Educação nutricional no ambiente escolar como instrumento para reduzir a rejeição                             da beterraba...
conhecimentos discutidos na sua prática e a partir do seu cotidiano/vivência.Essa conversa, trabalhada a partir da vivênci...
uso da educação nutricional através de recursos lúdicos na tentativa de amenizar oueliminar a rejeição a beterraba servida...
população. A lúdicidade e a manipulação do concreto estimulam a criatividade e imaginação,importantes na formação de sujei...
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Resumo expandido:  EDUCAÇÃO NUTRICIONAL NO AMBIENTE ESCOLAR COMO INSTRUMENTO PARA                   REDUZIR REJEIÇÃO A BET...
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Resumo FENERC 2012 - Cachoeiro de Itapemirim

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Resumo FENERC 2012 - Cachoeiro de Itapemirim

  1. 1. Educação nutricional no ambiente escolar como instrumento para reduzir a rejeição da beterraba na merenda escolar. BENINCÁ,Juliana Depes.; CASTELLO, Nathália Torres; FRAGA, Mônica Chiquetto e NOGUEIRA,Juliana Baptista. Prefeitura Municipal de Cachoeiro de Itapemirim, ES.Introdução :Queixas sobre os distúrbios do apetite na infância, representadas comumente pelascrianças como: “não quero comer” e/ou “não como isso”, tornam-se cada vez maisfreqüentes tanto em casa como nas escolas que servem merenda escolar de todo o país.Afetando a todos os níveis socioeconômicos e culturais, merecendo dessa forma, umaanálise cuidadosa do caso, a fim de se propor uma conduta mais adequada.(ALVES,BOOG,2007) As razões desse comportamento são bastante complexas, devido àsinterações de características familiares e contextos sociais, além do fato de que segundo afaixa etária ser predominante de escolares entre 3 a 5 anos de idade, esse fato pode teruma causa do aparecimento de algumas patologias.(BOOG,2003)Em função disso, foi realizado um trabalho pelas nutricionistas da prefeitura municipal deCachoeiro de Itapemirim,ES junto com as acadêmicas do curso de nutrição, do CentroUniversitário São Camilo, ES em uma escola municipal de Cachoeiro de Itapemirim, EspíritoSanto, onde as nutricionistas optaram por abordar o tema do ponto de vista da rejeição auma determinada preparação servida na merenda escolar, através da abordagem de ummétodo lúdico de educação nutricional e posterior conduta para prevenção e tratamento darecusa alimentar.A etiologia da recusa alimentar, na maioria das vezes, correlaciona-se com as etapas decrescimento e desenvolvimento, assim como a influencia dos pais no cumprimento do ritualda alimentação. As crianças caracteristicamente apresentam o que costumamos chamar deneofobia, isto é, a relutância em consumir os novos alimentos na primeira oferta. Existemevidências de que as crianças são capazes de ajustar a ingestão de alimentos com autilização de metodologias voltadas para orientação nutricional.(ALVES, BOOG,2007)A educação nutricional efetiva deve permitir à construção de sujeitos autônomos e críticos,favorecendo o desenvolvimento de práticas conducentes à saúde. A educação nutricionalnecessita ser humanizada, buscando a reflexão do indivíduo, trazendo em sua consciênciade que é ele próprio o transformador da sua realidade. Para isso é preciso que haja umprojeto pedagógico personalizado e de desalienação, seja para abordagem individual oucoletiva. Todo esse processo é baseado na aprendizagem significativa e participativa(GAZZINELLI, et al. 2006).A educação nutricional desenvolvida com crianças deve seguir os mesmos princípios járelacionados. Mas pode envolver a criança no seu mundo de fantasias, e relacionar os
  2. 2. conhecimentos discutidos na sua prática e a partir do seu cotidiano/vivência.Essa conversa, trabalhada a partir da vivência da criança, propiciará construir e modificarconhecimentos na busca da prática da alimentação e hábitos de vida saudável(GAZZINELLI, et al. 2006).Segundo estudos de intervenção que utilizaram como uma das estratégias a educaçãonutricional nas escolas houve apenas o aumento dos conhecimentos e a melhora dealgumas atitudes e práticas alimentares (TRICHES e GIUGLIANI, 2005).2- Materiais e Métodos :Partindo dessa aversão dos pré escolares pela beterraba servida na merenda escolar emqualquer tipo de preparação, elaboramos uma série de visitas a escola municipal TeresaAvelar Picoli , no município de Cachoeiro de Itapemirim, ES, a fim de inserir atividade deeducação lúdica educativa, com os alunos da educação infantil para reverter a aversãoalimentar dos alunos dessa escola pela beterraba .Primeira etapa: Caracterização do Perfil Nutricional dos EscolaresA primeira etapa do estudo constou da visita a escola no horário da merenda para verificar oconsumo alimentar dos escolares, em relação à preparação-salada de beterraba crua eralada a qual eles apresentavam rejeição.A avaliação quantitativa do consumo alimentar foi à constatação que de um total de 47alunos, foi preparada 800 gramas de salada de beterraba crua e ralada onde nesse primeiromomento tivemos uma sobra total de 500 gramas da preparação e assim constatou-se quesomente 38% dos pré escolares comeram a preparação servida.A intervenção nutricional foi avaliada através desses dados, para que assim as atividades deeducação nutricional pudessem ser aplicadas para a obtenção de resultados satisfatórios eeficazes.Segunda etapa: Uso de orientação nutricional em sala de aula.A segunda etapa foi realizada um mês após a primeira. Nessa etapa foi realizada nas salasde aula dos pré escolares, a intervenção nutricional feita pelas nutricionistas, onde elasutilizaram de a literatura infantil, através da produção de um conto infantil envolvendo abeterraba e os super heróis infantis com os poderes mágicos dos alimentos, a fim deamenizar a rejeição da beterraba. Após a apresentação do conto aos alunos, forampreparadas novamente 800 gramas da preparação salada de beterraba crua e ralada e emum total de 47 alunos, obtivemos uma sobra total de 200 gramas de beterraba, ondeconstatamos que com tal intervenção nutricional, a beterraba foi aceita por 75% dos alunosda escola.Terceira etapa: O trabalho de educação nutricional través do lúdico.A segunda etapa foi realizada um mês após a terceira etapa. Nessa etapa foi realizada apeça teatral “Beterrabete e Moranguete, participando da menrenda escolar”; que enfatiza o
  3. 3. uso da educação nutricional através de recursos lúdicos na tentativa de amenizar oueliminar a rejeição a beterraba servida na merenda escolar.Após a apresentação teatral paraum total de 50 alunos presentes na escola, foi novamente feita a preparação salada debeterraba crua e ralada, totalizando 800 gramas da preparação salada de beterraba cruaservida na merenda novamente, onde foram consumidos 750 gramas de salada debeterraba e tivemos uma sobra total de 50 gramas, o que nos deu como resultado um totalde aceitabilidade da preparação de 97% entre os alunos da escola municipal Teresa AvelarPicoli, onde constatamos um impacto positivo no uso da educação nutricional através dolúdico.Resultado e discussão :A promoção de práticas alimentares saudáveis está inserida no contexto da adoção deestilos de vida saudáveis, componente importante da promoção da saúde, uma dasdiretrizes da atual Política Nacional de Alimentação e Nutrição Escolar (PNAE), a merendaescolar tem por objetivo atender às necessidades nutricionais dos alunos durante o períodoque estão na escola, bem como promover hábitos alimentares saudáveis. (FUNDEB, 2009)No conjunto dessas estratégias foram usados como base os princípios da educaçãoproblematizadora, ou seja, no dialogo, educação com troca de conhecimentos, estímulo dapesquisa e construção do conhecimento, reflexão, trabalhando de forma dinâmica a teoria ea prática (FREIRE, 1996).No presente estudo, observou-se boa aceitação da preparaçãooferecida, visto que mais da metade dos escolares tinham certa rejeição e/ ou aversão abeterraba servida em qualquer preparação. Porém, com a implantação de métodos erecursos lúdicos voltados para a educação nutricional, foi possível minimizar a rejeição e/ouaversão alimentar dos pré escolares a beterraba, o que é relevante quando se trata demudanças de hábitos alimentares e, melhor aceitação da merenda escolar. Dessa forma,ressalta-se a necessidade de incentivar a realização de programas de educação nutricionalnas escolas, uma vez que foram identificados neste trabalho processos de intervençãonutricional que produziram resultados significativos.Conclusões:Sugere-se que o nutricionista seja o responsável pela intermediação entre os saberes, namedida em que assume a condição de multiplicador de conteúdos e temas em alimentaçãoe nutrição e, por isso, possui um papel determinante no processo de implantação de hábitosalimentares saudáveis na escola. (Ministério da Saúde, 2008)Entende-se também que o setor público precisa assumir a responsabilidade de fomentarmudanças organizacionais, em termos de políticas públicas coletivas, de forma a favorecerescolhas saudáveis no campo individual. A construção de políticas públicas resultantes dediálogos equânimes entre o estado, a sociedade, e o mercado parece ser o caminho para aconstrução de um modo de viver que permita melhores condições de saúde para a
  4. 4. população. A lúdicidade e a manipulação do concreto estimulam a criatividade e imaginação,importantes na formação de sujeitos críticos e transformadores da própria realidade, assim,são pressupostos da promoção da alimentação saudável, a ampliação e o fomento deestratégias educativas capazes de permitir estas escolhas, como as apresentadas nesteestudo. ( POLETTO,2005)Referências Bibliográficas:ALVES, H.J.; BOOG, M. C. F. Comportamento Alimentar em Moradia Estudantil: Um Espaçopara Promoção da Saúde. Revista de Saúde Pública, São Paulo: v. 41, n. 2, p.197-204,abr.2007.Brasil - Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de AtençãoBásica. Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição. A Promoção daalimentação saudável como instrumento de prevenção e combate ao sobrepeso eobesidade. Brasília: Ministério da Saúde; 2008. Disponível em:http://nutricao.saude.gov.br/documentos/obesidade_2004.pdfBrasil - Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.Alimentação Escolar. Brasília: Ministério da Educação; 2009. Disponível em:http://www.fnde.gov.br/home/index.jsp?arquivo=alimentacao_escolar.htmlSANTOS, L.A.S. Educação alimentar e nutricional no contexto da promoção de práticasalimentares saudáveis. Rev. Nutr. 2005; 18(5): 681-92. doi: 10.1590/S1415-S2732005000500011.FREIRE, Paulo; Pedagogia da Autonomia: Saberes Necessários à Pratica Educativa. EditoraPaz e Terra,16ª edição. São Paulo, 1996.GAZZINELLI, Maria Flávia; REIS, Dener C. dos; MARQUES, Rita de Cássia; Educação emSaúde: Teoria,Método e Imaginação. Editora, UFMG. Belo Horizonte. 2006.POLETTO, Raquel, C., A Ludicidade da Criança e sua Relação com o Contexto Familiar.RevistaPsicologia em Estudo. Maringá, p. 67-75, jan/abr. 2005.TRICHES, Márcia Rozane; GIUGLIANI, Elsa Regina Justo. Obesidade, Práticas Alimentarese Conhecimentos de Nutrição em Escolares. Revista Saúde Pública, 2005.STOTZ, Eduardo Navarro. A educação popular nos movimentos sociais da Saúde: Revista:Trabalho,educação e saúde, p.9-30, 2005.
  5. 5. ANEXOS
  6. 6. Resumo expandido: EDUCAÇÃO NUTRICIONAL NO AMBIENTE ESCOLAR COMO INSTRUMENTO PARA REDUZIR REJEIÇÃO A BETERRABA. Benincá, DJ; Nogueira, BJ; Barcelos, XK; Machado, FK; Pansini, CL; *Fraga, CM. Prefeitura Municipal de Cachoeiro de Itapemirim, Cachoeiro de Itapemirim-ES.INTRODUÇÃO: Intervenções nutricionais direcionadas a escolares têm sido reconhecidascomo importantes estratégias para prevenir e tratar o problema da rejeição a certosalimentos servidos na alimentação escolar. Isso é citado em várias literaturas de educaçãonutricional.OBJETIVO: Promover através da educação nutricional utilizando recursos lúdicos, práticase hábitos alimentares saudáveis no ambiente escolar.MATERIAL E MÉTODOS: O trabalho foi realizado através de visitas a escola municipalTeresa Avelar Picoli, no município de Cachoeiro de Itapemirim, ES, pela equipe denutricionistas da merenda escolar, onde foram realizadas atividades lúdicas com objetivo deinserir hábitos alimentares saudáveis com os pré-escolares, a fim de reverter a aversãoalimentar pela beterraba. Foram usados fantasias, paródias e recursos de áudio visual paraa implementação da atividade.RESULTADOS E CONCLUSÕES: Com a implantação de métodos e recursos lúdicosvoltados para a educação nutricional, foi possível minimizar a rejeição e/ou aversãoalimentar dos pré-escolares a beterraba, o que é relevante quando se trata de mudanças dehábitos alimentares e, melhor aceitação da merenda escolar. Dessa forma, ressalta-se anecessidade de incentivar a realização de programas de educação nutricional nas escolas,uma vez que foram identificados neste trabalho processos de intervenção nutricional queproduziram resultados significativos.

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