“O meu nome é Severino       se ao menos mais cinco havianão tenho outro de pia.      com nome de SeverinoComo há muitos S...
Construindo nossa identidadeDesde 2003, quando o CEU CEI ARICANDUVA foiinaugurado, o trabalho aqui realizado fora estrutur...
Por que mudar o nome do CEI?• Existem alguns CEI próximos que possuem nomes  muito parecidos com o CEU CEI ARICANDUVA,  ca...
Escolhendo um nome...• Os nomes dados a escolas e outros órgão  públicos são geralmente homenagens  póstumas à personalida...
Processo para mudança...• Desde o inicio de 2009, quando a alteração  do nome da unidade educacional foi  determinada meta...
• Gostaríamos ainda de envolver a comunidade  neste processo, abrindo espaço para que a  comunidade sugerisse candidatas p...
Zélia Gattai  Amado
Zélia Gattai a escritora, politizada, acadêmica,mãe, mulher que andou a frente do seu tempo...                     • É nas...
Durante 56 anos Zélia Gattai foi casadacom o também escritor Jorge Amado, queconheceu em 1945 quando ambostrabalhavam pela...
A partir de então, Zélia auxiliou o processode preparação e revisão dos livros domarido. Com o escritor, Zélia teve doisfi...
Sua estréia na literatura deu-se em 1979,quando começou a escrever suasmemórias. Seu primeiro livro, "Anarquistas,Graças a...
A escritora Zélia Gattai, 85, foi eleita para a cadeira                     nº 23 da ABL  A escritora Zélia Gattai está co...
Veja a bibliografia completa da escritora Zélia Gattai:•   1979: "Anarquistas Graças a Deus"    (memórias)•   1982: "Um Ch...
Carolina Maria de      Jesus
Mulher, Brasileira, Negra, Pobre           e GuerreiraCarolina Maria de Jesus nasceu em MinasGerais e migrou-se para São P...
Um dia, Carolina achou no lixo umacaderneta e começou a escrever nela suasreflexões sobre a vida e a favela onde vivia.
Esta poderia ser a história de qualquermulher brasileira, pobre, mãe e arrima defamília, e só não é por conta de umjornali...
Carolina revela através    de sua escritura a       importância do testemunho como meio    de denúncia sócio-  política de...
Sua primeira obra foi um sucessoabsoluto de vendas, Carolina ganhounotoriedade, ficou conhecida como “ACinderela Negra”. D...
Além de Quarto de despejo, Carolina tambémpublicou Casa de alvenaria (1961), Provérbios ePedaços da fome (1963) e Diário d...
Por que Carolina é quase que      ignorada no Brasil?    Talvez por ser mulher, se ela fossehomem, seu relato teria sido c...
Ela era, ainda, mãesolteira de três filhos, cada umde um homem diferente.                Ela conta a periferia. Não       ...
Enfim, quem era esta mulher negra, mãe solteira,semi-alfabetizada (cursou apenas até a 2ª série doensino fundamental), que...
Dirce Migliaccio
De atriz a boneca tagarela...Dirce Migliaccio estreou no teatro em 1958,trabalhou em seu primeiro filme em 1962 eno mesmo ...
A partir de 1965 atuou em diversas novelas daextinta TV Tupi:"Paixão de Outono”"Nino, o Italianinho”"Toninho on the Rocks”...
Em 1975, a Globo e a TVE do Rio deJaneiro fizeram em parceria o seriado"Pluft, o Fantasminha" - com DirceMigliaccio no pap...
Em seguida voltou aocinema para atuar em "Nemos     Bruxos     Escapam"(1975),    "O Caçador deFantasma" (1975), "GuerraCo...
De 1980 a 1985 voltou a viver JudicéiaCajazeira no seriado "O Bem Amado".Depois do fim da série, Dirce atuou nocinema, em ...
AS ELEIÇÕESVotação para a escolha do nome do CEI    aberta para Pais e Funcionários            QUANDO???   Em 25/11/2009, ...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Apresentação Eleição Patrona

905 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
905
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
571
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Apresentação Eleição Patrona

  1. 1. “O meu nome é Severino se ao menos mais cinco havianão tenho outro de pia. com nome de SeverinoComo há muitos Severinos, filhos de tantas Mariasque é santo de romaria, mulheres de outros tantos,deram então de me chamar já finados, Zacarias,Severino de Maria; vivendo na mesma serracomo há muitos Severinos magra e ossuda em que eu vivia.com mães chamadas Maria, Somos muitos Severinosfiquei sendo o da Maria iguais em tudo na vida:do finado Zacarias. na mesma cabeça grandeMas isso ainda diz pouco: que a custo é que se equilibra,há muito na freguesia, no mesmo ventre crescidopor causa de um coronel sobre as mesmas pernas finas,que se chamou Zacarias e iguais também porque o sanguee que foi o mais antigo que usamos tem pouca tinta.senhor desta sesmaria. E se somos SeverinosComo então dizer quem fala iguais em tudo na vida,ora a Vossas Senhorias? morremos de morte igual,Vejamos: é o Severino mesma morte severina:da Maria do Zacarias, que é a morte de que se morrelá da Serra da Costela, de velhice antes dos trinta,limites da Paraíba. de emboscada antes dos vinte,Mas isso ainda diz pouco: de fome um pouco por dia”... (João Cabral de Melo Neto, Morte e Vida Severina)
  2. 2. Construindo nossa identidadeDesde 2003, quando o CEU CEI ARICANDUVA foiinaugurado, o trabalho aqui realizado fora estruturadosob os alicerces de qualidade e de parceria para comas crianças e a comunidade. Em 2009, apóslevantamento das conquistas firmadas decorrentes aorelacionamento escola-comunidade, o Conselho dePais e Funcionários avaliou que é chegada a hora deformalizarmos a construção da identidade destaunidade educacional, para tanto, foi cogitado que umaboa maneira dar continuidade ao processo deconstrução de NOSSA identidade é alteração donome de nossa escola, e definimos esta alteraçãocomo uma das metas de 2009.
  3. 3. Por que mudar o nome do CEI?• Existem alguns CEI próximos que possuem nomes muito parecidos com o CEU CEI ARICANDUVA, causando confusões de endereços, documentos de funcionários e cadastros.• Nosso CEI tem o nome da avenida de referencial ao local a nossa localização geográfica.• A construção da identidade de um indivíduo se dá a partir da escolha de seu nome, ou seja, a criança começa a se descobrir como ser único quando deixamos de chamá-la por seu referencial “bebê, nenê, cuti-cuti e etc” e começamos a chamá-la pelo nome com a qual ela fora registrada. Assim também são as empresas e os órgãos públicos, que são reconhecidas a partir de seus nomes.
  4. 4. Escolhendo um nome...• Os nomes dados a escolas e outros órgão públicos são geralmente homenagens póstumas à personalidades que deixaram alguma marca na história.• Muitas vezes a escolha destes nomes é realizada sem a participação da comunidade escolar, quando os órgãos públicos ficam sabendo da homenagem realizada ela já foi publicada no Diário Oficial da Cidade e nada se pode fazer para contestá-la.
  5. 5. Processo para mudança...• Desde o inicio de 2009, quando a alteração do nome da unidade educacional foi determinada meta para este ano, deu-se inicio o processo para essa alteração. Primeiramente, em reunião com os funcionários do CEU CEI ARICANDUVA, foi definido que gostaríamos de ter como patrona uma mulher, uma brasileira que representasse a força da mulher no Brasil e, se possível, na educação.
  6. 6. • Gostaríamos ainda de envolver a comunidade neste processo, abrindo espaço para que a comunidade sugerisse candidatas para patrona do CEI, o que foi feito em agosto/ 09 através de comunicado impresso enviado aos pais de alunos.• Em outubro/09 finalizamos o processo de inscrição de candidatas e divulgamos os nomes e biografias para conhecimento dos pais através de comunicados impressos e no mural de informações.• Em novembro/09 pretendemos realizar a eleição do nome da Mulher Brasileira que carregará nossa identidade e, para tanto, foi convocada esta reunião de apresentação das canditadas...
  7. 7. Zélia Gattai Amado
  8. 8. Zélia Gattai a escritora, politizada, acadêmica,mãe, mulher que andou a frente do seu tempo... • É nas mulheres que se concentra o olhar de Zélia Gattai seduzida pela ação daquelas que caminhavam rompendo com os padrões ideais de "esposa-mãe, dona do lar". • A emancipação da mulher, a luta contra a desigualdade social, o direito ao voto eram alguns dos temas defendidos.
  9. 9. Durante 56 anos Zélia Gattai foi casadacom o também escritor Jorge Amado, queconheceu em 1945 quando ambostrabalhavam pela anistia de presos políticos.
  10. 10. A partir de então, Zélia auxiliou o processode preparação e revisão dos livros domarido. Com o escritor, Zélia teve doisfilhos: João Jorge, nascido em 1947, ePaloma, em 1952
  11. 11. Sua estréia na literatura deu-se em 1979,quando começou a escrever suasmemórias. Seu primeiro livro, "Anarquistas,Graças a Deus", recebeu o Prêmio Paulistade Revelação Literária. Antes disso, em1963, ela organizou fotobiografia de Amado,intitulada "Reportagem Incompleta".
  12. 12. A escritora Zélia Gattai, 85, foi eleita para a cadeira nº 23 da ABL A escritora Zélia Gattai está comemorando a eleição à cadeira na ABL (Academia Brasileira de Letras), que em 07/12/2001.• Zélia foi eleita para a cadeira nº 23 da academia. Ela teve 32 votos, de 36 imortais que votaram. Além de Zélia, concorreram à vaga Joel da Silveira, Ieda Otaviano, Waldemar Claudio dos Santos, Marcelo Henrique, Diógenes Magalhães, Rachel da Gama Sampaio, Eliane Ganem, Elias Antunes, Cid Paulo Ferreira e Fernão Avelino.• A escritora tem 13 livros publicados entre memórias, romances e infanto-juvenis.
  13. 13. Veja a bibliografia completa da escritora Zélia Gattai:• 1979: "Anarquistas Graças a Deus" (memórias)• 1982: "Um Chapéu para Viagem" (memórias)• 1984:"Senhora Dona do Baile" (memórias)• 1987: "Reportagem Incompleta" (fotobiografia)• 1988: "Jardim de Inverno" (memórias)• 1989: "Pipistrelo das Mil Cores" (literatura infantil)• 1991: "O Segredo da Rua 18" (literatura infantil)• 1992: "Chão de Meninos" (memórias)• 1995: "Crônica de uma Namorada" (romance)• 1999: "A Casa do Rio Vermelho" (memórias)• 2000: "Cittá Di Roma" (memórias)• 2000: "Jonas e a Sereia" (literatura infanto- juvenil)• 2001: "Códigos de Família" (memórias)Fonte: Fundação Casa de Jorge Amado
  14. 14. Carolina Maria de Jesus
  15. 15. Mulher, Brasileira, Negra, Pobre e GuerreiraCarolina Maria de Jesus nasceu em MinasGerais e migrou-se para São Paulo,especificamente para a favela do Canindé,com seus três filhos, trabalhava comocatadora de papelão.
  16. 16. Um dia, Carolina achou no lixo umacaderneta e começou a escrever nela suasreflexões sobre a vida e a favela onde vivia.
  17. 17. Esta poderia ser a história de qualquermulher brasileira, pobre, mãe e arrima defamília, e só não é por conta de umjornalista que fora fazer uma reportagem nafavela onde morava Carolina, ficou sabendode uma mulher que escrevia sobre si esobre aquela lugar e a procurou. Carolina,lhe entregou alguns manuscritos de seudiário que foram, inicialmente, publicadosem um jornal impresso e posteriormentederam origem ao primeiro livro da heroínadesta história, “Quarto de Despejo”.
  18. 18. Carolina revela através de sua escritura a importância do testemunho como meio de denúncia sócio- política de uma cultura hegemônica que exclui aqueles que lhe são alteridade.http://www.amulhernaliteratura.ufsc.br/catalogo/carolina_ vida.html
  19. 19. Sua primeira obra foi um sucessoabsoluto de vendas, Carolina ganhounotoriedade, ficou conhecida como “ACinderela Negra”. Deixou seu barraco demadeira na favela do Canindé e mudou-separa uma casa de alvenaria em um bairro“melhor”, mas lá não foi feliz. Ela foi vistapelos novos vizinhos além de negra, comouma “pobre", recém chegada da favela. Empouco tempo, cansada de ver seus filhosperseguidos e agredidos pelas crianças donovo bairro, Carolina comprou uma chácara ese mudou para lá, definitivamente.
  20. 20. Além de Quarto de despejo, Carolina tambémpublicou Casa de alvenaria (1961), Provérbios ePedaços da fome (1963) e Diário de Bitita (publicaçãopóstuma, realizada em 1982, pela editora francesa A.M. Métailié). Apesar de todo o sucesso de seu primeiro livro,as publicações seguintes da autora não tiveram êxito,e Carolina caiu no esquecimento. Pobre, morreu nacasa em que morava com o filho mais velho, no bairrode Parelheiros, em São Paulo, no dia 13 de fevereirode 1977. Além dos já citados, deixou os livros Maria,Ra-re-ri-ro-rua, A vedete da favela, Pinguço, Marcha,Acende o fogão, O pobre e o rico, Simplício, Omalandro, Moamba, As granfinas, A Maria Veio, Quemassim mê vê cantando e Macumba
  21. 21. Por que Carolina é quase que ignorada no Brasil? Talvez por ser mulher, se ela fossehomem, seu relato teria sido consideradomuito mais “forte”, afinal Carolina fala doponto de vista da mulher, num paístradicionalmente machista.
  22. 22. Ela era, ainda, mãesolteira de três filhos, cada umde um homem diferente. Ela conta a periferia. Não somente da periferia da cidade, ela morava na favela do Canindé quando Quarto de despejo foi publicado, mas da periferia do poder...
  23. 23. Enfim, quem era esta mulher negra, mãe solteira,semi-alfabetizada (cursou apenas até a 2ª série doensino fundamental), que tinha por profissão retirar dolixo papéis e outros materiais para vender? Ela não eranada, e isto lhe foi feito muito claro várias vezes,inclusive quando tomou um elevador com um político eele lhe disse que o elevador de serviço era outro, e elanão deveria estar ali... Talvez por tudo isso ou por ser “só isso” acaboucaindo na desconhecimento dos da maioria dosbrasileiros.
  24. 24. Dirce Migliaccio
  25. 25. De atriz a boneca tagarela...Dirce Migliaccio estreou no teatro em 1958,trabalhou em seu primeiro filme em 1962 eno mesmo ano atuou no clássico deRoberto Farias "O Assalto ao TremPagador".
  26. 26. A partir de 1965 atuou em diversas novelas daextinta TV Tupi:"Paixão de Outono”"Nino, o Italianinho”"Toninho on the Rocks”"A Selvagem“"A Fábrica”Em 1973 integrou o elenco de um grande clássicoda televisão brasileira, a telenovela "O BemAmado", escrita por Dias Gomes.
  27. 27. Em 1975, a Globo e a TVE do Rio deJaneiro fizeram em parceria o seriado"Pluft, o Fantasminha" - com DirceMigliaccio no papel de Pluft -, obra de MariaClara Machado.
  28. 28. Em seguida voltou aocinema para atuar em "Nemos Bruxos Escapam"(1975), "O Caçador deFantasma" (1975), "GuerraConjugal" (1975), "O Roubodas Calcinhas" (1975) e"Padre Cícero" (1976). Em1977, retornou à televisãopara marcar época como aprimeira Emília do seriado"Sítio do PicapauAmarelo" da TV Globo.
  29. 29. De 1980 a 1985 voltou a viver JudicéiaCajazeira no seriado "O Bem Amado".Depois do fim da série, Dirce atuou nocinema, em filmes como "Baixo Gávea"(1986); "Simão, o Fantasma Trapalhão"(1988), "Buffo e Spallanzani" (2001). Nolonga Sem Controle (2007), Dirce fez opapel de Dona Iolanda, funcionária de umhospício. Em 22 de setembro de 2009morre, aos 76 anos, no Rio de Janeiro. Fontes: Wikipédia, Site Mulheres do Cinema Brasileiro.
  30. 30. AS ELEIÇÕESVotação para a escolha do nome do CEI aberta para Pais e Funcionários QUANDO??? Em 25/11/2009, das 7 as 17 horas ONDE???A urna estará disposta na Secretaria do CEI, ao lado do refeitório das crianças. PARTICIPEM!!!

×