SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 61
VENTILAÇÃO MECÂNICA

          Ac. Felipe Patrocínio
    28ª Semana da Fisioterapia
PHILIP DRINKER – IRON LUNG 1927




             Ac. Felipe M. do Patrocínio
Crise de Poliomielite




                 Ac. Felipe M. do Patrocínio
Ac. Felipe M. do Patrocínio
Mark 7




   Ac. Felipe M. do Patrocínio
A Lesão Pulmonar: 1967
Thomas Petty




     Ac. Felipe M. do Patrocínio
Evolução dos Ventiladores Mecânicos

      1   • 1950 – Pulmão de Aço (IRON LUNG);

      2   • 1960 – Ventiladores BIRD MARK – 7;

      3   • 1970 – Ventiladores Volumétrico – Benneti;

      4   • 1980 – Ventiladores Microprocessados;

      5    • 1990 – Válvulas Mecatrônicas;

      6    • 2000 – Monitorização Ventilatória



                  Ac. Felipe M. do Patrocínio
Classificação dos Ventiladores
• 1ª Geração – Ciclados a Pressão




• 2ª Geração - Ciclados a Volume




• 3ª Geração - Microprocessados



                       Ac. Felipe M. do Patrocínio
OBJETIVOS DA VM
  Durante a ventilação espontânea os músculos respiratórios
  geram uma pressão que produz fluxo e volume contra as
  propriedades resistivas e elásticas do sistema respiratório
Pmus= Pres+Pel




                      Ac. Felipe M. do Patrocínio
Objetivos da VM
O suporte ventilatório é necessário quando
um processo patológico ou intervenção
farmacológica:


• Prejudica a capacidade dos músculos
  respiratórios de gerar Pmus suficiente


• Aumenta a demanda ventilatória além
  da capacidade muscular


• Aumenta o       trabalho      associado              à
  respiração

                         Ac. Felipe M. do Patrocínio
Objetivos da VM
A melhor ventilação é aquela que estabelece
a proteção, ou seja, estabelecer níveis
estratégicos que protejam o pulmão a longo
prazo "Estratégia Protetora“
 (FERRARI – 2006).




                Ac. Felipe M. do Patrocínio
Objetivos da VM
O ventilador aplica uma pressão “positiva” (supra-atmosférica)
que gera um gradiente entre a abertura das vias aéreas e os
alvéolos, resultando em um fluxo “positivo” (dirigido do
ventilador ao paciente)



Pmus+Papl= Pres+Pel




                           Ac. Felipe M. do Patrocínio
Objetivos da VM
           • reverter a hipoxemia;

           • reverter a hipercapnia e a acidose respiratória;

         • reverter ou prevenir atelectasias em pacientes com respirações
superficiais (ex: pósoperatório, doenças neuromusculares);

         • permitir sedação e/ou curarização para realização de cirurgias ou
outros procedimentos;

         • reduzir o consumo de oxigênio em condições graves de baixa
perfusão. Nas formas graves de choque circulatório, mesmo na ausência de
indicação gasométrica, a ventilação mecânica, diminuindo o consumo de
oxigênio pelos músculos respiratórios, pode favorecer a perfusão de outros
órgãos (sobretudo coração, sistema nervoso central e território esplâncnico);

           • estabilização torácica em pacientes com múltiplas fraturas de arcos
costais.

                                  Ac. Felipe M. do Patrocínio
Ac. Felipe M. do Patrocínio
Efeitos
 Interrupção da         Fisiologia               Ventilatória   e
  Respiratória;

 Proporciona   a       manutenção                  do    Volume
  Corrente;

 Não efetua troca gasosa;

 Incorretamente designado Respirador.


                    Ac. Felipe M. do Patrocínio
Complacências
Dinâmica - Impedância Total do Sistema Respiratório

    CD = VC / PRESSÃO PICO – PEEP TOTAL
              (50 A 80 ML/CMH20)



Estática - IMPEDÂNCIA DAS UNIDADES ALVEOLARES FUNCIONANTES

   CD = VC / PRESSÃO PLATÔ – PEEP TOTAL
              (50 A 80 ML/CMH20)




                          Ac. Felipe M. do Patrocínio
Complacências

                         • A pressão de platô
                           correlaciona-se com a
                           pressão de retração
                           elástica dos pulmões e da
                           caixa torácica e pode ser
                           usada como um marcador
                           da distensão alveolar
                         • A diferença entre a
                           pressão de pico e a
                           pressão de platô
                           correlaciona-se com a
                           resistência das vias aéreas

           Ac. Felipe M. do Patrocínio
Modos Ventilatórios
   Como Cada Ciclo de ser
    iniciado, controlado e
           finalizado
– Controlado

– Assisto-controlada

– Espontâneo


                       Ac. Felipe M. do Patrocínio
Ac. Felipe M. do Patrocínio
Modalidade
  Como cada ciclo deve ser ofertado de
    acordo às Variáveis de Controle
• VCV – Volume Controlado

• PCV – Pressão Controlada

• PSV – Suporte Pressórico

• SIMV - Mandatória intermitente
  sincronizada

• CPAP - Pressão positiva contínua nas
  vias aéreas

• Associações

                              Ac. Felipe M. do Patrocínio
Ciclo Ventilatório
 Fase 1 - Início da inspiração – “disparo”
   Ventilador = FR / Paciente =
  sensibilidade

 Fase 2 - Inspiração – fornecimento de
  V pelo ventilador

 Fase 3 - Transição da inspiração para
  expiração - ciclagem”

 Fase 4 - Expiração – abertura da
  válvula de exalação

 Fase 5 – Novo Ciclo



                             Ac. Felipe M. do Patrocínio
Características da Respiração do Ventilador

• Disparo: Inicia a ventilação

• Limite: Determina a amplitide da respiração

• Ciclagem: Determina a interrupção da
  inspiração e início da expiração



                   Ac. Felipe M. do Patrocínio
VCV - VENTILAÇÃO
                        CONTROLADA A VOLUME



A ventilação com volume controlado assegura
que o doente recebe um determinado volume
corrente pré-programado de acordo com um
fluxo e tempo inspiratórios pré-programados

                  Ac. Felipe M. do Patrocínio
VCV - VENTILAÇÃO
                        CONTROLADA A VOLUME
• Disparo
Tempo (controlada)
Pressão, fluxo (assistida)

• Limite
Volume, fluxo

• Ciclagem
Volume, tempo

*Variável dependente: Pressão inspiratória
                  Ac. Felipe M. do Patrocínio
VCV - VENTILAÇÃO
      CONTROLADA A VOLUME
   Curvas de Pressão, fluxo e Volume




Ac. Felipe M. do Patrocínio
VCV - VENTILAÇÃO
      CONTROLADA A VOLUME
               Padrão do Fluxo




Ac. Felipe M. do Patrocínio
VCV - VENTILAÇÃO
                                 CONTROLADA A VOLUME
                                       Vantagens e Limitações


Vantagens
• Habilidade de controlar o volume corrente:
       ▪ Controle da PaCO2 (ex: hipertensão intracraniana)
       ▪Alvo de volume corrente (ex:SARA)
Limitações
• Sincronismo em pacientes com ventilação ativa
• Ausência de controle sobre as pressões inspiratórias


                           Ac. Felipe M. do Patrocínio
PCV - VENTILAÇÃO
                         CONTROLADA A PRESSÃO



A ventilação com pressão controlada assegura
um nível de pressão inspiratória pré-programada
constante durante um tempo inspiratório pré-
programado

                   Ac. Felipe M. do Patrocínio
PCV - VENTILAÇÃO
                        CONTROLADA A PRESSÃO
• Disparo
Tempo (controlada)
Pressão, fluxo (assistida)

• Limite
Pressão

• Ciclagem
Tempo

*Variável dependente: Volume, Fluxo
                  Ac. Felipe M. do Patrocínio
PCV - VENTILAÇÃO
      CONTROLADA A PRESSÃO
   Curvas de Pressão, fluxo e Volume




Ac. Felipe M. do Patrocínio
PCV - VENTILAÇÃO
                                 CONTROLADA A PRESSÃO
                                       Vantagens e Limitações


Vantagens
• Limita a pressão aplicada aos alvéolos : menor risco de lesão
  (?)
• Fuxo variável: melhor sincronismo
• Padrão de fluxo decrescente: maior recrutamento alveolar
Desvantagens
• Volume corrente não é garantido: risco de hipoventilação


                           Ac. Felipe M. do Patrocínio
PCV - VENTILAÇÃO
      CONTROLADA A PRESSÃO
            Vantagens e Limitações




Ac. Felipe M. do Patrocínio
PSV - VENTILAÇÃO COM
                         SUPORTE DE PRESSÃO



A ventilação com suporte de pressão assegura
um nível de pressão inspiratória pré-programada
constante durante a inspiração. A frequência e o
tempo da inspiração são determinados pelo
paciente
                   Ac. Felipe M. do Patrocínio
PSV - VENTILAÇÃO COM
                         SUPORTE DE PRESSÃO

Disparo
• Pressão, fluxo

Limite
• Pressão

Ciclagem
• Fluxo

Variáveis dependentes: Volume, fluxo
                   Ac. Felipe M. do Patrocínio
PSV - VENTILAÇÃO COM
      SUPORTE DE PRESSÃO
   Curvas de Pressão, fluxo e Volume




Ac. Felipe M. do Patrocínio
PSV – VENTILAÇÃO COM
                               SUPORTE DE PRESSÃO
                                     Vantagens e Limitações


Vantagens
• Auxilia no desmame do ventilador
• Melhor sincronismo em pacientes ventilando ativamente
Limitações
• Volume corrente não é garantido
• Requer atividade respiratória do paciente



                         Ac. Felipe M. do Patrocínio
SIMV – VENTILAÇÃO
                               MANDATÓRIA INTERMITENTE
                               SINCRONIZADA

A SIMV combina ventilações assisto -controladas em uma
frequência pré-programada com períodos de ventilação
espontânea




                         Ac. Felipe M. do Patrocínio
SIMV – VENTILAÇÃO
      MANDATÓRIA INTERMITENTE
      SINCRONIZADA




Ac. Felipe M. do Patrocínio
SIMV – VENTILAÇÃO
                                MANDATÓRIA INTERMITENTE
                                SINCRONIZADA

Permite Ciclos Controlados, Assistidos e Espontâneos;

Disparo

Vantagem: ausência de assincronismo

Pode ser utilizada a Pressão Suporte nas espontâneas.


                          Ac. Felipe M. do Patrocínio
PARAMÊTROS VENTILATÓRIOS


         Ac. Felipe M. do Patrocínio
OXIGENAÇÃO




Ac. Felipe M. do Patrocínio
OXIGENAÇÃO
                     Curva de Dissociação da Hemoglobina
FIO2: não baixar
   < 40% em VMI

FIO2 > 60% - Toxicidade
pela absorção de
Nitrogênio > 24Hs




                          Ac. Felipe M. do Patrocínio
PEEP
                             Aplicações


Recrutamento de unidades alveolares:↓ shunt

• SARA

• Edema agudo de pulmão

• Fisiológico?

                 Ac. Felipe M. do Patrocínio
PEEP
                             Aplicações

PEEP= 5 cmH²O - impede colabamento alveolar

PEEP > 8 cmH²O - melhora oxigenação

PEEP > 12 cmH²O - repercussões hemodinâmicas




                 Ac. Felipe M. do Patrocínio
PEEP
                              Efeitos Hemodinâmicos


Redução da pré-carga
• ↑Pressão pleural :↓Retorno venoso
• ↑ Resistência vascular pulmonar
• Compressão da veia cava
Redução da pós -carga
• ↑ Pressão extra-mural
Débito cardíaco
• ↓ Se hipovolemia
• ↑ Se normovolemia Ac. Felipe M. do Patrocínio
PEEP
                                      Problemas Associados


Potenciais efeitos danosos associados à ventilação com pressão positiva
Hemodinâmica
• Redução do débito cardíaco e hipotensão

Pulmões
• Barotrauma - Extravasamento gasoso
• Injúria pulmonar iduzida pelo ventilador (VILI)
• Auto-PEEP
• Pneumonia associada à VM

Troca gasosa
• Pode aumentar o espaço morto (compressão de capilares)
• Shunt (redirecionamento do fluxo sanguíneo para regiões doentes)
                                        Ac. Felipe M. do Patrocínio
PEEP
Problemas Associados




 Ac. Felipe M. do Patrocínio
AUTO-PEEP
                                         APRISIONAMENTO AÉREO


“ PRESSÃO RESIDUAL QUE PERMANECE
NOS ALVÉOLOS APÓS EXPIRAÇÃO
INCOMPLETA ” (TOBIN –1991)




                                   Ac. Felipe M. do Patrocínio
AUTO-PEEP
                       APRISIONAMENTO AÉREO
CAUSAS: ↑ VC ↑FR ↓TE E COLAPSO DINÂMICO DAS VIAS AÉREAS

MONITORAR: OCLUIR A VÁLVULA EXPIRATÓRIA NO FINAL DA EXPIRAÇÃO

COMBATER: PEEP EXTRÍNSECO 85% DO AUTO PEEP




                 Ac. Felipe M. do Patrocínio
VOLUME CORRENTE
   Volume corrente é o volume de ar inspirado ou expirado em cada
   incursão respiratória normal

   O volume corrente alvo deve ser calculado de acordo com o
   peso ideal:
   Homem: 50 + 0.91 [altura (cm) - 152.4]
   Mulher: 45.5 + 0.91 [altura (cm) - 152.4]

Rotina – 7 a 8 ml / kg de peso
SARA- entre 4 e 6 ml / kg de peso
DPOC – entre 5 e 8 ml / kg de peso

Volumes correntes elevados aumentam as pressões
nas vias aéreas, podem provocar VOLUTRAUMA.

                Ac. Felipe M. do Patrocínio
FLUXO INSPIRATÓRIO

Valor inicial:

• Fluxo(l/min) = Peso (kg) x 0,6 a 0,9

Valores habituais:

• Fluxo inspiratório = 40 a 60 l/min

Fluxos elevados diminuem o tempo inspiratório e
aumentam a pressão no interior das vias aéreas.

                     Ac. Felipe M. do Patrocínio
FLUXO INSPIRATÓRIO

ESCOLHA DO PADRÃO DE FLUXO INSPIRATÓRIO

Opções disponíveis:

• Fluxo quadrado

• Fluxo decrescente

Fluxo decrescente é o mais utilizado por produzir menores
pressões nas vias aéreas.
Sem evidências nítidas de vantagens de um padrão sobre o
outro.                Ac. Felipe M. do Patrocínio
ALARMES
Pressão inspiratória máxima: 35 a 40 cmH2O.

Pressão Inspiratória mínima: 4 a 5 cm acima do valor da PEEP.

Volume Minuto máximo: 20% acima do VM estipulado

Volume Minuto Mínimo: 50% abaixo do VM estipulado.

FR máxima: 35 rpm

FR mínima: 6 rpm.

(VM = VC x FR)

                    Ac. Felipe M. do Patrocínio
SENSIBILIDADE


Utilizada na modalidade A/C, SIMV, PSV;

Esforço do paciente para deflagrar o ventilador;

Pode ser a Pressão ou Fluxo;

Pressão: - 0,5 a – 2,0 cmH2O
Fluxo: 04 a 06 l/min (+ sensível)



                                     Ac. Felipe M. do Patrocínio
RELAÇÃO I:E


Usar relação I:E de 1:2 até 1:3. (Ventilação espontânea – 1:1,5 – 1:2)

As seguintes variáveis interferem na relação I:E

–Fluxo inspiratório

–Padrão do fluxo inspiratório

–Volume corrente

–Tempo inspiratório
                                  Ac. Felipe M. do Patrocínio
RELAÇÃO I:E
                                                    INVERTIDA


Usar relação I:E 1:1 ou 2:1 com cuidado!
A relação I:E invertida deve ser usada na SDRA grave, após otimizar
VC,PEEP e FiO2.

A relação I:E invertida pode:
• Melhorar o PO2
• Provocar o aparecimento de auto-PEEP
• Interferir no retorno venoso – Causar instabilidade hemodinâmica

                             Ac. Felipe M. do Patrocínio
FREQUÊNCIA
                                                 RESPIRATÓRIA


VALORES INICIAIS:
• FR = 12 a 16 rpm

Freqüências elevadas podem produzir alcalose respiratória e
aparecimento de auto-PEEP.

Freqüências baixas podem provocar acidose respiratória.


                             Ac. Felipe M. do Patrocínio
FREQUÊNCIA
                                                  RESPIRATÓRIA


CORREÇÃO DA ACIDOSE / ALCALOSE RESPIRATÓRIA

Correção pela freqüência respiratória:
• FR = PaCO2 (a) x FR (a) / PaCO2 (d)

Correção pelo volume corrente:
• VC = PaCO2 (a) x VC (a) / PaCO2 (d)


                              Ac. Felipe M. do Patrocínio
PRESSÃO DE SUPORTE

Inicialmente usar PSV de valor igual ao valor da pressão de pico
durante a ventilação A/C.

Diminuir ou aumentar o valor do PSV até atingir um VC próximo de 8
ml/kg.

O valor do PSV deve ser aumentado e principalmente diminuído de
uma maneira progressiva.

Durante o desmame o PSV deve ser diminuído em 2 cm 2 vezes ao dia
até um valor de 6-8 cm H2O.Ac. Felipe M. do Patrocínio
VCV VS PCV


Cálculo da Capacidade Pulmonar Funcional

CPF = VC/P.pico

CPF < 15 PCV
CPF > 15 VCV



                          Ac. Felipe M. do Patrocínio
OBRIGADO!

.




    Ac. Felipe M. do Patrocínio

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Bases do Suporte Ventilatório Artificial nas Unidades de Tratamento Intensivo
Bases do Suporte Ventilatório Artificial nas Unidades de Tratamento IntensivoBases do Suporte Ventilatório Artificial nas Unidades de Tratamento Intensivo
Bases do Suporte Ventilatório Artificial nas Unidades de Tratamento Intensivo
José Alexandre Pires de Almeida
 
Disfunção respiratória
Disfunção respiratóriaDisfunção respiratória
Disfunção respiratória
Antonio Souto
 

Mais procurados (20)

Noçoes de ventilação mecânica
Noçoes de ventilação mecânicaNoçoes de ventilação mecânica
Noçoes de ventilação mecânica
 
Assincronias Ventilatórias
Assincronias VentilatóriasAssincronias Ventilatórias
Assincronias Ventilatórias
 
Modos ventilatórios
 Modos ventilatórios  Modos ventilatórios
Modos ventilatórios
 
ventilação mecanica fácil
ventilação mecanica fácilventilação mecanica fácil
ventilação mecanica fácil
 
Ventilação Mecânica
Ventilação MecânicaVentilação Mecânica
Ventilação Mecânica
 
Ventilação mecânica
Ventilação mecânicaVentilação mecânica
Ventilação mecânica
 
Ventilação Não Invasiva
Ventilação Não InvasivaVentilação Não Invasiva
Ventilação Não Invasiva
 
Desmame da Ventilação Mecânica
Desmame da Ventilação MecânicaDesmame da Ventilação Mecânica
Desmame da Ventilação Mecânica
 
VMNI-Ventilação Mecânica Nao Invasiva
VMNI-Ventilação Mecânica Nao Invasiva VMNI-Ventilação Mecânica Nao Invasiva
VMNI-Ventilação Mecânica Nao Invasiva
 
Aula ventilação mecânica
Aula   ventilação mecânicaAula   ventilação mecânica
Aula ventilação mecânica
 
Bases do Suporte Ventilatório Artificial nas Unidades de Tratamento Intensivo
Bases do Suporte Ventilatório Artificial nas Unidades de Tratamento IntensivoBases do Suporte Ventilatório Artificial nas Unidades de Tratamento Intensivo
Bases do Suporte Ventilatório Artificial nas Unidades de Tratamento Intensivo
 
Fisiologia pulmonar
Fisiologia pulmonarFisiologia pulmonar
Fisiologia pulmonar
 
Ventilação Mecânica: Princípios Básicos e Intervenções de Enfermagem
Ventilação Mecânica:  Princípios Básicos e  Intervenções de EnfermagemVentilação Mecânica:  Princípios Básicos e  Intervenções de Enfermagem
Ventilação Mecânica: Princípios Básicos e Intervenções de Enfermagem
 
Ventilação mecânica em neonatologia e pediatria
Ventilação mecânica em neonatologia e pediatriaVentilação mecânica em neonatologia e pediatria
Ventilação mecânica em neonatologia e pediatria
 
Marcadores e ferramentas para avaliar a funcionalidade no Paciente Crítico
Marcadores e ferramentas para avaliar a funcionalidade no Paciente CríticoMarcadores e ferramentas para avaliar a funcionalidade no Paciente Crítico
Marcadores e ferramentas para avaliar a funcionalidade no Paciente Crítico
 
Ventilação Não-invasiva
Ventilação Não-invasivaVentilação Não-invasiva
Ventilação Não-invasiva
 
Interpretação de curvas na vm
 Interpretação de curvas na vm Interpretação de curvas na vm
Interpretação de curvas na vm
 
VENTILAÇÃO MECÂNICA DOS FUNDAMENTOS A PRÁTICA
VENTILAÇÃO MECÂNICA DOS FUNDAMENTOS A PRÁTICAVENTILAÇÃO MECÂNICA DOS FUNDAMENTOS A PRÁTICA
VENTILAÇÃO MECÂNICA DOS FUNDAMENTOS A PRÁTICA
 
Disfunção respiratória
Disfunção respiratóriaDisfunção respiratória
Disfunção respiratória
 
Reabilitação hospitalar – da uti a alta
Reabilitação hospitalar – da uti a altaReabilitação hospitalar – da uti a alta
Reabilitação hospitalar – da uti a alta
 

Semelhante a Ventilação Mecânica Básica

Ponto%2052.Ventilac%CC%A7a%CC%83o%20meca%CC%82nica.pdf.pdf
Ponto%2052.Ventilac%CC%A7a%CC%83o%20meca%CC%82nica.pdf.pdfPonto%2052.Ventilac%CC%A7a%CC%83o%20meca%CC%82nica.pdf.pdf
Ponto%2052.Ventilac%CC%A7a%CC%83o%20meca%CC%82nica.pdf.pdf
Maycon Duarte
 
Trauma-Pleuropulmonar.pdf
Trauma-Pleuropulmonar.pdfTrauma-Pleuropulmonar.pdf
Trauma-Pleuropulmonar.pdf
NaldoCastro7
 
Zb ventilacao mecanica
Zb ventilacao mecanicaZb ventilacao mecanica
Zb ventilacao mecanica
terezinha1932
 
Vmatempofigueiredo i
Vmatempofigueiredo iVmatempofigueiredo i
Vmatempofigueiredo i
terezinha1932
 
Vmatempofigueiredo i
Vmatempofigueiredo iVmatempofigueiredo i
Vmatempofigueiredo i
terezinha1932
 

Semelhante a Ventilação Mecânica Básica (20)

Ventilação Pulmonar Mecânica
Ventilação Pulmonar MecânicaVentilação Pulmonar Mecânica
Ventilação Pulmonar Mecânica
 
AULA AVM - ENFERMAGEM.ppt
AULA AVM - ENFERMAGEM.pptAULA AVM - ENFERMAGEM.ppt
AULA AVM - ENFERMAGEM.ppt
 
Iv curso teórico prático vm i
Iv curso teórico prático vm iIv curso teórico prático vm i
Iv curso teórico prático vm i
 
Ponto%2052.Ventilac%CC%A7a%CC%83o%20meca%CC%82nica.pdf.pdf
Ponto%2052.Ventilac%CC%A7a%CC%83o%20meca%CC%82nica.pdf.pdfPonto%2052.Ventilac%CC%A7a%CC%83o%20meca%CC%82nica.pdf.pdf
Ponto%2052.Ventilac%CC%A7a%CC%83o%20meca%CC%82nica.pdf.pdf
 
Ventilação.pptx
Ventilação.pptxVentilação.pptx
Ventilação.pptx
 
42ª Sessão Cientifica - VNI-Ventilação não invasiva.pdf
42ª Sessão Cientifica - VNI-Ventilação não invasiva.pdf42ª Sessão Cientifica - VNI-Ventilação não invasiva.pdf
42ª Sessão Cientifica - VNI-Ventilação não invasiva.pdf
 
05 NOÇOES BASICAS VM.pptx
05 NOÇOES BASICAS VM.pptx05 NOÇOES BASICAS VM.pptx
05 NOÇOES BASICAS VM.pptx
 
Trauma-Pleuropulmonar.pdf
Trauma-Pleuropulmonar.pdfTrauma-Pleuropulmonar.pdf
Trauma-Pleuropulmonar.pdf
 
Zb ventilacao mecanica
Zb ventilacao mecanicaZb ventilacao mecanica
Zb ventilacao mecanica
 
Zb ventilacao mecanica
Zb ventilacao mecanicaZb ventilacao mecanica
Zb ventilacao mecanica
 
Curso 42
Curso 42Curso 42
Curso 42
 
Aula vm 1
Aula vm 1Aula vm 1
Aula vm 1
 
Ventilacao mecanica [modo_de_compatibilidade]
Ventilacao mecanica [modo_de_compatibilidade]Ventilacao mecanica [modo_de_compatibilidade]
Ventilacao mecanica [modo_de_compatibilidade]
 
Ventilacao mecanica [modo_de_compatibilidade]
Ventilacao mecanica [modo_de_compatibilidade]Ventilacao mecanica [modo_de_compatibilidade]
Ventilacao mecanica [modo_de_compatibilidade]
 
VENTILADORES PULMONARES - INCUBADORAS.pdf
VENTILADORES PULMONARES  - INCUBADORAS.pdfVENTILADORES PULMONARES  - INCUBADORAS.pdf
VENTILADORES PULMONARES - INCUBADORAS.pdf
 
Monitorização da função pulmonar
Monitorização da função pulmonarMonitorização da função pulmonar
Monitorização da função pulmonar
 
função_pulmonar_-_espirometria (1)
função_pulmonar_-_espirometria (1)função_pulmonar_-_espirometria (1)
função_pulmonar_-_espirometria (1)
 
Vmatempofigueiredo i
Vmatempofigueiredo iVmatempofigueiredo i
Vmatempofigueiredo i
 
Vmatempofigueiredo i
Vmatempofigueiredo iVmatempofigueiredo i
Vmatempofigueiredo i
 
ventilaomecnica-140314115227-phpapp02.pdf
ventilaomecnica-140314115227-phpapp02.pdfventilaomecnica-140314115227-phpapp02.pdf
ventilaomecnica-140314115227-phpapp02.pdf
 

Último

Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUSHomens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Prof. Marcus Renato de Carvalho
 
Metabolismo Celular, Respiração Celular aeróbia e anaeróbia.pdf
Metabolismo Celular, Respiração Celular aeróbia e anaeróbia.pdfMetabolismo Celular, Respiração Celular aeróbia e anaeróbia.pdf
Metabolismo Celular, Respiração Celular aeróbia e anaeróbia.pdf
MayaraStefanydaSilva1
 

Último (8)

AULA - Fígado, vias biliares e pâncreas exócrino.pdf
AULA - Fígado, vias biliares e pâncreas exócrino.pdfAULA - Fígado, vias biliares e pâncreas exócrino.pdf
AULA - Fígado, vias biliares e pâncreas exócrino.pdf
 
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUSHomens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
 
AULA 02 TEMPO CIRURGICO-SEGURANÇA DO PACIENTE.pptx
AULA 02 TEMPO CIRURGICO-SEGURANÇA DO PACIENTE.pptxAULA 02 TEMPO CIRURGICO-SEGURANÇA DO PACIENTE.pptx
AULA 02 TEMPO CIRURGICO-SEGURANÇA DO PACIENTE.pptx
 
Tabela-pontos-de-corte-clinicos-BrCAST-12-abr-22.pdf
Tabela-pontos-de-corte-clinicos-BrCAST-12-abr-22.pdfTabela-pontos-de-corte-clinicos-BrCAST-12-abr-22.pdf
Tabela-pontos-de-corte-clinicos-BrCAST-12-abr-22.pdf
 
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÕES COMPULSÓRIAS - slide.pptx
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÕES COMPULSÓRIAS - slide.pptxDOENÇAS DE NOTIFICAÇÕES COMPULSÓRIAS - slide.pptx
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÕES COMPULSÓRIAS - slide.pptx
 
ATIVIDADE 1 - FSCE - FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL E ÉTICA II - 52_2024.pdf
ATIVIDADE 1 - FSCE - FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL E ÉTICA II - 52_2024.pdfATIVIDADE 1 - FSCE - FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL E ÉTICA II - 52_2024.pdf
ATIVIDADE 1 - FSCE - FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL E ÉTICA II - 52_2024.pdf
 
Metabolismo Celular, Respiração Celular aeróbia e anaeróbia.pdf
Metabolismo Celular, Respiração Celular aeróbia e anaeróbia.pdfMetabolismo Celular, Respiração Celular aeróbia e anaeróbia.pdf
Metabolismo Celular, Respiração Celular aeróbia e anaeróbia.pdf
 
Crianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdf
Crianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdfCrianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdf
Crianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdf
 

Ventilação Mecânica Básica

  • 1. VENTILAÇÃO MECÂNICA Ac. Felipe Patrocínio 28ª Semana da Fisioterapia
  • 2. PHILIP DRINKER – IRON LUNG 1927 Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 3. Crise de Poliomielite Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 4. Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 5. Mark 7 Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 6. A Lesão Pulmonar: 1967 Thomas Petty Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 7. Evolução dos Ventiladores Mecânicos 1 • 1950 – Pulmão de Aço (IRON LUNG); 2 • 1960 – Ventiladores BIRD MARK – 7; 3 • 1970 – Ventiladores Volumétrico – Benneti; 4 • 1980 – Ventiladores Microprocessados; 5 • 1990 – Válvulas Mecatrônicas; 6 • 2000 – Monitorização Ventilatória Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 8. Classificação dos Ventiladores • 1ª Geração – Ciclados a Pressão • 2ª Geração - Ciclados a Volume • 3ª Geração - Microprocessados Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 9. OBJETIVOS DA VM Durante a ventilação espontânea os músculos respiratórios geram uma pressão que produz fluxo e volume contra as propriedades resistivas e elásticas do sistema respiratório Pmus= Pres+Pel Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 10. Objetivos da VM O suporte ventilatório é necessário quando um processo patológico ou intervenção farmacológica: • Prejudica a capacidade dos músculos respiratórios de gerar Pmus suficiente • Aumenta a demanda ventilatória além da capacidade muscular • Aumenta o trabalho associado à respiração Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 11. Objetivos da VM A melhor ventilação é aquela que estabelece a proteção, ou seja, estabelecer níveis estratégicos que protejam o pulmão a longo prazo "Estratégia Protetora“ (FERRARI – 2006). Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 12. Objetivos da VM O ventilador aplica uma pressão “positiva” (supra-atmosférica) que gera um gradiente entre a abertura das vias aéreas e os alvéolos, resultando em um fluxo “positivo” (dirigido do ventilador ao paciente) Pmus+Papl= Pres+Pel Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 13. Objetivos da VM • reverter a hipoxemia; • reverter a hipercapnia e a acidose respiratória; • reverter ou prevenir atelectasias em pacientes com respirações superficiais (ex: pósoperatório, doenças neuromusculares); • permitir sedação e/ou curarização para realização de cirurgias ou outros procedimentos; • reduzir o consumo de oxigênio em condições graves de baixa perfusão. Nas formas graves de choque circulatório, mesmo na ausência de indicação gasométrica, a ventilação mecânica, diminuindo o consumo de oxigênio pelos músculos respiratórios, pode favorecer a perfusão de outros órgãos (sobretudo coração, sistema nervoso central e território esplâncnico); • estabilização torácica em pacientes com múltiplas fraturas de arcos costais. Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 14. Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 15. Efeitos  Interrupção da Fisiologia Ventilatória e Respiratória;  Proporciona a manutenção do Volume Corrente;  Não efetua troca gasosa;  Incorretamente designado Respirador. Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 16. Complacências Dinâmica - Impedância Total do Sistema Respiratório CD = VC / PRESSÃO PICO – PEEP TOTAL (50 A 80 ML/CMH20) Estática - IMPEDÂNCIA DAS UNIDADES ALVEOLARES FUNCIONANTES CD = VC / PRESSÃO PLATÔ – PEEP TOTAL (50 A 80 ML/CMH20) Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 17. Complacências • A pressão de platô correlaciona-se com a pressão de retração elástica dos pulmões e da caixa torácica e pode ser usada como um marcador da distensão alveolar • A diferença entre a pressão de pico e a pressão de platô correlaciona-se com a resistência das vias aéreas Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 18. Modos Ventilatórios Como Cada Ciclo de ser iniciado, controlado e finalizado – Controlado – Assisto-controlada – Espontâneo Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 19. Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 20. Modalidade Como cada ciclo deve ser ofertado de acordo às Variáveis de Controle • VCV – Volume Controlado • PCV – Pressão Controlada • PSV – Suporte Pressórico • SIMV - Mandatória intermitente sincronizada • CPAP - Pressão positiva contínua nas vias aéreas • Associações Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 21. Ciclo Ventilatório  Fase 1 - Início da inspiração – “disparo” Ventilador = FR / Paciente = sensibilidade  Fase 2 - Inspiração – fornecimento de V pelo ventilador  Fase 3 - Transição da inspiração para expiração - ciclagem”  Fase 4 - Expiração – abertura da válvula de exalação  Fase 5 – Novo Ciclo Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 22. Características da Respiração do Ventilador • Disparo: Inicia a ventilação • Limite: Determina a amplitide da respiração • Ciclagem: Determina a interrupção da inspiração e início da expiração Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 23. VCV - VENTILAÇÃO CONTROLADA A VOLUME A ventilação com volume controlado assegura que o doente recebe um determinado volume corrente pré-programado de acordo com um fluxo e tempo inspiratórios pré-programados Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 24. VCV - VENTILAÇÃO CONTROLADA A VOLUME • Disparo Tempo (controlada) Pressão, fluxo (assistida) • Limite Volume, fluxo • Ciclagem Volume, tempo *Variável dependente: Pressão inspiratória Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 25. VCV - VENTILAÇÃO CONTROLADA A VOLUME Curvas de Pressão, fluxo e Volume Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 26. VCV - VENTILAÇÃO CONTROLADA A VOLUME Padrão do Fluxo Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 27. VCV - VENTILAÇÃO CONTROLADA A VOLUME Vantagens e Limitações Vantagens • Habilidade de controlar o volume corrente: ▪ Controle da PaCO2 (ex: hipertensão intracraniana) ▪Alvo de volume corrente (ex:SARA) Limitações • Sincronismo em pacientes com ventilação ativa • Ausência de controle sobre as pressões inspiratórias Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 28. PCV - VENTILAÇÃO CONTROLADA A PRESSÃO A ventilação com pressão controlada assegura um nível de pressão inspiratória pré-programada constante durante um tempo inspiratório pré- programado Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 29. PCV - VENTILAÇÃO CONTROLADA A PRESSÃO • Disparo Tempo (controlada) Pressão, fluxo (assistida) • Limite Pressão • Ciclagem Tempo *Variável dependente: Volume, Fluxo Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 30. PCV - VENTILAÇÃO CONTROLADA A PRESSÃO Curvas de Pressão, fluxo e Volume Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 31. PCV - VENTILAÇÃO CONTROLADA A PRESSÃO Vantagens e Limitações Vantagens • Limita a pressão aplicada aos alvéolos : menor risco de lesão (?) • Fuxo variável: melhor sincronismo • Padrão de fluxo decrescente: maior recrutamento alveolar Desvantagens • Volume corrente não é garantido: risco de hipoventilação Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 32. PCV - VENTILAÇÃO CONTROLADA A PRESSÃO Vantagens e Limitações Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 33. PSV - VENTILAÇÃO COM SUPORTE DE PRESSÃO A ventilação com suporte de pressão assegura um nível de pressão inspiratória pré-programada constante durante a inspiração. A frequência e o tempo da inspiração são determinados pelo paciente Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 34. PSV - VENTILAÇÃO COM SUPORTE DE PRESSÃO Disparo • Pressão, fluxo Limite • Pressão Ciclagem • Fluxo Variáveis dependentes: Volume, fluxo Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 35. PSV - VENTILAÇÃO COM SUPORTE DE PRESSÃO Curvas de Pressão, fluxo e Volume Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 36. PSV – VENTILAÇÃO COM SUPORTE DE PRESSÃO Vantagens e Limitações Vantagens • Auxilia no desmame do ventilador • Melhor sincronismo em pacientes ventilando ativamente Limitações • Volume corrente não é garantido • Requer atividade respiratória do paciente Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 37. SIMV – VENTILAÇÃO MANDATÓRIA INTERMITENTE SINCRONIZADA A SIMV combina ventilações assisto -controladas em uma frequência pré-programada com períodos de ventilação espontânea Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 38. SIMV – VENTILAÇÃO MANDATÓRIA INTERMITENTE SINCRONIZADA Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 39. SIMV – VENTILAÇÃO MANDATÓRIA INTERMITENTE SINCRONIZADA Permite Ciclos Controlados, Assistidos e Espontâneos; Disparo Vantagem: ausência de assincronismo Pode ser utilizada a Pressão Suporte nas espontâneas. Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 40. PARAMÊTROS VENTILATÓRIOS Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 41. OXIGENAÇÃO Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 42. OXIGENAÇÃO Curva de Dissociação da Hemoglobina FIO2: não baixar < 40% em VMI FIO2 > 60% - Toxicidade pela absorção de Nitrogênio > 24Hs Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 43. PEEP Aplicações Recrutamento de unidades alveolares:↓ shunt • SARA • Edema agudo de pulmão • Fisiológico? Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 44. PEEP Aplicações PEEP= 5 cmH²O - impede colabamento alveolar PEEP > 8 cmH²O - melhora oxigenação PEEP > 12 cmH²O - repercussões hemodinâmicas Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 45. PEEP Efeitos Hemodinâmicos Redução da pré-carga • ↑Pressão pleural :↓Retorno venoso • ↑ Resistência vascular pulmonar • Compressão da veia cava Redução da pós -carga • ↑ Pressão extra-mural Débito cardíaco • ↓ Se hipovolemia • ↑ Se normovolemia Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 46. PEEP Problemas Associados Potenciais efeitos danosos associados à ventilação com pressão positiva Hemodinâmica • Redução do débito cardíaco e hipotensão Pulmões • Barotrauma - Extravasamento gasoso • Injúria pulmonar iduzida pelo ventilador (VILI) • Auto-PEEP • Pneumonia associada à VM Troca gasosa • Pode aumentar o espaço morto (compressão de capilares) • Shunt (redirecionamento do fluxo sanguíneo para regiões doentes) Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 47. PEEP Problemas Associados Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 48. AUTO-PEEP APRISIONAMENTO AÉREO “ PRESSÃO RESIDUAL QUE PERMANECE NOS ALVÉOLOS APÓS EXPIRAÇÃO INCOMPLETA ” (TOBIN –1991) Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 49. AUTO-PEEP APRISIONAMENTO AÉREO CAUSAS: ↑ VC ↑FR ↓TE E COLAPSO DINÂMICO DAS VIAS AÉREAS MONITORAR: OCLUIR A VÁLVULA EXPIRATÓRIA NO FINAL DA EXPIRAÇÃO COMBATER: PEEP EXTRÍNSECO 85% DO AUTO PEEP Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 50. VOLUME CORRENTE Volume corrente é o volume de ar inspirado ou expirado em cada incursão respiratória normal O volume corrente alvo deve ser calculado de acordo com o peso ideal: Homem: 50 + 0.91 [altura (cm) - 152.4] Mulher: 45.5 + 0.91 [altura (cm) - 152.4] Rotina – 7 a 8 ml / kg de peso SARA- entre 4 e 6 ml / kg de peso DPOC – entre 5 e 8 ml / kg de peso Volumes correntes elevados aumentam as pressões nas vias aéreas, podem provocar VOLUTRAUMA. Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 51. FLUXO INSPIRATÓRIO Valor inicial: • Fluxo(l/min) = Peso (kg) x 0,6 a 0,9 Valores habituais: • Fluxo inspiratório = 40 a 60 l/min Fluxos elevados diminuem o tempo inspiratório e aumentam a pressão no interior das vias aéreas. Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 52. FLUXO INSPIRATÓRIO ESCOLHA DO PADRÃO DE FLUXO INSPIRATÓRIO Opções disponíveis: • Fluxo quadrado • Fluxo decrescente Fluxo decrescente é o mais utilizado por produzir menores pressões nas vias aéreas. Sem evidências nítidas de vantagens de um padrão sobre o outro. Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 53. ALARMES Pressão inspiratória máxima: 35 a 40 cmH2O. Pressão Inspiratória mínima: 4 a 5 cm acima do valor da PEEP. Volume Minuto máximo: 20% acima do VM estipulado Volume Minuto Mínimo: 50% abaixo do VM estipulado. FR máxima: 35 rpm FR mínima: 6 rpm. (VM = VC x FR) Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 54. SENSIBILIDADE Utilizada na modalidade A/C, SIMV, PSV; Esforço do paciente para deflagrar o ventilador; Pode ser a Pressão ou Fluxo; Pressão: - 0,5 a – 2,0 cmH2O Fluxo: 04 a 06 l/min (+ sensível) Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 55. RELAÇÃO I:E Usar relação I:E de 1:2 até 1:3. (Ventilação espontânea – 1:1,5 – 1:2) As seguintes variáveis interferem na relação I:E –Fluxo inspiratório –Padrão do fluxo inspiratório –Volume corrente –Tempo inspiratório Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 56. RELAÇÃO I:E INVERTIDA Usar relação I:E 1:1 ou 2:1 com cuidado! A relação I:E invertida deve ser usada na SDRA grave, após otimizar VC,PEEP e FiO2. A relação I:E invertida pode: • Melhorar o PO2 • Provocar o aparecimento de auto-PEEP • Interferir no retorno venoso – Causar instabilidade hemodinâmica Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 57. FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA VALORES INICIAIS: • FR = 12 a 16 rpm Freqüências elevadas podem produzir alcalose respiratória e aparecimento de auto-PEEP. Freqüências baixas podem provocar acidose respiratória. Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 58. FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA CORREÇÃO DA ACIDOSE / ALCALOSE RESPIRATÓRIA Correção pela freqüência respiratória: • FR = PaCO2 (a) x FR (a) / PaCO2 (d) Correção pelo volume corrente: • VC = PaCO2 (a) x VC (a) / PaCO2 (d) Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 59. PRESSÃO DE SUPORTE Inicialmente usar PSV de valor igual ao valor da pressão de pico durante a ventilação A/C. Diminuir ou aumentar o valor do PSV até atingir um VC próximo de 8 ml/kg. O valor do PSV deve ser aumentado e principalmente diminuído de uma maneira progressiva. Durante o desmame o PSV deve ser diminuído em 2 cm 2 vezes ao dia até um valor de 6-8 cm H2O.Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 60. VCV VS PCV Cálculo da Capacidade Pulmonar Funcional CPF = VC/P.pico CPF < 15 PCV CPF > 15 VCV Ac. Felipe M. do Patrocínio
  • 61. OBRIGADO! . Ac. Felipe M. do Patrocínio

Notas do Editor

  1. Este modelo pode ser usado como arquivo de partida para apresentar materiais de treinamento em um cenário em grupo.SeçõesClique com o botão direito em um slide para adicionar seções. Seções podem ajudar a organizar slides ou a facilitar a colaboração entre vários autores.AnotaçõesUse a seção Anotações para anotações da apresentação ou para fornecer detalhes adicionais ao público. Exiba essas anotações no Modo de Exibição de Apresentação durante a sua apresentação. Considere o tamanho da fonte (importante para acessibilidade, visibilidade, gravação em vídeo e produção online)Cores coordenadas Preste atenção especial aos gráficos, tabelas e caixas de texto.Leve em consideração que os participantes irão imprimir em preto-e-branco ou escala de cinza. Execute uma impressão de teste para ter certeza de que as suas cores irão funcionar quando forem impressas em preto-e-branco puros e escala de cinza.Elementos gráficos, tabelas e gráficosMantenha a simplicidade: se possível, use estilos e cores consistentes e não confusos.Rotule todos os gráficos e tabelas.
  2. Forneça uma breve visão geral da apresentação. Descreva o foco principal da apresentação e por que ela é importante.Introduza cada um dos principais tópicos.Para fornecer um roteiro para o público, você pode repita este slide de Visão Geral por toda a apresentação, realçando o tópico específico que você discutirá em seguida.
  3. Esta é outra opção para um slide de Visão Geral usando transições.
  4. Esta é outra opção para um slide de Visão Geral.
  5. O Que o público poderá fazer após a conclusão deste treinamento? Descreva brevemente cada objetivo e como o públicose beneficiará apresentação.
  6. Use um cabeçalho de seção para cada um dos tópicos, para que a transição seja evidente ao público.
  7. Adicione slides a cada seção de tópico conforme necessário, incluindo slides com tabelas, gráficos e imagens. Consulte a próxima seção para obter um exemplotabela, gráfico, imagem e layouts de vídeo.
  8. Adicione slides a cada seção de tópico conforme necessário, incluindo slides com tabelas, gráficos e imagens. Consulte a próxima seção para obter um exemplotabela, gráfico, imagem e layouts de vídeo.
  9. Adicione slides a cada seção de tópico conforme necessário, incluindo slides com tabelas, gráficos e imagens. Consulte a próxima seção para obter um exemplotabela, gráfico, imagem e layouts de vídeo.
  10. Adicione slides a cada seção de tópico conforme necessário, incluindo slides com tabelas, gráficos e imagens. Consulte a próxima seção para obter um exemplotabela, gráfico, imagem e layouts de vídeo.
  11. Adicione slides a cada seção de tópico conforme necessário, incluindo slides com tabelas, gráficos e imagens. Consulte a próxima seção para obter um exemplotabela, gráfico, imagem e layouts de vídeo.
  12. Resuma. Torne seu texto o mais breve possível para manter um tamanho de fonte maior.
  13. Adicione um estudo de caso ou a simulação da aula para incentivar discussões e aplicar lições.
  14. Adicione um estudo de caso ou a simulação da aula para incentivar discussões e aplicar lições.
  15. Discuta os resultados do estudo de caso ou da simulação de aula.Aborde práticas recomendadas.