História da moda Períodos e configurações gerais
Períodos históricos, segundo Lipovetsky
Sociedades sem moda <ul><li>Características principais: </li></ul><ul><li>Legitimidade incontestável do legado ancestral; ...
Em sociedades primitivas: <ul><li>fundada em mitos inalteráveis e altamente respeitados;  </li></ul><ul><li>sem estado, se...
Em sociedades com estado: <ul><li>há comércio e trocas culturais e de produtos que provocam mudanças lentas nos trajes,mas...
Sociedades com Moda <ul><li>PRODUZIR HISTORICAMENTE MODA IMPLICA </li></ul><ul><li>Desqualificar o passado, prestigiar o n...
A MODA DO SÉCULO XIV AO XIX <ul><li>Séculos XIV ao XV : </li></ul><ul><li>início do ethos Moda com a quebra da ancestralid...
Séculos XVI ao XVIII <ul><li>desenvolvimento da burguesia. A riqueza produzida e os novos valores morais e sociais quebram...
Século XIX e XX <ul><li>apogeu da sociedade burguesa e do narcisismo individualista; </li></ul><ul><li>preponderância da m...
Distinções entre o homem medieval e o renascentista <ul><li>Homem medieval: </li></ul><ul><ul><li>Valores centrados na rel...
Sociedade moderna – XV - XVIII <ul><li>Sociedade estratificada, ascensão social possível apenas à pequena parcela da popul...
Sociedade industrial – XIX - XX <ul><li>Sociedade estratificada tendo com a difusão da escolarização a generalização da as...
Crise da sociedade industrial – 1960 <ul><li>Crítica da razão e do capital como meios de progresso social; </li></ul><ul><...
Modernização e resultados gerais: <ul><li>Afastamento do sujeito da produção direta de sua vida material = “desencaixe”; <...
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História da Moda - Período e Contexto

  1. 1. História da moda Períodos e configurações gerais
  2. 2. Períodos históricos, segundo Lipovetsky
  3. 3. Sociedades sem moda <ul><li>Características principais: </li></ul><ul><li>Legitimidade incontestável do legado ancestral; </li></ul><ul><li>Valorização da continuidade social Gerou regra da imobilidade, repetição de modelos herdados, conservadorismo da maneira de ser e parecer; </li></ul><ul><li>Mentalidade coletivista; </li></ul><ul><li>Expressão estética resultante da tradição (ornamentação e apreciação do belo resulta de mitos, hierarquia e tradição). </li></ul>
  4. 4. Em sociedades primitivas: <ul><li>fundada em mitos inalteráveis e altamente respeitados; </li></ul><ul><li>sem estado, sem estamentos ou classes sociais organizadas; </li></ul><ul><li>homens são entendidos como sujeitos das entidades míticas, não podem mudar ou conter a história; </li></ul><ul><li>as regras sociais são impostas mitologicamente. </li></ul>
  5. 5. Em sociedades com estado: <ul><li>há comércio e trocas culturais e de produtos que provocam mudanças lentas nos trajes,mas de forma exógena, constituindo uma nova regra, tradição; </li></ul><ul><li>surgimento de estamentos sociais, criando hierarquias, cuja distinção firma-se na conotação sagrada de panos, cores, adornos e rituais; (algumas sociedades terão leis suntuárias para impedir o afrontamento da tradição em sua aparência) </li></ul><ul><li>o adorno pessoal é reduzido, sem características de fantasias estéticas ou busca de efemeridades; </li></ul><ul><li>o padrão estético continua firmado na tradição e impede a autonomia do “gosto”. </li></ul><ul><li>na elite havia jogos de composições e de permutações, mas não inovação formal. </li></ul>
  6. 6. Sociedades com Moda <ul><li>PRODUZIR HISTORICAMENTE MODA IMPLICA </li></ul><ul><li>Desqualificar o passado, prestigiar o novo/ o moderno - o essencial, o mitológico, o sagrado são suplantados pelo aparente e passageiro; </li></ul><ul><li>Crer no poder dos homens para criar seu mundo - as forças exógenas são dominadas pela racionalidade, afirmando a soberania e autonomia humana. </li></ul><ul><li>Respeitar a variabilidade estética, possível a partir do refinamento do gosto e do aguçamento da sensibilidade estética = gosto autonomizado; </li></ul><ul><li>Ter o presente como o eixo temporal da vida; </li></ul><ul><li>Consagrar a iniciativa estética, a fantasia e a originalidade humana como diferencial positivo dos sujeitos; </li></ul><ul><li>Tornar a mudança regra permanente e prazerosa da alta sociedade. </li></ul>
  7. 7. A MODA DO SÉCULO XIV AO XIX <ul><li>Séculos XIV ao XV : </li></ul><ul><li>início do ethos Moda com a quebra da ancestralidade, individualização dos sujeitos e valorização do presente e do novo. </li></ul><ul><li>trajes diferenciam-se conforme os sexos (homens= gibão e braie; mulheres= vestido); </li></ul><ul><li>busca da auto-promoção = preocupação do homem consigo mesmo; </li></ul>
  8. 8. Séculos XVI ao XVIII <ul><li>desenvolvimento da burguesia. A riqueza produzida e os novos valores morais e sociais quebram com as leis suntuárias estabelecidas, e os estamentos deixam de existir para surgir as classes sociais; </li></ul><ul><li>a aparência tem teor nacional e forte poder político; </li></ul><ul><li>os artesãos-costureiros reproduzem a vestimentas ditadas nas cortes principescas; </li></ul><ul><li>capricho e artifício exagerados nas roupas de ambos os sexos, mas, principalmente, para a masculina; </li></ul><ul><li>uso do novo como instrumento de representação e afirmação social da elite por meio de sofisticações teatrais; </li></ul><ul><li>a moda agencia a individuação extremamente, por não estar organizada em nenhum sistema produtivo. </li></ul>
  9. 9. Século XIX e XX <ul><li>apogeu da sociedade burguesa e do narcisismo individualista; </li></ul><ul><li>preponderância da moda sobre o feminino, enquanto no masculino, tornou-se mais discreta e sóbria; </li></ul><ul><li>a moda instituiu-se como lógica social, produzindo ,junto com a burguesia e o estado mderno/liberal, a revolução democrática; </li></ul><ul><li>moda massificada, a partir da alta-costura até a publicidade das grandes indústrias. </li></ul>
  10. 10. Distinções entre o homem medieval e o renascentista <ul><li>Homem medieval: </li></ul><ul><ul><li>Valores centrados na religiosidade cristã; </li></ul></ul><ul><ul><li>Sua condição ao nascer definia sua forma de viver; não tentava modificar nada nem inovar. Entendia-se como sujeitado da vontade divina e parte da coletividade; </li></ul></ul><ul><ul><li>Almejava a salvação da alma; </li></ul></ul><ul><ul><li>Toda ruptura representava insurreição à Deus. </li></ul></ul><ul><li>Homem renascentista: </li></ul><ul><ul><li>Valores centrados na crença da supremacia da razão e na busca da perfeição estética; </li></ul></ul><ul><ul><li>Sujeito de sua história, individualista e cosmopolita, buscava a inovação e a experimentação do inusitado; </li></ul></ul><ul><ul><li>Almejava ser reconhecido por sua inteligência e talento, buscando a imortalidade através de suas obras; </li></ul></ul><ul><ul><li>A ruptura estava na ordem do dia, exemplificada nas grandes navegações e na reforma protestante. </li></ul></ul>
  11. 11. Sociedade moderna – XV - XVIII <ul><li>Sociedade estratificada, ascensão social possível apenas à pequena parcela da população; </li></ul><ul><li>Noção de poder político atrelada à mística medieval; </li></ul><ul><li>Trabalho – relação direta matéria-prima,produtor e consumidor; </li></ul><ul><li>Vida comunitária – integrada permitia o reconhecimento mútuo de importância e significado social. </li></ul><ul><li>Ao longo desses séculos os distintos aspectos foram ampliando sua magnitude até a formulação duma outra configuração histórica. </li></ul>
  12. 12. Sociedade industrial – XIX - XX <ul><li>Sociedade estratificada tendo com a difusão da escolarização a generalização da ascensão social e ampliação da classe média; </li></ul><ul><li>Noção de poder vinculada à imparcialidade da razão e dos poderes tripartidos e impessoais. Estado burocrático; </li></ul><ul><li>Trabalho – relação indireta, o produtor afasta-se da matéria prima, é secundarizado pela máquina e desconhece o consumidor de seu trabalho; </li></ul><ul><li>Vida comunitária reduzida aos grupos diretos de relação: família, trabalho, igreja; Desconhecimento e indiferença generalizada. </li></ul><ul><li>Criação de formas disciplinadas de aprendizado e vivência: escola, clube, atividade esportiva, etc; </li></ul><ul><li>Meios de comunicação como condição de ligação entre o particular e o coletivo. </li></ul><ul><li>A urbanização e a industrialização foram as dinâmicas de reelaboração das sociabilidades modernas, os motores da modernização e o ultimato do homem tradicional. </li></ul>
  13. 13. Crise da sociedade industrial – 1960 <ul><li>Crítica da razão e do capital como meios de progresso social; </li></ul><ul><li>Contestação da moralidade apregoada centrada na indissolubidade do casamento, na autoridade paternal, na submissão feminina; </li></ul><ul><li>Crítica a toda forma de autoridade; </li></ul><ul><li>Condenação dos resultados mais imediatos do progresso material, como poluição, destruição da natureza e esvaziamento do sentido da vida; </li></ul><ul><li>Desprezo pela vida material, vinculada ao consumismo e a artificialidade das relações. </li></ul><ul><li>Desprezo pelo valor moral que “o trabalho dignifica o homem” . </li></ul>
  14. 14. Modernização e resultados gerais: <ul><li>Afastamento do sujeito da produção direta de sua vida material = “desencaixe”; </li></ul><ul><li>Subjetivação do ser como indivíduo psíquico e emocional; </li></ul><ul><li>“ Reencaixe” do sujeito à vida social pelo consumo (razão de ser) e pela informação (como e o que ser); </li></ul><ul><li>Significação dos sujeitos pelo conjunto expresso em sua aparência: índices de pertencimento social, intelectual e sexual. </li></ul><ul><li>Consagração do objeto e do consumo como forma constituidora do ser. </li></ul>

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