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Trauma abdominal fechado

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Trauma abdominal fechado - LUTTE - MEDICINA UFT

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Trauma abdominal fechado

  1. 1. Dra.Carla Emanoella M. C. Ferr LUTTE Trauma Abdominal Fechado
  2. 2. Epidemiologia do trauma Definição •Palavra oriunda do grego que significa “ferida”. •De acordo com o Comitê do Trauma do Colégio Americano de Cirurgiões o termo “Trauma”é definido como lesão caracterizada por alterações estruturais ou desequilíbrio fisiológico, decorrente de exposição aguda a várias formas de energia: mecânica, elétrica, térmica, química ou radioativa. Trauma
  3. 3. Epidemiologia do trauma • È um problema de saúde pública, afetando não só o Brasil, mas o mundo industrializado; • Os custos anuais para a sociedade envolvem bilhões de reais, devido a combinação de fatores como hospitalização, seguros, encargos trabalhistas e redução de produtividade. • Causa de grande morbimortalidade na sociedade brasileira e mundial.
  4. 4. Causas de morte no Brasil 29% 16% 12,9% SBOT
  5. 5. Incidência Brasil: quinto país em mortes provocadas pelo trânsito. 48% 22% 13% SBOT
  6. 6. Mortes por faixa etária (Amostra de 49.308 indivíduos) 15 – 19 (8%) 30 – 39 (29%) 20 – 29 (26%) SBOT
  7. 7. Estão ligados diretamente às condições socioeconômicas do país: •-Ausência de programas políticos preventivos e eficazes •-Baixa renda •-Baixa escolaridade •-Sexo masculino Fatores predisponentes ao trauma
  8. 8. • -Adolescentes e adultos jovens, os acidentes e as violências são responsáveis pelo maior APVP (Anos Potenciais de Vida Perdidos). • -Limitadas as possibilidades de controle, prevenção, cura e reabilitação; Fatores predisponentes ao trauma Principais causas são: Violência e acidentes de trânsito.
  9. 9. Rev. Col. Bras. Cir. 2012; 39(3): 230-237 Epidemiologia do trauma
  10. 10. Epidemiologia do TraumaTrauma Abdominal •-Ocorre em cerca de 15 a 20% dos traumas em geral. •-A avaliação do abdome é um dos componentes mais desafiadores da análise clínica inicial do traumatizado. •-O diagnóstico rápido é essencial com o intuito de minimizar a gravidade.
  11. 11. Trauma Abdominal •-7 a 10% das admissões nos centros de trauma dos EUA. •-Demora no diagnóstico é a maior vilã na causa de morte a ela relacionada. •-20 a 50% das mortes poderiam ser evitadas, após o atendimento inicial. •-Necessário o conhecimento e treinamento Epidemiologia do Trauma
  12. 12. Tipos de trauma abdominal. Epidemiologia do trauma Penetrantes Contusos
  13. 13. Epidemiologia do Trauma • Trauma abdominal fechado: Determinado por forças de desaceleração ou transmissão de choque pela parede abdominal. Diagnóstico complexo e desafiador. • Trauma abdominal aberto: Perda da integridade da pele atingindo a cavidade abdominal. Diagnóstico um pouco mais óbvio. Tipos de Trauma Abdominal
  14. 14. Epidemiologia do Trauma Ferimento por Arma de Fogo: ATLS Intestino delgado 50% Cólon 40% Fígado 30% Lesões vasculare 25% Muito comuns lesões diafragmáticas
  15. 15. Epidemiologia do Trauma Lesões por Arma Branca: ATLS Fígado 40% Intestino delgado 30% Diafragma 20% Cólon 15%
  16. 16. Epidemiologia do Trauma Trauma Abdominal Fechado
  17. 17. Trauma Abdominal Fechado• A avaliação diagnóstica inicial do trauma abdominal tem por objetivo principal determinar se EXISTE OU NÃO EXISTE INDICAÇÃO CIRÚRGICA. • Abordagens diagnósticas do trauma fechado e do trauma penetrante bsao diferentes. • Trauma abdominal fechado se apresenta como grande desafio propedêutico. • Paciente consciente e orientado X TCE,
  18. 18. Trauma Abdominal Fechado • Vítimas de contusão abdominal, para as quais o exame físico não é confiável devido ao rebaixamento de consciência. • Hipotensão ou choque no politrauma sem causa aparente. • Circunstâncias em que o abdome pode ser uma das possíveis fontes de hemorragia • O LPD é realizado através de colocação de um catéter de diálise peritoneal na cavidade do peritôneo, através de pequena incisão infra-umbilical, sob visão direta. Inicialmente faz-se um aspirado se sangue é um sinal de positividade.Caso não ocorra deve-seinfundi-se Ringuer Lactato. Lavado Peritoneal Indicações Técnica:
  19. 19. Trauma Abdominal Fechado • 100.000 hemácias/mm3 • 500 leucócitos/mm3 • 175U/dl amilase Achados LPD: Laparotomia exploradora
  20. 20. Trauma Abdominal Fechado Contraindicações do LPD Evidências inquestionáveis de envolvimento abdominal
  21. 21. FAST ( Focused Assesmet with Sonogtraphy for Trauma pacient)
  22. 22. - Se refere à avaliação focada por ultra-som para o paciente traumatizado. -Ecografia em tempo real de diferentes áreas do corpo definidas pela técnica mneumônica dos 4 “P”: Pericárdio Perihepático Periesplênico Pélvico FAST ( Focused Assesmet with Sonogtraphy for Trauma pacient)
  23. 23. Localização do operador Paciente bem posicionado Ambiente de sala de emergência Aplique gel nas 4 áreas : Área pericárdica Quadrante superior direito Quadrante superior esquerdo Saco de Douglas. obs:O exame é para detecção de líquido livre e tamponamento cardíaco. Técnica e sequência do FAST
  24. 24. Na área subxifóideana identifica-se o coração. Esta visão deve ser sagital para detectar presença de sangue no pericárdio. Saco Pericárdico FAST
  25. 25. Com o transdutor na linha axilar média direita, entre a 11 e 12 costela , identifica-se o fígado , o rim e o diafragma; Os planos de tecidos entre eles são examinados para identificar a presença de líquido livre( Espaço de Morison). Espaço hepatorrenal FAST
  26. 26. O transdutor deve ser posicionado na linha axilar posterior esquerda,entre a 10 e 11 costelas para visualizar o baço e o rim.A presença de sangue pode ser identificada entre estes órgãos(recesso esplenorrenal) ou posteriormente ao baço(visão periesplênica) Periesplênico FAST
  27. 27. O transdutor deve ser posicionado aproximadamente 4 cm acima da sínfise púbica. Identifica-se a bexiga e o saco de Douglas,avaliar coleções. Esta é a segunda localização mais comum de líquido livre. Fundo de saco FAST
  28. 28. Trauma Abdominal Fechado • Pacientes estáveis hemodinamicamente, como LPD ou FAST positivos. • Boa visualização do retroperitôneo • Avaliação pormenorizada de vísceras maciças. • Visualização de lesões de vísceras ocas, por meio de contraste. Tomografia computadorizada
  29. 29. Trauma Hepático
  30. 30. Trauma Hepático Tratamento não cirúrgico Pacientes estáveis hemodinamicamente Nível de consciência preservado Ausência de peritonite Lesões hepáticas de grau(I-III)-(IV- V?) Necessidade de menos de 2 CH Terapia intensiva 48h Hb/Ht seriados
  31. 31. Trauma Hepático Suturas/Clipes cirúrgicos/Argônio/ Colágeno Microfibrilar/Damage Control Ligadura Vascular/ Ressecções. Desbridamentos/Lobectomia /Ligadura definitiva da a. hepatica(raramente) Sangramentos profusos(III,IV)- Manobra de Prigle Tratamento Cirúrgico
  32. 32. Trauma Esplênico
  33. 33. Trauma Esplênico Tratamento não cirúrgico Pacientes estáveis hemodinamicamente Nível de consciência preservado Ausência de peritonite Necessidade de menos de 2 CH Terapia intensiva 48h Hb/Ht seriados
  34. 34. Trauma Esplênico Tratamento cirúrgico Pacientes instáveis hemodinamicamente (LPD/FAST positivos) Pacientes estáveis hemodinamicamente com distúrbios de coagulação. Peritonite
  35. 35. Outros tipos de Lesões Traumáticas Trauma Duodenal Trauma Pancreático Trauma de Intestino Delgado Trauma de Cólon e Reto Trauma do trato urinário -Trauma de uretra/renal
  36. 36. Algarítimo Trauma Abdominal Fechado
  37. 37. Saber onde procurar lesões é tão importante quanto saber o que fazer após encontrá-las.

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