Acesso em: 22 de maio.2009, p.1.GOUVEIA, E.L.C. Nutrição Saúde e Comunidade. 2º ed. ver. e ampl. Editora ReuniterLTDA, 1999. 247p.KENNEDY, E. Healthy Meals, Health Food Choice, Health Children: USDA’s TeamNutrition. Prev Med, 25:50 – 60, 1996.MORGAN, K.J.; ZABIK, M.E; LEVEILLE, G.A. The role of breakfast in nutrient intake of 5-to 12-year-old children. American Journal of Clinical Nutrition, v.34, p. 1418- 1427, 1981.MOTTA, D. G.; BOOG, M. C. Educação Nutricional. e. 2, ed. IBRASA, 1988, p. 24 – 5.PERTESEN, Camila P. Obesidade infantil. Revista qualidade em alimentação nutrição.N.21, p.08 – 16 Fev/Mar/Abril/Maio/Jun. 2005.PRIGOL, Liz Edna. Educação Alimentar: Currículo escolar orienta os alunos para umaadequada nutrição. Revista do Professor, Porto Alegre, nº 91, p. 25- 30, jul./set. 2007.TUMA, R. C. F. B; COSTA, T. H. M; SCHMITZ, B. A. S. Avaliação antopométrica edietética de pré-escolares em três creches de Brasília, Distrito Federal. Disponível em:<http:// www.scielo.br/pdf/rbsmi/v5n4/27760.pdf>. Acesso em: 09 de abr. 2009, p. 419-428.

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