Desvendando o Tratamento Restaurador Atraumático

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  • Desvendando o Tratamento Restaurador Atraumático

    1. 1. Desvendando
o
Tratamento
 Restaurador
Atraumá/co Flávio
Salomão
Miranda
    2. 2. O que era o
    3. 3. “Programa
desenvolvido
 pela
OMS
para
 populações
 economicamente
 desfavorecida” Frencken

et
al

(1996)
    4. 4. O que éTRA ?
    5. 5. Estratégia
minimamente
invasiva
 de
eficiência
comprovada
no
controle
da
doença
cárie
sempre
 que

associada
a
outras
ações
 preven/vas.

    6. 6. Por que o
 ART
é criticado?
    7. 7. Odontologia
Baseada
em

    8. 8. •
Livros•Autoridades•Experiência
em
consultório•Desinformação
    9. 9. Histórico
    10. 10. Histórico 1968 “a
remoção
total
de
tecido
cariado
não
re/ra
 completamente
todos
MO,
entretanto
a
paralisação
do
 processo
de
cárie
ocorre
independentemente
de
 alguns
microorganismos
permanecerem
viáveis”











 
 
 
 
 
 Crone,1968


    11. 11. Histórico
    12. 12. Histórico
    13. 13. Histórico 1972 ...
Duas
porções
dis/ntas
foram
encontradas
nas
lesões
 de
cárie
...”











 
 
 
 
 
 

































 Fusayama
&
Terachina


    14. 14. Histórico
    15. 15. Histórico 1972 Wilson
&
Kent,
observaram
o
 cimento
de
SILICATO
e

o

 POLICARBONATO
DE
ZINCO
    16. 16. Histórico
    17. 17. Histórico 1974 1º

Ionômero
de
Vidro
 comercializado

na
Europa
    18. 18. Histórico
    19. 19. Histórico 1974 Fissure
sealing
and
filling
with
an
adhesive
 glass‐ionomer 


McLean
&
Wilson
    20. 20. Histórico
    21. 21. Histórico 1979 ...camada
mais
profunda
foi
visualizada
com
aparência
 endurecida,
descalcificação
intermediária
além
de
ser
 passível
de
remineralização
quando
devidamente
 protegida
por
um
período
de
tempo... 
















































































Fusayama
    22. 22. Histórico
    23. 23. Histórico Anos

80“Constataram
o
controle
das
lesões
de
cárie
tratadas
apenas
com
selantes
resinosos
após
um
ano
de
observação”


















Mertz‐Fairhurst,
Schuster
e
Fairhurst
(1986)
    24. 24. Histórico
    25. 25. Histórico Anos
80 ...
estudos
na
Faculdade
de
Dar
Es
Salaam
‐
Tanzânia







 
 Frencken
    26. 26. Histórico
    27. 27. Histórico 1990Comparando
dois
materiais
sob
método
não
invasivo,
 
(selantes
resinosos
 e
 ionoméricos
 )após
 5
 anos
 :
 90%
 dos
 SR
apresentavam‐se
 re/dos
 no
 dente
 porém,
 5%
 lesões
 de
 cárie
secundária,
SI
mesmo
com
falhas
reten/vas
em
grande
parte
do
grupo
 testado
 não
 houve
 
 nenhuma
 evidência
 de
 cárie
 em
fissuras
.











































Mejàre
e
Mjor
    28. 28. Histórico
    29. 29. Histórico 1992 ...
estudos
sobre
exposição
de
flúor‐
Tanzânia













 
 Frencken
    30. 30. Histórico
    31. 31. Histórico 1994‐1995 ...
Lançado
o
Cimento
de
ionômero
de
vidro
de
alta
 viscosidade
    32. 32. Histórico“…The
success
rate
of
ART
fillings
in
the
permanent
den//on
was
93
per
cent
and
the
reten/on
rate
for
sealants
was
78
per
cent.”
    33. 33. Histórico 1994 ...
An
atrauma2c
restora2ve
treatment
(ART)
technique:
 evalua2on
a<er
one
year.“…The
success
rate
of
ART
fillings
in
the
permanent
den//on
was
93
per
cent
and
the
reten/on
rate
for
sealants
was
78
per
cent.”
    34. 34. HistóricoFrencken37
et
al.
(1996),

avaliaram
569
alunos
no
Zimbábue
com
media
de
13,9
anos,
com
prevalência
de
41%
de
cárie.
O
resultado
após
1
ano
indicou
uma
longevidade
de
93,4%
das
restaurações
de
ART
com
cimento
de
ionômero
de
vidro
Chem
fil
Superior
(Dentsiply/De
Trey)
e
uma
aceitação
do
tratamento
de
95%
dos
estudantes
que
par/ciparam
do
estudo..
    35. 35. Histórico 1996Frencken37
et
al.
(1996),

avaliaram
569
alunos
no
Zimbábue
com
media
de
13,9
anos,
com
prevalência
de
41%
de
cárie.
O
resultado
após
1
ano
indicou
uma
longevidade
de
93,4%
das
restaurações
de
ART
com
cimento
de
ionômero
de
vidro
Chem
fil
Superior
(Dentsiply/De
Trey)
e
uma
aceitação
do
tratamento
de
95%
dos
estudantes
que
par/ciparam
do
estudo..
    36. 36. “ART
 consiste
 na
 escavação
 do
 tecido
 cariado
 amolecido
 e
infectado
com
instrumentos
manuais
e
o
preenchimento
da
porção
 den/nária
 remanescente
 
 com
 materiais
 adesivos
que
tenham
a
capacidade
de
paralisar
a
cárie
e
minimizar
o
aparecimento
 de
 lesões
 secundárias
 como
 os
 cimentos
ionomericos,
 que
 têm
 em
 seu
 maior
 beneficio
 a
 liberação
de
flúor” Frencken,
1996
    37. 37. Tratamento
Restaurador
Atraumá2co
 ARTPONTOS-CHAVE DA TÉCNICA ART:• Preparo cavitário desnecessário• Apenas dentina amolecida é removida• O formato da lesão cariosa define a forma dopreparo cavitário• Baixo custo• Passível de ser executada em qualquer local
    38. 38. 

 
 















































 

    39. 39. Tratamento
Restaurador
Atraumá2co

 ART
    40. 40. Tratamento
Restaurador
Atraumá2co

 ART TÉCNICA RESTAURADORA 1. Arrumação da bandeja 2. Isolamento do campo operatório
    41. 41. Tratamento
Restaurador
Atraumá2co
 ART TÉCNICA RESTAURADORA • Examinar, após o isolamento, a extensão e profundidade da lesão.
    42. 42. Tratamento
Restaurador
Atraumá2co ART • Placa
bacteriana
e
restos
 alimentares
deverão
ser
 removidos
com
a
sonda
 exploradora
ou
com
uma
 bolinha
de
algodão
 embebida
em
água
e
 posterior
secagem.
    43. 43. Tratamento
Restaurador
Atraumá2co
ART • Em lesões muito pequenas é necessário ampliar a abertura da cavidade para que a cureta de dentina possa ter acesso.
    44. 44. Tratamento
Restaurador
Atraumá2co
 ART
    45. 45. Tratamento
Restaurador
Atraumá2co
 ART 




Aspecto final da cavidade após a remoção da dentina amolecida, do esmalte sem apoio, lavagem e secagem
    46. 46. Tratamento
Restaurador
Atraumá/co
 ART




Após o preparo cavitário, tanto com instrumentos manuais como com brocas, é produzido a smear layer que impede a adesão entre o material e a dentina.
    47. 47. Tratamento
Restaurador
Atraumá/co

 ART • Para a remoção da smear layer pode-se usar ácido poliacrilico 11,5% ou simplesmente o líquido do ionômero.
    48. 48. Tratamento Restaurador Atraumático ART 



O vidro do líquido deve ser posicionado perpendicular ao bloco de papel para que se diminua a possibilidade de bolhas de ar.
    49. 49. Tratamento Restaurador Atraumático ART 



O vidro do líquido deve ser posicionado perpendicular ao bloco de papel para que se diminua a possibilidade de bolhas de ar.
    50. 50. Tratamento Restaurador Atraumático ART 



O vidro do líquido deve ser posicionado perpendicular ao bloco de papel para que se diminua a possibilidade de bolhas de ar.
    51. 51. Tratamento
Restaurador
Atraumá2co
 ART • O vidro do pó deve ser agitado antes do seu uso e sempre deve ser observada a quantidade a ser utilizada do pó. A proporção para todos os tipos de ionômero é de 1:1.
    52. 52. Tratamento
Restaurador
Atraumá2co
 ART • O vidro do pó deve ser agitado antes do seu uso e sempre deve ser observada a quantidade a ser utilizada do pó. A proporção para todos os tipos de ionômero é de 1:1.
    53. 53. Tratamento
Restaurador
Atraumá2co
 ART • O vidro do pó deve ser agitado antes do seu uso e sempre deve ser observada a quantidade a ser utilizada do pó. A proporção para todos os tipos de ionômero é de 1:1.
    54. 54. Tratamento
Restaurador
Atraumá/co
 ART• A mistura deve ser utilizada imediatamente após o seu preparo;• O ionômero deve ser inserido na cavidade em pequenas porções e realizar movimentos com a espátula no sentido de promover sua boa distribuição.
    55. 55. Tratamento
Restaurador
Atraumá2co
 ART Uma pequena camada de vaselina sólida estéril deve ser espalhada sobre o dedo indicador ou polegar e, em seguida, realiza-se compressão sobre a restauração.
    56. 56. Tratamento
Restaurador
Atraumá/co
 ART • Após a presa inicial do material, o excesso é removido com auxílio dos esculpidores e posterior checagem da oclusão do paciente. • 
Após a utilização da fita carbono para verificação de contatos, ajusta-se a restauração com esculpidores e curetas de dentina.
    57. 57. Tratamento Restaurador Atraumático ART
    58. 58. Vantagens
do
ART•
Baixo
custo•Remove
apenas
tecido
cariado•Minimiza
o
uso
de
anestésico
local•Facilita
limpeza
e
desinfecção•Material
u/lizado
facilita
adesão
ao
tecido
dentário•Reintegração
de
dentes
com
cárie
a
sua
função•Liberação
de
Flúor
    59. 59. Vantagens
do
ART•União
de
tratamento
cura/vos
e
preven/vos•Técnica
de
fácil
aceitação•Auxilia
programas
de
promoção
e
educação
para
a
saúde
    60. 60. O
TRA
por
vezes
é
confundido
com
adequação
do
meio
bucal:
Enquanto
 que
 o
 TRA
 é
 um
 tratamento
 restaurador
defini/vo,
 adequação
 do
 meio
 bucal
 pode
 ser
definida
 como
um
 conjunto
de
medidas
 que
leva
ao
controle
da
doença
cárie. (OLIVEIRA
et
al.,
1998)
    61. 61. A
adequação
do
meio
bucal
apresenta
as
seguintes
etapas:1. Iden/ficar,
remover
e/ou
controlar
os
fatores
da
doença;2.
Controle
de
placa
e
profilaxia
profissional;3.
 Remover
 parcialmente
 o
 tecido
 cariado
 e
 promover
 imediato
preenchimento
 da
 cavidade
 com
 cimento
 de
 óxido
 de
 zinco
 e
 eugenol
reforçado,
 cimento
 de
 ionômero
 de
 vidro
 ou,
 conforme
 a
 situação,
aplicação
de
soluções
cariostá/cas.
    62. 62. Restauração
Provisória
ou
definitiva?
    63. 63. Qual omelhorionômero?
    64. 64. Avaliaram
 a
 microinfiltração
 de
 cinco
 inomeros
 de
 vidro
 u2lizados
 no
TRA:
 Fuji
 IX,
 Vidrion
 N;
 ChemFlex
 ,
 Ketac
 Molar
 ART
 
 e
 Vidrion
 R
 .
Restaurações
 classe
 V
 foram
 feitas
 na
 face
 ves2bular
 de
 50
 caninos
decíduos
 seguindo
 as
 recomendações
 dos
 fabricantes,
 em
 seguida
 os
dentes
foram
subme2dos
ao
teste
 de
 microinfiltração.
 Verificaram
que
todos
os
materiais
apresentaram
grau
de
microinfiltração
semelhantes,
exceto
 o
 Ketac
 Molar
 ART
 que
 na
 parece
 cervical
 apresentou
 o
 maior
grau
de
microinfiltração,
com
diferença
esta2s2camente
significa2va. Raggio
et
al
2002
    65. 65. Microleakage
of
different
types
of
glass
ionomer
 cements
used
in
atrauma/c
restora/ve
treatmentThe
aim
of
this
study
was
evaluate
the
microleakage
of
different
types
of
glass
ionomer
cements
 used
 in
 atrauma/c
 restora/ve
 treatment.
 Prepara/ons
 cavi/es
 Class
 V
 were
done
 on
 30
 deciduos
 canines
 with
 diamond
 bur
1091.
 The
 specimen
 were
 divided
 into
three
groups
(n=10):
G1:
Vidrion
R,
G2:
Vitro
Molar
and
G3:
Maxxion
R.
The
samples
were
rendered
 impermeable,
 stained
 with
 methylene
 blue,
 and
 it
 were
 sec/oned
 and
photographed
 with
 a
 digital
 camera,
 being
 these
images
 evaluated
 by
three
 examiners.
The
results
was
submi{ed
to
sta/s/cal
analyses
of
Kruskall‐Wallis.
The
arythme/c
grades
and
Standart
devia/ons
on
the
incisive
wall
were:
G1:
1,60(1,34)
G2:
1,40(1,50),
G3
1,60
(1,50)
 and
 on
 the
 gingival
 wall
 were:
 G1:
 2,20(1,13),
 G2:2,60(0,96),
 G3:1,60(1,50)The
glass
ionomer
cements
showed
absence
of
sta/s/cally
significant
differences
among
the
different
commercial
brands
used
in
this
study
(P>0,05)
with
similar
marginal
adapta/on
on
 both
 cavitary
 walls
 in
 decidual
 teeth,
 being
 recommended
 for
 the
 atrauma/c
restora/ve
treatment
in
pediatrics. Wanssa
et
al
2007.

    66. 66. Maxxion
    67. 67. Vidrion
R
    68. 68. Estudos
compara2vos
de
alguns
cimentos
ionoméricos
 convencionaisConclusões:
 Vidrion
 C
 possui
 resistência
 suficiente
 para
 ser
subs/tuto
 eventual
 como
 cimento
 restaurador;
 o
 envelhecimento
de
 2
 meses
 fortalece
 os
 cimentos
 Vidrion
 C
 e
 R;
 sem
envelhecimento,
 Ketac
 Fill
 apresentou
 melhor
 resistência
 à
compressão
do
que
o
Vidrion
C;
os
vidros
dos
pós
de
cimentos
de
ionômero
 de
 vidro
 podem
 apresentar‐se
 fortemente
 cristalizados
no
seu
estado
como
recebido
do
fabricante Rios,
2004
    69. 69. h{p://cochrane.bvsalud.org/portal/php/index.php
    70. 70. h{p://www.miden/stry.com/
    71. 71. www.eviden/sta.org
    72. 72. Considerações
Finais

    ×